Nº 75 - Outubro de 2004

       
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 Editorial  Teste
 Líder x Cornelius Horan's    Pecados mortais na gestão de pessoas

Com o Sobrenatural de Almeida "baixando" nas olimpíadas, quais as lições de liderança que podemos aprender? E aquelas que devemos evitar? 



Marco Aurélio Ferreira Vianna 

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  Como podemos medir nossa competência em gestão de pessoas? Quais os pecados mortais e veniais? Leia o testo e faça o teste.



João Alfredo Biscaia

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 Atualidade  Competências
Conexões que geram resultados    Capacitação organizacional em negociação

Uma nova visão do congresso internacional de RH, realizado em agosto, no Rio. Quais as palestras que mais agregaram valor? Por que? O que mudou em relação aos congressos anteriores
Denize Dutra

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O aperfeiçoamento do processo de negociação não ocorre apenas no campo individual ou em equipe; essa é uma visão fragmentada. A capacitação organizacional dá o tom de orquestra ao processo como um todo.
José Augusto Wanderley

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 Novidade  Diferencial Competitivo
  Tudo o que você precisa saber sobre certificação   Melhorando produtividade com mais organização
 

Uma nova tendência na área empresarial é a elaboração de processos de certificação na empresa, proporcionando uma clara visão, qualitativa e quantitativa da eficiência de determinados segmentos e pessoas da organização.


João Baptista Vilhena

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Em tempos de mudança, do fazer muito com pouco, o grande diferencial competitivo é nossa competência em planejar/organizar o tempo e o trabalho.




Carlos Legal
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 Comportamento  Internacional
  Executivos "Serial Killers": O que é isso?     Negociando além-mar 
 

Serial Killers não manifestam nenhum sentimento em relação às suas vítimas; por essa razão não se sentem culpados. Qual a relação do comportamento de nossos executivos com esse tipo de sentimento?



João Alfredo Biscaia
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Quando explodem as exportações é fundamental que os negociadores se tornem cada vez melhor preparados, porque é nesse momento que a concorrência fica mais acirrada.




Carlos Alvim
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Expediente
  Publisher: Costacurta Junqueira Jornalista Responsável: Cristina Spera
  Equipe Insight: Maria Teresa; Leandro Santana
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EDITORIAL  

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MARCO AURÉLIO FERREIRA VIANNA

Presidente do MVC

 

LÍDER X CORNELIUS HORAN’S

 

 

Além da grandiosidade do espetáculo e da mágica festa esportiva, as Olimpíadas sempre trazem uma consistente dose de lições profundas para o mundo das organizações, principalmente com imperdíveis ensinamentos para os líderes.

 

Esta versão 2004, em si, até por ser no palco de Atenas, onde tudo começou, permite um conjunto de reflexões muito importantes. Neste Editorial, tenho o objetivo apenas de instigar meus queridos leitores à "pensar sobre". No artigo "Olimpíadas 2004 – Lições para a Liderança" (sairá no próximo Insight) irei um pouco além, e descreverei a minha própria percepção. Quem gostar do assunto, poderá ter tema para debate, principalmente para divergências e opiniões. No entanto, neste espaço quero colocar alguns pontos que podem ser destacados para este início de análise.

 

Já que a reflexão é, também, esportiva podemos começar verificando que na linguagem de Nelson Rodrigues o Sobrenatural de Almeida esteve presente em vários momentos. Ele "baixou" certamente, nas semifinais do voleibol feminino quando nossa seleção perdeu um jogo "ganho" com placar de 24 X 19 no quarto set, indo para o espaço simplesmente o inacreditável número de sete, isso mesmo, sete Match Points. O Sobrenatural se incorporou, também, no corpo daquele imbecil padre irlandês Cornelius Horan, e tirou o ouro do nosso avião Vanderlei Cordeiro de Lima. O Sobrenatural agiu forte sobre paradigmas arraigados e colocou os brasileiros torcendo freneticamente por "Los Hermanitos" argentinos no basquetebol masculino contra o "indestrutível" Dream Team (agora Nightmare Team) americano. Ele também agiu ao tirar uma medalha do nosso Bimba na prancha a vela e ao salvar tantos gols para as americanas no futebol feminino. Enfim, a época da ambigüidade, incerteza e caos está instalada no esporte, e cabe fazer uma séria análise sobre até onde vai a possibilidade de antecipar fatos pouco prováveis. Será que se José Roberto Guimarães tivesse feito um profundo exercício de "What if" prevendo na frieza da fase de planejamento, aquela situação 24 X 19, não teria agido de forma diferente? Será que se Vanderlei estivesse atento para a aparição de um mentecapto não conseguiria aplicar um drible e seguir em frente deixando o decrepto de saia no chão? Será que se o Dream Team tivesse mais humildade e menos arrogância não teria (infelizmente) vencido Los Hermanos? São questões que ficam, para serem analisadas com toda a seriedade. Situações muito semelhantes ocorrem sempre (não se sabe quando) nas empresas. É função do líder administrar o futuro que não se conhece. O fenômeno do Sobrenatural de Almeida, também, está presente nas organizações.

