Número 58  - Fevereiro 2003
       
Destaque Reflexão
  Você é do tamanho do que comunica!   Lula, Keynes, Schumpeter, Vendas e MKT
  A comunicação eficaz é um símbolo de poder e autoridade.  Cada vez mais a busca da excelência nas comunicações é um desafio.   Eunice Mendes  Veja Mais   Muitos executivos dizem – e, o que é pior, acreditam – que o ano só começa em março. Isto, obviamente, não é verdade. - J.B.Vilhena  Veja Mais
       
 
Editorial Teste
Convergência Davos e Guaíba   Você sabe autodesenvolver-se?
O recente sucesso de escala internacional de nosso novo presidente em Davos não pode, em nenhuma hipótese, gerar um clima de "já ganhou"  em nossas pretensões de justiça social. 
Marco Aurélio Ferreira Vianna  
Veja Mais
  Analise com atenção as perguntas deste teste, responda com sinceridade e verifique quais são seus pontos a melhorar.  Use-os como incentivos às mudanças!
Denize Dutra
   Veja Mais 
     
Workshop Gratuito Comentário
  Comunicações Vendedoras   Só depende de você!
Evento gratuito para público exclusivo, com os palestrantes J. B. Vilhena e Denize Dutra.  Data e hora:  16 de abril , das 9 às 13h, em São Paulo. Inscrições até 11/4.  Veja Mais   Qualquer reflexão sobre o autodesenvolvimento passa, primeiro, por um entendimento de que DESENVOLVER implica romper laços e amarras.
Denize Dutra  Veja Mais
     
Expediente
  Publisher:Costacurta Junqueira ; Jornalista Responsável:Cristina Spera
  Equipe Insight: Angelica Stein; Flávia Kahale, Maria Teresa
 
  Se você não recebeu nossas versões anteriores, clique aqui para visualizá-las agora.
  Quer assinar o INSIGHT/ MVC / BUMERAN / TERRA? É gratuito, envie um e-mail para Assinar
   

 

 

 

 

 

 


EDITORIAL  

Voltar

CONVERGÊNCIA DAVOS E GUAÍBA

O recente sucesso de escala internacional de nosso novo presidente em Davos não pode, em nenhuma hipótese, gerar um clima de "já ganhou" em nossas pretensões de criar um mundo mais justo. A ganância infecciosa é vírus potente, e acho muito difícil que especuladores ambiciosos se mimetizem, de uma hora para outra, em homens bons, à la Iluminismo rousseauniano.

Claro que foi importante o mundo ouvir, principalmente de um líder do mundo não desenvolvido, uma mensagem corajosa de clamor pelo justo. No entanto, ações individuais, cobranças destes principais líderes, mudança na filosofia empresarial e negociação, muita negociação, são indispensáveis para que se alcance algum sucesso. Um meta-paradigma desse porte não é mudado simplesmente com boa vontade ou com uma referência de intenções. Quanto mais eu trabalho na Ação Social nas empresas, mais eu vejo que o sonho do mundo justo, a nossa utopia, será construído através da direção proposta nas palavras da linda canção de Ivan Lins: "depende de nós, se esse mundo ainda tem jeito...".

Iniciando nosso número de fevereiro, o texto extremamente interessante, Você é do Tamanho do que Comunica, de Eunice Mendes, nos mostra como a comunicação pode se tornar um grande diferencial competitivo em tempos de acirrada concorrência pessoal, e profissional.

Ainda na linha da empregabilidade, Denize Dutra nos apresenta "Autodesenvolvimento: Você só Depende de Você". O artigo demonstra, mais uma vez, que cabe a nós mesmos a busca do "Olimpo".

No teste do mês, Como está sua Habilidade para se Autodesenvolver? ,Denize Dutra, nos ajuda a diagnosticar o grau de habilidade que temos para desenvolver as próprias competências.

João Baptista Vilhena, em Lula, Keynes, Schumpeter, Vendas e Marketing, arrisca previsões para o inicio do governo Lula à luz da teoria de dois grandes economistas.

Boa leitura!



Voltar

 
 

 

 

 

 


 VOCÊ É DO TAMANHO DO QUE COMUNICA  

Voltar

VOCÊ É DO TAMANHO DO QUE COMUNICA
Eunice Mendes

Consultora do MVC

Há um fato incontestável: a comunicação eficaz é símbolo de poder e autoridade. Cada vez mais a busca da excelência nas comunicações é um desafio para quem pretende atingir alto nível de profissionalismo.

