Número 64  - Agosto de 2003

       
Destaque Reflexão
  O Poder e a busca de resultados   Líder: especialista em relacionamentos
 

Veja como estabelecer uma correlação entre as fontes de poder, a busca de resultados, o exercício da liderança e a negociação.
Francisco Bittencourt
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A liderança é um exercício contínuo de relacionamento.Veja as quatro questões cruciais que devem  merecer a atenção dos líderes
João Alfredo Biscaia
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Editorial Comentários
O espetáculo vai começar! Qual?   Realização pessoal: qual o caminho?

O "espetáculo não será tão espetacular". É bom começar a comprar ingressos antecipados, porque a lotação pode se esgotar antes do que se imagina
M. A. Ferreira Vianna  
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Para atingir seus objetivos pessoais há que vencer muitos obstáculos. Veja como superar os mais críticos.

Denize Dutra
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Dicas Teste
O tempo e suas balelas   Universidade Corporativa: um check-up

Lições dos participantes dos seminários sobre como administrar melhor o tempo. 

 

Fernando Henrique da Silveira Neto
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Tenha sua empresa uma universidade Corporativa ou um departamento de treinamento. Veja como diagnosticar a situação atual.


L. A. Costacurta Junqueira
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Expediente
  Publisher: Costacurta Junqueira Jornalista Responsável: Cristina Spera
  Equipe Insight: Maria Teresa; Flávia Kahale; Leandro Santana
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EDITORIAL  

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MARCO AURÉLIO FERREIRA VIANNA

Presidente do MVC

 

O ESPETÁCULO VAI COMEÇAR! QUAL?

Nosso presidente Lula, no seu obrigatório papel de motivador, nos brindou com a esperança de que o espetáculo do crescimento vai ter início. Suas palavras foram tomadas como irreais, e até enganosas, porque estávamos em meio a um dos mais turbulentos períodos de recessão de nossa história econômica recente.

Algumas semanas se passaram desde este aviso, e agora sim, começamos a ver os indícios de que podemos, efetivamente, estar no início do ponto de retomada. Nos últimos quatro meses a taxa de juros chegou a 20% e – em breve – estará abaixo disso, o investimento estrangeiro começa a voltar (mesmo que em doses pequenas), as reformas caminham de forma consistente, a imagem do presidente continua em alta e o dragão da inflação está quase domado. Mais um pouco o "animal spirit" do empresário, na visão Keynesiana voltará a ser alimentado de motivação, e quem sabe até otimismo. É apenas preciso ter maturidade para navegar, com muita consciência, no muro tênue da temperança. De um lado, é preciso entender que as cortinas começam a se mexer, mas mais do que tudo, é necessário compreender que o "espetáculo não será tão espetacular" . Aliás, melhor assim. Evitaremos, desta maneira, um espetáculo de curta duração. Mais do que tudo, é bom começar a compra os ingressos, porque a lotação pode ficar esgotada antes do que se imagina.

Nosso primeiro artigo trata das fontes do poder. Francisco Bittencourt analisa as sete fontes de poder e seu papel na busca de resultados no exercício da Liderança e Processos de Negociação.

Em "Tempo: Cinco Balelas e o que Fazer com Elas", Fernando Henrique da Silveira Neto nos apresenta fatos comuns relatados como grandes problemas da Gestão do Tempo, cujas soluções foram dadas em sala de aula pelos participantes de Seminários do MVC.

João Alfredo Biscaia escreve "Líder: Especialista em Relacionamentos", mostrando quatro dimensões críticas do relacionamento no contexto da Liderança.

Você esta em busca de realização pessoal? Denize Dutra, em "Você está no Caminho Certo?" nos mostra como superar os 5 principais obstáculos que encontramos ao longo da maratona que percorremos para alcançar esse nosso objetivo.

Luiz Augusto Costacurta Junqueira em "Universidade Corporativa: Um Diagnóstico" oferece uma oportunidade para o leitor verificar o grau de eficácia de sua UC ou DEPARTAMENTO DE TREINAMENTO.

Boa leitura

MARCO AURÉLIO FERREIRA VIANNA

Presidente do MVC


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 FONTES DE PODER: INSTRUMENTOS DE BUSCA DE RESULTADOS, LIDERANÇA, NEGOCIAÇÃO

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FONTES DE PODER: INSTRUMENTOS DE BUSCA DE RESULTADOS, LIDERANÇA, NEGOCIAÇÃO

FRANCISCO BITTENCOURT

CONSULTOR DO MVC

 

Introdução

O estudo das fontes de poder indica um conjunto de seis indicadores, a serem considerados pelos gestores e pelos que exercem posições que impliquem liderança de grupos ou de equipes produtivas:

  • Poder de recompensa

  • Poder de coerção

  • Poder da legitimidade

  • Poder legitimado

  • Poder da informação

  • Poder do conhecimento

  • Poder pessoal ou poder de persuasão

Este conjunto de fontes de poder, aliados ao uso da autoridade decorrente do cargo ou posição exercida, e a prática da influência decorrente da situação existente podem levar à consolidação da busca de resultados, do exercício da liderança e de processos negociais.

