Nº 76 - Novembro de 2004

       
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 Editorial  Teste
 Bolsa de valores humanos    Qual o espelho comercial da sua empresa?

Como deve ser uma bolsa de valores humanos? Por que o ser humano não é uma instituição isolada do mundo? Qual o conceito de felicidade? Qual relação entre "motivação e realização".
Marco Aurélio Ferreira Vianna 

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Todas empresas quando colocadas diante de um espelho costumam se assustar com a imagem que projetam. Veja como está sua organização.



Cláudio Goldberg

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 Polêmica  Quebra de Paradigmas
Escolha a sua globalização    Como vender os serviços de RH?

A globalização não é um conceito único, pois comporta abordagens diversas. Como escolher aquela alternativa que é mais adequada ao contexto de sua empresa? Seria o caso de rever sua escolha atual?
Carlos Alvim

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Você, profissional de RH, conhece aquilo que está vendendo aos seus clientes internos? Acredita no seu produto? Desenhou seu produto a quatro mãos? Sabe trabalhar os diferenciais que RH pode oferecer? Oferece alternativas para avaliação e continuidade? "Vende" caviar ou cerveja?
João Baptista Vilhena

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 Mudança  Questionamento
  Mudança de atitude ou atitude para mudança   Aos jovens profissionais de RH
 

Todos falam na necessidade de mudanças, poucos apresentam alternativas para que isso aconteça. Parodiando o Teatrólogo Antônio Bivar: "A primeira vez é sempre difícil Cordélia Brasil, vamos tentar outra vez!!. 




Luiz Roberto Mello

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Acabou de ser promovido? Esta achando que é o "rei da cocada preta"? Acha que já sabe de tudo na vida profissional? Dedique 10 minutos a leitura desse texto. Talvez leve alguns sustos.




L. A. Costacurta Junqueira

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Expediente
  Publisher: Costacurta Junqueira Jornalista Responsável: Cristina Spera
  Equipe Insight: Maria Teresa; Leandro Santana
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EDITORIAL  

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MARCO AURÉLIO FERREIRA VIANNA

Presidente do MVC

 

BOLSA DE VALORES HUMANOS

 

 

Recentemente, fui chamado pela Diretoria da BOVESPA/CBLC (Bolsa de Valores de São Paulo/Câmara Brasileira de Liquidação e Custódia) para fazer um trabalho na Área Humana. Depois das reuniões iniciais, foi marcada uma entrevista com o Dr. Raymundo Magliano Filho, Presidente do Conselho, onde ouvi a seguinte proposta:

 

"Marco Aurélio, você foi o consultor escolhido para implantar um projeto aqui em nossas empresas que tem um objetivo: eu quero o Ser Humano que trabalha conosco, ainda mais feliz".

É claro que eu me belisquei, perguntei se não havia morrido e chegado ao Céu, mas tudo era verdade. Quatro meses depois o projeto está iniciado, e sinceramente foi um lócus de inserção de idéias engrandecedoras no campo do Humanismo, como poucas vezes tive oportunidade de construir.

 

Antes e acima de tudo, entendemos que um Ser Humano feliz, não é uma instituição isolada do mundo, dentro de si mesmo. No projeto, a família (pais, filhos, irmãos) estará integrada ao Projeto. Uma pessoa típica desta entrada de Século XXI deve ter um filho adolescente com o fantasma da crise de empregabilidade rondando sua cabeça; deverá, também, ter um pai com sessenta anos, com sérias inseguranças em relação ao futuro. Por isto, incluiu-se o conceito da felicidade múltipla.

 

Em outro ponto importante, adotou-se a premissa, que a "felicidade" estaria vinculada ao aumento de conhecimento e desenvolvimento da plenitude do próprio Ser Humano. Baseado nisso, uma extensa lista de atividades culturais fará parte do projeto, incluindo filmes, palestras, livros, evidentemente com análise de especialistas preocupados com a "dinâmica do engrandecimento".

