Número 66  - Outubro de 2003

       
Destaque Reflexão
  Compras Consultivas: até onde é possível?   Por que não sou mais criativo?
 

Uma interessante comparação entre dois conceitos, de vendas consultivas e o recém criado compras consultivas 
J. B. Vilhena

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 O mundo nos obriga a um constante  processo de criatividade e  inovação. O que nos impede sua operacionalização?
Sylvio Zilber
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Editorial Teste
Acordamos todos!   Você atende bem seu cliente?
Na corrida para fazer o máximo até o final de 2003, a quantidade pode ganhar da qualidade.
L. A. Costacurta Junqueira  
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  Clientes internos e externos estão se tornando cada dia mais exigentes, sofisticados e conscientes. Você está acompanhando essa evolução?
Denize Dutra
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Dicas Comentário
O paradoxo do alto desempenho   Aprendizagem organizacional

Como aumentar o desempenho no trabalho e preservar a qualidade de vida? Eis o dilema do executivo moderno.
Carlos Legal

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As organizações que aprendem têm diferencial competitivo logo reconhecido pelo mercado.
Francisco Bittencourt
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Expediente
  Publisher: Costacurta Junqueira Jornalista Responsável: Cristina Spera
  Equipe Insight: Maria Teresa; Flávia Kahale; Leandro Santana
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EDITORIAL  

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LUIZ AUGUSTO COSTACURTA JUNQUEIRA

VP do MVC

 

 

ACORDAMOS TODOS

 

Os telefones das empresas de consultoria e treinamento não param de tocar; todos pedem propostas para ontem. Não há tempo para briefings, o "problema" parece ser fazer alguma coisa antes que o ano acabe! Você já viu esse filme? Certamente, a questão é que nos anos anteriores a "sessão de cinema" começava no início do segundo semestre; agora o início passou para o último trimestre.

Parece-nos que há um agravante, o foco muitas vezes não está na adequação do produto/serviço às necessidades do cliente, na busca pelo desenvolvimento das pessoas e organizações, na busca de uma melhor relação custo benefício. O principal objetivo parece ser mostrar serviço, aparecer, dizer que está vivo, raspar o tacho.

Voltamos então para o velho problema, "acordamos todos", mas com a certeza que na próxima noite o pesadelo voltará e, com, força redobrada. O velho treinamento não está sendo utilizado para resolver problemas e desenvolver pessoas, mas para outros objetivos tais como cumprir metas anuais, fazer marketing, não deixar "sobras no orçamento", etc.

Convidamos o leitor a ler o texto treinamento consultivo, publicado na edição de setembro do INSIGHT; novas idéias certamente virão à tona.

Temos a grata satisfação de anunciar ao mercado que o MVC tem um novo sócio, J. B. Vilhena, e uma nova Diretora de Marketing para o Rio de Janeiro, Denize Dutra. Nossa equipe agora está mais forte que nunca e pronta para os desafios de 2004.

Ainda nesse número, depois de Vendas Consultivas e Treinamento Consultivo, agora chegou a vez de "Compras Consultivas: até onde é possível?", texto de J. B. Vilhena, que estabelece uma interessante comparação entre os conceitos de vendas e compras consultivas.

Em "O Paradoxo do Alto Desempenho", Carlos Legal nos mostra que o conceito é o resultado da conjugação de saúde física, mental, emocional, capacidade de concentração, integridade e método de trabalho.

O desenvolvimento das organizações depende de sua capacidade de aprendizado é o que nos demonstra Francisco Bittencourt em seu texto "Aprendizagem Organizacional: Ampliando Horizontes e Abrindo Caminhos".

Por que não sou mais criativo? Quais os obstáculos que Impedem meu drive de Inovação? Como mudar minha maneira de pensar? Essas e outras questões têm suas respostas no texto de Sylvio Zylber: "Vamos Mudar o Programa?".

"Você Atende bem seu Cliente?" Independentemente da área em que trabalha é fundamental que se posicione quanto a essa fundamental competência. Esse é o tema do teste do mês, escrito por Denize Dutra.

 

Boa leitura

 

LUIZ AUGUSTO COSTACURTA JUNQUEIRA

VP do MVC


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COMPRAS CONSULTIVAS: ATÉ ONDE É POSSÍVEL?

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J B VILHENA

VP DO MVC

 

COMPRAS CONSULTIVAS: ATÉ ONDE É POSSÍVEL?

 

Embora muito já tenha sido escrito sobre o assunto, até hoje inúmeras empresas "apelidam" seu modelo de vendas de consultivo, sem que ele o seja realmente. Se você ainda tem dúvidas sobre o que é venda consultiva, pode ler no site do MVC algum dos artigos que escrevi sobre o tema, ou pode consultar o quadro abaixo, extraído do livro de Charles Futrell intitulado Vendas: Fundamentos e Novas Práticas de Gestão. (Ed. Saraiva, 2003).

 

Quadro 2-11: Vendas Tradicionais versus Vendas Consultivas

 

Venda Tradicional

Venda Consultiva

1. Papel do vendedor

"Cavaleiro Solitário"

Líder de uma equipe

Consultor de negócios

Aliado de longo prazo

2. Envolvimento do cliente e do vendedor

Mínimo envolvimento do cliente; máximo envolvimento do vendedor

Forte envolvimento tanto do cliente como do vendedor

 

3. Fluxo informativo

De um só sentido: do vendedor ao cliente

De mão dupla

4. Foco de interação

Características e aplicações do produto ou do serviço

Capacidade da solução em lidar com a necessidade atrás de necessidade — tanto como melhorar o desempenho financeiro do cliente.