 

PODER DE RECOMPENSA

O poder de recompensa é o poder que permite a possibilidade de trocar, de fazer concessões, de barganhar durante o processo de busca de resultados, de exercício da liderança, de negociação.

Sob este aspecto, alguns cuidados são fundamentais:

  • Estar consciente de que há disponibilidade para oferecer algo em troca do que se pretende obter.

  • Estar seguro do que se pretende obter de um interlocutor, em troca do que se pode e se quer oferecer.

  • Conhecer o valor real de tudo o que se tem para oferecer, sabendo o quanto custa para si; conhecer também o quanto vale para o interlocutor, o que se tem para oferecer.

  • Saber o valor do que se pretende obter, em troca do que se vai oferecer; neste ponto é importante saber quanto custa para o interlocutor e quanto vale para si.

  • Preparar-se para barganhar todas as trocas, sempre obtendo algo em troca do que se oferece; nada deve ser dado sem obter algo em troca; o interlocutor deve valorizar a troca, evitando-se conceder gratuitamente algum benefício ou facilitação de resultado.

  • Valorizar tudo o que se oferece, e avaliar material e monetariamente, o que seu interlocutor ofertar em troca.

  • Manter no processo de barganha um sistema de concessões mútuas do tipo:

se você me oferece,

então eu te ofereço ...

 

PODER DE COERÇÃO

O poder de coerção é um recurso válido na ação de busca de resultados, desde que usado não como intimidador, mas como um verdadeiro restaurador do equilíbrio na relação produtiva – busca de resultados, exercício da liderança e na negociação.

Estando em desvantagem, há disponibilidade de um ou mais componentes que lhe permitam usar o poder de coerção com eficiência, pode virar o "jogo" a seu favor.

O poder de coerção pode ser um recurso extremo, que não deve ser usado como obstáculo na ação, mas tão somente como um agilizador.

O poder de coerção se caracteriza pelas manifestações por meio dos quais consegue-se reduzir ou reverter um quadro extremamente favorável a qualquer dos envolvidos.

Nas negociações que envolvem, por exemplo, sindicatos e empresas, um exemplo típico do poder coercitivo, pode ser visto assim:

  • uma declaração de greve, por parte dos trabalhadores;

  • uma decisão de demitir pessoal, por parte da empresa;

  • um boicote as ações da empresa, por parte dos trabalhadores;

  • um corte de benefícios, por parte da empresa.

Numa negociação comercial, o poder de coerção pode ser manifestado de formas diversas:

  • uma suspensão de compra de um determinado bem ou serviço;

  • a perspectiva de troca de fornecedor ou de cliente;

  • a suspensão da negociação, até que pontos se esclareçam.

É importante não permitir que o poder de coerção seja usado sem uma fundamentação, de improviso.

A coerção não é, já afirmamos, um instrumento de geração de obstáculos a discussão. É um recurso agilizador, e, mais do que isso, um restaurador de forças no processo decisório. Não há que confundir a coerção (pressão) com coação (ameaça), sob o risco de comprometer um clima propício ao acordo, se não for bem administrado.

O uso do poder de coerção é um ato de inteligência e que pode e deve ser usado com ética e sensatez.

 

PODER DE LEGITIMIDADE E O PODER LEGITIMADO

O poder da legitimidade se sustenta a partir de dois pontos básicos:

  • o poder que se fundamenta na lei;

  • o poder que se fundamenta na aceitação pelos envolvidos na discussão de um fato, ou na escolha de um processo decisório.

O uso da lei como reforço deve ser um forte incentivo aos envolvidos na relação produtiva, à medida que se torna extremamente difícil, para os interlocutores, questionarem este princípio de legitimidade.

A proteção da lei como reforço de abordagem consolida o papel de quem se envolve em uma discussão produtiva. Compete aos envolvidos no processo decisório, na fase preparatória, identificar bases legais para fundamentar e consolidar estratégias e táticas. Uma outra forma de buscar a legitimidade faz-se adotando práticas consagradas pela aceitação das partes (o exercício do poder legitimado).

Situações e fatos aceitos pelos que estão envolvidos no processo decisório estão, de forma geral, caracterizados pela legitimidade; são exemplos fatos ou ocorrências consagradas pelo hábito ou regras internas aceitas pelas partes.

O importante ao fazer uso do poder de legitimidade, é o não questionamento, por parte dos interlocutores envolvidos na decisão.

A lei é um forte ratificador dos processos de legitimidade, mas é extremamente importante pesquisar fatos, ocorrências e fenômenos aceitos pelo ambiente comum à decisão.

Essa pesquisa deve ser estabelecida no momento do planejamento. Numa negociação sindical, por exemplo, deve-se analisar com cuidado o histórico das relações entre a empresa e os empregados, que podem fornecer subsídios importantes para o negociador.

Numa negociação comercial, a prática de relações entre as partes envolvidas, seguramente oferecerão dados importantes (forma como as negociações vem sendo feitas, práticas comerciais adotadas pelos negociadores, resultados obtidos com negociações anteriores, traços culturais dos negociadores, estilos vividos e praticados na região onde se desenvolve a negociação) para o processo de consolidação da legitimidade. Vale observar que a legitimidade dos atos de um negociador é transferida para o próprio negociador, reforçando sua posição diante de seus interlocutores.

