Número 59  - Março 2003

       
Destaque Reflexão
  Mais além da Universidade Corporativa   Futuro, Corporação e Relacionamento
  Casos reais de  Universidades Corporativas, que ajudam a refletir sobre o tema.  -   Marco Aurélio Ferreira Vianna  Veja Mais   Há 20 anos a lógica da competitividade exigia reduzir custos. E hoje? Para onde vamos?
Cláudio Goldberg 
Veja Mais
       
  > Comunicações Vendedoras
  > Eventos Abertos - 2003 
  > Site do Marco Aurélio
  > Novas Palestras
  >Incansáveis Guerreiras
  > Apresentações (PPT) MVC
  > Educação Permanente
  > Portfólio MVC
 
Editorial Teste
Empresa: pólo de educação   Eu sou um workaholic?
Eu realmente acho estranho que determinados executivos sejam contrários ao conceito de Universidades Corporativas.  - 
Marco Aurélio Ferreira Vianna  
Veja Mais
  Analise seu comportamento no trabalho para ter certeza do que precisa mudar!  - 
Carlos Legal
   Veja Mais 
 
   
Seminário Aberto Comentário
  Administração Estratégica   Vender  e lucrar mais em 2003?
Venha  refletir sobre o ambiente estratégico, neste início de séc. 21, com Marco Aurélio Ferreira Vianna.  Quando?  15  de abril , em São Paulo ou 16 de abril em Belo Horizonte.  -   Veja Mais   Muitas empresas se contentam em aumentar as vendas, independente do custo que isso gera. É uma estratégia correta?
J.B.Vilhena  Veja Mais
     
Expediente
  Publisher:Costacurta Junqueira ; Jornalista Responsável:Cristina Spera
  Equipe Insight: Angelica Stein; Flávia Kahale, Maria Teresa
 

  Se você não recebeu nossas versões anteriores, clique aqui para visualizá-las agora.
  Clique aqui para mandar suas sugestões
  Quer assinar o INSIGHT/ MVC / BUMERAN / TERRA? É gratuito, envie um e-mail para Assinar
   

 

 

 

 

 

 

 

 


EDITORIAL  

Voltar

EMPRESA: PÓLO DE EDUCAÇÃO

 

Depois de cinco anos trabalhando na assessoria a Universidades Corporativas eu realmente acho, no mínimo estranho, que determinados executivos se coloquem como contrários a seu conceito. Alguns, até como inimigos.

Desde que obedecidos premissas e princípios específicos, uma Universidade Corporativa acarreta tão somente excelentes resultados para as empresas que a adotam. E a prática vem confirmando tal observação.

Antes e acima de tudo – muito mais que se esperava – sua implantação tem acarretado um consistente aumento no nível de motivação das pessoas. Ela é emblemática, e sem alardear, de forma tácita é percebido que naquela organização gente é levada tão a sério, que até uma Universidade foi montada. Sempre é bom lembrar que, principalmente, para os mais jovens, um dos pilares de "um excelente lugar para se trabalhar" é a perspectiva de desenvolvimento aliada à oferta de treinamento e capacitação.

De outro lado, uma Universidade Corporativa significa mudança, oxigenação, consistência, contemporaneidade. Em um ambiente no qual a mudança faz parte do cotidiano, ela é uma excepcional resposta à necessidade de atualização.

Por isto mesmo, resolvi escrever o artigo – Universidade Corporativa: não só Universidade não só Corporativa.

O Insight MVC / BUMERAN / TERRA também conta com a participação de João Baptista Vilhena com o artigo "É Possível Vender Mais e Lucrar Mais em 2003?" O texto apresenta sugestões para otimização das vendas, mostrando que não basta ter esperança, mas sim vontade de vender mais.

Ainda na linha do texto anterior, Cláudio Goldberg, é o autor de "A Estrutura Corporativa do Futuro e o Relacionamento", mostrando que o CRM é o "guarda-chuva" para o encantamento e fidelização dos clientes.

Por último, no teste do mês, Carlos Legal, nos leva à intrigante questão: "Eu Sou Workaholic?". Cada cabeça, certamente, é uma sentença.

Boa leitura!





