Número 46 - Edição quinzenal  - Maio de 2002



PECAR OU VENCER!


M. A. Ferreira Vianna


MEDO DE MUDAR

Sérgio Hillesheim


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DESTAQUE


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PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO DE RH

WORKSHOP
COORDENADO POR

MARCO AURÉLIO FERREIRA VIANNA
E
L.A.COSTACURTA JUNQUEIRA



Uma nova opção em treinamento


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Expediente:
Vice - Pres: Costacurta Junqueira
Jornalista: Cristina Spera
Webdesigner: Leticia Teixeira
Equipe Insight :
Angélica Stein
Flávia Kahale
Maria Teresa Souza






TESTE
 




COMO ESTÁ O SEU POTENCIAL COMUNICATIVO?

Eunice Mendes






VÍDEOS



PALESTRAS IN COMPANY
   
   

 Editorial:


PECAR PARA VENCER?

As idéias do empresário inglês Marc Lewis, de 28 anos, recentemente divulgadas por inúmeros órgãos de imprensa, devem ser analisadas com todo o cuidado possível.

A filosofia empresarial contemporânea, ou seja, seu conjunto de crenças e valores ou até mesmo seu inconsciente coletivo, está passando por um momento de grande ameaça com claros sintomas de retrocesso.
Em um momento como este, evidentemente dotado de grande fragilidade, introduzir o conceito de que é necessário Pecar para Vencer (título do livro escrito por Lewis) pode ganhar força de paradigma e distorcer ainda mais a força motriz dos Seres Humanos que escolhem o palco empresarial como caminho de vida.
Acho, no mínimo, pernicioso afirmar que os sete pecados capitais - orgulho, preguiça, luxúria, gula, avareza, inveja e ira - são características de pessoas bem-sucedidas.
É claro, e ninguém é bobo de afirmar o contrário, que o mundo capitalista não é formado por santos; entretanto, é criminoso, uma verdadeira truculência conceitual, defender a posição antagônica.
O capitalismo não é formado só por diabos, que tenham que pecar para ganhar. Como em qualquer segmento institucional - até mesmo em respeitadas Igrejas e religiões, assim como na Medicina, na Psicologia ou em qualquer outro ramo do conhecimento - existem as ovelhas negras.
O Ser Humano é a soma de suas escolhas e opções. Como pessoa, qualquer um tem a oportunidade de escolher entre o bem e o mal. Ser matador profissional e não comerciário pode ser uma escolha. Ser uma empresa criminosa - que falsifica remédios e mata pessoas - pode ser uma opção de alguém que se diga empresário. O que não se pode é chegar no extremo, ruim como qualquer extremo, de afirmar que este caminho do mal é necessário para o sucesso. Pior ainda é divulgar esta idéia. Corre-se o risco de as pessoas acreditarem. E, no limite, aprenderem e aplicarem.
Diante da minha preocupação exacerbada com este tema, resolvi escrever uma matéria específica sobre o assunto - Pecar ou Vencer! - na qual tenho liberdade e espaço para aprofundar minhas reflexões.

O outro artigo deste Insight, Medo de Mudar, de Sérgio Hillesheim, trata do casamento de duas competências : mudar e mudar rápido.
Quase todas pessoas e empresas aceitam a mudança como algo essencial e inevitável, mas poucas se preparam para mudar na velocidade adequada.

No teste do mês, Eunice Mendes, ajuda o leitor em seu posicionamento quanto às várias dimensões do processo de comunicação verbal: Como está o seu potencial comunicativo?

Bom proveito.


 

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 PECAR OU VENCER (MARCO AURÉLIO FERREIRA VIANNA)



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PECAR OU VENCER
Marco Aurélio Ferreira Vianna
Presidente do MVC

Há muito tempo (pelo menos vinte e cinco anos), eu venho tentando analisar os fatores críticos de sucesso das empresas, dos líderes e das pessoas de um modo geral. Não é fácil.

A primeira conclusão básica é que não existe um modelo único.
Na última vez que fiz uma pesquisa, cheguei a 112 atributos das pessoas de alto bem-estar, em um público-alvo de cerca de duzentos líderes.

