Nº 68 - Janeiro / Fevereiro de 2004

       
Destaque Reflexão
  Tempo ou Energia   Escada rolante e mudança
 

A partir das idéias de Jim Loehr, o texto procura mostrar as mudanças na gestão do tempo do executivo. Fica o dilema: administração do tempo ou da energia. Veja também o teste sobre esse tema. 

Carlos Legal

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Atualizar nosso Capital Intelectual face a velocidade das mudanças no conhecimento é um grande desafio. Veja como lidar com essa demanda.




Américo Marques Ferreira
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 Atualidade  Ferramentas
   RH: Rindo ou chorando?     Serviços? Como contratar? 
 

Idéias e sugestões para o executivo desenvolver ações proativas face as mudanças que devem acontecer em 2004.

J.B. Vilhena
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A contratação de serviços é uma atividade que a cada dia se torna mais importante no contexto empresarial. Aqui estão algumas sugestões para sua otimização.
Alexandre Freire
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 Editorial  Teste
 Armadilhas para 2004   Como anda sua energia? ?

A retomada do crescimento já está em andamento, veja as " wild cards" que podem jogar água em nossa fogueira.
M. A. Ferreira Vianna 

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  Nesta edição já apresentamos um texto que correlaciona gestão do tempo e da energia. Faça o teste e veja seu posicionamento.
Carlos Legal

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Dicas Comentário
Como vender mais?   Delegação e o Presidente

Como os gerentes devem agir para aumentar as vendas? Quais os fatores de sucesso a considerar? Todos nós sabemos que já se foi o tempo da venda fácil!
José Luiz Meinberg

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Correlação entre o tema delegação e uma pesquisa ABRH,  com Presidentes, que identificou as competências mais importantes nos tempos atuais.
Sergio Hillesheim

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Expediente
  Publisher: Costacurta Junqueira Jornalista Responsável: Cristina Spera
  Equipe Insight: Maria Teresa; Flávia Kahale; Leandro Santana
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EDITORIAL  

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MARCO AURÉLIO FERREIRA VIANNA

Presidente do MVC

 

 

As armadilhas para 2004

 

 

Só mesmo um fato não esperado pela quase unanimidade dos analistas estratégicos pode livrar o Brasil da retomada de seu crescimento. Particularmente, em meu ponto de vista, duas "Wild cards" (cartas malvadas), usando o jargão futurista, podem jogar água em nossa fogueira. De um lado, um mega-ataque terrorista, em novos paradigmas, possivelmente descentralizado, traria de volta, o sentimento depressivo, pós-onze de setembro, acarretando evidentes impactos negativos sobre nossa economia. De um outro lado, a real possibilidade de reeleição de George Bush poderia trazer à tona a deterioração da situação econômica americana, com óbvios respingos (para nós cachoeiras) de efeitos prejudiciais.

No entanto, mesmo considerando o cenário mais favorável, com crescimento econômico de 3 a 4%, é preciso ter consciência de que tal fato não é garantia de sucesso para as organizações. O ambiente da complexidade, incerteza, mudança exigirá a contrapartida da competência, da capacitação, da consistência. Da mesma maneira que, na crise, muita gente quebra, mesmo em maré favorável é preciso que não se esmoreça. Muita inteligência e muita energia serão necessárias para chegar ao final de 2004 com o sabor da vitória semelhante ao do país. Alerta laranja em todos os sentidos não fará mal a ninguém. Mesmo nesta corrente a favor.

 

Boa leitura

 

MARCO AURÉLIO FERREIRA VIANNA

Presidente do MVC


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VOCÊ SABE O QUE É TREINAMENTO CONSULTIVO?

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VOCÊ SABE O QUE É TREINAMENTO CONSULTIVO?

 

Você sabe o que é treinamento consultivo? A maioria das empresas nunca ouviu falar disso.

No artigo (Treinamento Consultivo) procuramos descrever essa nova abordagem que o MVC está adotando a partir de outubro de 2003. Como somos um dos líderes de mercado em programas de capacitação em Vendas Consultivas, nos pareceu óbvio que deveríamos exercitar, internamente, o que temos discutido e ensinado às diversas empresas.

O Treinamento Consultivo é - como Você poderá confirmar lendo o artigo (Treinamento Consultivo) - uma extensão dos princípios da Venda Consultiva. Significa que o MVC estará procurando se alinhar cada vez mais com as necessidades de sua organização, procurando desenvolver produtos e serviços customizados e que possam efetivamente contribuir para que sua empresa tire o maior proveito possível das novas oportunidades que serão geradas a partir de 2004.

