insight MVC 26


Agosto / Setembro de 2000
Editorial

http://www.institutomvc.com.br 

 

 

 

 

EDITORIAL

 

Acabamos de realizar mais um evento Educação Corporativa e a Prática da Inovação, 2000.

Neste número estamos apresentando os resumos dos temas abordados no evento. Os leitores notarão que para acessar as apresentações ou fazer o download obrigatoriamente deverão estar on-line; optamos por esta solução pois preferimos não sobrecarregar o seu sistema devido o tamanho dos arquivos. Todas as apresentações também já estão disponíveis em nossa Home Page.

Mais uma vez o evento foi para nós uma experiência muito gratificante, pois nos aproximou mais de nossos clientes atuais e potenciais, dando a todos uma visão integrada dos produtos e serviços do Instituto MVC.

Estiveram presentes 500 clientes e cerca de 250 empresas, número que superou nossas expectativas.

Queremos reiterar nossos agradecimentos ao SENAC, ADP, SEBRAE-SP, TELEMEETING, EDITORA GENTE, COMMIT, BDWEC, GUIARH, MINDQUEST, a toda equipe MVC, em especial Leila Navarro que nos ajudou a tornar o evento ainda mais interativo do que em 1999.

Esse exemplar do INSIGHT MVC é uma forma de compartilhar com você, leitor, nossa felicidade e nosso conhecimento.

Um abraço

COSTACURTA, MARCO AURÉLIO

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TEMAS

A Década do Agora ou Nunca

Marco Aurélio Ferreira Vianna  

    (*)

Sérgio Duarte Velasco  

    (*)

Fusões e Incorporações: Mudança, Sempre Mudança!

Américo Marques Ferreira

    (*) 

Clientes e Amigos Para Sempre (Fidelização)

João Baptista Vilhena

    (*)

Jogos de Negócio: Dinâmica Cognitiva

  Francisco Bittencourt / Reinaldo Faissal

     (*)

Aut@desenvolvimento/ I-Learning e o INSTITUTO MVC

Marcelo Fernandes (Mentor) ( apresentação ainda não disponível)

Missão Impossível: A Superação dos Desafios

Luís Meireles

    (*)

Sala de Treinamento: Palco do Poder?

Eunice Mendes / Maria Lenilda ( apresentação não disponível)

Pesquisa sobre o Cliente de Educação Corporativa

Flávia Kahale / Luis Meireles

 (*) 

RH na Internet

Roberto Masiero (ADP BRASIL) 

    (*)

Gente que Entende de Gente Dá Lucro Eternamente

Robson Motta Barros

    (*)

Planejamento e Organização Trabalho – Você é um Gerente de Oportunidades?

  Fernando Henrique da Silveira Neto 

    (*)

Emoção e Dinheiro: Estruturando sua vida Pessoal e Profissional

  Glória Maria Garcia Pereira  

      (*)

Negociação e Liderança: Integrando os Papéis

Leila Rockert

    (*)

José Augusto Wanderley

    (*)

Eraldo Meireles  

     (*)

Desenvolvendo seu "Chefe" – Upward Training   

  Denize Dutra / João Alfredo Biscaia

     (*)

Talento Para Ser Feliz (comentário)

Leila Navarro ( apresentação não disponível)

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FUSÕES E INCORPORAÇÕES – MUDANÇA, SEMPRE MUDANÇA

Américo Marques Ferreira

Consultor do Instituto MVC

Até o início da década de 90, o Brasil vivia em uma economia fechada, protegida por barreiras alfandegárias. Em decorrência, o mercado interno era cartelizado, dominado por oligopólios e, em alguns casos, até mesmo por monopólios. Acresça-se a esse cenário, um regime inflacionário que mascarava as ineficiências de empresas cheias de gordura, sem a mínima preocupação com produtividade ou qualidade. O preço era decidido intramuros, envolvendo os pseudo-concorrentes ou, na pior das hipóteses, discutido junto ao CIP (quem não se lembra dessa sigla toda poderosa?) em Brasília. A equação para definição do preço dos produtos ou serviços era a mesma dos tempos dos fenícios:

Preço de venda

=

Preço de compra

+

Custo da operação

+

Lucro

É claro que o lucro advindo das vendas era apenas uma parte (não raras vezes até menor), já que os ganhos com a ciranda financeira faziam dos profissionais desta área os mais ouvidos e respeitados de toda a organização.

E o cliente? Bom, este, coitado, estava mais para refém do que para cliente. Era o país da "empurroterapia goela abaixo", pois imperava uma demanda reprimida artificialmente que obrigava o consumidor a decidir apenas com as alternativas de "pegar ou largar". E olha que a decisão de compra freqüentemente era tomada muito mais como forma de escapar à inflação galopante pois, deixar, para amanhã sempre trazia o risco de uma nova tabela de preços (o maior argumento de vendas da época).

Quando o presidente Collor, imitando D. João VI, "abriu os portos" do Brasil pela 2ª vez em sua história, passamos a conviver com um cenário de regime aberto, mercado globalizado, com a presença de players internacionais, detentores de tecnologia de ponta e saúde financeira de primeiro mundo. Tivemos nesses 10 anos uma guinada de "360o em elipse" (pra não voltar ao ponto de partida). As empresas nacionais passaram a conviver com o efeito perverso de uma autêntica economia de mercado, que, levou muitos empresários a decidir entre: a) "fazer a lição de casa", vale dizer, enxugar os custos, derrubar os muros, diminuir os níveis hierárquicos, adotar estratégias de marketing para conquistar e fidelizar os clientes, implantar sistemas de qualidade total, terceirizar serviços não essenciais e, ufa! ver se sobrava algum no fim do mês; b) buscar sócios que injetassem moeda forte a fim de garantir a continuidade dos negócios; ou c) passar o negócio adiante.