 

 

Boa leitura

 

 


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DESCONTOS ESPECIAIS PARA TREINAMENTOS

 

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DESCONTOS ESPECIAIS PARA TREINAMENTOS REALIZADOS NO PERÍODO DEZEMBRO (13 A 30), JANEIRO E FEVEREIRO:

  1. 20% de desconto sobre qualquer Programa/Palestra que sua empresa tenha contratado ao longo de 2004 e que pretenda realizar nos meses da promoção;

  2. 15% para Programas/Palestras novas, contratadas para acontecer no período de dezembro a fevereiro. Para fazer jus a esse desconto o cliente deverá contratar o Pré-diagnóstico e/ou FOLLOW-UP (não se aplica a palestras);

  3. 15% sobre quaisquer Palestras e Programas contratados e pagos até 14 de dezembro 2004 e que vão ocorrer no período de março a dezembro de 2005;

  4. 10% de desconto para contratações (Palestras e Programas) pagas até 14 de dezembro e que vão ocorrer ao longo dos meses de dezembro, janeiro e fevereiro (caso o cliente adie a data de realização para além do período promocional, perde o desconto e passa a pagar "preço cheio");

  5. Hipóteses não tratadas nos itens anteriores serão analisadas caso a caso.

Para informações adicionais, consulte:

Costacurta

11 3171-1645 

costacurta@institutomvc.com.br

 

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21 2222-0888 

mariateresa@institutomvc.com.br

 


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MELHORANDO A PRODUTIVIDADE COM MAIS ORGANIZAÇÃO

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CARLOS LEGAL

Consultor do Grupo MVC

 

 

MELHORANDO A PRODUTIVIDADE 

COM MAIS ORGANIZAÇÃO

 

 

Você já precisou de um telefone importante e não se lembrou onde anotou? Já demorou a encontrar um relatório ou documento solicitado pelo seu chefe a ponto de te deixar impaciente? Já procurou desesperadamente por um arquivo importante no computador e não lembrou onde e como gravou? Já ficou irritado por não conseguir lidar com a quantidade de papel que chega diariamente à sua mesa? Já perdeu os arquivos no computador por não efetuar backup?

 

Pois é, esses são alguns sintomas da desorganização.

 

Muitas pessoas são organizadas por natureza, suas mesas são impecáveis, quase não possuem papel em cima delas. Conseguem organizar seus arquivos em ordem alfabética, os horários das reuniões são religiosamente respeitados, sua pontualidade é britânica e o mais impressionante, estão sempre serenas – pelo menos não será a bagunça que vai tirá-las do sério.

 

Os desorganizados acreditam que se nasce organizado, e se você não teve esse privilégio, estará condenado a viver o resto da vida estressado pela falta de organização. Realmente há pessoas mais organizadas e outras nem tanto, mas é uma inverdade que o desorganizado não possa aprender a organizar-se. Quando se fala em organização, devemos lembrar que não existem receitas infalíveis, mas o desenvolvimento de um método adequado a cada um. A organização é um conjunto de hábitos e métodos, que podem melhorar muito o desempenho profissional.

 

A falta de organização prejudica a produtividade, acumula trabalho, atrasa tarefas e cria muita indecisão. Quando somos organizados, conseguimos fazer tudo o que queremos, com economia de energia e de tempo. Além do mais, o trabalho torna-se mais tranqüilo e você escolhe o rumo que quer dar à sua vida.

 

O sucesso de um sistema de organização pessoal não deve se limitar à "receita pronta", pois as pessoas são diferentes, possuem fatores comportamentais que podem facilitar ou prejudicar a forma de trabalhar. Um método eficaz para organização pessoal deve estimular as pessoas a partirem de si mesmas, ao invés de seguirem um sistema padronizado. Há pessoas que lidam muito bem com a padronização e outras definitivamente não se dão bem com elas. Selecionamos algumas dicas muito simples e práticas para você acabar com a desorganização e gerar mais produtividade no seu dia-a-dia. Isto é, se for o seu caso.

 

1- Começando agora – arrumando a mesa e as gavetas

Algumas pessoas têm medo de descartar coisas que possam fazer falta no futuro, enchendo a mesa e as gavetas de inutilidades. Se você não faz uma arrumação há muito tempo, separe os seus documentos em três pilhas:

    • Ação imediata: documentos que precisam ser solucionados hoje

    • Ação posterior: papéis que devem ser resolvidos em uma semana

    • Nenhuma ação: arquivo ou lixo

Faça uma revisão periódica de seus documentos, sempre considerando o fator tempo. Deixar passar uma ação imediata pode trazer sérios prejuízos pessoais e organizacionais.

 

2- Organizando o local de trabalho

Administrar de forma eficiente o local de trabalho não significa necessariamente torná-lo livre da papelada, mas de fato, torná-lo prático e funcional. Livros, revistas e arquivos ficam mais bem acomodados em estantes. Se for possível, elimine da mesa tudo que não está utilizando.

 

3- Arquivo e estantes

Adote um critério para catalogar arquivos e livros, ordenando por assunto ou alfabeticamente. Isso vai ajudar bastante na hora que precisar fazer uma pesquisa.

