|
|
Voltar
AUTODESENVOLVIMENTO:
VOCÊ SÓ DEPENDE DE VOCÊ
Denize
Dutra
Consultora
do MVC
Qualquer reflexão sobre o
autodesenvolvimento passa primeiro, por um entendimento de
que DESENVOLVER implica em romper
laços, amarras, e sabemos que, em qualquer uma das
dimensões humanas (física, emocional, mental,
social, ou espiritual), todo desenvolvimento exige que
rompamos com um padrão já adquirido, para adotarmos
outro, que é novo e que é uma etapa natural da
evolução humana.
Desenvolvimento
significa o aumento das capacidades ou das possibilidades,
pois podemos desenvolver o nosso potencial. Quando falamos
em autodesenvolvimento, estamos entendendo que o
indivíduo assuma, ele mesmo, a responsabilidade por este
processo evolutivo, através da busca pessoal de recursos
e condições, que lhe permitam reconhecer que hoje está
"melhor" (em qualquer aspecto) que ontem, e ter
a certeza de que, amanhã, estará melhor que hoje.
Quando pensamos nos recursos para
promover este autodesenvolvimento, estamos
fundamentalmente considerando a educação e qualquer
outra ação, que venha a contribuir para que o indivíduo
gerencie a si mesmo!
No atual contexto das organizações,
este tema acabou assumindo uma grande importância, pois o
autodesenvolvimento tornou-se uma das mais importantes
competências para o profissional do século XXI e dele
dependerá o sucesso das pessoas e conseqüentemente das
organizações. Só as organizações que tiverem pessoas
que estejam absolutamente conscientes e focadas em seu
autodesenvolvimento, serão capazes de responder
rapidamente a mudanças tão aceleradas, adaptar-se à
nova realidade tecnológica, e superarem os desafios, que
garantam, mais do que a sobrevivência, o sucesso
organizacional.
O autodesenvolvimento não se restringe
apenas à "gestão da carreira". Este é um
importante aspecto, mas existem outros que são
preliminares e, por isto, mais genéricos. O processo de
autodesenvolvimento engloba algumas etapas essenciais:
- Fazer uma
auto-análise
- Buscar ajuda e
participação de pessoas que possam contribuir para
seu autodiagnóstico, através de feedbacks
eficazes.
- Definir os objetivos
e métodos mais adequados para atingi-los.
- Agir, porque não
adianta ficar só na intenção; é preciso canalizar
a energia e partir para ação.
A competência de autodesenvolvimento
implica numa acentuada capacidade de estudar, numa
curiosidade natural, que se manifesta por um interesse em
descobrir e conhecer o mundo, na iniciativa, na
persistência e automotivação e na disciplina. Todas
estas características estão relacionadas ao
desenvolvimento da nossa inteligência emocional, o que
nos leva a constatar que esta é a base de todo o processo
de autodesenvolvimento.
Peter Drucker, em Desafios Gerenciais
para o Século XXI, afirma que "gerenciar
a si mesmo" significa colocar-se onde
você possa fazer sua maior contribuição à sociedade; -
aprender a se desenvolver constantemente, mantendo-se
mentalmente ativo; e – aprender a como e quando mudar.
Na verdade, um ponto em
que todos os gurus acabam concordando é que as pessoas
que têm um autoconhecimento desenvolvido e que conseguem
analisar as exigências do seu trabalho, de profissões de
interesse e do mercado, podem ter maiores possibilidades
de realização na carreira e na vida pessoal, pois
encontram alternativas adequadas ao seu perfil e
adaptam-se mais facilmente às mudanças trazidas pelas
novas tecnologias.
Seguindo por esta linha de raciocínio,
notamos que o autodesenvolvimento é uma questão
estratégica na vida das pessoas, e que, no contexto de
hoje, está relacionado ao sucesso individual e, por
conseqüência, ao sucesso organizacional. Contudo, vamos
nos deter agora nesta questão estratégica, ou seja, o
nosso autodesenvolvimento tem de estar alinhado com a
nossa missão, nossa visão, nossos valores, e no
significado que damos ao trabalho em nossa vida.
Em sua obra, À procura de si
próprio -Um guia para a Realização Pessoal, Barbara
Braham afirma que somente quando compreendemos a nossa
missão, conseguimos olhar para frente e "enxergar a
nossa visão de futuro".
Segundo Joel Backer, um dos estudiosos
sobre o futuro mais conhecido na atualidade, esta visão
é um dos principais diferenciais entre pessoas,
organizações e nações bem ou mal sucedidas. É esta
visão, que compartilhada e posta em ação, pode mudar a
vida das pessoas e, conseqüentemente, o mundo.
Nossa missão e nossa visão são
norteadas por nossos valores. São os valores que permeiam
as nossas escolhas em busca da realização pessoal.
Precisamos ter clareza de nossos valores, pois são eles
as nossas referências mais consistentes, que nos fazem
buscar a coerência entre o discurso e as ações que
empreendemos.
O significado do trabalho em nossa vida
passou a ser importante nestas definições estratégicas,
pois já que passamos mais de 1/3 de nossas vidas no
trabalho e, como dissemos antes, em média vamos trabalhar
50 anos, temos que nos preocupar em mudar alguns
paradigmas relacionados ao trabalho como "dever ou
obrigação". Hoje algumas pessoas já começam a
encarar o trabalho como fonte de prazer, buscando fazer
aquilo que dê significado à sua vida e que esteja
compatível com sua missão, seus valores, e sua visão de
futuro.