A equação, a partir de então, passou a ser:

Preço de venda

-

Preço de compra

-

Custo da operação

=

Lucro ou prejuízo

Já na vigência do Plano Real, o Brasil passou a conviver com inflação baixa, juros altos, mercado consumidor mais exigente pela ampliação de ofertas e acesso a produtos outrora impensáveis. Experimentou ainda a desregulamentação da economia que trouxe uma onda de privatização de empresas consideradas até então emblemáticas e intocáveis. Como o capital lá fora é mais barato e os ativos de muitas empresas nacionais estavam "mal das pernas" instalou-se uma sucessão de fusões, incorporações e aquisições, porque agora nos encontramos em pé de igualdade com os centros mais avançados da economia globalizada. Que ninguém se iluda, a competição não é mais entre nacionais e internacionais, nem entre grandes e pequenos. O nome do jogo agora é "velocidade de resposta", trazendo à luz novamente embates do tipo "Davi e Golias" (Vide a disputa entre a Coca-Cola e os fabricantes de tubaína). A vantagem das grandes é que elas podem manter e ampliar seu market share através da compra de seus pequenos concorrentes.

E quais são os reflexos deste cenário para o mercado de trabalho e, conseqüentemente, para os trabalhadores?

O mercado de trabalho passa por profundas e bruscas transformações em decorrência das fusões e aquisições, compondo o seguinte quadro:

  • Retração da oferta de emprego;
  • Surgimento de programas de demissão voluntária;
  • Terceirização de atividades não essenciais;
  • Elevação do nível de exigência para novas contratações;
  • Migração do setor de bens e consumo para o setor de serviços;
  • O surgimento de cooperativas de trabalho como forma de flexibilização dos vínculos empregatícios;
  • Profissionalização das outrora empresas familiares;
  • O surgimento de um contingente de 5 a 10 por cento da população economicamente ativa dedicado a atividades da chamada economia informal;
  • A "exportação de empregos" através da contratação de produtos e serviços no país de origem das detentoras do controle acionários de empresas outrora nacionais.

E como fica o processo de adaptação dos empregados remanescentes no "day after" de uma fusão ou incorporação? Sobreviverá quem souber quais competências preservar (seus pontos fortes), quais esquecer (aquelas que não agregam mais valor) e, quais antecipar (frente às novas exigências).

Frente aos desafios da mudança, encontramos também quatro posturas típicas entre os trabalhadores:

  1. Proativos – "arquitetos do futuro", tomam iniciativa e se antecipam aos fatos, colocando-se "aonde a bola vai chegar".
  2. Coativos – atuam bem em equipes, constituindo-se em importante elo de ligação entre os proativos e os reativos.
  3. Reativos – "engenheiros de manutenção de obras feitas", estão sempre lidando com situações criadas pelos outros, "apagando incêndio" ou "enxugando gelo".
  4. Inativos – agem apenas no círculo vicioso de seus hábitos arraigados. Diante de um cenário de mudanças, sentem-se desestabilizados pela ameaça da perda de seu satatus quo e dificilmente agarram qualquer nova oportunidade que apareça.

Para quem tem a responsabilidade de conduzir o processo de mudança, pós fusão ou incorporação, é importante adotar estratégias compatíveis com as diferentes etapas da curva de aceitação da transição:

NEGAÇÃO

­

informar

1

COMPROMETIMENTO

­

reconhecer

4

2

RESISTÊNCIA

­

ouvir

3

EXPLORAÇÃO

­

envolver

 

À guisa de conclusão, gostaria de deixar três reflexões de autoridades no assunto:

"O momento mais perigoso na vida das nações é o intervalo entre sistemas – quando não mais se acredita nas soluções antigas, mas os novos hábitos e instituições ainda não se firmaram." Michael Novak

"A mudança rápida baseada no conhecimento impõe um imperativo inequívoco: Toda organização precisa incorporar a gestão da mudança no mais profundo de sua estrutura." Peter Drucker

"Hoje não somos limitados pelas oportunidades de mercado. Somos limitados pela nossa imaginação." C. K. Prahalad

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COMUNICAÇÃO EFICAZ: A ARTE DO ENCONTRO

Referente à Palestra Sala de Treinamento: Palco do Poder?
Eunice Mendes
Consultora do Instituto MVC 

 

Há um fato que é incontestável: a comunicação eficaz é símbolo de poder e autoridade. Cada vez mais a busca da excelência nas comunicações é um desafio para quem pretende atingir um alto nível de profissionalismo.

Em um mundo competitivo, onde um bom marketing pessoal pode ser a senha para o sucesso, há necessidade da competência técnica, aliada à competência comportamental e emocional, que incluem relações interpessoais mais enriquecedoras. E afinal de contas:

  • Quem de nós não quer ser ouvido com interesse e respeito ?

  • Quem de nós não quer ser aceito ?

  • Quem de nós não quer persuadir o interlocutor com idéias claras, coerentes e objetivas ?

  • Quem de nós não quer participar do meio em que vive e influenciar nas decisões do grupo ?

  • Quem de nós não quer transmitir segurança e fluência durante a explanação de um assunto ?

  • Quem de nós não quer receber feedback positivo quanto às atuações como comunicadores e facilitadores da aprendizagem ?

Quanto ao aspecto individual, comunicar-se bem é uma forma de libertação. Quando falamos, temos a oportunidade de arrancar as máscaras e deixarmos transparecer quem realmente somos, liberando outras formas de expressão que permaneciam em estado latente. Esse processo ajuda a dar vazão ao lado criativo.

Nós nos comunicamos para sermos reconhecidos e aceitos, para sabermos quem somos, por meio do espelho que o outro nos mostra. Somos eternos investigadores de nós mesmos, mas quem nos possibilita a revelação instigadora de quem aparentamos ser, no meio em que atuamos, é o outro. É ele que nos apresenta pistas, que desvendam a parte de nós que, muitas vezes é cega e surda. Ter a sabedoria para mergulhar com coragem nessa autodescoberta é tarefa complexa. A comunicação é a ponte que propicia o desnudamento desse território tão íntimo.