 

PODER DO CONHECIMENTO

É comum, e mais do que isso, é essencial, numa discussão ou processo decisório a existência de especialistas na discussão e no processo de barganha.

Este é o uso do poder do conhecimento. O estudo profundo do tema ou temas que envolvem uma discussão leva, de forma efetiva, à eliminação da dúvida, e induz o processo decisório a concentrar-se no que diz respeito à consecução de seus objetivos.

Se um profissional não se considera um especialista no conhecimento efetivo e específico do assunto foco da decisão; e entende que estudos, pesquisas e leituras que empreende, não foram suficientes para o esclarecimento e a superação de dúvidas acerca do ambiente decisório, é sensato que:

1) explore mais o tempo disponível para a etapa de planejamento, e desenvolva questões, a seu modo de ver, capazes de ajudá-lo a dominar os temas da discussão e da decisão;

2) se faça cercar de especialistas que o ajudem a manter cobertas, as áreas de dúvida e com potencial de exploração por parte de seus interlocutores (ou adversários).

Ser entendido como alguém detentor do conhecimento do tema ou temas básicos que exploram o processo decisório, ter ao seu lado pessoas observadas e aceitas pelos interlocutores, e neste aspecto, o poder do conhecimento se alia ao poder da legitimidade, funcionam como agentes transformadores da decisão elevando o seu nível de discussão e de abordagem.

Um negociador que domine os assuntos abordados na negociação é importante para o sucesso de um processo de negócio. O tomador de decisões forte na construção de argumentos e eficaz, especialista, antes de ser uma ameaça, é ingrediente de sucesso e solidez numa tomada de decisão, seja de busca de resultados, de exercício da liderança, de uma negociação.

 

PODER DA INFORMAÇÃO

A estratégia de uma decisão depende de três fatores otimizadores convenientemente administrados, mas que podem tornar-se obstáculos, se porventura forem relegados ao esquecimento ou pior ignorados pelos interessados:

  • oportunidade de uso do tempo;

  • oportunidade de uso das fontes de poder;

  • oportunidade de uso de sua base de dados (informações).

Fazer o tempo agir para si, ter o tempo como amigo, jogar com o tempo em condições favoráveis - apressar a discussão de temas sobre os quais tem amplo domínio, ou se isto lhe convier, atrasar a discussão de assuntos por entender que o momento não é conveniente, são estratégias do uso do tempo.

O uso adequado dos dados disponíveis, ou melhor, a oportunidade de usá-los quando conveniente ou indicado, é, das estratégias adotadas, a que melhor define o conceito do poder da informação. Os indivíduos ou organizações que disponham de dados têm uma posição de destaque em relação a seus interlocutores. Estes indivíduos ou organizações estão em melhores condições de decidir a posição de mais força na discussão e na barganha.

Nesta etapa do planejamento (seleção das fontes de poder), o tomador de decisões deve buscar dados concretos que fundamentem sua posição no processo, e que dêem base para uma discussão madura e eficaz, capazes de levar a um processo no qual o comprometimento seja assumido por todas as partes envolvidas. Esta busca de dados se reveste de cuidados extraordinários, levando em conta a credibilidade exigida.

Dados e informações orientadores da argumentação; números reforçadores da discussão, justificativas baseadas em fatos históricos comprováveis (situações acontecidas em negociações anteriores e comprovadas de forma autêntica), este conjunto de alternativas poderá ser acionado pelo tomador de decisões para a qualificação do processo. A decisão, para sua consolidação entre as partes, como um processo ético, com objetivos definidos, e com clareza de princípios, apresenta um perfil indiscutível:

  • profissionalização dos envolvidos;

  • foco nos fatos verdadeiramente relevantes;

  • alto nível de credibilidade.

O poder de informação, portanto, exige ao ser acionado:

  • o uso da informação conveniente, no momento adequado (tempo de informação);

  • a guarda de informações adequadas e estratégicas, para reforço de argumentações relevantes (conhecimento, tempo, informação);

  • a manutenção, como alternativa de discussão e de barganha, de informações determinantes, levando a resultados de comprometimento irreversível (legitimidade, conhecimento e informação);

  • a disponibilidade de informações permitindo a troca de concessões, gerando um conjunto de alternativas viáveis a um acordo (recompensa, tempo, conhecimento e informação).

Pode-se concluir, portanto, que informações reais, bem estruturadas, com bases sólidas de pesquisa, fundamentadas na verdade dos fatos, são o aval da solidez e da honestidade (ética) da decisão – quer na busca de resultados, na ação da liderança ou na negociação.

 

PODER DA PERSUASÃO

Fechando o ciclo de poderes que configuram a infra-estrutura do planejamento de uma decisão, o poder da persuasão – ou poder pessoal – é a capacidade profissional de explorar, de forma consciente e eficaz, nos momentos de discussão, na apresentação de propostas e no instante de barganhar trocas e concessões, as suas qualificações pessoais, sua presença, seu domínio sobre o ambiente, no sentido de envolver e seduzir, em sentido amplo, seus interlocutores.

É o poder que dá ao tomador de decisões a possibilidade de – por meio de uma argumentação inteligente e fundamentada, com base em dados reais, em informações concretas e verídicas – levar a discussão a resultados efetivos. O poder de persuasão bem exercido possibilita o exercício da liderança do processo, gerando segurança a todos os envolvidos.

