Número 63  - Julho de 2003

       
Destaque Reflexão
  Vender ou não vender, eis a questão!   Gestão de desempenho em equipes produtivas
 

O ato de vender não é mais sinônimo de convencer o cliente a comprar.

João Baptista Vilhena
Veja Mais

 

O profissional competitivo atua com base em um conjunto de indicadores que complementam suas características.
Francisco Bittencourt
Veja Mais

       
  > MVC Responde
  > Pensando em E-learning ?
  > Procurando Palestras?
  > Consultoria
  > Treinamentos Avançados
  > Eventos Abertos
  > Atualize seu cadastro
  > Hablamos Español
  > Envie Sugestões
  > Bumeran e-newsletter
   
 
Editorial Comentários
Vai rolar a festa. Quando?   Só o olho do dono engorda o gado

Vamos ter uma série de momentos de alegria a partir de 2004. Pode ir preparando o champanhe; aliás, cerveja será mais adequada.
M. A. Ferreira Vianna  
Veja Mais

 

Sob esta máxima esconde-se um "jeito de chefiar" que não leva em conta o subordinado.
João Alfredo Biscaia
Veja Mais 

     
Dicas Teste
Ética nas negociações comerciais   Líder-Maestro?

Vendedores podem e devem ter comportamento ético durante as negociações!
 José Luiz Meinberg / J.B.Vilhena 
Veja Mais

 

Avalie sua efetividade como líder.
M. A. Ferreira Vianna
Veja Mais

     
Expediente
  Publisher: Costacurta Junqueira Jornalista Responsável: Cristina Spera
  Equipe Insight: Maria Teresa; Flávia Kahale; Leandro Santana
  Se você quer visualizar as edições anteriores, clique aqui.
 

  Nós não queremos ser invasivos no seu E-mail! Caso não queira receber mais clique Remover
  Quer assinar o INSIGHT/ MVC / BUMERAN / TERRA? É gratuito, envie um e-mail para Assinar
   

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

EDITORIAL  

Voltar

Vai Rolar a Festa. Quando?

MARCO AURÉLIO FERREIRA VIANNA

Presidente do MVC

 

Estamos terminando um semestre que será inesquecível para muitos. Mudanças radicais na estrutura administrativa do novo governo, em conjunto com a posição do "outro lado do muro" dos Trabalhadores, levaram a uma época de transição já esperada, por sua inércia natural de início da mudança. No entanto, a conjugação destes fatos com o radicalismo da política econômica – sem dúvida, benéfica na consistência do longo prazo – criou uma anti-sinergia que diminuiu o ritmo da economia para patamares de grave recessão. Juntando uma taxa Selic de 26% ao ano a um redesconto de 60% dos depósitos bancários não podíamos ter outro resultado: a renda da classe média despenca 30% no acumulado de cinco anos e o desemprego bate recorde. Na atividade industrial o setor automotivo volta a níveis de dez anos atrás (pré-acordo da indústria), o turismo em muitos casos vai para a metade e até médicos cirurgiões operam muito menos. Não sei como, faz-se economia até na emergência da saúde.

Dentro de todo este quadro é preciso, entretanto, ver tudo de bom que aconteceu em um período de tempo tão curto. O Risco Brasil despencou, a bolsa subiu, o dólar também desabou, o superávit comercial bate recorde, nossa imagem no exterior é cada vez melhor. Por isto estou positivista. Se não for uma grande festa de arromba neste segundo semestre, vamos ter uma série de momentos de alegria a partir de 2004. Mais que tudo, vale a pena esperar. Pode ir preparando o champanhe; aliás, a cerveja será mais adequada.

Mudanças no Brasil, mudanças no Insight MVC / Bumeran / Terra.

A partir desse número, uma nova seção: "O cliente pergunta – o MVC responde"; aquela dúvida que você tem, o problema que parece não ter solução, a tarefa que recebeu para ontem...

O primeiro texto do Insight MVC aborda o tema vendas consultivas, mostrando como algumas organizações, apesar de toda a crise, continuam vendendo muito porque têm, bem identificadas, as demandas e competências específicas do ambiente de mercado do cliente. João Baptista Vilhena, Diretor do MVC, é o autor do artigo.

Qual o perfil de uma organização competitiva e de um profissional integrado a essa organização? A resposta a esta questão, que passa pela "Gestão do Desempenho em Equipes Produtivas", nos é fornecida pelo consultor Francisco Bittencourt no texto que é parte de sua tese de mestrado.