Nós somos do tamanho da comunicação que conseguimos estabelecer no meio em que atuamos. Ter a coragem para se comunicar é estar disponível ao contato social. O processo comunicativo é uma necessidade essencial à natureza humana. Essa lei é imutável. Ignorá-la é selar um pacto com a inanição afetiva, mental e intelectual.

Ela é o nosso instrumento de exploração do mundo e também é, ao mesmo tempo, o instrumento com o qual o mundo nos explora. É através desse jogo que formamos, gradualmente, as opiniões, conceitos e juízos que nortearão nossas vidas, sem os quais seria impossível a convivência.

Fincamos nossa estrutura pessoal por meio das comunicações que praticamos. Se os meus pensamentos têm qualidade e consigo transmiti-los com inteligência, empatia e sensibilidade, isso pode me assegurar maior excelência nas relações interpessoais, gerando maior sucesso nas ações cotidianas. nossa estrutura pessoal por meio das comunicações que praticamos. Se os meus pensamentos têm qualidade e consigo transmiti-los com inteligência, empatia e sensibilidade, isso pode me assegurar maior excelência nas relações interpessoais, gerando maior sucesso nas ações cotidianas.

Quando nos comunicamos bem, realizamos uma viagem em direção à essência secreta do coração e da mente do outro, e nos tornamos companheiros/ cúmplices nessa travessia ! Para isso, não basta falar bem, utilizando corretamente as regras gramaticais. Há necessidade de muito mais ! É preciso mobilizar nossos recursos internos e externos para facilitar a arte do diálogo, que não é um simples despejar de palavras, é ir ao encontro, é abster-se de julgamentos precipitados, dando chances para a troca democrática de idéias, propiciando um clima de confiança e bem estar, utilizando a empatia na busca do processo de sinergia.

Além disso, é necessário buscar feedback quanto à nossa atuação. Só conseguimos construir relações verdadeiras a partir do momento em que enxergamos com maior propriedade quem somos nós e qual o impacto que causamos nos vários grupos sociais. Ter consciência dessa imagem social faz parte da ação corajosa de quem busca uma comunicação plena.

O Ser Humano é produto da comunicação que viveu.

Dar-nos o direito à expressão é conquistar a liberdade de ser, é tomar posse de novos territórios, é afirmar-se perante a vida, é transformar-se no encontro com o "outro". É preciso aprender a buscar a própria palavra, como quem busca a própria identidade.

Compreender a dimensão do processo comunicativo é um caminho para compreender a própria vida.

O mundo ecoa de acordo com as comunicações que estabelecemos com os nossos semelhantes. Somos o meio e o produto dessas relações.

Investigar a forma como revestimos e expressamos os pensamentos nos possibilita a análise das várias facetas de nossa personalidade, o que nos mostrará como atuamos nos vários grupos sociais. Esse é um mapa necessário, que fornece oxigênio para um mergulho interior e para uma aprendizagem desafiadora, tão necessária para nos tornarmos melhores como seres humanos !

Se temos consciência que contamos a nossa história por meio de cada ato comunicativo, se temos consciência da importância dessas inter-relações, tornando comuns os pensamentos, as sensações e os desejos, cabe-nos as seguintes reflexões:

  • Até que ponto estou comprometido com a busca de uma comunicação livre, sem distorções e obstáculos ?

  • Até que ponto estou ampliando minhas potencialidades verbais e não-verbais?

  • Até que ponto tenho me permitido ser quem eu realmente quero ser ?

  • Até que ponto há coerência entre o que digo, penso e faço ?

  • Até que ponto minha imagem externa condiz com o que percebo a meu respeito ?

  • Até que ponto valorizo o meu "estar" no mundo ?

  • Até que ponto deixo que os medos e inseguranças sejam mais fortes que a minha coragem para administrá-los ?

  • Até que ponto saboto com pequenas armadilhas as minhas chances de sucesso?

* Até que ponto meu magnetismo pessoal está sendo lapidado, com inteligência e determinação, com o objetivo de me tornar melhor ? Até que ponto meu magnetismo pessoal está sendo lapidado, com inteligência e determinação, com o objetivo de me tornar melhor ?

Respiramos comunicação!

Até que ponto estou afinando meus instrumentos internos e externos na busca de uma música que prima pela inovação melódica?

Até que ponto, com a música que toco, estou construindo um clima propício ao processo de sinergia, permitindo uma comunicação harmoniosa com outros solos, para a conquista da excelência da orquestra...

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TALENTO PARA SER FELIZ

Leila Navarro

Consultora do Instituto MVC

Encarando os desafios e conquistando o sucesso

Conduzida de forma irreverente e bem humorada, Talento Para Ser Feliz enfocará um panorama bastante otimista sobre a incrível e, muitas vezes, desconhecida capacidade humana de adaptar-se às mudanças.

A palestra abordou novas ferramentas que impulsionarão os participantes a identificar a real distância entra seus verdadeiros atributos e as metas que julgam incapazes de cumprir em todos os âmbitos da vida.

Enfocando o autoconhecimento como a mola propulsora para que cada pessoa perceba-se única e transforme todos os momentos numa possibilidade de mudança e desenvolvimento, Talento Para Ser Feliz destacará a importância de cada indivíduo agregar conhecimentos e competências para tornar-se capaz de enfrentar as dificuldades com confiança e espírito vencedor.

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LIDERANÇA E NEGOCIAÇÃO

Eraldo Meireles
Consultor do Instituto MVC

Quando se fala em Liderança, uma das primeiras e mais importantes atribuições do líder, logo ressaltada, é sua capacidade de negociar.

As mudanças no mundo e nas empresas leva-nos à constatação de que encontramo-nos em um momento de transição de um tempo que está acabando e de outro que começa. Estruturas hierarquizadas são substituídas pelas matriciais, as relações formais cedem lugar às informais, os vínculos burocráticos perdem sentido diante dos vínculos empreendedores, já tem pouco valor o "manda quem pode, obedece quem tem juízo" , quando todos sabem que é necessário "fazer o que é preciso". As informações centralizadas, até então um símbolo do poder, perdem lugar para as informações pulverizadas, quando todos são envolvidos nos processos de comunicação dentro das empresas. Cada um cuidando de seu pedaço, em busca dos resultados de sua unidade, perde importância diante dos resultados maiores da Empresa. A revolução provocada pela internet está fazendo diminuir sensivelmente as vendas em local físico, em favor das vendas cada vez mais significativas em "local virtual". Enfim, os antigos modelos mentais, responsáveis por comportamentos e atitudes que já não funcionam, têm que ceder espaço a novos modelos mais eficazes.

