Número 62  - Junho de 2003

       
   
Destaque Reflexão
   
  A mágica está no mix!   A síndrome do desuso
  A combinação de várias técnicas torna a aprendizagem mais eficiente e eficaz.
Marcelo Fernandes
Veja Mais
  Os processos de treinamento da sua empresa levam em conta se as pessoas usam ou não o conhecimento adquirido?
João Alfredo Biscaia
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Editorial Teste
   
O futuro do E-learning   Comunicações Vendedoras
O brasileiro gosta de estudar em grupo. Por isso, o e-learning tem tudo para crescer.
M. A. Ferreira Vianna  
Veja Mais
  Avalie sua capacidade de comunicação.
Denize Dutra
Veja Mais 
     
   
Dicas Comentário
   
In the mood...for speaking!   Marketing e Cristóvão Colombo

Como transformar sua apresentação, aula ou palestra num sucesso!
Eunice Mendes
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  Sabemos para onde vão nossas empresas, o que devemos fazer?
J.B.Vilhena
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  Expediente
 
  Publisher: Costacurta Junqueira Jornalista Responsável: Cristina Spera
  Equipe Insight: Maria Teresa; Flávia Kahale; Leandro Santana
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EDITORIAL  

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O FUTURO DO E–LEARNING

 

MARCO AURÉLIO FERREIRA VIANNA

Presidente do MVC

 

A posição de vanguarda do MVC ( e da Mentor nossa parceira ) no campo do e-learning nos faz ter uma atenção muito especial sobre este novo instrumental. Temos sido compensados de forma mais que satisfatória. A tal ponto que, agora, em final de maio, Denize Dutra e eu fomos conferencistas em um painel sobre a matéria no 32º Congresso Mundial de Recursos Humanos, realizado em Lisboa e patrocinado pelo IFTDO (International Federation of Training & Development Organization).

No momento dos debates, a questão que mais emergia era, sem dúvida, o tradicional: "como funciona?".

Em minha opinião, o futuro da Educação Corporativa passará necessariamente pela "aprendizagem mediada pela tecnologia" (Não perca excelente artigo de Marcelo Fernandes sobre a matéria neste Insight). De um intenso uso no que tenho chamado de treinamento e-injob até um consistente apoio no campo do comportamento, o e-learning é ferramenta indispensável no composto do sistema de educação de uma empresa. Suas características de uniformidade, garantia de qualidade, portabilidade, acessibilidade, multimidiabilidade, interconectividade, velocidade e o sincronismo são literalmente imperdíveis neste processo.

Para funcionar bem – e aí chegamos ao como – entretanto, é necessário que se leve em consideração, de forma séria e profunda "o ser humano que está por trás (ou seria dentro?) do aluno".

O brasileiro, especificamente, tem uma característica antropológica e comportamental interessante: ele não só não consegue se concentrar adequadamente estudando sozinho como se sente mais confortável (e produtivo) aprendendo em grupo. Por isto o e-learning deve ser usado pelos programas de treinamento como um algo mais, facilitador, organizador e principalmente incrementador da efetividade.

Algumas medidas práticas podem até ser indicadas: estruturar o estudo em rede (criando o ambiente de aprendizagem), complementar com atividades presenciais, motivar o trabalho em grupo, determinar projetos como produto final. Enfim, como coloca Marcelo ao final de seu artigo, não deixar que a experiência seja passiva e, no meu ponto de vista, solitária. Em resumo, se usado adequadamente é uma pedra preciosa que, se devidamente lapidada, será um verdadeiro divisor de águas na história da educação corporativa.

Alem do já mencionado texto de Marcelo Fernandes sobre blended e-learning, João Alfredo Biscaia nos fala da Síndrome do Desuso, isto é, das coisas boas que deixamos de fazer e que, por isso, correm o risco de se atrofiarem.

Marketing e Cristóvão Colombo, de João Baptista Vilhena, analisa o uso do feeling / intuição / do jeitinho no processo decisório do marketing. Vale a pena ver o resultado.

Todos devem se lembrar do trecho da música "In The Mood for Love"; mas que tal agora, "In the Mood for Speaking?". Eunice Mendes nos mostra como colocar a platéia pronta para nos ouvir.