João Alfredo Biscaia aborda um dos aspectos mais controversos da Liderança, "O controle". Alguns poderão sofismar e falar em diferentes formas de gestão de desempenho. O título do artigo é deveras provocativo: "O Gado só Engorda sob o Olhar do Dono". Não perca!!!

José Luiz Meinberg e João Baptista Vilhena, em a "Ética nas Negociações Comerciais", abordam o papel dos gerentes na orientação dos vendedores no que diz respeito aos aspectos éticos das negociações. Também são abordados os dilemas morais que fazem parte do dia-a-dia do vendedor, bem como sugeridas alternativas de solução para uma postura profissional diante do tema.

O teste do mês é sobre Liderança. A idéia é possibilitar ao leitor uma auto-análise sobre a sua efetividade como líder. O autor é Marco Aurélio Ferreira Vianna.

Boa leitura

MARCO AURÉLIO FERREIRA VIANNA

Presidente do MVC


Voltar

 
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 VENDER OU NÃO VENDER, EIS A QUESTÃO!

Voltar

VENDER OU NÃO VENDER, EIS A QUESTÃO!

JOÃO BAPTISTA VILHENA

DIRETOR DO MVC

 

 

Você está satisfeito com os resultados de vendas da sua empresa? Provavelmente não.

Você sabe o que fazer para vender mais e melhor? Provavelmente não.

Você sabe porque respondeu não às duas perguntas acima? Provavelmente sim.

Afinal todos sabemos que os produtos e serviços oferecidos ao mercado estão ficando cada vez mais parecidos. Também não temos dúvidas que a  competência para criar diferenciais competitivos - a partir de uma prestação de serviços cada vez melhor - passa a ser um imperativo para a sobrevivência futura.

O problema é que o ato de vender não é mais sinônimo de convencer o cliente a comprar. O escopo da função vendas ampliou-se significativamente nos últimos anos. Hoje é preciso que os vendedores sejam capazes de fazer vendas que agreguem valor para o cliente e para a empresa que representam.

O contínuo desenvolvimento tecnológico aumenta, a cada dia, a capacidade produtiva das empresas. Some-se a isso a globalização e a diminuição do protecionismo alfandegário e concluiremos que, atualmente, a oferta cresce a uma velocidade tal que não é acompanhada pela demanda. Aliás, a oferta - na maior parte dos setores produtivos - já superou a demanda. O consumidor, hoje, tem inúmeras opções de compra e pode escolher a oferta que melhor se adapta às suas necessidades e desejos. É preciso vender aquilo que ele deseja – ou ele compra de outro fornecedor – muito embora, em muitas ocasiões, o próprio consumidor não tenha certeza do que quer.

Além de ter um leque enorme de opções à sua frente, o cliente está mais consciente, mais bem informado, mais exigente, não aceita mais qualquer produto que lhe seja "empurrado goela abaixo". Conhece bem seus direitos de consumidor e reclama quando se sente lesado. Recebe e tem acesso a um número muito maior de informações sobre as empresas e seus produtos do que tinha antes. Nesse sentido, o avanço da Internet tem papel primordial, à medida que torna possível comparar ofertas existentes, informações sobre as empresas, suas políticas e até mesmo as informações contábeis, como o balanço patrimonial e o demonstrativo do resultado do exercício. Assim, a Internet facilita – em muitos casos possibilita – o processo de pesquisa de mercado. Existem diversos sites específicos de pesquisa de preços de produtos. Tudo isso tornou o processo de compra mais sofisticado; o consumidor pode até não saber exatamente o que quer comprar, mas sabe, claramente, o que não quer.

O fato de as empresas passarem a perceber que, neste mundo de oferta superior à demanda, elas precisam não só conquistar o cliente, mas também mantê-lo, é o quarto fator que influencia esta mudança. As empresas sabem que é mais caro conquistar um cliente do que mantê-lo (em média, custa cinco vezes mais). Uma venda inadequada, "empurrada", faz com que a empresa perca todas as oportunidades futuras de tornar a fazer negócios com aquele cliente. E, o que é pior: gera uma propaganda boca-a-boca negativa, pois, em todas as oportunidades que tiver, o cliente aproveitará para expor seu descontentamento com a empresa. É sabido também que um cliente insatisfeito expõe sua insatisfação para mais pessoas do que um cliente satisfeito expõe sua satisfação.

Todos esses fatores implicam na necessidade imperiosa de revisão da postura e do trabalho dos vendedores.