Esta segurança se manifesta principalmente no próprio tomador de decisões – líder ou negociador – ao perceber que o seu poder de convencimento está levando-o a resultados eficazes. Quando este convencimento é feito por meio de abordagens reais, concretas e sérias (persuasão, legitimidade e informação), os profissionais envolvidos na busca de resultados, na subordinação à liderança ou na negociação sentem-se recompensados.

Faz parte da abordagem persuasiva provocar reflexões nos interlocutores, que permitam a mudança de posições, a revisão de posturas, a troca de alternativas, no sentido de efetivação de trocas e concessões enriquecedoras do processo decisório.

Convencer o interlocutor, fazendo-o entender a sua abordagem, levando-o a refletir sobre alternativas sobre as quais não havia considerado anteriormente, respeitando-o, e sendo respeitado por ele, adotando linhas de persuasão maduras e conscientes, reforçam o papel de um bom tomador de decisões, líder ou negociador.

 

Conclusão

O conhecimento pela identificação das fontes de poder sobre os quais o tomador de decisões se julga mais reforçado, levam a decisão a um patamar de discussões e conclusões que o tornam mais profissional, com mais qualidade e com mais efetividade: resultados concretos, produtivos e de aplicação imediata.

Material retirado do programa de Educação Permanente Desenvolvimento de Competências para o Executivo/Gerente Século XXI.

 

 

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 TEMPO: CINCO BALELAS E O QUE FAZER COM ELAS

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TEMPO: CINCO BALELAS E O QUE FAZER COM ELAS

FERNANDO HENRIQUE DA SILVEIRA NETO

CONSULTOR DO MVC

 

Ministrar programas de treinamento é uma atividade muito divertida! Programas envolvem o dia-a-dia das pessoas, seus acertos, enganos e dificuldades. Fatos ocorridos no trabalho então nem se fala: às vezes parece que estamos em consultórios de analistas ou com um 0800 de atendimento de reclamações. Alguns pensam que a última tecnologia é que vai resolver todos os problemas, mas continuam a pecar nos aspectos básicos, e a tecnologia só acrescenta mais um complicador: em inglês, of course! Outros acham que usar uma terminologia – dita – moderna é que soluciona tudo.

Administração de tempo é um desses programas: não é mais administração, é gestão ou gerenciamento; não se gerencia mais o tempo e sim a energia; não é mais autorizar o funcionário, é prover empowerment aos colaboradores; não é mais modelo, é paradigma; não é trabalhar em casa, é ter um home office; o celular virou mobile. E por aí vai. Palavras, palavras, palavras, como disse Hamlet.

Digo isso porque, às vezes, palestrantes, professores e conferencistas se levam a sério demais, só usam as palavras da moda, falam mais do que ouvem e perdem excelentes oportunidades de aprender com os participantes. Estes geralmente redescobrem soluções que já conheciam, mas que não usavam ou achavam que estavam com a data de validade vencida. E não é raro todos rirem de si próprios quando descobrem soluções simples para problemas que consideravam insolúveis e ameaçadores.

Resolvi então tratar de cinco fatos comuns relatados como grandes problemas, e cujas soluções foram dadas em sala de aula durante exercícios.

  1. Agenda tem que ser eletrônica!

  2. Minha primeira pergunta para quem vai comprar uma é saber se ele sabe usar uma agenda qualquer. Sim, pois pagar mil pratas para armazenar 30 telefones e e-mails das pessoas e consultar o calendário de vez em quando é mico certo! Com 20 reais no camelô se compra uma agenda importada (bem, deve ser da China ou do Paraguai) que quebra esse galho.

    Agenda tem que ser aquela que é do seu jeito de ser, tanto faz eletrônica que tira foto, de butique de madame com capinha de couro, da papelaria da esquina ou um caderno espiral. O importante é que registre e guarde as informações necessárias para a sua boa organização pessoal e ajude na administração do seu tempo. O resto é balela.

  3. Agora só se usa celular, ele reúne tudo em um só aparelho!

  4. Que beleza! Já viram as pessoas mandando mensagens de e-mail ou batendo papo pela tela do celular? Candidatos sérios a tenossinovite no polegar! Demora, é caro e haja vista para conseguir ler. A necessidade de usar a última moda ou de estar sempre inovando no uso da tecnologia faz, por incrível que pareça, com que certas pessoas se tornem ineficazes. Não é porque a tecnologia permite que você tem que utilizá-la. Um velho conhecido, após pagar uma nota firme por um desses aparelhos e descobrir que não iria se adaptar de jeito nenhum voltou à velha agenda de papel. Outro dia me disse "regredi, não?", ao que respondi: "está satisfeito assim?". Ele sorriu e disse "aqui me entendo melhor, e também voltei ao antigo celular" (nem tão antigo assim, mais moderno que o meu).

    O importante não é o que você usa, mas se o que você usa trabalha para você e não você para ele. O resto é balela.

  5. Prioridade já era, agora é ou faz tudo ou te dispensam!

  6. A explicação é simples: nesses tempos competitivos e de prazos apertados é fazer tudo e rápido ou ser ultrapassado pela concorrência. E não dá para recusar: emprego não tá dando mole por aí e é preciso apresentar resultados.