Em um mundo competitivo, no qual um bom marketing pessoal pode ser a chave para o sucesso, é preciso ter competência técnica, aliada à competência comportamental e emocional, nas quais estão incluídas as relações interpessoais mais enriquecedoras. E, afinal de contas:

  • Quem não quer ser ouvido com interesse e respeito?
  • Quem não quer ser aceito?
  • Quem não quer persuadir seu interlocutor com idéias claras, coerentes e objetivas?
  • Quem não quer participar do meio em que vive e influenciar as decisões do grupo?
  • Quem não quer transmitir segurança e fluência na explanação de um assunto?
  • Quem não quer receber feedback positivo de sua atuação como comunicador e facilitador da aprendizagem?

Pessoalmente, comunicar-se bem é uma forma de libertar-se. Quando falamos, temos oportunidade de arrancar nossas máscaras e mostrar quem realmente somos, liberando outras formas de expressão que permaneciam em estado latente. Esse processo abre espaço para a criatividade.

Nós nos comunicamos para ser reconhecidos e aceitos, e saber quem somos por meio do espelho que é o outro. Somos constantes investigadores de nós mesmos, mas quem nos possibilita a revelação instigadora de quem parecemos ser, no meio em que atuamos, é o outro. Ele nos dá pistas para desvendar a parte que, em nós, é muitas vezes cega e surda. Ter sabedoria para fazer um mergulho corajoso nessa descoberta de si mesmo é tarefa complexa. A comunicação é a ponte para esse território tão íntimo.

Nós somos o que conseguimos comunicar no meio em que atuamos. Ter coragem de se comunicar é estar disponível ao contato social. O processo comunicativo é essencial à natureza humana. Essa lei é imutável. Ignorá-la é selar um pacto com a inanição afetiva, mental e intelectual.

A comunicação é o nosso instrumento de exploração do mundo e, ao mesmo tempo, é o instrumento com o qual o mundo nos explora. Nesse jogo, vamos formando, gradualmente, opiniões, conceitos e juízos que nortearão nossa vida e sem os quais a convivência com o outro seria impossível.

Fixamos nossa estrutura pessoal por meio das comunicações que praticamos. Se eu tenho pensamentos de qualidade e consigo transmiti-los com inteligência, empatia e sensibilidade, estarei assegurando a excelência nas minhas relações interpessoais e gerando sucesso nas ações cotidianas.

Se nos comunicamos bem, penetramos na essência secreta do coração e da mente do outro e nos tornamos companheiros/cúmplices! Mas, para isso, não basta falar bem, aplicar corretamente as regras gramaticais. É preciso muito mais! Temos que mobilizar nossos recursos internos e externos para facilitar a arte do diálogo, não como um mero jorro de palavras, mas um encontro, livre de julgamentos precipitados. É preciso dar chance para a troca democrática de idéias, propiciar um clima de confiança e bem-estar e, por fim, alcançar a empatia nesse processo de sinergia.

Além disso, precisamos buscar um feedback da nossa atuação. Só podemos construir relações verdadeiras quando conseguimos enxergar com mais clareza quem somos e o impacto que causamos em cada um dos grupos sociais em que atuamos. Ter consciência dessa imagem social faz parte da ação corajosa de quem busca uma comunicação plena.

O Ser Humano é produto da sua comunicação.

Ter o direito de se expressar é conquistar a liberdade de ser, apossar-se de novos territórios, afirmar-se perante a vida, transformar-se no encontro com o outro. É preciso buscar a palavra como quem busca a própria identidade.

Entender o processo comunicativo em toda a sua dimensão é um caminho para compreender a própria vida.

O mundo responde às comunicações que estabelecemos com os nossos semelhantes. Somos o meio e o produto dessas relações.

Investigar a forma como elaboramos e expressamos os pensamentos nos permite analisar as várias facetas da nossa personalidade e saber como atuamos nos vários grupos sociais. Esse é um "mapa" necessário para um mergulho interior e uma aprendizagem desafiadora, tão importante para que nos tornemos seres humanos melhores!