A venda consultiva

A venda consultiva representa uma evolução lógica da abordagem de análise de necessidades. Agora, o vendedor assume uma postura ativa na relação comercial. Não basta analisar as necessidades do cliente, porque este, muitas vezes, pode não saber exatamente qual a melhor solução para seu problema. Este papel cabe ao vendedor, que deve conhecer a empresa e o mercado em que o cliente atua tão bem (ou até mesmo melhor) do que ele próprio. Deve questionar as necessidades apresentadas e ajudar o cliente a identificar aquelas que ainda estão ocultas.

As empresas que atuam com base na venda consultiva não vendem soluções que sejam simplesmente melhores que as ofertas dos concorrentes. Vendem A SOLUÇÃO DOS PROBLEMAS atuais e futuros do cliente.

Ao vendedor é exigido que seja altamente qualificado, tenha grandes conhecimentos gerais e de produto, capacidade de dialogar e questionar o cliente em busca das reais necessidades e pleno conhecimento da situação do cliente. Revelar-se parceiro do cliente, é a única forma de desenvolver uma duradoura relação, baseada na confiança mútua.

A abordagem da venda consultiva é a única realmente focada no comprador. Tem por objetivo levar o cliente a perceber que a empresa que lhe atende é comprometida com o sucesso DELE, cliente. O objetivo é fidelizar o cliente, que sempre terá a empresa – e o vendedor – como primeira opção de compra.

Se você quiser saber qual o estágio em que se encontra a força de vendas da sua organização - se são meros tiradores de pedido, avaliadores de necessidades ou vendedores consultivos - entre em contato conosco e teremos prazer em lhe enviar um questionário para ser preenchido pela área comercial de sua empresa. Baseado em suas próprias respostas, você poderá avaliar o quanto vale a pena investir em um novo significado do trabalho da sua equipe de vendas.

 

Obs.: Material retirado dos Programas Vendas Consultivas e Desenvolvimento das Competências de Gestores Comerciais (Educação Permanente)

 

 

Voltar

 

 
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

GESTÃO DO DESEMPENHO EM EQUIPES PRODUTIVAS

Voltar

 

GESTÃO DO DESEMPENHO EM EQUIPES PRODUTIVAS

FRANCISCO BITTENCOURT

CONSULTOR DO MVC

 

Introdução

Segundo Edgar Schein "A organização é um sistema complexo e aberto, em dinâmica interação com numerosos ambientes, tentando atingir objetivos e executar tarefas em muitos níveis e variáveis graus de complexidade, evoluindo e desenvolvendo-se à medida que a interação com um ambiente em modificação obriga a novas adaptações internas".(Psicologia Organizacional, 1982, p. 192)

Este ponto nos permite reconhecer a necessidade de entender o peso do homem produtivo no contexto organizacional, identificando-se uma necessidade efetiva de perceber que há interconexões entre suas atitudes, comportamentos, opiniões e a de todos os que compartilhem de sua experiência no sentido de atingir, quando não superar objetivos e metas estratégicas.

Organizações produtivas gerenciando desempenhos produtivos

No momento que as organizações formalizam a existência de um conjunto de ações marcado pela pró-atividade e pela produtividade, soaria como incoerência que, ao demandar iniciativa, discernimento e capacidade de percepção crítica no decorrer de processos decisórios, exigisse, em contrapartida, uma postura dependente, omissa, subserviente no trato do contrato que estabelecesse a resposta: reconhecimento e reciprocidade por parte da empresa.

Os indivíduos quando em grupos produtivos, com as características de uma equipe, têm visões compartilhadas, mesmo que originárias em premissas ou culturas divergentes. O processo de negociação dos componentes desses grupos produtivos, decorrente da necessidade de atingir resultados permite a superação de barreiras de comunicação e, dessa forma, atingir pontos de convergência consensual.

A gestão do desempenho contemporânea está voltada para a análise de resultados, em comparação com os objetivos e metas traçados, em geral, por meio de negociações internas nas organizações. Estes modelos, embora com foco nos resultados, levam em consideração a adoção eficiente dos instrumentos de ação organizacional — planejamento, organização do trabalho, comunicação interpessoal, negociação. O equilíbrio entre a adoção desses instrumentos e o perfil de competência das forças produtivas de trabalho estabelece o nível de eficácia das organizações.