É claro que continuaremos a oferecer nossos tradicionais ítens de "prateleira", bem como todos os produtos e serviços que já nos caracterizam como uma consultoria comprometida com resultados. Por outro lado, como sabemos que nossos clientes estarão iniciando o desenho de sua programação de treinamento para 2004, gostariamos de visitá-lo para: 

  1. Divulgar o conceito de Treinamento Consultivo

  2. Apresentar nossos programas e novidades, tanto no campo presencial como nas atividades à distância (e-learning)

  3. Apresentar nosso calendário de eventos abertos para 2004 

Não hesite em ligar para 11- 3171-1645 ou 21- 2518-2321 ou nos remeta um e-mail para: costacurta@institutomvc.com.br ou mariateresa@institutomvc.com.br

 

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UMA NOVA 6297? ORGANIZAÇÃO OSCIP

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UMA NOVA 6297? ORGANIZAÇÃO OSCIP

 

A ABTCP – Associação Brasileira Técnica de Celulose e Papel foi qualificada como OSCIP – Organização da Sociedade Civil de Interesse Público, nos termos da Lei nº. 9.790 de 23 de março de 1999, pelo processo MJ no. 0800.014727/2001-75, publicado no Diário Oficial de 24 de julho de 2001.

Em outros termos uma OSCIP é chamada também Entidade do Terceiro Setor.

Como OSCIP a ABTCP pode prestar serviços, beneficiando a empresa contratante com a RENÚNCIA FISCAL, conforme Lei Federal no. 9.249/95, em seu artigo 13. Este artigo, no item III, prevê a forma de renúncia fiscal, "até o limite de 2% do lucro operacional, antes de computada a sua dedução, para gastos com entidades sem fins lucrativos, para beneficiar o empregado, seus dependentes e a comunidade em que atuar".

Portanto, as empresas que realizarem programas de treinamento de média ou longa duração, inclusive e-learning, poderão beneficiar-se da renúncia fiscal, através do recibo especial que será emitido pela ABTCP. A simplificação do lançamento contábil, comparada com o controle e relatórios que eram exigidos quando a empresa utilizava os incentivos da Lei 6297, é uma grande vantagem da Lei da OSCIP.

Do ponto de vista prático, a empresa poderá deduzir as despesas com treinamentos e cursos diretamente do imposto de renda. Assim, os programas saem sem custo, até o limite de 2% do seu lucro operacional. Em conseqüência disso os treinamentos, além de favorecer o desenvolvimento profissional, deixarão de ser um ônus para a empresa.

Os recursos desses projetos terão controle contábil especial e serão utilizados exclusivamente para o desenvolvimento de recursos humanos, propiciados pelos treinamentos in-company, seminários, workshops, palestras presenciais ou não e demais eventos da ABTCP.

O leitor ficou interessado? Entre no site www.abtcp.org.br, menu à esquerda "QUEM SOMOS" ou contate Francisco Bosco de Souza – Telefone 11-3874-2700 – E-mail francisco@abtcp.org.br .

 

PS: ABTCP E O MVC SÃO PARCEIROS NA CONDUÇÃO DE PROGRAMAS DE EDUCAÇÃO CORPORATIVA.

 

 

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Contratação de Serviços: um check list

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ALEXANDRE FREIRE

Consultor do MVC

 

Contratação de Serviços: um check list

 

Os números mostram claramente o crescimento da participação dos serviços no PIB nacional. De acordo com dados oficiais do governo federal, 55% do PIB brasileiro, está "nas mãos" deste setor que vem crescendo ano após ano. O Brasil, meus amigos, está caminhando para uma economia de serviços e não há como negar. Mas quais são as principais razões deste crescimento? O que impulsiona este setor? São três as causas principais:

    1. A commoditização dos produtos;

    2. A falta de tempo dos consumidores e das organizações;

    3. A complexidade dos produtos.

Vamos à primeira razão. A lavadora Brastemp, a TV 29" da Sony, o DVD da Panasonic, ou o best-seller de Stephen King, todos são iguais em qualquer ponto de venda. Como Tom Peters já disse: "O processo de commoditização é inevitável".

A segunda razão tem relação com o relógio. Ninguém tem tempo para nada. Não temos tempo para sair e comer uma pizza, ir ao cinema, ir ao supermercado, comprar um livro, etc... Sua empresa também não tem tempo. Os prazos estão cada vez mais curtos, o cliente exigindo mais rapidez, o consumidor quer tudo para ontem, e as exigências de resultados são cada vez mais de curto prazo.

Por último, os produtos, aqueles que sempre foram o centro de toda venda, estão cada vez mais complexos. O manual da HP12 C tem 264 páginas em três idiomas. O notebook tem várias funções que você precisa de um 0800 para tirar qualquer dúvida por mais simples que seja. Antes comprávamos uma TV, hoje contratamos uma decoradora para projetar um home theater. Ontem, nós simplesmente apertávamos as teclas stop e play. Hoje, temos um controle remoto com no mínimo doze teclas minúsculas, um menu com multifunções que mais parece um labirinto tecnológico.

Resultado – Os produtos estão virando commodities, o dia tem menos de 24 horas e o mundo está no mínimo mais complicado. Restam, então, os serviços! Para diferenciar um produto cada vez mais "igual", agregamos serviços, ou seja, se eu vendo cerveja gelada e o meu concorrente também, me diferencio com delivery. Para suprir a falta de tempo de meu cliente, ofereço produtos pela internet ou pelo telefone, com entrega programada. E para descomplicar o produto eu ofereço serviços de montagem, instalação, manutenção e aluguel, ou seja, tento facilitar a vida do meu consumidor.