 

Finalmente, faz-se uma forte ligação entre "motivação e realização" e "conquistas e resultados". Por isto, prêmios serão dados para o viés humano, reconhecendo pessoas que contribuem para o lado humano da Instituição. Mas também, serão distribuídos prêmios para o viés da inovação. Houve o entendimento de que uma pessoa feliz, além de feliz, tende a comprometer-se mais com a sua performance; no entanto ao mesmo tempo, a realização das conquistas também ajudará no processo da felicidade. Estes são apenas alguns pontos da filosofia do Projeto. Infinitos outros ficam para depois.

 

 

Boa leitura

 

 


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PALESTRAS - NOVIDADES

 

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PALESTRAS - NOVIDADES

 

Veja as sugestões do MVC, sob a forma de programas ou de artigos

 

Para informações adicionais, consulte:

 

Costacurta

11 3171-1645 / 9988-2309

costacurta@institutomvc.com.br

 

Maria Teresa

21 2222-0888 / 9959-2595

mariateresa@institutomvc.com.br

 


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MUDANÇA DE ATITUDE OU ATITUDE PARA MUDANÇA

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LUIZ ROBERTO MELLO

Consultor Sênior do Grupo MVC

 

 

MUDANÇA DE ATITUDE OU ATITUDE PARA MUDANÇA

 

 

Uma organização deve ser vista como um conjunto de competências, ou seja, sua capacidade de executar, de forma satisfatória, diversas atividades inerentes ao seu ramo de atuação, e que seriam impossíveis de serem executadas por um indivíduo isoladamente.

As competências de uma organização devem ser observadas em três níveis: o individual, o grupal ou departamental e o organizacional. Estes três níveis estão interligados – cada nível superior engloba o anterior – e apresentam conteúdos diferentes. A tabela a seguir sintetiza estes conteúdos.

 

Níveis de competências e seus conteúdos:

 

Nível Individual

Nível Grupal ou Departamental

Nível Organizacional

Conhecimentos: aspectos cognitivos relativos à execução da tarefa e à atuação da empresa;

Habilidades: aspectos motores relativos à execução da tarefa;

Atitudes: disposição de espírito, postura adotada diante das situações cotidianas do ambiente de trabalho.

Trabalho em equipe: capacidade de, em grupo, executar algo que seria impossível individualmente;

Aprendizagem coletiva: capacidade dos indivíduos de adquirir novos conhecimentos e transferi-los para os demais membros do grupo;

Comunicação: troca de informações e idéias, feedback;

Tomada de decisão: determinação de objetivos e estratégias;

Delegação: divisão das tarefas e atribuição de responsabilidades.

Valores e crenças: elementos que fundamentem a atuação da empresa: qual seu papel frente à sociedade, os acionistas, os funcionários, os clientes?

Políticas: diretrizes que definem, estrategicamente, a atuação das diversas áreas da empresa

Sistemas gerenciais: normas e procedimentos que operacionalizam as políticas da empresa

 

Com relação à criação, desenvolvimento ou aquisição de competências individuais, o grande desafio encontra-se nas competências atitudinais. Transmitir novos conhecimentos e habilidades aos funcionários é tarefa relativamente fácil frente ao desafio que é mudar suas atitudes frente ao trabalho, à organização, aos clientes.

Mas o que são atitudes e como modificá-las? Abordar este assunto é o objetivo deste texto.

 

O QUE É ATITUDE?

Atitude é uma predisposição aprendida para se comportar de um modo coerentemente favorável ou desfavorável em relação a um dado objeto, por exemplo, um produto, uma empresa. Como também com relação ao seu trabalho, à gerência, aos clientes.

Atitude, assim, relaciona-se com comportamento, com o modo como as pessoas "respondem" a determinados estímulos do ambiente – um novo plano motivacional da empresa, uma reclamação do cliente, etc. Contudo, as atitudes nem sempre são facilmente observáveis, tendo em vista que a predisposição não necessariamente acarreta um comportamento correspondente. Grande número de pessoas, por exemplo, são contrárias à atuação dos camelôs nas ruas, mas diversas vezes os têm como opção de compra.

