Nº 69 - Março de 2004

       
Destaque Reflexão
  Pilotar a comunicação?   Negociador ou artista?
 

"Aja como piloto de avião e conduza o leitor à ação", de José Paulo Moreira de Oliveira, nos ensina Comunicação Escrita, utilizando-se da parábola do avião.

José Paulo Moreira de Oliveira
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"Se negociar é uma arte, o negociador é um artista...", texto de Francisco Bittencourt abordando o lado arte da negociação.


Francisco Bittencourt
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 Editorial  Teste
 Alma Feminina: O que é isso?   Você sabe contratar serviços ?

O que é uma empresa com alma feminina? Marco Aurélio Vianna analisa os papéis das mulheres no contexto empresarial dos tempos modernos

M. A. Ferreira Vianna 

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  O teste do mês, " Qual o seu grau de risco na contratação de serviços" nos ajuda avaliar a competência que temos ao contratar serviços.

Alexandre Freire
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Atualidade Ferramentas
Para onde vai o E-learning?   Negociação, um novo método: OCDA

Interessado em tomar conhecimento das tendências do E-learning no Brasil? Leia a entrevista com nosso parceiro, Marcelo Fernandes, Sócio Diretor da Mentor Tecnologia.
Marcelo Fernandes

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OCDA: Uma nova forma de negociar. Em negociação não há formula mágica para lidar com os conflitos e problemas. José Augusto Wanderley nos apresenta uma nova metodologia: OCDA
José Augusto Wanderley

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Expediente
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EDITORIAL  

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MARCO AURÉLIO FERREIRA VIANNA

Presidente do MVC

 

 

A ALMA FEMININA DAS EMPRESAS

 

 

Apesar do grande crescimento das mulheres no mercado de trabalho – algumas pesquisas indicam que elas já ocupam, nos EUA, 30% do corpo gerencial – o composto final do espírito e caráter de uma empresa ainda é predominantemente masculino. Mesmo que não sejam saudáveis, e até aceitáveis, as justificativas são em grande número. A organização empresarial do final do século XIX se baseava em uma rígida disciplina oriunda dos militares, dos professores e até dos padres. O organograma é uma ferramenta inspirada no exército da Prússia, focado no controle, na especialização, nos feudos, nos estratos hierárquicos. Uma peça tipicamente masculina.

 

Foi ele que orientou a mentalidade e até a filosofia da condução dos negócios. Betty Friedman e sua Revolução Feminista aparecem somente no alvorecer dos anos 70. Em outras palavras, as mulheres despertam sua verdadeira potencialidade e a ocupação de um justo espaço no mundo há pouco mais de trinta anos. Até então o Zeitgeist – o espírito dos tempos – era masculino e até machista. É claro, que a empresa como reflexo da sociedade incorpora este paradigma. Em verdade, a antropologia e os valores facilitaram e incentivaram este ambiente. Margareth Mead foi enfática na análise desta dualidade: "Retirem-se alguns ornamentos culturais dos homens e mulheres e nós teremos o mesmo animal; é a sociedade que é responsável por fazer crescer as mulheres como tal, que faz as mulheres atuarem como mulheres e os homens como homens".

 

Em meu ponto de vista, eu iria até mais longe. Quando se usa, exclusivamente, as competências e qualidades masculinas, estamos jogando pela janela as indiscutíveis capacitações de caráter predominantemente feminino. Mais ainda, o mundo de hoje está necessitando destas qualificações. A intuição feminina é fundamental como ferramenta estratégica para a decisão no mundo da ambigüidade. Sua sensibilidade é imprescindível para gerenciar as emoções, hoje requisito muito acima do controle burocrático. Seu perfeccionismo é arma contundente para o exercício da qualidade e da inovação. E seu amor é a única atitude que gera o comprometimento: indispensável à competitividade destes dias.

 

A área de Recursos Humanos das empresas tem que colocar como prioridade em sua agenda estratégica a Política de Otimização do Uso das Competências Femininas. É preciso perguntar-se se estes atributos estão sendo usados devidamente. É necessário ter consciência do balanceamento entre executivos dos dois sexos. Mais que tudo, é preciso fomentar a sinergia entre a capacitação de cada um. A proposta fica longe do confronto: ela é de sinergia, de união. Porque, sinceramente, o coração e o cérebro de uma empresa podem ter de forma dominante a essência masculina. Porém, as dimensões da emoção, e de sua própria alma, estas sim, são indiscutivelmente femininas.

 

 

Boa leitura

 

MARCO AURÉLIO FERREIRA VIANNA

Presidente do MVC


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MARCO AURÉLIO VIANNA NO ESARH 2004

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MARCO AURÉLIO VIANNA NO ESARH 2004

 

Em sua décima primeira edição o ESARH, Encontro Sul Americano de Recursos Humanos, promete agitar Gramado, na serra gaúcha, promovendo a reflexão a respeito do tema O Poder das Relações na Gestão da Performance, e seus desdobramentos.

 

Contando com a presença de renomados palestrantes e experts em Gestão, o Evento terá 32 Oficinas Vivenciais, quatro Vivências de Grande Grupo, dez Seminários Pré-Encontro e quatro Conferência Magnas, sendo que a Conferência de encerramento será sobre Responsabilidade Social e Cidadania, conduzida por Marco Aurélio Vianna, presidente do Instituto MVC, e por Mário Sérgio Cortella.

