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O
PAPEL DA LIDERANÇA NO DESENVOLVIMENTO DA PROATIVIDADE
DA EQUIPE
Denize
Dutra - Consultora do MVC
DEEPAK CHOPRA,
guru espiritual, diz que o “fundamental na verdadeira
liderança é entender as necessidades das pessoas e
saber responder a cada uma delas”. E, segundo ele, a
capacidade de atender as necessidades dos outros pode
ser aprendida e aprimorada.
Em qualquer grupo humano, os
indivíduos se exprimem com base em dois temas básicos:
- necessidades e respostas. Sempre necessitamos de algo,
do mais primário e material, até o amor, auto-estima e
significado espiritual para a nossa vida. Há sempre uma
resposta ou “re-ação”
para satisfazer estas necessidades, que envolvem, desde
a disputa, até uma descoberta criativa ou inspiração
divina.
“Juntar
as necessidades às respostas é a coisa mais poderosa
que um líder pode fazer”, segundo Deepak Chopra. Foi
isto exatamente que fez Martin Luther King:
– deu resposta a uma necessidade do povo de
auto-estima e significado – ele deu Visão
de Futuro.
Para
Chopra os princípios fundamentais de uma
liderança são:
- Líderes
e seguidores criam uns aos outros
– formam uma aliança espiritual invisível. Os líderes
existem para personificar os valores pelos quais os
seguidores anseiam; e os seguidores existem para
alimentar a visão que o líder tem dentro de si.
- O
líder é a alma simbólica do grupo –
Tudo que é dinâmico em nós, provém deste estado
mais profundo do espírito. Assim como os indivíduos,
os grupos crescem de dentro para fora.
- O
resultado de qualquer situação é definido pela
visão e pelas qualidades internas do grupo.
- As
respostas compartilhadas entre líderes e seguidores
são:
luta/fuga, ego, direção interna, conhecimento ou
intuição, criatividade, orientação elevada e
unidade.
- Assim
como existe uma hierarquia de necessidades
internas, também existe uma de respostas internas,
que evoluíram ao longo do tempo, que são
crescentes dentro de nós, e que um líder precisa
entender.
- Para
cada necessidade, há uma resposta correta
e a nossa alma sabe como satisfazer a cada uma delas
com um mínimo de esforço.
- O
líder terá êxito quando conseguir satisfazer a
vida de seus seguidores,
isto é, entender suas necessidades e dar as
respostas compatíveis.
- Os
grandes líderes são aqueles capazes de responder
por meio dos níveis mais elevados do espírito.
- Os
líderes se doam por estarem dispostos a não se
livrarem de uma resposta,
quando esta se fizer necessária.
- A
liderança é possível com uma simples atitude de
ficar à vontade com a desordem, pois conseguem
ver a ordem “espiritual” subjacente ao caos
aparente de necessidades e respostas.
A essência da liderança, para Chopra está em 7
letras:
L
= look and listen – Ver e ouvir com
os sentidos e também com a alma.
E
= empowerment – Atribuir
poder
A
= awareness – Ter
consciência, conhecer a si mesmo e seus seguidores.
D = doing
– Fazer, Agir com responsabilidade e coerência.
E = emotional
freedom and empathy – Liberdade
emocional e empatia para entender as necessidades
profundas de seus seguidores.
R = responsability (asumir responsabilidade) – Mostrar
iniciativa, assumir riscos maduros, fazer o prometido,
ter integridade e viver de acordo com os valores.
S
= sinchronicity – Ter
sincronismo – “é capacidade de criar uma boa sorte
e de encontrar reservas de energia para que o líder vá
além dos resultados previstos e atinja níveis mais
elevados...é a capacidade de conectar qualquer
necessidade a uma resposta da alma.”
