Número 60 - Abril de 2003
       
   
Destaque Reflexão
   
  Vendas - A Arte de Inovar Parte II   Treinamento: Conhecimento, Metodologia...?
  Competir, hoje, requer novos caminhos e a única alternativa é inovar, criar novos caminhos.
Cláudio Goldberg
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  Nós que precisamos escolher programas de Educação Corporativa, qual caminho vamos trilhar?
L. A. Costacurta Junqueira
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Editorial Teste
   
Consciência e Ação   Qual a sua função na equipe?

A mudança é muito maior do que imaginava o profeta do futuro.

M. A. Ferreira Vianna  
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  Identifique qual o papel que você costuma ter nas equipes.
Denize Dutra
  
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Dicas Comentário
   
 Business Writing   Justiça para avaliar pessoas!

Redação de negócios não é romance policial. Diga logo o que o leitor precisa saber.

J. P. Moreira Oliveira
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  Discipline a subjetividade das avaliações e utilize critérios que todos apóiem.
J. A. Biscaia  
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  Expediente
 
  Publisher: Costacurta Junqueira Jornalista Responsável: Cristina Spera
  Equipe Insight: Angelica Stein; Flávia Kahale, Maria Teresa
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EDITORIAL  

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CONSCIÊNCIA E AÇÃO

Recentemente, fazendo o follow-up do Planejamento Estratégico de um importante cliente, fiquei estarrecido (não existe outra palavra) com o grau de intensidade das mudanças nestes últimos três anos. Fazendo uma avaliação da dinâmica do Ambiente Estratégico Externo foi sendo formado um painel de modificações, digno de nota. Em apenas um triênio o dólar praticamente triplicou, a exuberância irracional da Nasdaq implodiu, a Argentina quebrou, o onze de setembro derrubou, a Andersen sumiu, o setor da aviação civil quebrou, monstros sagrados estão ameaçados, o Bush atacou, o poder aquisitivo despencou, o Lula ganhou, a concorrência destruiu. Enfim, a volatilidade e a profundidade da mudança são muito maiores, gigantescamente mais fortes, do que imaginava o mais agressivo profeta do futuro. Caos, no sentido físico do desordenamento, é a palavra de ordem do momento atual. Por isto tudo, tanta gente está paralisada, criando uma destruidora entropia. Não há dúvida: é necessário e indispensável criar uma sólida consciência sobre estes fatos. Mas, jamais, será lúcido "paranalisar", quero dizer, parar por causa da análise. Aí sim o mundo não terá solução. É nas crises que surgem as grandes oportunidades, e nelas, o Ser Humano tem a capacidade de mostrar seu verdadeiro potencial de superação.

Neste número, L. A. Costacurta Junqueira, em "Treinamento: Conhecimento, Metodologia ou Tecnologia?", apresenta dicas e sugestões para que RH possa administrar esse dilema na hora de contratar consultorias.

E, na sua empresa, você sabe "qual sua função na equipe?". Conheça, e se possível faça, o teste que Denize Dutra preparou para os leitores do INSIGHT MVC / BUMERAN / TERRA.

Hoje, para vender mais, todos falam em inovação: Cláudio Goldberg nos mostra como fazer isso em "Vendas: A Arte de Inovar – Parte II".

A sua empresa utiliza um sistema de avaliação de pessoas que permite realmente qualificar as competências? Em dúvida? Leia o texto de João Alfredo Biscaia "Justiça, Atenção e Zelo no Processo de Avaliação de Pessoas".

E, enfim, você escreve textos comerciais pensando no que é bom para sua empresa ou para o destinatário? Eles são claros ou precisam de um tradutor? Você dá muitas voltas ou vai direto ao que o leitor precisa saber? Descubra isso no artigo de José Paulo Moreira de Oliveira, Business Writing.

Boa leitura

MARCO AURÉLIO FERREIRA VIANNA

Presidente do MVC


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32º CONGRESSO MUNDIAL DE RECURSOS HUMANOS E FORMAÇÃO 

 

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32º CONGRESSO MUNDIAL DE RH E FORMAÇÃO

 

Lisboa estará recebendo de braços abertos Empresários e Profissionais de Recursos Humanos de todo o Mundo, entre 27 e 30 de maio próximos, para o 32o Congresso Mundial de Recursos Humanos e Formação, cujo tema será: Gerir conhecimento, Inteligência e pessoas – O desafio do Século XXI – Promovido pela APG e pela IFTDO, o evento contará com renomados profissionais de todo o Mundo e o Nosso País, e em particular o Instituto MVC, estarão representados pelo nosso presidente Marco Aurélio Vianna e pela consultora Denize Dutra, que enfatizando a importância da Integração entre Tecnologia e Pessoas, apresentarão palestras sobre os aspectos estratégicos e comportamentais do E-Learning, compartilhando nossas mais recentes experiências nesta área.

 

Veja abaixo entrevista com Jorge Marques, Presidente da APG (Associação Portuguesa de Gestores e Técnicos dos Recursos Humanos) e do 32º Congresso Mundial de Recursos Humanos e Formação.

 

 

1- Porque os brasileiros devem vir ao Congresso Mundial...