Pergunta 1 - Como fica, então, a organização que presta serviços? Os empresários e os profissionais envolvidos com serviços terão que prestar muita atenção nos dois principais pilares que sustentam a qualidade das operações: as pessoas e os processos. Portanto, o grande desafio será contratar, treinar e reter talentos na organização e, ao mesmo tempo, criar, implantar e manter somente os processos que geram valor para o cliente.

Pergunta 2 - E como fica a organização que passa a contratar mais serviços? Esta terá que alterar sua maneira de prospectar, avaliar e adquirir serviços, principalmente, aquelas organizações acostumadas a comprar produtos. O profissional responsável pela aquisição de serviços terá que atentar para sete itens básicos quando estiver prospectando, avaliando e contratando prestadores de serviços:

 

Estabelecimento

  • Local da sede da empresa

  • Aparência do estabelecimento

  • Layout do escritório

  • Tempo no endereço

  • Tecnologia e ferramental utilizado

  • Uniforme dos funcionários

Histórico

  • Quem são os principais clientes?

  • Nível de satisfação dos clientes

  • Grau de comprometimento com resultados

  • Fez o que foi prometido?

  • Protestos, dívidas, etc...

  • Fácil comunicação via telefone e e-mail?

Cumprimento de contrato

  • Respeitou prazos?

  • Respeitou as regras do cliente durante a entrega do serviço (i.e. trabalhar durante determinados horários somente, não fazer barulho em caso de hospitais e clínicas, etc...)?

  • Demonstrou cuidado com as coisas do cliente?

  • Cumpriu com as especificações técnicas?

Empatia

  • Demonstrou interesse em resolver problemas inesperados que porventura apareceram ao longo do contrato?

  • Negociação estilo "ganha/ganha"

  • Postura profissional

  • Grau de atenção aos interesses do cliente

  • Respeita horários de reuniões com o cliente?

Corpo técnico

  • Qualificação do corpo gerencial

  • Qualificação técnica dos funcionários de operações

  • Profissionais Contratados ou funcionários?

  • Experiência no ramo

Garantias

  • Oferece garantias do serviço?

  • Oferece serviços de pós-venda?

  • Acompanha o processo e dá feedback periodicamente para os clientes?

  • Propõe-se a consertar/ajustar imediatamente aquilo que não está de acordo com o contrato?

Preço

  • Os preços são compatíveis com o mercado?

  • São reajustados ao longo do contrato de forma clara?

  • Os pagamentos seguem o cronograma dos serviços?

  • Trabalha com cláusula de sucesso? Ou seja, paga-se um bônus pelos resultados alcançados?

 

Enfim, mesmo quando o que está à venda é um produto, são os serviços que atraem o cliente e induzem sua decisão de compra. Entretanto, serviços são invisíveis, e vender o invisível é mais difícil. Produtos são fabricados e usados; serviços são oferecidos e experimentados. Objetos são impessoais; serviços estabelecem e promovem ligações entre os indivíduos. Portanto, o ato de pesquisar é fundamental para selecionar um prestador de serviços. Ignorar a pesquisa significa arriscar-se com surpresas futuras extremamente desagradáveis.

 

 

 

Material retirado dos programas de planejamento estratégico e de marketing.

 

 

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MARCO AURÉLIO VIANNA NO ESARH

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MARCO AURÉLIO VIANNA NO ESARH

 

Considerado o evento mais latino-americano de Gestão de Pessoas, o ESARH, Encontro Sul-Americano de Recursos Humanos, numa bem-sucedida história de 28 anos promovendo a troca de experiências e provocando reflexões sobre os mais atualizados temas, acontecerá em sua 11ª edição este ano, nos dias 18 a 21 de maio, no Hotel Serrano de Gramado, na serra gaúcha, com o tema O PODER DAS RELAÇÕES NA GESTÃO DA PERFORMANCE.
Nesta edição, o ESARH contará com a presença de Marco Aurélio Viana, Presidente do Instituto MVC, na atividade de encerramento deste magno Encontro com o tema Responsabilidade Social e Cidadania.

O Encontro caracteriza-se pelo caráter vivencial de todas as atividades inseridas no design do evento, e sempre prima pela excelência e pela experiência dos palestrantes convidados, oriundos do Brasil e de outros países da América Latina.

O ESARH já conta com a presença confirmada de palestrantes e inscritos de quinze Estados brasileiros e de nove Países, que participarão deste rico processo de aprendizado. Alicerçando as atividades na trilogia Compartilhar Poder, Aprendizagem Permanente e Responsabilidade Social, o ESARH proporcionará espaço para discussão e reflexão de temas como Liderança na Pós-Modernidade, Perspectivas na Gestão da Performance, Maximização da aprendizagem no contexto Organizacional, e outros temas que poderão ser verificados no site www.racional.com.br.

 

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RH: Rir ou chorar em 2004?

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J.B. VILHENA

VP do MVC

 

RH: Rir ou chorar em 2004?