No contexto das organizações envolvidas com o perfil do homem social há uma preocupação real na construção de mensagens internas, a partir da verificação de existência de mecanismos de comunicação no qual o modelo gerencial, entendido como modelo de estimulação, seja capaz de gerar envolvimento, esforço e cooperação por parte das pessoas. Tal caminho leva a organização a gerenciar seu conhecimento, pois o conjunto de responsabilidades de cada um dos líderes gestores envolve a detecção da capacidade de retenção e entendimento de suas equipes — um impacto positivo do espectro do homem social (contributivo e comprometido) a todos os níveis.

Esse gerenciamento do conhecimento existente na organização é descrito no pensamento de Edgar Schein:

A utilização eficiente das pessoas em qualquer empreendimento organizado sempre constituiu um premente problema na sociedade. Um faraó, ao construir uma pirâmide, defrontou-se com problemas fundamentalmente semelhantes aos enfrentados, nos dias de hoje, pelo executivo de uma empresa ou pelo reitor de uma universidade. Cada dirigente deve saber:

    1. o que, em essência, está tentando realizar;

    2. como organizar o trabalho para atingir os objetivos escolhidos;

    3. como recrutar, treinar, distribuir o trabalho e gerir os recursos humanos (funcionários e dirigentes) disponíveis para o trabalho;

    4. como criar condições de trabalho e sistemas de recompensas e punições capazes de fazer com que os funcionários e os dirigentes mantenham elevada eficiência e um moral suficiente para se manterem eficientes por longos períodos de tempo;

    5. como operar mudanças na organização em resposta a pressões que têm origem nas modificações tecnológicas e sociais ocorridas tanto no ambiente externo como dentro da própria organização;

    6. como manejar a competição e outras forças que derivam de outras organizações, de unidades situadas dentro da organização, como sindicatos, de entidades reguladoras e, por fim, de suas próprias dores de crescimento. (Psicologia Organizacional, 1982, p. 3)

Há a exigência de um contexto – ambiente organizacional interno, onde se compartilham responsabilidades e percepções.

É essencial que não se descaracterize a organização como um sistema racional, produtivo, uma estrutura cujo objetivo básico é a geração de resultados, através uma estrutura eficiente e o trabalho estruturado de profissionais integrando equipes que interagem, otimizando seus recursos e maximizando seus talentos individuais.

Na visão de Warren Bennis há respaldo para essa afirmação:

Se concebermos as organizações como estruturas orgânicas que se adaptam e resolvem problemas, então se podem fazer inferências a respeito da eficiência, não a partir de medidas estáticas da produção, embora estas possam ser válidas, mas com base nos processos através dos quais a organização aborda os problemas. Por outras palavras, nenhuma medida isolada da eficiência ou da satisfação organizacional – nenhuma amostra de tempo isolada da performance organizacional – pode dar indicadores válidos da saúde da organização. (1962, p. 273)

Os níveis de resultado (volume), produtividade e qualidade estariam, portanto, ligados ao processo de acompanhamento de resultado das equipes internas, de uma forma em que sua conscientização a respeito do papel que desempenham é fundamental para a compreensão do nível de esforço, envolvimento e comprometimento com suas responsabilidades — processos, métodos de trabalho e resultados e o impacto causado no resultado final da organização:

Avaliar cada pessoa da organização é importante porque interessa à sua administração poder contar com uma força de trabalho bem treinada e produtiva, que esteja à altura dos desafios enfrentados no dia-a-dia do mercado. Somente a avaliação individual pode mapear os pontos fortes e os pontos fracos da pessoa... (Tachizawa, 2001, p. 208)

A visão, portanto, de uma organização competitiva, na qual os colaboradores, pela sua atitude de contribuição e engajamento (comprometimento) atuam, de maneira pró-ativa, não somente na definição dos objetivos e metas a alcançar, mas também, e principalmente na identificação conjunta de meios e mecanismos de aferição de seu próprio desempenho, nos permite afirmar um conjunto de situações a serem observadas cuidadosamente pelos gestores responsáveis:

  1. consciência do ambiente profissional: o nível de conhecimento que possui de sua contribuição e importância, no contexto produtivo em que atua o indivíduo e a organização;

  2. flexibilidade, abertura a terceiros: o quanto se predispõe a ouvir os outros e aceitar suas idéias, sem reações ou barreiras;

  3. nível de ceticismo e inconformismo: nível de contestação ou discussão de idéias que não permita a caracterização da acomodação influindo no desempenho;

  4. capacidade criativa: competência para gerar novas idéias ou sugestões que possam agregar valor ao negócio ou rotina;