Todas estas mudanças batem de frente com necessidades e valores enraizados, com um "status quo" estabelecido e, principalmente, com o principal agente de todas as mudanças: o ser humano. E este não muda como mudam as peças, as máquinas ou seus componentes. Conhecer ou mesmo treinar habilidades não basta para que o ser humano se disponha a mudar; o processo de convencimento é árduo e muitas vezes desgastante. Nesta hora revelam-se os verdadeiros líderes. E, quando falamos de líderes, não estamos nos referindo apenas àqueles que exercem funções gerenciais , de chefia ou que detêm algum poder formal nas estruturas hierárquicas. Referimo-nos a todos que precisam obter resultados com/e por intermédio de outras pessoas, independentemente de sua posição, cargo ou contexto em que esteja atuando. A estes principalmente não pode faltar o grande atributo da liderança: saber negociar!

Segundo os consagrados autores Kouzes e Posner a "Liderança é um conjunto de práticas observáveis que podem ser aprendidas". Em seu livro Desafios da Liderança eles citam as 5 práticas: 1. Desafiar o Processo; 2. Inspirar uma Visão Compartilhada; 3.Capacitar os Outros para Agir; 4.Modelar o Caminho; 5.Encorajar o Coração.

Ora, nenhuma dessas práticas pode ser imposta. Se não, vejamos alguns exemplos.

Como impor às pessoas uma "uma busca de oportunidades desafiantes ou a assunção de riscos" sem que eles estejam dispostas a isto? Como fazê-las colaborar ou compartilhar informações, se elas não estiverem convencidas do valor destes comportamentos? Dar o Exemplo, Reconhecer as Contribuições e até Comemorar as Pequenas Vitórias são comportamentos ativos que exigem pré-disposição e convencimento íntimo. Não podem ser impostos, mas podem e devem ser negociados!

Usando suas habilidades pessoais, aliadas às boas técnicas de negociação, os verdadeiros líderes são capazes de se transformar em "agentes de resultados" tão necessários nestes tempos de mudança cada vez mais rápidas e que exigem inteligência.

 

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 EMOÇÃO & DINHEIRO:

Estruturando sua Vida Pessoal e Profissional

 

Vamos tratar das E-MOÇÕES como "ENERGIA em MOVIMENTO". E do DINHEIRO como instrumento de troca entre PESSOAS.

Onde há TROCA há movimento. Portanto onde há DINHEIROEMOÇÕES. Nesta PALESTRA, ao invés de definir, vamos EXPERICENCIAR, TROCAR. A partir de agora, eu convido cada um a se PERMITIR PARTICIPAR de CORPO INTEIRO.

São as EMOÇÕES que nos torna HUMANOS, que nos faz SENTIRMOS REAIS. Confiando nas próprias emoções e conectando-as à MENTE, ou seja, os PENSAMENTOS às EMOÇÕES podemos usar esta ENERGIA a nosso favor, não contra nós mesmos !

Vamos lá a uma experiência prática envolvendo DINHEIRO.

(Glória Pereira conduz a experiência).

Ao final da experiência:

Pare/ RESPIRE - Feche os OLHOS e preste atenção em suas próprias EMOÇÕES. - Feche os OLHOS e preste atenção em suas próprias EMOÇÕES.

  1. Você gostou/ curtiu / teve PRAZER com esta experiência, ou não?

  2. Você ficou incomodado/ deslocado/ meio infantil com esta experiência, ou não?

  3. Você ficou irritado com esta experiência, ou não?

  4. Você não SENTIU NADA/ ficou INDIFERENTE/ nem se TOCOU com esta experiência?

Resultados da AVALIAÇÃO EMOÇÕES & DINHEIRO::

  1. Teve PRAZER - ALEGRIA - Maior facilidade para GANHAR e USUFRUIR

  2. Incomodado - MEDO do ridículo - Menor facilidade para GANHAR e USUFRUIR

  3. Irritado - RAIVA - Muita ENERGIA interna para CIRCULAR

  4. Indiferente - APÁTICO - Bloqueio às EMOÇÕES e à própria VIDA.

ENERGIA das EMOÇÕES associadas ao DINHEIRO::

    • ALEGRIA = GANHAR - GASTAR – CIRCULAR
    • MEDO = PRENDE – SEGURA
    • RAIVA = EXPLODE : GANHA e GASTA
    • APÁTICO = BLOQUEIO ao SENTIR e ao AGIR

Vamos dar exemplo de dois extremos:

"o PÃO DURO" e "o MÃO ABERTA" // o "8" e o "80"

  • O "Pão Duro" vulgo "Mão Fechada" é o ESCASSO, o que tem MEDO, o que não se permite USUFRUIR.
  • O "Mão Aberta" é o típico emocional ALEGRE, que usufrui o MOMENTO, geralmente tem problemas com limites: gasta tudo o que tem e cria problemas para o futuro...

Recentemente, uma empresa americana perguntou a pessoas de 30 países o que elas escolheriam:

  • Ter mais TEMPO ou mais DINHEIRO?

A preferência por DINHEIRO venceu disparado, tanto em países do Primeiro Mundo quanto em países da América Latina :

  • Brasil 59 % escolheram DINHEIRO
  • Estados Unidos 57% escolheram DINHEIRO
  • Rússia 71% escolheram DINHEIRO ao invés de TEMPO LIVRE.