No ambiente organizacional, por sua vez, o comportamento humano é mais facilmente observável. A repetição de comportamentos, as ações de influência entre as pessoas ou até conversas informais são fontes que permitem inferências sobre o comportamento de determinado funcionário.

A avaliação acerca da estrutura e composição de atitudes tem importância considerável no entendimento do papel que estas desempenham no comportamento do funcionário. Dois modelos oriundos da psicologia ajudam a compreender tal fato.

O modelo de três componentes de atitude consiste em três partes: um componente cognitivo, um componente afetivo e um componente conativo. O componente cognitivo capta o conhecimento e percepções do funcionário (i.e., crenças) acerca do ambiente de trabalho, da empresa, da gerência, da sua tarefa específica etc. O componente afetivo focaliza as emoções de um funcionário ou sentimentos a respeito de um objeto em particular. De natureza avaliatória, o componente afetivo determina a aferição geral que um indivíduo faz acerca do objeto da atitude em termos de algum tipo de escala de favorabilidade. O componente conativo lida com a possibilidade de que um funcionário aja de um modo específico a respeito do objeto da atitude. O componente conativo costuma ser tratado como uma expressão da intenção de comportamento do funcionário.

O modelo de atitude multi-atributo examina as crenças do funcionário acerca de atributos específicos do trabalho – remuneração, relacionamento com a chefia, reconhecimento profissional etc, tratados de forma específica. Assim, a atitude "total" do funcionário é relativa ao impacto que suas atitudes em relação a cada um dos atributos do trabalho exercem. Esse impacto não apresenta relação determinística, ou seja, um funcionário pode apresentar atitude positiva com relação ao salário e reconhecimento e negativa com relação à chefia e apresentar uma atitude "total" negativa, enquanto outro, na mesma situação, pode responder de forma totalmente inversa.

 

COMO SE FORMA A ATITUDE?

Quando se trata de formação de atitude, é útil lembrar que as atitudes são aprendidas e que diferentes teorias da aprendizagem fornecem insights únicos de como as atitudes inicialmente podem ser formadas. A teoria behaviorista da aprendizagem, por exemplo, afirma que, dada uma resposta a um determinado comportamento, sendo ela positiva o comportamento tende a ser repetido e, sendo negativa, eliminado. Um motorista de ônibus que, por exemplo, não pára nos pontos mas cumpre com o horário estipulado e é elogiado por isso, tenderá a repetir este comportamento. Outro exemplo interessante é a gerência que faz promessas e não cumpre, criando assim um clima de desconfiança e uma atitude desfavorável com relação às medidas futuras.

A formação de atitude é facilitada pela experiência pessoal direta, sendo influenciada pelas idéias e experiências dos amigos e dos membros da família e pela exposição à comunicação de massa. Além disso, a personalidade de um indivíduo desempenha um papel importante na formação da atitude.

 

COMO MODIFICAR A ATITUDE?

Esses mesmos fatores têm também um impacto na mudança de atitude; isto é, as mudanças de atitude são aprendidas, e são influenciadas pelas experiências pessoais e pelas informações obtidas de várias fontes pessoais e impessoais. A própria personalidade do funcionário afeta tanto a aceitação como a velocidade com que as atitudes tendam a se alterar. Em geral, a mudança de atitude do funcionário refere-se a alterações nos componentes do modelo de multi-atributos. Ou seja, é preciso identificar, para cada grupo de funcionários com modelos de atitudes semelhantes, os aspectos que devam ser alterados e iniciar um processo – muitas vezes, árduo – de novo aprendizado sobre estes atributos.

 

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A base da atuação das organizações são as competências de seus funcionários. Seus conhecimentos, habilidades e, principalmente, suas atitudes frente ao trabalho. Não adianta ter funcionários inteligentes e habilidosos se estes não apresentam comportamentos adequados frente às situações do cotidiano.

Mudar suas atitudes, porém, não é tarefa fácil. Deverá ser um processo sistêmico – holístico - que envolva uma real capacidade de auto-análise da organização e que, necessariamente, implicará em mudanças nas suas demais dimensões de competências – a grupal e a organizacional.