  5. contribuição produtiva: qualidade da contribuição individual, capaz de trazer algo possível de ser incorporado à realidade de forma eficaz;

  6. originalidade das idéias propostas: capacidade de surpreender, no sentido de gerar opção de ação ou proposta ainda não pensada ou prevista;

  7. autoconfiança: capacidade de crença em si próprio, seus valores, e princípios de ação e pensamento;

  8. capacidade de operacionalizar idéias: competência para passar da palavra à ação, sem perder substância;

  9. persistência: predisposição para perseguir objetivos, com tenacidade senso crítico suficientes para estabelecer ritmo e consistência adequados;

  10. auto-avaliação permanente: capacidade de estar de forma constante revendo seus princípios, formas de ação e ritmo para o alcance ou mesmo superação dos objetivos.

Conclusão

O profissional competitivo, com perfil de homem contributivo, comprometido, gerador de resultados, plenamente consciente das exigências do perfil de competência (Stephen Rhinesmith, 1993, apud Vergara, 1999), atua com base em um conjunto de indicadores que complementam as características apontadas no parágrafo anterior:

  • capacidade de buscar as informações necessárias, para a resolução de problemas e consecução de objetivos em fontes de informação disponíveis e após sua decodificação e seleção, transformá-las em fontes de conhecimento e saber;

  • capacidade de administrar a complexidade dos diversos insumos que fazem parte de sua atividade produtiva, identificando seus impactos facilitadores ou dificultadores e o conjunto de variáveis com força suficiente para influir nos resultados de suas atividades profissionais;

  • capacidade de interagir com equipes, nas quais subsistem culturas diferentes e divergentes, e necessitadas de uma integração com a cultura institucional vigente a partir de um processo sinérgico de geração de resultados;

  • capacidade de agir em cenários de incertezas, com flexibilidade suficiente para rever planos e projetos, atualizando-os e tornando-os compatíveis com a realidade vigente e transformadora;

  • capacidade de conviver com a mudança, no papel de agente determinante – gerador da mudança, agente de transformação – influenciador do processo de mudança ou de agente de mudança – provocando a operacionalização da mudança, em relação a si ou aos membros de sua equipe;

  • capacidade de viver em estado de aprendizagem permanente acumulando experiências capazes de estimular a superação de desafios e contribuindo para o enriquecimento de processos e sistemas produtivos pelos quais é responsável, pela ação, ou pela influência.

A organização, por sua vez, deverá estar preparada para a consolidação de sua estrutura, na qual pontificam indivíduos de extrema competência para gerar resultados com níveis de qualidade compatíveis às da competitividade reinante, bem como gerenciados por sistemas de desempenho em condições de, a qualquer momento, referenciar necessidades de revisão de processos, atitudes ou comportamentos ou de reconhecimento por resultados alcançados e por sistemas de gerenciamento de potencial, que permitam a renovação de talentos, integrando o conhecimento disponível.

 

OBS.: Material retirado dos programas Gestão de Oportunidades e Liderança no Século XXI

 

Voltar

 
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O GADO SÓ ENGORDA SOB O OLHAR DO DONO

Voltar

O GADO SÓ ENGORDA SOB O OLHAR DO DONO

JOÃO ALFREDO BISCAIA

CONSULTOR DO MVC

 

Nas diversas ocasiões em que analiso valores, crenças e motivações sobre gestão de pessoas na situação trabalho, não é raro ouvir de executivos ocupantes de cargos de liderança o conhecido provérbio de que "o gado só engorda sob o olhar do dono".

Esta máxima popular é utilizada como argumento para defender a tese de que as pessoas, na grande maioria das vezes, precisam ter na liderança alguém que sempre esteja presente, pois caso contrário existe a tendência natural dos liderados de relaxar e deixarem as coisas rolarem soltas. As pessoas não produzem, e nem se comportam de acordo com os padrões estabelecidos e desejados, quando os "chefes" não estão de olhos bem abertos e atentos.

Esse argumento representa uma premissa de valor sobre como as pessoas devem ser lideradas.

Embora discorde radicalmente dessa analogia, aprendi que não temos o direito de julgar ninguém, afinal das contas nós somos as nossas escolhas e agimos com base naquilo que conhecemos e acreditamos.

No entanto, o que tenho observado na realidade das organizações é que dificilmente as pessoas prestam a devida atenção às questões relacionadas a valores pessoais que, freqüentemente, são expressas através de ditos populares, como a do título desse artigo.