- Porque se trata de um congresso mundial, onde em primeiro lugar a língua portuguesa vai ser a mais falada e isso não se deve à importância de Portugal, mas sim à dimensão do Brasil. Por isso é preciso que essa participação brasileira corresponda ao seu verdadeiro valor e ao seu verdadeiro peso no mundo. O Brasil é hoje uma referência de esperança, de capacidade de sacrifício, é o símbolo de um país, que apesar das adversidades, da crise mundial, mantém o seu percurso de desenvolvimento. O Brasil é hoje uma referência e uma alternativa às vias tradicionais de desenvolvimento, que se tem localizado à volta dos EUA, da Ásia e da Europa...O Brasil é hoje o símbolo de inovação!

Por isso nós precisamos dos brasileiros cá, para darem o seu testemunho,procurámos dar espaço suficiente para palestrantes brasileiros, neste momento tem muito que ensinar! Devem vir também, porque há outras experiências que vale a pena tomarem conhecimento, para reflectirem bem sobre elas. Há também quem diga que os tempos que correm, correspondem um pouco à nova idade média, o mundo está sem soluções, está conservador...precisamos de uma nova renascença, do qual o Brasil é um bom exemplo. Não queremos que os brasileiros venham aprender... Mas ensinar, mas há quem diga também, que a melhor maneira de aprender é ensinar...Venham !

2- Quais os grandes temas

- O tema central, como se sabe, tem a ver com a gestão do conhecimento e da inteligência! É este conceito que tem que prevalecer quando se fala da gestão das pessoas nas empresas, em substituição das visões economicistas onde o homem aparece com um custo umas vezes e outras apenas objecto de direitos e deveres. Ao assumir-se este conceito, que tem a ver com a ideia de capital humano, muita coisa tem que mudar nas nossas práticas, já não basta a mudança do discurso, mas aquilo que se faz todos os dias. Estamos numa fase de ruptura e ela tem que acontecer, não vale a pena conciliar o inconciliável. Portanto, é desse tipo de gestão que vamos falar, onde caberão títulos como, novos sistemas de tomada de decisão,de transferência do conhecimento, da criação de valor através das pessoas, das organizações que aprendem, do ensino à distãncia, das universidades corporativas, das melhorias de performance, da educação e formação, da liderança, do perfil do emprego no futuro.

3- Quais as diferenças relativamente ao congresso do Brasil

- Penso que a diferença temática é sobretudo num acento maior na gestão, enquanto no Brasil terá sido mais na formação e também na diferença de participação dos vários países. Por outro lado e isto parece-me bem significativo, o mundo e o Brasil estão bem diferentes de há um ano. Aconteceram coisas impensáveis, os nossos olhos e o nosso olhar sobre o mundo está diferente, nós estamos necessáriamente diferentes. A ordem mundial está a ser alterada...

4- Que comparações com as empresas portuguesas e brasileiras (semelhanças e diferenças)

- Penso que existe no Brasil, como existe em Portugal, uma tendência para copiar os modelos dos EUA em termos de gestão, pela sofisticação, pela massificação, porque já vem fabricados e não temos que pensar muito. É cómodo fazer isso, tendo sempre a ideia e a defesa de que eles são a economia mais desenvolvida do mundo. Caíu por terra aquela velha máxima de que deveríamos pensar globalmente, mas agir localmente...E porquê ? Porque a gestão é também um acto cultural e a gestão das pessoas é eminentemente cultural.A gestão das pessoas não pode ser massificada, nem globalizada da mesma forma da economia ou da tecnologia, porque somos diferentes! Todos os tratados sobre a cultura das organizações nos dizem isso, todos nos falam em vantagens e desvantagens culturais, aquilo que me parece é que se devem aproveitar as vantagens e reduzir as desvantagens e não arrasar as culturas. Da nossa esperiência em Portugal esses modelos importados e apenas traduzidos para português tem falhado redondamente, não são aplicáveis e deixam as empresas muito pior do que estavam antes. Na geoestratégia existem vários blocos mundiais de multiplos interesses e verificamos sempre que os países se juntam sempre em função de interesses de semelhança cultural, são os casos da Inglaterra e dos EUA, da França com as suas ex-colónias e com a Alemanha, é a Alemanha com os paises de Leste, é a Espanha e a América Latina, é Portugal com o Brasil e África de língua portuguesa, a Austrália com a Inglaterra...etc. Num mundo de diferenças, há paises com menos diferenças entre si, do que os outros...esta é uma realidade de séculos! Não é por acaso que as empresas espanholas contratam portugueses para trabalharem para eles no Brasil, eles sentem que estão mais longe, não percebem os códigos da cultura e da língua...

As semelhanças entre as empresas portuguesas e brasileiras reside nisso mesmo, as pessoas entendem-se mais facilmente, confiam mais depressa, há um mesmo tipo de inteligência emocional, que hoje vale mais do que qualquer outro tipo de competências.