 

4- Anotações

Evite anotações em pequenos papéis, reduzindo as chances de extravio. Se sua agenda não possui um espaço para "registros diários", mantenha um bloco com espiral ou caderno para suas anotações cotidianas, como telefones, recados, idéias, etc.

 

5- Fluxo de Papéis

Se você não tem secretária, anote sempre a data de recebimento de um documento. Mantenha uma "pilha" de entrada, outra para casos em andamento, outra para arquivo e uma de saída. Selecione os papéis em andamento e esvazie as caixas pelo menos uma vez por semana.

 

6- Correspondência

Determine um horário diariamente para verificar a correspondência, e pergunte-se "qual a providência a ser tomada?". Se não há nenhuma, jogue no lixo. Evite o duplo manuseio.

 

7- Gerencie suas Tarefas

Faça uma lista das tarefas, dividindo-as em urgentes e importantes. Estabeleça qual a prioridade de cada uma e determine uma data de conclusão. Se você trabalha com computador, o Microsoft Outlook é uma excelente ferramenta, caso contrário uma folha de papel ajuda bastante. O importante é deixar suas tarefas sempre a vista. Após iniciar uma tarefa, por mais desagradável que seja, vá até o fim e lembre-se de marcar as tarefas já concluídas.

8- Lixo

Não tenha dó de jogar inutilidades fora. É menos estressante manter a mesa limpa e a lixeira cheia.

 

9- Planejando o seu dia

Dedique pelo menos quinze minutos no final da tarde ou no início da manhã para planejar e organizar o novo dia de trabalho. É mais simples adotar uma disciplina diária que perder horas arrumando uma bagunça acumulada.

 

10- Não se afobe com a bagunça

Manter a calma é fundamental. Afobar-se com a bagunça só gera ansiedade e mais estresse.

 

 

AGENDANDO SUAS ATIVIDADES

 

A agenda é um instrumento fundamental para planejar e gerenciar suas atividades diárias. Ela pode ser eletrônica (computador, palm, etc.) ou papel. Escolha a que for mais confortável e adequada ao seu estilo pessoal. Mas cuidado para não ser excessivamente rígido com sua agenda, "sobrecarregando" seu dia. Deixe brechas para interrupções inesperadas, um café com o chefe ou conversas informais com colegas. Assim, quando elas ocorrerem, não serão consideradas interrupções.

 

Bem, espero que as dicas possam ajudar você a gerar mais produtividade e menos estresse.

Vamos à ação?

 

MATERIAL RETIRADO DO PROGRAMA MELHORIA DA PERFORMANCE GERENCIAL (08 MÓDULOS)

 

 

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CAPACITAÇÃO ORGANIZACIONAL EM NEGOCIAÇÃO

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JOSÉ AUGUSTO WANDERLEY

AUTOR DO LIVRO NEGOCIAÇÃO TOTAL (8ª Edição)

 

 

CAPACITAÇÃO ORGANIZACIONAL EM NEGOCIAÇÃO

 

 

Normalmente, quando se busca capacitação em negociação, pensa-se somente em capacitação individual. Alguns poucos, em equipe e, raramente ou nunca, em capacitação organizacional. Isto tem sido sempre assim em função de uma compreensão fragmentada, ou até mesmo equivocada da questão. Esta visão pode se constituir em grave erro, pois a capacidade de uma empresa, em termos de negociação, não depende apenas das capacidades individuais de seus negociadores. Negociadores excelentes, mas com condições organizacionais adversas, podem ter desempenhos medíocres e, o que é pior, serem responsabilizados por um desempenho, cujo fator determinante foi uma baixa capacitação organizacional e não individual. É neste sentido que se faz indispensável compreender o que venha a ser e qual a importância da capacitação organizacional em negociação.

 

A capacitação organizacional de negociação procura dar resposta à seguinte pergunta: quais são as condições necessárias e suficientes para que negociações realizadas individualmente ou em equipe tenham êxito?

 

Inicialmente devemos ter em mente que as negociações podem ser relativas a aspectos estratégicos, táticos ou operacionais. As negociações estratégicas são muito delicadas, isto porque, em geral, erros em níveis tático e operacional, mesmo que importem em sacrifícios, podem ser assimilados. Já erros de nível estratégico, podem levar a empresa à falência. Assim, se as negociações ao nível estratégico forem mal conduzidas e concluídas, por melhor que sejam os desempenhos nas negociações táticas e operacionais, o resultado final, para a empresa, será extremamente questionável. Portanto, a identificação dos vários níveis de negociação e de suas importâncias relativas é o ponto de partida. É isto que proporciona o conhecimento da energia e do montante de recursos a serem dispendidos em cada situação. As negociações em nível estratégico, ou as de maior impacto em nível tático/operacional, devem ser identificadas e privilegiadas. E isto está de acordo com um velho princípio de Peter Drucker: "Primeiro o mais importante".