Voltar

 
 

 

 

 

 


 UNIVERSIDADE CORPORATIVA: NÃO SÓ UNIVERSIDADE NÃO SÓ CORPORATIVA  

Voltar

UNIVERSIDADE CORPORATIVA: NÃO SÓ UNIVERSIDADE

NÃO SÓ CORPORATIVA

Marco Aurélio Ferreira Vianna

Presidente do MVC

Nesta matéria o tema Universidade Corporativa (UC) será abordado através dos aspectos metodológicos e de processos, nos quais tentaremos transmitir nossa experiência prática em inúmeros casos reais de consultoria.

Em primeiro lugar, cabe registrar a absoluta necessidade de considerar cada Universidade Corporativa como uma "unidade única", com características peculiares e específicas, compatíveis com a empresa que a adota. Jamais o termo "taylor-made" (alfaiatado), feito sob medida, se aplica com tanta propriedade. Com isto, queremos ressaltar, que não existe um modelo único, global. Assim, a filosofia de implantação deve ser dotada de grande nível de flexibilidade. Nossa proposta tem sido a de começar o trabalho de planejamento estratégico dentro do conceito de "tábula rasa", esquecendo estruturas pré-estabelecidas, e avaliando com efetividade as necessidades da organização. Ter ou não um Reitor, construir ou não um Campus grande, pequeno, ou médio, utilizar ou não executivos como professores, incluir a rede estratégica / cadeia produtiva como público-alvo, querer ou não resultado financeiro, são apenas algumas definições que devem ser analisadas e cuja solução será atingida caso a caso.

Outro ponto importante do processo refere-se ao trabalho em equipe. Sempre se buscam – e até agora sempre se conseguiu - formar uma equipe híbrida, multidisciplinar para elaborar o planejamento. Aos consultores, claro, se junta os profissionais de RH e, também, - e isto é de grande relevância – executivos (as) de algumas áreas da empresa. No plano ideal, executivos representando quatro/cinco áreas devem fazer parte deste time de pensadores.

O fato de trabalharmos em dupla (Costacurta e eu) tem demonstrado um excelente resultado. Além da óbvia complementação de idéias e experiências, é possível que, em determinadas fases do trabalho, as tarefas da consultoria sejam divididas de modo racional muito interessante.

Em nossa metodologia, outro tópico do qual não abrimos mão, é o conhecimento, em detalhe dos agrupamentos e estratificação do público-alvo. Classificados por nível hierárquico, por tempo de casa, por função, por área e outros, objetivamos montar uma malha estrutural de necessidades homogêneas de capacitação e desenvolvimento. Estes grupos, que denominamos informalmente, de "casulos" vão formar os nichos de demanda e são as bases para a oferta de programas construídos em um sentido de atender efetivamente aquilo que se necessita.

Cabe, também, ressaltar que tem sido fator de destaque na nossa experiência, o fato de se adotar uma "visão não meramente acadêmica" à formulação da filosofia das Universidades Corporativas. Este ponto é delicado e complexo, merecendo assim uma reflexão maior. Em termos ideais, por mais paradoxal que seja, uma Universidade Corporativa não pode ser, em exagero, nem Universidade nem Corporativa. Em outras palavras ela não pode ser só Universidade ou só Corporativa. Em nosso ponto de vista a mescla inteligente do rigor científico da Academia com o enfoque pragmático das empresas construirá a grande sinergia necessária. A complexidade dos dias de hoje obriga o upgrade do conteúdo programático de uma Universidade Corporativa. No entanto, a exigência da competitividade é draconiana na busca por de resultados. Temos sentido que muita gente vem errando ao escolher somente um destes pólos como meta/modelo de operação. Mais uma vez, repetindo alguns filósofos: a verdade está no meio.

Mais do que tudo, entretanto, é de fundamental importância que todo este processo, esteja sob a consciência de que o conhecimento em si não é suficiente. Usando uma metáfora aberta, uma Universidade Corporativa passará de ano não somente pelo que ela ensina, mas sim pelo que foi aprendido, transformado em ação prática e tenha gerado resultado. Já se sabe que "não importa o que foi ensinado, mas sim o que foi aprendido". Temos que ir além. Os verdadeiros indicadores de sucesso de uma Universidade Corporativa são os resultados de desempenho da empresa-mãe.