A mudança de atitude deve ser um processo contínuo que reforce o novo comportamento, e deve ser fortalecida por mudanças nas formas como a organização trata o trabalho em equipe, a tomada de decisão, a participação dos funcionários, a relação entre liderança e colaboradores e em seus sistemas gerenciais.

Um funcionário que modifica sua atitude e comportamento não o faz de forma fácil, livre e espontânea. Toda mudança implica em momentos de reflexão, de luta e de sofrimento que merecem ser recompensados, o que pode ocorrer de forma monetária ou não, através de aumentos de salários e benefícios ou de maior reconhecimento, importância e participação.

E, quem sabe, conseguiremos tornar realidade um pensamento de Claus Möller: "coloque seus funcionários em primeiro lugar e eles farão o mesmo com os clientes".

 

MATERIAL RETIRADO DO POCKET MBA DESENVOLVIMENTO DE EXECUTIVOS E GESTORES SÉCULO XXI

 

 

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PALESTRAS PARA O FIM DE ANO

 

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PALESTRAS PARA O FIM DE ANO

 

 

O PARADOXO DA COO...PETIÇÃO

 

ÁREAS

  • Mudança

  • Equipe

  • Liderança

  • Fusão/Incorporação

OBJETIVO

Identificar formas para conjugar o estímulo ao desenvolvimento (competição) com a articulação de esforços (cooperação), fazendo da postura dicotômica e maniqueísta que define cooperação como necessariamente antagônica, e excludente à competição.

 

 

CONTEÚDO

  • Cooperar para Competir, Competir para Cooperar;

  • Situação Cooperativa – Objetivos Correlacionados;

  • A Competição como Pano de Fundo de uma Economia de Mercado;

  • Preparação para um Mundo Competitivo;

  • A Globalização – Redes cada vez Maiores para Articulação de Atividades:

    • Meios de Comunicação;

    • Multiplicação Galopante do Conhecimento;

    • Áreas de Intersecção Interdisciplinar, Multifuncional e Policompetente;

    • Alianças e Joint Ventures entre Empresas.A Cooperação como Pano de Fundo para a Competição;

  • Aprendizagem Cooperativa – a Grande Alternativa Educativa para o Século XXI;

  • Pistas para a Mobilização de Esforços Cooperativos como Forma de nos Capacitarmos para Atuar num Mundo Competitivo.

PALESTRANTES

AMÉRICO MARQUES FERREIRA / DENIZE DUTRA / FRANCISCO BITTENCOURT

 

 

COMO VENDER NA ERA DO CLIENTE NUNCA SATISFEITO

 

ÁREAS

  • Vendas

  • Estratégia

  • Relacionamento

OBJETIVOS

Analisar as razões que levam os clientes a parar de fazer negócios com determinadas empresas.

Analisar principais dicotomias existentes entre empresas que operavam em mercados protegidos e as que passaram a operar em mercados de livre concorrência.

Discutir, analisar e compreender o papel da área comercial como agente de mudanças, apresentando-a como um instrumento gerencial comprometido com as ações internas e externas bem como com os custos, receitas e margem.

Provar que as organizações que ainda orientam suas ações em função de necessidades de curto prazo, e que não se preocupam em estabelecer um relacionamento estreito e duradouro com seus clientes, estão condenadas a perder clientes e desaparecer em curto prazo.

 

CONTEÚDO

1. Porque os clientes estão fugindo de algumas empresas? 2. Vender para dentro é mais difícil que vender para o mercado? 3. O conceito de alinhamento estratégico em vendas. 4. Os princípios da venda consultiva. 5. Margem ou volume?

 

1. Vivemos a era do consumidor nunca satisfeito. 2. O desafio de construir relacionamentos duradouros 3. A arte de transformar os clientes em vendedores ativos da empresa. 4. A importância da parceria com os clientes. 5. Principais aspectos do Marketing de Relacionamento.