Se tivermos consciência de que contamos a nossa história em cada ato comunicativo e reconhecemos a importância das inter-relações que tornam comuns os pensamentos, as sensações e os desejos, cabem as seguintes reflexões:

  • Até que ponto estou comprometido com a busca de uma comunicação livre, sem distorções e obstáculos?
  • Até que ponto estou ampliando minhas potencialidades verbais e não-verbais?
  • Até que ponto tenho me permitido ser quem realmente quero ser?
  • Até que ponto há coerência entre o que digo, penso e faço?
  • Até que ponto minha imagem externa corresponde ao que percebo a meu respeito?
  • Até que ponto valorizo "estar" no mundo?
  • Até que ponto deixo que medos e inseguranças vençam a minha coragem de administrá-los?
  • Até que ponto saboto com pequenas armadilhas as minhas chances de sucesso?
  • Até que ponto meu magnetismo pessoal está sendo lapidado, com inteligência e determinação para que eu me torne uma pessoa melhor?

Nós respiramos comunicação!

Estou afinando meus instrumentos internos e externos em busca de uma música melodicamente inovadora?

Minha música está criando um clima adequado ao processo de sinergia, comunicando-se harmoniosamente com os demais instrumentos da orquestra, na busca da excelência do conjunto?

OBS.: Material retirado do programa Comunicações Vendedoras.

Voltar

 
 

 

 

 

 

 

 


 AUTODESENVOLVIMENTO: VOCÊ SÓ DEPENDE DE VOCÊ


  

Voltar

AUTODESENVOLVIMENTO: VOCÊ SÓ DEPENDE DE VOCÊ
Denize Dutra
Consultora do MVC

Qualquer reflexão sobre o autodesenvolvimento passa primeiro, por um entendimento de que DESENVOLVER implica em romper laços, amarras, e sabemos que, em qualquer uma das dimensões humanas (física, emocional, mental, social, ou espiritual), todo desenvolvimento exige que rompamos com um padrão já adquirido, para adotarmos outro, que é novo e que é uma etapa natural da evolução humana.

Desenvolvimento significa o aumento das capacidades ou das possibilidades, pois podemos desenvolver o nosso potencial. Quando falamos em autodesenvolvimento, estamos entendendo que o indivíduo assuma, ele mesmo, a responsabilidade por este processo evolutivo, através da busca pessoal de recursos e condições, que lhe permitam reconhecer que hoje está "melhor" (em qualquer aspecto) que ontem, e ter a certeza de que, amanhã, estará melhor que hoje.

Quando pensamos nos recursos para promover este autodesenvolvimento, estamos fundamentalmente considerando a educação e qualquer outra ação, que venha a contribuir para que o indivíduo gerencie a si mesmo!

No atual contexto das organizações, este tema acabou assumindo uma grande importância, pois o autodesenvolvimento tornou-se uma das mais importantes competências para o profissional do século XXI e dele dependerá o sucesso das pessoas e conseqüentemente das organizações. Só as organizações que tiverem pessoas que estejam absolutamente conscientes e focadas em seu autodesenvolvimento, serão capazes de responder rapidamente a mudanças tão aceleradas, adaptar-se à nova realidade tecnológica, e superarem os desafios, que garantam, mais do que a sobrevivência, o sucesso organizacional.

O autodesenvolvimento não se restringe apenas à "gestão da carreira". Este é um importante aspecto, mas existem outros que são preliminares e, por isto, mais genéricos. O processo de autodesenvolvimento engloba algumas etapas essenciais:

  1. Fazer uma auto-análise
  2. Buscar ajuda e participação de pessoas que possam contribuir para seu autodiagnóstico, através de feedbacks eficazes.
  3. Definir os objetivos e métodos mais adequados para atingi-los.
  4. Agir, porque não adianta ficar só na intenção; é preciso canalizar a energia e partir para ação.

A competência de autodesenvolvimento implica numa acentuada capacidade de estudar, numa curiosidade natural, que se manifesta por um interesse em descobrir e conhecer o mundo, na iniciativa, na persistência e automotivação e na disciplina. Todas estas características estão relacionadas ao desenvolvimento da nossa inteligência emocional, o que nos leva a constatar que esta é a base de todo o processo de autodesenvolvimento.

Peter Drucker, em Desafios Gerenciais para o Século XXI, afirma que "gerenciar a si mesmo" significa colocar-se onde você possa fazer sua maior contribuição à sociedade; - aprender a se desenvolver constantemente, mantendo-se mentalmente ativo; e – aprender a como e quando mudar.