 

O ponto seguinte é entender que toda negociação é um processo. Este processo comporta três momentos distintos. O momento que antecede ao encontro com o outro negociador ou preparação, o contato com o outro negociador, ou negociação propriamente dita e o pós-encontro ou implementação do acordo. Cada um destes momentos tem as suas particularidades e necessidades específicas.

O sucesso de uma negociação começa com uma boa preparação e, sem um bom banco de dados, isto se torna praticamente impossível. Um banco de dados contém o histórico das negociações anteriores sobre os aspectos: técnico, econômico, financeiro, contábil e jurídico.

 

Mas não se limita a isto. Deve conter, igualmente, informações sobre a organização com a qual se está negociando, sua estrutura de decisão, seus decisores, os limites de autoridade ou alçada, as pessoas relevantes para cada decisor, ou seja, o seu eleitorado, as portas ou passagens, ou seja, as pessoas que encontraremos pelo caminho até chegarmos aos decisores. São igualmente relevantes informações sobre crenças, estilos comportamentais, valores e até condições físicas dos negociadores, bem como sobre a cultura organizacional. Para negociações internacionais, deve haver informações sobre o país, sua história e particularidades que possam afetar o desfecho da negociação.

 

O sistema de comunicação interna e de acesso a dados é outro aspecto importante para uma boa preparação. É possível saber e contatar rapidamente as pessoas que têm informações ou contribuições relevantes? É possível acessar eficientemente os dados armazenados nos vários setores, ou as informações estão em sistemas que não se comunicam? Existe alguma padronização que facilite esta comunicação? Se não tivermos um sistema de comunicação e informação rápido e eficiente, a preparação, numa boa parte de casos, pode ficar comprometida.

 

Na negociação propriamente dita deve-se estar representado em qualidade e quantidade de negociadores. A quantidade de negociadores é determinada pelo vulto da negociação e pelas capacidades que forem necessárias. Pode ser preciso domínio em assuntos de natureza muito distintos como, por exemplo, técnicos, econômicos e jurídicos.

 

Mas isto só pode não bastar. Muitas vezes, nas negociações mais demoradas ou mais relevantes, são necessárias as equipes de apoio. Qual é o papel de uma equipe de apoio? A equipe de apoio recebe as informações sobre o dia-a-dia da negociação para efetuar uma análise detalhada dos acontecimentos e sugerir caminhos e alternativas. O esquema é semelhante ao que acontece nos campeonatos internacionais de xadrez quando a partida é suspensa. Os enxadristas vão descansar e seus assessores passam a analisar o jogo, buscando identificar as várias possibilidades existentes. Portanto, as equipes de apoio têm um papel extremamente relevante e, mais que isto, contribuem não apenas para que os negociadores tenham mais informações, análises mais precisas e sugestões sobre os desdobramentos possíveis, mas também, para que não sejam vitimados pelo estresse. Negociadores competentes podem fracassar em função do desgaste físico e emocional.

 

A pós-negociação é outra parte muito importante. Muitos negociadores fazem o acordo e se esquecem da sua implementação. Muitas vezes, é neste pós-acordo que acontece o verdadeiro desfecho. Negociações bem conduzidas podem redundar em tremendos fracassos, isto porque, o que é implementado não tem nada a ver com o que ficou definido no acordo. Assim, há quem prometa o que não pode cumprir, levando em conta a inexistência de controle pelo outra parte, ou falta de comunicação entre quem fez o acordo e quem vai implementá-lo. Portanto, uma negociação só deve ser considerada como encerrada quando o acordo foi cumprido e não quando foi formalizado.

 

Uma vez que se entenda a fenomenologia da negociação e considerando que negociação é o meio para se alcançar os objetivos organizacionais, devemos dimensionar o volume de negociações a serem desenvolvidas e adotar um modelo representativo da organização, que leve em consideração parâmetros como, liderança, processos, estrutura, competências necessárias, apoio logístico, banco de dados, sistemas de comunicação e informação, valores e crenças.

 

Mesmo que as negociações sejam realizadas de forma descentralizada, por unidades de negócio ou resultado, a capacitação organizacional demanda um acompanhamento global, através do estabelecimento de indicadores de processo e resultado, que possam servir de referencial para que se responda à seguinte pergunta: "Como é possível saber se uma negociação foi boa para a empresa?". E, a partir daí, aprender com as negociações mais expressivas, bem como, com as que fracassaram e corrigir desvios. É neste sentido que as chefias ou gerências, têm um papel essencial, além da coordenação de suas equipes. Devem ter condições para atuarem como consultores de seus subordinados, ajudando na identificação e superação contínua de seus problemas e, mais que isto, contribuir ativamente para transformar a empresa numa organização de aprendizagem.

 

Um outro ponto importante é o da metodologia ou processo de negociação. Há empresas que, sem se dar conta, contratam consultores das mais variadas tendências e linguagens, que muitas vezes têm até orientações contrárias. Com isto não se forma uma massa crítica uniforme de negociadores e de maneira alguma se contribui para existência da formação de uma cultura de negociação. Quando há necessidade de uma equipe cujos integrantes tenham estas diferentes formações e orientações a conseqüência é conflito e enfraquecimento e os resultados podem ser desastrosos.