 

1. Mitologia pessoal - reconstrução de paradigmas. 2. Visão Holística e seu efeito no mundo ocidental. 3. O que é emoção? Como utilizar a emoção para lidar com um ambiente em constante mudança. 4. Estimulação de uma postura criativa necessária para o trabalho em vendas. 5. A importância da automotivação e da autodisciplina.

 

1. O dilema da esfinge do mercado: decifra-me ou te devoro. 2. Como aproveitar oportunidades de vendas em mercados em constante mutação. 3. Aprendendo a usar novas ferramentas de vendas.

 

Plano de ação

 

PALESTRANTES

JOÃO BAPTISTA VILHENA / JOSÉ LUIZ MEINBERG / CLÁUDIO GOLDBERG

 

 

O GADO SÓ ENGORDA SOB O OLHAR DO DONO

 

ÁREAS

  • Liderança

  • Mudança

  • Gestão de Pessoas

 

Nas diversas ocasiões em que analiso valores, crenças e motivações sobre gestão de pessoas na situação trabalho, não é raro ouvir de executivos ocupantes de cargos de liderança o conhecido provérbio de que "o gado só engorda sob o olhar do dono".

Esta máxima popular é utilizada como argumento para defender a tese que as pessoas, na grande maioria das vezes, precisam ter na liderança alguém que sempre esteja presente, pois caso contrário existe a tendência natural dos liderados em relaxar e deixarem as coisas rolarem soltas. As pessoas não produzem, e nem se comportam de acordo com os padrões estabelecidos e desejados, quando os "chefes" não estão de olhos bem abertos e atentos.

Esse argumento representa uma premissa de valor sobre como as pessoas devem ser lideradas.

Embora discorde radicalmente dessa analogia, aprendi que não temos o direito de julgar ninguém, afinal de contas nós somos as nossas escolhas e agimos com base naquilo que conhecemos e acreditamos.

No entanto, o que tenho observado, na realidade das organizações, é que dificilmente as pessoas prestam a devida atenção às questões relacionadas a valores pessoais que freqüentemente são expressas através de ditos populares, como a do título desse artigo.

Tenho também comprovado que nos diversos processos de treinamento realizados pelas empresas são examinadas e discutidas, exaustivamente, as questões que envolvam apenas aspectos de natureza cognitiva, ignorando-se outras análises e debates que moldam e direcionam fortemente nossos comportamentos: são os nossos valores, crenças e convicções, praticados durante toda a nossa trajetória de vida, de forma consciente ou inconsciente.

São os nossos valores que dão conteúdo e substância aos nossos comportamentos, e não apenas os nossos conhecimentos. Conhecimento é fácil de ser adquirido; valores são muito difíceis de serem reformulados ou abandonados.

 

Será que você já utilizou este, ou outro conceito de natureza semelhante, para racionalizar/justificar suas ações como líder?

 

Caso positivo, recomendo, enfaticamente, rever sua atuação para que não se transforme literalmente em um "vigia de escravos, ou de gado".

Tenho a convicção que por trás da afirmativa que "o gado só engorda sob o olhar do dono", existam algumas semelhanças entre a forma como os "chefes" se relacionam com seus subordinados e a maneira como o gado é tratado para produzir mais leite e engordar para futuro abate.

Mesmo desconhecendo como é feita a criação e a engorda do gado, de tanto ouvir essa afirmativa, comecei a imaginar como deve ser a vida do gado. Em razão disso, permito-me fazer algumas divagações. De antemão, já peço a compreensão e desculpas por parte dos especialistas em criação de gado, mas trata-se apenas de uma suposição, baseada nas raras oportunidades que presenciei uma boiada.

Imagino que o gado deve ter uma vida pautada por uma rotina diária absolutamente imutável. Todas as manhãs, depois do dono ordenhar e controlar a produção, todo rebanho é conduzido para a melhor área do pasto, ficando o "dono" atento para que nenhum animal venha a se desgarrar dos demais durante o trajeto. O único movimento autônomo do gado acontece quando chove ou faz muito calor, pois nestas situações busca um abrigo. Fora disto, fica ruminando durante todo o tempo para produzir mais leite na manhã seguinte e aguardando que o "dono" dê a voz de comando para retornarem ao curral. Alguns desses animais não devem nem mais precisar da voz de comando, pois seu instinto lhe indica exatamente qual o momento de regressar do pasto. Tudo isso passa a representar o que denomino de "felicidade bovina".