O
papel do líder é encontrar maneiras de
envolver as pessoas que trabalham com ele, em tarefas
que realmente importem para elas. As pessoas querem
se sentir necessárias e importantes e ter seu talento
reconhecido. Se no fim das contas, elas não se sentirem
comprometidas com o que fazem, farão o mínimo necessário
e não o suficiente para promover o crescimento delas
mesmas, de seus colegas e da Companhia.
Outro
aspecto importante na liderança, é promover uma
mudança de atitude em relação à forma de encarar o
erro e o fracasso. Segundo pesquisas publicadas na
Revista Fortune, as pessoas bem sucedidas
falharam em média 7 vezes, antes de se saírem bem.
Precisamos aprender a lidar de forma positiva com o
nosso próprio fracasso, para depois aprendermos
a lidar com os dos outros de forma natural, estimulando,
em vez de punir.
Segundo
John Maxwell, “o fracasso pode servir de
trampolim para o sucesso”, mas para isto é
preciso:
Reconhecer o valor do
fracasso.
Não encarar o fracasso como algo pessoal, que só
ocorre com você!
Permitir que a falha redirecione seu caminho.
Manter seu senso de humor.
Perguntar: POR QUÊ ? e não
QUEM?
Aprender com o fracasso.
Não permitir que o
fracasso o abale.
Usar
o fracasso como medida de seu crescimento pessoal.
O
erro deve ser encarado com naturalidade, especialmente
pelos sentimentos negativos que ele suscita. No entanto,
nossa cultura valoriza muito mais os ERROS do que os
ACERTOS, ainda que estes sejam estatisticamente muito
mais freqüentes do que os erros. Como diz Enio
Rezende, “não temos o hábito de falar –
acertar é humano, porque acertar é mais comum do que
errar, mas falamos que errar é humano”.
Nossas
instituições – família, escola, empresas – reforçam
a cultura do erro e da punição. Costumamos criticar
muito mais do que elogiar, reclamamos da falta de
reconhecimento, mas somos os primeiros a chamar a atenção
para os erros no lugar de valorizar os acertos, as
conquistas. Ainda nos preocupamos em identificar e
responsabilizar os culpados, mais do que analisar as
causas dos erros e envolver a todos em ações
corretivas e preventivas, preparando melhor aqueles que
erraram, para não errarem outra vez.
Todas
as organizações acreditam ser indispensável que todos
os seus colaboradores estejam comprometidos com seus
processos de melhoria contínua, se quiserem sobreviver
e obter sucesso num mercado altamente competitivo.
Sabemos que, para isto, é preciso ter lideranças que
energizem as
pessoas através de um senso de urgência na transmissão
de objetivos desafiantes e usem o máximo do potencial
das pessoas. Isto é, uma empresa energiza as pessoas,
quando permite que elas assumam responsabilidades e façam
uso do que sabem e têm condições para aprender.
O
empowerment é
facilitado pela combinação de alguns fatores, tais
como, valores e atitudes da liderança e estrutura
funcional, treinamento e sistema de recompensa.
Em
relação a valores e atitudes do líder, Tom Peters diz
que “os maiores líderes não são aqueles que têm
seguidores, mas os que procuram formar mais líderes,
para que possam transmitir-lhes o poder de descobrir e
criar seus próprios destinos”. Segundo ele, a principal
tarefa do líder é “transformar-se em fonte de
energia que impulsiona os outros. Mas, às vezes, um líder
não tem energia...e eu digo: faça de conta que tem
esta energia! Finja! Se você dá o pontapé inicial no
ciclo energético, a natureza faz o resto e a energia
começa a fluir.”
Peter
Senge, o guru da “learning organizacion” , em
entrevista a revista HSM disse que uma das lições mais
simples e básicas para
os líderes: descobrir para onde a energia quer
fluir e trabalhar com isso. Às vezes, há uma parte
dentro de nós tentando corrigir as pessoas que estão
erradas, em vez de construir algo que está tentando
acontecer...É preciso trabalhar com quem está
realmente interessado”.
OBS.
Material Retirado do Programa Executivo Século XXI
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