 

Um tipo de informação que pode ser bastante relevante para o processo de desenvolvimento da capacitação organizacional de negociação, vem através do conhecimento da percepção que tem as pessoas que negociam com a empresa, como os clientes, fornecedores e associados. Muitas suposições podem ser válidas ou desmentidas.

 

Com base em todo este conjunto de informações e referenciais, temos condições de efetuar um diagnóstico do que existe atualmente e desenvolver um projeto visando identificar e construir o que deveria existir. Quais as forças impulsionadoras? Quais as restritivas? Qual o caminho a ser percorrido? Em geral, os projetos fracassam porque não foram identificados estes conjuntos de forças e, na hora da implementação, surge uma série de surpresas negativas que poderiam ter sido perfeitamente previstas, caso fossem levantadas todas as forças restritivas.

 

Hoje em dia, quando as empresas, mais que nunca, precisam aproveitar as oportunidades com qualidade, velocidade e flexibilidade, uma alta capacidade organizacional em negociação é imprescindível. Mas, de qualquer forma, deve-se entender que este processo de capacitação é dinâmico e contínuo. Uma empresa não é capaz. Uma empresa está capaz.

 

 

Material retirado do PRONEG - PROGRAMA DE FORMAÇÃO DE NEGOCIADORES (04 MÓDULOS)

 

 

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CERTIFICAÇÃO: O QUE É, PARA QUE SERVE E COMO FUNCIONA?

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J. B. VILHENA

VP do Grupo MVC

 

 

CERTIFICAÇÃO: O QUE É, PARA QUE SERVE E COMO FUNCIONA?

 

 

Recentemente tem aumentado o número de consultas e demanda de programas de treinamento que permitam a certificação dos participantes. Embora o tema não seja inovador, parece que hoje as organizações estão mais preocupadas que nunca com a verificação dos resultados de seus investimentos em T&D. Visando permitir que você reflita sobre as vantagens e desvantagens da certificação, convidamos que leia esse artigo, escrito sob forte inspiração de um trabalho preparado por João Carlos Alexim, denominado "A Certificação nos Domínios da Educação Profissional e do Mercado de Trabalho".

 

 

O QUE É?

 

Para facilitar sua compreensão sobre o que é Certificação, podemos afirmar que essa metodologia "proporciona avaliação mais uniforme e justa do colaborador, devendo também contribuir para redução das desigualdades, para evitar o subjetivismo e a discriminação, combatendo a exclusão social e promovendo a cidadania". Mas a idéia de "certificar" não é nova, nós convivemos com a prática de certificar em muitas áreas de nosso cotidiano.

O primeiro tipo de certificado que costumeiramente recebemos é aquele distribuído na conclusão de cursos. Geralmente, além do título conquistado, se costumam relacionar os elementos aprendidos, o tempo dedicado etc. Outro certificado muito conhecido é a carteira de motorista, que atesta que o portador tem a destreza necessária para sair-se bem dirigindo uma viatura convencional.

Os conselhos de regulação e controle profissionais, tipo CREA e OAB, encontram também na Certificação um efetivo instrumento para implementação de seus objetivos. A carteira de afiliado garante ao cliente que o portador possui o preparo para o exercício daquela profissão.

São numerosas as definições de Certificação. CINTERFOR/OIT, no projeto de 1975, definia Certificação Ocupacional como "um processo tendente a reconhecer formalmente as qualificações ocupacionais dos colaboradores, independentemente da forma como foram adquiridas".

Em uma tentativa de englobar os diferentes conceitos, poderíamos definir a Certificação como "o reconhecimento dos conhecimentos, habilidades e atitudes (competências), de domínio do colaborador, exigidos pelo sistema produtivo, de acordo com padrões socialmente definidos, concedido por entidade reconhecida e/ou autorizada, independentemente do modo como foram adquiridos e mesmo que não tendo o candidato passado por um processo formal de ensino/aprendizagem".

A Certificação é sempre o reconhecimento de algum mérito ou qualidade e seu conteúdo costuma variar segundo as definições, sendo mais comum falar de "conhecimentos, habilidades e atitudes" que incluem o aspecto intelectual, o de destreza e o comportamental.

É importante compreender que se certifica uma qualidade "do colaborador", de seu domínio. Embora a posse seja do colaborador, o conteúdo é definido pelos clientes: o empregador e o mercado.

Para ter maior eficácia o certificado deve ser fornecido por entidade especializada, reconhecida pelo mercado (caso no nosso MVC).

 

 

CARACTERÍSTICAS 

 

Um sistema de Certificação deve idealmente incorporar as seguintes características:

- ter validade universal e formato único;

- ser imparcial e acessível, para manter credibilidade e permitir transitividade;

- estar conformado/referendado por órgãos particulares e especializados.

Um processo de Certificação pode, também, limitar-se a um aspecto específico ou competência de uma ocupação. Significaria selecionar elementos mais relevantes da ocupação, deixando livres outros de menor expressão.

E, finalmente, a Certificação sendo um reconhecimento em função do mercado, do sistema produtivo, não tem porque depender exclusivamente da fonte escolar. Precisa reconhecer o que o colaborador adquire diretamente em sua experiência de trabalho.