 

Além dessas atividades, ocorrerão ainda Painéis, Mesas Redondas e apresentações de Cases Metodológicos e Organizacionais, com o intuito de compartilhar o conhecimento e experiências de Estratégia de Gestão bem-sucedidas. Todo o design da programação e informações sobre inscrições podem ser visualizadas no site da Racional (www.racional.com.br), empresa promotora do evento.

 

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AJA COMO O PILOTO DO AVIÃO E CONDUZA O LEITOR À AÇÃO

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JOSÉ PAULO MOREIRA DE OLIVEIRA

Consultor do MVC

 

 

AJA COMO O PILOTO DO AVIÃO

E CONDUZA O LEITOR À AÇÃO

 

 

Mas eu não pedi pra fazer isso!

Quem foi que disse que era isso que eu queria?

Você entendeu tudo errado!...

 

Tentar encontrar bodes expiatórios e responsabilizá-los por ações desastrosas, ou promover intermináveis reuniões – invariavelmente maçantes e improdutivas – para apontar culpados até que não é tarefa das mais penosas.

Pensando bem, é muito mais fácil responsabilizar alguém por não se empenhar o bastante para decifrar nossos enigmas.

Tarefa mais proveitosa – e certamente bem mais árdua – é tentar descobrir nossos gaps, rever o que foi dito, preencher eventuais lacunas de pensamento, encontrar novas pistas que conduzam o leitor – dessa vez – a um porto seguro e revelar, de forma inequívoca, às ações que se deseja desencadear.

 

Lembre-se:

Ninguém é obrigado a adivinhar intenções comunicativas. Caso alguém tenha que fazê-lo, o resultado pode ser desastroso, seja porque o leitor fica passivo e confuso – por não saber como agir corretamente diante do problema apresentado – seja porque o leitor passa a trilhar caminhos desencontrados – e passa a se comportar de maneira diversa à que pretendíamos.

 

Cuide para que o leitor tenha a clara percepção das ações que você deseja ver executadas.

E não tema ser invasivo: para o leitor, é extremamente reconfortante saber o que está acontecendo, o que se está fazendo para solucionar o problema e quais as ações que cabe a ele, leitor, executar.

 

Tome as rédeas de seu texto e aja como o comandante do avião.

 

Atenção, senhores passageiros,

Quem vos fala é o comandante.

Detectamos um problema na parte elétrica da aeronave e, portanto, teremos que suspender a decolagem.

Retornaremos agora, a fim de que os técnicos da manutenção verifiquem a natureza do problema e estimem quanto tempo levarão para os devidos reparos.

Permaneçam sentados, com os cintos de segurança atados.

Se nada de grave for constatado, os senhores serão imediatamente informados do tempo de espera para iniciarmos nova decolagem; se houver necessidade de reparos demorados, os senhores terão que desembarcar para troca de aeronave.

Desculpem-nos pelo transtorno, mas entendam que não podemos, em momento algum, descuidar da segurança.

Aguardem novas instruções.

Pela sua atenção, nosso muito obrigado.

 

O script é absolutamente transparente, e as ações se desenvolvem em seqüência cronológica:

 

Identificação dos Protagonistas da história:

  • O autor da mensagem – no caso o comandante – e a sua platéia – representada pelos passageiros do avião.

É interessante notar que a identificação do autor como comandante confere à personagem o necessário status e a imprescindível autoridade para falar em nome de toda a tripulação. Observe o tom solene (Quem vos fala é o comandante), formal (os senhores terão que desembarcar da aeronave), impessoal (Pela sua atenção, nosso muito obrigado) e imperativo (Permaneçam sentados / Aguardem novas instruções) que o comandante imprime ao seu discurso. Esse tipo de postura é essencial para quem necessita passar firmeza, transmitir segurança e demonstrar controle absoluto da situação.

 

Identificação imediata do problema:

  • Pane no sistema elétrico do avião.

Explicitação das decisões tomadas:

  • Suspensão imediata da decolagem;

  • Solicitação prioritária de check-up, para identificação da natureza do problema.

Especificação das alternativas para solucionar a questão:

  • Reparo imediato do defeito;

  • Troca de avião.

Recomendação quanto às ações pertinentes a cada passageiro:

  • Atar o cinto de segurança;

  • Permanecer sentado;

  • Aguardar novas instruções do comandante;

  • Trocar, se for o caso, de avião.

 

Observe ainda que o autor tem o cuidado de explicitar o porquê da comunicação, já prevendo – e eliminando de antemão – qualquer possível reação negativa de seus interlocutores. O parágrafo a seguir constitui argumentação decisiva e incontestável:

"Desculpem-nos pelo transtorno, mas entendam que não podemos, em momento algum, descuidar da segurança".

 

Se o esquema proposto é de eficácia comprovada, porque não nos dispomos afinal a identificar as ações que desejamos ver executadas, quando sabemos que, no mundo dos negócios, decisões equivocadas representam perda de tempo e dinheiro?

A resposta é simples. E há muito medo envolvido nessa história.

 

Se alguns temem ferir suscetibilidades – o leitor pode sentir-se tolhido em sua liberdade de decidir por si mesmo – outros nutrem verdadeiro pavor de parecerem óbvios demais.

Para um número nada desprezível de pessoas, o olhar crítico e a possível rejeição do outro deixam o redator simplesmente travado – e algum comando interno passa sistematicamente a bloquear toda e qualquer exposição de intenções comunicativas.