    Rebato sempre com a pergunta: o aniversário de 4 anos de seu filho é hoje, a festa vem sendo preparada desde a semana passada e seu chefe acaba de convocar uma reunião para seis da tarde, exatamente quando começa a barafunda na sua casa. São sete horas, a reunião está aquilo mesmo que você já previa, quando sua mulher liga e diz que as crianças estão inquietas e querem acender as velinhas do bolo! Vou logo dizendo, não vou decidir por ninguém o que é certo ou errado. Só pergunto o seguinte: o que é prioritário para você? Quando seu filho fará 4 anos de novo? Ele vai entender que papai é um executivo muito ocupado etc, etc? Sacou? O resto é balela.

  7. Você conhece a nossa empresa? Se conhecesse veria que isso não se aplica lá.

  8. É que o nosso negócio é muito diferente, singular, único. Nosso produto e nossos métodos de trabalho não são triviais, somos especiais e blablablá...

    Coitadinho, você trabalha num lugar tão diferente que nada do que os outros fazem serve. É claro que alguns poderão ler isto e dizer "quem escreveu isso está atrasado, o mundo mudou, a informática revolucionou os negócios, as novas relações de trabalho criaram a virtualidade na organização, há uma nova abordagem nas relações empresariais etc, etc..." zzzzzz. Por favor, me acorde quando essa chatice em dose cavalar terminar!

    Estes argumentos são de fato uma bela desculpa para não se fazer nada, ou tentar e desistir tão logo o primeiro obstáculo apareça pela frente. Vamos deixar claro: todas as empresas são diferentes em alguns aspectos e iguais em outros. Não conheci em minha vida profissional qualquer lugar de trabalho onde certas regras básicas não se aplicassem. O resto é balela.

  9. Comprei um livro e até fiz um curso, mas várias coisas que aprendi nem sempre dão certo e por vezes até desanimam a gente.

Já sei, você queria uma fórmula mágica, um remédio que curasse todos os males e funcionasse sempre e em qualquer situação: uma panacéia? Caia na real, cara. Você ainda acredita em Papai Noel? Essas receitas só funcionam nesses livros mágicos, onde ratinhos e duendes roubam o queijo dos incautos. Os autores ganham rios de dinheiro, mas suas fórmulas são fáceis demais para serem verdadeiras. Organização e gestão do próprio tempo requerem paciência, disciplina e bom senso. E também saber que muitas vezes, apesar de estarmos fazendo tudo que deveria ser feito, os imprevistos, seu chefe, o trânsito, sua família e sua equipe provocam mudanças nos planos traçados.

Mas sem esses planos nem saberíamos onde queremos chegar, e determinação e firmeza ajuda a alcançar o que pretendemos. O resto é balela.

 

Material retirado do programa: planejamento, organização do trabalho e gestão do tempo na era da informação.

 

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LÍDER: ESPECIALISTA EM RELACIONAMENTOS

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LÍDER: ESPECIALISTA EM RELACIONAMENTOS

JOÃO ALFREDO BISCAIA

CONSULTOR DO MVC

 

Parece haver consenso de que o ser humano é, na essência da sua natureza, um ser de relacionamento.

No exercício da liderança esse fato assume importância ainda mais marcante e decisiva, pois os líderes podem ser capazes de produzir marcas profundas, tanto positivas quanto negativas, no relacionamento com os seus liderados.

Conhecer e praticar cada vez mais, melhores ações na busca de relacionamentos produtivos – não repetitivos – é a competência que todas as lideranças deveriam ter em níveis bastante elevados.

Aprender, entender, compreender e refletir sobre o processo da dinâmica do comportamento humano deveria se constituir em um dos principais campos de interesse e estudo por parte daqueles que exercem liderança. Afinal das contas, as pessoas que exercem qualquer tipo de liderança deveriam ser, antes de tudo, "especialistas" em gente, e não apenas em coisas.

Infelizmente, a realidade tem me comprovado que é grande o número de pessoas em posições de liderança que ignoram os princípios elementares e básicos que orientam, direcionam e motivam o comportamento das pessoas.

Foi com base em observações e comentários identificados durante os trabalhos que tenho realizado que selecionei quatro questões bastante simples que me parecem merecer atenção por parte dos líderes.

 

1 – APRENDER A "SENTIR".

São comuns os líderes partirem da equivocada premissa de que devem fazer para os seus colaboradores, o que gostariam que fizessem com eles. Equivocadamente, raciocinam a agem apenas com base nos seus próprios desejos.

Desconhecem que os interesses, anseios, desejos, valores e motivações não são iguais para todos. As histórias das pessoas são diferentes, logo o que é importante e valioso para o líder não é necessariamente para seus colaboradores.

Esquecem, que o ser humano é um ser histórico, com valores, crenças, conhecimentos e interesses adquiridos e desenvolvidos através de processos de socialização completamente diferenciados.

Para não cometer enganos e injustiças, é imprescindível que os líderes "aprendam a sentir" as posições dos seus liderados, ouvindo com atenção os seus anseios e planos com relação à vida e ao trabalho.