 

 

METODOLOGIA DA CERTIFICAÇÃO

 

Embora não exista uma concepção única para moldar a Certificação, pode-se considerar que as seguintes tarefas devam ser cumpridas:

1. definição ou configuração de um marco legal;

2. escolha de metodologia de análise ocupacional;

3. definição de atividades e instrumentos de avaliação;

4. definição de procedimentos para a certificação;

5. definição de metodologia para transpor os perfis a programas de formação.

O processo parte de uma clara definição do universo operacional, a institucionalização, a identificação de conteúdos ocupacionais, um acordo entre os atores sociais para elevar os perfis à categoria de normas, a elaboração de instrumentos de avaliação e certificação e o desenho de programas formativos baseados nos perfis.

 

 

O PROCESSO DE CERTIFICAÇÃO

 

Um processo típico de certificação começa pela decisão que deve ser tomada por autoridade do governo, dos empregadores ou dos colaboradores sobre a conveniência ou necessidade de se criar um mecanismo de certificação em relação a um determinado universo ocupacional, ou setor da economia. As razões que ditam essa eleição prendem-se normalmente às questões de qualidade e segurança. Um produto ou serviço precisa ser garantido para ganhar na concorrência de mercado ou para obter prestígio junto aos consumidores, ou para entrar em pauta de exportação. O aumento da concorrência comercial e a maior exigência do consumidor têm pressionado pela maior qualidade.

Uma vez decidida a adoção da Certificação, um órgão responsável deve iniciar os estudos para composição do modelo, que envolva estrutura e procedimentos, incluindo:

  1. um órgão de funções normativas, que vai selecionar as ocupações ou competências que serão objeto de certificação, por vezes contratando estudos de campo;

  2. um órgão com funções de análise ocupacional ou de competências;

  3. um órgão com funções certificadoras;

  4. além disto, deverá dispor diretamente, ou mediante acordo ou contrato, de um órgão de formação.

Um sistema ou processo de Certificação pode necessitar, por sua vez, de um atestado, ou certificado de credenciamento que lhe outorgue um órgão oficial de natureza superior, que assegure um desempenho apropriado desse sistema ou processo.

 

 

COMPONENTES DA CERTIFICAÇÃO

 

1 - Análise Funcional é uma técnica destinada a identificar as competências inerentes a uma função produtiva dentro de uma empresa, um grupo de empresas, ou todo um setor de produção ou serviços, que consiste em desagregar funções produtivas confrontando objetivos e resultados até alcançar a compreensão sobre funções realizáveis por uma só pessoa. Uma análise funcional parte da seleção de uma área ocupacional e faz a verificação sucessiva da contribuição das diferentes funções, das unidades e dos elementos de competência. Define, em seguida, o correspondente campo de aplicação e as evidências de desempenho. Finalmente, utiliza um guia de avaliação e se expressa, em geral, por um mapa funcional ou uma árvore de funções.

Existem numerosos modelos de análise funcional/ocupacional; mas são poucas as variações entre eles.

Algumas análises partem da descrição de um profissional qualificado trabalhando em uma empresa de ponta no setor e a ênfase fica no seu desempenho superior. A análise descreve o posto ou a função em termos de elementos de competência com critérios que indicam os níveis requeridos.

O produto da análise funcional/ocupacional/de competências são registros de conhecimentos, habilidades e comportamentos aplicados no desempenho de uma função produtiva a partir de requisitos de qualidade definidos pelo setor produtivo, que servem de base para estabelecimento dos perfis, standards e normas.

A avaliação, na Certificação, tem as seguintes características:

  • é centrada em resultados (e não associada a um curso), que devem ser especificados até se tornarem claros e transparentes;

  • deve estar vinculada a uma atuação na vida real;

  • vale por um tempo determinado;

  • é individualizada;

  • não compara indivíduos (sem comparações estatísticas);

  • não utiliza escalas;

  • o indivíduo é competente ou não (sem escalas de pontuação);

  • as questões são conhecidas previamente.

Para receber a certificação de uma competência o candidato deve demonstrar de modo conclusivo que cumpre todos os critérios de atuação.

Uma característica essencial do sistema é a possibilidade de conhecer com exatidão o que a pessoa que está sendo avaliada pode fazer.

O resultado de uma avaliação é a certificação ou o encaminhamento do indivíduo para complementar seus déficits registrados no processo.

 

 

O ENFOQUE DE COMPETÊNCIAS

 

Se, nas iniciativas anteriores, a Certificação era destinada ao reconhecimento de ocupações, atualmente é quase unânime a decisão de adotar um enfoque de competências, com todos os problemas que essa escolha possa acarretar.

Na maioria dos casos, na verdade, adota-se um enfoque misto, onde um conjunto de competências conforma uma ocupação ou função, ou mesmo um posto de trabalho.