A tradição popular acredita que quando o dono do rebanho não comanda toda essa operação, o gado não engorda e não produz a quantidade de leite desejada. Que tristeza, o dono não pode tirar férias, nem mesmo usufruir seus ganhos, pois caso contrário tudo acontecerá errado, pois os "empregados" não devem fazer exatamente como ele faz e quer. Sua herança será recebida pelos filhos que deverão continuar fazendo exatamente tudo aquilo que seu pai ensinou.

 

Acreditar que pessoas possam ser comparadas ao gado representa uma crença com conseqüências bastante significativas e desastrosas na forma como as pessoas devem ser lideradas. Admitir que as pessoas só produzam quando têm alguém nas suas costas, dizendo o que e como fazer é transformar a função de liderança em um dono de uma boiada.

Uma das questões mais importantes -- senão a mais relevante -- e que credencia o título de um verdadeiro líder, está exatamente em fazer com que as coisas aconteçam principalmente quando o líder não está presente.

Este princípio é a bússola da eficácia de uma liderança. Quando as pessoas se comportam, na presença ou ausência, de uma única forma, representa que o líder conseguiu garantir efetividade nas suas ações.

Estas observações também podem ser válidas nas relações entre pais e filhos. Sugiro que todos os pais se perguntem freqüentemente se os seus filhos têm realmente as mesmas atitudes e comportamentos nas suas ausências. A crônica policial tem sido pródiga em relatar casos de pais que ficam desesperados ao tomarem conhecimento de certos comportamentos de seus filhos fora de casa, de conseqüências muitas vezes irreversíveis.

No caso das lideranças organizacionais que cultuam a premissa da "eterna vigilância" para produzir resultados, não existem boletins de ocorrências policiais que relatem os comportamentos dos liderados nas ausências de seus "chefes", mas sim insatisfações, frustrações e uma enorme perda de potencialidade das pessoas.

Você realmente considera que as pessoas que você lidera se comportam da mesma forma tanto na sua ausência como na sua presença?

Pense e reflita muito sobre essa pergunta, ela pode lhe servir como um referencial precioso na eventual revisão de sua atuação como líder de pessoas e de grupos.

 

PALESTRANTES

JOÃO ALFREDO BISCAIA / FRANCISCO BITTENCOURT / AMÉRICO MARQUES FERREIRA

 

 

VENDAS CONSULTIVAS: O SABER E O PRATICAR !

 

ÁREAS

  • Estratégia

  • Vendas

  • Compras

  • Parceria

Nos nossos trabalhos de treinamento e consultoria, constantemente nos deparamos com empresas usando indevidamente determinada terminologia para demonstrar sua forma de atuação no mercado. Na área de vendas está se tornando cada vez mais comum ouvir os gestores dizerem que suas equipes praticam a venda consultiva, quando, na verdade, o que esses vendedores continuam a fazer é a velha venda baseada em análise de necessidades ou então, o que é um pouco pior, praticando a venda baseada no conhecido modelo estímulo X resposta.

Visando evitar que você seja pego usando indevidamente uma terminologia – e, obviamente, preocupados em evitar que alguns façam isso por má fé e não por ignorância – nos propomos neste artigo a conceituar o que efetivamente é a venda consultiva.

Para facilitar nosso trabalho – e a sua compreensão – analisemos como vem evoluindo o raciocínio e a prática comercial nos últimos anos.

 

1.      A Venda Estímulo X Resposta

Como já tivemos a oportunidade de discutir em artigos anteriores, até um passado mais ou menos recente o mercado vivia uma situação em que a oferta era menor que a demanda. Neste tipo de situação, a venda acontece sem grandes esforços por parte de quem detém a oferta, uma vez que existe um grande número de pessoas interessadas em comprar seus produtos e serviços.