No teste do mês, Denize Dutra ajuda o leitor a analisar o caráter vendedor de suas comunicações. O leitor pode fazer o teste e comparar seu resultado com o dos demais participantes do workshop COMUNICAÇÕES VENDEDORAS (ver todo o material no site www.institutomvc.com.br)

 

Boa leitura

MARCO AURÉLIO FERREIRA VIANNA

Presidente do MVC


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 APRENDIZADO COMBINADO (BLENDED E-LEARNING): PORQUE A MÁGICA ESTÁ NO MIX!!!

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APRENDIZADO COMBINADO (BLENDED E-LEARNING):
PORQUE A MÁGICA ESTÁ NO MIX!!!

MARCELO FERNANDES

SÓCIO DIRETOR DA MENTOR TECNOLOGIA

 

Recentes pesquisas sobre a utilização da aprendizagem mediada por tecnologia (e-learning) vêm demonstrando que a utilização combinada das várias técnicas instrucionais disponíveis é o caminho para uma maior eficiência e eficácia da aprendizagem corporativa.

Podemos citar um recente estudo da Amy Finn, publicada no "Learning Circuits" da ASTD – American Society for Training and Development (http://www.learningcircuits.org/2002/nov2002/finn.htm) sobre as tendências para o e-Learning. Entre outras coisas ela menciona:

"...Um método único de entrega não é mais suficiente para lidar com treinamentos oferecidos em escala organizacional.

A construção de verdadeiros programas de aprendizado combinado move o ensino para uma nova era. O aprendizado combinado preserva as considerações necessárias de como as pessoas aprendem e oferece opções para o aprendizado e ainda pode produzir economias mensuráveis prometidas pelo e-Learning...."

A experiência da parceria MENTOR - MVC

Os programas de Competências Gerenciais desenvolvidos pelo MVC e pela MENTOR Tecnologia fazem uso extensivo desta "aprendizagem combinada".

 

 

A etapa da Abertura Presencial tem como objetivos:

  • Analisar alternativas para superação de barreiras, de natureza comportamental, que possam dificultar a aprendizagem mediada por tecnologia;

  • Fomentar um ambiente propício à utilização da Aprendizagem Mediada por Tecnologia, sensibilizando os treinandos sobre os benefícios e alertando para algumas posturas necessárias ao atingimento de resultados;

  • Formar as equipes de trabalho que interagirão ao longo do curso de forma não presencial, utilizando os recursos de comunicação e colaboração da Intranet ou Internet;

  • Realizar a Introdução inicial do curso com orientações gerais, quebra-gelo e exercícios de dinâmica de grupo para estimular a motivação e estabelecer um espírito de colaboração no grupo.

A parte Auto-conduzida (self-learning) explora os conceitos cognitivos gerais dos cursos. Está estruturada da seguinte forma:

  • Avaliação Preliminar: identifica o nível de proficiência do treinando no assunto visando auxiliá-lo no direcionamento de seu auto-aprendizado;

  • Design Instrucional com temas e estratégias motivantes;

  • Desafios Investigativos contextualizando o curso à realidade dos treinandos;

  • Consolidação através de Plano de Ação individual;

  • Resumo para impressão e leitura "off-line";

  • Acesso a um Centro de Recursos com artigos, links, livros, etc.

A Tutoria Remota acontece junto com a parte auto-instrutiva do curso, disponibilizando um espaço para esclarecimento de dúvidas em relação ao conteúdo, as questões administrativas e tecnológicas, bem como para estímulo permanente à continuidade do programa.

Acreditamos que o trabalho dos tutores pode se constituir no grande diferencial dos cursos mediados por tecnologia. O sistema de tutoria através da Web propicia apoio personalizado, adequando-o às necessidades do aluno. Nesse processo, a comunicação procura estabelecer a imagem de segurança e empatia, pois o aluno deve sentir que a distância não é pessoal e sim apenas física.

A etapa de Fechamento ocorre no formato presencial e tem por objetivo fazer a consolidação do curso, trabalhando dinâmicas e estratégias de caráter mais comportamental estabelecendo um comprometimento de cada um com a aplicação dos conhecimentos adquiridos.

Conclusão

Vivemos tempos de grandes mudanças e isto traz, inevitavelmente, vários caminhos e alternativas para implementação do treinamento na era digital. É encorajador perceber que estes caminhos freqüentemente convergem e se apóiam mutuamente. Por isso, os profissionais de ET&D (Educação Treinamento e Desenvolvimento) nunca tiveram um leque de alternativas tão grande para disseminar conhecimento rapidamente e com qualidade.