MATERIAL RETIRADO DOS TRABALHOS DE CONSULTORIA NO DESENVOLVIMENTO E IMPLANTAÇÃO DE UNIVERSIDADES CORPORATIVAS

Voltar

 
 

 

 

 

 

 

 


 É POSSÍVEL VENDER MAIS E LUCRAR MAIS EM 2003?


  

Voltar

É POSSÍVEL VENDER MAIS E LUCRAR MAIS EM 2003?
João Baptista Vilhena
Diretor do MVC

Imagino que, se você é gestor em alguma empresa, a pergunta acima lhe passou pela cabeça recentemente. Se pararmos para pensar um pouco, a eleição de Lula significou, pelo menos no imaginário de todos nós, uma ruptura com um modelo econômico que se tornara hegemônico nos últimos 8 a 12 anos, dependendo do corte histórico que se quiser fazer.

É claro que nenhuma organização nega a importância de se priorizarem ações voltadas para o social. Segundo recentes pesquisas, muitas já estavam fazendo isso muito antes de surgirem propostas como a Fome Zero.

Entretanto, nas organizações com finalidade lucrativa, promover o incremento de vendas é parte dos desafios diários. Na minha experiência como consultor e professor em cursos de Pós Graduação, tenho observado que muitas empresas se contentam em aumentar as vendas, independente do custo que isso gere. São, normalmente, empresas obcecadas pelos ganhos de marketing share e suas conseqüentes implicações em termos de economias de escala. Em outros artigos, já tivemos a oportunidade de discutir que esse pode não ser o caminho ideal para muitas empresas. Afinal, a vocação para atender nichos ao invés de amplos segmentos de mercado não é demérita, uma vez que tem rendido muito dinheiro para aquelas organizações que conseguem fazê-lo de forma original e diferenciada.

Por outro lado, dependendo do quanto "alavancados" estejamos em termos de custos fixos, muitas vezes nos vemos obrigados a perseguir tenazmente o aumento dos volumes de vendas. Para consegui-lo, aceitamos praticar descontos enormes para as redes de distribuição mais importantes (quem vende para Carrefour, Wal Mart ou Pão de Açúcar sabe bem o que é isso), ou passamos a oferecer dispendiosos serviços para atrair novos clientes (hoje em dia algumas seguradoras oferecem até serviços de chaveiro e bombeiro hidráulico para diferenciarem-se de seus concorrentes). Com essas estratégias conseguimos manter os volumes por algum tempo, mas quando um concorrente passa a oferecer mais do que nós, ou cobrimos sua oferta ou vemos os clientes correrem – sem qualquer drama de consciência – para seus braços.

Acreditamos que existam duas alternativas – ao alcance de qualquer empresa disposta a "pagar para ver" – que permitiriam ganhos marginais expressivos nas vendas:

1a. Melhorar a competência dos vendedores nas negociações comerciais

Parece incrível, mas a maioria dos vendedores raramente participa de treinamentos de negociação. Em parte a culpa disso é deles mesmos, que acreditam que nada mais lhes pode ser ensinados e se contentam a praticar o que aprenderam na nem sempre eficaz "escola da vida".

Por outro lado, muitos gestores comerciais se sentem ameaçados quando percebem que o nível de capacitação de sua equipe aumenta. Você pode pensar que isso é um absurdo – e é mesmo – mas a explicação está na própria forma que as empresas fazem a seleção de seus gerentes na área de vendas. Até hoje, infelizmente, são os melhores vendedores que costumam ser promovidos a gerentes. Cabe perguntar: se eles foram promovidos porque eram os melhores vendedores, a perda deste "status" não vai ameaçá-los? Não quero cansar você com uma série de reflexões sobre a natureza humana e a forma que lidamos com nossos medos, mas proponho aqui uma analogia. Nos antigos filmes de faroeste, os melhores pistoleiros precisavam provar continuamente sua habilidade. De que forma o faziam? Matando todos aqueles que pudessem – no momento ou no futuro – rivalizar com eles. Pense nisso.