Negócios gerais e tendências do setor.

5. Conhecimento necessário

Da própria companhia

Produtos e serviços

Concorrentes

Aplicações

Estratégia de conta

Custos

Oportunidades

 

Da própria companhia

Produtos e serviços

Concorrentes

Aplicações

Estratégia de conta

Custos

Oportunidades

Do cliente

Produtos e serviços

Concorrentes

Clientes

6. Habilidades requeridas

Habilidades de venda face-a-face

Habilidades de venda face-a-face, incluindo pesquisa detalhada

Solução de problemas estratégicos

Demonstração de como as soluções atendem objetivos estratégicos

Fortalecimento da equipe e do trabalho de equipe

7. Envolvimento do vendedor no processo de tomada de decisão do cliente

Não envolvido

Isolado do processo de tomada de decisão

Envolvido

8. Envolvimento do vendedor após a compra e a instalação

Muito pequena: "ataque e fuja"; procure o próximo cliente

O vendedor continua a visitar a organização do cliente para garantir um desempenho de longo prazo bem-sucedido

O vendedor dirige as atividades do Processo de Relacionamento do Cliente por todos os ciclos de serviços e de vendas

 

Contudo, eu nunca ouvi ninguém falar sobre compras consultivas. A primeira pessoa que me chamou a atenção sobre esse assunto foi o Costacurta. Discutíamos como desenvolver uma abordagem mais consultiva para a venda de nossos produtos e ele, suspirando, disse que seria ótimo se os compradores também se preocupassem em comprar melhor, sem se deixar dominar pela tentação fácil do preço baixo.

Fiquei pensando nisso e gostaria de dividir com o leitor minhas reflexões.

Todos sabemos que o modelo de compras mudou muito no segmento business to business. Hoje os compradores são cobrados por metas e avaliados segundo rígidos padrões de desempenho. Que essas cobranças continuarão a ser feitas, não há dúvidas. O problema – ou desafio - é definir quais serão os melhores indicadores de resultado. O mais comum é que os compradores se contentem (e contentem seus chefes) em obter duas ou mais propostas com conteúdo semelhante e escolham a de menor preço. Assumo que esses conteúdos possam até ser exatamente iguais, mas será que conduzem igualmente aos mesmos resultados?

Imaginemos uma situação hipotética onde apenas 2 empresas estão concorrendo a um trabalho na área de treinamento. Ambas as propostas apresentam o mesmo conteúdo, objetivos, metodologia e resultados. A da empresa "alfa" é 20% mais cara do que a da empresa "beta". Como comprador, percebo aí uma oportunidade de mostrar ao meu "chefe" que realmente "visto a camisa da empresa", pois consegui encontrar um produto equivalente ao outro e 20% mais barato. Sugiro a contratação de "beta" e fico esperando pelos elogios. Agi de forma consultiva? A resposta é um retumbante não!

Para poder dizer que a minha postura foi a de um comprador consultivo, primeiro deveria ter conversado com cada uma das concorrentes, visando identificar o que poderiam oferecer além daquilo que fora colocado por escrito. Teria que verificar quem seriam os consultores envolvidos no projeto, qual a sua senioridade, formação, experiências específicas no meu setor de atividade. Que outras contribuições indiretas eles seriam capazes de oferecer? Como seria a pós-venda? Que garantias extras ofereceriam caso eu não ficasse satisfeito com o trabalho?

De posse dessas informações, seria preciso conversar novamente com a área solicitante, mostrando as diferenças que descobri existirem. Sem falar de preço, discutiria com meu cliente interno o que seria melhor para ele, ajudando-o a fazer uma escolha consciente e tecnicamente correta.

Depois da certeza de ter encontrado a melhor solução para o meu cliente (pode até ser que ele concluísse que nenhuma das duas empresas estivesse adequada e eu tivesse que recomeçar o processo) e já tendo escolhido o fornecedor, aí sim, poderia até discutir o preço ou as condições de pagamento. Findo o processo, informaria ao meu "chefe" e a meu cliente interno a forma que utilizara para conduzir a contratação.

Pode ser que o Diretor Financeiro preferisse que a proposta mais barata fosse vencedora, mas meu cliente não estaria sendo atendido da melhor maneira e, por conseqüência, não ficaria tão satisfeito.

 

Material retirado dos Programas Negociação em Compras , Desenvolvimento de Gestores e Profissionais de Vendas.

 

 

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O PARADOXO DO ALTO DESEMPENHO

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CARLOS LEGAL

CONSULTOR DO MVC

 

O PARADOXO DO ALTO DESEMPENHO

 

Nunca vivemos uma época de tantas facilidades metodológicas e tecnológicas, principalmente para o trabalho. Mas, grande parte dos executivos que conheço, ainda sente-se sobrecarregado e pressionado pelo excesso de trabalho, e afirmam que a eficiência conquistada pelas tecnologias até então, serviram apenas para dar espaço a mais trabalho e tensão. Num cenário que contradiz as previsões do sociólogo Domenico De Masi, o executivo moderno se encontra num dilema: "como aumentar o desempenho no trabalho e preservar a qualidade de vida?".

