Número 61  - Maio de 2003

       
   
Destaque Reflexão
   
  Hay Coaching? Si hay Coaching, Soy Contra   Homem social, gestor de oportunidades
  O segredo, como dizia Goethe, não é ensinar as suas habilidades, mas fazera pessoa ver a própria riqueza.
Sérgio Hillesheim
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  O papel do gestor como homem social perante o público interno da empresa.
Francisco Bittencourt
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Editorial Teste
   
Mudança dentro da mudança   Habilidades para coaching
Nem tudo que esperávamos se realizou, mas houve avanços.
M. A. Ferreira Vianna  
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  Autoavaliação e avaliação pelo superior.
Sérgio Hillesheim

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Dicas Comentário
   
 Dez pontos para o sucesso na negociação!   Negociação e o mito do ganha-ganha

Na era da liderança por influência, é importante adotar algumas atitudes diferenciadas.
J.A.Wanderley
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  Acordo favorável é aquele do cede-cede.
J.B.Vilhena
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EDITORIAL  

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Mudança Dentro da Mudança

 

Marco Aurélio Ferreira Vianna

Presidente do Instituto MVC

 

 

Em nossos seminários e palestras mais recentes o tema que vem chamando mais a atenção, e concentra maior número de questões na sessão perguntas, é a "frustração de expectativas" que existe na cabeça das pessoas no momento atual, quando se compara àquilo que esperávamos - ou como diz Mário Cortella esperançávamos - para hoje há dez anos atrás.

O metamovimento do "paradigma da competitividade" e do "pensamento liberal" representavam uma utopia iluminista, rosseauniana, com a proposta de um mundo muito, muito melhor. Não há dúvida, ocorreram consistentes evoluções. Mas ao mesmo tempo, fatos negativos, inesperados ( talvez inesperáveis fosse mais apropriado ) povoam nossa realidade. Nos eventos citados, tenho levantado estas questões, em conjunto com os participantes : Crise na empregabilidade, violência urbana, achatamento do poder aquisitivo, crime organizado, terrorismo, guerras , a situação caótica da Argentina, a explosão do Nasdaq estão sempre presentes nos diálogos que promovo.

Duas lições são importantes para o comando das empresas, principalmente na sua função humana. Em primeiro lugar, entender que seus Seres Humanos precisam de um reforço de autoestima e autoconfiança. O momento da mudança no seu viés positivo já provoca uma síndrome de volatilidade que aumenta a incerteza; complementado pelos fatos negativos não esperados, pode ser gerado um grave ataque ao equilíbrio emocional das pessoas. Em segundo lugar, este atual estado de coisas merece uma resposta mais forte da sociedade, especificamente do setor empresarial. Arnaldo Jabor já chama o Rio de uma "Palestina sem causa", outros pensadores alertam para o colombinização do Brasil. É hora de desativar esta bomba cujo efeito retardado, está se esgotando muito mais rápido do que se imagina.

Nosso primeiro artigo "Hay Coaching? Si Hay Coaching, Soy Contra", de Sérgio Hillesheim, aborda de forma crítica os modismos organizacionais, de forma específica o coaching. Não se trata de um texto contra coaching, mas de alerta para aquelas situações em que o coaching pode não ser a melhor.

No teste do mês estamos inovando ao apresentar o tema habilidades para coaching, no primeiro caso uma auto-avaliação; no segundo teste uma avaliação feita pelo respectivos superior ou pessoa do mesmo nível organizacional.

O tema Negociação merece duas abordagens distintas. José Augusto Wanderley, em Negociação: "10 pontos indispensáveis para o sucesso", apresenta o passo a passo para uma negociação eficaz.

Por outro lado, João Baptista Vilhena, em "A Negociação e o mito do ganha-ganha"polemiza sobre algo que parece ser uma verdade universal. Vale a pena ler.

Em o Homem Social – Gestor de Oportunidades, Francisco Bittencourt nos apresenta um conjunto de competências para formação de gestores dentro de um cenário cada vez mais competitivo.

 

Boa leitura

MARCO AURÉLIO FERREIRA VIANNA

Presidente do MVC


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 HAY COACHING? SI HAY COACHING, SOY CONTRA

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HAY COACHING? SI HAY COACHING, SOY CONTRA 

SÉRGIO HILLESHEIM

DIRETOR DO MVC

 

Quem não se lembra de MBO (administração por objetivos), grid gerencial, sensitivity training, liderança situacional, reengenharia, TQM (gerenciamento da qualidade total), TQC (controle da qualidade total), QVT (qualidade de vida no trabalho), GSA (grupos semi-autônomos), 5S, 5W 1H, 5W 2H, entre tantos outros?

Modismos, não é mesmo? Passaram, quase com a mesma velocidade com que se instalaram entre nós. Experimentaram sentimentos de paixão e rejeição com igual intensidade. E acabaram renegados como se em nada contribuíssem para o desenvolvimento das organizações. Tanto que aqueles que ainda ousam utilizá-los, fazem-no meio às escondidas, para não parecerem fora de moda, até porque já existem, eventualmente, outros modismos que os substituíram.

Na realidade, muitos deles eram e são instrumentos de grande valia para o aprimoramento de práticas gerenciais, mudanças de comportamento, readaptação, conscientização. Foram desgastados pelo rótulo ou pelo uso abusivo, sem estarem inseridos em uma estratégia mais ampla e abrangente de desenvolvimento e mudança.