As diferenças residem mais nas regras que estão impostas às duas economias, dois mundos em conflito, o mundo europeu e o dos EUA...parece um paradoxo, mas nós portugueses somos às vezes pouco europeus, como se viu recentemente, a nossa aliança é atlântica. Em Portugal há dois tipos de pessoas, estou a falar em termos de caricatura! Uns que são europeus no sentido do centralismo de Bruxelas, da burocracia, dos subsídios que vem da Europa. Outros que sentem que o seu espaço de cultura, de afectos é o que está para além do mar...as terras para além do mar! No mundo actual, há um mundo que tem algumas semelhanças fortes, é o mundo Ibero-americano, é um outro tipo de espaço, independentemente de algumas rivalidades regionais, como é o caso de pequenos incidentes entre Portugal e Espanha ou o Brasil e Argentina...

 



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 TREINAMENTO:CONHECIMENTO, METODOLOGIA OU TECNOLOGIA?

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TREINAMENTO:CONHECIMENTO, METODOLOGIA OU TECNOLOGIA?

LUIZ AUGUSTO COSTACURTA JUNQUEIRA

V P DO MVC

 

CENA 1

 

Gerente de Treinamento e Consultor!!!

Queremos algo lúdico, diferente, motivador!!!

Nossos colaboradores anseiam por novidades, metodologias participativas; o conhecimento não é nosso foco principal em treinamento, pois está disponível em outras fontes como a Internet, Revistas etc.

 

CENA 2

 

Diretor de RH e Consultor

Em nossa empresa o que não queremos é confundir diversão com desenvolvimento de pessoas, treinamento com terapia; precisamos de algo tangível, com elevado índice de recall, fácil de operacionalizar e transmitir a terceiros.

 

CENA 3

 

Gerente RH e Consultor

O que conta aqui não é a ênfase no conhecimento nem na metodologia, mas sim a tecnologia utilizada para a "entrega" do treinamento.

Uso de teleconferências, um "PowerPoint que fala", um novo software de apresentação, tudo entra no rol do que causa mais impacto à nossa realidade.

Fecha o pano.

E agora?

Nós que, no dia-a-dia de nossas empresas, precisamos escolher programas de Educação Corporativa, qual caminho vamos trilhar? Que critério usar para a seleção desses programas? Conhecimento, Metodologia ou Tecnologia? Este é um dos maiores dilemas enfrentados pelas áreas de RH, Vendas, etc, ao contratar programas de treinamento.

 

Algumas Considerações

Antes de qualquer coisa é bom lembrar que nos últimos 15 anos as grandes novidades em Educação Corporativa têm surgido mais nos segmentos de metodologia e tecnologia.

 

Isso nos ajuda a não nos deixar enganar por nomes novos, cheios de pompa, que apenas representam uma maquiagem para produtos tradicionais, embora eficientes e necessários. Não há, necessariamente, correlação entre novidade, eficiência e resultados.

Sempre é bom lembrar que produtos antigos possuem novas abordagens. Processo decisório é um exemplo. De uma visão apenas racional/estrutural, passou a ter uma abordagem intuitiva, através da integração dos 2 hemisférios cerebrais à análise de problemas e tomada de decisões. (A Revista T&D (ASTD) está com um excelente artigo nesse campo (abril de 2003)).

Administração do Tempo passou de uma abordagem mecanicista, focada no ganho de tempo, para algo mais útil, tipo "no que usar o tempo ganho".

 

Selecionando Consultorias

Como regra geral uma empresa de consultoria deve possuir, de forma equilibrada, um Know-How/Portfólio nos 3 segmentos: Conteúdo, Metodologia e Tecnologia.

Certamente existem situações/atividades em que um dos três segmentos poderá predominar, com vantagem para o cliente. Um exemplo é predominância do conhecimento, no caso de uma palestra, quando a duração do tempo não permite maiores malabarismos metodológicos ou tecnológicos.

Mas vamos tratar aqui da regra geral que é a procura do equilíbrio entre os três segmentos, buscando fazê-lo através de alguns indicadores.

 

Indicadores de posse do Conhecimento:

  • Livros, artigos, textos escritos

  • Vídeos

  • Tangibilidade do que vai ser ensinado (permite a transferência, "guarda")

  • Respostas rápidas a perguntas

  • Algo que você não sabe

  • Algo que você sabe, mas apresentado de forma diferente da que você conhece

Indicadores de Metodologia:

  • % de participação do grupo nas atividades

  • Relação da atividade com o negócio do cliente

  • Ponte entre o caso e o real

  • % do tempo total do evento dedicado a vivências/simulações

Indicadores de Tecnologia:

  • % do grupo que não conhecia a tecnologia

  • Grau de contribuição da tecnologia para a aprendizagem

  • Facilidade de operação/assimilação

  • Rapidez no processo Educacional

 

Pecados Capitais

Neste item vamos colocar alguns dos principais erros cometidos por consultorias e clientes relativamente aos 3 segmentos (Conhecimento, Metodologia e Tecnologia), identificando sempre qual dos dois lados é o "pecador".