É evidente que o que se aplica a um não se aplica a outro. De qualquer maneira, é sempre importante fazer uma análise comparativa, para aprendermos um determinado complemento. Se estivermos de coração e mente abertos, poderemos sentir que o eco da vida, que não queremos receber, está chegando até nós. Ralph Waldo Emerson já nos ensinava: "quando converso com qualquer pessoa, mesmo que seja mais humilde do que eu, percebo que ela sempre sabe alguma coisa que eu não sei. E isto é minha fonte de aprendizado".

Uma outra conclusão que certamente cheguei consiste na dúvida - devido ao enorme espectro de alternativas - sobre o próprio conceito de êxito.

O que é o sucesso? O que é vitória para uma pessoa é vitória para outra pessoa?

Outra reflexão fundamental consiste na crença mais ou menos espargida de que "o que importa é ser o maior e melhor".
No meu ponto de vista, se verdadeira, esta assertiva se constitui na maior fonte geradora de angústia, depressão, frustração e estresse - as grandes e piores doenças deste início do século XXI.

No mundo das pessoas, principalmente no esportivo, para cada vencedor deve existir um número médio de 30/40 perdedores: o melhor jóquei, o time campeão brasileiro de futebol, o vencedor de uma corrida de automóveis.

No mundo empresarial, este coeficiente de frustração se multiplica por dez/vinte vezes e, para cada campeão, existe um exército de derrotados: o melhor vendedor de uma grande empresa, a melhor empresa do setor, a melhor peça publicitária. No limite máximo, a melhor empresa do Brasil: um ganhador, quatro milhões de frustrados. Por isto, em resumo, Oscar Schmidt, nosso grande atleta, foi brilhante: "Sempre me preparei para ser o melhor do mundo. Não consegui. Fiquei entre os melhores, mas isto é motivo de grande satisfação para mim".

Por toda esta complexidade, acho no mínimo perigoso, no limite criminoso, espalhar a idéia de que cometer pecados capitais é fator crítico de sucesso no mundo empresarial. O empresário inglês Marc Lewis publicou recentemente o livro Pecar para Vencer, no qual ele defende a tese de que orgulho, preguiça, luxúria, gula, avareza, inveja e ira são nossas maiores fontes de motivação e formam o leque de características das pessoas bem-sucedidas.

Antes, e acima de tudo, isto não é verdade! Pelo menos nas entrevistas que já fiz pessoalmente com líderes de mais de cem organizações triunfadoras do Brasil, seus atributos de sucesso estão longe da cor e do conteúdo do pecado. Pelo contrário, algumas virtudes - fidelidade, prudência, temperança, coragem, justiça, compaixão, generosidade, gratidão, humildade, simplicidade, tolerância, boa fé, humor e amor (praticamente toda a lista de Andre Comte Sponville) - são marcantes na sua atuação.

O ponto crucial desta questão é separar o que é necessário, fundamental no caminho do sucesso, daquilo que é possível.
É evidente que a inteligência humana pode ser aproveitada para o bem ou para o mal. O onze de setembro de 2001 está marcado na nossa lembrança (aliás, daí não sairá jamais) e é um marcante exemplo do uso malévolo da mente humana. Apesar de escabroso, inadmissível, maligno, há de se convir que o ato terrorista em si foi dotado de excelência estratégica, logística e operacional. Qualquer Ser Humano pode escolher entre o bem e o mal. Quando uma pessoa resolve ser empresário(a) de uma organização com fins lucrativos, ela também tem pelo menos oito escolhas de sua macro-filosofia, de suas crenças e valores, que ficam indicadas no Quadro I, a seguir:


Quadro I


OPÇÕES FILOSÓFICAS DA EMPRESA

1. EMPRESA CRIMINOSA

2. EMPRESA PREDATÓRIA

3. EMPRESA CAPITALISTA SELVAGEM

4. EMPRESA CAPITALISTA

5. EMPRESA UTILITARISTA

6. EMPRESA HUMANA

7. EMPRESA CIDADÃ

8. EMPRESA DIVINA


Sabendo, ou pelo menos arriscando, o preço que vai pagar no futuro, qualquer indivíduo pode "montar um negócio" ligado ao tráfico de drogas (opção 1), ou que destrua o meio ambiente (opção 2), ou que use todos os meios para ganhar dinheiro (opção 3). No entanto, também pode caminhar na direção superior da escala e chegar a ser uma opção 7, na qual sua missão é agregar valor ao universo e à humanidade, encantando seus clientes, desenvolvendo seus Seres Humanos, contribuindo para a comunidade e, claro, encantando também seus acionistas.