Na verdade, um ponto em que todos os gurus acabam concordando é que as pessoas que têm um autoconhecimento desenvolvido e que conseguem analisar as exigências do seu trabalho, de profissões de interesse e do mercado, podem ter maiores possibilidades de realização na carreira e na vida pessoal, pois encontram alternativas adequadas ao seu perfil e adaptam-se mais facilmente às mudanças trazidas pelas novas tecnologias.

Seguindo por esta linha de raciocínio, notamos que o autodesenvolvimento é uma questão estratégica na vida das pessoas, e que, no contexto de hoje, está relacionado ao sucesso individual e, por conseqüência, ao sucesso organizacional. Contudo, vamos nos deter agora nesta questão estratégica, ou seja, o nosso autodesenvolvimento tem de estar alinhado com a nossa missão, nossa visão, nossos valores, e no significado que damos ao trabalho em nossa vida.

Em sua obra, À procura de si próprio -Um guia para a Realização Pessoal, Barbara Braham afirma que somente quando compreendemos a nossa missão, conseguimos olhar para frente e "enxergar a nossa visão de futuro".

Segundo Joel Backer, um dos estudiosos sobre o futuro mais conhecido na atualidade, esta visão é um dos principais diferenciais entre pessoas, organizações e nações bem ou mal sucedidas. É esta visão, que compartilhada e posta em ação, pode mudar a vida das pessoas e, conseqüentemente, o mundo.

Nossa missão e nossa visão são norteadas por nossos valores. São os valores que permeiam as nossas escolhas em busca da realização pessoal. Precisamos ter clareza de nossos valores, pois são eles as nossas referências mais consistentes, que nos fazem buscar a coerência entre o discurso e as ações que empreendemos.

O significado do trabalho em nossa vida passou a ser importante nestas definições estratégicas, pois já que passamos mais de 1/3 de nossas vidas no trabalho e, como dissemos antes, em média vamos trabalhar 50 anos, temos que nos preocupar em mudar alguns paradigmas relacionados ao trabalho como "dever ou obrigação". Hoje algumas pessoas já começam a encarar o trabalho como fonte de prazer, buscando fazer aquilo que dê significado à sua vida e que esteja compatível com sua missão, seus valores, e sua visão de futuro.

No entanto, sabemos que dada a complexidade do SER HUMANO, muitas vezes, ele mesmo boicota estas realizações, utilizando "máscaras", como diz Barbara Braham na obra citada anteriormente. Precisamos tirar estas "máscaras" (a tirania do devo, a baixa auto-estima, o medo e outras) que nos distanciam de nós mesmos, que nos impedem de ver com mais clareza aquilo que somos e que desejamos. Tiradas estas máscaras conseguiremos caminhar no sentido de nossa auto-realização, que é a essência do sucesso pessoal e profissional.

À medida que entendemos o SER HUMANO como um SER HOLÍSTICO, não podemos separar a perspectiva pessoal da profissional. Muito se tem dito hoje sobre como a realização pessoal afeta a realização profissional, e vice-versa. Desta forma, pensar no significado do sucesso para o indivíduo é considerar o bom resultado, êxito ou triunfo (como diz o dicionário do Houaiss) de forma geral, ou seja, na vida. No entanto, sabemos que este é um assunto bastante complexo dada a sua subjetividade, pois o que é sucesso para um, pode não ser para outro, tendo em vista essencialmente os valores pessoais. Um dos principais questionamentos do SER HUMANO está relacionado ao como deve investir o seu tempo: para ganhar dinheiro ou para ser feliz? Uma pessoa mais focada no comportamento de SER, por considerar que TER é uma conseqüência, terá um entendimento diferente do que uma que está mais preocupada com o TER, por exemplo.

Por isso, pouco nos agregaria neste momento dar uma única definição do que seja sucesso, dada a singularidade do tema, mas podemos analisar que fatores podem nos levar ao "sucesso".

Diversos estudos sobre o tema convergem para a idéia da importância da Inteligência Emocional no sucesso das pessoas. Howard Gardner em seu estudo sobre Inteligências Múltiplas, já tinha feito referência a este aspecto, afirmando que muitas pessoas bem-sucedidas não tinham QI (Quociente de Inteligência) alto. A inteligência, como até então era entendida, pela perspectiva do raciocínio lógico-matemático-verbal, não era a principal característica de grandes expoentes nas mais diversas áreas do conhecimento humano.