Tenho também comprovado que nos diversos processos de treinamento realizados pelas empresas são examinadas e discutidas, exaustivamente, questões que envolvem apenas aspectos de natureza cognitiva, ignorando-se outras análises e debates que moldam e direcionam fortemente nossos comportamentos: são os nossos valores, crenças e convicções, praticados durante toda a nossa trajetória de vida, de forma consciente ou inconsciente.

São os nossos valores que dão conteúdo e substância aos nossos comportamentos, e não apenas os nossos conhecimentos. Conhecimento é fácil de ser adquirido, valores são muito difíceis de serem reformulados ou abandonados.

Será que você já utilizou este, ou outro conceito de natureza semelhante, para racionalizar/justificar suas ações como líder?

Caso positivo, recomendo enfaticamente rever sua atuação para que não se transforme literalmente em um "vigia de escravos, ou de gado".

Tenho a convicção de que por detrás da afirmativa que "o gado só engorda sob o olhar do dono", existam algumas semelhanças entre a forma como os "chefes" se relacionam com seus subordinados e a maneira como o gado é tratado para produzir mais leite e engordar para futuro abate.

Mesmo desconhecendo como é feita a criação e a engorda do gado, de tanto ouvir essa afirmativa comecei a imaginar como deve ser a vida do gado. Em razão disso, permito-me fazer algumas divagações. De antemão, já peço a compreensão e desculpas por parte dos especialistas em criação de gado, mas trata-se apenas de uma suposição, baseada nas raras oportunidades em que vi uma boiada.

Imagino que o gado deve ter uma vida pautada por uma rotina diária absolutamente imutável. Todas as manhãs, depois do dono ordenhar e controlar a produção, todo rebanho é conduzido para a melhor área do pasto, ficando o "dono" atento para que nenhum animal venha a se desgarrar dos demais durante o trajeto. O único movimento autônomo do gado acontece quando chove ou faz muito calor, pois nestas situações busca um abrigo. Fora disto, fica ruminando durante todo o tempo para produzir mais leite na manhã seguinte e aguardando que o "dono" dê a voz de comando para retornarem ao curral. Alguns desses animais não devem nem mais precisar da voz de comando, pois seu instinto lhe indica exatamente qual o momento de regressar do pasto. Tudo isso passa a representar o que denomino de "felicidade bovina".

A tradição popular acredita que quando o dono do rebanho não comanda toda essa operação, o gado não engorda e não produz a quantidade de leite desejada. Que tristeza, o dono não pode tirar férias, nem mesmo usufruir seus ganhos, pois caso contrário tudo acontecerá errado, pois os "empregados" não devem fazer exatamente como ele faz e quer. Sua herança será recebida pelos filhos que deverão continuar fazendo exatamente tudo aquilo que seu pai ensinou.

Acreditar que pessoas possam ser comparadas ao gado representa uma crença com conseqüências bastante significativas e desastrosas na forma como as pessoas devem ser lideradas. Admitir que as pessoas produzem apenas quando têm alguém nas suas costas, dizendo o que e como fazer é transformar a função de liderança em um dono de uma boiada.

Uma das questões mais importantes – senão a mais relevante – e que credencia o título de um verdadeiro líder, está exatamente em fazer com que as coisas aconteçam principalmente quando o líder não está presente.

Este princípio é a bússola da eficácia de uma liderança. Quando as pessoas se comportam, na presença ou na ausência, de uma única forma, representa que o líder conseguiu garantir efetividade nas suas ações.

Estas observações também podem ser válidas nas relações entre pais e filhos. Sugiro a todos os pais que se perguntem, freqüentemente, se os seus filhos têm realmente as mesmas atitudes e comportamentos na sua ausência. A crônica policial tem sido pródiga em relatar casos de pais que ficam desesperados ao tomarem conhecimento de certos comportamentos de seus filhos fora de casa, de conseqüências muitas vezes irreversíveis.

No caso das lideranças organizacionais que professam a premissa da "eterna vigilância" para produzir resultados, não existem boletins de ocorrências policiais que relatam os comportamentos dos liderados nas ausências de seus "chefes", mas sim insatisfações, frustrações e uma enorme perda de potencialidade das pessoas.

Você realmente considera que as pessoas que você lidera se comportam da mesma forma tanto na sua ausência como na sua presença?

Pense e reflita muito sobre essa pergunta, ela pode lhe servir como um referencial precioso na eventual revisão de sua atuação como líder de pessoas e de grupos.