Por isto tudo, propor que o sucesso fique nas escalas inferiores da Ética é destrutivo e maligno. Até porque, de novo, está errado. Cada vez mais, pesquisas comprovam que as empresas que investem em práticas engrandecedoras de RH, respeitando o meio ambiente no conceito do verde sustentável e distribuindo a riqueza para a comunidade com generosidade, têm taxas de rentabilidade maiores do que a média dos setores em que atuam.

É evidente que o mundo dos negócios não é formado por santos, nem por monges (há até algumas brilhantes exceções). Algumas características e atributos do triunfo são fundamentais para o sucesso.
No Quadro II, fizemos uma tentativa de contrapor duas situações para o painel dos pecados capitais. No seu bojo, queremos propor para reflexão que nem a "situação do pecado", nem a "situação da santidade" são aplicáveis no ambiente empresarial.

Mais uma vez, a virtude se encontra no meio destes opostos.

Longe de constituir um vício negativo, o perfil de um empresário triunfador contém os atributos do progresso, do desenvolvimento, dentro de um conceito maior de missão e, comprovadamente, baseado nas premissas do amor. O extremo do pensador eremita pode ser uma opção para aqueles que querem costurar o estrato transcendental e transpessoal do mundo por meio de sua concentração e até isolamento numa montanha do Tibet.
No meu ponto de vista, apesar de peça fundamental no "mobile" da humanidade, este modelo não pode ser transposto diretamente para o ambiente dos negócios. No outro extremo, o do pecado, nada é aceitável simplesmente porque é possível atingir um consistente projeto de vida material pelos caminhos mais nobres da vida.


Por isto, o orgulho, diretamente ligado à arrogância, como o próprio Lewis propõe, pode ser evitado e substituído com vantagem pela auto-estima elevada, este sim fator importante para a construção de um negócio bem sucedido. Ter autoconfiança está muito longe do sentimento de ser dono da verdade, onde o pré-julgamento é fator inerente. Neste caso, analisando o Quadro II, pode-se até chegar no limite da humildade, no sentido etimológico da origem latina, onde "humus" significa terra fértil para semear as bases de uma excelente colheita no futuro. A subserviência e o estoicismo extremo ficariam para os humanos superiores, longe da realidade do fluxo de caixa.


Quadro II

PECADO CAPITAL
POSTURA TRANSCENDENTAL
POSTURA EMPRESARIAL
ORGULHO
HUMILDADE
AUTO-ESTIMA
PREGUIÇA
SACRIFÍCIO
QUALIDADE DE VIDA
LUXÚRIA
SIMPLICIDADE
BEM-ESTAR
GULA
TEMPERANÇA
AMBIÇÃO
AVAREZA
DESPOJAMENTO
PRUDÊNCIA
INVEJA
ALIENAÇÃO
MODELAGEM
IRA
AMOR
ENERGIA/PAIXÃO

A inconcebível preguiça deve ser substituída pela busca consciente da qualidade de vida, onde, com base em racionalidade, pode-se e deve-se equilibrar o trabalho e o prazer. Propor a preguiça como característica dos bem-sucedidos traz o risco de despertar (ou, melhor ainda, alimentar) nossos paradigmas ibéricos do século XVIII, em que ser inteligente era sinônimo de ócio e de "propriedade" de pessoas que exercessem a pouco nobre tarefa de colocar as mãos na "suja massa".
Em todas as pesquisas que realizei, ao contrário de preguiça, eu vi no empresário triunfador enormes disposição e garra, diretamente ligadas ao sentimento da transpiração. Propor a indolência como fator de sucesso, mesmo que apoiado na racionalidade dos 20-80 de Pareto, isto sim, é pecado mortal, sem perdão, que deve levar ao fogo eterno do inferno.


A busca da luxúria pecaminosa pode perfeitamente ser substituída pelo desejo do bem estar e da conquista material equilibrada. Caminhos desmesurados para o consumismo certamente levarão qualquer pessoa à neurose do Ter e do Ser, tão bem avaliada por Erich Fromm. A luxúria descabida, segundo pesquisas sociológicas, ao contrário do que se imagina, não tem relação direta com a felicidade. Seguindo as teses de Lewis, o empresário que usasse este atributo estaria caminhando, mesmo que inconsciente, para a construção de sua própria infelicidade.