Basta um grande orador para mudar um grupo. (consultoria)

Não é porque é novo que é adequado, eficiente, customizado, etc. (cliente/consultor)

Lembrar da piada e não do que está por trás dela é um perigo. (consultor)

Diversão não é sinônimo de aprendizagem, muito menos de mudança. (consultoria)

Achar que sabe o que o cliente precisa é igualar as necessidades e características de todos os clientes. (consultor)

Não agüentar passar dez minutos sem rir enquanto assiste ao programa (o conhecimento transmitido não necessita da piada para ser assimilado). (cliente)

Em treinamento o que vale é o que você aprendeu e usou e não a parafernália apresentada (o processo é importante, mas o produto é mais importante). (consultor e cliente)

Como o leitor poderá constatar há vários caminhos para a escolha do produto mais adequado a cada organização. O importante talvez seja a adoção de uma postura neutra para a análise, sem tomar o partido do lado da tecnologia, da metodologia ou do conhecimento.

Como fazer isso? A saída para a área de RH, quando da escolha de uma consultoria, talvez seja abandonar a conversa individual e chamar as 03 / 04 empresas (não mais, por favor) para uma reunião e, a partir de uma análise comparativa, escolher aquela mais adequada às necessidades de sua organização.

 

Boa Sorte!

 

 

OBS. Material retirado do programa de consultoria e treinamento "Planejamento Estratégico de RH"

 

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 VENDAS: A ARTE DE INOVAR – PARTE II


  

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VENDAS: A ARTE DE INOVAR – PARTE II
CLÁUDIO GOLDBERG

CONSULTOR DO MVC


Há muito tempo, em algum lugar do passado, Michael Porter definiu em sua teoria sobre estratégia que para as empresas, em razão da concorrência moderna, se tornaria extremamente difícil manter a vantagem competitiva em relação aos seus concorrentes e que somente poderiam competir pela prática de preço baixo ou por diferenciação.

No passado verificamos que, quase, a maior parte das empresas adotou o básico de cortar custos e aumentar a eficiência do processo produtivo para competir por melhores preços. Contudo, diante de um cenário econômico nada animador com retração de vendas, entrada de novos competidores, globalização, instabilidade de mercados acionários, diminuição de receita e margens, o que deu certo no passado não necessariamente vale mais. Competir hoje requer enormes desafios de todo e qualquer executivo, ou seja, não basta olhar o que se vê, é preciso ver o que se olha. Daqui para frente, não se poderá obter resultados diferentes fazendo as mesmas coisas, portanto a única alternativa é criar novos caminhos, desenvolver seu próprio modelo de sucesso. Muitos executivos me perguntam freqüentemente como inovar em um momento em que estão tentando cortar custos para equilibrar despesas e receitas. Nada contra, pois fazer o básico é uma obrigação, mas cuidado com a miopia empresarial. Temos de atentar para as oportunidades disfarçadas de ameaças. É impossível pensar em crescer receitas sem tentar inovar!

A prática de inovar para vender mais pode se apresentar desde a oferta de novos serviços e produtos customizados, passando pela utilização de técnicas de venda baseado no conceito de solução e relacionamento, até mesmo à utilização de estratégia de múltiplos canais de venda. Seja qual for o caminho a ser trilhado a busca é poder obter das pessoas o reconhecimento delas em aceitar pagar um preço maior por seus produtos e serviços. Não é impossível alcançar este objetivo, porém é preciso ter um propósito de valor (Value purpose).

De fato, em diversas empresas em que estive em contato por ocasião de consultorias, verifiquei que a prática da inovação é a exceção. Isto se deve, fundamentalmente, a alguns equívocos empresariais como a crença em achar que a mudança tem de vir de cima, do topo da hierarquia da empresa. Ledo engano!

À direção da empresa cabe, tão somente, o patrocínio e incentivo às bases para que as mesmas aceitem a responsabilidade de inovar e elas desafiem, de modo positivo, seu modelo de negócios. Para começar devemos priorizar a implementação de uma visão sistêmica onde todos possam escutar o cliente. Ninguém nunca acordou e disse que precisava ter uma coca light, um telefone celular, fazer o download de músicas na Internet. No entanto, ninguém prescinde, hoje, de viver sem os benefícios destes serviços e produtos. Os ativos de uma empresa, todos sabem, são a sua marca, relações com fornecedores e clientes e, também, seus recursos humanos, idéias e conhecimento. Devemos então, estimular, incentivar que estes desenvolvam habilidades de conectar o tangível com o intangível, a fim de equacionar a satisfação do cliente com a lógica de custos compatíveis (olha a Gol tentando oferecer passagens mais baratas e satisfação do cliente). Como resultado, podemos afirmar que a arte de inovar não cabe a um único indivíduo e seu brilhantismo, mas sim a uma metodologia, um processo que está diretamente relacionado às perspectivas pelas quais as empresas vão enxergar o mercado. É hora de reavaliar e questionar o sistema, de repensar os fundamentos da empresa tradicional.