 

Receio que o mesmo fenômeno possa se dar com o coaching. Alternativa de uso relativamente recente, não só em nosso país, como também em outros economicamente mais desenvolvidos, vem se disseminando rapidamente no meio empresarial. E no mercado já começa a se multiplicar o número de consultores que assessoram empresas e executivos, utilizando e implantando a metodologia do coaching.

 

Ora, a estrutura do coaching é formada por PRODUTO, PROCESSO e RESULTADOS, sendo o PRODUTO o conjunto de competências ou
gap de competências que se pretende transmitir, o PROCESSO a forma, metodologia, que se utiliza para transmitir o produto – conhecimentos, habilidades, técnica - e RESULTADOS o que se objetiva obter da conjugação eficaz de produto e processo.

Daí resulta na necessidade de o coach possuir sólido conhecimento – pelo menos igual, preferivelmente maior – do que seu treinando, além de desenvolver certas competências básicas, imprescindíveis para sua atuação e sucesso:

 

CONHECIMENTOS

HABILIDADES

TÉCNICAS

Teoria do ser humano para identificar: resistências, ceticismo, falta de comprometimento, individualismo.

Conhecimento dos processos de mudança e de feedback

Relacionamento interpessoal, empatia, habilidade analítica, capacidade de síntese, motivação, mensuração

Orientação, motivação, diálogo, negociação, planejamento, avaliação

 

Cabe, porém, ao coach, lembrar-se sempre, como ensina Goethe e outros mestres de renome, que "O melhor que podes fazer pelos outros não é ensinar-lhes tuas riquezas, mas fazê-los ver a sua própria", através de perguntas adequadas e de um intenso processo de estímulo.

Portanto, si hay coaching soy contra, sempre que:

  • For utilizado pela empresa por se tratar de um novo modismo, o que pretensamente a coloca à frente em termos de práticas e instrumentos gerenciais. O coaching deve fazer parte de uma estratégia de desenvolvimento, melhoria de desempenho, readaptação.

  • For adotado sem uma definição prévia de competências e expectativas, com explicitação objetiva de níveis desejados e um plano de ação para cada executivo.

  • For estendido indiscriminadamente a todos os níveis, tipo produção em série ou treinamento de massa, pois o coaching se destina a complementar ou desenvolver novas competências, focando talentos e funções chaves, com o objetivo de se obter resultados rapidamente.

  • For adotado pela organização como única forma de treinamento e desenvolvimento. O coaching deve fazer parte de uma abordagem sistêmica, constituindo-se em uma alternativa específica, limitada, seletiva.

  • A empresa não possuir e praticar uma filosofia de aprendizagem contínua, pois neste caso o coaching poderá se transformar apenas em mais uma iniciativa isolada, perdida numa espécie de colcha de retalhos.

  • Não houver concessão de um grau de autonomia e responsabilidade compatível com as ações a serem desenvolvidas pelo coach e seu treinando. O coaching implica numa conjugação simultânea de aprendizado e prática, cujos resultados realimentam continuamente o processo.

  • Não houver estrutura e prática de acompanhamento e avaliação de resultados, pois o investimento normalmente requerido pelo coaching necessita de uma contrapartida proporcional sob a forma de contribuição ao desempenho da organização.

Portanto, ter bem claros os objetivos a alcançar, conhecer as competências organizacionais desejadas, identificar os gaps de competências a preencher, planejar a ação necessária, deverá redundar no sucesso do processo de coaching, desde que o mesmo esteja inserido em uma cultura de aprendizagem contínua e seja parte de uma estratégia de desenvolvimento, melhoria de desempenho e readaptação.

 

OBS.: Material retirado dos programas de Coaching Abordagem Grupal e Individualizada.

 

 

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 NEGOCIAÇÃO: 10 PONTOS INDISPENSÁVEIS PARA O SUCESSO

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NEGOCIAÇÃO: 10 PONTOS INDISPENSÁVEIS PARA O SUCESSO
JOSÉ AUGUSTO WANDERLEY

AUTOR DO LIVRO NEGOCIAÇÃO TOTAL. ENCONTRANDO SOLUÇÕES, VENCENDO RESISTÊNCIAS, OBTENDO RESULTADOS


Negociar faz parte de nossa vida profissional e particular. Passamos cerca de 80% do nosso tempo negociando. A competência de liderar, na era do trabalhador do conhecimento, dependerá da capacidade de exercer influência em situações para as quais não se tenha autoridade formal, com chefes, colegas e pessoas de fora da organização. Negociar é – e será cada vez mais – uma habilidade indispensável para os profissionais do século 21. A seguir, algumas dicas que podem fazer a diferença em qualquer negociação.

 

1 – Defina seus objetivos e lute pelo desejável:

Negociação é o processo de alcançar objetivos por meio de um acordo nas situações em que existam interesses comuns, complementares e opostos, isto é, conflitos, divergências e antagonismos de interesses, idéias e posições.

Portanto, negociamos para alcançar objetivos, que em negociação são expressos pela margem de negociação. A margem de negociação é definida por dois objetivos que são o desejável, ou seja, aquilo que consideramos o melhor e o limite, ou seja, o mínimo aceitável, que se não for obtido fará com que cheguemos a um impasse. Assim, defina sua margem de negociação para tudo o que for ser negociado, como características técnicas, preços e prazos, e lute pelo desejável. Em negociação, quem espera pouco, alcança pouco.

 

2 - As duas formas de se negociar:

Existem 2 formas de se efetuar uma negociação que são:

  1. Barganha de Propostas – quem barganha basicamente negocia na base da queda de braço. Exagera os pontos positivos e minimiza os pontos negativos da sua proposta e faz justamente o oposto em relação à proposta do outro. Procedimento comum nos negociantes de carros usados.