Essa situação me faz lembrar uma historinha:

Um viajante parou seu carro num posto de gasolina, distante de tudo. Enquanto o frentista enchia o tanque, foi até a loja de conveniência comprar algumas guloseimas, quando percebeu um velho sentado numa cadeira de balanço, fumando tranqüilamente seu cachimbo. Ao seu lado, um cachorro deitado, uivava insistentemente. Ao passar de volta pelo velho e o cachorro, percebeu que o mesmo ainda uivava sem parar. Incomodado com o cão, dirigiu-se ao velho e perguntou:

  • Meu senhor, com sua licença. Esse cachorro é seu?

  • Sim - respondeu o velho.

  • Ele está machucado? - perguntou o viajante

  • Não - disse o velho.

  • Então porque não pára de uivar?

  • Como vê, está deitado numa tábua, bem em cima de um prego. Por isso fica assim - disse o velho.

  • E o senhor não vai fazer nada? - questiona o viajante indignado.

  • Não - respondeu o velho calmamente.

  • Mas se está doendo, por que ele não sai daí?

  • Não deve estar doendo o suficiente...

Muitos desses executivos estão como o cachorro dessa história - reclamam sobre a carga de trabalho, de que estão estressados, insatisfeitos, sem tempo para a família e para o lazer - mas o que estão fazendo para mudar isso? Nesse ponto concordo com o velho - "não deve estar doendo o suficiente...".

Você que está lendo este artigo deve ter pensado. – "para quem está de fora é fácil falar, mas vem sentar no meu lugar para ver o que é bom". Não fique bravo comigo, pois meu objetivo é apenas provocar a seguinte reflexão: porque boa parte das pessoas, só promove mudanças quando já estão no limite ou quando algo de grave acontece? Porque o esforço pelo alto desempenho ainda faz a maioria das pessoas sofrer?

Não tenho nenhuma pretensão de dar uma resposta definitiva ou uma receita absoluta, mas parte da resposta é devida à incapacidade de grande parte das pessoas, de gerar o alto desempenho em sintonia com suas capacidades físicas, mentais e emocionais. Precisamos lembrar que o nosso corpo é o "veiculo" para viver. Sendo assim, mantê-lo em perfeito estado, devidamente calibrado, com as "peças" em ordem é básico para viver. Para ter alto desempenho então, o básico torna-se insuficiente.

No entanto, tem muita gente exigindo do seu "veiculo" mais do que ele está preparado, andando a 200 km/hora, sem querer fazer um pit stop, muitas vezes num "veiculo" que está com as "peças" desgastadas pela falta de manutenção ou pelo mau uso. Não quero parecer grosseiro, mas como quer ter alto desempenho se não tem um "veiculo" preparado para isso?

Quer melhorar o desempenho? Então aumente suas capacidades físicas, mentais e emocionais.

Vejo o alto desempenho baseado em duas premissas. Uma pessoal e a outra metodológica. A primeira envolve a saúde, vitalidade física e mental, hábitos de vida (alimentação, por exemplo), valores pessoais, consciência de seu ritmo físico e mental (como por exemplo, saber em qual momento do dia minha mente é mais ágil para determinada atividade), disciplina, etc. A segunda envolve a metodologia no trabalho, técnicas de planejamento, organização e reuniões, uso adequado de tecnologia, etc.

O alto desempenho começa pelo nível de energia física e metal, pela quantidade e qualidade da energia em nosso corpo, que definem o nível de nossa vitalidade. Podemos melhorar esse nível de energia? A resposta é sim! Mas precisamos de esforço e dedicação, adotando uma atividade física que estimule o corpo, cuidar adequadamente do descanso e da alimentação e fazer tudo isso de uma forma mais consciente e menos mecânica. Faça disso uma prioridade na sua vida, e o desempenho elevado será um resultado natural. Não tenho nenhuma pretensão de dizer "o que fazer", pois já estamos repletos de dicas e receitas, mas procure prestar mais atenção em "como fazer". A melhoria das capacidades físicas, mentais e emocionais segue alguns princípios inspirados em práticas orientais, como o ioga, fundamentado no que chamo de "tripé" da saúde perfeita, são eles:

  • ESTÍMULO: Nosso corpo, para ficar mais forte, precisa ser desafiado, através do movimento. O velho ditado popular "água parada é foco de doença" aplica-se também ao nosso corpo. Por isso, manter uma atividade física regular, seja ela qual for, é fundamental para manter nosso "veículo" em perfeito estado. Além disso, quanto mais estimulamos, mais forte e resistente o corpo se torna, resistindo de forma mais eficaz ao estresse e às tensões criando condições favoráveis para o alto desempenho. Não podemos esquecer que somos um "pacote" formado por corpo, mente e emoção e tudo que acontece com um, influencia os outros.

  • COMPENSAÇÃO: Tão importante quanto estimular é deixar a natureza compensar todo e qualquer esforço. O próprio corpo, instintivamente, estabelece as condições para essa compensação através do descanso. Naturalmente, não podemos tirar uma soneca após o almoço, mas podemos e devemos facilitar isso com a recuperação do corpo através do sono adequado e suficiente, momentos de lazer, técnicas de relaxamento e ócio. E lembre-se, não tire do sono o tempo que lhe falta, isso lhe fará falta mais tarde.