No entanto, sabemos que dada a
complexidade do SER HUMANO,
muitas vezes, ele mesmo boicota estas realizações,
utilizando "máscaras", como diz Barbara Braham
na obra citada anteriormente. Precisamos tirar estas
"máscaras" (a tirania do devo, a baixa
auto-estima, o medo e outras) que nos distanciam de nós
mesmos, que nos impedem de ver com mais clareza aquilo que
somos e que desejamos. Tiradas estas máscaras
conseguiremos caminhar no sentido de nossa
auto-realização, que é a essência do sucesso pessoal e
profissional.
À medida que entendemos o SER
HUMANO como um SER HOLÍSTICO,
não podemos separar a perspectiva pessoal da
profissional. Muito se tem dito hoje sobre como a
realização pessoal afeta a realização profissional, e
vice-versa. Desta forma, pensar no significado do sucesso
para o indivíduo é considerar o bom resultado, êxito ou
triunfo (como diz o dicionário do Houaiss) de forma
geral, ou seja, na vida. No entanto, sabemos que este é
um assunto bastante complexo dada a sua subjetividade,
pois o que é sucesso para um, pode não ser para outro,
tendo em vista essencialmente os valores pessoais. Um dos
principais questionamentos do SER
HUMANO está relacionado ao como deve investir o
seu tempo: para ganhar dinheiro ou para ser feliz? Uma
pessoa mais focada no comportamento de SER,
por considerar que TER
é uma
conseqüência, terá um entendimento diferente do que uma
que está mais preocupada com o TER,
por exemplo.
Por isso, pouco nos
agregaria neste momento dar uma única definição do que
seja sucesso, dada a singularidade do tema, mas podemos
analisar que fatores podem nos levar ao
"sucesso".
Diversos estudos sobre o
tema convergem para a idéia da importância da
Inteligência Emocional no sucesso das pessoas. Howard
Gardner em seu estudo sobre Inteligências Múltiplas, já
tinha feito referência a este aspecto, afirmando que
muitas pessoas bem-sucedidas não tinham QI (Quociente de
Inteligência) alto. A inteligência, como até então era
entendida, pela perspectiva do raciocínio
lógico-matemático-verbal, não era a principal
característica de grandes expoentes nas mais diversas
áreas do conhecimento humano.
Daniel Goleman afirma
que a Inteligência Emocional (IE) permite fazer um
prognóstico sólido para o sucesso de uma pessoa, pois
90% das diferenças entre executivos de desempenho
excepcional e os de desempenho médio, estão relacionadas
aos fatores relacionados à IE, e não às habilidades
cognitivas adquiridas na escola. E, dos 5 fatores da IE, o
que foi comum a todos foi a automotivação, decorrente
das pessoas fazerem o que gostam.
A automotivação é um
aspecto determinante na maneira como as pessoas lidam com
o fracasso. E é impossível alcançar o sucesso se não
soubermos enfrentar positivamente o seu oposto – o
fracasso: entenda que o erro permite que você redirecione
o caminho; coloque o foco em entender o PORQUÊ e não
QUEM; use o erro como fonte de aprendizado e como medida
para avaliar o seu crescimento.
Segundo uma pesquisa
publicada na revista Fortune, as pessoas bem-sucedidas
falharam em média 7 vezes, antes de se saírem bem.
Já existe algum acordo
entre os diversos estudiosos do assunto, sobre algumas
atitudes que diferenciam
as pessoas de sucesso, tais como:
- Têm paixão pelo que
fazem, colocam afeto nas coisas;
- Dedicam-se e são
persistentes;
- Têm visão de
futuro;
- São pró-ativas,
assumem responsabilidades e correm "alguns"
riscos;
- Têm uma visão
positiva da vida e um "alto-astral"
(leveza);
- Têm foco na
qualidade de vida, fazem do presente os seus momentos
felizes, usando bem o seu tempo e colocando toda a
energia naquilo que é verdadeiramente significativo
para elas;
- Aprendem com erros
próprios e dos outros, não valorizam as situações
negativas;
- São flexíveis e
resilientes (capacidade de superar os limites);
- Têm facilidade para
se relacionar e conviver;
- Desenvolvem o seu
autoconhecimento, ele será a base do seu sucesso.
Um ponto importante a
ser observado na relação das pessoas com o sucesso é a
continuidade, pois, nem sempre, as pessoas agem no sentido
de manter o sucesso conquistado, onde entra, mais uma vez,
a importância do fator persistência: desistir jamais!
À medida que a empresa
é uma integração de Seres Humanos, não há como não
estabelecer uma correlação direta entre o sucesso
pessoal/profissional com o sucesso da organização.
Diversos gurus e estudiosos de gestão de empresas afirmam
que pessoas felizes são mais produtivas, e vice-versa,
gerando um ambiente mais positivo e têm melhores
resultados – ou seja, geram lucro.
Como
já disse meu amigo, Marco Aurélio Vianna, "Empresa
Triunfadora, depende de gente Triunfadora
e feliz!"
Este texto foi extraído do Curso
Desenvolvimento Pessoal, Programa em
e-learning do MVC/MENTOR.
Voltar
|
|