É essencial, no entanto, que se coloque os objetivos do desenvolvimento/capacitação acima da tecnologia e apliquemos a tecnologia para atingir nossas metas. A ênfase no uso da tecnologia deve fundamentar-se na compreensão das necessidades e competências a serem desenvolvidas, conscientização dos métodos para desenvolver e manter nos treinandos um interesse pelo aprendizado. Os "instrumentos" tecnológicos podem e devem ser utilizados como facilitadores e agilizadores neste processo de disseminação do conhecimento.

Enfim

"A aprendizagem deve ser uma exploração pessoal e social!
Não deve ser uma experiência passiva".

Conheça nossos cursos, visite www.institutomvc.com.br ou www.mentortec.com.br

 

 

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A SÍNDROME DO DESUSO: SUAS IMPLICAÇÕES NOS PROCESSOS DE DESENVOLVIMENTO DE RECURSOS HUMANOS

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A SÍNDROME DO DESUSO: SUAS IMPLICAÇÕES NOS PROCESSOS DE DESENVOLVIMENTO DE RECURSOS HUMANOS

JOÃO ALFREDO BISCAIA

CONSULTOR DO MVC

 

O CONCEITO

Quando deixamos de praticar, exercitar ou utilizar os vários recursos de que dispomos – na dimensão física, intelectual e afetivo/emocional – começam a surgir um conjunto de sinais ou características associados ao seu não uso.

Com o decorrer do tempo os recursos disponíveis sofrem um processo de atrofiamento, definhamento, enfraquecimento, degeneração, tornando-se praticamente inoperantes, por não serem usados.

O DESUSO FÍSICO

A não prática regular de exercícios físicos, faz com que o nosso corpo comece a ficar flácido e com menos energia e agilidade. Ao iniciarmos, ou reiniciarmos essa prática, após um período de abstinência, os nossos músculos ficam doloridos durante algum período, até se "acostumarem" a essa nova situação de serem constantemente ativados.

Os médicos aconselham que, no início, as atividades físicas devam ser moderadas, acelerando o ritmo à medida que a pessoa vá adquirindo melhor condicionamento.

Iniciar atividades físicas num ritmo excessivo pode causar sérios problemas à saúde, por que o corpo não está habituado ao esforço. Somente a seqüência regular de atividades é que irá assegurar um condicionamento físico adequado, seguro e sem traumas.

Segundo informação de um profissional de Área de Educação Física, a vontade e o prazer em fazer exercícios físicos são naturalmente adquiridos após um período constante de atividades, que varia de 6 a 12 meses. Este é o prazo médio mínimo necessário para que o nosso corpo comece a sentir os efeitos positivos e prazerosos da endorfina.

Somente depois deste prazo é que temos chances de incorporamos realmente o saudável hábito de praticar atividades físicas. Antes dos 6 meses de atividade física, corremos o risco de retornar ao comportamento antes praticado.

Portanto, para que possamos manter nosso estado físico em forma, precisamos constantemente colocar o nosso esqueleto em ação/movimento, com atividades freqüentes que evitem o estado de inércia.

Pergunta: Será que os processos de treinamento na sua empresa levam cm consideração alguns desses princípios?

O DESUSO INTELECTUAL

Por analogia, se não utilizarmos os recursos disponíveis no nosso campo intelectual estaremos vulneráveis a sofrer da síndrome do desuso intelectual.

O exercício permanente da reflexão e do pensar, o hábito do estudo e da leitura, do questionamento, da dúvida, da busca constante de alternativas criativas para situações diferentes, da importância em se fazer conexões entre as inúmeras áreas do conhecimento humano, são ações que ativam a nossa dimensão intelectual.

Se não incorporarmos esses hábitos muito provavelmente nossa capacidade intelectual também sofrerá, no decorrer do tempo, um processo de atrofiamento e definhamento.

Por exemplo, se não nos dedicarmos ao exercício diário da leitura – no mínimo uns 30 minutos – certamente estaremos deixando de ativar a nossa dimensão intelectual, da mesma forma que acontece com nosso condicionamento físico. No início, também pode ser difícil, mas com o tempo será extremamente compensador.

A desenvoltura em escrever também obedece ao mesmo princípio: quanto mais escrevermos, mais estimularemos os nossos recursos até então adormecidos.