Daniel Goleman afirma que a Inteligência Emocional (IE) permite fazer um prognóstico sólido para o sucesso de uma pessoa, pois 90% das diferenças entre executivos de desempenho excepcional e os de desempenho médio, estão relacionadas aos fatores relacionados à IE, e não às habilidades cognitivas adquiridas na escola. E, dos 5 fatores da IE, o que foi comum a todos foi a automotivação, decorrente das pessoas fazerem o que gostam.

A automotivação é um aspecto determinante na maneira como as pessoas lidam com o fracasso. E é impossível alcançar o sucesso se não soubermos enfrentar positivamente o seu oposto – o fracasso: entenda que o erro permite que você redirecione o caminho; coloque o foco em entender o PORQUÊ e não QUEM; use o erro como fonte de aprendizado e como medida para avaliar o seu crescimento.

Segundo uma pesquisa publicada na revista Fortune, as pessoas bem-sucedidas falharam em média 7 vezes, antes de se saírem bem.

Já existe algum acordo entre os diversos estudiosos do assunto, sobre algumas atitudes que diferenciam as pessoas de sucesso, tais como:

  • Têm paixão pelo que fazem, colocam afeto nas coisas;
  • Dedicam-se e são persistentes;
  • Têm visão de futuro;
  • São pró-ativas, assumem responsabilidades e correm "alguns" riscos;
  • Têm uma visão positiva da vida e um "alto-astral" (leveza);
  • Têm foco na qualidade de vida, fazem do presente os seus momentos felizes, usando bem o seu tempo e colocando toda a energia naquilo que é verdadeiramente significativo para elas;
  • Aprendem com erros próprios e dos outros, não valorizam as situações negativas;
  • São flexíveis e resilientes (capacidade de superar os limites);
  • Têm facilidade para se relacionar e conviver;
  • Desenvolvem o seu autoconhecimento, ele será a base do seu sucesso.

Um ponto importante a ser observado na relação das pessoas com o sucesso é a continuidade, pois, nem sempre, as pessoas agem no sentido de manter o sucesso conquistado, onde entra, mais uma vez, a importância do fator persistência: desistir jamais!

À medida que a empresa é uma integração de Seres Humanos, não há como não estabelecer uma correlação direta entre o sucesso pessoal/profissional com o sucesso da organização. Diversos gurus e estudiosos de gestão de empresas afirmam que pessoas felizes são mais produtivas, e vice-versa, gerando um ambiente mais positivo e têm melhores resultados – ou seja, geram lucro.

Como já disse meu amigo, Marco Aurélio Vianna, "Empresa Triunfadora, depende de gente Triunfadora e feliz!"

Este texto foi extraído do Curso Desenvolvimento Pessoal, Programa em
e-learning do MVC/MENTOR.


Voltar

 
 

 

 

 

 

 

 


LULA, KEYNES, SCHUMPETER, VENDAS E MARKETING

Voltar

LULA, KEYNES, SCHUMPETER, VENDAS E MARKETING
João Baptista Vilhena

Diretor
do MVC

(Este artigo teve origem numa animada discussão que mantive com o Prof. Luis Roberto Mello, que me ajudou a escrevê-lo)

Muitos executivos dizem – e, o que é pior, acreditam – que o ano só começa em março. Isto, obviamente, não é verdade. Mas antes que alguns possam afirmar que os primeiros dias do governo Lula ainda não mostraram resultados, vamos aproveitar esse início de ano para fazer algumas reflexões sobre vendas e marketing.

Para começar, vamos nos lembrar um pouco do que ensina a Ciência Econômica, em especial, as teorias de Keynes e Schumpeter.

Nascido na Inglaterra, em 1883, John Maynard Keynes tem seu livro "Teoria Geral do Emprego, do Juro e da Moeda" - publicado em 1936 - considerado como um marco na Economia. Diferentemente dos autores clássicos (que formularam suas teorias com base na Lei das Saídas, de Jean Baptiste Say), Keynes defende a idéia de que a mola propulsora da economia é a procura.

