Edição Nº 219 | 28 de Abril de 2010 | Edições anteriores, clique aqui!

 RH/T&D e clientes internos: revisitando as relações

 

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 Eunice Mendes em momento sabático

 

 Sala de Imprensa
 

  A Consultoria e a Trepadeira

 Inspirações oriundas de uma trepadeira

Recentemente uma experiência com plantas me permitiu uma curiosa analogia com o mundo das consultorias. É muito comum que face ao conselho do especialista, nós achemos que temos uma ideia melhor sobre o assunto. Quantas e quantas vezes uma organização despreza o conselho do especialista que ela mesma contratou?

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 JB Vilhena

  Vídeo Palestra

  Os Amores e as Organizações

 

Os amores, a gestão e o Brasil


 

 

Há amores que nascem sob o signo do equívoco e acabam morrendo até mesmo trágica e tristemente porque as pessoas não souberam encontrar a raiz desse equívoco e arrancá-la com coragem. Então, de equívoco em equívoco, o amor vai se desgastando e até se transforma em raiva, contida ou incontida. E morre de morte nem sempre acidental.


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 Wagner Siqueira
 

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A CONSULTORIA E A TREPADEIRA

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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JB Vilhena

Presidente do MVC

Autor do Manual das Universidades Corporativas

Coordenador dos programas de Gestão Comercial da FGV

 

 

INSPIRAÇÕES ORIUNDAS DE UMA TREPADEIRA

 

 

Tenho duas grandes paixões na vida. Flores e música (na verdade estou quase pronto para aumentar a lista, colocando “andar de moto pelas estradas secundárias de Minas Gerais” como uma terceira).

 

Recentemente uma experiência com plantas me permitiu uma curiosa analogia com o mundo das consultorias. Esse é o tema que quero comentar com você.

 

Em fevereiro finalmente terminei a reforma da casa em que moro, localizada em uma pequena cidade do centro-sul mineiro, chamada Oliveira. O projeto da arquiteta, que ficou uma “gracinha”, previa a plantação de uma “trepadeira” na garagem, visando criar ali uma espécie de parede verde.

 

Já de cara eu quis subverter a ideia, pensando em substituir a trepadeira por um conjunto de vasos com samambaias. Felizmente tive o bom senso de conversar com uma especialista no assunto, que me explicou que as samambaias jamais resistiriam ao sol e vento a que estariam expostas.

 

Como o argumento era convincente, perguntei que tipo de trepadeira ela me aconselhava a plantar. Abrindo um lindo livro sobre esse tipo de plantas, minha consultora mostrou-me uma, com belas florezinhas amarelas. Explicou que a tal planta - chamada popularmente de “Tamanco de Judia” - era muito resistente as condições que estaria exposta e se ofereceu para encomendar uma muda, cuidar dela enquanto fosse pequena – plantando-a em um vaso apropriado – e depois colocá-la no lugar ideal para seu desenvolvimento. Também sugeriu que eu colocasse uma espécie de tela onde a planta deveria crescer. Isso facilitaria o processo de construção da tal parede verde.

 

Acatei todas as recomendações e contratei o serviço da especialista.

 

Cerca de cinco semanas depois, ela apareceu com um vaso bastante grande, no qual sobressaía uma pequena folhagem, que parecia ter sido visitada por alguma lagarta faminta. Ivone explicou que as folhas não haviam sido “comidas”. Apenas haviam sofrido um pouco pelo fato de serem poucas e estarem plantadas em um vaso bastante adubado.

 

Hoje o pequeno ramo cresceu, já envolveu toda a tela e começa a pender para o chão. Creio que em mais três meses terei a parede que desejava.

 

E o que esta história tem a ver com o mundo das consultorias?

 

Em primeiro lugar, é muito comum que face ao conselho do especialista, nós achemos que temos uma ideia melhor sobre o assunto. Foi isso que aconteceu quando eu inicialmente pensei em substituir a trepadeira por samambaias, disposto a ignorar o conselho da arquiteta.

 

Quantas e quantas vezes uma organização despreza o conselho do especialista que ela mesma contratou?

 

Recentemente passamos por isso junto a um grande cliente. A empresa estava se preparando para um projeto que poderia revolucionar sua forma de vender. Fomos contratados para ajudá-la nesse esforço. Nossa primeira recomendação era alicerçar a mudança sobre três pilares: detalhamento da estratégia, aquisição de sistemas que pudessem suportar as novas ações e permitisse um melhor controle de seus resultados, capacitação dos envolvidos.

 

Nós defendíamos a tese que era preciso ter o detalhamento preciso de tudo que seria necessário fazer, para depois colocar a mão na massa. Mas os executivos da companhia estavam muito preocupados em evidenciar sua política de “hands on”. Em função disso acharam que a definição do software e sua implantação deveriam ser feitas antes. Discordamos da decisão demonstrando que se tratava, literalmente, de colocar o carro na frente dos bois. Não fomos ouvidos. Resultado? Assustados com o tamanho do investimento na compra de um possante software de CRM (que nem sabiam se seria o mais indicado) o board da organização decidiu adiar “sine die” todo o projeto.

 

Também é comum que acreditemos ser convincente o ponto de vista de um especialista, mas, para economizar, decidamos “usar a prata da casa” para por as coisas para andar.  Eu teria feito algo semelhante se decidisse comprar a muda, plantá-la e depois tentar fazer com que crescesse.

 

Fico muito triste ao ver que, muitas vezes, ideias que tinham tudo para dar certo literalmente “vão pelo ralo” por conta de economias inexpressivas.