Os sinais da síndrome do desuso no campo intelectual aparecem na falta da capacidade de concentração, na ausência de interesse pelo novo, na dificuldade em pensar diferente, na resistência à mudança, no raciocínio binário, maniqueísta, linear, lento, além na brutal dificuldade em adotar comportamentos produtivos, ao invés de repetitivos.

Tendo como referência algumas leituras sobre a mente humana, e nas conversas que tenho mantido com meu filho Pedro (cursando o 4º ano de Psicologia da Universidade Federal do Paraná), arrisco afirmar que nossos neurônios podem também sofrem a síndrome do desuso.

Quando não os utilizamos na intensidade e freqüência apropriadas, acredito que deva haver uma menor desenvoltura para adquirir novos conhecimentos e de ampliar o nosso repertório de comportamentos e atitudes.

O fenômeno da sinapse, que representa o processo de comunicação entre dois neurônios, é formado e estimulado à medida que buscamos aprender coisas diferentes e praticar novos comportamentos.

Quanto mais estivermos abertos e dispostos a assimilar novos conhecimentos e comportamentos, maiores as chances de as conexões existentes entre os nossos bilhões de neurônios tornarem-se maiores, mais ágeis, complexas e férteis.

Isso nos credencia a agir com um conjunto de comportamentos muito mais adaptativo às dificuldades que surgem no ambiente onde vivemos.

O fato é que o nosso cérebro só consegue ver aquilo que está preparado para ver. E, para ampliar a nossa visão, dependemos da qualidade e quantidade de alternativas que criamos e colocamos à nossa disposição.

Da mesma forma, quando esta sinapse não é continuamente usada e alimentada com novas informações e indagações, a tendência é que as ligações entre os neurônios se tornem cada vez mais frágeis, tênues, até a sua eventual inoperância. Como decorrência, o elenco de respostas fica muito lento, restrito e pouco fértil em relação às exigências da vida pessoal e profissional.

Pergunta: Será que as lideranças de sua empresa estão dedicando tempo e atenção ao desenvolvimento permanente de atividades que favoreçam a ampliação de competências intelectuais?

O DESUSO AFETIVO/EMOCIONAL.

Até hoje são freqüentes as pessoas mencionarem o ensinamento de Descartes do século XVII (1630) de que "o ser humano é racional".

Milton de Oliveira, profissional da mais alta competência e reconhecimento na área comportamental, completa de maneira muito oportuna:

"O ser humano também é racional".

São as nossas relações de natureza afetivo e emocional que nos impulsionam para o crescimento como indivíduo e profissional. As grandes marcas em nossas vidas são de cunho eminentemente afetivo-emocional.

A realidade da minha vida tem me comprovado que tudo que foi emoção um dia sempre voltou para me visitar.

Infelizmente, constato que, no mundo empresarial, a síndrome do desuso no campo das relações afetivo/emocional é marcante. Percebo as enormes dificuldades que existem na expressão das emoções e sentimentos, sejam elas consideradas favoráveis ou desfavoráveis. Chego a pensar que muitas pessoas acreditam que manifestar emoções e sentimentos é sinal de fraqueza, ou algo absolutamente inconciliável com a vida nas organizações.

Quando o "sentir" fica sufocado, surgem conseqüências negativas para o pensar (intelectual) e para o agir (físico). A somatização do "não se permitir sentir", pode trazer sérios problemas à saúde.

Igualmente às duas dimensões anteriores, a física e a intelectual, tenho convicção de que precisamos aprender a usar produtivamente nossa afetividade e emoções. Para que isso aconteça, são necessários reforços periódicos.

Pergunta: Como se encontra o nível de emoção e afetividade nas relações entre as pessoas de sua organização?

A SÍNDROME DO DESUSO NOS PROCESSOS DE DESENVOLVIMENTO DE RECURSOS HUMANOS

Se pertinente e válida as premissas mencionadas, posso estar seguro em afirmar o seguinte: para que um novo conhecimento seja fixado e um novo comportamento incorporado ao nosso repertório, é imprescindível haver um contínuo e permanente reforço.

Treinamentos esporádicos, não sistemáticos, que simplesmente "acontecem" sem uma seqüência planejada têm se comprovado de resultados bastante duvidosos nos médios e longos prazos, principalmente em decorrência da síndrome do desuso.