Na Inglaterra pós Primeira Guerra Mundial grassava o desemprego, que logo se tornou um dos centros de atenção de Keynes. Outro assunto que considerava de extrema relevância era o papel da moeda na economia. Na sua teoria, a quantidade de moeda existente caracteriza o nível de demanda que também é influenciada por três fatores psicológicos: a preferência pela liquidez, o estímulo para investir e a propensão a consumir. Estes fatores refletem a crença que as pessoas – sejam investidoras, empreendedoras ou consumidoras – têm em relação ao futuro. Em outras palavras, a crença de Keynes era que a existência de uma conjuntura favorável e de um alto otimismo dos cidadãos propiciava maior velocidade no desenvolvimento econômico.

O ano de 2003 inicia-se exatamente de acordo com essa descrição. O povo acredita nas promessas do novo presidente e os esforços do governo anterior garantem uma menor pressão econômica no futuro (desde que, é claro, mudanças de base sejam levadas a efeito). A posse do novo presidente contagiou positivamente as mais variadas classes econômicas.

Mas serão esses motivos suficientes para acreditarmos que os esforços de vendas e marketing obterão melhores resultados daqui para frente? Será que, se empreendermos ações de vendas e marketing semelhantes as que desenvolvemos no ano passado, vamos obter resultados melhores?

Na tentativa de responder a essas questões, busquemos inspiração em outro célebre economista.

Joseph Schumpeter nasceu na Áustria, também em 1883. Em 1932, mudou-se para os Estados Unidos, tendo sido professor de Economia Política na Universidade de Harvard. Entre suas várias obras, destaca-se "Business Cycles", volumosa obra publicada em 1911.

Nesta obra, o autor enfatiza os fenômenos cíclicos da economia, ressaltando a importância do empreendedor e da inovação. Enquanto Marx considerava as "contradições internas" e a concentração crescente da produção como as principais ameaças ao capitalismo, Schumpeter não pensa da mesma forma. Para ele, a grande empresa é o motor do progresso. Ressalta, contudo, que o sistema capitalista enfrenta problemas de ordem sociológica, pelo "desgaste de suas estruturas", já que a grande empresa tende a ser cada vez mais burocratizada, fazendo perder o espírito empreendedor.

A inovação – posta em ação pelo empreendedorismo – é a única e endógena causa dos diferentes ciclos econômicos, acredita. É preciso fazer surgir o novo, sejam processos e produtos, mesmo que isso acarrete a morte do velho enquanto ele ainda é lucrativo. É preciso romper com as velhas práticas, já que o futuro será bem diferente do passado e do presente. Schumpeter cunhou, inclusive, uma expressão para tal fato: "destruição criativa".

Baseando-nos em Schumpeter poderíamos afirmar que as ações de vendas e marketing para o primeiro ano do governo Lula deveriam romper com tudo o que foi feito no passado. Precisaríamos "destruir criativamente" o que vínhamos fazendo e passar a procurar novas formas de fazer negócios.

Não acreditamos em respostas do tipo isto ou aquilo. Acreditamos que será necessário vender e fazer marketing cada vez mais com criatividade e responsabilidade, mas sem perdermos a preocupação com o social.

Sugerimos o óbvio: que sua empresa invista cada vez mais em ações de vendas e marketing que busquem, incessantemente, maior competitividade e qualidade. Esperamos verdadeiramente que o norte das suas decisões seja a identificação das necessidades e desejos de seu público-alvo, a oferta de bens e serviços adequados a ele e, conseqüentemente, sua satisfação.

Mas, junto com milhões de brasileiros também esperamos que sua empresa venda e pratique um marketing que se volte para as ações sociais, para a identificação e satisfação de necessidades sociais, assumindo a responsabilidade que todos temos com o desenvolvimento sócio-econômico não apenas do nosso negócio, mas também do país.

Não há dúvida de que somos competentes para triunfar nas adversidades. Agora vamos provar que também somos bons nos momentos em que o povo se enche de esperanças.

 

Material retirado do programa Vendas Consultivas do MVC

Voltar

 
 

 

 

 

 

 


COMO ESTÁ SUA HABILIDADE PARA SE AUTODESENVOLVER?

Voltar

COMO ESTÁ SUA HABILIDADE PARA SE AUTODESENVOLVER?
Denize Dutra

Consultora
do MVC

Responda seguindo a gradação

Jamais  1
Raramente  2
Às Vezes 3
Quase Sempre 4
Sempre 5
Sou uma pessoa que… 1 2 3 4 5
1- ... tem clareza de sua missão e do significado do trabalho na sua vida.