Desculpas esfarrapadas e justificativas inconscientes são inevitáveis para afagar egos e sublimar culpas:

 

"Conheço meu lugar. Quem sou eu para dizer ao chefe o que ele tem que fazer?";

"Se eu disse para não faturar X, Y e Z é mais do que óbvio que era para faturar o resto. Ou não?";

"E se o leitor julgar que estou menosprezando sua inteligência, só porque fui claro e específico demais?";

"Exijo que sejam tomadas todas as providências necessárias. E os senhores devem naturalmente saber quais são as providências necessárias".

 

Sabemos que dizer a alguém como deve se conduzir diante de determinado problema é questão problemática.

No entanto, melindres e suscetibilidades são incompatíveis com a postura que se deseja para o bom redator de Business Writing.

Deixe de se preocupar tanto consigo mesmo e pense um pouco mais em atender às expectativas de quem vai receber a informação.

Identifique clara e inequivocamente as ações que você deseja ver desencadeadas.

Essa atitude só vai resultar em benefícios.

Para você e para o leitor.

 

 

 

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SE NEGOCIAR É UMA ARTE, O NEGOCIADOR É UM ARTISTA...

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FRANCISCO R. BITTENCOURT

Consultor do MVC

 

 

SE NEGOCIAR É UMA ARTE, O NEGOCIADOR É UM ARTISTA...

 

 

INTRODUÇÃO

 

Há uma corrente de profissionais que discute a negociação como uma arte. O bom negociador exerce esta arte com maestria, extraindo dos seus recursos e instrumentos de trabalho toda uma gama de opções, que deslumbram os observadores atentos e que levam seus interlocutores a sucumbir à sua eficácia no manuseio de fontes de atuação gerenciadas por um poder de persuasão eficaz.

 

A negociação, como a criatividade, depende muito mais da disciplina e do esforço do negociador do que sua criatividade, seus "insights" e repentes decorrentes de sua sagacidade. A negociação depende seguramente de sua percepção crítica, da forma como estabelece, de forma prévia, o desenho de um cenário real, onde a negociação tomará palco e onde os objetivos serão atingidos de forma consistente.

 

Preparar-se para a negociação envolve uma seqüência de atitudes, por parte do negociador, às quais ele deve dedicar um tempo expressivo, pois somente assim superará lacunas que o ambiente negocial não consegue preencher sem sua ação efetiva.

 

Questionar a si mesmo, às suas posições, ao seu ou aos seus interlocutores, às posições deles, é uma forma eficiente de construir um alicerce sólido para suas investidas, quando não, ousadas táticas negociais.

 

A VERDADEIRA "ARTE" NEGOCIAL

 

Comece avaliando o conjunto de fatores que impactam o processo negocial, eventuais opções de resultados, favoráveis ou não, e seus efeitos sobre o negócio ou o problema que é foco da negociação:

  • Avalie o que fará se não fechar um acordo com seu interlocutor atual;

  • Avalie o que o seu interlocutor fará se não fechar um acordo com você;

  • Avalie as verdadeiras questões da negociação;

  • Avalie o quanto cada questão é importante para você;

  • Avalie o quanto cada questão é importante para seu interlocutor;

  • Avalie a área de barganha;

  • Avalie onde há possibilidade de trocas;

  • Avalie o que você fará se fechar um acordo na negociação;

  • Avalie o que seu interlocutor fará se fechar um acordo na negociação.

FONTE: BAZERMAN, Max H. & NEALE, Margareth A., Negociando Racionalmente, SP, Atlas, 2002.

 

Estes questionamentos permitem ao negociador levantar um universo de dados sobre as possibilidades e perspectivas favoráveis ou não, em relação às suas estratégias, ao modelo de construção de suas táticas e também, principalmente, à elaboração de sua linha de argumentação, frente a seus interlocutores.

 

Este momento de questionamentos é propício para que alguns conceitos fiquem claros para o negociador, ou se for o caso de negociação em equipe, para os negociadores. Este cuidado permitirá a todos falarem a mesma linguagem, conhecendo de forma comum e homogênea os conceitos que permeiam a negociação:

 

Negócio: intercâmbio de valor entre duas ou mais partes, capaz de satisfazer seus respectivos interesses;

Valor: substância ou meio de troca utilizado durante uma negociação; são diversos elementos tangíveis e intangíveis que podem ser intercambiados como forma de satisfazer os respectivos interesses;

Interesses: necessidades, desejos, aspirações ou resultados específicos que as partes envolvidas em uma determinada negociação procuram satisfazer;

Negociação: processo utilizado para alcançar o intercâmbio de valor capaz de satisfazer os interesses de todas as partes envolvidas;

Opções: diversas formas de consolidar os elementos de valor envolvidos numa negociação. As opções não são a mesma coisa que os interesses: as opções constituem formas de poder satisfazer interesses.

 

FONTE: ALBRECHT, Karl & ALBRECHT, Steve, Agregando valor à Negociação, SP, Makron Books, 2001.

 

O negociador, em sua fase preparatória, deverá levar em conta a existência de um conjunto de fatores capazes de influenciar de maneira real, com reflexos nos resultados, todo o "continuum" onde se realiza a negociação:

- O ambiente externo à negociação;

- A organização que patrocina o processo negocial;

- As relações interpessoais entre os diversos negociadores;

- A figura do negociador, ou negociadores, individualmente.

 

Para cada um destes ambientes há um grupo de fatores que nos permite, conhecendo-os, delinear de forma mais objetiva o movimento negocial no qual estamos inseridos. Estes fatores atuam prioritariamente em uma determinada zona de influência, mas exercem sua atuação em todos os demais segmentos, exigindo dos negociadores a priorização de seu pensamento, no sentido de encontrar o caminho mais eficaz para responder ao seu impacto.