  • ALIMENTAÇÃO: O alimento é o combustível que gera energia para o funcionamento adequado do corpo. Assim como um carro, se colocarmos uma gasolina de má qualidade, ele vai dar problemas. Nosso corpo funciona da mesma forma. Alimentos de fácil absorção e com alto valor energético (como frutas, verduras, oleaginosos, azeites, etc) devem fazer parte do cardápio de todos que querem melhorar o desempenho. Mas, lembre-se. Saber o que comer não é o suficiente. Mantenha uma atitude mais serena no momento de suas refeições, num tempo adequado, e evite, de qualquer forma ficar mais de três horas sem se alimentar. A falta de energia no corpo cria sintomas desagradáveis e pode trazer prejuízos mais sérios a saúde.

O alto desempenho é a conjugação de saúde física, mental e emocional, capacidade de concentração, integridade e método de trabalho. É gerar ação com o mínimo esforço e o máximo resultado por mais tempo. Você renderá mais se respeitar o próprio ritmo e trabalhar para se aprimorar. Quantas vezes nos pressionamos para concluir um determinado trabalho, insistimos em fazer hora extra, mas estamos tão esgotados que o rendimento é mínimo para um desgaste imenso. Será que vale a pena insistir nesse momento do dia? Buscamos sempre fazer certo da primeira vez. Melhor que isso é fazer o certo da primeira vez por mais tempo.

Bem, talvez o cachorro se levante antes de se esfolar. E você?

 

Material retirado dos Programas Planejamento, Organização do Trabalho e Gestão do Tempo na Era da Informação e Melhoria da Performance Gerencial.

 

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APRENDIZAGEM ORGANIZACIONAL:Ampliando Horizontes e Abrindo Caminhos

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FRANCISCO BITTENCOURT

CONSULTOR DO MVC

 

 

APRENDIZAGEM ORGANIZACIONAL:

Ampliando Horizontes e Abrindo Caminhos

 

 

As organizações, em seu movimento de evolução de um estágio de pioneirismo, ou sistematizado (estruturas básicas organizacionais) para estágios de integração em rede ou voltadas para o serviço à comunidade, mostram uma transformação significativa, abrangendo, prioritariamente três focos de desenvolvimento:

  1. em seus processos internos de comunicação, à medida que há uma absorção mais efetiva de conhecimento, trocas e compartilhamentos de informações e responsabilidades e uma forte ação negocial interna;

  2. a definição mais clara e objetiva das responsabilidades organizacionais, onde os diversos níveis hierárquicos, de forma integrada permitem a consecução dos objetivos realizada de forma mais produtiva;

  3. a transmissão e o comprometimento das equipes internas com o negócio da organização, refletindo-se nos seus números – produtividade, nos padrões de qualidade, absorvidos como premissa de trabalho e o conhecimento, por parte de seus colaboradores do impacto causado por suas ações individuais em seu trabalho e no ritmo de suas equipes.

Estas organizações, ao identificarem a necessidade de mergulhar em um mundo de aprendizagem, aprendendo com seus próprios erros, gerenciando o conhecimento e os talentos disponíveis, passam a conviver com alguns sinais:

  1. necessidade reconhecida de informação, por parte dos indivíduos e das estruturas internas;

  2. um clima de questionamento, por parte dos colaboradores em relação a processos, sistemas e modelos de gestão;

  3. uma expectativa real de discussão dos problemas e das ocorrências manifestadas na operação e na aplicação das estratégias;

  4. disposição para explicitar valores, crenças, missões para esclarecimento e consolidação das percepções dos colaboradores internos;

  5. valorização e resgate das experiências vividas, com sua adequação ao presente, para que se tornem recursos de aprendizado;

  6. reflexões sobre essas mesmas experiências, atualizando-as e submetendo-as a um processo de contemporaneidade;

  7. conscientização de que o aprendizado faz parte do crescimento individual e do desenvolvimento organizacional, de forma integrada;

  8. inexistência punição por se assumirem riscos;

  9. compartilhamento de conhecimentos, habilidades técnicas e criativas geradoras de novos entendimentos e significados para a instituição e seu negócio;

  10. através de um processo de comunicação fluida e transparente, o clima interno favorece a confiança, a credibilidade e a ética organizacional;

  11. o acesso à informação é difundido e democratizado, respeitados os limites das ações estratégicas, fortalecendo-se a decodificação de dados, a seleção de informações e a agregação de valores do conhecimento;

  12. o planejamento é entendido como um instrumento indispensável do processo decisório e a mudança é sinal de oportunidade para crescimento e aperfeiçoamento;

  13. o espírito e a percepção crítica são recursos permanentes de trabalho.

As habilidades necessárias decorrentes da identificação de incorporação de um conceito de aprendizagem envolvem uma coerência com o ambiente de ação da organização. Levando-se em conta que a busca do poder é constante, as organizações devem encontrar seus caminhos, através do qual sua posição no universo produtivo torna-se constante.

A passagem por estes caminhos se faz de forma também evolutiva (assim como os estágios e assim como os estilos dos indivíduos, em uma sociedade produtiva):

 

FORÇA FÍSICA

 

 

 

Executar

Trabalhos Mecânicos

HABILIDADE FÍSICA

 

 

 

Trabalhar de modo artesanal

SABER COMO FAZER

 

 

Operar máquinas

INOVAR

 

 

 

 

Reinventar

GERENCIAR

MUDANÇAS E INOVAÇÃO

 

 

Gerir o conhecimento

 

Fonte: A evolução das sociedades e habilidades requeridas, RODRIGUES y RODRIGUES, Martius Vinicius, Gestão Empresarial: Organizações que aprendem. RJ: Qualitymark, 2002.