  2. Solução de problemas – quem segue este caminho aprofunda a compreensão do que está sendo negociado e procura encontrar alternativas e soluções que atendam aos interesses das partes. Todo negociador quer ganhar. Mas existem duas maneiras de ganhar. Uma, às custas do outro. Outra, de forma que os interesses das partes sejam atendidos. É fundamental saber converter situações de ganha/perde em ganha/ganha.

3 – Flexibilidade – Significa agir com propriedade de acordo com a situação. A pessoa flexível sabe quando deve mudar ou ceder e quando deve manter sua posição. Pesquisas revelam que 70% das pessoas têm baixa flexibilidade. Se o que você está fazendo não está dando a resposta desejada, tente alcançar seus objetivos por outros caminhos. Se você insistir, continuará obtendo as mesmas respostas. Tenha sempre presente que cada caso é um caso e certo é o que dá certo.

4 – Prepare-se – A maioria das negociações é ganha ou perdida, bem-feita ou malfeita, de acordo com a qualidade da preparação. Quem não leva a sério a preparação de algo está se preparando para o fracasso. Não aceite auto-justificativas como "não tenho tempo" ou "a negociação foi imprevista". Alegar falta de tempo é confessar má administração do tempo. Não estar preparado para os imprevistos significa não internalização dos princípios e procedimentos existentes em toda e qualquer negociação. Leve em consideração o princípio da economia, ou seja, consiga o máximo com o mínimo. Para isto procure ser simples. Ser simples é difícil. Ser complicado é mais fácil, basta ir fazendo as coisas sem pensar e verificar quais são as conseqüências. Mais ainda, tenha uma atenção especial as três dimensões de uma negociação que são: informação, tempo e poder. Negociação importa em dar, obter e negar informação. A negociação sempre ocorre no tempo. Tenha cuidado com os prazos limites. Negociação importa em poder, ou seja, em jogo de influências. Procure identificar quais são as suas fontes de poder e as da outra parte. E em função disto, defina suas estratégias e táticas.

5 – Processo – É o caminho percorrido desde o início até o final da negociação. E sempre se está numa etapa do processo de negociação. Existem 7 etapas: Preparação, Abertura, Exploração, Apresentação, Clarificação, Ação Final e Controle/Avaliação. Em geral, as pessoas dão pouca atenção ao processo e se concentram mais no conteúdo. Lembre-se: a negociação não acaba quando o acordo foi firmado e sim quando cumprido.

6 - Identifique os cenários - Toda negociação tem três cenários. O primeiro diz respeito ao negociadores, estejam eles negociando individualmente ou em equipe. Procure verificar a autoridade da pessoa com quem você está negociando. O segundo cenário refere-se às pessoas que estão por trás dos negociadores. É o chamado eleitorado. Todo negociador tem um eleitorado. E um dos maiores temores de qualquer negociador é ser desconsiderado pelo seu eleitorado. Tenha sempre uma saída honrosa para o outro lado. Um outro aspecto do segundo cenário é apoio logístico, como banco de dados e suporte para quem estiver negociando. Somente competência individual pode não ser suficiente. Pode ser necessária competência organizacional. O terceiro cenário consiste no macro ambiente econômico, social e cultural – fator extremamente relevante neste nosso mundo globalizado.

7 - Relacionamento – Negociação implica relacionamento e, conseqüente-mente, emoção e comunicação. Cuidado para não confundir a pessoa do outro negociador com suas propostas. O outro pode ter posições ou idéias contrárias à sua. Mas isto não significa que deva ser tratado como inimigo. Igualmente, não confunda firmeza com grosseria. É possível ser firme e cortês.

8 - Conheça o seu negócio – Conheça muito bem o assunto da sua negociação na totalidade dos pontos de vista, que podem ser de natureza jurídica, técnica, econômica, financeira e social. A diversidade dos assuntos e competências necessárias faz com que, freqüentemente, seja necessário negociar em equipe. Equipes bem preparadas podem ser extremamente fortes. As mal preparadas, um verdadeiro desastre.

9 - Realidade Pessoal – Tem a ver com atitudes, crenças e valores. Existem crenças que levam ao fracasso como, por exemplo, acreditar que se está sempre na pior situação e sem alternativas. Entre as crenças de sucesso estão: Considere tudo uma oportunidade. Assuma responsabilidade pelas coisas que lhe acontecem. Não considere seus erros como um fracasso e sim um feedback negativo – uma informação de que o que você fez não o levou aos objetivos. Tenha flexibilidade e mude. Não é preciso, e nem possível, saber tudo para agir. Saiba conviver com o risco, a incerteza e a ambigüidade, ou seja, com o que está fora de sua área de conforto.

Procure também verificar os seus padrões comportamentais nas situações de impasses e conflitos. Algumas pessoas tem tendência à intransigência e ficam martelando sempre na mesma tecla, enquanto outras tendem a fazer muitas concessões.

10 - Aprenda – Faça de cada negociação uma oportunidade de aprendizado. Avalie acertos e desvios. Quem não procura aprender com a prática acaba cometendo sempre os mesmos erros. Tenha como princípio que sempre é possível fazer diferente e melhor.

 

OBS. Material retirado do Programa Avançado de Negociação

 



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O HOMEM SOCIAL – GESTOR DE OPORTUNIDADES

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O HOMEM SOCIAL – GESTOR DE OPORTUNIDADES
FRANCISCO BITTENCOURT

CONSULTOR DO MVC


Introdução

O cenário competitivo contemporâneo tem levado as empresas a perseguir modelos de gestão que ofereçam a possibilidade de demonstração de competência de seus quadros internos.