 

O AMBIENTE EXTERNO À NEGOCIAÇÃO:

  1. Nível da demanda gerada: responsável pelo processo negocial. À medida que um fenômeno ocorrido fora do ambiente formal e institucional gera uma determinada necessidade, esta provavelmente implicará um processo negocial, para que determinado resultado seja atingido;

  2. Custo do dinheiro: alterações no sistema econômico e financeiro que sejam capazes de impactar a administração dos bens, negócios e serviços alvos do processo negocial;

  3. Velocidade das mudanças tecnológicas: evolução de processos no cenário tecnológico, afetando estruturas, modelos de gestão, mecanismos e formas de ação, exigindo assim contrapartidas nem sempre sob o domínio ou direção dos sistemas dinâmicos de produção, exigindo negociações para sua concretização;

  4. Modificações nas leis e na política: ocorrência de natureza sócio-político-econômica afetando o ir-e-vir da sociedade, e que acarrete a necessidade de readequação dos sistemas e da operacionalização dos processos produtivos;

  5. Conjuntura econômica: talvez o mais "popular" dos fatores de influência, onde a globalização, por exemplo, surge como uma das mais evidentes;

  6. Modificações na concorrência: alterações no segmento de atuação das organizações, geradora de contrapartidas e respostas exigidas pelo cliente, para que as organizações se mantenham atuantes e ativas no mercado produtivo.

AMBIENTE ORGANIZACIONAL

  1. Procedimentos formais de operação: o funcionamento das organizações afeta significativamente a atuação de negociadores – compradores institucionais, vendedores, gestores, executivos – e, conseqüentemente geram processos negociais internos tão complexos quanto os processos com a clientela externa;

  2. Políticas organizacionais: objetivos estratégicos e táticos, missões, princípios e outras exigências institucionais capazes de criar espaços para processos formais de negociação na organização, por meio de regras, normas e procedimentos;

  3. Estrutura organizacional dominante: autonomia, processos de delegação, departamentalização, acesso a processos decisórios, enfim, um conjunto de características do modelo de funcionamento da organização, que, em geral provocam o diferencial competitivo tão procurado pelas empresas no mercado contemporâneo;

  4. Sistemas organizacionais vigentes: implantação de sistemas, em geral denominados facilitadores do processo organizacional, mas que tendam a reduzir a liberdade de ação, para que não se comprometa sua eficácia, exigindo negociação interna intensa;

  5. Objetivos organizacionais: razões de ordem estratégica e, por vezes, tática, provocadora de adequação e adaptação dos objetivos internos: departamentais, divisionais e até mesmo individuais, para que sua consecução se torne realidade.

RELAÇÕES INTERPESSOAIS

  1. Status dos negociadores: a diferença de status – social, econômico, profissional dos negociadores, internos e externos capaz de mudar o curso de um processo negocial;

  2. Capacidade de persuasão: embora a persuasão seja uma fonte de poder que atue sobre a personalidade do indivíduo ela se manifesta somente diante de um outro negociador, impactando fortemente o desempenho dos negociadores;

  3. Autoridade dos negociadores: fator de influência com ligação expressiva aos outros dois anteriores, pois a autoridade exercida por um negociador tem impacto importante sobre a atuação dos demais – nem sempre no mesmo nível hierárquico ou social;

  4. Empatia entre negociadores: fator fortemente influenciador nas relações interpessoais entre negociadores, à medida que age como facilitador dos processos negociais, quando manifestado de forma perceptível e sentida pelos negociadores.

INDIVIDUAL

  1. Idade dos negociadores: a idade cronológica dos negociadores afeta grandemente o seu comportamento e, dessa forma, impacta sua ação como negociador trazendo aspectos da subcultura individual para a interpessoal e, por extensão, à cultura negocial;

  2. Posição formal ocupada no trabalho: o cargo exercido pelo negociador afeta sua ação individual e, no terreno interpessoal, provoca impactos com relação à autoridade, ao status e até mesmo à empatia em relação aos outros negociadores;

  3. Personalidade dos negociadores: como a idade, as características individuais dos negociadores, suas singularidades são fatores determinantes de seu perfil individual e com influência indiscutível em sua personalidade e seu modo de agir;

  4. Educação formal dos negociadores: no cenário competitivo, este aspecto que, no passado teve influência menor, se tornou uma premissa importante, afetando significativamente as estruturas organizacionais e o perfil negocial nas organizações competitivas;

  5. Atitudes perante o risco negocial: considerando a atitude uma condição eminentemente individual, a forma como o negociador reage aos estímulos decorrentes da negociação funciona como um forte influenciador de sua ação pessoal.

O conhecimento destes fatores de influência credencia o negociador a se instrumentalizar para agir, de forma eficaz, e obter resultados no processo negocial. A negociação fundamenta, como já visto em textos anteriores, sua estratégia em um tripé:

 

- A oportunidade de usar o tempo;

- A oportunidade usar a informação;

- A oportunidade de usar as fontes de poder.

 

Para que a atuação do negociador, a partir de sua linha estratégica, atinja o comportamento de seus interlocutores, faz-se necessário que modifique a percepção dos mesmos, o que se torna possível dirigindo o seu foco de atuação para as três dimensões capazes de alterar o comportamento dos indivíduos:

  1. a dimensão valorativa, afetando seus valores, crenças e ideologia;

  2. a dimensão cognitiva, afetando seus conhecimentos, e as informações disponíveis;

  3. a dimensão afetiva, afetando suas necessidades, suas demandas e suas expectativas diante de resultados.