 

Todo este esforço tem como finalidade despertar um conjunto de competências. Essas competências permitem a organização associar, de forma eficaz, sua busca de resultados e consolidação de seu poder produtivo aos estudos com o proposto por Stephen Rhinesmith – a capacidade de gestão competitiva, a capacidade de gestão da complexidade, a capacidade de gestão das incertezas, a capacidade de gestão de equipes produtivas, a capacidade de gestão da adaptabilidade e da flexibilidade e a capacidade de autogerenciamento dos indivíduos:

COMPETÊNCIAS QUE GERENCIAM UMA EMPRESA

 

Fonte: RODRIGUES y RODRIGUES, Martius Vinicius, Gestão Empresarial: Organizações que aprendem. RJ: Qualitymark, 2002.

 

Ao assumir, portanto o perfil de uma organização de aprendizagem, as empresas – não importa o seu segmento ou suas dimensões – diferenciam-se daquelas com perfil funcional por meio de um conjunto de características, que as torna singulares, e este sinal é o seu diferencial competitivo.

 

EASTERBY-SMITH, Mark, BURGOYNE, John & ARAUJO, Luis, Aprendizagem Organizacional e Organização de Aprendizagem – Desenvolvimento na Teoria e na Prática. SP: Atlas, 2001.

 

Na visão de Easterby-Smith:

 

"Organizações desenvolvem novos produtos e serviços; aumentam produtividade; apresentam moral mais alto, um clima melhorado de trabalho organizacional; experimentam menor rotatividade de mão-de-obra; experimentam menos desperdício/sabotagem/erros; experimentam desempenho financeiro melhorado; experimentam eficiência aumentada e menos redundância (os funcionários percebem como cada cargo contribui para o sucesso da organização); proporcionam um serviço mais efetivo para clientes e consumidores e são capazes de mudar de maneira mais rápida".

O quadro seguinte nos permite constatar significativas diferenças:

 

ORGANIZAÇÃO

FUNCIONAL

  1. Os empregados são o problema

  2.  

  3. Por meio de uma visão individualizada e segmentada, as pessoas conhecem o seu trabalho, e só ele.

  4.  

  5. Os processos de mensuração são individuais

  6.  

  7. Se há problemas no trabalho, mudam-se os empregados.

  8.  

  9. A qualidade do trabalho é associada à qualidade do empregado.

  10.  

  11. O relacionamento é hierarquizado e pouco flexível

ORGANIZAÇÃO DE APRENDIZAGEM

  1. Os sistemas e os processos de trabalho constituem o problema.

  2. As pessoas envolvidas no trabalho têm consciência do sistema e do contexto nos quais estão envolvidos.

  3. Mensuram-se os sistemas de trabalho, e através deles, o desempenho das pessoas.

  4. Se há problemas, revê-se o trabalho e seus processos.

  5. Os sistemas e os processos podem sempre ser melhorados, e por conseqüência, os desempenhos.

  6. A hierarquia existe, mas o fluxo da comunicação interna não impede as trocas de informações produtivas.

 

FONTE: RODRIGUES y RODRIGUES, Martius Vinicius, Gestão Empresarial: Organizações que aprendem. RJ: Qualitymark, 2002

 

Estes fatores levam a um outro indicador importante: exige-se, dos profissionais incorporados às organizações de aprendizagem um conjunto de características que permita uma ação, no mínimo eficiente, no desempenho de suas responsabilidades internas neste tipo de empresa.

 

Estes fatores, além de indicar seu potencial para a permanência produtiva no corpo de colaboradores dessas organizações, permitem às lideranças internas trabalhar áreas de carência ou oportunidades de desenvolvimento individual, por meio de uma gestão de pessoas voltadas para o resultado e o crescimento.

 

Esta gestão de pessoas, portanto, exige que os gestores abandonem os discursos improdutivos e passem à ação efetiva, onde se descubram "a existência de liberdade e autonomia das pessoas, a disponibilidade de recursos financeiros de tempo para a organização das atividades, o encorajamento por parte destes mesmos gestores, bem como o apoio de toda a organização para as ações dos colaboradores e a formação das equipes tendo como base os estimuladores da criatividade – a diversidade das expectativas – à formação diferenciada de seus componentes".

 

COMPETÊNCIAS BÁSICAS EM UM PROCESSO DE APRENDIZAGEM

 

O desenvolvimento de trabalhos junto às lideranças institucionais levou à criação de um inventário através do qual identificam-se os graus de exigência, a partir de modelos organizacionais, definidos pelas empresas, em relação à contribuição de sua equipe para resultados, e seu potencial para novas responsabilidades:

CONSCIÊNCIA DO AMBIENTE PROFISSIONAL - o nível de conhecimento que possui de sua contribuição e importância, no contexto produtivo em que atua;

FLEXIBILIDADE, ABERTURA A TERCEIROS - o quanto se predispõe a ouvir os outros e aceitar suas idéias, sem reações ou barreiras;

NIVEL DE CETICISMO E INCONFORMISMO - nível de não acomodação ou de contestação e discussão de idéias;

CAPACIDADE CRIATIVA - competência para gerar novas idéias ou sugestões que possam agregar algum tipo de valor ao negócio ou rotina;

CONTRIBUIÇÃO PRODUTIVA - qualidade da contribuição, capaz de trazer algo possível de ser incorporado à realidade de forma eficaz;

ORIGINALIDADE DAS IDÉIAS PROPOSTAS - capacidade de surpreender, no sentido de gerar alguma ação ou sugestão ainda não pensada ou prevista;

AUTOCONFIANÇA - capacidade de crença em si próprio, seus valores, crenças e princípios de ação e pensamento;

CAPACIDADE DE OPERACIONALIZAR IDÉIAS - competência para passar da palavra a ação, sem perder substância;

PERSISTÊNCIA - predisposição para perseguir objetivos, com tenacidade e senso crítico suficientes para estabelecer ritmo e consistência adequados;

AUTOAVALIAÇÃO PERMANENTE - capacidade de estar, de forma constante, revendo seus princípios, formas de ação e ritmo para o alcance dos objetivos.