Infelizmente, muitas organizações só se valem das avaliações de reação, feitas logo após os eventos, para a validação dos investimentos feitos.

A efetividade dos processos de treinamentos não pode se valer apenas das avaliações de reação já que na maioria das vezes são altamente positivas, pois as pessoas, ao responderem, estão envolvidas emocionalmente com as novidades recebidas, na ingênua crença que as daqui pra frente às coisas vão ser diferentes pelo toque mágico do treinamento realizado.

Tenho visto muitas empresas ficarem profundamente decepcionadas um mês após os eventos. Constatam que tudo voltou a ser exatamente como antes do treinamento, ou até pior, pois foram levantadas expectativas de mudanças, que deixaram de acontecer.

Os profissionais da área de educação, provavelmente devem conhecer resultados de pesquisas que avaliam o percentual de retenção dos ensinamentos transmitidos durante eventos de 2 a 4 dias.

Os dados são os seguintes: aproximadamente 80% das pessoas que participaram de treinamento esquecem, dentro de 4 horas, 70% do que foi dito; elas esquecem outros 10% no decorrer das próximas 6 horas. Após três semanas, a retenção do que foi examinado cai para 5%. Positivamente não são números favoráveis para aqueles que investem apenas em um programa de desenvolvimento e não em um processo educacional de longo prazo, planejado, intencional, e, principalmente, com reforços periódicos.

Não havendo uma continuidade, em reforço, uma atenção concentrada em abandonar as velhas práticas, o retorno à situação anterior ao treinamento é fatal, inevitável.

A SÍNDROME DO DESENVOLVIMENTO DE LIDERANÇAS

Os processos destinados ao desenvolvimento de lideranças são aceitos e reconhecidos pelos estudiosos do assunto como sendo uma atividade que mobiliza as nossas dimensões físicas, intelectual e afetivo/emocional.

Os treinamentos realizados pela sua empresa contemplam essas dimensões?

Quanto à parte física, não restam dúvidas de que precisamos ter um corpo que responda às exigências tumultuadas do nosso dia-a-dia. A disposição e o bem-estar físico são condições requeridas para termos agilidade mental. A atenção que as empresas estão dando às condições físicas de seus principais profissionais é um sinal da necessidade em dar ênfase a esse aspecto.

A prática da liderança requer a utilização contínua da reflexão, da capacidade de pensar, da sensibilidade e notadamente na competência de se relacionar eficazmente com as pessoas que lidera. A competência em assegurar relacionamentos produtivos não é apenas uma questão de habilidade cognitiva, mas sim afetiva/emocional.

Todas esses assuntos requerem necessariamente ações reflexivas, muitas vezes de longo tempo de maturação. As decisões gerenciais exigem o "pensar, antes do agir", que nada mais é do que a competência diagnóstica, qualidade imprescindível e essencial para o processo de tomada de decisão, fator crítico para o sucesso profissional de pessoas que exerçam a liderança.

FINALIZANDO:

Quando os dirigentes das empresas decidem realizar programas de treinamento, não podem acreditar que, de uma hora para a outra, seus profissionais irão adotar novos comportamentos diferentes daqueles que sempre usaram, de uma forma nem sempre eficaz. Se assim for feito, restará a decepção, e a sensação de que não valeu a pena, em curtíssimo espaço de tempo.

É recomendável que haja uma noção de processo de desenvolvimento e não apenas programa ou atividades.

Desenvolvimento de Recursos Humanos, como processo, ocorre no tempo, em relação ao qual temos que considerar as suas três dimensões: futuro, presente e passado, correspondendo a três momentos: planejamento, execução e avaliação.

E, se os conhecimentos não se transformarem em prática, constituindo a unidade teórica-prática, eles de nada servirão, criando a ilusão do falso conhecimento. É a síndrome do desuso.

P.S: Um dos bordões que utilizo nos eventos realizados para o Desenvolvimento de Lideranças, para descontrair o ambiente, é o seguinte:

Lembre: Tudo aquilo que não utilizamos atrofia.

Será que você tem usado todos os seus recursos existentes na intensidade e freqüência necessários ao seu desenvolvimento, inclusive "aquilo que você está pensando"?

 

Obs.: Material retirado do PROGRAMA DESENVOLVIMENTO DAS COMPETÊNCIAS DO EXECUTIVO/GESTOR DO SÉCULO XXI.