CONCLUSÃO

 

Negociar, portanto, é uma arte. Mas uma arte que requer uma técnica apurada, uma competência consolidada, para que a eficácia possa ser atingida, de forma otimizada.

 

O negociador pode ser considerado um artista. Mas um artista que domina sua técnica, que não se deixa levar pela sedução do improviso, da desinformação ou mesmo do brilho pessoal.

 

Ele conhece seus caminhos, os instrumentos (permanentes) e os recursos (eventuais) com os quais poderá contar e aqueles que deverá buscar no cenário de atuação.

 

A elaboração de um plano prévio de atuação torna-se primordial para que a certeza do sucesso, da garantia de que objetivos serão atingidos, faz-se necessária:

 

UM PLANO NEGOCIAL

 

a) Defina o problema que está tentando solucionar;

b) Suas metas específicas:

  • Qual é a sua meta específica e otimista?

  • Qual é a sua condição básica?

  • Quem será responsável pela decisão?

  • Qual o estilo de negociação do responsável?

  • Qual é o histórico de relacionamento com este negociador?

c) Os interesses da outra parte:

  • Como os interesses da outra parte seriam aplicados para ajudar você a atingir sua meta negocial?

  • O que levaria você a dizer não na negociação (interesses conflitantes e secundários)?

d) Propostas viáveis:

  • Quais são os interesses mútuos?

  • Quais são os interesses conflitantes?

e) Poder de Influência:

  • Até um determinado momento, o que os interlocutores perderiam, se o acordo não se realizasse?

  • O que você perderia, se o acordo não se realizasse?

  • Você pode afetar as alternativas da outra parte?

  • Como você pode melhorar as suas próprias alternativas?

f) Padrões e normas Dominantes

  • Meus padrões;

  • Padrões de meus interlocutores;

  • Minha linha de contra-argumentação;

 

FONTE: SHELL, G. Richard, Negociar é preciso, SP, Negócio Editora, 2001.

 

Na visão de Sir Francis Bacon:

 

Nas negociações complicadas, não devemos esperar que vamos semear e colher imediatamente, mas sim devemos preparar o negócio e então cultivá-lo, pouco a pouco.

 

 

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E-LEARNING: PRESENTE E FUTURO

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E-LEARNING: PRESENTE E FUTURO

Um bate-papo com Marcelo Fernandes da MENTOR Tecnologia e parceiro do MVC

 

 

1) Insight MVC - Baseado na sua experiência, quais seriam os reais benefícios proporcionados pelo e-Learning no contexto empresarial?

 

Ao longo dos 7 anos que a MENTOR Tecnologia vem atuando neste segmento, verificamos que os benefícios proporcionados pela utilização da aprendizagem mediada por tecnologia (e-Learning), aos nossos clientes, podem ser separados em dois grandes blocos:

 

Fatores Tangíveis (Tempo e Custos)

  • Maior permanência dos treinandos (e dos experts) nos postos de trabalho: a produtividade perdida pelo fato da pessoa estar longe do trabalho também é consideravelmente menor, principalmente se os empregados não precisam passar horas fora da empresa para serem treinados;

  • Redução drástica dos custos de viagens (transporte, hotel, alimentação, etc.);

  • 40 a 80% redução de tempo (presencial x auto-conduzido): dada a possibilidade de cada treinando receber tão somente os módulos de treinamento realmente exigidos, ao invés de ter que freqüentar um curso inteiro e padrão (separação do "need to know" do "nice to know").

Fatores Menos Tangíveis (ou até Intangíveis)

  • Aumento da abrangência e "audiência";

  • Melhoria no relacionamento com clientes;

  • Maior envolvimento de parceiros, fornecedores e clientes.

A adoção do e-Learning não significa automaticamente uma redução nos custos de treinamento. Porém ele possui algumas potencialidades que, se utilizadas eficazmente, - por exemplo, atingir um grande número de funcionários e colaboradores espalhados geograficamente - poderão reduzir muito os custos, quando comparados a métodos tradicionais de treinamento.

Quando pensarmos em e-Learning devemos expandir nossos horizontes visualizando sua contribuição para:

- democratização conhecimento/estímulo à aprendizagem nos diversos níveis da empresa;

- redução do tempo na disponibilização de informações/conhecimento;

- agilização da comunicação com parceiros e fornecedores.

Portanto, minha experiência, indica que o e-Learning deva ser considerado uma ferramenta estratégica para promover mudanças e resultados e não, apenas, como uma maneira de reduzir os custos de treinamento.

 

2) Insight MVC - Qual a relação destas novas tecnologias de aprendizagem com o processo de Educação Corporativa nas empresas?

 

A utilização da tecnologia, como auxílio ao processo de aprendizagem organizacional e da educação corporativa, só tem sentido quando inserida num contexto de auxílio à solução de problemas, como um elemento agilizador do processo de melhoria de desempenho e produtividade das organizações.

É essencial, portanto, que se coloque os objetivos do desenvolvimento/capacitação acima da tecnologia e se aplique a tecnologia para atingir nossas metas. A ênfase no uso da tecnologia deve ser fundamentada na compreensão das necessidades e competências a serem desenvolvidas e na conscientização dos métodos para desenvolver e manter nos treinandos um interesse pelo aprendizado. Os "instrumentos" tecnológicos podem e devem ser utilizados como facilitadores e agilizadores neste processo de disseminação do conhecimento.