Outra questão importante quanto ao desenvolvimento das habilidades em negociações comerciais é que, no passado, a maioria dos treinamentos que se propunham a isso se limitavam a tentar "ensinar" técnicas de pressão psicológica, pressão de tempo e outros truques e falcatruas. Aqui no MVC, quando trabalhamos com esse público, preferimos valorizar o que os americanos chamam de "personal touch". Isso não significa que nos descuidamos do processo, mas preferimos enfatizar a importância dos comportamentos e estilos durante a negociação, ao invés de tentar robotizar (ou neurotizar) os participantes. Se você conversar com clientes que investiram conosco nesta área vai verificar que, na maioria das vezes, seus vendedores passaram a obter melhores acordos com seus clientes, ao invés de ficarem solicitando maiores margens de desconto junto a seus gerentes.

2a. Perder as esperanças de vender

Você pode pensar que endoidei, mas não é nada disso. O filósofo Spinoza – provavelmente inspirado em Platão – dizia haver uma significativa diferença entre esperança e vontade. Segundo ele, a esperança significaria a expectativa de que alguma coisa que não depende de você (ou sobre a qual você não tenha poder) aconteça. Já a vontade representaria a disposição de lançar mão de coisas que você mesmo controla a fim de obter um determinado resultado.

Na visão de Spinoza, seria totalmente sem propósito uma pessoa começar o ano com a esperança de emagrecer. Se você quiser iniciar o próximo verão com um corpo elegante e fazer inveja a qualquer modelo, é preciso ter VONTADE e... fechar a boca e malhar muito.

Assim sendo, não adianta termos esperança de vender. É preciso que nos preparemos e tenhamos VONTADE de fazê-lo.

Como podemos nos preparar? Em primeiro lugar é preciso entender e aceitar que vivemos numa era em que a informação e o conhecimento são o mais importante capital de uma empresa. Nos últimos anos, vivemos uma indiscutível evolução e expansão do conceito de marketing, que passou a absorver novas funções, expandiu as fronteiras, aproveitou-se de novas tecnologias e incorporou sucessivas inovações. Mas, por mais incrível que pareça, a maioria das empresas ainda não assumiu as rédeas do relacionamento com seus clientes.

Pensemos no exemplo das companhias de seguro. Você tem uma seguradora preferida ou um corretor de confiança? Pode parecer incrível, mas no caso das seguradoras, a gestão do relacionamento é "terceirizada". Isso não acontece apenas nesse segmento. Ao começarmos qualquer trabalho de consultoria em vendas sempre fazemos a seguinte resposta: quem detém o histórico de relacionamento com os clientes? Na maioria das vezes a resposta é: os vendedores que os atendem (uma variação é aquelas que dizem que a área financeira possui esse histórico). Quando perguntamos se a empresa sabe quanto custa cada visita feita pelo vendedor, normalmente se instala um silêncio constrangedor. Ao inquirir se as margens de contribuição de cada produto são conhecidas; se os clientes são alvo de uma classificação do tipo ABC para se determinar a melhor forma de atendê-los (diretamente, por via remota, através de revendedores); se a equipe comercial é cobrada por outros indicadores de performance que não apenas o volume de vendas; se há uma preocupação em adequar o perfil do vendedor ao perfil da clientela, e, se existe alguma política sistemática de distinção entre clientes de maior valor, de maior potencial e clientes que geram margem de vendas negativas, o mais comum é nosso interlocutor tergiversar e mudar o foco da conversa.

Para nós essas são empresas cheias de esperança, mas sem qualquer vontade de vender mais (não é à toa que nessas empresas costumamos ouvir a clássica ladainha de que o mercado está em recessão, os concorrentes são desonestos e o governo não ajuda e sim atrapalha).

Em suma, se você quer vender mais e obter melhores resultados financeiros em 2003, treine suas equipes, fortaleça a autoconfiança de seus gerentes e perca as esperanças, mas... faça crescer sua VONTADE de ser bem-sucedido.

 

MATERIAL RETIRADO DOS PROGRAMAS DE VENDAS CONSULTIVAS



Voltar

 
 

 

 

 

 

 

 


A ESTRUTURA CORPORATIVA DO FUTURO E O RELACIONAMENTO

Voltar

A ESTRUTURA CORPORATIVA DO FUTURO E O RELACIONAMENTO
CLÁUDIO GOLDBERG
Consultor
do MVC

Tão importante quanto saber de onde viemos é descobrir para onde vamos!

