|
Voltar
JB Vilhena
Presidente do
Instituto MVC,
Autor dos livros:
Gestão e Influência em Vendas e Manual das Universidades
Corporativas
O MITO DO
RELACIONAMENTO EM VENDAS
Muitos são os
mitos criados em torno da atividade de vendas. Um dos que mais
me preocupam é o que dá origem ao título deste artigo.
Não tenho dúvidas
que relacionamento é importante. Mas fico a me perguntar se ele
é importante para toda e qualquer empresa ou negócio.
Pensemos em uma
funerária. Como ela poderia desenvolver o relacionamento com
seus atuais e potenciais clientes? Parece engraçado, mas não é.
Venho verificando
ao longo do tempo que muitos gestores comerciais de empresas que
vendem próteses, lareiras, casas de praia - e outros produtos e
serviços que raramente geram recompra - não sabem o que fazer
para aumentar as vendas. Em função desse desconhecimento, passam a
cobrar de suas equipes que invistam em relacionamento com os
clientes.
O resultado, como
não poderia deixar de ser, é pífio ou mesmo inexistente.
Se VOCÊ opera no
desafiante segmento de produtos que não geram recompra, aqui vão
algumas dicas que podem ajudá-lo:
a) Mantenha seu
produto em evidência;
b) Esteja
aonde as pessoas vão precisar de VOCÊ;
c) Recuse-se
a utilizar a estratégia de preço baixo;
d) Treine
seus vendedores para falar a linguagem do cliente;
e) Seja
ágil e preciso.
A sabedoria
popular já nos ensina: Longe dos olhos, longe do coração.
Ninguém compra uma prótese de joelho e guarda pensando na
possibilidade de vir a usá-la no futuro. Isso significa que,
quando a necessidade bate à porta, corremos para comprar o
produto que está ao alcance do nosso braço. Mesmo que VOCÊ seja
um produto comprado apenas em caso de absoluta necessidade, não
deixe de se promover constantemente, seja através da mídia ou de
alguma outra ferramenta de comunicação.
Mas é preciso
lembrar que não adianta todo mundo te conhecer, mas, na hora H,
não saber onde comprar. Se VOCÊ vende caixões, esteja próximo
dos hospitais e cemitérios. Pode parecer óbvio, mas esse cuidado
pode ser a diferença entre o fracasso e o sucesso.
A princípio pode
parecer meio oportunista VOCÊ ser inflexível na hora que as
pessoas precisarem da sua lareira, prótese de quadril ou coroa
de flores. Mas não é esse o ponto que está por trás da minha
recomendação de não baixar o preço. É preciso lembrar que estar
sempre presente na mente do consumidor e ter o produto
disponível quando e onde ele precisar, representa um custo
normalmente elevado. Para poder continuar fazendo isso é preciso
que seu negócio seja atraente sob a perspectiva da
lucratividade. Por isso, mantenha-se firme mesmo perante o mais
sofrido dos pedidos de desconto.
Quando estamos em
uma situação limite, onde comprar rapidamente faz toda a
diferença, nada mais desesperador do que se deparar com um
vendedor despreparado. É por isso que empresas que operam no
segmento de produtos que não geram fidelização, precisam, talvez
ainda mais do que as outras, de ter profissionais preparados
para ajudar o cliente a tomar uma decisão rápida.
Por último, é
preciso ter agilidade e precisão, para garantir a satisfação
daquele que decidiu comprar de VOCÊ. Isso pode até parecer ser
difícil de operacionalizar, mas só depende de VOCÊ.
Outros textos poderão ser lidos no
site:
www.institutomvc.com.br/Biblioteca
Envie seu Comentário
Voltar
|