 

3) Insight MVC -O e-Learning no Brasil: qual a sua visão do estágio atual?

 

A aprendizagem mediada por tecnologia é hoje uma realidade presente no Brasil, tanto no meio corporativo quanto no acadêmico.
As barreiras e resistências à sua utilização vêm caindo ano após ano.

No meio corporativo brasileiro, onde a expressão e-Learning é mais utilizada, houve, em 2003, um crescimento de aproximadamente 60% dos investimentos nesta modalidade de ensino, em relação ao ano de 2002.

Já no meio acadêmico, onde a expressão Educação a Distância – EAD é mais utilizada, podemos testemunhar também um crescimento acentuado, tendo como elemento balizador a atual priorização das atividades de ensino a distância dentro do Ministério da Educação (MEC).

Na minha opinião, os benefícios e limitações desta nova metodologia de ensino estão relativamente maduros nas cabeças dos principais responsáveis pelo desenvolvimento e educação de pessoas no nosso país.

Como parte deste amadurecimento podemos destacar um certo realismo do mercado quanto ao potencial destes novos recursos tecnológicos, através da constatação que a tecnologia é somente um meio e não um fim dentro do processo de ensino-aprendizagem.

 

4) Insight MVC - Na sua opinião, em que aspectos o uso e o desenvolvimento do e-Learning precisam evoluir no Brasil?

 

Temos que nos preocupar não só com os aspectos quantitativos, mas dedicar especial atenção também aos aspectos qualitativos envolvidos no e-Learning. E, dentro deste enfoque, um dos itens que merece muita atenção é a qualidade dos cursos que vem sendo disponibilizados nesta nova mídia. Tenho visto muitos cursos de baixíssima qualidade.

Nos Estados Unidos, por exemplo, esta preocupação com a qualidade dos cursos é tão grande que a ASTD (American Society for Training and Development) iniciou um programa de certificação (uma espécie de selo de qualidade) para os cursos mediados por tecnologia. É o "E-Learning Courseware Certification", um programa concebido para avaliar, entre outras coisas, o desenho pedagógico-instrucional, usabilidade, interface, utilização objetiva e inteligente dos recursos Web no contexto da aprendizagem corporativa.

 

5) Insight MVC - Poderia citar alguns tendências que, no curto prazo, permearão a evolução da aprendizagem mediada por tecnologia no segmento?

 

* "Aprendizado Combinado" em inglês conhecido como "Blended Learning" (tutoriais auto-instrutivos de qualidade mesclados à utilização de atividades presenciais, interações à distância mediadas por instrutor/tutor, comunidades virtuais de aprendizagem colaborativa, entre outras);

* Utilização de Objetos de Aprendizagem Reutilizáveis – OARs;

* Aplicação dos conceitos de Gestão do Conhecimento (GC) tendo como espinha dorsal a aprendizagem. Em minha opinião, a Educação Corporativa deverá se pautar menos na estruturação e disponibilização de informações e mais em estratégias e atividades que facilitem a assimilação e entendimento dessas informações nas pessoas.

* Antevejo, também, uma utilização cada vez maior da metodologia de estudo de casos e da ABP - Aprendizagem Baseada em Problemas, com utilização orientada dos recursos e informações disponíveis nas Intranets das empresas e na imensa biblioteca virtual que é a Internet.

No que tange ao processo de tutoria e ao processo interativo facilitador/instrutor/aluno, acredito que a metodologia de Comunicação Estrutural (que é uma técnica que simula o diálogo entre o autor da instrução e o aprendiz) ganhará momento e se tornará uma ferramenta fundamental para otimizar os processos de comunicação e aprendizagem colaborativa, mediada por instrutor.

 

OBS.: O MVC e a MENTOR desenvolveram 11 programas e-Learning, denominados Competências Gerenciais. Informações em www.institutomvc.com.brwww.mentortec.com.br

 

 

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OCDA: UMA NOVA ESTRATÉGIA DE NEGOCIAÇÃO

 

 

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JOSÉ AUGUSTO WANDERLEY

Autor do Livro Negociação Total - Encontrando Soluções, Vencendo Resistências, Obtendo Resultados (8ª Edição)

 

 

OCDA: UMA NOVA ESTRATÉGIA DE NEGOCIAÇÃO

 

 

 

INTRODUÇÃO

 

Problemas, divergências, antagonismos e conflitos de idéias, interesses, expectativas, orientações, posições e procedimentos fazem parte do dia-a-dia de qualquer empresa, seja em nível estratégico, administrativo ou operacional. Encontrar a melhor forma de agir nem sempre é tarefa fácil; é preciso ter cuidado com procedimentos simplistas ou dogmáticos que postergam a solução ou agravam a situação, o que pode criar problemas maiores do que aqueles que pretendiam resolver.

Não há uma fórmula mágica para lidar com os problemas, conflitos e divergências e resolvê-los de forma correta, nem para identificar a ação mais eficaz. No entanto, é nossa opinião que a melhor maneira de proceder é valer-se do Método OCDA, ou seja, Observar, Compreender, Decidir e Agir. Sempre que alguma etapa desse método for esquecida ou não for seguida, a probabilidade de não agirmos com propriedade aumenta significativamente.

Assim, vamos aos pontos relevantes.

 

Dimensões da negociação

Quando estamos diante de problemas, conflitos, divergências e antagonismos de qualquer natureza, dois aspectos devem ser observados: os resultados e os relacionamentos. Eles podem ser combinados de acordo com as prioridades relativas, conforme o gráfico a seguir:

 

 

 

 

Dessa combinação Resultado/Relacionamento, temos 5 posições distintas que implicam em 5 estratégias diferenciadas de atuação:

 

  • Baixa Prioridade nos Resultados e nos Relacionamentos.