 

Nas minhas reflexões lembrei-me de um cliente que cerca de dois anos atrás quis conhecer nossa metodologia de certificação para profissionais da área comercial. Apresentamos a ele o projeto que havíamos desenvolvido para a Telefônica Empresas e que hoje foi institucionalizado para praticamente todas as áreas da companhia. Tivemos mais algumas reuniões para explicar o “modus operandi” para diversos membros da diretoria, que não demoraram muito a afirmar que ali estava algo que eles vinham procurando fazia muito tempo.

 

Passadas algumas semanas, nosso querido amigo nos disse que a diretoria aprovara o projeto, mas decidira que ele deveria ser integralmente desenvolvido e implementado com recursos internos. Tentamos fazer ver que nossa expertise evitaria erros desnecessários e consequente retrabalho. Também lembramos que o desenvolvimento de um projeto desse tipo demanda disponibilidade de mão de obra, que eles não pareciam ter. Deixamos claro que nossa filosofia era de transferência de know-how, o que permitiria que a companhia fizesse como hoje faz a Telefônica, que mantém o projeto sem precisar mais de nós. Ele disse que concordava, compreendia, mas nada podia fazer. Faz cerca de um ano que o projeto não anda, mas seguramente foi gasto em sua festa de lançamento mais do que custariam os nossos serviços.

 

Terminando minhas reflexões, fico pensando como algumas coisas pequeninas acabam por se transformar em algo muito maior. Lembro quando o Grupo Saint-Gobain nos convidou para participar de um projeto de formação e desenvolvimento das áreas comerciais das diversas empresas que compõem o conglomerado. O trabalho, que começou como uma ação de treinamento vem frutificando e ramificando. Hoje já registramos no nosso histórico de relacionamento diversos trabalhos de treinamento e consultoria conjuntos e temos orgulho de ter contribuído para que a Quartzolit (uma das joias da coroa do Grupo) tenha sido reconhecida como uma das melhores empresas para se trabalhar no Brasil.

 

Sei que o mundo corporativo é assim mesmo, mas não posso deixar de compartilhar com você os pensamentos que me vêm quando fico olhando o belo jardim da entrada da minha casa.

 

Outros textos poderão ser encontrados no site: www.institutomvc.com.br/Biblioteca

 

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OS AMORES E AS ORGANIZAÇÕES

 

 

 

 

 

 

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WAGNER SIQUEIRA

Administrador, Escritor e Político

 

 

OS AMORES, A GESTÃO E O BRASIL

 

 

Há amores que nascem sob o signo do equívoco e acabam morrendo até mesmo trágica e tristemente porque as pessoas não souberam encontrar a raiz desse equívoco e arrancá-la com coragem. Então, de equívoco em equívoco, o amor vai se desgastando e até se transforma em raiva, contida ou incontida. E morre de morte nem sempre acidental.

 

É difícil, sim, mas o amor – como Cristo – também pode ressuscitar. Isso exige uma mudança radical. E a condição para qualquer mudança que toque na essência dos problemas que originaram os equívocos é o reconhecimento dos erros.

 

É terrível a hora da verdade, mas trata-se de um ato imprescindível para que possa haver mudança.

 

Dizer que mudou ou está mudando sem encarar a verdade e se colocar a nu para o outro não passa de ilusão e engano.

 

O que não assegura uma mudança séria e real. Apenas uma farsa ou dissimulação que logo se desmascara.

 

Só com a coragem de encarar a verdade, para si mesmo e para o outro, se pode ter esperança de acabar com os equívocos e ressuscitar o amor renascendo para o amor.

 

Essa é a realidade do país hoje: muitos equívocos ainda  impedem o feliz casamento do Brasil com a Gestão Profissional.

 

Nada é irremediável. E o equívoco pode ser superado pela necessidade, parteira da mudança e da transformação das teorias e das práticas existentes em nossas organizações.

 

O Brasil precisa compreender que a sua crise também é de Gestão.

 

Uma perversão econômica persistente por décadas deformou a capacidade de perceber das pessoas, como se uma hemiplegia ético-moral só nos fizesse acreditar no lucro fácil, na desnecessidade do trabalho árduo, nos ganhos financeiros improdutivos e desmesurados, na lógica corrosiva do sempre querer levar vantagem em tudo, no jeitinho desonesto, no pistolão e na malandragem.

 

Uma nação só sai da crise pelo trabalho. E o trabalho modernamente é o campo da Gestão Profissional.

 

A cultura brasileira é pródiga em dicotomizar o dizer e o fazer, a palavra e o gesto, a teoria e a prática.

 

Nunca se falou tanto em teorias e técnicas modernas de Gestão quanto hoje, mas a realidade objetiva do mundo do trabalho é ainda bem distante em suas aplicações concretas.

 

Outros textos poderão ser encontrados no site: www.institutomvc.com.br/Biblioteca

 

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MOMENTO SABÁTICO

 

 

 

 

 

 

 

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Por decisão pessoal, nossa consultora Eunice Mendes entrou em período sabático a partir de 1º de Abril de 2010.

 

Durante esse período os Programas Técnicas de Apresentação, Comunicação Verbal, Apresentações em Vendas, Técnicas de Apresentação Através da PNL, continuarão a ser conduzidos por Alessandra Assad (Professora dos MBAs Executivos da FGV e Jornalista), José W. Camurça (Prof. dos MBAs Executivos da FGV) e Lena Almeida (coautora, com Eunice, do livro "Falar Bem é Fácil).

 

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