Ao invés de DIZER a VERDADE sobre o que SENTIMOS, reagimos através das EMOÇÕES :

  • A razão de muitas pessoas terem se enriquecido, não foi o DESEJO de ficarem RICAS, mas o MEDO (de continuarem pobres). E agora que são RICAS, a mesma EMOÇÃO de MEDO (de perderem o que já possuem) as atormenta, não permitindo usufruir da RIQUEZA.
  • Tenho encontrado muitas pessoas que dizem: "Oh, não estou interessada em dinheiro". Embora trabalhem 8 horas ou mais por dia. Geralmente não estão assumindo sua própria ENERGIA VITAL, seu PODER de DECIDIR, de USUFRUIR. Muitos ficaram céticos e apáticos para com o AFETO, o SEXO, o PRAZER.

A 3a REVOLUÇÃO do DINHEIRO

Esta forma física (CÉDULA) atrapalha a circulação na VELOCIDADE que já está acontecendo. Então, se desintegra e o que circula é esta QUALIDADE/ MASSA/ ENERGIA com todas as EMOÇÕES ( das PESSOAS e não das cédulas). Esta revolução se dá pelo desenvolvimento da TECNOLOGIA das COMUNICAÇÕES aplicada ao sistema de trocas e ao sistema financeiro.

As 5 Leis do DINHEIRO

Que regem todo o MUNDO das TROCAS entre PESSOAS do PLANETA

1a Lei do GANHAR – ou do uso do PENSAMENTO

2a Lei do GASTAR – ou da NEGOCIAÇÃO

3a Lei do CIRCULAR – ou do LUCRO (em alta velocidade)

4a Lei do POUPAR – realizar SONHOS do amanhã

5a Lei do INVESTIR – lidar com o RISCO com prazer.

O que EMOÇÕES e DINHEIRO têm a ver com a minha EMPRESA/ meu NEGÓCIO?

T U D O

Porque onde há PESSOAS:

  • Clientes
  • Fornecedores
  • Colaboradores
  • Empregados
  • Sócios
  • Acionistas

há emoções e $$$ 

(energia em movimento)

Aplicações Práticas em Treinamento

  1. Workshop "A ENERGIA do DINHEIRO"
  2. Liderança & Emoções nos Negócios
  3. Emoções como INSTRUMENTO de NEGOCIAÇÃO
  4. A ENERGIA do DINHEIRO aplicada à INADIMPLÊNCIA
  5. ORÇAMENTO MENSAL é mais que aumento de SALÁRIO

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DESENVOLVENDO SEU "CHEFE"

FAZENDO COM QUE AS COMPETÊNCIAS GERENCIAIS SE TRADUZAM EM AÇÕES CONCRETAS

João Alfredo Biscaia & Denize A Dutra

Consultores do MVC

 

O TEMA

Para examinar o tema Desenvolvendo seu "Chefe" é necessário, antes de tudo, contextualizá-lo no atual cenário empresarial brasileiro.

Isto significa apresentar informações que comprovam que estão ocorrendo significativas e profundas alterações nas relações existentes entre líderes e liderados, chefes e subordinados, gerentes e colaboradores, dirigentes e dirigidos.

Os nomes que se dão aos protagonistas dessa relação é o que menos importa. O que importa, mesmo, é refletir criticamente sobre o nível de qualidade das relações existentes entre eles, com o objetivo de criar condições para que os liderados possam contribuir para o desenvolvimento profissional e pessoal de seus líderes.

 

AS PRÁTICAS DEMOCRÁTICAS NAS ORGANIZAÇÕES BRASILEIRAS

 

Toda e qualquer análise a respeito de gestão de pessoas e de grupos, deve , necessariamente, ter como pressupostos ,conceitos relacionados à prática democrática nas organizações.

Essas práticas acontecem na medida em que existam, no mínimo, as seguintes condições:

  • oportunidade de manifestar opiniões e sentimentos (democracia nas empresas não é voto, mas sim voz.)

  • participação, e não abdicação;

  • participação, e não apenas reclamação

  • participação, requer proposições de alternativas

  • não apenas apontar problemas, mas oferecer soluções.

  • resolução de conflitos, não omissão;

  • respeito à hierarquia, mas não submissão ao poder;

  • negociação conjunta de objetivos, não imposição de objetivos.

  • responsabilidade conjunta pelos resultados financeiros

  • responsabilidade conjunta pela função social das empresas

  • respeito, e não medo/temor.

  • divergências; e não uniformidade de pensamento.

  • diálogos abertos e francos; e não monólogos alternados.

  • informações compartilhadas;

  • conhecimentos armazenados e divulgados.

  • convivência educacional com os erros.

  • saber quem são os responsáveis, e não os culpados.

Por acreditarmos nestes princípios, somos radicais no seguinte aspecto:

Nunca poderá ocorrer desenvolvimento de pessoas se não houver a quebra de vícios autoritários arraigados nos valores e crenças de muitas organizações e, conseqüentemente, em muitas pessoas que exercem liderança.

Em razão disso, a recomendação é, que quando estivermos examinando qualquer assunto relacionado à gestão de pessoas, não podemos nos esquecer de que a sociedade brasileira vive no regime democrático há apenas 11 anos.

Talvez este tempo seja ainda insuficiente para que as pessoas e, conseqüentemente, as organizações absorvam conceitos participativos diferentes daqueles acontecidos nas décadas de 60 a 80.

Se admitirmos que os executivos que ocupam os altos escalões das empresas estão, em sua maioria, numa faixa etária de aproximadamente 35 a 55 anos, deduzimos que muitos foram "filhos da ditadura militar", no início de suas carreiras profissionais, enquanto os outros foram seus "netos".

Em razão disso, é possível que algumas pessoas continuem acreditando que o princípio do "manda quem pode e obedece quem tem juízo", deve prevalecer nas relações líder/liderado. As pessoas podem até ter mudado o "vocabulário", mas não o comportamento. Essas pessoas não fazem necessariamente por maldade ou má-fé, mas sim, por hábito e costume.

A realidade é que ninguém consegue dar aquilo que não nunca recebeu, ou seja, dar liberdade de expressão e conviver com opiniões diferentes das suas.