A gula, colocada no sentido do sempre querer mais, deve ser substituída pela positiva característica da ambição, expressa como forte desejo (uma tradução direta do inglês desire). Vontade de crescer, de desenvolver, de acompanhar o mercado, de inovar, de melhorar continuamente são posturas necessárias ao empreendedor que deseja permanecer vivo e atuante neste complexo mundo dos negócios. A gula desenfreada, com o significado da megalomania, também ao contrário do que se imagina, não é causa de sucesso, mas sim de fracasso empresarial e inúmeras empresas o demonstram. Mais uma vez, Lewis erra feio.

Na avareza encontra-se um dos maiores erros de avaliação das teses propostas. Provavelmente um empresário avaro é aquele que tem como único objetivo maximizar lucro, o que significa:
a) minimizar custos, inclusive o de treinamento, inovação, benefícios, qualidades, serviços aos clientes, responsabilidade social e até manutenção; e
b) maximizar a receita sem a preocupação de agregar valor ao cliente.

Cada vez mais se comprova que lucro é subproduto de coisas bem feitas e cada vez menos é fruto de simples vontade de se ganhar dinheiro, tão própria dos avarentos. Mais uma grande distorção: o fator de sucesso proposto é, na realidade, um acachapante fator de fracasso.

A inveja, postura tão deletéria quando aplicada com vigor, acarreta uma atitude passiva, de contemplação negativa, de vontade de "ser o outro" e de "ter o que o outro tem". No mundo empresarial, e esta tese também é cada vez mais comprovada, ter e seguir modelos é ação de alta eficácia. Na língua inglesa é denominado de benchmarking; na neurolingüística, de modelagem. A grande diferença entre os dois consiste no fato de que, no conceito do modelo, não se quer ser o outro nem ter o que o outro tem. Muito mais, a ação consiste em ver o que o bem-sucedido faz, como faz, para que eu possa também fazer.

Ira por si só é geradora de fluidos negativos, de conseqüências físico-corporais ruins. Uma pessoa com raiva desequilibra seu corpo e sua mente. Ao contrário, os sentimentos de energia e paixão ou, ainda mais, de energia com paixão, estimulariam nossos caldos físicos positivos e fariam com que nossa ação fosse turbinada para o bem. Sempre é bom lembrar Antônio Carlos Magalhães, depois de sua renúncia ao Senado: "A única coisa da qual realmente me arrependo é ter colocado a raiva como combustível de todo este processo que acabou tão mal".

Por isto tudo, fica proposta uma grande reflexão sobre estas perigosas idéias. Sinceramente, fico em pânico vendo a possibilidade de um jovem ser influenciado pelo pensamento de Lewis. Sem o discernimento de separar o figurativo do real, o emblemático do consistente e, principalmente, o marketing interesseiro do que é a verdade, este jovem pode achar que pecando vai ser bem-sucedido. Uma armadilha truculenta que vai mexer em cabeças tão importantes para nosso país. Um perigo maior quando se sabe que, muitas vezes, uma comunicação eficaz e interesses comerciais transformam uma bobagem na força de um novo paradigma.

O pecado mora bem longe do empresário bem-sucedido desta entrada de século XXI. Aliás, cada vez mais longe. Ele está perto dos criminosos e dos predatórios, os quais, às vezes, também são empresários. É preciso mostrar que temos a opção para o sucesso, calcado no bem (cada vez mais) e no mal (cada vez menos) e é claro que defendemos a real possibilidade de transformar uma empresa em um instrumento do bem, onde o círculo virtuoso do progresso e do desenvolvimento esteja muito acima do círculo vicioso da extorsão e da dominação. Sempre lembrando que a empresa é uma dádiva divina porque ela nos dá a oportunidade de melhorar o mundo dentro do nosso próprio tamanho.


Material retirado do programas de Planejamento Estratégico


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 MEDO DE MUDAR(SÉRGIO HILLESHEIM)
 
 
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MEDO DE MUDAR
Sérgio Hillesheim- Consultor do MVC

 

Larry Ellison, principal executivo da Oracle, diz: "Em nossa empresa nós odiamos mudanças, mas estamos constantemente mudando".