 

 

No primeiro Insight deste ano gostaria de discutir com você, executivo, como será o ano de 2004 para a área de RH das empresas. Não vou me basear em estudos econômicos ou nas opiniões de consultores e assessores de empresas particulares ou do governo. Apenas me inspirarei em um cenário desenvolvido por conhecida consultoria americana, recentemente publicado nos EUA e aqui no Brasil.

 

Pensemos, juntos, no seguinte:

Como será o mercado de trabalho? Nos últimos 15 anos, vivemos uma tremenda agitação, provocada pelos sucessivos programas de downsizing e reengenharia. Esse período parece estar esgotado. Quem dançou, dançou. Desempregados, "pedevizados", "ensopados" e outras categorias análogas tiveram que se virar para continuar garantindo o pão de cada dia. Uns compraram vans e viraram perueiros ou dogueiros. Outros se aposentaram definitivamente. Há aqueles que criaram coragem e partiram para uma carreira solo, realizando o sonho de se tornar dono de uma pousada ou passando a carregar na carteira o cartão de "consultor". Aqueles que sobreviveram com um sobrenome institucional começam a perceber que se estão empregados, até agora, é porque são importantes para suas organizações. Essas pessoas provavelmente começarão a estimular uma grande agitação no mercado de trabalho. Sobrecarregadas de serviço, cansadas, desmotivadas e descrentes, passarão a ameaçar a estabilidade corporativa e a capacidade de servir os clientes, uma vez que cobrarão da empresa a justa recompensa por todo o sacrifício que vêm fazendo até aqui. As empresas que ainda não estão investindo na re-qualificação profissional, pessoal e espiritual desses funcionários pagarão um elevado preço por sua inércia.


O número de empregos vai aumentar ou diminuir? Todos sabemos que no mercado não faltam apenas empregos. Faltam, também, empregados qualificados. Se a economia mundial e a brasileira continuarem a crescer em 2004, talvez venhamos a enfrentar uma das mais graves crises de falta de mão-de-obra qualificada dos últimos tempos. As empresas serão obrigadas a se tornar mais agressivas para atrair e reter os mais talentosos. Os melhores e mais qualificados poderão escolher onde trabalhar, trocando de emprego até encontrar o empregador que realmente lhes satisfaça. O que será feito para reter os imprescindíveis?

Como ficarão os aposentados? O conceito de aposentadoria se transformará radicalmente. Os aposentados buscarão novas e criativas formas de continuar produzindo e gerando renda. Uns abrirão seus próprios negócios, outros vão vender sua expertise para os mais novos ou para empresas menos experientes e sem recursos para contratar os profissionais "da crista da onda". Vários vão começar a se dedicar a atividades de treinamento, multiplicando seus conhecimentos através de instituições como o SEBRAE, o SENAC e outras de mesmo gênero. Será que essas pessoas que hoje são consideradas "velhas" por terem mais de 45 anos não são uma importante reserva estratégica de mão-de-obra? O que as organizações estão oferecendo para que elas permaneçam onde estão?

Quais serão os treinamentos mais procurados? Programas de treinamento de curta duração serão fortemente demandados, desde que se mostrem capazes de propiciar a operacionalização imediata dos conceitos apresentados em sala de aula. Haverá uma redução da demanda por programas de educação continuada - do tipo MBAs, especializações e pós-graduações. O que vai crescer é a demanda por educação profissionalizante. Por mais capazes que os educadores sejam na discussão de teorias, é o instrutor pragmático - que já vivenciou na prática aquilo que está sendo ensinado - quem vai se destacar esse ano. Não adianta ter uma equipe com mais de 50% de MBAs, mestres e doutores e ver o balanço se tingindo de vermelho. As empresas querem treinar seus funcionários em métodos e técnicas capazes de produzir resultados imediatos neste mundo de mudanças cada vez mais rápidas. Seu plano anual de treinamento está sintonizado com essa questão?

Como será o exercício da liderança em 2004? Liderança cidadã será o paradigma dos gestores de seres humanos. Não adianta gerar, apenas, "Vitórias de Pirro". Será preciso pensar na qualidade de vida da equipe, na responsabilidade social da empresa, na ética e na transparência. Qual o tipo de líderes estamos formando em nossas empresas?

E os empregos formais, como ficarão? Cada vez mais pessoas compreenderão que a carteira assinada está condenada a se tornar peça de museu. Emprego flexível e temporário é o novo nome do jogo. Tecnologia da informação, mudanças na legislação trabalhista, maior busca por qualidade de vida, menos recursos para investir em pessoal. Tudo isso junto fará com que principalmente os jovens compreendam que não podem mais viver a síndrome do Belchior ("ainda somos os mesmos e vivemos como nossos pais"). Será preciso repensar um novo modelo de relações trabalhistas, novas formas de treinamento e desenvolvimento, novos sistemas de remuneração. Tudo vai virar de cabeça para baixo muito rapidamente. Você já está se preparando para essa nova realidade?