O novo conceito de produção exige uma massa de conhecimentos e atitudes bastante diferentes das qualificações formais requeridas pelas organizações tayloristas de trabalho. Ocorre, em conseqüência, uma crise nas noções de postos de trabalho e de tarefas. Competência lança a atenção sobre a pessoa, mais que sobre o posto, associando qualidades de indivíduos e formas de cooperação intersubjetivas, características do novo modo de produção, tornando difícil dissociar o tempo do trabalho do tempo do não-trabalho, o profissional e o pessoal, o público e o privado, a empresa penetrando nos tempos sociais.

Competência não tem uma definição única e consensual. A identificação de competências resulta igualmente difícil e polêmica, acaba instituindo-se por acordo ou por definição operacional.

Para caracterizar competências citam-se capacidades inatas e adquiridas, como atitudes, aptidões, conhecimentos e habilidades; padrões de desempenho definidos pelo mercado de trabalho; acúmulo de experiências individuais (expertise/maestria); conjunto complexo de conhecimentos e aptidões desenvolvido na experiência e na formação.

Pensa-se também em competência associada à noção de empregabilidade, o que tem levado alguns críticos, e sobretudo os sindicatos, a questionarem uma possível suposição implícita de atribuir aos próprios trabalhadores a culpa pelo eventual desemprego.

Uma competência é sempre a capacidade de resposta, em forma de desempenho, a uma situação preestabelecida e definida, mas também a situações irregulares e deve incorporar dimensões sociais e comportamentais. O desafio do sindicalismo estaria em como integrar as competências em uma lógica coletiva.

O conteúdo típico de um standard de competência laboral pode estar assim configurado:

 

  1. descrição da unidade (atividade laboral significante/relevante);

  2. descrição do elemento (resultado laboral);

  3. critérios de desempenho (qualidade do resultado);

  4. evidências de desempenho (provas concretas);

  5. campo de aplicação (âmbito, máquinas, relação);

  6. conhecimentos (básicos, teóricos);

  7. guia para avaliação (como alcançar evidência).

  8. Ao contrário da tradicional, a certificação por competências apresenta as seguintes características:

  • expedida ao final de uma avaliação;

  • baseada em evidências de desempenho;

  • centrada em "standards";

  • verificação através de mecanismos internos e externos;

  • participação dos atores sociais.

 

Se a sua empresa já utiliza ou pretende utilizar mecanismos de certificação, entre em contato conosco. Gostaríamos de conhecer a sua experiência e, eventualmente, contribuir para que sua organização alcance resultados ainda mais relevantes.

 

 

MATERIAL RETIRADO DO POCKET MBA - DESENVOLVIMENTO DE GESTORES E PROFISSIONAIS DE VENDAS

 

 

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"CONEXÕES QUE GERAM RESULTADOS"

 

 

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DENIZE DUTRA

Consultora do MVC

 

 

"CONEXÕES QUE GERAM RESULTADOS"

 

 

 

Este foi o tema do 10o CONGRESSO MUNDIAL DE GESTÃO DE RECURSOS HUMANOS, promovido pela WORLD FEDERATION OF PERSONNEL MANAGEMENT ASSOCIATIONS e realizado pela ABRH NACIONAL – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE RECURSOS HUMANOS, nos dias 17 a 20 de agosto passado, num dos mais belos cenários brasileiros: a cidade do Rio de Janeiro.

 

Os dados abaixo relacionados comprovam que foi o maior evento já realizado pela WFPMA: estiveram presentes 4.280 congressistas (quase o dobro dos anos anteriores) vindos de 45 países e 136 conferencistas; foram apresentadas 99 palestras (2 reapresentadas); 17 empresas relataram suas experiências e um público total de aproximadamente 13 mil pessoas circulou pelo espaço do congresso, incluindo os visitantes da EXPO ABRH 2004.

Uma das inovações do evento foi a ARENA SOCIAL, criando um espaço para conectar empresas, ONG’s e congressistas, com o objetivo de conhecer e discutir políticas, programas e resultados em Responsabilidade Social Corporativa, por onde passaram aproximadamente 1500 pessoas.

 

No decorrer do Congresso, a ABRH Nacional promoveu um encontro com todas as delegações dos países Africanos com as presenças de Carlos Aldao Zapiola, presidente da WFPMA e Tiisetso Tsukudu, presidente da Federação Africana, com o objetivo de facilitar a conectividade entre esses países e manifestar a disposição da Associação Brasileira em compartilhar sua experiência e ajudar no fortalecimento do associativismo desses profissionais. Segundo Luiz Augusto Costa Leite - Coordenador Temático do X Congresso Mundial de Gestão de Recursos Humanos : "Fomos ousados ao definir as expectativas do Congresso Mundial. Tínhamos pouco tempo para atender ao desafio da World Federation, em função da desistência de Singapura, mas queríamos um Congresso que refletisse o estado da arte da gestão de pessoas no mundo. Procuramos conteúdos onde estivessem as melhores contribuições. De universidades e institutos internacionais, vieram onze palestrantes, mais sete de consultorias e dezesseis altos executivos empresariais. Com isso, tivemos o melhor em conceituação, metodologias e práticas. Queríamos pesquisas e mostramos as mais recentes investigações. Queríamos diversidade e trouxemos convidados da Índia, China, Gana, Argentina, África do Sul, além dos países líderes em modelagem de gestão de pessoas. Queríamos alertar para as demandas universais em trabalho e emprego, o que foi feito pelo Diretor Geral da OIT, Juan Somavia. Queríamos, enfim, que os mais de quatro mil participantes agregassem valor às suas carreiras e os depoimentos comprovam isso. Em suma, queríamos um evento acima de nossas próprias forças. Como dizemos popularmente no Brasil: valeu!".