Sendo assim, para construir e moldar um caminho que permita florescer dentro das organizações toda a criatividade necessária a obter uma mentalidade que incentive a arte da inovação, podemos sugerir como metodologia algumas dicas como:

  • Abrir canais de comunicação direta com seus consumidores para, além de entender suas necessidades e desejos, alterar padrões na comunicação de forma a atender suas expectativas em relação aos mesmos (que empresa pode afirmar sem temor que seus clientes sabem para que servem seus produtos e como utilizá-los de forma a obter os benefícios completos que estes podem proporcionar)
  • Repensar o conceito do negócio, transformando a commodity em uma experiência memorável de compra, apresentando-se como uma alternativa às opções de mercado existente (vejam o caso da Saraiva Megastore que vendia livros)
  • Introduzir variações na produção, qualidade, orçamento inerentes à estrutura tradicional da indústria (a Dell cortou custos de intermediários ao vender diretamente ao consumidor e, assim, reduziu custos e risco de estoques ao promover uma estrutura de distribuição)
  • Oferecer novos produtos e serviços ao mercado alvo ou descobrir novos mercados e negócios (a indústria de Telecomunicações exemplifica bem esta situação, onde desenvolveu uma grande diversidade de serviços, como acesso a Internet, telefone móvel com acesso à Internet, hosting para equipamentos e sistemas, etc.)

 

OBS. Material retirado do programa Educação Permanente Desenvolvimento de Gestores e Profissionais de Vendas (16 Módulos)



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JUSTIÇA, ATENÇÃO E ZELO NO PROCESSO DE AVALIAÇÃO DE PESSOAS

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JUSTIÇA, ATENÇÃO E ZELO NO PROCESSO DE AVALIAÇÃO 

DE PESSOAS
JOÃO ALFREDO BISCAIA

CONSULTOR DO MVC


Recentemente, tive a oportunidade de presenciar a seguinte avaliação a respeito de um profissional indicado para ocupar uma função de natureza gerencial em uma empresa de médio porte:

"Trata-se de funcionário dedicado, responsável, assíduo e pontual. Também é competente. Não tenho dúvidas em recomendar sua promoção para gerente de departamento".

Neste momento, pensei com os meus botões:

"Como pode alguém ser promovido apenas com essas informações? Dedicação, responsabilidade, assiduidade e pontualidade não são qualidades, mas sim obrigações. Afirmar simplesmente que alguém é competente, sem qualificar qual é a competência, não significa nada, para mim, absolutamente NADA".

Caso fosse na minha empresa, não queria de jeito nenhum esse funcionário. Além disso, também não gostaria de ser liderado por alguém que me avaliasse dessa maneira, mesmo sabendo que não fez por mal, mas sim por falta completa de capacidade e competência em avaliar pessoas.

Infelizmente, constatei posteriormente que a Função Recursos Humanos da Empresa acatou, sem qualquer questionamento, o parecer da referida avaliação e deu andamento aos procedimentos burocráticos para efetivação do "avaliado" no cargo gerencial.

Novamente me perguntei: "Será que este profissional de RH é irresponsável, ingênuo ou apenas um executor burocrata das ordens enviadas pelas demais executivos da empresa?".

Fiquei em dúvida, e preferi não julgar sua atitude; afinal das contas, não conhecia a dinâmica do poder daquela organização e não queria ser injusto com o profissional de RH. Mas que se trata de uma lamentável e triste avaliação de pessoas, não tenho a menor dúvida.

Fica aqui a seguinte pergunta:

"Existem, na sua empresa, avaliações semelhantes à anteriormente descrita?".

Caso positivo, procure agir imediatamente para evitar desastres futuros.

Este episódio me estimulou a colocar no papel sete idéias que tenho sobre avaliação de pessoas.

1 – Avaliação de pessoas deveria ter a mesma importância e atenção que as avaliações feitas sobre o patrimônio financeiro e físico das empresas.

2 – Os profissionais que trabalham com pessoas deveriam ser obrigados a estar capacitados a avaliar o desempenho de seus colaboradores, através de critérios que realmente venham agregar valor ao resultado final das empresas.

Reconhecemos que toda avaliação sobre pessoas tem uma dose de subjetividade, mas é possível e preciso "disciplinar a subjetividade das avaliações".

3 – A existência de uma nítida distinção entre qualidades profissionais e obrigações profissionais.

Qualidades dizem respeito aos atributos que as pessoas têm em diferentes níveis e intensidade.

Obrigações são condições mínimas, essenciais, básicas e que precisam ser cumpridas por todos os funcionários. Caso as obrigações funcionais não sejam cumpridas, depois de oferecer oportunidades e condições para que as pessoas realmente entendam a importância de serem atendidas, deve haver alguma conseqüência em termos de advertência e, até mesmo, de demissão da empresa.

Isso me faz lembrar uma frase dita por Kleber Nascimento; "Perdão foi feito para a gente pedir, demissão foi feita para a gente usar".

4 – A Função Recursos Humanos das empresas deveria ser rigorosa e competente para assessorar às demais áreas da Empresa nos processos de avaliação de pessoas, tal como fazem os profissionais de Função Financeira na avaliação de seus recursos materiais.

5 – As organizações deveriam institucionalizar critérios de avaliação de desempenho de pessoas, não aceitando, em hipótese alguma, avaliações genéricas, baseadas apenas em conclusões apressadas e não-específicas.

Exemplos: Não aceitar que alguém rotule outra pessoa de "incompetente", sem descrever fatos que comprovem tal assertiva.

A mesma exigência cabe para avaliações positivas. Fatos reais devem servir de base para as avaliações que indicam se determinada pessoa é competente.

6 – Saiba diferenciar desempenho de potencial.