A qualidade do líder, não está apenas em conversar, mas sim em sentir e ouvir, com atenção os outros.

Aprendi com o querido amigo e estudioso do comportamento humano Milton Oliveira, em seu livro "Energia Emocional", que "é ilusão acreditar que conversando a gente se entende". Milton afirma que "é sentindo que a gente tem muito mais chances de entendimento".

É freqüente uma conversa se transformar em um "monólogo alternado quando não há sentimento e empatia", comentário feito por outro profissional que também muito admiro e estimo, Sylvio Zilber, especialista em criatividade e inovação.

É fundamental que os líderes conheçam muito bem o que todos os seus colaboradores gostem e o que não gostem de fazer; o que julgam que realizam muito bem e o que acreditam que precisam melhorar; o que valorizam mais na vida e o que não ocupa um lugar de destaque na hierarquia de suas ambições pessoais e profissionais.

Esta iniciativa fortalece a posição do líder, pois dará a ele condições de melhor utilizar as potencialidades e motivação daqueles que estão ali para contribuir, para alcançar os objetivos da empresa que lidera. Conhecendo as opiniões e sentimentos de seus colaboradores, os líderes contribuem para o despertar do sentimento de "pertencimento", fator essencial para que a motivação brote, cresça e se desenvolva.

 

2 – APRENDER A CONVIVER.

Em todas as situações nas nossas vidas, passamos por momentos favoráveis e desfavoráveis. É natural e inevitável. No trabalho, no casamento, nas relações com nossos filhos, amigos, parentes, sócios e parceiros existem momentos extremamente gratificantes. Mas também acontecem situações de conflito que não nos agradam e até nos irritam profundamente.

Não somos, também, absolutamente iguais, constantes, uniformes e estáveis, durante todos os dias do ano. Em certas ocasiões, todos nós temos o direito de ficar aborrecidos, desmotivados, pensativos e sem grande disposição para agir. Admitir, compreender e aceitar, que todas as pessoas podem sentir-se menos felizes e satisfeitas em certos instantes da vida, é uma questão que nem sempre é lembrada no exercício da liderança. Sentir-se triste, inseguro, desmotivado ou mesmo raivoso, não são direitos exclusivos dos "chefes", mas de todos nós.

A anormalidade reside na intensidade da freqüência com que essas situações acontecem. É o conhecido comportamento ciclotímico (psicose maníaco-depressiva), que se caracteriza por variações abruptas, da alegria à depressão, e que precisam ser vistas pela liderança como um caso para acompanhamento médico.

Buscar e manter a serenidade para compreender que tudo isso é inerente às relações interpessoais, é extremamente sadio e construtivo.

Tenho comprovado, ainda, que quando as divergências de opiniões ou de sentimentos entre as partes deixam de existir, pode ser um sinal evidente de que as relações estão às vésperas de uma separação, de um desenlace. O fato é que abandonamos nossas relações profissionais e pessoais, quando não investimos tempo e atenção para buscar aperfeiçoá-la.

As desistências em manter produtivos e reciprocamente gratificantes os nossos relacionamentos não acontece apenas pela separação física, mas principalmente pela separação no plano psicológico.

Existem muitos líderes que simplesmente "ignoram", por razões de divergências, a contribuição e a presença de seus colaboradores, criando um clima de trabalho hostil, desconfortável e profundamente antagônico. O mesmo pode acontecer nos demais relacionamentos em nossas vidas. Embora os protagonistas estejam fisicamente presentes, a "ausência" é absolutamente sentida e percebida. É a conhecida situação onde as "pessoas estão presentes, mas de espírito ausente".

Não é à toa, também, que existe uma verdade popular com relação aos relacionamentos fracassados que afirma: "a pior solidão é a dois". Já imaginaram como deve ser desconfortável "uma solidão vivida no trabalho, com a presença de um número maior de pessoas?".

Os verdadeiros líderes conseguem enxergar que nem todas as coisas boas andam sempre juntas, em todas as situações das nossas vidas e procuram enfrentá-las construtivamente, ao invés de ignorar ou apenas aguardar que o tempo resolva.

Pode vir a ser tarde demais. Na vida não existe replay. É uma só, até que se prove o contrário.

 

3 – APRENDER A NÃO CONVIVER COM O PENSAMENTO ÚNICO

Pensamento único faz parte de ambientes de trabalho onde não há lugar para a criatividade e inovação. Só reina a mediocridade e a mesmice.

Novamente recorro a dois importantes ensinamentos de Sylvio Zilber:

1 - "A pior idéia é a solitária".

2 - "O pensamento único é quase sempre sinal de servilismo".

As pessoas saudáveis mentalmente aprendem a conviver com opiniões e sentimentos contrários aos seus, dando inteligência às suas emoções, por mais difíceis que os momentos possam vir a ser.

Um gerente, que trabalhou diretamente com o falecido presidente da TAM, Comandante Rolim, afirmou em entrevista que uma das suas principais qualidades como líder era a de "ser curioso e atento a todas às opiniões diferentes das suas".

Se a sua opinião como líder é normalmente a única a prevalecer, tome cuidado e comece a prestar atenção nos seus comportamentos. Provavelmente existem algumas coisas erradas na sua maneira de liderar pessoas. Não é possível, no mundo real, que as pessoas não tenham nenhuma opinião a respeito de como realizar determinados trabalhos, diferente da posição do líder. Neurônios existem na cabeça de todos nós. Não é privilégio apenas das pessoas que exercem a liderança.