Será que algumas pessoas confirmam essa nossa afirmação em suas realidades objetivas do dia-a-dia ?

Será que estamos chamando atenção para fatos que não mais pertencem à realidade das Empresas ?

Será que estamos correndo o risco de sermos percebidos como "neobobos", principalmente pelos líderes que se auto-intitulam de participativos e democratas ?

A verdade de hoje é que muita coisa precisa ser aprendida, valorizada e praticada pelos líderes, notadamente em assuntos relacionados ao uso do poder, resolução de conflitos, motivação, desafio, participação, desenvolvimento de pessoas, delegação e confiança.

A humildade, qualidade essencial ao autodesenvolvimento, precisa ser mais praticada por parte dos detentores do poder.

Além do mais, é muito mais fácil dirigir pessoas com base em princípios autoritários, de pensamento único. O difícil é conviver com a diversidade de pensamento.

Embora sejamos críticos nessas questões , acreditamos que as práticas e políticas e, principalmente os discursos empresariais estão mudando. Aqui e ali vamos constatar eventuais recaídas autoritárias , fruto da falta do exercício democrático nas empresas brasileiras.

É fundamental que pratiquemos, mesmo cometendo muitos erros.

No entanto, é importante examinar se os erros que estamos praticando são "erros novos/diferentes" dos praticadas nas últimas três décadas.

 

AS INFORMAÇÕES COLHIDAS

Os dados que iremos apresentar, se baseiam nas análises que fizemos em mais de 70 artigos, entrevistas e reportagens divulgados em revistas especializadas , jornais e "sites", sobre dois assuntos:

  • competências requeridas dos profissionais que exercem cargos de gerência e supervisão.

  • tendências de mudanças que estão ocorrendo nas relações entre o capital financeiro e o capital humano

PRIMEIRA QUESTÃO

Competências Gerenciais.

Selecionamos as 7 competências mais mencionadas por 80% da amostragem de todas as leituras que fizemos sobre o tema.

Em cada uma dessas sete competências, identificamos palavras ou frases-chave que possibilitassem melhor especificar a compreensão a respeito do exato significado de cada competência.

O resultado da tabulação desse trabalho foi o seguinte:

Liderança:

  • Ter visão estratégica, integrada e sistêmica.

  • Focar as ações no cliente interno e externo.

  • Utilizar o "poder de referência" no relacionamento com seus colaboradores.

Comunicação

  • Assegurar objetividade e clareza

  • Transmitir segurança e confiança.

  • Ouvir ativamente.

  • Dar e receber " feed-back".

Autodesenvolvimento,

  • Estar comprometido e atualizado sobre os assuntos relacionados à sua organização.

  • Estar permanente atualizado sobre questões gerenciais notadamente quanto à gestão de pessoas e grupos.

  • Admitir e conviver com diferenças individuais e diversidade (flexibilidade)

  • Buscar permanentemente estar atualizado: cultura geral.

Motivação.

  • Energia para criar ambientes desafiantes e motivadores.

  • Orientação para resultados e produtividade.

Trabalho em Equipe.

  • Princípios da interdependência e da cooperação.

  • Busca permanente da produtividade e sinergia.

Eficácia Interpessoal

  • Desenvolver rede de relacionamentos produtivos.

  • Negociar com pré-disposição para o "ganha/ganha".

  • Resolver conflitos/divergências.

Orientação para Mudanças

  • Estimular, reconhecer e valorizar as mudanças.

  • Identificar novas maneiras de solucionar problemas e gerar idéias diferentes das usuais.

  • Aumentar sempre os limites de observação da realidade onde atua.

SEGUNDA QUESTÃO

Principais transformações que vêm ocorrendo nas relações capital financeiro e capital humano

Entre as inúmeras mudanças que estão ocorrendo nos últimos 10 anos nas relações de trabalho , selecionamos aquelas que têm alguma relação com a concretização das competências gerenciais acima relacionadas.

  • Obediência não é mais uma qualidade;

  • O chefe nem sempre tem razão;

  • Hierarquias rígidas e inflexíveis são fortemente questionadas

  • O pensamento único dá lugar à diversidade de opiniões, sentimentos e convicções

  • Planejar e decidir sobre sua própria carreira é uma responsabilidade de

  • cada um, e não mais da empresa.

  • Antigüidade não é mais mérito;

  • Segurança e estabilidade de emprego já não existem

  • As verdades precisam ser encaradas sempre como transitórias.

  • Aposentar-se na empresa não é mais um valor supremo;

  • Investir em educação e treinamento tornou-se diferencial competitivo das empresas de sucesso..

  • Renovação permanente dos quadros gerencias.

  • Remuneração variável: quem produz mais, ganha mais

  • Quem tem condições de opção de emprego, permanece na empresa na qual está, mais pela conscientização da postura moral da empresa, do que pela lealdade ao patrão;

  • Perguntar o "porquê" das coisas deve ser encarado como indicador de interesse e respeito.

  • A participação deve ser um valor praticado e não apenas enunciado.

  • Respeitar os clientes internos é tão importante quanto o respeito aos clientes externos.

  • Tudo que não agrega valor, destrói valor.

  • Todas pessoas precisam comprovar sua efetiva contribuição para os resultados finais da Empresa em que trabalham.

  • O sucesso profissional do passado não garante êxito no presente, muito menos, no futuro.

Observação:

A questão da "ética", tanto a nível empresarial como pessoal, está presente na grande maioria das leituras que fizemos. Optamos por não incluí-la, pois, no nosso entendimento, trata-se de tema que merece um fórum especial e específico, para ser examinado.

 

UNINDO AS DUAS QUESTÕES

Após atenta analise dos dois conjuntos de informações, chegamos a três posições para debate:

1º Posição:

As competências requeridas das pessoas que exercem funções gerenciais só poderão ser efetivamente traduzidas em ações concretas em ambientes onde as mudanças nas relações de trabalho estiverem acontecendo.