Caberia perguntar se algum ser humano médio normal, em sã consciência, pode dizer que ama mudanças. Caberia averiguar que percentagem de pessoas e empresas pró-agem com relação a mudanças, ou seja, antecipam-nas ou as concretizam antes que elas efetivamente batam a suas portas.

Certamente, as colocações acima não se constituem em surpresa para ninguém, pois esta é a realidade do mundo que nos cerca: o mundo das empresas e dos negócios, o da família, o do pessoal e do individual, o do social e do comunitário, o do político, o do público e do privado, o do econômico e do financeiro.

Paradoxalmente, jamais o mundo experimentou tamanho volume de mudanças e na velocidade em que elas têm ocorrido na época atual.

Cotejando-se, pois, estas reflexões sucintas, conclui-se que jamais o ser humano esteve tão pressionado a se readaptar. Quase que constantemente, diariamente, permanentemente.
Já não importa se o medo e o desconforto, antíteses das situações de equilíbrio, previsibilidade e estabilidade, sejam inerentes à natureza humana quando instada a encarar o desconhecido, o incerto, o novo. E por isso mesmo, o desafio a que se encontram submetidas essas duas características, pela necessidade de mudança, esteja levando as pessoas a engrossarem as estatísticas de estresse e outros males decorrentes.

Os estudiosos da psicologia evolucionária suspeitam que se pode tirar a pessoa da Idade da Pedra, mas não se pode tirar a Idade da Pedra da pessoa. Em outras palavras, seu instinto de proteção e preservação, de sobrevivência, de lutar furiosamente quando ameaçada, de defender seu "imperativo territorial" a qualquer preço, permanece inalterado.

Seres racionais que são, porém, vão construindo, ao longo de sua vida, formas de se proteger do desgaste psicológico e biológico imposto pela necessidade de mudança destes tempos.

Ameaças ou prêmios, tanto faz, as pessoas mudam para ganhar ou apenas para não perder.
Ou, quem sabe, só para sobreviver.

É de Charles Darwin a afirmação de que "os vencedores não serão os mais fortes, nem os mais inteligentes, mas aqueles que se adaptarem com mais facilidade e rapidez".

 


Material retirado dos programas de Coaching

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 DESTAQUE: PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO DE RH

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PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO DE RH - WORKSHOP-
DIA 20 DE MAIO DE 2002
CENTRO DE CONVENÇÕES POMPÉIA - SALÃO AZUL
AV. POMPÉIA, 888 - 2o. andar - SÃO PAULO
DAS 17 ÀS 20h30


Coordenadores:
Marco Aurélio Ferreira Vianna e
L.A.Costacurta Junqueira

PÚBLICO EXCLUSIVO PARA ESSE EVENTO
· Ocupantes formais de funções de direção e gerência em RH e T&D,
· Um participante por empresa, limite máximo de 100 participantes (poucas vagas)


OBJETIVO:
Trabalhar em forma e conteúdo o novo papel estratégico da função de RH das organizações.

PROCESSO:
Antes do Evento:
Trabalho prévio, para ser respondido e devolvido pelo participante até 3 de maio;
Durante do Evento:
Palestra, dinâmica de grupo com aplicação de conceitos, metodologia e conteúdo (discussões e apresentações em plenário), uso da tecnologia Telemeeting para realização de pesquisas em tempo real.

TÓPICOS:
* Mudanças no ambiente estratégico e seus impactos na função de RH

*Mudanças e tendências de gestão e organização

*Mudanças de paradigmas na função de RH

*A nova função de RH no Século XXI:
Missão
Proposição de valor
Objetivos permanentes
Diretrizes
Fatores críticos de sucesso
Ações de ruptura
Indicadores (scorecard)
Um plano de ação


CONDIÇÕES DE PARTICIPAÇÃO A CUSTO ZERO:
* Pertencer ao público-alvo, caracterizado na entrevista telefônica com MVC.

* Elaborar e entregar trabalho prévio até 3 de maio.