Neste tipo de mercado, se o vendedor diz as coisas certas (estímulos), o comprador responde com atitudes de compra (respostas). Questões relacionadas à dificuldade de aceitação, ceticismo, indiferença e mesmo objeções raramente interferem no processo. Neste tipo de venda, a ênfase se dá integralmente no produto e não nas necessidades do cliente.

Comumente os vendedores deste tipo de empresa são chamados de tiradores de pedidos, uma vez que sua aplicação se dá, normalmente, em torno de produtos simples, que apresentem ciclos de vendas curtos e para os quais a quantidade é mais importante do que a qualidade.

Um mercado que geralmente apresenta condições para esse tipo de abordagem é o de commodities agrícolas.

 

2.      A Venda por Análise de Necessidades

Quando o consumidor passa a se deparar com um número maior de opções para satisfazer suas necessidades e desejos, é natural que passe a exigir de seus fornecedores uma atenção maior às suas demandas. Neste tipo de mercado, é comum que as organizações já tenham compreendido que não basta oferecer produtos e serviços ao mercado para que a demanda se materialize (lembre-se de que já houve uma escola econômica que defendia a idéia de que a oferta gera sua própria demanda).

Nessas empresas já existe preocupação com o mercado e com o cliente. A prática da venda por análise de necessidades pressupõe que os clientes preferirão as ofertas mais bem concebidas em torno da sua necessidade ou desejo. Dessa forma, as empresas praticantes da venda por análise de necessidades preparam-se para atender as demandas do mercado melhor que a concorrência. Essa preparação normalmente se dá através de investimentos significativos numa área técnica capaz de produzir soluções para "qualquer" necessidade que o cliente apresente. Um pressuposto é que o cliente não se incomodará de pagar mais caro se a solução de fato lhe aprouver.

É fácil perceber que essa é uma forma passiva de lidar com o cliente. Nos preparamos e ficamos esperando que ele venha e nos conte o que quer. Depois de tê-lo ouvido é que vamos nos mobilizar para tentar oferecer uma solução ANTES da concorrência (uma vez sendo óbvio que ele não se limita a contar seu problema só para nós); ou então MELHOR que a concorrência (uma vez que o sol nasceu para todos e nossos concorrentes não vão ficar parados esperando que nós nos mexamos) ou MAIS BARATA que a concorrência (o que nos empurra para programas de Cost Down).

Esta prática traz como vantagens o fato de focalizar o comprador e não o produto, implicando  maior participação do cliente. Contudo, exige mais tempo para o fechamento da venda e vendedores mais competentes, com bons conhecimentos sobre o produto e como ele pode satisfazer às necessidades do cliente.

 

3.      Venda Consultiva

A venda consultiva, por sua vez, representa uma evolução lógica da abordagem de análise de necessidades. Agora, o vendedor assume uma postura ativa na relação comercial. Não basta analisar as necessidades do cliente, porque este, muitas vezes, pode não saber exatamente qual a melhor solução para seu problema. Este papel cabe ao vendedor, que deve conhecer a empresa e o mercado em que atua o cliente tão bem, ou melhor que ele. Deve questionar as necessidades apresentadas e ajudar o cliente a identificar aquelas que ainda estão ocultas.

As empresas que atuam com base na venda consultiva não vendem soluções que sejam simplesmente melhores que as ofertas dos concorrentes. Vendem A SOLUÇÃO DOS PROBLEMAS atuais e futuros do cliente.

Ao vendedor é exigido que seja altamente qualificado, tenha grandes conhecimentos gerais e de produto, capacidade de dialogar e questionar o cliente em busca das reais necessidades e pleno conhecimento da situação do cliente. Ao mostrar-se como parceiro do cliente, o vendedor desenvolve com o cliente uma relação de grande confiança e, principalmente, duradoura.

Esta abordagem é realmente focada no comprador, visando construir um relacionamento efetivo e duradouro, de modo que o cliente perceba o quanto a empresa é comprometida com seu sucesso. O objetivo é fidelizar o cliente, que sempre terá a empresa – e o vendedor – como primeira opção de compra.