As organizações vêm demonstrando uma atuação cada vez mais transparente, com relação a seus mercados consumidores e a suas áreas de responsabilidade — o estado, a concorrência, quer por necessidade espontânea de manutenção de seu espaço, quer por obrigatoriedade legal. Mas não importa, isso está claro e vem sendo praticado.

Voltando os olhos para o público interno: vale questionar se vem sendo contemplado com a mesma atenção, com a mesma solicitude no tocante a respostas a questões internas e críticas.

O papel do gestor como homem social

Os mecanismos que levam a uma sólida atitude de comprometimento em qualquer ambiente consideram um conjunto de informações que circula no sistema. É fundamental, todavia, que se perceba a necessidade de uma base na lógica e nos fatos, impedindo o caminho tortuoso dos devaneios de meras opiniões, quando a versão ignora o fato.

É primordial envolver empresas e colaboradores em um momento de divulgação e transmissão de conhecimentos suficientes para favorecer a compreensão dos dados que compõem o problema e/ou do desafio a ser lançado. O engajamento das pessoas em torno de um novo sistema somente se tornará evidente no momento em que o nível de consciência — não só de ciência do fato, tornar-se concreto.

Dotar esses colaboradores de instrumentos capazes de disseminar, articular e solidificar os processos de comunicação, conscientização e compreensão é fundamental — perceber o porquê dos fatos, não só o que, isto é, o conteúdo dos mesmos, pois reduzirá consideravelmente o clima de cisão interna e, principalmente, o não comprometimento com propósitos a serem assumidos.

A presença do gestor junto às suas equipes, no desempenho dos papéis já tradicionais, tais como o interventor, diagnosticador, integrador, são por demais conhecidas e existem formas e fórmulas desenvolvidas há tempos para torná-las eficazes. É fundamental transformar os gestores internos em agentes da consolidação do aumento dos níveis de sociabilidade (comunicação) e solidariedade (busca de resultado) internas, e nesse sentido, a discussão ainda se faz necessária.

Essa transformação envolve a necessidade de identificar quais os meios mais efetivos de geração de uma cultura de comunicação mais capaz de criar receptividade junto aos profissionais, quando é preciso investigar: de que forma os assuntos chegam mais velozmente e em bom som junto à equipe? De que forma a equipe se sente à vontade para receber informações sobre a organização e os fatos que a atingem? Qual é o nível de credibilidade dos gestores internos? Até onde esses gestores estão preparados para receber informações, decodificá-las e transmiti-las com o mesmo teor de qualidade de conteúdo recebido?

Além disso, convém ainda indagar se foi possível aos gestores internos contestar as informações, dirimir suas próprias dúvidas e rever suas crenças, sem que se sentissem ameaçados com essa atitude? Discutiu-se com os gestores a forma, a metodologia a ser adotada na transmissão dos fatos para as bases? Analisaram-se cuidadosamente os focos de reação, as possibilidades de rejeição ou aceitação dos fatos concretos? Qual o nível e a qualidade do apoio institucional à ação dessas lideranças internas, no sentido de levar esses pontos às suas bases?

Não se trata, evidentemente, de dividir com as bases o processo decisório em seu nível estratégico, mas de estabelecer uma linha fluida de desenvolvimento, desde o ponto inicial até a base, onde deverá instalar-se a operacionalização desejada.

Correções serão feitas, na medida em que a base tem volume e qualidade de contribuição suficiente para alterar estratégias vindas de escalões elevados na hierarquia organizacional. Entretanto, esse fenômeno só se concretizará se o nível de conscientização - sociabilidade e solidariedade — se manifestarem em sua forma mais clara, verdadeira e autêntica pela cultura interna.

Os focos devem ser ajustados para o exercício da gestão interna, em programas de desenvolvimento, no sentido de prepará-las para o exercício desse novo papel, que independe de modelos com aparência participativa, e conteúdos autocráticos. Esse novo caminho estará associado a canais de informação desobstruídos de tabus anacrônicos influenciados por práticas superadas de gestão de pessoas ultrapassadas.

É possível constatar que indivíduos bem informados participam, colaboram, resolvem problemas, apontam soluções alternativas, enfim, vivem mais intensamente as suas vidas na organização.

A busca por uma gestão que seja capaz de gerar resultados sempre foi um ponto significativo no perfil das organizações, desde os primórdios de sua história.

Encontra-se, com diferentes matizes, a mesma situação: perfis de gestão eficazes, associando a competência no exercício da liderança à eficácia na consecução de resultados. O que ressalta a análise é que esses modelos sempre tiveram como foco o perfil da liderança, como se fosse ela a prioridade. O que se pretendia, e se pretende, na verdade, é a independência do modelo de liderança com a eficiência, ou melhor, com a efetividade nos resultados.

Os tipos de liderança – autocrático coercitivo, autocrático benevolente, consultivo e liberal segundo Likert (1961, apud Stoner, 1982, p.249) têm importância secundária, na medida em que a abordagem para obtenção de resultados tem foco prioritário – influenciar as pessoas e por meio delas atingir os resultados.

Esta abordagem permite concluir que, na construção de um ambiente produtivo, o modelo de abordagem da gestão destaca-se do estilo do gestor, por mostrar-se mais capaz de construir, com ferramentas adequadas, uma estrutura de resultados.