O que vai ser realmente importante? Valorizaremos cada vez mais a simplicidade e a informalidade. Não se trata de instituir "casual days" ou outras liberalidades do gênero. Competências que serão altamente apreciadas pelos contratadores de mão-de-obra: fazer direito, acertar da primeira vez, ser mais produtivo e gerar menos re-trabalho. Keep it short and simple (Kiss) será uma expressão cada vez mais ouvida nos corredores das organizações. Como seus colaboradores estão sendo preparados para enfrentar esse mundo tão diferente do atual?

Quais serão os grandes paradoxos do ano de 2004? Equilíbrio entre razão e intuição. Valorização tanto do financeiro quanto do social. Agilidade com leveza e graça. Esses paradoxos terão que ser, cada vez mais, enfrentados. O porte da organização não será o principal fator de sucesso no mercado. Sua agilidade, pró-atividade e destreza para perceber oportunidades de diferenciação é que levarão ao sucesso.

Gostaríamos muito de saber o que você pensa sobre essas e outras questões. Só saberemos realmente como as coisas se comportaram em 2004 no dia 01 de janeiro de 2005, mas não custa tentar antecipar algumas tendências. O que você tem a nos dizer a respeito?
O que pretende fazer a respeito? Como? Com a ajuda de quem?

Esse é o seu "Homework" para 2004.

Boa sorte e muita competência!!!

 

 

Material retirado dos programas de consultoria e treinamento em estratégia de RH.

 

 

 

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ENERGIA, E NÃO O TEMPO, É SEU RECURSO MAIS PRECIOSO Uma reflexão para melhorar o desempenho na vida

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CARLOS LEGAL

Consultor do MVC

J

ENERGIA, E NÃO O TEMPO, É SEU RECURSO MAIS PRECIOSO

Uma reflexão para melhorar o desempenho na vida

 

Um dos livros mais interessantes que li em 2003, e que ajudou a fortalecer minhas idéias sobre produtividade e desempenho profissional, foi "Envolvimento Total: Gerenciando a energia e não o tempo" do psicólogo americano Jim Loehr. Ele defende uma tese, com a qual concordo totalmente, onde o foco do desempenho deve ser pessoal, íntimo e começa pela capacidade física, emocional, mental e espiritual do indivíduo. Pessoalmente fiquei muito feliz com a abordagem, pois o livro aborda, de uma forma adaptada à realidade corporativa, conceitos já defendidos e estruturados por métodos orientais, como yoga, tai chi, entre outros, em que o desempenho depende da quantidade e da qualidade da energia.

Durante muito tempo achamos que saber gerenciar o tempo adequadamente melhoraria a produtividade. Não quero dizer que fazê-lo não seja importante, mas manter o foco exclusivamente nisso, hoje em dia, não traz mais resultados. De fato, o tempo é um fenômeno que não gerenciamos, ele é um continuum onde acontecem eventos gerados por nós. Podemos sim, desenvolver competências para aproveitá-lo melhor. Para ilustrar, imagine o tempo como uma grande onda e cada um de nós como um surfista. Este, por sua vez, não tem nenhuma pretensão em "gerenciar" a onda, mas apenas usufruir dela. Portanto, seu foco está em gerenciar a si mesmo, onde o seu desempenho depende diretamente de seu conjunto de competências (físicas, psicológicas, metodológicas) para usufruir a onda e ficar ileso.

Mas quando se fala em energia, não se trata de nada místico, mas físico. Isso está relacionado com as reações químicas que acontecem em nosso corpo e que nos faz funcionar e viver. Está relacionado com o perfeito funcionamento do corpo e do cuidado que devemos ter para mantê-lo perfeito por longo tempo. Trata-se da energia da saúde e que não há atalhos para mantê-la, a não ser o hábito consciente e a responsabilidade. O fato é que nós somos feitos de energia. Nosso corpo é quente, pulsa, reage aos estímulos e um dia apagará. Somos um pacote formado por corpo, mente, emoção e espírito – uma mesma energia que possui aspectos densos e sutis. Obviamente, o desempenho na vida é diretamente proporcional à quantidade e qualidade da energia que temos. E de onde vem essa energia?

 

Basicamente, a produção e a manutenção da energia vem do que chamo de "tripé da saúde", formado pelo estímulo ou movimento, adquirido através da atividade (física, mental e emocional), da recuperação que promovemos através do descanso e do sono adequado e do alimento que ingerimos (qualidade e quantidade adequadas). Quanto à recuperação, a qualidade e a quantidade adequada de sono são fundamentais. Há inúmeras pesquisas que demonstram o estrago que a falta de sono gera no organismo, prejudicando o equilíbrio emocional e psíquico do indivíduo. A falta de sono consome uma quantidade imensa de energia. Então, jamais tire do sono o tempo que lhe falta.