 

Valeu, pela grande oportunidade de refletir sobre o tema CONECTIVIDADE, fundamental num mundo globalizado, de aceleradas mudanças, de rica diversidade cultural e onde o Homem precisa resgatar a conexão consigo mesmo, com sua essência, com a natureza e com os seus valores.

Valeu, pela possibilidade de conhecer pesquisas, estudos, experiências sobre as melhores práticas de Gestão de Pessoas, que permitam conectar pessoas, processos, sistemas, na busca de resultados e vantagens competitivas para as organizações e de uma sociedade mais responsável por sua própria construção!

 

Valeu, pelo presente ofertado aos congressistas, o livro CONEXÕES QUE GERAM RESULTADOS NO MUNDO DO TRABALHO, onde 40 grandes nomes mundiais da Gestão de Pessoas revelam o que pensam sobre o tema, através da resposta à seguinte pergunta: Quais são as conexões relevantes e indispensáveis no mundo do trabalho que produzem e perenizam resultados?

Sobre as diferentes respostas, vale ressaltar o comentário do atual presidente da ABRH Nacional, Luiz Carlos Campos, na apresentação do livro, que diz : "Em cada depoimento, uma história que acumula sabedoria. Em cada história, uma oportunidade de estabelecer nova conexão."

Aproveitando esta nossa conexão, e com o objetivo de provocar reflexões nos estimados leitores, compartilharei um, dentre os ricos depoimentos do citado livro, a resposta dada por Oscar Motomura (Brasil) um dos conferencistas: "Minha resposta a essa pergunta chega a vocês na forma de outras perguntas que estimulem a pensar sistematicamente no tema. É minha forma de dizer que seria necessário um congresso como este a cada ano para responder esse tipo de pergunta, até porque, cada um dos conceitos inerentes mudará de significado – sutilmente – como o passar do tempo".

  • Produzir resultados para quem: para poucos privilegiados ou para todos, para o bem comum? Que resultados? Atendimento eficaz de necessidades humanas essenciais de todos? Lucros pela produção de bens supérfluos para as necessidades não essenciais?

  • Qual é o mundo do trabalho de que falamos? É do trabalho significativo, feito por organizações úteis, ou do trabalho que gera produtos e serviços até prejudiciais aos seres humanos, à sociedade e ao ambiente?

  • Conexões protocolares, formais, mecânicas entre egos ou conexões profundas, verdadeiras, genuínas, que envolvam a mente, corpo e espírito? A qualidade dessas conexões mais profundas dependeria de que competências? Competências sociais de "pessoas que entendem de gente"?

  • Como manter em todas as profissões e em todo tipo de trabalho pessoas que entendem muito de gente? Isto é responsabilidade de quem? De todos NÓS?.

Que as nossas inquietações também gerem bons resultados!

 

Material retirado (em parte) do Pocket MBA O Executivo e o Gestor Séc. XXI

 

 

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EXECUTIVOS "SERIAL KILLERS"

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JOÃO ALFREDO BISCAIA

Consultor Sênior do Grupo MVC

 

 

EXECUTIVOS "SERIAL KILLERS"

 

 

Recentemente tomei conhecimento de estudos realizados nos USA comprovando que os "SERIAL KILLERS" são seres humanos totalmente desprovidos do sentimento de empatia. Eles não conseguem, em nenhum momento, colocar-se no lugar das outras pessoas. Os "Serial Killers" não manifestam nenhum sentimento com relação às vitimas, tanto antes – no planejamento do crime –, como durante ou depois de praticar os mais terríveis atos de violência.

 

Estes mesmos estudos afirmam, de uma forma bastante fatalista, que os "Serial Killers" jamais poderão aprender, adquirir ou desenvolver o sentimento de compreensão do sofrimento que estão causando às outras pessoas. Trata-se, portanto, de uma "doença" de conseqüências irreversíveis, incurável. Fica assim comprovada a tese de que ninguém pode sentir aquilo que não lhe faz o menor sentido.

 

Ao tomar conhecimentos desses estudos, imediatamente comecei a relacionar a ausência de empatia dos "Serial Killers" americanos com alguns profissionais que exercem cargos cuja responsabilidade é gerenciar pessoas.

Infelizmente, a realidade tem me comprovado que muitos profissionais são totalmente desprovidos do sentimento e da sensibilidade de perceber o mal que causam a seus subordinados, que hoje, por modismo, são chamados de colaboradores/parceiros. A única diferença significativa que vejo é com relação ao caráter irreversível. Tenho a crença que essas pessoas podem ainda desenvolver esse atributo de procurar sentir o que outros estão sentindo.

Provavelmente o leitor também conhece pessoas desprovidas do sentimento de