É possível constatar que a prioridade de qualquer modelo de gestão é atingir o objetivo estratégico; a metodologia para que isso se torne realidade deve contemplar um mecanismo que otimize recursos, sem comprometer a estrutura e a sobrevivência do negócio.

Observa-se que os princípios de gestão contemporânea permitem contempla quatro caminhos para a definição dos processos de administração participativa e integrada, e que se propõem levar as equipes de trabalho aos resultados esperados: a existência de unidades de negócio interdependentes, o compartilhamento de responsabilidades, a existência de processos formais e negociados de busca de resultados e uma sistemática criteriosa e compartilhada de mecanismos de gestão do desempenho.

Cada gestor é levado a entender que a realidade não mais permite a visão de um cenário contemplativo, onde fatos se sucedem sem a contribuição dos agentes de transformação.

A iniciativa desses gestores, atuando como agentes de transformação levará em conta um conjunto de características, nos quais o princípio básico de competência e seu estilo pessoal proponham a se ajustar e a integrar a busca de resultados institucionais.

Em um documento elaborado para um grupo de profissionais de gestão de recursos humanos, ao final da década de 1980, Ivayr Azevedo, ex-executivo de marketing e recursos humanos trouxe um conjunto de características, onde esses ajustes e essa integração eram explicitadas:

a)As ações empreendidas na solução dos principais problemas são tomadas visando, principalmente, o cumprimento dos objetivos da empresa;

b) O efetivo de recursos humanos da empresa está consciente de que sua atuação afeta seus lucros e suas despesas e, através desse conhecimento, é formalmente cobrado e motivado para a minimização dos custos e a maximização dos lucros;

c) Procura-se obter um máximo de eficácia e produtividade no trabalho. Quem não consegue atingir padrões de desempenho estabelecidos institucionalmente, não tem espaço na empresa;

d) O planejamento se faz com base na análise racional dos problemas e das situações existentes e previstas para o futuro. Os objetivos e metas e os programas de trabalho são suficientemente flexíveis para permitir a incorporação de sugestões e opiniões das pessoas afetadas, desde que justificadas e compatíveis com os objetivos estratégicos. Dá-se importância às contribuições individuais no planejamento;

e) O controle é exercido através de negociação interna e de comum acordo entre líderes e subordinados. Faz-se uma análise cuidadosa de "por que", "como", e "para que" se executa cada trabalho. Todos devem estar permanentemente inteirados de qual é sua situação específica na empresa, principalmente no que se refere a resultados, desempenho e potencial;

f) Nas relações entre os recursos humanos e os departamentos, dá-se uma grande importância ao entendimento e ao comprometimento em torno dos objetivos e metas principais da organização;

g) Fazem-se críticas objetivas sobre o trabalho, assinalando os erros e tratando de reduzi-los. Há uma formal, permanente e efetiva troca de idéias entre os líderes e subordinados. Quando um trabalho é concluído, fazem-se análises visando encontrar melhores soluções e lograr maior eficácia;

h) Os recursos humanos estão sempre bem informados dos planos e decisões da empresa e são convidados a participar deles, podendo expressar livremente seus pontos de vista, dentro da visão estratégica institucional. As informações fluem rapidamente e sem distorções entre os gerentes, entre estes e seus subordinados e de subordinados para superiores. As diferenças são resolvidas via negociação e com consenso, desde que este seja alcançável, na medida em que compete ao gestor encontrar caminhos decisórios compatíveis com a realidade organizacional, o que inclui a decisão impositiva, a decisão por maioria e a unanimidade.

i) Os conflitos são enfrentados por sua administração aberta e de forma assertiva, examinando-se suas causas e tratando-se de solucioná-los objetivamente, de maneira que não voltem a comprometer o senso de equipe e os resultados;

j) As contribuições feitas pelos recursos humanos, se exeqüíveis, são recompensadas e postas em prática. As contribuições sem significado são rejeitadas e seus autores informados do porque o foram..

Observa-se, a partir da leitura do exposto, a consolidação de um perfil integrado de organização, na qual estabelece-se uma perspectiva na qual determinadas características são percebem-se o profissionalismo de suas equipes internas, os níveis de comprometimento institucionalizado, a cobrança de atitudes, comportamento e desempenho institucionalizado, detecção de potenciais entre os recursos humanos disponíveis, a existência de mecanismos formais de acompanhamento do desempenho claros e a negociação, como instrumento de obtenção de resultados.

Alguns outros aspectos são fundamentais no processo de efetivação desta forma de gestão e com eles, as organizações complementam seu universo interno, "onde a linguagem praticada pela organização seja construída com base no mecanismo da linguagem de gerência – objetivo, resultado e lucro e a linguagem entendida pelos colaboradores seja arquitetada pelas lideranças internas com base no mecanismo da linguagem de estimulação – reconhecimento, oportunidade e participação (contrapartida social ao neoliberalismo organizacional); essa linguagem de estimulação leva ao envolvimento e ao comprometimento;" (Berlo, 1989)

Verifica-se a necessidade de que o mecanismo de comunicação interna seja desenvolvido por um processo de comunicação não ameaçadora, caracterizado por abordagens espontâneas, mensagens com sentido (entendidas e internalizadas), perfis de linguagem questionadores e não julgadores e posturas assertivas e não agressivas, francas e não rudes.

Processos participativos de gestão são bem vindos. Entretanto, devem ser entendidos como processos nos quais mecanismos de proteção, paternalistas, autocráticos ou liberais (Likert, op.cit) são vistos com desconfiança.