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MARKETING E CRISTÓVÃO COLOMBO

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MARKETING E CRISTÓVÃO COLOMBO

JOÃO BAPTISTA VILHENA

DIRETOR DO MVC

 

"Marketing é muito afetado pela síndrome de Cristóvão Colombo. Colombo saiu da Europa sem saber para onde ia e voltou sem saber onde esteve. Exatamente como as empresas, que acertam ou erram sem saber porquê".

Alberto Cerqueira, presidente da Copernicus no Brasil

 

Recentemente a revista Exame publicou uma interessante reportagem sobre pesquisa feita pela Copernicus, uma consultoria americana de marketing. Neste trabalho os pesquisadores procuravam medir o ’efeito testosterona’ nas decisões corporativas. "O termo, criado pelos consultores Kevin Clancy e Peter Krieg, fundadores da Copernicus, refere-se a atitudes voluntariosas, decididas, corajosas – e geralmente erradas".

Afora a tentação maniqueísta (e machista) de comparar como os homens e as mulheres decidem – o que faz com que, naturalmente, os estereótipos masculinos e femininos se reproduzam – uma questão se destaca durante a pesquisa: a tendência que tanto homens quanto mulheres têm de tomar decisões "por sentimento", sem a devida avaliação analítica.

Em outros artigos já tivemos a oportunidade de defender duas premissas que nos parecem básicas para entender o processo de marketing:

1a) toda a decisão de marketing é, ao fim e ao cabo, uma decisão de natureza financeira;

2a) marketing é um processo eminentemente analítico e não intuitivo, como muitos querem fazer crer.

A pesquisa da Copernicus indica que as confusões sobre como o marketing funciona não são privilégios de um país específico. Foram consultados executivos de diversas nacionalidades e a conclusão apontada é que a maioria acha que decidindo na base do "feeling" conseguirão um número maior de acertos do que se investirem (em suas mentes, provavelmente, palavra exata é "gastarem") tempo tentando analisar tendências e oportunidades de mercado.

Inspirado pela pesquisa, resolvi conversar com alguns colegas professores sobre o assunto. Ao levantar o tema com o prof. Arão Sapiro e a profa. Darci Basta, pude verificar que temos, os três, a mesma opinião. Infelizmente os alunos de marketing parecem esperar que o tal "jeitinho brasileiro" funcione como um antídoto contra a falta de formação e informação. Nas diversas turmas para as quais lecionam, Darci e Arão percebem que muitas vezes os alunos estão à procura de uma espécie de "receita de bolo" ou pó de pirlimpimpim (para o lobatianos mais antigos) que lhes permita, repetindo sempre a mesma estratégia, garantir resultados positivos em suas ações mercadológicas. Acreditam esses alunos – que logo em seguida estarão sentados em importantes cadeiras tomando decisões nas suas empresas – que se descobrirem o "caminho das pedras" o restante pode ser resolvido com um pouco de ousadia e alguma sorte.

O mais assustador – complementam meus dois companheiros – é que o mesmo comportamento é expresso pelos seus clientes durante os trabalhos de consultoria que ambos realizam. Como numa espécie de espiral perversa, muitos executivos terminam seus cursos de graduação, pós-graduação e especialização, convictos que, se forem criativos e ousados, o sucesso pessoal e de suas organizações estará assegurado.

Pude também conversar com os professores Roberto Madruga e Alexandre Varanda. Madruga – que é hoje um dos mais respeitados profissionais brasileiros na área de Marketing Direto – me disse que investe um tempo significativo de suas aulas na tentativa de provar que, em marketing, tudo pode ser quantificado. Conversamos, e muito, sobre a dificuldade que os alunos e profissionais têm de entender que se não for possível medir, não vale a pena fazer. Varanda é da opinião que, desde a introdução dos programas de qualidade no Brasil, vai se criando uma maior sensibilidade quanto aos aspectos quantitativos das decisões. Acabamos por concordar que isso é uma verdade apenas em parte, uma vez que setores como, por exemplo, o de comunicação continuam falando – e defendendo – os aspectos intangíveis e imensuráveis de suas decisões (essa é uma confusão muito comum: o fato de ser intangível não significa que não se possa medir).