  • A estratégia nesses casos chama-se Evitar. Evita-se o conflito a qualquer custo; assume-se posição neutra ou de distanciamento ("não ver, não ouvir, não falar sobre discordâncias"). Também é conhecida como "deixa estar como está para ver como é que fica".

  • Baixa Prioridade nos Resultados e Alta nos Relacionamentos.

  • A estratégia é Harmonizar. Prefere-se criar um clima de emoções positivas, aceitação pessoal e paz. Discordâncias são evitadas conseguindo-se cordialidade.

     

  • Baixa Prioridade nos Relacionamentos e Alta nos Resultados.

  • A estratégia é Impor. A situação é resolvida na base da autoridade-obediência,

    no controle pela força.

     

  • Média Prioridade nos Resultados e nos Relacionamentos.

  • A estratégia é Negociar via Barganha. As dificuldades e divergências são resolvidas pela busca de uma solução intermediária, de conciliação, em que ninguém perde tudo, mas também ninguém ganha tudo. Chega-se ao melhor acordo que se possa obter, embora possa não ser o mais adequado. Outra situação da Negociação via Barganha é quando existe uma alta prioridade por Resultados e média por Relacionamentos. Esta é a forma mais típica de barganha.

     

  • Alta prioridade nos Resultados e nos Relacionamentos.

  • A estratégia é denominada Negociar Solução de Problemas.

     

    Decidindo a estratégia a ser usada

    Em qualquer situação, portanto, existem cinco estratégias de atuação. E qual é a melhor delas? Tudo vai depender da compreensão e do diagnóstico da situação, que pode ser feito com o auxílio das variáveis Importância, Urgência e Tendência. Assim, devemos considerar:

     

    Importância: Qual o impacto da situação para o objetivo da equipe, gerência, ou empresa? Quanto em valores representa o efeito desta situação? Considere em termos de decisão três possibilidades: muito importante, importante ou pouco importante.

     

    Urgência: Qual é a pressão do tempo para se tomar uma ação? A ação necessita ser tomada já, podemos esperar para adotá-la, ou não há pressa?

     

    Tendência: Qual é a tendência da situação? Se nada for feito, o que tende a acontecer? A situação pode piorar, tende a ficar como está ou tende a melhorar?

     

    Equívocos na escolha de cada estratégia

    O fato é que cada estratégia pode ser adequada ou totalmente inadequada, dependendo da avaliação que se fizer da situação. Vejamos cada uma das estratégias.

     

    Evitar. Para questões graves esta estratégia de empurrar com a barriga se constitui num tremendo equívoco que pode ter conseqüências extremamente graves para a organização. É a fuga à responsabilidade, podendo ir até o caso extremo da alienação. Para problemas irrelevantes e triviais é o procedimento adequado, pois não se deve investir tempo para tratar destes assuntos. Às vezes, perde-se um tempo absurdo em questões de pouco monta. Há situações, como no trânsito, por exemplo, em que pessoas, em decorrência de uma pequena fechada, chegam às vias de fato havendo, inclusive, registros de assassinatos.

     

    Harmonizar. Pode-se constituir num grave equívoco quando o assunto é importante e a pessoa por, dificuldade de enfrentar um conflito ou com receio das conseqüências negativas, procura amaciar a situação ou contemporizar, sem efetuar um enfrentamento adequado. Consegue-se cordialidade e concordância superficiais à custa de convicções pessoais e criatividade. Entretanto, pode ser positiva em determinados contextos, como nas celebrações, sejam elas organizacionais ou pessoais. Pode contribuir para gerar clima positivo, de camaradagem e de entrosamento.

     

    Impor: Em momentos de ambigüidade, incerteza e insegurança, em que é necessária uma compreensão maior da situação e deve-se buscar as opiniões, pareceres e contribuições de várias pessoas; este procedimento se constitui num grave equívoco. Essa é uma estratégia de autoridade-obediência, de antagonismo e competição, em que ganhar (impor sua decisão ou solução) é mais importante que procurar uma solução válida e adequada. Às vezes, em função do VOA, vaidade, orgulho e arrogância, há quem queira impor a sua opinião, mesmo que ela esteja profundamente equivocada. Entretanto, há situações, como nas de extrema urgência, em que esta estratégia pode ser a mais adequada. Se está pegando fogo na empresa, convocar uma reunião para decidir o que fazer pode ser um procedimento extremamente incorreto.

     

    Negociar via Barganha – Existem situações em que negociar na base da barganha pode levar a um perde/perde. É o que acontece em muitas negociações internas entre setores da empresa, em que o querer levar vantagem faz com que se perca de vista os interesses maiores da organização. Entretanto, quando uma solução intermediária pode ser adotada, este procedimento é aceitável. Nas negociações tipo compra de carro ou de roupa, esta é a forma usual de procedimento

     

    Negociar Solução de Problemas – Esta é forma mais difícil de agir e demanda uma grande competência. Negociar na base da solução de problemas para assuntos irrelevantes é pura perda de tempo.Contudo, quando se quer sinergia e comprometimento, este é o procedimento que deve ser adotado.