Para que esses caminhos resultem em contribuições para o negócio, verifica-se que "gerenciar a atenção é uma necessidade, na medida em que a percepção (estar atento a tudo o que se desenvolve no cenário) é o primeiro passo para consolidar mudanças comportamentais; gerenciar o significado, de forma que as mensagens trocadas na organização façam sentido, não só para quem emite, como para quem recebe e o gerenciamento da confiança, de maneira a que seja praticado o autogerenciamento, comprometimento do indivíduo com seu próprio crescimento." (M.A.F.Vianna, 2000)

Observa-se que as relações de trabalho que envolvem o conceito de relações produtivas vêm sendo pautadas, há tempos, pela preocupação com o resultado e a produtividade.

Na medida em que a globalização exige das empresas um perfil onde a produtividade, a contemporaneidade e a qualidade são premissas, é fundamental uma revisão imediata dos parâmetros e mecanismos balizadores dessas relações.

Mantendo a direção na busca do resultado, e incentivando os agentes internos a colocá-lo permanentemente sob suas miras, as organizações hoje dependem da qualidade de suas relações produtivas internas.

O corpo de colaboradores de uma organização competitiva tem condições de apresentar um conjunto de características capazes de identificar, em suas atitudes e comportamentos, uma base de insumos para a geração de resultados efetivos, eficientes e eficazes.

Essa exigência desencadeia uma seqüência de percepções e atitudes cuja meta é provocar no desencadeamento do processo produtivo um volume de sinais para alterar os índices internos relativos à produção, produtividade e qualidade, através de uma influência positiva, de engajamento e comprometimento.

Entender a complexidade do papel dos agentes de transformação, a partir da necessidade de dominar os códigos que lhe permitam gerenciar cada um desses grupos, leva os gestores internos a conclusões nas quais sobressaem trabalhar institucionalmente o uso da autoridade, mostrando as razões básicas do comprometimento com a instituição, transmitir à base o sentimento de representatividade de seu papel de agentes de transformação da empresa, junto às bases, identificando-a com a organização, atingindo ou superando resultados institucionais e investir no desempenho de suas equipes, com agregação de valores a obtenção de resultados.

A organização tenderá a se aproximar, via gerências estratégicas e médias, das bases, vencendo seus preconceitos em admitir esses personagens em seu efetivo formal, entender a decodificação de anseios e expectativas sob a ótica delas, sem reduzir os níveis de cobrança em relação a resultados, produtividade e qualidade.

A gestão das relações produtivas de trabalho exige uma visão contemporânea da gestão de recursos humanos, onde a otimização dos recursos disponíveis pressupõe a administração dos talentos, gerenciamento dos conhecimentos, maximização dos resultados.

Há que se identificar práticas que se apresentem mais próximas da contribuição para um perfil de homem social que favoreça a competitividade, em contraste com outras ainda presas a alternativas que contribuam para o perfil do homem massa.

  • considerem o perfil do homem social, engajado, atualizado, tecnológica e profissionalmente educado e participante, como foco das decisões na escolha de modelos de avaliação de seu desempenho;

  • destaquem quais os recursos de gestão facilitadores do desenvolvimento desse perfil a serem otimizados e quais os fatores dificultadores que acabam fortalecendo a presença do "homem massa" a serem neutralizados, em busca da elevação do nível de auto - estima das pessoas, da produtividade e da competitividade das empresas.

  • Definam os critérios e mecanismos que acompanhem o desempenho dos quadros efetivos das empresas, em especial quanto ao compartilhamento da responsabilidade dos mesmos e da disposição da empresa em compartilhar lucros, inserindo-as no cenário de contemporaneidade.

Verifica-se também a finalidade de responder a quais indícios e/ou indicadores de que as decisões, escolhas, recursos, mecanismos de acompanhamento e disposição mútua de compartilhamento entre a empresa e seus empregados estão orientados para a construção do perfil do homem social e quais as implicações para a competitividade?

Conclusão

A busca do homem social tem um contraponto importante na visão de Stephen Rhinesmith, na abordagem da competência, busca das organizações do cenário competitivo:

Gestão da competitividade: capacidade de coletar informações em uma base global e utilizá-las;

Gestão da complexidade: trata-se da capacidade de lidar com muitos interesses concorrentes, contradições, conflitos, que outro autor Peter Senge (1989) chamou de pensamento sistêmico;

Gestão da adaptabilidade: relacionada à flexibilidade e à disposição para a mudança;

Gestão de equipes: diz respeito à capacidade para lidar com múltiplas habilidades funcionais, níveis diferenciados de experiências e múltiplas origens culturais;

Gestão da incerteza: refere-se à capacidade de lidar com mudanças contínuas, pelo equilíbrio adequado entre fluxo e controle. Para não desfrutarem da sensação de impotência e frustração, é melhor que os gestores se preparem para a mudança, e não contra a mudança;

Gestão do aprendizado: relaciona-se à capacidade de aprender sobre si mesmo, assim como de facilitar o aprendizado dos outros. (1993, apud Vergara, 1999, p. 37)

Constata-se a existência de um espaço significativo entre a existência de um modelo proposto de comprometimento, onde a obrigação e o engajamento são a finalidade e o objetivo a serem alcançados, e a obediência, onde a realidade da falta de autonomia configura-se como a realidade.

A questão que nos é colocada é, até onde, considerando-se os desafios para uma empresa em país emergente ser bem sucedida no mercado globalizado, e ainda os requisitos apontados pela atual literatura em gestão de pessoas, quanto a engajamento e desempenho por parte dos empregados somados à postura social por parte da empresa, pergunta-se: quais seriam as possibilidades de oportunidade e competitividade das empresas que aproximam seus empregados do perfil de homem social, em contraste com o perfil de homem massa?