PARCEIROS:
CENTRO DE CONVENÇÕES POMPÉIA

TELEMEETING

CONTATO:
COSTACURTA:

Telefones 11 3171-1645 ou 11 3285-2438;
E-mail: costacurta@terra.com.br

PRÓXIMOS WORKSHOPS (julho, setembro e novembro):

COACHING,

VENDAS CONSULTIVAS,
COMUNICAÇÃO,
MUDANÇA (CHANGE MANAGEMENT),
UNIVERSIDADE CORPORATIVA,
NEGOCIAÇÃO,
COOPETIÇÃO (TEAM BUILDING),
PLANEJAMENTO DO TRABALHO E GESTÃO DO TEMPO,
INOVAR OU EVAPORAR,
AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO

Serão escolhidos três temas por meio de pesquisa entre os clientes.

 


CENTRO DE CONVENÇÕES POMPÉIA:
UMA NOVA OPÇÃO PARA TREINAMENTO
EM SÃO PAULO

Para fazer do seu evento um grande sucesso você tem uma nova opção no
mercado, com todas as vantagens dos melhores centros e a tradição do Centro Universitário São Camilo.

Trata-se do Centro de Convenções Pompéia, projetado para atender as necessidades de grupos empresariais e de profissionais liberais em segmentos diversos, dando suporte a pequenos, médios e grandes eventos.

Localizado na av. Pompéia 888, bem próximo do centro de São Paulo e de acesso fácil, o Centro de Convenções Pompéia possui auditório para até 550 pessoas, secretaria de eventos, camarim, sala de tradução simultânea e sonorização instalada, bem como equipamentos modernos, excelente localização e pessoal treinado para receber seu evento.

Há também três salas com layouts flexíveis capazes de acomodar 90, 150 e 210 participantes todas com televisão, vídeo, mesas e cadeiras à disposição.

Para feiras e exposições, o Centro conta com uma área livre de 1100 m2.

Outras instalações: sala VIP, estacionamento para 100 carros, copa de apoio e ar condicionado em todas as salas.

Se necessitar de serviços de suporte, como buffet, segurança, videoconferência e hospedagem, o Centro pode indicar parceiros (evidentemente, a contratação deles fica a critério do cliente).

Venha conhecer nossas instalações pessoalmente ou pelo site www.ccsc.com.br. Nele, você vai encontrar fotos, um formulário eletrônico para montar seu Plano de Eventos personalizado, uma agenda de consulta sobre datas disponíveis ou lista de espera, solicitação de orçamentos on-line e espaço para dúvidas e opiniões.

Se preferir, entre em contato pelo telefone 11 3862-5644.

Cliente MVC tem desconto de 30% e condições especiais de pagamento.

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Business Plan: Planejamento e Estruturação Econômica, Financeira, Estratégica e Mercadológica de um Novo Negócio ou Projeto;

A Comunicação como Diferencial Pessoal e Organizacional;

Desenvolvimento Pessoal, Inteligência Emocional, Bases do Sucesso Organizacional;

Gestão da Mudança na Era da Informação;

Excesso de Trabalho, Qualidade de Vida e Autorização Social (Planejamento, Organização do Trabalho e Gestão do Tempo);

Vendas Consultivas


Programas estarão disponíveis a partir de setembro de 2002.

Possibilidade de adicionar cases de sua empresa nos cursos, mediante pequeno adicional.

FALE CONOSCO:
MVC
Costacurta:
Tel: 11 3171-1645
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MENTOR:
Tel: 12 3941-5828
E-mail: marcelo.fernandes@mentortec.com.br

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 PALESTRAS IN COMPANY

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AVALIANDO EFICAZMENTE O DESEMPENHO DE SEUS COLABORADORES

JUSTIFICATIVA:
Avaliar pessoas é um processo que acontece permanentemente em nossas vidas, principalmente nas organizações. Ainda que inconscientemente, todos nós avaliamos e somos avaliados, tanto na situação trabalho como em nossos relacionamentos sociais. Podemos afirmar que é algo inerente a todo ser humano.

No entanto, na situação trabalho, essas avaliações assumem proporções e conseqüências bastante sérias, pois, na maioria das vezes, avaliamos com base em critérios extremamente subjetivos, opiniões vagas e sentimentos ambíguos.

Como conseqüência, são cometidas sérias e graves injustiças sobre promoções, aumento de salário, concessão de bônus e, principalmente, na geração de um clima de trabalho de desconfiança, insegurança e de desunião.