 

OBS.: Material retirado do Programa Avaliando com Justiça o Desempenho de seus Colaboradores e Liderança no Século XXI

 


Voltar

 
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

ÉTICA NAS NEGOCIAÇÕES COMERCIAIS

Voltar

 

ÉTICA NAS NEGOCIAÇÕES COMERCIAIS

JOSÉ LUIZ MEINBERG

CONSULTOR DO MVC

 

JOÃO BAPTISTA VILHENA

DIRETOR DO MVC

 

Uma pergunta que comumente ouço nos meus seminários e aulas são se os vendedores podem ter – durante todo o tempo – um comportamento ético nas negociações comerciais. Considero essa questão extremamente relevante e gostaria de dividir com você, leitor, algumas reflexões.

Como sabemos, a ética é o estudo dos costumes moralmente considerados certos e errados. Para começar nossa reflexão, tomemos como premissas básicas três delas:

  • Nós nos deparamos com dilemas morais todos os dias. Isso é tão verdadeiro para o vendedor como para qualquer outro profissional;

  • Há evidências de que os vendedores querem orientações de seus gerentes para ajudá-los a lidar com problemas éticos;

  • Também é importante compreender que a maioria dos vendedores escolhe o curso de ação ético, quando o descobre.

Embora todo profissional esteja submetido a constantes dilemas morais, não parece haver dúvidas de que o dia-a-dia de um vendedor inclui várias situações nas quais é possível ser antiético:

  • A necessidade de atrair a atenção e conquistar a preferência do cliente cria a tentação de se distorcer fatos ou omitir informações relevantes. Mentiras cabais que distorçam fatos são claramente antiéticas, além de ilegais;

  • Enfrentar uma concorrência acirrada e, às vezes, mais desenvolvida tecnologicamente, leva alguns vendedores a exagerar nas vantagens da sua oferta. Isso também pode ser antiético se a crença nesses exageros resultar em prejuízo para o cliente;

  • A ênfase excessiva nas vantagens do nosso produto sobre os demais concorrentes provavelmente não é antiética, uma vez que representa opiniões do vendedor - e os clientes esperam que o vendedor defenda sua empresa "com unhas e dentes";

  • O processo de persuasão em si, embora possa envolver manipulação, provavelmente não é antiético, uma vez que tanto o cliente como o vendedor compreendem e esperam que ocorra manipulação;

  • A prospecção pode ser antiética se, deliberadamente, o vendedor tomar clientes de um colega, mas, em alguns casos, não é antiético um vendedor levar clientes consigo ao se mudar para outra empresa;

  • O uso de informações pessoais sobre um cliente para forçá-lo a comprar é antiético;

  • A apresentação de informações falsas ou inexatas é objetivamente antiética;

  • O comportamento antiético também pode ocorrer fora do processo de vendas em si, e inclui coisas como espionar um concorrente, sabotar os mostruários de produtos do concorrente, trabalhar em um segundo emprego no tempo pago por outro empregador ou abusar dos benefícios de viagens e diversões.

A dificuldade em ser ético em vendas é justamente discernir sobre o que é certo e errado. Se considerarmos estas posições como os extremos de um continuum, observaremos que existem diversas posições que não ficam claras – não podem, a priori, serem consideradas certas ou erradas.

Uma regra de grande validade nestes casos é posicionar-se no lugar da pessoa que estará sendo afetada por seu ato. Quer seja um empregador, um colega, um concorrente ou um cliente, é preciso observar a questão sob o ponto de vista do outro.

Tentemos ilustrar melhor essa idéia através do exemplo de uma situação que – quase invariavelmente - ocorre nas negociações comerciais. Tratam-se de duas alegações clássicas feitas pelo vendedor:

1a. alegação: esse é o menor preço pelo qual podemos vender esse produto;

2a. alegação: você não encontrará nada melhor (ou mais barato) no mercado.

E duas alegações clássicas feitas pelo comprador:

1a. alegação: esse preço supera nossa percepção quanto ao valor de sua oferta;

2a. alegação: já pesquisei e encontrei outras ofertas melhores do que a sua.

Sabemos que, na maioria dos casos, ambos estão mentindo. E moralmente falando, a mentira é condenável. Podemos dizer que ambos estão sendo antiéticos? Como as partes aceitam com naturalidade que o comportamento durante as negociações comerciais se paute por uma espécie de "jogo de esconde-esconde", não há como censurar quem faz as alegações acima.