Há 20 anos atrás, a lógica das empresas era competir pela ótica da redução de custos, isto é, fazer mais barato que seus concorrentes. Neste sentido, observamos que toda a ciência administrativa do Marketing tratou de produzir as teorias globais que conquistaram os executivos e o mundo empresarial como a Reengenharia, Downsizing, Just-in-Time, Kanban, etc.

Na década passada, passou a produzir internamente somente aquilo que lhe proporcionava uma vantagem competitiva. No século XXI, o processo tende a radicalizar no sentido de preocupar-se somente com o que efetivamente acrescentar valor na cadeia de processo, ou seja, a capacidade de criar o produto e administrar os recursos. Isto quer dizer que as empresas serão basicamente fluxos financeiros e de conhecimento. A assertiva acima se comprova com alguns exemplos que passamos a observar no cenário de negócios atual como, por exemplo, a Dell Computadores que tem, hoje em dia, uma função de caráter eminentemente de distribuição e administração. Também a Nike dá forma a este contexto ao terceirizar suas fábricas, restando em suas mãos o Design, a gestão da marca, o fluxo financeiro e o processo logístico.

Estas mudanças, na forma de estrutura de negócios, criam uma nova ética na forma dos profissionais trabalharem, onde terão de substituir antigos métodos de comando por maior eficiência na orientação e coordenação dos processos com parceiros, fornecedores e clientes. A palavra chave no novo ambiente é relacionamento e confiança. Com isso, é possível especular que haverá uma substituição dos administradores repetitivos por profissionais do conhecimento, que tenham como elementos a mobilidade e a conectividade, características básicas que estarão presentes na próxima geração tecnológica.

Estes novos profissionais terão de estar preparados para organizar e implementar processos de relacionamento capazes de atender consumidores que, cada vez mais, estarão buscando dispositivos de comunicação móveis que possam acessar, a qualquer hora e de qualquer lugar, organizações com as quais tenham relações comerciais. Somando-se a este fato a questão da falta de tempo e a busca da personalização do atendimento, podemos inferir que as empresas necessitarão adquirir competências de presença e imediatibilidade, um neologismo que significa estar sempre próximo ao cliente para lhe dar uma resposta rápida.

Ocorre que, a capacidade de prover tempos de respostas mais ágeis aos clientes conquistada com as ferramentas tecnológicas disponíveis, embora possa ser eficiente, nem sempre é eficaz. Em verdade, as informações obtidas no front-office (onde ocorre a interface com o cliente) devem ser examinadas para dar suporte à transformação dos processos e, assim, criar condições para a implementação de um conceito bastante festejado nas empresas atualmente: O Empowerment. Mas o que significa isto? Delegar poder? Encantar o Cliente?

Não meu caro leitor, é tudo isto junto analisado sob o ponto de vista da busca da fidelidade do cliente. A idéia nasce com o conceito de conhecer efetivamente seus clientes, classificando-os por valor e necessidade (o que dentro das empresas chamam de identificar o cliente, saber com quem estão tratando). Após esta etapa, é importante ter uma arquitetura de fluxo de informações capaz de levar todas as informações relevantes, da retaguarda até o ponto de contato, a fim de que se possa iniciar ou dar continuidade a um diálogo que será uma estória sem fim (o que dentro das empresas chamam de interação). Somente de posse das informações é que nossos colaboradores poderão encantar o cliente, sem que haja incursão em custos que podem não compensar e nem trazer o retorno esperado, resolvendo de forma rápida os problemas dos clientes, surpreendendo-o e obtendo o encantamento do mesmo. Assim podemos, continuamente, monitorar os hábitos de compra de nossos clientes, pavimentar e criar um sólido canal de relacionamento bidirecional com ação e resposta imediatas.

Aos cientistas e executivos mais visionários que se arriscam a prever o futuro, podemos afirmar que: a organização que conseguir alinhar seu posicionamento estratégico, sua prática de gestão comercial com o perfeito entendimento das novas tendências de serviços voltadas às características do consumidor, conciliando a utilização racional e bem planejada dos seus recursos tecnológicos, estará dando um importante passo para alcançar ou permanecer líder em seu mercado. Como mensagem final, e parafraseando Bill Gates no prefácio de seu livro A estrada do futuro, "Tudo aquilo que eu tiver dito de certo será considerado óbvio. O que estiver errado será considerado cômico".