Desempenho diz respeito à realização de um trabalho previamente negociado, diante do resultado alcançado. É a comparação entre o que foi combinado com o que foi realizado.

Potencial representa a possibilidade futura da realização de determinados trabalhos. As variáveis que determinam o desempenho não são necessariamente as mesmas das de potencial.

7 - Caso a matéria-prima do seu trabalho seja com gente, dedique tempo, atenção e cuidado ao avaliar o seu desempenho. Nunca se precipite. Procure agir com base em critérios previamente negociados. Analise os fatos, ouvindo sempre as versões que esses fatos eventualmente possam ter, imprimindo justiça, isenção e, principalmente, total respeito à posição do avaliado, mesmo que seja contrária à sua.

Evite ser o dono da verdade, sem perder de vista sua convicção e sua responsabilidade em gerar resultados para a organização que trabalha.

E, FINALMENTE, LEMBRE-SE DO SEGUINTE:

"COMO LÍDER DE PESSOAS VOCÊ É TÃO EFICAZ QUANTO A QUALIDADE DAS AVALIAÇÕES QUE VOCÊ FAZ DAS PESSOAS QUE SE REPORTAM A VOCÊ"

 

OBS. Material retirado do Workshop AVALIANDO EFICAZMENTE O DESEMPENHO DE SEUS COLABORADORES.



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BUSINESS WRITING

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BUSINESS WRITING

JOSÉ PAULO MOREIRA DE OLIVEIRA

CONSULTOR DO MVC

 

O que o leitor precisa saber?

Saber o que quer dizer é um passo importante para quem deseja ser um redator de sucesso. Lembre-se: se as idéias não estão suficientemente claras, espere um pouco até que amadureçam.

Não comece a escrever sem ter claramente definido o objetivo de sua comunicação.

A pior coisa do mundo é deixar para o leitor a difícil tarefa de se achar em meio a caminhos desencontrados, só porque você não se organizou direito e, simplesmente, esqueceu de ensiná-lo a encontrar a trilha certa para sair desse emaranhado de idéias aparentemente desconexas. Todo esforço no sentido de fazê-lo não perder tempo será recompensado. Em contrapartida, se o leitor percebe que você está divagando before get to the point, o risco passa a ser enorme: o leitor renuncia à árdua tarefa de decifrar o enigma – e, simplesmente, abandona o jogo – e pega uma trilha secundária – ficando inteiramente perdido – ou então percorre o caminho do jeito dele – e a compreensão fica aquém do resultado que você gostaria de obter. Em todos os casos, a comunicação será sempre a maior prejudicada. E comunicação equivocada significa desperdício de tempo e dinheiro – e muito trabalho dobrado.

Se a folha de papel ou a tela do Word persistem em continuar em branco, pergunte a si mesmo: o que realmente eu quero dizer?

Se você tem que informar, informe; se tem que comunicar, comunique; se tem que avisar, avise. Mas, diga isso no primeiro parágrafo.

Fuja dos abomináveis tendo em vista que, ou considerando que, aos quais, invariavelmente, se segue muita delonga e conversa inútil.

Comece pelo fim e termine pelo começo. Dê ao leitor a chance de decidir se deve ou não prosseguir a caminhada.

Observe:

To : John Porter

Cc : Ann Muller

Subject : Abono de faltas.

Maryland,18 de junho de 2005.

Senhor Gerente,

Solicitamos abonar as faltas dos colaboradores Leonardo Graça Mello e Rafael Kramer, que não puderam comparecer ao Treinamento de Business Writing, realizado nos dias 26 e 27 de agosto, no núcleo de MBA da Universidade José Saramago.

A ausência dos dois se deve à não-liberação pela Gerência de Seguros, envolvida full-time no processo de elaboração dos demonstrativos anuais da Companhia.

Estamos à inteira disposição de V. S.ª para qualquer esclarecimento adicional que se fizer necessário.

Cordialmente

MAX GORDON

Gerente de RH

Claro que esse esquema se aplica a textos de Business Writing, termo que engloba a geração de cartas, e-mails, normas, procedimentos, relatórios e textos afins.

Evidentemente, o esquema proposto não contempla outros tipos de produção textual.

Nas Fábulas, por exemplo, a narrativa é forjada mediante a construção de diálogos, travados entre personagens que representam uma alegoria do mundo real. Por meio do clássico era uma vez, o leitor será conduzido a um universo mágico de tapetes voadores e varinhas de condão, onde bruxas e duendes, princesas, animais falantes e rainhas más transitam entre palácios mágicos, florestas encantadas e casas feitas de doce e de chocolate. A construção de sentido se dá, quando, ao final do texto, a moral da estória, o dito esclarecedor, se revela. Há sempre um ensinamento a ser percebido, um modelo de comportamento a ser seguido – e isso só pode aparecer no final do texto.

O mesmo acontece, lato sensu, na tragédia clássica, onde o leitor/espectador será conduzido à catarse, estado de sublimação e purificação, por meio do qual o autor dita um modelo de comportamento a ser observado, sem restrições. Caso contrário, a punição será tão terrível quanto aquela sofrida pelo infrator. É interessante notar o papel representado na tragédia pelo coro, doze personagens conduzidas por um líder, denominado corifeu. O coro interfere no curso dos acontecimentos, antecipa enigmaticamente o final da estória e dá pistas sobre o que vai acontecer; o que só faz acentuar o clima de tensão e aumentar o mistério.