Sobre os alimentos – a principal fonte de energia para o corpo – as negligências são ainda mais graves. Não tenho nenhuma intenção de mudar os hábitos alimentares das pessoas, mas devemos saber que a base de uma alimentação saudável deve ser de alimentos crus, energéticos ou de alta combustão. São as castanhas, mel, frutas, óleos vegetais extraídos a frio (como azeite de oliva e de gergelim), verduras e legumes in natura que geram o que se pode chamar de "energia limpa", isto é, energia de melhor qualidade e pouco resíduo para a célula. Esses alimentos são absorvidos rapidamente e não exigem muita energia do corpo para limpar seus resíduos.

Vivemos numa correria louca, buscamos a eficiência e a rapidez em tudo que fazemos, e muita vezes, esquecemos que pressa é inimiga da perfeição. Rapidez sem consciência gera ansiedade e muitas vezes gera erro, gerando re-trabalho. Já sabemos que refazer não é sinônimo de gerência eficaz. É por isso que fazer diversas pausas durante o dia é fundamental para recompor as energias e manter o desempenho em alta.

Infelizmente, o homem moderno negligencia sua saúde e suas ações. Mas por quê? Porque acredita, equivocadamente, que é infalível. Se aceitarmos que somos falíveis, de que não somos eternos (na vida, nos cargos, nos lugares), ficaremos mais atentos e responsáveis com nossa saúde e com nossas ações. Gerenciar a energia física, mental e emocional é uma obrigação de cada um.

Outro aspecto que determina a quantidade e a qualidade da energia é a capacidade física do indivíduo. Na área esportiva, a capacidade física do atleta é medida pelo grau de flexibilidade, resistência, força e velocidade, e o atleta que consegue desenvolver essas quatro capacidades juntas, tem um desempenho acima da média. E isso se aplica também às pessoas comuns.

Pela minha experiência, existem pouquíssimas atividades físicas que desenvolvem, simultaneamente, essas quatro capacidades e uma delas é o yoga. Por ser uma técnica 99% experimental, a prática regular funciona como laboratório para a vida. Os ásanas (como chamamos os exercícios) exigem flexibilidade, resistência, força e agilidade. Esse estímulo consciente desenvolve essas capacidades no indivíduo. Como o yoga é um método holístico (ou sistêmico, se preferir) quando se conquista essas capacidades no físico, há uma conquista em todos os outros aspectos (mental e emocional). E diante das exigências às quais estamos expostos, é desejável, por exemplo, ter resistência emocional, flexibilidade mental e firmeza em seus valores de vida? Creio que sim. No entanto, não há formula mágica para gerar energia, mas sim esforço consciente, disciplina e disposição.

Percebo que quando o indivíduo conquista e mantém essas quatro características de excelência pessoal e consegue gerenciar suas energias através do estímulo, do repouso e da alimentação adequada, naturalmente ele passa a ser mais resiliente, isto é, responde melhor a qualquer estímulo ameaçador, como estresse, pressão por resultados, excesso de trabalho, etc.

Gerenciar a energia tem a ver com o resgate da sabedoria natural de nosso corpo e mente, da qual o homem moderno, gradativamente, vem se afastando. O desempenho na vida depende de um corpo mais preparado, uma percepção mais aguçada e de ações mais conscientes e menos mecânicas. Devemos buscar fazer mais com menos, mas infelizmente notamos o inverso.

Energia elevada é ação concentrada com mínimo esforço e o máximo de resultados.

Saúde e Energia!

 

 

Material retirado dos programas de consultoria e treinamento em organização do trabalho, gestão do tempo e da energia.

 

 

 

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VENDAS: FATORES CRÍTICOS DE SUCESSO 

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JOSÉ LUIZ MEINBERG

Consultor do MVC

 

 

Vendas:  Fatores Críticos de Sucesso

 

Venda é o processo final do atendimento ao mercado pela empresa. Ou então, sua interface fundamental. É por meio dela que os resultados são alcançados. Toda empresa comercial tem como objetivo o lucro e este só pode ser conseguido se, no mínimo, houver primeiro a venda, se houver o faturamento.

O faturamento é iniciado com a concordância do cliente com a compra, seu aceite para iniciar o processamento do pedido que vai reunir as condições de crédito, disponibilidade de estoque, disponibilidade de transporte para que o produto da venda chegue até ele. Cada concordância, cada venda, cada faturamento vai somando, nota fiscal após nota fiscal, até chegar no alvo objetivado pela empresa, num determinado período.

É natural, portanto pressupor pressão gerencial sobre a área de vendas para "chegar nesses números". O encaminhamento para o seu melhor resultado deve estar intimamente ligado com o processo de criar condições para que os profissionais responsáveis pela interface comercial com o mercado, os vendedores, tenham sua própria automotivação.

Não é possível criar motivação em quem não quer ser motivado. É por isso que toda motivação é automotivação. Por outro lado, de nada adianta criar programas de motivação se a área de vendas não possuir a capacitação em executar as tarefas que serão dadas a ela. Uma tarefa bem executada não é tudo. Para haver o consentimento do cliente para uma proposta, um processo de convencimento, que nem sempre é fácil, deverá ser executado. Nem sempre a resposta positiva é alcançada num primeiro momento. E nem sempre o resultado pretendido pela empresa será alcançado com poucos negócios. Junto com automotivação e capacitação é necessário então considerar a persistência em buscar os resultados objetivados pela empresa com parte dos fatores críticos para o sucesso em vendas.