ANGELONI, Maria Terezinha. Organizações do Conhecimento. RJ: Saraiva, 2002.

Este conjunto de ações, de características e de perfis de atuação nas organizações de aprendizagem, gera conseqüências, incentivadoras de produtividade e de competitividade nos cenários contemporâneos:

CONSEQÜÊNCIAS DA APRENDIZAGEM ORGANIZACIONAL

  • A cooperação requer um mínimo de consenso;

  •  

  • A satisfação baseia-se num mínimo de contentamento;

  •  

  • A prosperidade requer um mínimo de afluência;

  •  

  • As metas merecem um mínimo de convicção;

  •  

  • O aperfeiçoamento depende de um mínimo de consistência;

  •  

  • A sabedoria demanda um mínimo de racionalidade.

  • Fonte: Hedberg, 1981:22, apud EASTERBY-SMITH, Mark, BURGOYNE, John & ARAUJO, Luis, Aprendizagem Organizacional e Organização de Aprendizagem – Desenvolvimento na Teoria e na Prática. SP: Atlas, 2001.

     

    Conclusão

     

    Nas organizações tradicionais, ou funcionais, adotando-se o termo da cultura do aprendizado, em geral dos gestores "querem modificar o comportamento das pessoas com as quais trabalham, em geral membros de equipes sobre as quais respondem pelo resultado, ficam insatisfeitos com seus próprios resultados" 4, e tratam de administrar (nem sempre superar) a frustração e esperam melhores resultados no futuro, sem nada modificar no presente (é fundamental lembrar-se de Fred Polak, visão sem ação é um sonho).

     

    Em contrapartida, nas organizações de aprendizagem, os gestores "compreendem que a única mudança deve ocorrer a partir de suas próprias auto-avaliações e correções para o aperfeiçoamento, entendem que devem ter a percepção de cada ato gera uma conseqüência e que ela deve ser prevista e faz parte de seu perfil de eficácia eleger hábitos que melhor os conduzam para o resultado que pretendem atingir" e com qual nível de qualidade .

     

    Aprender, portanto é um fenômeno que surge a partir do entendimento vivido em experiências, com o objetivo de que não se repitam os erros, gerando um processo de capacitação no presente para investimento futuro. Segundo Angeloni, a aprendizagem é "um processo de mudança resultante de prática ou experiência anterior, que pode manifestar-se em uma mudança perceptível de comportamento ou não".

    ANGELONI, Maria Terezinha. Organizações do Conhecimento. RJ: Saraiva, 2002.

     

    A conscientização da necessidade de transformarem-se as empresas em organizações de aprendizagem pode estar sintetizada no pensamento de Charles Handy:

     

    "Para compreender o futuro, seja em organizações, em sociedades ou na sua própria vida, assuma o controle dele, em vez de responder a ele" .

     

     

    Material retirado do Programa Desenvolvimento das Competências do Executivo/ Gestor do Século XXI.

     

     

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    PENSAMENTO CRIATIVO (O Que Mais Impede)

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    SYLVIO ZILBER

    CONSULTOR DO MVC

     

    PENSAMENTO CRIATIVO

    (O Que Mais Impede)

     

    "Nenhum problema
    pode ser resolvido
    pelo mesmo padrão de
    raciocínio que o criou"
    Einstein

    Somos todos criativos?

    Como desenvolver a criatividade no trabalho?

    Qual é o melhor método para "estar" criativo?

    Imagine que você usa em casa um Computador 386, no qual você vem fazendo upgrades freqüentemente. Ele lhe foi muito útil, até hoje, resolvendo tudo que você precisou para atender sua demanda. Ele é ótimo (afinal, foi com um 386 que os americanos foram à lua). Sua impressora é matricial, monocromática e nunca lhe deu problema. Quando surgia uma solicitação mais elaborada, você aumentava a capacidade de memória no hardware desse 386 e acrescia mais alguns novos programas. Até aqui, tudo bem. Comparado à máquina de escrever que você usava antes, era uma maravilha.

    Então, você recebe uma solicitação de produzir, com urgência, um trabalho bastante elaborado, com muitos gráficos e imagens, a cores. Você percebe que seu computador não dá conta desta tarefa. Você vai a uma loja e compra 2 softwares de última geração, produzidos em 2003, com programas super atualizados, que são os necessários para resolver seu novo problema. Instala os mesmos no seu velho 386 e os põe a rodar.

    O que você acha que acontece?

    É mais ou menos isto que está acontecendo com nosso modo de pensar, hoje em dia. Temos um "programa de hardware" velho (muito velho), que continua resolvendo a grande maioria de nossos desafios, há muito tempo. Só que este nosso "programa mental velho" não resolve alguns dos desafios novos mais prementes com que nos defrontamos hoje. Entre eles, os da aceleração das mudanças, da inovação constante e os da criatividade, desafios estes que estão por toda parte, em todas as Empresas. Porque não resolve?