Nessas duas conversas, uma constatação foi lugar comum: não faltam técnicas e modelos. A verdadeira carência do mercado está na pequena quantidade de profissionais que demonstrem efetiva competência para operacionalizá-los. Todos nós, enquanto consultores, havíamos recentemente participado de alguma reunião com clientes na qual foi apresentada uma idéia "infalível" para convencer o consumidor a comprar alguma coisa. O que esses "gênios" não pareciam levar em conta é que o consumidor está cada vez mais consciente de sua importância para a sobrevivência das empresas. Por isso vem apresentando um comportamento cada vez mais exigente e crítico, precisando ser estudado em profundidade para ser compreendido e correspondido.

Terminei minha breve incursão como pesquisador lembrando de uma afirmação do rabino Nilton Bonder: "o oposto de prazer não é a dor, mas conforto".

Embora não se possa afirmar que a resposta para a dificuldade em lidar com questões exatas e não ficar dependente da "sorte" ou capacidade de improvisação seja simples, minha conclusão é que as pessoas preferem abrir mão de investigar, analisar e questionar não porque não sabem ou não dominam os modelos necessários (afinal sempre é possível aprender ou contratar um consultor para ajudar), mas sim porque é mais fácil fazer e, se der errado, colocar a culpa no destino ou no descontrole do governo.

O que você acha?

 

Obs.: Material retirado do PROGRAMA DESENVOLVIMENTO DE GESTORES E PROFISSIONAIS DE VENDAS.

 


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IN THE MOOD FOR... SPEAKING

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IN THE MOOD FOR... SPEAKING

EUNICE MENDES

CONSULTORA DO MVC

 

Dar aulas pode parecer um exercício fácil. Alguns até executam essa tarefa de maneira intuitiva. Mas, para a maioria das pessoas, a apresentação de qualquer idéia em público, gera desgaste e ansiedade. Até mesmo para consultores. Além disso, todos sabem que o domínio de conhecimento sobre um assunto não é garantia de uma boa apresentação.

O sucesso de uma atividade que envolva aprendizagem, ou seja, que implique em uma integração entre quem emite e quem recebe as informações, depende da construção de um ambiente propício, o mais livre possível de ruídos que dificultem a interação entre os atores da cena pedagógica.

Um conhecimento mal transmitido não cumpre sua função. Apenas aborrece quem está do outro lado da linha. Para melhorar a abordagem, criando um movimento harmonioso durante uma apresentação, as dicas abaixo podem ser úteis.

  • Crie um clima de confiança e amizade. As teorias modernas de aprendizagem destacam a importância que os participantes têm no processo pedagógico. Transmita a idéia de que vocês irão construir em conjunto o trabalho proposto.

  • Seja flexível. Isto não significa abandonar idéias próprias, mas aceitar que existam pontos de vista diferentes para a mesma questão. Apresente idéias como possibilidades que podem ser aprimoradas.

  • Demonstre que ensinar é uma missão prazerosa. Quando os participantes percebem essa relação, o interesse aumenta e as pessoas se sentem à vontade para participar, pois sabem que serão correspondidas.

  • Pare a explanação ao perceber dúvidas sobre algum ponto apresentado. Isso pode comprometer a seqüência de raciocínios e atrapalhar o andamento das atividades, porque alguém pode pedir explicações sobre tópicos já discutidos.

  • Não seja apenas simpático com os participantes. Crie um clima que promova a integração, valorizando a participação.

  • Tenha paciência. Cada participante tem um ritmo diferente para absorver novas idéias e conceitos.

  • Faça intervalos, sempre que possível. Muitos participantes afirmam que é neles que ocorre o maior aprendizado, pois há um contato mais aberto e informal com o palestrante.

  • Defina como o trabalho será desenvolvido. Entrar em um ambiente sem saber o que acontecerá gera incerteza nas pessoas. No caso de atividades mais longas (cursos e treinamentos), detalhe quais serão os procedimentos. Tudo isso em um tempo máximo de 10 minutos.

  • Administre a ansiedade. Não deixe que os participantes percebam o que você possa estar sentindo. O público quer você autoconfiante.

  • Elimine os preconceitos. Eles não cabem em salas de aula e podem provocar inibição nos participantes. Além disso, prejudicam a imagem do comunicador.

  • Seja criterioso ao analisar comentários. Filtre os dados e não valorize pontos que são secundários. É comum que os participantes apresentem opiniões de maneira prolixa. Aproveite o que lhe parecer mais relevante.

  • Demonstre atenção e carinho. Esse é um procedimento fundamental em atividades cuja proposta seja a transmissão de conhecimento. A sensação de frieza nos contatos gera distanciamento.