 

OBS.: Material retirado do Programa de Educação Permanente – Desenvolvimento de Competências do Executivo/Gestor do Século XXI.

 


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A NEGOCIAÇÃO E O MITO DO GANHA-GANHA

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A NEGOCIAÇÃO E O MITO DO GANHA-GANHA

JOÃO BAPTISTA VILHENA

DIRETOR DO MVC

 

 

Em gestão, muitos mitos vão se criando impune ou - às vezes - inocentemente. Há os que acreditam de verdade que a propaganda é a alma do negócio. Os que chegam a jurar que o cliente tem sempre razão. Além dos que defendem, com unhas e dentes, que é melhor vender alguma coisa que o cliente não quer ou não precisa comprar do que sair da entrevista sem um "pedidinho". E por aí vai.

Em nossos seminários, palestras e treinamentos sempre procuramos discutir os deletérios efeitos que a crença em alguns desses mitos acaba por produzir nas organizações.

Hoje queremos discutir com Você um dos mais freqüentes mitos da negociação: a do método ganha-ganha.

Se formos a qualquer dicionário, verificaremos que a palavra método pode ser traduzida como forma ou processo de se fazer alguma coisa. Inspirados pelo mito, alguns negociadores chegam à conclusão que é possível percorrer cada passo do processo de negociação "ganhando" alguma coisa. Vejamos se essa idéia faz sentido.

Se toda a negociação tem origem numa divergência quanto aos meios e numa convergência quanto aos fins, o único método possível para chegar a um acordo favorável para ambas as partes é o cede-cede.

Tomemos por base uma negociação comercial. O lado (a) quer vender um produto, mas só pode entrega-lo em 90 dias. O lado (b) quer comprar o produto – eis aí a tal convergência quanto aos fins – mas tem que recebê-lo em, no máximo, 45 dias – logo, há aqui uma divergência quanto aos meios. Supondo que os prazos reivindicados pelas partes sejam verdadeiros, a única forma de estabelecer o acordo é obtendo de cada lado uma concessão e, por exemplo, fechando o negócio para entrega daqui a 70 dias (ambos tiveram que ceder, não é verdade?).

Se a situação for de negociação política, podemos imaginar a seguinte situação: o partido (a) quer um salário mínimo de R$ 300,00. O partido (b) propõe R$ 240,00. Após muita discussão chegam a um acordo de R$ 255,00. Novamente ambos foram obrigados a fazer concessões.

 

Nas negociações sindicais o "patrão" oferece um reajuste de 8%. Os empregados reivindicam 20%. Depois de muita discussão, as partes concordam com 10%. Você negaria que ambos abriram mão de um pouco para chegar ao acordo?

Não quero aqui negar que muitas vezes as partes pedem muito mais do que consideram o mínimo aceitável. Aqui a tática é fingir que se está fazendo concessões para obter contrapartidas do outro (em outras palavras: aquilo que dizemos ser o máximo que podemos conceder é apenas o mínimo). Algumas vezes, batemos pé em uma determinada solicitação quando o que verdadeiramente queremos é algo bastante diferente (chamamos isso de agenda oculta). Nesse caso, a estratégia é levar a outra parte a conceder coisas que ela imagina não serem o nosso principal objetivo (um exemplo seria o cliente que insiste em redução de preço quando o que realmente lhe interessa é o prazo de pagamento). Mas isso é praticar o ganha-perde, não é verdade?

Existem inúmeras táticas que, embora levem ao ganha-perde, são amplamente utilizadas visando forçar o outro lado a fazer concessões acima do que seria possível considerar razoável:

  • Cobertor: consiste em revelar tudo aquilo que queremos para depois verificar do que abriremos mão (a analogia é: vamos deixar os pés ou a cabeça descoberta?).

  • Colchete: consiste em isolar aquilo que a outra parte mais deseja visando colocá-la na defensiva.

  • Surpresa: consiste na súbita mudança do objeto da negociação, deixando a outra parte desconcertada e despreparada para negociar.

  • Intimidação: consiste em ameaçar a outra parte – sugerindo encerrar a negociação imediatamente, por exemplo.

  • Silêncio: consiste em não emitir qualquer opinião ou crítica quanto ao que está sendo proposto, visando desorientar a outra parte

  • Drible: consiste em insistir que queremos uma determinada coisa quando o que nos interessa é outra

  • Autoridade limitada: consiste em criar uma instância superior que precisa ser consultada antes de darmos uma resposta final sobre uma proposta

  • Mocinho/bandido: negociadores que trabalham em dupla. Um faz o papel do bonzinho e o outro é o mau.

Poderíamos aqui mencionar uma lista muito mais ampla, que envolveria truques, artimanhas e falcatruas. Ao conversarmos sobre isso com os participantes dos nossos eventos, um número muito grande afirma utilizar-se desses recursos para obter o acordo. Na sua opinião estão agindo da forma que propõem os livros e manuais (infelizmente muitos deles realmente propõem isso) e, conseqüentemente, não se percebem infringindo qualquer limite ético ou moral.

Aqui no MVC pensamos diferente. Desde quando o Luiz Augusto Costacurta Junqueira ainda trabalhava ativamente em seminários como instrutor, nossa empresa sempre procurou mostrar que "é melhor perder um negócio do que fazer um mau negócio".