Édipo mata o pai, Laio, e se casa com a própria mãe, Jocasta – e sobre ele recairá a ira dos deuses. Seu pior castigo será o de cegar os próprios olhos, para que não possa, nunca mais, enxergar toda a maldade e destruição de que foi, inadvertidamente, o causador. Édipo, Laio, Jocasta – e o espectador, é claro – desconhecem o desfecho trágico de suas vidas. Mas o coro tudo sabe.

Nos romances policiais, o jogo de esconde-esconde se repete. A fórmula de sucesso da magistral Agatha Christie consiste em conseguir despistar o leitor, conduzindo-o, invariavelmente, a caminhos que não vão a lugar algum.

Se a vítima é a mulher de um marido violento – e muito ciumento – o mais provável é que o assassino seja mesmo esse marido violento e ciumento.

O segredo é despistar o leitor e desviá-lo da solução lógica e natural. De início, essa hipótese será descartada, e o leitor será conduzido a trilhas que resultam em hipóteses equivocadas. O cerne da discussão passa então a ser: qual dessas mulheres – todas com motivos e razões mais que suficientes para odiar a vítima – teria cometido o assassinato?

Quando, no final, a solução do conflito acontece e se revela a verdadeira identidade do assassino, é inevitável não vir à mente do leitor os seguintes pensamentos:

  • Puxa vida! Estava o tempo inteiro na minha cara e só eu é que não consegui ver.
  • Mais uma vez a autora conseguiu me enganar. Como é que ela sempre consegue isso?

Esses e outros esquemas narrativos devem ser naturalmente descartados, se a proposta é a de se utilizar o texto como ferramenta de comunicação para a gestão de negócios.

Se o leitor deseja saber qual a melhor região para se instalar o novo call-center da Companhia, diga isso a ele nos primeiros parágrafos de seu texto. Nos parágrafos seguintes, fundamente sua opinião da forma mais objetiva possível. Apresente dados e informações pertinentes; acrescente detalhes; construa gráficos, tabelas e figuras ilustrativas; desenvolva argumentações favoráveis à sua proposta; reserve espaço, nos anexos e notas de rodapé de página para informações acessórias e recomende, ainda, as ações a serem executadas, caso sua proposta seja acolhida pela direção.

Mas, diga logo ao leitor o que ele precisa saber.

 

OBS. Material retirado do programa de Educação Permanente, Quebrando os Paradigmas da Comunicação Escrita (4 Módulos)



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AUTODIAGNÓSTICO: QUAL A SUA FUNÇÃO NA EQUIPE?

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AUTODIAGNÓSTICO: QUAL A SUA FUNÇÃO NA EQUIPE?

DENIZE DUTRA

ConsultorA do MVC

 

Todos nós já participamos de diversas equipes ao longo de nossa vida.

Certamente nossas atitudes, contribuições e FUNÇÕES também se diferenciaram, mas é natural que tenhamos uma tendência a agir e trabalhar de determinada forma, assumindo, assim,
uma determinada função mais específica dentro da equipe.

Este teste tem o objetivo de ajudá-lo a identificar qual é a função que você costuma assumir,
com mais freqüência, quando trabalha em equipe.

Para isto, você deverá ler cada uma das afirmativas abaixo e marcar no quadrinho correspondente, sombreado de cinza, um número, de 1 a 4, conforme a escala a seguir:

1 = se a afirmativa não tiver absolutamente nada a ver com você, ou seja, nunca você adota este comportamento.

2 = se você utiliza este comportamento raramente, quando está em equipe.

3 = se você utiliza este comportamento algumas vezes, quando está em equipe.

4= se este comportamento te caracteriza, ele descreve como você age com a maior freqüência.

 

 

A B C D

Consigo tirar o máximo das pessoas, quando percebo que elas têm alguma contribuição significativa para os objetivos do trabalho.

       

Tenho facilidade para perceber como as coisas vão funcionar melhor para a equipe, mesmo quando trabalho com muitas pessoas.

       

Tenho facilidade para apresentar idéias, especialmente quando o grupo passa para um novo assunto.

       

A equipe pode contar comigo para finalizar qualquer tarefa ou compromisso que assumo.

       

Sinto-me altamente desconfortável num grupo, quando as reuniões não são bem-estruturadas e conduzidas e quando não há um bom aproveitamento do tempo.

       

Muitas vezes, meus colegas acham que me preocupo desnecessariamente com a possibilidade das coisas estarem incompletas ou insuficientemente detalhadas.

       

Assumo inteira responsabilidade pelas minhas posições (mesmo que algumas vezes, isto gere impopularidades) se estas posições trouxerem benefícios expressivos para os resultados do trabalho.

       

Inspiro-me rapidamente com uma idéia, e consigo tirar proveito da mesma, para desenvolver outra nova.

       

Mesmo correndo risco de ser percebido como autoritário e impositivo por alguns, decido e tomo iniciativas quando algo precisa ser feito.