  • Fique atento à comunicação oral. A voz contribui para modificar o ambiente de aprendizagem. As pessoas que falam muito rápido ou muito alto podem causar ansiedade. Os que se expressam lentamente ou em tons muito baixos geram uma sensação de morosidade, que também prejudica a interação.

  • Tenha cuidado com a linguagem do corpo. Busque coerência entre o que você pensa, sente e transmite.

  • Reorganize a apresentação quando perceber que falhou. Se for necessário assuma a responsabilidade pelo erro.

  • Amplie os conhecimentos dos participantes. Nada mais saudável do que abrir janelas e contribuir para que as pessoas vejam o horizonte por ângulos diferentes. Quando isso acontece, as chances de sucesso de uma apresentação aumentam.

  • Use os recursos visuais. Eles ajudam a despertar os cinco sentidos, facilitar a compreensão de um assunto árido e complementam informações.

  • Preste atenção ao feedback do público. Qualquer fala, reação ou movimento do comunicador gera algum tipo de interpretação nos participantes. Durante a apresentação vá, gradualmente, construindo um mapa do seu território de atuação. Só assim é possível determinar o grau de receptividade que você conseguiu gerar.

  • Procure dar um significado amplo ao conjunto de informações que você transmitirá. Deixe as pessoas perceberem que todos os itens envolvidos fazem parte de um contexto interligado.

  • Evite apresentações demasiadamente técnicas. Muitas vezes os participantes não possuem conhecimentos básicos sobre o assunto a ser discutido.

  • Varie o ritmo de sua apresentação. Não deixe as pessoas perceberem que o compasso é sempre o mesmo, pois elas podem deixar de reagir ao que está sendo dito. Adote pelo menos três ritmos diferentes para suas comunicações orais.

  • Movimente-se durante a apresentação. É a forma mais básica de manter os ouvintes interessados. Andar ao redor do local, enquanto se fala transmite segurança. Quando houver possibilidade, mude o arranjo das cadeiras, permitindo acesso aos diversos pontos da sala.

  • Distribua materiais de apoio aos participantes. Folhetos, fotos e textos são bem-vindos em salas de aula. Faça a distribuição pessoalmente e aproveite o momento para instigá-los à discussão. Comente o que está contido no que foi entregue.

  • Provoque reflexões. Sempre que possível peça aos participantes que exponham seus pontos de vista. Aproveite a oportunidade para comparar opiniões e identificar falhas de raciocínio.



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TESTE: COMUNICAÇÕES VENDEDORAS

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COMUNICAÇÕES VENDEDORAS

DENIZE DUTRA

CONSULTORA DO MVC

 

Atribua pontos a cada uma das afirmativas, conforme a seguinte escala:

 

Jamais 

= 1

Raramente 

= 2

Às vezes 

= 3

Quase sempre 

= 4

Sempre  

= 5

 

 

 

Sou uma pessoa que …

Jamais

 

 

 

 

 

Raramente

 

 

 

 

 

Às vezes

 

 

 

 

 

Quase sempre

 

 

 

 

 

Sempre

 

 

 

 

 

1- ... pauto minha comunicação / imagem profissional em valores pessoais e éticos.

 

 

 

 

 

2- … percebo com facilidade os sentimentos dos outros, mesmo que eles não verbalizem claramente.

 

 

 

 

 

3- … quando tenho alguma dificuldade com outra pessoa, procuro conversar diretamente com ela, evitando fofocas e mal-entendidos.

 

 

 

 

 

4- … tenho facilidade de acalmar ou conter sentimentos aflitivos, sem prejudicar as obrigações que tenha de cumprir, mantendo o equilíbrio emocional.

 

 

 

 

 

5- … mantenho-me atualizada em relação ao que ocorre na minha área de atuação e em minha empresa, às tendências do mercado, à concorrência, etc.

 

 

 

 

 

6- ... confio em minha própria habilidade de resolver, satisfatoriamente, a maioria das situações de trabalho que envolvem confronto com outras pessoas.

 

 

 

 

 

7- ... permaneço calma e confiante ao defrontar-me com sarcasmo, escárnio ou críticas ofensivas.

 

 

 

 

 

8- ... acho certo pedir o que desejo, ou expor meus sentimentos e opiniões, lutando pelos meus direitos