Os argumentos desta primeira posição se fazem através de perguntas:

  1. Será que é possível, um gerente comunicar-se eficazmente com seus colaboradores ,se as práticas empresariais ainda estiverem cultivando o poder da hierarquia como a base do relacionamento entre as pessoas ?

  2. Será que alguém pode buscar permanentemente autodesenvolvimento se não dedicar tempo em educação e treinamento?

  3. Será possível desenvolver pessoas e equipes onde ainda impera o lema o "o chefe sempre tem razão" ?

  4. Será possível desenvolver pessoas e equipes, onde existe o pensamento único, eliminando a repartição de idéias e opiniões? 

Todas as respostas, no nosso entender, são negativas

 

2º Posição:

Comprovamos que a maioria dos materiais examinados recomenda que as mudanças devem ser iniciadas a nível institucional, ou seja, na alta direção da empresa.

Esta segunda posição , nos conduz aos seguintes questionamentos:

  • Como fazer com que as pessoas fiquem comprometidas e motivadas para fazer parte das mudanças em sua empresa , se a grande maioria não pertence à alta direção ?

  • Porque será que as recomendações e as responsabilidades pelas transformações, na grande maioria das vezes, ficam no âmbito institucional, sem que sejam sugeridas e estimuladas decisões e ações concretas no nível individual, ou até mesmo de pequenos grupos?"

  • Será que esta constatação não estaria reforçando, ainda que inconscientemente, comportamentos de descrença e pessimismo, que são manifestados através das seguintes ladainhas?"

    • "Se a empresa não mudar, eu não posso fazer nada"

    • "A minha empresa precisa mudar muito para colocar em prática essas idéias avançadas que estamos examinando. Caso contrário, o esforço é inútil"

    • "Se meus superiores não mudarem, nada acontece"

    • "Posso afirmar, com toda certeza, que o Diretor não irá aderir a essa recomendação. Eu o conheço muito bem há mais de 10 anos"

> E os sujeitos destas "orações" onde se encontram ?

Ocultos, indefinidos ou indeterminados.

O que está levando algumas pessoas a terem atitudes e comportamentos excessivamente pessimistas? Será que é fruto da violência urbana, da taxa desemprego, do desnível social, da existência de políticos e empresários corruptos? Não sabemos as verdadeiras causas.

Apesar de todas as dificuldades na sociedade brasileira atual, permitimo-nos oferecer o seguinte recado.

"A visão pessimista é a mais fácil e cômoda de todas. Pessoas que sempre afirmam que nada vai dar certo, que as coisas são assim e assim continuarão sendo, imobilizam comportamentos pró-ativos e impedem ações que conduzam à mudança. É o conhecido comportamento determinístico, isto é prescritivo.

Se alguma possibilidade existe na mudança comportamental de todas as outras pessoas com quem você se relaciona, essa possibilidade começa em você, ou melhor, na sua capacidade de mudar, primeiro, o seu próprio comportamento no relacionamento com os outros. Se conseguir isto, aí talvez o comportamento do outro comece a mudar. O desafio deve ser com você , não com o outro.

É melhor e mais produtivo despender energia nessa direção, mesmo porque o controle de mudança está em suas mãos"

3º Posição:

As formas de interações entre as lideranças e os liderados passam por transformações radicais.

Os verdadeiros líderes começam a cultivar o espírito de equipe, acreditando que o autodesenvolvimento é correlato com o crescimento de seus pares e colaboradores. A convicção é de que somos seres de relação e ninguém cresce e se desenvolve fora das relações interpessoais.

Diante disso, acreditamos existir enormes oportunidades objetivas de fazermos com que os liderados possam, efetivamente, começar a contribuir para o desenvolvimento e crescimento do seu "chefe".

Essa posição está alicerçada em dois argumentos simples e diretos:

1º - Se as competências atualmente requeridas para os líderes são mesmo para valer, e não apenas uns glossários de boas intenções, os liderados poderão começar a planejar ações que venham orientar seus líderes a se tornarem mais produtivos e competentes.

Para tanto, os liderados que irão contribuir para o desenvolvimento de seus líderes precisam ter, no mínimo, as sequintes qualificações:

  • saber comunicar-se com eficácia

  • saber dar e receber feedback dentro dos critérios de especificidade, descrição, oportunidade e objetividade;

  • fazer com que o "feedback" seja percebido como um presente de tal forma que a postura do recebedor sempre seja a de agradecimento e não de "racionalização de comportamentos"

  • capacidade de convencimento e argumentação;

  • ter um autoconhecimento bastante acurado a respeito de seus pontos fortes e daqueles que precisam ser melhorados;

  • ter segurança e confiança;

  • alta dose de empatia e sensibilidade.

  • trabalhar mais com fatos do que opiniões vagas

  • saber distinguir/diferenciar sentimentos que agregam e fortalecem relacionamentos daqueles que são conseqüência de frustrações e imaturidade pessoal

  • transmitir confiança: ser honesto e parecer honesto

2º - Esta proposta, ganha consistência na medida em que os valores empresariais anunciam que "o chefe nem sempre tem razão" e que o questionamento é a base da criatividade e da mudança.

AS NOSSAS EXPERIÊNCIAS: Como acontece.

A premissa que sempre adotamos em nossos trabalhos "é de que a voz da experiência não pertence a um só", que faz com que não tenhamos pretensões missionárias ou dogmáticas.

Por tudo isso, consideramos que a nossa experiência pode contribuir para outras pessoas interessadas neste novo processo de desenvolvimento de lideranças. Acreditamos ser perfeitamente viável e certamente não é algo simples, mecanicista, onde os passos são iguais para situações diferentes.

1ª Situação

A primeira situação refere-se àquelas poucas empresas onde existe um ambiente favorável de aprendizagem organizacional, em que as lideranças já incorporaram principalmente as competências de Comunicação, Autodesenvolvimento e Trabalho em Equipe, sem menosprezar ou desvalorizar as demais. Trata-se, apenas, de dar mais atenção a esses atributos.

Registramos novamente os requisitos requeridos nestas competências:

Comunicação

  • Assegurar objetividade e clareza

  • Transmitir segurança e confiança.