 

4 – APRENDER QUE ENCONTRAMOS NAS PESSOAS AQUILO QUE PROCURAMOS.

Esta é uma questão fundamentalmente relacionada aos valores e as crenças pessoais.

Se nos ensinaram, durante a nossa trajetória da vida que: a maioria das pessoas quer tirar proveito próprio de todas as situações; a lei do menor esforço é a que impera na situação de trabalho; as pessoas somente estão interessadas em ganhar dinheiro; a iniciativa e criatividade são privilégios de uma minoria especial de pessoas; as pessoas resistem brutalmente às mudanças e que os líderes precisam empurrá-las, fatalmente isso terá reflexos diretos na maneira e forma como os líderes vão tratar os seus colaboradores. O líder que assim pensa e age, irá encontrar, no seu dia-a-dia, pessoas exatamente iguais àquelas que correspondem aos valores por ele apregoados. E ficará muito feliz e radiante por ter conseguido encontrar exatamente aquilo que estava previamente procurando.

Lembre-se que os "deuses" sempre nos dizem sim. Eles evitam nos contrariar.

Picasso também dizia algo semelhante: "Se você está procurando, é porque já encontrou!".

Na realidade do dia-a-dia encontramos muitos líderes que adotam comportamento prescritivo, preconceituoso e dogmático a respeito de pessoas e de grupos. Tenho visto que muitos deles mudaram o "vocabulário" no trato com seus "colaboradores" (já não dizem mais "subordinados"), depois de freqüentarem programas de treinamento tradicionais de liderança, mas permanecem com as mesmíssimas premissas de valores a respeito de gente. De nada adianta!

Líderes são pessoas que acreditam, genuína e autenticamente, não ingenuamente, que as pessoas podem crescer, se desenvolver e contribuir, se estiverem sendo lideradas como pessoas potencialmente interessadas e contributivas.

Tenho expectativas de que esses comentários contribuam para que os líderes reflitam sobre como andam conduzindo seus diversos relacionamentos, tanto na vida pessoal e profissional.

 

OBS.: Material retirado do Programa: Desenvolvimento de Competências para Supervisor Século XXI.

 


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VOCÊ ESTÁ NO CAMINHO CERTO?

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VOCÊ ESTÁ NO CAMINHO CERTO?

DENIZE DUTRA

CONSULTORA DO MVC

 

Tanto na produção literária, quanto no cotidiano, muito se tem falado desta "mola propulsora" chamada REALIZAÇÃO PESSOAL.

Apesar de diversos apelidos (tais como: felicidade, satisfação interior, …) e de seus inúmeros parentescos com outras necessidades humanas, ela se destaca por ser mais abrangente, subjetiva, complexa e desejada…

Como pessoas, profissionais e líderes, sabemos de sua importância e da diferença que faz, lidar e trabalhar com pessoas que se sintam realizadas. Seus efeitos vão além do brilho nos olhos, das atitudes, mas se refletem também nos resultados e números ($$$) das organizações.

O primeiro desafio é conquistá-la; o segundo mantê-la. Mas, COMO?

Nossa reflexão começa por entender quais são os 5 principais obstáculos que temos ao longo desta "maratona" e perceber que esta será mais fácil ou mais difícil, dependendo das condições do atleta.

O primeiro obstáculo diz respeito à nossa relação com o trabalho: Se o nosso trabalho é prazeroso? Se ele contribui, efetivamente, para a realização de nossa missão pessoal? Se nele usamos todo o nosso talento? Se obtivermos respostas positivas, certamente, os obstáculos estarão superados, pois não encaramos o trabalho como uma mera obrigação ou ocupação, mas sim como uma oportunidade de realização pessoal, onde, muito além da remuneração, buscamos a satisfação de muitas outras necessidades individuais, em especial, as psicossociais.

O segundo obstáculo é a "Tirania do Devo", isto é, quando levamos a vida nos preocupando em apenas corresponder às expectativas dos outros, agir conforme as regras sociais e os papéis que desempenhamos e esquecemos daquilo, que verdadeiramente desejamos, e que nos fazem felizes. O equilíbrio entre a necessidade de ajustamento social e a satisfação pessoal, exige a clareza dos próprios valores pessoais: o autoconhecimento, a auto-estima, a autoconfiança e a assertividade, para sabermos nos posicionar, adequadamente, respeitando os nossos próprios direitos, valores, desejos, idéias. Caso contrário, nos anulamos como pessoas, e passamos a viver apenas os nossos personagens, aqueles que dão mais IBOPE!

O terceiro obstáculo é decorrente da baixa auto-estima, do sentimento de não nos acharmos suficientemente bons para nada, ou nunca estarmos prontos para alguma coisa. O excesso de exigência conosco e a busca da perfeição, pode nos levar a cair neste exagero e nos impedir de realizar, ousar, tentar… Da mesma forma, que a tirania do devo, é preciso uma forte dose de autoconhecimento, para reconhecermos nossos pontos fortes, as qualidades positivas, os talentos e também precisamos de feedbacks positivos por parte dos outros, para aumentarmos a auto-estima, construirmos um sentimento de autoconfiança, que é a base da segurança pessoal. Neste sentido, amar e ser amado, podem ser decisivos!