  

  

  

  

  

2- ... está pautando sua trajetória profissional em valores pessoais e éticos claros e sólidos.

  

  

  

  

  

3- … que é humilde para estar aprendendo sempre, demonstrando interesse em estar constantemente atualizando, reciclando.

  

  

  

  

  

4- … assume a responsabilidade pelo seu próprio desenvolvimento pessoal e profissional, sendo pró-ativa na busca de constantes melhorias, mesmo que isto exija investimento pessoal.

  

  

  

  

  

5- … atualiza-se em relação ao que ocorre na sua área de atuação, às tendências do mercado de trabalho e do mundo

  

  

  

  

  

6- … consegue ter uma visão de futuro, imaginando o que deverá estar fazendo daqui a alguns anos e procurando preparar-se para tal.

  

  

  

  

  

7- … está aberta a receber feedbacks construtivos, e sabe utilizá-los adequadamente para modificar seu comportamento e melhorar seu desempenho.

  

  

  

  

  

8- … sente-se automotivada, demonstrando uma forte disposição interna para superar os obstáculos e persistir rumo aos objetivos.

  

  

  

  

  

9- ... desenvolve uma network, mantendo contato com diferentes pessoas tanto no âmbito pessoal como profissional.

  

  

  

  

  

10- … busca incessantemente o autoconhecimento, reconhecendo suas forças, suas fraquezas, suas emoções, suas necessidades.

  

  

  

  

  

11- … tem posturas e atitudes profissionais adequadas e compatíveis com a sua função e com o seu ambiente corporativo.

  

  

  

  

  

12- … aprende com os erros próprios e dos outros, transformando as ameaças em oportunidades de melhoria e crescimento.

  

  

  

  

  

 

Atribuir Pontos

Jamais = 1

Quase sempre = 4

Raramente = 2

Sempre = 5

Às vezes = 3

 

Veja Seu Resultado:

46 a 60 pontos = Sua habilidade de autodesenvolvimento é excelente. Você está no caminho certo, no que depender de você seu sucesso está garantido. Siga neste caminho e supere os obstáculos que naturalmente surgirão, que VOCÊ vai chegar aonde deseja! Quando queremos muito, o universo conspira a nosso favor!

31 a 45 pontos = Sua habilidade de autodesenvolvimento é boa. Converse um pouco mais consigo mesmo, ouça o que os outros dizem com sinceridade de você. Analise atentamente em que aspectos você pode melhorar ainda mais, para alcançar seu sucesso pessoal e profissional. Vá em frente!

16 a 30 pontos = Sua habilidade de autodesenvolvimento é razoável. Você tem potencial, mas precisa desenvolvê-lo. Procure buscar mais feedbacks das outras pessoas, ouvir mais e falar menos, e identificar quais os aspectos que você precisa trabalhar mais em si mesmo. O autoconhecimento é a base para o desenvolvimento das demais competências necessárias ao seu autodesenvolvimento, que é a base do seu sucesso. Este é o seu desafio!

15 pontos ou menos = Sua habilidade de autodesenvolvimento é fraca. Parabéns pela sua sinceridade, admitir que não somos bons em alguma coisa é o primeiro passo para SERMOS MELHORES! Procure a partir deste teste, da observação das situações do dia-a-dia, e, principalmente, do feedback das pessoas, reconhecer suas vulnerabilidades e desenvolver um plano de ações para o seu autodesenvolvimento. Procure aprender com todas as experiências, mesmo que sejam negativas, evitando repetir situações que promovam frustrações e comprometam a sua imagem. Só você pode mudar esta situação. Não desista, pois você é capaz, se assim o desejar!

Analise, com atenção, este rápido teste, e veja exatamente os pontos em que você pode se aprimorar! Não encare os resultados como definitivos e nem como rótulos. Podemos e devemos mudar o nosso comportamento, e este autodiagnóstico deve servir para ajudá-lo neste processo de mudanças pessoais e no seu autodesenvolvimento. Sucesso!!!

Material retirado do Curso Desenvolvimento Pessoal, programa em e-learning do MVC/MENTOR



Voltar

 
 

Quer assinar o INSIGHT/ MVC / BUMERAN / TERRA? É gratuito, envie um e-mail para Assinar