Fatores Críticos de Sucesso são aquelas poucas áreas e ações que precisam ser efetivamente realizadas para se chegar a um resultado. A busca da automotivação, da melhor capacitação e da persistência são áreas críticas de sucesso para alcançar bons resultados em vendas ao longo de um período. A empresa, através de seu gestor de vendas, deverá buscar as melhores ferramentas para alcançar estes resultados através das pessoas: as pessoas de sua equipe de vendas, os vendedores.

 

Automotivação

O profissional de vendas precisa estar confortável com a tarefa a ser realizada. O gestor de vendas deverá estar pronto para oferecer a melhor "engenharia de vendas" que proporcione este conforto ao vendedor. Entende-se por engenharia de vendas todos os recursos físicos, sistemas e processos que facilitem o trabalho de vendas. Isto envolve o ambiente onde as vendas serão realizadas bem como os materiais de apoio para esta venda, além da própria seqüência em que ela deve ocorrer.

 

Capacitação

Outro fator crítico de sucesso é a capacitação do vendedor para executar o que dele é exigido realizar. A área de capacitação envolve conhecimentos e habilidades específicas de vendas. É por estas competências que os vendedores serão capazes de identificar e comunicar os valores de suas ofertas aos clientes. Técnicas de Vendas e de Negociação são aqui incluídas bem como toda a área de capacitação em Comunicação por meio de voz, atitudes e gestos (linguagem corporal). E como base para uma boa atividade negocial com o cliente é necessária a capacitação em melhor perceber o mercado que o cliente atua, e as necessidades da empresa do cliente dentro deste mercado.

 

Persistência

E, finalmente, persistência como uma área dentro dos fatores críticos de sucesso em vendas. Vendedores estão, de um modo geral, muito expostos à rejeição. O "não" para o vendedor, como é a linguagem do setor, é "algo normal". A insistência para chegar a uma venda sempre foi algo esperado do vendedor. Para isto o perfil do profissional deve privilegiar a consistência de sua formação, e a constância de suas ações, um indicativo de que é possível persistência na busca de resultados. Se a avaliação for por uma equipe de vendas com os chamados "vendedores de rua", aqueles que trabalham fora de um lugar físico e têm maior liberdade de horário, a preocupação deve ser pela formação de uma equipe de profissionais com disciplina, iniciativa própria e assertividade. Somado a estas características o gesto de vendas deve estar cercado de profissionais com características competitivas tanto dentro quanto fora do grupo de trabalho. Por isto, confrontar resultados positivos entre os membros de uma equipe com características competitivas sempre dá bons resultados, como é o caso de concursos de vendas. O gestor de vendas deve, sempre que necessário, aproveitar estas características do vendedor para provocar resultados adicionais ou diferenciados.

O grande desafio do Gestor de Vendas nos tempos de vendas consultivas, ou seja, nos tempos de vendas que ocorrem ao longo do tempo e não a curto prazo como era no passado (venda de transação com pouca preocupação que o resultado daquela compra trazia para o comprador), é trabalhar através de seus fatores críticos de sucesso: trazendo sua equipe automotivada porque eles percebem a preocupação da empresa para com sua tarefa; capacitada porque é a única forma que têm de serem competitivos neste mercado de ofertas iguais; e, com uma ótima persistência ao longo do tempo por saberem que o resultado do jogo é conseguido depois de muito esforço. Já foi o tempo de venda fácil.

 

 

Material retirado do programa de Educação Permanente (longa duração) "Desenvolvimento de Gestores e Profissionais de Vendas".

 

 

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Subindo uma escada rolante que está descendo...

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AMÉRICO MARQUES FERREIRA

Consultor do MVC

 

 

Subindo uma escada rolante 

que está descendo...

 

O título acima foi inspirado num fato real que presenciei em um Shopping, no qual um garotinho tentava, com muito esforço, vencer o desafio de subir na contramão de uma escada rolante que descia.

Tal episódio, sem maiores implicações, a não ser para a mãe desesperada que buscava resgatar o filho daquela aventura, inspirou-me a seguinte reflexão:

Quantos de nós já não nos sentimos em situação semelhante à daquele garoto, ao enfrentarmos o desafio de nos manter em dia com relação à gestão de nosso conhecimento e à atualização de nosso capital intelectual?

Missão hercúlea que tende a se agravar com o passar dos anos, se considerarmos que a curva da geração de novos conhecimentos se dá de maneira exponencial.

Por exemplo: a maioria dos livros, quando publicados, já estão defasados em relação ao pensamento e à experiência de seus respectivos autores. Constatei este fato mais de uma vez ao participar de workshops com mega-experts que nos solicitaram para que esquecêssemos o que haviam escrito em seus últimos livros (ainda que best-sellers), pois pretendiam nos apresentar o rascunho de um livro ainda por publicar.