O quarto obstáculo é nosso velho conhecido desde a infância: os MEDOS. Só que na infância nos é permitido ter medo. Quando crescemos, porém, começamos a tentar ignorá-lo, e acabamos não nos dando conta do quanto ele nos impede de tentar, ousar, arriscar, realizar. Uns medos são mais reais; outros mais imaginários. Uns mais conscientes; outros inconscientes. Enfim, são os mais diversos, porém, todos, se não enfrentados, podem nos paralisar. Precisamos desenvolver nossa capacidade de correr riscos calculados, de tomar decisões, precisamos estimular nossa coragem de fazer…

Quantas vezes desistimos antes de tentar!!!

O ultimo obstáculo, que pretendemos analisar aqui, é o comportamento de TER, ou o nosso conceito sobre SUCESSO. Dependendo da forma como entendemos o sucesso, de nossos valores, de nossas aspirações, do estilo de vida que desejamos viver, da importância que damos ao dinheiro, podemos ter comportamentos e atitudes diferenciados e, conseqüentemente, diversos objetivos pessoais. Podemos desejar SER – FAZER e TER, ou acreditar que, o caminho para o sucesso, seja TER-FAZER e SER! Não se trata de certo ou errado, mas de coerência pessoal.

O sucesso na superação destes obstáculos dependerá muito do grau de automotivação, do autocontrole, do "preparo psicológico" e outras condições de cada maratonista. O importante é que, ao longo do percurso, do qual desconhecemos o fim, sejamos capazes de nos auto-avaliarmos, freqüentemente, e verificarmos se estamos no caminho certo.

Se a resposta for "sim", respire fundo, tome fôlego e continue. Se for "não", mude o caminho, pois os caminhos podem ser vários, mas não podemos perder de vista o nosso objetivo: a realização pessoal, a felicidade.

Nada é definitivo, pleno, finito, mas é esta busca que nos MOVE À AÇÃO E QUE IMPULSIONA A VIDA!

 

Texto baseado no curso de Desenvolvimento Pessoal – E-Learning – Competências Gerenciais, da própria autora, pelo MVC.

 

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TESTE: UNIVERSIDADE CORPORATIVA: UM DIAGNÓSTICO

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UNIVERSIDADE CORPORATIVA: UM DIAGNÓSTICO

LUIZ AUGUSTO COSTACURTA JUNQUEIRA

VICE - PRESIDENTE DO MVC

 

 

Há cerca de nove anos foi iniciado, de forma sistemática, o processo de implantação de Universidades Corporativas no Brasil.

A par de projetos extremamente bem-sucedidos, com enorme contribuição para os resultados da organização, inclusive de forma quantificada, temos observado inúmeras inadequações estratégicas e operacionais.

Essas inadequações têm contribuído, de forma negativa, para a imagem das Universidades Corporativas e sua conseqüente aceitação institucional.

A partir da tecnologia de "redução de erros", vamos examinar neste diagnóstico o que constatamos ao longo de nossa experiência na implantação de Universidades Corporativas (UC), bem como na convivência com empresas brasileiras que adotaram essa estratégia.

Com um pouco de imaginação, você poderá constatar que as questões colocadas são também válidas para qualquer Departamento de Treinamento (DT) tradicional.

Suas respostas devem refletir a situação ou atuação atual e não a ideal em sua Organização

 

RESPONDA: O = OCORRE NO = NÃO OCORRE

A MINHA UC (OU MEU DT)

 

 

 

ASPECTOS ESTRATÉGICOS

O

NO

Não usa o treinamento/desenvolvimento para otimizar a cadeia de valor (clientes, fornecedores, etc.), porque cada vez mais acreditamos que todos os atores do processo organizacional devem fazer parte dos programas de desenvolvimento.

 

 

Utiliza patrocinador errado ou sem patrocinador; sem apoio e sem exemplo não se desenvolvem pessoas e organizações.

 

 

Utiliza o marketing como a motivação principal; aqui os meios não justificam os fins.

   
Opta pelo aspecto modismo e não pela necessidade e comprometimento com a idéia.    
Tem foco exclusivo no treinamento, em detrimento de outras funções como pesquisa, retenção e divulgação do conhecimento.    
Possui dependência financeira exclusiva da própria empresa, sem fontes externas alternativas.    
Não proporciona uma visão integrada e temporal da vida educacional de cada "aluno", perdendo com isso o benefício da retenção de talentos e da educação permanente.    
Tem foco exclusivo no desenvolvimento da organização, esquecendo o desenvolvimento pessoal.    
Não utiliza os próprios executivos como consultores internos; perdendo o foco na dimensão conhecimento do negócio.    
Não muda o paradigma da metodologia e da forma de "entrega" do treinamento.    
Erra no blend / mix (dosagem) treinamento presencial /treinamento à distância; privilegiando demais uma ou outra abordagem.    
Faz escolha inadequada do modelo jurídico / estrutura organizacional.    
SUBTOTAL DOS ASPECTOS ESTRATÉGICOS