       

A equipe pode contar comigo para organizar todo o trabalho e apoiar tudo que é de interesse comum.

       

Chego a perder o foco do que está acontecendo no grupo porque, muitas vezes, fico muito envolvido com minhas idéias.

       

Sou visto como perfeccionista, pois sou extremamente atento, evitando que erros e omissões sejam cometidos por descuido.

       

Sinto-me muito satisfeito num grupo, quando tenho que: buscar recursos, analisar novas possibilidades e avanços, e estar em contato com que ocorre fora do grupo.

       

Hesito em expressar meus pontos de vista quando me deparo com pessoas muito difíceis e poderosas, pois meu principal foco é que tudo funcione bem na equipe.

       

Consigo influenciar as pessoas através de minhas atitudes e comunicação, sem exercer outro tipo de pressão ou poder.

       

Gosto de analisar as situações e considerar todas as alternativas de escolhas, de forma extremamente objetiva, antes de uma decisão.

       

Tenho interesse em buscar soluções práticas para os problemas desde que as metas estejam absolutamente claras.

       

Tenho consciência de que, muitas vezes, exijo dos outros, coisas que eu mesmo não saberia fazer, mas que são necessárias, e que para o outro é muitas vezes mais fácil fazê-las.

       

Posso ser criticado por ser muito lógico e analítico, mas em situações difíceis não perco o senso de urgência e asseguro que os resultados sejam alcançados no prazo.

       

Gosto de projetos desafiadores, idéias originais e por isto tendo a buscar pessoas que tenham idéias diferentes, fico entediado com a "mesmice".

       

Agora, some cada coluna, considerando somente os quadrinhos sombreados de cinza.                               TOTAL>> 

       

 

PARA SUA COMPREENSÃO:

Verifique em que coluna você somou o maior número de pontos e identifique no quadro abaixo qual é a sua FUNÇÃO predominante. De acordo com esta pontuação, você tem mais tendência a assumir uma determinada função quando está trabalhando em equipe. Conheça agora, as características de cada função e analise em que pontos você precisa se desenvolver:

A= ___ pontos

 

COORDENAR

Demonstra ser maduro, confiante, dinâmico, decidido. Tem iniciativa, clarifica as metas, coordena as atividades, estimula as pessoas, delega conforme as condições de cada um. Influencia positivamente as pessoas a contribuírem para os resultados.

Pontos a desenvolver: estar atento para não ser centralizador ou autoritário, e para não ferir sentimentos do outros, devido ao seu forte impulso para alcançar os objetivos. Precisa saber delegar e ouvir a opinião de todos.

B= ____ pontos

 

DESENVOLVER

Demonstra interesse pelas novidades e inovações. É criativo, extrovertido, explorador de oportunidades e tende a resolver problemas difíceis. Estimula o grupo na busca de novas alternativa. Faz o contato do grupo com o mundo externo, explorando todos os recursos disponíveis.

No geral, comunica-se eficazmente.

Pontos a desenvolver: tender a ignorar detalhes, resistir à rotina depois que passa a fase da novidade.

Pode perder o entusiasmo inicial.

 

C= ___ pontos

 

ESTRUTURAR

Demonstra ser cooperativo, diplomático, confiável e muito disciplinado. Tem facilidade para transformar as idéias em ações práticas, buscando contribuir para que as coisas funcionem bem. Por isso, evita conflitos e busca soluções integradoras.

Pontos a desenvolver: tender a ser pouco flexível e lento nas reações diante de novas possibilidades, devido a sua extrema organização. Pode ser indeciso em situações criticas, assumindo comportamentos passivos.

D= ___ pontos

 

IMPLEMENTAR

Demonstra ser absolutamente comprometido com prazo e conscientemente meticuloso. Tende a ser perfeccionista e evita erros e omissões.

Costuma ser sensato, sério,
analisa todas as possibilidades.

Pontos a desenvolver: Tende a ser excessivamente preocupado e por isso reluta em delegar. Precisa de energia.

 

 

Agora que você já conhece sua função predominante, o mais importante é procurar participar ou formar equipes com pessoas que assumam funções diferentes da sua.

Em uma Equipe de Alta Performance é preciso ter diferentes pessoas, que desempenhem diferentes funções e se COMPLEMENTEM neste e em outros aspectos, tornando o processo e os resultados muito mais ricos e sinérgicos!

Caso o seu resultado em cada uma das funções seja muito próximo, ou seja, não existam diferenças expressivas de uma função para outra, isto caracteriza que você é uma pessoa muito flexível e que pode assumir as quatro funções em uma mesma equipe.

Ótimo, a sua polivalência pode trazer efetivas contribuições para a equipe de acordo com as necessidades e o momento!

Somos seres dinâmicos e mutáveis, por isso, não encare o resultado deste teste como um "rótulo", mas como uma tendência,
que pode ser reforçada ou modificada de acordo com AS EQUIPES
em que você estiver participando e com seus próprios objetivos pessoais e profissionais!

Elaborado por Denize Dutra

para o Curso via E-learning "Equipes de Alta Performance – uma odisséia pelas organizações"

Inspirado no questionário de papéis na equipe do Dr. Meredith Belbin

www.belbin.com



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