Pessoalmente penso que a melhor estratégia para convencer um cliente a comprar nosso produto é mostrar como o mesmo pode agregar valor a quem o compra. Outra regra básica que procuro seguir e ensinar é que o valor das coisas não está nelas mesmas, mas, sim na sua adequação a uma determinada necessidade (pense num par de óculos, que permite ao míope enxergar, mas que se for usado por alguém que não tenha problemas de visão vai fazer com que tudo fique "embaçado")

A reflexão final que propomos neste artigo pode ser sintetizada na opinião de Soldow & Thomas, importantes autores de livros sobre vendas: "embora o comportamento antiético possa levar a vendas imediatas, isso só acontece em curto prazo. Com o tempo, pessoas que, costumeiramente, comportam-se de maneira antiética vêem sua reputação sofrer as conseqüências. Por outro lado, pessoas que costumeiramente comportam-se de acordo com os mais elevados padrões éticos vêem suas reputações subirem. Uma reputação favorável fará mais pela criação de vendas e sucesso duradouro do que qualquer comportamento antiético".

 

OBS.: Material retirado do Seminário Negociação em Vendas e Programa de Formação de Negociadores.

 

 

Voltar

 
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

TESTE: LÍDER-MAESTRO?

Voltar

LÍDER-MAESTRO

MARCO AURÉLIO FERREIRA VIANNA

PRESIDENTE DO MVC

 

 

Em nossa definição, Líder Maestro é a dimensão da liderança que trata das habilidades, atitudes e competências no comando e gestão de pessoas. Este teste, longe de ser um modelo completo, pode ajudá-lo a mensurar sua efetividade no exercício desta liderança.

Para as assertivas abaixo dê notas de zero (não faz o menor sentido – não se aplica – para minha realidade) a 10 (faz total sentido se aplicando inteiramente a minha realidade)

 

 

 
Dedico parte importante de meu tempo ensinando a meus liderados as coisas que sei mais do que eles.

 

Fico sempre cutucando, instigando e até perturbando minha equipe para mudar, inovar e atualizar-se.

 

Faço, desenvolvo e explico com clareza uma visão estratégica sobre nosso futuro comum.

 

Tenho obsessão por fazer acontecer aquilo que é planejado.

 

Sou democrata na análise da decisão a ser tomada, estimulando a participação de meus liderados.

 

Tomada a decisão sou assertivo na sua implantação, exigindo o cumprimento do que foi decidido.

 

Sei e consigo alocar as competências e qualidades de cada membro da equipe às necessidades específicas.

 

Dou prioridade total e consigo bons resultados na integração e sinergia da equipe, criando um QI grupal muito maior do que a soma dos QI´s individuais.

 

Formulo pactos de desenvolvimento em conjunto com a equipe, mantendo sempre altos os padrões de desafio.

 

Sei, e aplico com excelência, o que motiva cada um dos meus liderados.

 

Em qualquer negociação com minha equipe, consigo aplicar o conceito de empatia com cada um de seus membros.

 

Para mim o grupo é muito mais importante do que a minha pessoa.

 

No meu time jamais se aplica o velho adágio: "eu acerto, vocês erram".

 

Faço questão de reconhecer todas as conquistas e festejar as pequenas e grandes vitórias.

 

Trabalho sempre reforçando as qualidades de cada um.

 

Sou um líder que se realiza através dos resultados de sua equipe.

 

Ouço muito, mas muito mesmo.

 

Tenho enorme respeito por cada membro da minha equipe.

 

Tenho claros valores para meu time que são discutidos, alimentados e coesos.

 

Sei que sou um Ser Humano liderando Seres Humanos.

 

TOTAL DE PONTOS

 

 

 

 

 

RESULTADOS

 

 

ENTRE 180 E 200 PONTOS

Você é o Jack Welch brasileiro. Prepare-se para ser o presidente da sua empresa.

ENTRE 140 E 179

Vai demorar mais, mas seu caminho na liderança depende de alguns ajustes. Você vai longe.

ENTRE 100 E 139

Com esforço você será um grande líder.

MENOS DE 99 PONTOS

Um consolo: liderança pode ser aprendida. Inúmeros grandes líderes, um dia na vida, ao responderem este questionário tiraram nota abaixo de 99. Basta querer, estudar e jogar muita energia.



Voltar

 
 

Quer assinar o INSIGHT/ MVC / BUMERAN / TERRA? É gratuito, envie um e-mail para Assinar