 

MATERIAL RETIRADO DO PROGRAMA DE EDUCAÇÃO PERMANENTE DESENVOLVIMENTO DE GESTORES E PROFISSIONAIS DE VENDAS



Voltar

 
 

 

 

 

 

 


EU SOU UM WORKAHOLIC?

Voltar

EU SOU UM WORKAHOLIC?

Carlos Legal

Consultor do MVC

Marque um "X" na coluna que melhor identifique sua auto-análise. Lembre-se que não existem respostas certas ou erradas. Marque a situação real e não a ideal. O objetivo deste exercício é obter informações a respeito de seu comportamento no trabalho.

 

SEMPRE

ÀS VEZES

NUNCA

X 1,0

X 0,5

X 0,0

Trabalho mais de 11 horas diárias, por períodos contínuos superiores a 30 dias

     

Almoço trabalhando. Raramente procuro "cavar" períodos de pausa durante meu dia de trabalho

     

Não tiro férias de, no mínimo, 20 dias há mais de dois anos

     

Termino o dia com a sensação de que não rendi o suficiente

     

Considero-me eternamente insatisfeito

     

Luto muito para conseguir algo, mas ao atingir o objetivo tudo perde a graça

     

Avalio as pessoas com quem me relaciono, principalmente em função do seu êxito profissional, desconsiderando a dimensão humana, social, etc.

     

Surpreendo-me com pensamentos que trabalho mais do que os outros. Que sou mais competente e consciente de minhas responsabilidades que os demais

     

Freqüentemente saio do trabalho mais de 60 minutos após o término do expediente

     

Prefiro trabalhar sozinho

     

Sou perfeccionista

     

Adio em busca da decisão ou execução ideal

     

Não me importo em trabalhar aos sábados, domingos e feriados

     

Falo ao telefone, em média, mais de 60 minutos por dia

     

Numa negociação, prevalece minha posição e meu ponto de vista. Meu lema é "vencer ou vencer"

     

Diante de uma crise, sou sempre o primeiro a ser lembrado para "apagar o fogo"

     

Ofereço-me regularmente para ajudar os outros

     

Se algum colega deixa um trabalho para trás, acabo por fazê-lo

     

Sinto-me responsável em concluir um trabalho que não é meu

     

Levo trabalhos para casa com regularidade

     

Quando estou em férias, não consigo me desligar do trabalho

     

Assumo mais trabalho do que posso realizar

     

Tenho a sensação de que "o tempo voa"

     

Sinto que não tenho tempo suficiente

     

TOTAL

     

TOTAL GERAL

     

 

0 a 5 pontos

Continue assim. Você sabe usar seu tempo para trabalhar bem, sem ser seu escravo.

6 a 10 pontos

Você tem um domínio relativo do seu tempo. Com um pouco de autodisciplina e perseverança você conseguirá atingir o seu nível ótimo de trabalho, sem se tornar um Workaholic.

11 a 19 pontos

Definitivamente deve melhorar. O trabalho deve lhe propiciar prazer e auto-realização, não deixe que o torne um Workaholic. Com a mudança de alguns hábitos e o melhor uso do seu tempo, você com certeza conseguirá encarar suas responsabilidades de maneira mais eficaz, conseguindo tempo extra para criar, gerenciar e se divertir.

Acima de 19 pontos

CUIDADO. Você deve mudar seus hábitos o quanto antes, pois está próximo a atingir seu limite. O principal argumento para sua mudança é o seu bem-estar profissional e sua própria saúde. Não deixe seu trabalho tornar-se um vício, desfrute de seus prazeres e realizações.

 

MATERIAL RETIRADO DO WORKSHOP PLANEJAMENTO, ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO E GESTÃO DO TEMPO NA ERA DA INFORMAÇÃO

Voltar

 
 

Quer assinar o INSIGHT/ MVC / BUMERAN / TERRA? É gratuito, envie um e-mail para Assinar