Saber avaliar pessoas é uma das competências mais requeridas por parte daqueles que tem a responsabilidade de gerenciar desempenhos e tomar decisões sobre os mais variados assuntos relacionados à gestão de recursos humanos.


OBJETIVOS:

Vivenciar uma situação real de avaliação de pessoas, no que se refere à concessão de aumento por mérito e promoção.

Dialogar a respeito de aspectos considerados condicionantes ao êxito de qualquer processo de avaliação de pessoas.

Diferenciar fatores que medem desempenho daqueles relacionados a potencial.
Nivelar conceitos sobre a importância de definição de objetivos de trabalho que atendam aos seguintes critérios: por escrito, mensuráveis; desafiantes, porém viáveis; orientados para resultados que agreguem valor, e não tarefas; e com prazo determinado.

Conversar sobre experiências de avaliação de pessoas nas mais diferentes organizações brasileiras, bem como sobre novas maneiras de avaliar pessoas e grupos, através da utilização da metodologia de múltiplas fontes.


CONTEÚDO PROGRAMÁTICO (2 horas - Palestra ou 4 horas Workshop)

Apresentação dos objetivos e metodologia de trabalho.

Estudo de caso.

O que representa avaliar pessoas e sua importância para os resultados organizacionais.

A premissa de avaliação de pessoas: tudo que não agrega valor, destrói valor.

Os aspectos comportamentais da avaliação de pessoas.

Saindo da subjetividade das avaliações para "disciplinar as subjetividades".

Qualidades requeridas de um avaliador de pessoas.

Avaliação em equipe diminui a subjetividade.

Novas formas de avaliação baseada em múltiplas fontes.


DEFININDO OBJETIVOS MENSURÁVEIS EM RH E T&D

JUSTIFICATIVA
Temos comprovado que um dos graves problemas existentes nas organizações está no estabelecimento impreciso e vago de objetivos/metas para seus colaboradores. A conseqüência é extremamente negativa para as partes, criando um clima de insegurança, indefinição e, principalmente de avaliações injustas do desempenho de sua equipe. Embora na "cabeça" dos gerentes, chefes e supervisores possa estar bastante claro e preciso o que deve e precisa ser alcançado, ao transmitir a seus colaboradores eles pecam pela subjetividade, imprecisões e, principalmente, pela não mensurabilidade dos objetivos.

A premissa que temos sobre a questão da mensuração de objetivos é simples e facilmente comprovável: aquilo que não pode ser medido, não pode ser alcançado nem melhorado.

OBJETIVOS
Dialogar a respeito da mensuração de resultados no estabelecimento de objetivos e metas.

Comprovar que tudo que pode ser visto e observável pode ser mensurado em termos de um dos seguintes fatores: tempo, custo, quantidade e qualidade.

Prover os participantes de argumentos consistentes da viabilidade de se mensurar todo e qualquer objetivo de trabalho.

Saber identificar ANTES o que precisa ser melhorado, para saber DEPOIS se o resultado foi alcançado.


CONSULTOR
JOÃO ALFREDO BISCAIA - Consultor do Instituto MVC nas Áreas de Motivação, Trabalho em Equipe, RH como Centro de Lucros, Técnicas de Apresentação, Comunicação, Gerência Empreendedora, Gestão de Pessoas Diferenciais Competitivos para Gerentes.
Administrador pela EBAP - Fundação Getúlio Vargas. Ex-diretor da Concisa e Gerente de Treinamento da Shell Brasil S.A. Petróleo. Secretário executivo do IMI - International Management Institute. Professor do MBA - Executivo. 30 anos de experiência em Treinamento e Recursos Humanos.
Autor de vários artigos publicados em revistas e jornais, tais como: Ser Humano, Estado de São Paulo, T&D, O Globo.
Co-autor do livro Gerente Total - (5ª edição).


INFORMAÇÕES:
São Paulo - E-mail: costacurta@terra.com.br; telefone: 11 3171-1645

Rio de Janeiro - E-mail: mvcmt@uninet.com.br ; telefone: 21 2518-2321

Acesse www.institutomvc.com.br para maiores detalhes.


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  VÍDEOS NEGOCIAÇÃO E VENDAS:


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COMO VENDER SE O CLIENTE ESTÁ FUGINDO DE NÓS?