    Como diz E. de Bono, porque usamos o mesmo programa mental há, pelo menos, 2.400 anos, desde a Grécia Antiga. É o modo de pensar da chamada LÓGICA científica, binária e linear. Ela estabelece que só há UMA resposta para cada pergunta. Foi assim que nos ensinaram nas Escolas: Que todas regras têm exceções, mas que as exceções confirmam as regras. Donde, o que vale é a regra. Que o que foi cientificamente provado é sempre inquestionável. Que o que está escrito nos livros escolares está certo. Tudo tem somente UMA resposta certa. Tudo tem começo, meio e fim. Ou sabemos a resposta certa ou não sabemos. Outras respostas ou outras alternativas diferentes estão erradas e, portanto, devem ser reprovadas. Foi assim que nos ensinaram a pensar. Este é o "PROGRAMA" determinista que está instalado no nosso cérebro e é esta maneira de pensar que nós temos levado para a vida profissional. E nela, hoje, nos defrontamos com desafios que a Escola não nos ensinou a resolver. Pedem que nós sejamos mais pró-ativos frente às mudanças, mais criativos, mais inovadores.

    COMO?

    Vamos mudar o programa?

    Será que é tarde demais
    para mudar o nosso
    modo de pensar?

    E. de Bono

    Quem continuar pensando do mesmo modo a que está acostumado a pensar, chegará, certamente, aos mesmos resultados a que está acostumado a chegar.

    Como pensar de outra maneira? Qual técnica se deve escolher para estar criativo?

    As técnicas do pensamento criativo são inúmeras. Elas se confrontam, se somam, se sobrepõem, se contradizem, se reforçam, se copiam e se repetem. Elas também são sinérgicas. Algumas funcionam mais para uns que para outros. Algumas impactam mais que outras. São mais conhecidos os conceitos do Raciocínio Divergente, de Osborne e Parnes, o do Pensamento Lateral, que é utilizado por E. de Bono, o das Múltiplas Inteligências de H. Gardner e seus seguidores, o das Aberturas Mentais, de. Predebom; são mais utilizadas as técnicas do Brainstorming e suas variáveis, dos 6 chapéus, de E. de Bono, etc. Mais as teorias da Inteligência Emocional, de D. Goleman, e também as teorias artísticas, principalmente as de teatro e de artes plásticas. Todas elas, como programas de última geração, "softwares", são aplicadas para que se desenvolva a nossa criatividade. Acredito que todas funcionem, até porque utilizo várias delas misturadas.

    Alteridade e pensar em rede

    Acredito ainda que, para estas técnicas funcionarem melhor, o foco preliminar, antes de aplicá-las, deva ser: Quem as recebe? Quem é "o outro"? Em qual programa de raciocínio, de "hardware", elas serão aplicadas? Certamente, são indivíduos ímpares, diferentes, com muitas variáveis de atitude, educação, nível profissional, relações, ambiente, responsabilidades, etc. Mas, quase certamente existe uma constante em todos eles, mais profunda em uns que em outros. É aquela que foi implantada na esmagadora maioria dos nossos cérebros, o "programa" da chamada LÓGICA científica, binária e linear, descrita antes. Se, preliminarmente, este "programa" não for levado em conta e enfrentado, as dificuldades para desenvolver a criatividade serão bem maiores. Estes indivíduos assim "formatados", colocados diante dos desafios das técnicas de criatividade, provavelmente reagirão como o pequeno robô da série de TV "Perdidos no Espaço". Responderão; "NÃO TEM REGISTRO".

    Então, para DESENVOLVER a criatividade é necessário, antes, DES– ENVOLVER aquilo que a ENVOLVE, que é o programa daquela LÓGICA velha. Então seria aconselhável que os indivíduos:

    1 – Pensassem NÃO linearmente, mas em rede (Net think©), buscando conexões e sinapses novas e originais para dar respostas alternativas para seus desafios, coisa que o programa inicial não privilegiou. O raciocínio em rede, que incorpora várias das técnicas anteriormente citadas, possibilita incluir mais de uma resposta para um desafio. Ele permite desenvolver alternativas originais e não lineares, de 2 maneiras:

    A - sugerindo caminhos novos para otimizar resultados conhecidos;

    e

    B - gerando resultados novos quando os conhecidos se tornam obsoletos.

    2 - Continuassem pensando LINEARMENTE, pois este é o raciocínio prevalente e válido, para a maioria dos problemas. Menos para a CRIATIVIDADE e a INOVAÇÃO.

    Para terminar, como você acha que está a sua "cabeça"?

    Vou dar um exemplo prático daquilo disto que estou dizendo? Então:

    Faça uma figura como esta usando 6 palitos de fósforo

     

    Responda ao seguinte desafio >>> 6 – 3 = 6

    (o resultado de seis menos três é igual a seis)

    Se você encontrar;

    mais de 2 alternativas, anote 3 pontos;
    mais de 4 alternativas, anote 7 pontos;
    mais de 6 alternativas, anote 10 pontos;
    Se for só 1 alternativa, não anote nenhum ponto;
    Se não encontrar alternativa, anote menos 10 pontos

    Avalie você mesmo(a) sua capacidade de gerar alternativas (de menos 10 a mais 10), lembrando que: Quanto mais alternativas você tiver, maior é a probabilidade de você encontrar uma ótima alternativa.