Uma pesquisa recente revelou que é comum às pessoas navegarem cerca de 2 horas por dia na internet (talvez em resposta à sede de atualização que a maioria de nós possui). Por outro lado, a mesma pesquisa dava conta que um internauta típico permanece, em média, cerca de 9 segundos no mesmo item, antes de mudar para outro assunto. Qualquer semelhança com uma criança esbaforida, correndo de um lado para outro, em um parque de diversões, no afã de desfrutar da maior quantidade possível de brinquedos num menor espaço de tempo, não terá sido mera coincidência. Em ambas situações, encontramos pessoas empenhadas numa corrida frenética, como se tivessem tentando alcançar a linha do horizonte...

Outra constatação possível na metáfora da escada rolante é que aqueles que param a fim de recobrar o fôlego, não estagnam, mas regridem, impelidos pela inércia, tendo em vista a direção contrária dos degraus. Ou seja, descansar sobre os louros do passado traz a agravante da obsolescência. Por sinal, vale ressaltar que a origem etimológica da palavra obsolescência é "estar acostumado".

Além disso, é preciso tomar consciência que, diferentemente do que ocorria na era da informação (na qual, quem a detinha, exercia o poder), na era do conhecimento, o mesmo cresce quando compartilhado, numa autêntica economia da abundância, em contraposição à economia da escassez, da era anterior. Ou seja, a informação virou commodity e o simples acumular das mesmas não mais confere vantagens competitivas a seus detentores. Principalmente se considerarmos a socialização do acesso e à democratização das oportunidades representadas pela Internet, para citar apenas uma fonte.

Assim sendo, podemos extrair as seguintes conclusões desta reflexão:

1 – Cuidado para que não venhamos dizer, de boca cheia, que temos "X" anos de experiência (num determinado assunto ou profissão) imaginando com isso estarmos dando uma cartada definitiva em nosso(s) interlocutor(es), num típico jogo de pôquer cultural. Entre outras razões, por dois motivos principais: a) talvez porque não tenhamos (por exemplo) 30 anos de experiência em um determinado campo ou assunto, mas, quem sabe, apenas um ano de experiência multiplicada por 30, se a partir do segundo ano nós só nos repetimos na rotina de vida; b) vale lembrar que quem costuma descobrir novos paradigmas, freqüentemente pertence à geração que está chegando, por isso mesmo, descomprometido com a defesa do status quo e, em decorrência, aberto às novas possibilidades.

2 – Mais importante que aprender (coisas novas) é aprender a desaprender (aquilo que não agrega mais valor). Ou seja, aliviar nossa mochila de tudo o que está arcaico, ultrapassado e obsoleto. Até porque, temos uma tendência de agir por ato reflexo em situações às quais já estamos habituados e acionar o repertório de respostas de nosso "piloto automático", independente de estarem atualizadas, ou não, com as melhores práticas.

3 – Estamos vivendo a tendência da policompetência e da multifuncionalidade. Mais que nunca, a sociedade atual valoriza o ecletismo, exigindo que saiamos de nossa "zona de conforto" para vivermos num ambiente pluralista, onde se respira uma saudável tensão criativa. Se lidarmos de forma bem-sucedida com este desafio, podemos alcançar o patamar da metacompetência, no qual fornecemos além do que esperam de nós, pela intersecção de dois outros tipos de competências: a) essencial (que caracteriza o perfil de profissionais tidos como referência em seus campos de atuação); b) transversais (atributos complementares à área de atuação desses mesmos profissionais).

4) Levar em conta que estamos todos cursando a escola da vida, a qual, diferentemente da escola formal, não concede diplomas (nunca paramos de aprender) e onde não há período de férias (continuamos a aprender diariamente, com qualquer pessoa e em todos os lugares).

Para isso, basta que tenhamos a humildade intelectual de um aprendiz, a curiosidade natural de uma criança, a disciplina de um virtuose e o entusiasmo contagiante de quem gosta do que faz.

5) Finalmente, nem por isso menos importante, o novo conceito de velhice não é mais cronológico, mas sim, o estágio em que paramos de aprender. Neste sentido, podemos encontrar uma pessoa extremamente lúcida aos 90 anos e, por outro lado, um garotão de 18 anos, decrépito e sofrendo de catatonia intelectual, do alto de sua pretensa auto-suficiência.

 

 

Material retirado dos programas de consultoria e treinamento em change management.

 

 

 

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"DELEGAÇÃO – UMA FERRAMENTA PARA VOCÊ TER MAIS TEMPO PARA PENSAR ESTRATEGICAMENTE" - COACHING: PRODUTO E PROCESSO

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SÉRGIO W. HILLESHEIM

Diretor do MVC

 

 

"DELEGAÇÃO – UMA FERRAMENTA PARA VOCÊ TER MAIS TEMPO PARA PENSAR ESTRATEGICAMENTE"

COACHING: PRODUTO E PROCESSO

 

 

Beda, monge beneditino que viveu na Inglaterra no século VIII, destacou-se, dentre outras proezas, ao escrever a trajetória de seu país, desde a ocupação romana até aqueles dias.

Tamanha foi a sua honestidade na narrativa da obra que esta se tornou