Defendemos – muito antes de Daniel Goleman escrever o seu Inteligência Emocional – que o principal elemento da negociação é o comportamental. Desde sempre incentivamos as pessoas a se debruçar sobre o processo para identificar pontos fortes da sua oferta e pontos fortes da oferta da outra parte, para que as obrigatórias concessões que farão possam ser recompensadas com vantagens – financeiras, emocionais, estratégicas – oferecidas pelo outro lado. Estimulamos a empatia como uma das melhores estratégias para conseguir "pensar como o outro pensa".

Nossa crença é que o ganha-ganha existe sim, mas não no processo. Ele é atingido quando ao final da negociação cada parte avalia as concessões que fez e as compara com os resultados que obteve e chega a conclusão que, realmente, valeu a pena.

 

OBS.: Material retirado do Programa Avançado de Negociação.



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TESTE: HABILIDADES PARA COACHING

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HABILIDADES PARA COACHING 

SÉRGIO HILLESHEIM

DIRETOR DO MVC

 

AUTO-AVALIAÇÃO

 

Instruções: Faça um quadrado ao redor do número que indica o grau de importância que você atribui àquela habilidade para fazer coaching com seus subordinados.

Faça um círculo ao redor do número que indica, em sua opinião, o seu nível atual daquela habilidade para fazer coaching.

Sugestão: Peça a seus subordinados ou pares de equipe que preencham a folha de avaliação que lhes corresponde. Compare a percepção deles sobre você com a sua própria.

Escala: Alto/Excelente 5 4 3 2 1 Baixo/Ruim

 

Habilidades

Importância

  Seu nível
  5 4 3 2 1   5 4 3 2 1

Usar linguagem apropriada ao nível da habilidade e ao nível do empregado sendo treinado

5 4 3 2 1   5 4 3 2 1
Dar instruções claras 5 4 3 2 1   5 4 3 2 1
Ter paciência 5 4 3 2 1   5 4 3 2 1
Dar o exemplo nas habilidades a serem desenvolvidas 5 4 3 2 1   5 4 3 2 1
Fazer acompanhamento do coaching 5 4 3 2 1   5 4 3 2 1
Dar exemplos pertinentes ou fazer analogias 5 4 3 2 1   5 4 3 2 1
Providenciar recursos, materiais ou equipamentos 5 4 3 2 1   5 4 3 2 1
Utilizar com eficiência o tempo do coaching 5 4 3 2 1   5 4 3 2 1
Estar sempre disposto a responder perguntas 5 4 3 2 1   5 4 3 2 1
Explicar por que e como 5 4 3 2 1   5 4 3 2 1
Estar disponível quando surgirem problemas 5 4 3 2 1   5 4 3 2 1
Conhecer profundamente o assunto a ser transmitido 5 4 3 2 1   5 4 3 2 1
 

Que nota você daria a você mesmo para a qualidade de suas habilidades para coaching? (marque um número abaixo)

Muito alto - 10 9 8 7 6 5 4 3 2 1 - Muito baixo

A nota que seus subordinados ou pares de equipe lhe 

deram é: __________

Nota: Habilidades marcadas com círculo nos níveis 1 ou 2 devem merecer atenção imediata de sua parte, pois precisam ser melhoradas. Da mesma forma, dê especial atenção às habilidades que tenham mais de dois níveis de diferença para Baixo/Ruim relativamente à importância, pois esta comparação indica o gap que existe entre o grau de importância que você atribui àquela habilidade e seu nível pessoal respectivo.

 

OBS. Material retirado dos programas de Coaching

 

HABILIDADES PARA COACHING - AVALIAÇÃO DE SEU SUPERIOR IMEDIATO OU DE SEUS PARES DE EQUIPE

Avaliação de:____________________________________

(nome de seu superior imediato ou par de equipe)

 

Instruções: Faça um quadrado ao redor do número que indica o grau de importância que você atribui àquela habilidade para se fazer coaching.

Faça um círculo ao redor do número que indica, em sua opinião, o nível atual em que se encontra seu superior imediato/par de equipe, naquela habilidade, para fazer coaching com seus subordinados ou pares de equipe.

Escala: Alto/Excelente 5 4 3 2 1 Baixo/Ruim

 

Habilidades

Importância

  Seu nível
  5 4 3 2 1   5 4 3 2 1

Usar linguagem apropriada ao nível da habilidade e ao nível do empregado sendo treinado

5 4 3 2 1   5 4 3 2 1
Dar instruções claras 5 4 3 2 1   5 4 3 2 1
Ter paciência 5 4 3 2 1   5 4 3 2 1
Dar o exemplo nas habilidades a serem desenvolvidas 5 4 3 2 1   5 4 3 2 1
Fazer acompanhamento do coaching 5 4 3 2 1   5 4 3 2 1
Dar exemplos pertinentes ou fazer analogias 5 4 3 2 1   5 4 3 2 1
Providenciar recursos, materiais ou equipamentos 5 4 3 2 1   5 4 3 2 1
Utilizar com eficiência o tempo do coaching 5 4 3 2 1   5 4 3 2 1
Estar sempre disposto a responder perguntas 5 4 3 2 1   5 4 3 2 1
Explicar por que e como 5 4 3 2 1   5 4 3 2 1
Estar disponível quando surgirem problemas 5 4 3 2 1   5 4 3 2 1
Conhecer profundamente o assunto a ser transmitido 5 4 3 2 1   5 4 3 2 1
 

 

Que nota você daria a seu superior imediato ou par de equipe para a qualidade do de suas habilidades para fazer coaching? (marque um número abaixo)

 

Muito alto - 10 9 8 7 6 5 4 3 2 1 - Muito baixo

 

OBS. Material retirado dos programas de Coaching



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