    Bom exercício!

     

    Material retirado do programa Inovação: O Grande Diferencial Competitivo

     

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    TESTE: SUA HABILIDADE PARA ATENDER O CLIENTE

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    DENIZE DUTRA

    CONSULTORA DO MVC

     

    TESTE SUA HABILIDADE PARA ATENDER O CLIENTE

     

    Sou uma pessoa que …

    Jamais

    = 1

    RARAMENTE

    = 2

     

    ALGUMAS VEZES = 3

     

    SEMPRE = 4

     

    ... sinto prazer ao lidar com pessoas e perceber que posso ajudá-las de alguma forma.

     

     

     

     

    ... conheço o perfil da clientela com a qual trabalho e busco sempre identificar suas necessidades e expectativas.

     

     

     

     

    ... faço todo o esforço para corresponder às expectativas dos meus clientes, assumindo a responsabilidade por tudo que posso resolver e/ou encaminhando adequadamente, quando o assunto sai de minha alçada.

     

     

     

     

    ... sei ouvir o cliente, mesmo quando este está fazendo uma reclamação, demonstrando atenção pelo que ele está dizendo.

     

     

     

     

    ... sou empático, demonstrando compreender seus sentimentos e o meu interesse em resolver seu problema.

     

     

     

     

    ... expresso-me claramente e de forma objetiva, usando uma linguagem adequada e profissional.

     

     

     

     

    ...sou assertiva, assumindo firmemente minhas posições, sem desconsiderar os direitos e o ponto de vista do cliente.

     

     

     

     

    ...tenho bom autocontrole, conseguindo conter minha ansiedade, estresse, e sentimentos negativos, tomando decisões e agindo de forma equilibrada e profissional.

     

     

     

     

    ...estou constantemente buscando conhecer-me melhor, perceber meus pontos de melhoria e avaliando a qualidade do meu trabalho.

     

     

     

     

    ... busco todas as informações necessárias ao bom desempenho de minha atividade, mesmo que elas não cheguem até a mim, visando orientar, adequadamente, os clientes.

     

     

     

     

    ...tenho uma atitude receptiva, através do olhar, do sorriso e dos gestos, demonstrando ao cliente meu interesse em atendê-lo bem.

     

     

     

     

    ... respeito todos, sem fazer qualquer tipo de discriminação, procurando atender, igualmente, todos, com a maior cortesia.

     

     

     

     

    ... tenho os conhecimentos necessários sobre a empresa/ setor/serviço/produto e as habilidades técnicas exigidas para fazer um atendimento rápido e eficaz.

     

     

     

     

    ... consigo perceber as reclamações dos clientes como uma oportunidade de melhoria e de compreender melhor suas necessidades, entendendo como uma crítica construtiva.

     

     

     

     

    TOTAL DE PONTOS =

    SOME TODAS AS RESPOSTAS

     

     

     

     

     

     

    Veja Seu Resultado:

     

    44 a 56 pontos = Sua HABILIDADE PARA ATENDER CLIENTES É BEM DESENVOLVIDA – Você deve ter facilidade para desempenhar suas funções e para se relacionar com os outros, de forma bem adequada e produtiva. Provavelmente, deve ser reconhecido como alguém extremamente profissional e que gosta do que faz! De qualquer forma, seja humilde para admitir eventuais falhas e dificuldades, buscando a sua própria superação e sendo melhor a cada dia!

     

    31 a 43 pontos = Sua HABILIDADE PARA ATENDER CLIENTES É RAZOÁVEL – Você precisa, porém, desenvolver mais algumas competências Em alguns aspectos, suas atitudes em relação aos clientes ainda não são totalmente satisfatórias. O primeiro passo é identificar os pontos de melhoria, através da auto-análise, do feedback das pessoas que trabalham com você e também dos próprios clientes, buscando desenvolver as suas habilidades, através das ações adequadas às suas necessidades, tais como: treinamentos, coaching, mentoring, auto-ajuda, psicoterapia, aconselhamento e leituras relacionadas ao tema.

     

    Abaixo de 30 pontos = Sua HABILIDADE PARA ATENDER CLIENTES é fraca. – Parabéns pela sua sinceridade nas respostas! Este resultado demonstra que, provavelmente, você gosta do seu trabalho, mas não foi devidamente preparado para assumi-lo, ou sua atividade profissional, não corresponde ao seu perfil e interesse pessoais. Procure, a partir deste teste, da observação das situações do dia-a-dia, e, principalmente, do feedback das pessoas, reconhecer suas vulnerabilidades e elaborar um plano de ações visando à melhoria de sua atuação. Procure aprender com todas as experiências, mesmo que sejam negativas, evitando repetir situações que promovam frustrações e comprometam a sua imagem. Se você deseja continuar trabalhando com atendimento, ou ainda não pode mudar de atividade, esforce-se para desenvolver, pelo menos, aquelas competências que sejam mais críticas para a satisfação do cliente e que impactarão o seu sucesso nessa atividade profissional. Busque ajuda e não desista, pois só você é capaz de vencer este desafio! Na classificação acima damos algumas sugestões para o desenvolvimento pessoal, que poderão ser extremamente úteis para você também! O mais importante é que você tenha a certeza de que sempre é possível desenvolver as competências, que envolvem a excelência no atendimento ao cliente, sejam elas tanto técnicas como emocionais.

     



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