  • Ouvir ativamente.

  • Dar e receber " feedback".

Autodesenvolvimento,

  • Estar comprometido e atualizado sobre os assuntos relacionados à sua organização.

  • Estar permanente atualizado sobre questões gerenciais ,notadamente, quanto à gestão de pessoas e grupos.

  • Admitir e conviver com diferenças individuais e diversidade (flexibilidade)

  • Buscar, permanentemente, estar atualizado: cultura geral.

 

Trabalho em Equipe.

  • Princípios da interdependência e da cooperação.

  • Busca permanente da produtividade e sinergia.

 

Nestes casos, o processo ocorre como um "mentoring" às avessas onde o executivo elege um grupo de colaboradores , em que ele confia e considera com condições para estarem dando constantes feedbacks sobre a sua atuação em diferentes situações de gestão.

Este processo é informal, mas permanente e contínuo. A partir de um processo de comunicação aberto, fraco, direto, objetivo e com base em princípio de confiança recíproca, o líder busca na própria equipe apoio e referências para suas melhorias.

Recentemente, um dos líderes que pratica, incentiva e apóia esse procedimento nos disse o seguinte:

"Nenhuma relação entre duas pessoas é bem sucedida, se uma das partes não merece confiança. Como eu convivo com meus colaboradores mais de 40 horas semanais, não quero gastar meus neurônios e adrenalina desconfiando das pessoas que trabalham comigo. O êxito e sucesso deles é que irá possibilitar minha ascensão profissional. Tenho absoluta certeza que eles querem que eu sempre acerte. Por isso é fundamental escutá-los atentamente, e agradecer"

Embora de maneira informal, a organização como um todo começa a valorizar essa pratica gerencial, fazendo com que as pessoas desengajadas do processo comecem a sentir-se fora da realidade organizacional, isto é, como "peixe fora d’água"

2ª Situação:

A segunda situação, já vimos acontecer em ambientes, onde as condições não eram favoráveis e a cultura organizacional, ainda privilegiava uma forte relação de poder com base na hierarquia .

Nestes casos, o "desenvolvimento" das chefias, e às mudanças de cultura organizacional, começaram a ocorreram a partir de um diagnóstico de competências gerenciais.

As empresas já tinham definido quais as competências que ela privilegiaria

para suas gerências, mas queria identificar qual era a sua situação atual, para elaborar um processo de treinamento e desenvolvimento que estivesse focado exatamente nas competências desejadas, além do aproveitando potencial do grupo existente.

Planejamos o trabalho em três momentos distintos:

Primeiro momento:

Liderados diretos e alguns outros colaboradores de contato constante com o gerente fizeram uma avaliação individual tendo como referencial as competências gerenciais exigidas pelas empresas.

Segundo momento:

Tendo como ponto-de-partida as avaliações individuais, grupo tinha que discutir cada ponto e chegar a um consenso atribuindo um grau para cada competência.

Esta avaliação era passada para o gerente, que comparava com a sua auto-avaliação e levantava pontos de dúvidas, que quisesse compreender melhor.

Num terceiro momento, o grupo dava ao gerente seu feedback sobre comportamentos e situações que exemplificavam as avaliações feitas e fornecia dados , para uma maior eficácia do processo, que foi acompanhado por um facilitador.

Observou-se que ,no decorrer do processo, bem antes do programa de treinamento e desenvolvimento de lideranças ter sido iniciado, a grande maioria dos gerentes, já tinha começado a assumir novas posturas, demonstrando o impacto que o maior conhecimento de seu "eu cego" como gerente, provocou na melhoria na interação chefias-subordinados.

Certamente, nestes casos, foram experiências extremamente difíceis para alguns colaboradores, pois nunca tinham tido a oportunidade de falar o que achavam de suas chefias de forma direta e fundamentada. Realmente ficou comprovada a tese de que "é muito simples e fácil falar a respeito das pessoas, e não com as pessoas" . .

O medo de ser penalizado, a falta de confiança, a insegurança, a falta de assertividade, são alguns dos muitos fatores restritivos que tiveram de ser trabalhados na fase de preparação.

Para os gerentes foi uma atividade que exigiu muita humildade e autocontrole, pois muitos queriam justificar-se, defender-se ou até reagir negativamente às críticas, mas a forma como o processo estava estruturado e as regras do jogo definidas, o facilitador interferia e mantinha o foco no processo e, certamente ,para alguns, isto foi muito mais difícil do que para outros.

Vale ressaltar, que qualquer uma das situações exigiram muito trabalho com as pessoas, pois esta é uma mudança muito forte de atitude, que implica em novos valores...e já falamos do quanto é complexo mudar valores.

Afirmar que conseguimos alcançar todos os resultados desejados com estes processos, seria imaturidade profissional, mas garantimos que algo novo já paira no ar em algumas organizações... a questão é tentar ! Afinal das contas,o processo precisa ser continuado.

 

MUDANDO NOSSO HÁBITO MENTAL

Bernard Shaw foi dramaturgo, jornalista e ensaísta irlandês, dotado de uma grande vivacidade intelectual. Shaw participou ativamente do mundo literário londrino. Nasceu em 1856 e faleceu em 1950.

Shaw sempre teve o hábito mental de inverter opiniões geralmente aceitas por todos. Residia nisso, a vivacidade e independência do seu espírito criativo e questionador.

Para explicar porque esse seu comportamento inquietava e despertava interesse nos outros, Bernard Shaw dizia o seguinte:

"As pessoas têm o hábito de olhar para as coisas como elas são e fazer a seguinte pergunta:

POR QUÊ ?

"Precisamos mudar esse nosso hábito. Temos que começar a olhar para as coisas como deveriam ser e perguntar:

POR QUE NÃO ?

DUAS PERGUNTAS FINAIS

Os liderados podem contribuir para o desenvolvimento de seus líderes?
Por que não ?

 

Os filhos podem contribuir para o crescimento e desenvolvimento de seus pais?

Por que não ?

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