     

    Negociar, impor, evitar e harmonizar são formas de agir nas diversas situações enfrentadas pelos gerentes. Normalmente, as pessoas têm um padrão comportamental e costumam privilegiar uma destas estratégias em detrimento das outras, não importa qual seja a situação. Se você usa uma estratégia de forma sistemática, mesmo quando ela não é a mais indicada, isto significa que a sua flexibilidade é baixa. Pessoas com alta flexibilidade usam as 5 estratégias de atuação, conforme a sua adequação a cada situação. O certo ou errado não é em si, mas relacionado a cada contexto. Pessoas com baixa flexibilidade só conseguem resultados favoráveis nas situações em que a sua estratégia de atuação for a mais indicada. Fora disto, ou tem resultados medíocres, ou mesmo fracassam. Portanto, uma coisa fundamental para se ter resultados de alto nível é desenvolver a flexibilidade, ou seja, a capacidade de diagnosticar cada situação e escolher e agir de acordo com a estratégia que seja a mais apropriada. Devemos ter presente que flexibilidade significa repertório comportamental e que pode e deve ser desenvolvida. Portanto, não existe uma melhor maneira de agir. Tudo depende da situação e da nossa capacidade de avaliação. A escolha está nas suas mãos. Siga o OCDA. Observe, compreenda, decida e aja.

     

     

    Material retirado do programa de formação de negociadores.

     

     

     

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    TESTE: QUAL O SEU GRAU DE RISCO NA CONTRATAÇÃO DE SERVIÇOS?

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    ALEXANDRE FREIRE

    CONSULTOR DO MVC

     

     

    QUAL O SEU GRAU DE RISCO NA 

    CONTRATAÇÃO DE SERVIÇOS?

     

     

    Para cada uma das questões abaixo, marque a opção que melhor se adequa à sua realidade no dia-a-dia. O resultado será informado imediatamente após clicar no ícone VER RESULTADO

     

    Responda: Antes de contratar uma organização para prestar serviços para sua empresa, você:

     

     

    1. Visita a sede da empresa?
    Sempre Às Vezes Nunca
    2. Observa a aparência do estabelecimento?
    Sempre Às Vezes Nunca
    3. Avalia o tempo da empresa no endereço?
    Sempre Às Vezes Nunca
    4. Observa e avalia a tecnologia e ferramental utilizado?
    Sempre Às Vezes Nunca
    5. Observa se os funcionários estão uniformizados?
    Sempre Às Vezes Nunca
    6. Pesquisa o grau de satisfação dos clientes da empresa?
    Sempre Às Vezes Nunca
    7. Pesquisa o grau de comprometimento com resultados da empresa?
    Sempre Às Vezes Nunca
    8. Checa se a empresa fez o que foi prometido?
    Sempre Às Vezes Nunca
    9. Levanta o histórico da empresa em termos de dívidas, protestos, reclamações no Procon, etc...?
    Sempre Às Vezes Nunca
    10. Busca referências com relação à facilidade de comunicação da empresa via telefone e e-mail?
    Sempre Às Vezes Nunca
    11. Procura saber se a empresa respeita prazos?
    Sempre Às Vezes Nunca
    12. Procura saber se a empresa respeita as regras internas dos clientes?
    Sempre Às Vezes Nunca
    13. Procura saber se a empresa demonstra cuidado com o patrimônio/ativos do cliente?
    Sempre Às Vezes Nunca
    14. Procura saber se a empresa segue as especificações técnicas do serviço a ser feito?
    Sempre Às Vezes Nunca
    15. Se informa se a empresa demonstra interesse em resolver problemas inesperados que porventura apareceram ao longo do contrato?
    Sempre Às Vezes Nunca
    16. Pesquisa se o estilo de negociação da empresa é o de ganha/ganha?
    Sempre Às Vezes Nunca
    17. Se informa sobre a postura profissional da empresa?
    Sempre Às Vezes Nunca
    18. Se informa sobre o grau de atenção da empresa aos interesses do cliente?
    Sempre Às Vezes Nunca
    19. Pesquisa se a empresa respeita horários de reuniões?
    Sempre Às Vezes Nunca
    20. Avalia o corpo gerencial da empresa?
    Sempre Às Vezes Nunca
    21. Avalia o corpo técnico operacional da empresa?
    Sempre Às Vezes Nunca
    22. Procura saber se a empresa tem funcionários ou se utiliza terceirizados para prestar o serviço?
    Sempre Às Vezes Nunca
    23. Se informa da experiência no ramo da empresa?
    Sempre Às Vezes Nunca
    24. Se informa se existem garantias do serviço?
    Sempre Às Vezes Nunca
    25. Busca informações de clientes da empresa para validar as garantias oferecidas?
    Sempre Às Vezes Nunca
    26. Procura saber se a empresa oferece serviços de pós-venda?
    Sempre Às Vezes Nunca
    27. Busca referências junto aos clientes da empresa sobre o feedback periódico dado por ela durante o processo de prestação dos serviços?
    Sempre Às Vezes Nunca
    28. Checa se a empresa conserta/ajusta imediatamente aquilo que não está de acordo com o contrato ou acerto verbal?
    Sempre Às Vezes Nunca
    29. Pesquisa a compatibilidade dos preços da empresa com relação ao mercado?
    Sempre Às Vezes Nunca
    30. Se informa de forma clara e objetiva os reajustes de preços ao longo do contrato?
    Sempre Às Vezes Nunca
    31. Avalia o desembolso/pagamento para a empresa em função do cronograma dos serviços?
    Sempre Às Vezes Nunca
    32. Consegue ver de forma clara e objetiva as condições e a forma de pagamento dos serviços?
    Sempre Às Vezes Nunca

     

     

     

     

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