Vender é, cada vez mais, um esforço de colocar-se como parceiro do cliente nas suas necessidades de compra. Não é mais possível pensar em vender para resolver um problema comercial das organizações. É preciso fazê-lo para resolver uma necessidade de compra do cliente. Se nossa empresa, por qualquer razão, não está capacitada para atender a uma determinada necessidade de compra de um cliente, é melhor encaminhá-lo para outro fornecedor mais bem habilitado naquele momento. Uma venda forçada gera um tilintar no caixa mas, geralmente, significa um cliente a menos no nosso portfólio.
Com o objetivo de esclarecer os principais motivos pelos quais os clientes podem estar fugindo de nós, o autor comenta JOÃO BAPTISTA VILHENA neste vídeo, as diversas respostas que foram dadas às seguintes perguntas:

o O que você mais detesta em um vendedor?

o Em que situações você se sente enganado pelo vendedor?

o Você considera o vendedor um parceiro ou apenas alguém interessado no seu dinheiro ou no da sua empresa?

o Que tipos de postura do vendedor inspiram-lhe confiança na hora de comprar?





LIDERANÇA ESTRATÉGICA EM VENDAS
A era do vendedor ou o vendedor já era?


O vendedor tradicional já não tem mais espaço. Se não nos posicionarmos frente ao cliente como verdadeiros provedores de solução, teremos muito pouca chance de ser atendidos por ele novamente. Infelizmente, embora a maioria dos gestores de área comercial saiba desta verdade, parecem esquecê-la a partir do dia 21 de cada mês. Deste dia em diante, passam a cobrar de suas equipes apenas resultados - qualquer que seja o custo para obtê-lo. Hoje o vendedor não precisa de gerente, uma vez que ele mesmo é quem gerencia sua carteira de clientes e seu território. O que ele precisa é de experientes líderes de equipe, capazes de motivá-los para enfrentar o desafiante dia-a-dia de vendas.

Autor
João Baptista Vilhena
Consultor do Instituto MVC - M. Vianna Costacurta Estratégia e Humanismo, com dezenove anos de experiência profissional nas área de Gestão Estratégica, Planejamento Estratégico de Marketing, Vendas, Logística & Distribuição, Marketing de Serviços, Negociação e Influência. Mestre em Administração pela FGV e pós-graduado em Marketing pela ESPM/RJ.

Assista aos trailers pela Internet.
Basta clicar aqui.

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 TESTE :
 

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COMO ESTÁ O SEU POTENCIAL COMUNICATIVO?
Eunice Mendes - Consultora do MVC


Antes de iniciar a leitura, queremos convidá-lo a refletir sobre o potencial e a competência comunicativa.

Lembre-se sempre de que, em comunicação, nada é imutável. Um ponto que hoje é considerado uma dificuldade, se for bem observado e trabalhado, amanhã poderá se transformar em facilidade.

Assim, passo a passo, a partir da reflexão sobre seu potencial comunicativo, você estará mapeando aspectos mais fortes e mais frágeis de sua comunicação e, durante a leitura, poderá encontrar os caminhos facilitadores para as apresentações de seu sucesso.

Que tal conhece-los agora?

Responda e reflita sobre cada questão, procurando colocar em cada situação o que realmente acontece e não o que gostaria que acontecesse, usando os símbolos a seguir:



Poder de comunicação pessoal (carisma, magnetismo,
persuasão).
1) Você dá importância ao seu processo pessoal de comunicação?

     
2) Sente-se valorizado a cada oportunidade de comunicação
(no trabalho, em grupos, com amigos, nos relacionamentos afetivos)?

     
3) Você tem buscado o autoconhecimento para uma auto-estima saudável?

     
4) Está disposto a assumir 100% da responsabilidade pelo sucesso das suas comunicações?

     
5) Tem usado o seu poder comunicativo para o sucesso e o marketing pessoal?

     


Feedback
6) Em uma reunião, encontro, apresentação, você sente que
consegue cativar e manter a atenção dos ouvintes?

     
7) Quando você é questionado ou contestado em público, consegue
reagir de maneira assertiva?

     
8) Consegue absorver e compreender rapidamente o perfil da sua
platéia, os componentes do grupo, e encaminhar o seu discurso de
acordo com as expectativas?