 

PALESTRANTES

JOÃO BAPTISTA VILHENA / JOSÉ LUIZ MEINBERG

 

 

ENERGIA OU TEMPO: QUAL O SEU RECURSO MAIS PRECIOSO?

 

ÁREAS

  • Tempo

  • Melhoria de Performance

  • Estratégia

  • Qualidade de Vida

Um dos livros mais interessantes que li recentemente e que ajudou a fortalecer minhas idéias sobre produtividade e desempenho profissional foi "Envolvimento Total: Gerenciando Energia e não o Tempo", do psicólogo americano Jim Loehr. Ele defende uma tese, com a qual concordo totalmente, onde o foco do desempenho deve ser pessoal, íntimo e começa pela capacidade física, emocional, mental e espiritual do indivíduo. Pessoalmente fiquei muito feliz com a abordagem, pois o livro trata, de uma forma adaptada à realidade corporativa, conceitos já defendidos e estruturados por métodos orientais, como a ioga, tai chi, entre outros, em que o desempenho depende da quantidade e da qualidade da energia.

Durante muito tempo achamos que saber gerenciar o tempo adequadamente melhoraria a produtividade. Não quero dizer que fazê-lo não seja importante, mas manter o foco exclusivamente nisso, hoje em dia, não traz mais resultados. De fato, o tempo é um fenômeno que não gerenciamos, ele é um continuum onde acontecem eventos gerados por nós. Podemos sim, desenvolver competências para aproveitá-lo melhor. Para ilustrar, imagine o tempo como uma grande onda e cada um de nós como um surfista. Este, por sua vez, não tem nenhuma pretensão em "gerenciar" a onda, mas apenas usufruir dela. Portanto, seu foco está em gerenciar a si mesmo, onde o seu desempenho depende diretamente de seu conjunto de competências (físicas, psicológicas, metodológicas) para usufruir a onda e ficar ileso.

Mas quando se fala em energia, não se trata de nada místico, mas físico. Isso está relacionado com as reações químicas que acontecem em nosso corpo e que nos faz funcionar e viver. Está relacionado com o perfeito funcionamento do corpo e do cuidado que devemos ter para mantê-lo perfeito por longo tempo. Trata-se da energia da saúde e que não há atalhos para mantê-la, a não ser o hábito consciente e a responsabilidade. O fato é que nós somos feitos de energia. Nosso corpo é quente, pulsa, reage aos estímulos e um dia apagará. Somos um pacote formado por corpo, mente, emoção e espírito – uma mesma energia que possui aspectos densos e sutis. Obviamente, o desempenho na vida é diretamente proporcional à quantidade e qualidade da energia que temos. E de onde vem essa energia?

Basicamente, a produção e a manutenção da energia vem do que chamo de "tripé da saúde", formado pelo estímulo ou movimento, adquirido através da atividade (física, mental e emocional), da recuperação que promovemos através do descanso e do sono adequado e do alimento que ingerimos (qualidade e quantidade adequadas). Quanto à recuperação, a qualidade e a quantidade adequada de sono são fundamentais. Há inúmeras pesquisas que demonstram o estrago que a falta de sono gera no organismo, prejudicando o equilíbrio emocional e psíquico do individuo. A falta de sono consome uma quantidade imensa de energia. Então, jamais tire do sono o tempo que lhe falta.

Sobre os alimentos – a principal fonte de energia para o corpo – as negligências são ainda mais graves. Não tenho nenhuma intenção de mudar os hábitos alimentares das pessoas, mas devemos saber que a base de uma alimentação saudável deve ser de alimentos crus, energéticos ou de alta combustão. São as castanhas, mel, frutas, óleos vegetais extraídos a frio (como azeite de oliva e de gergelim), verduras e legumes in natura que geram o que se pode chamar de "energia limpa", isto é, energia de melhor qualidade e pouco resíduo para a célula. Esses alimentos são absorvidos rapidamente e não exigem muita energia do corpo para limpar seus resíduos.

Vivemos numa correria louca, buscamos a eficiência e a rapidez em tudo que fazemos, e muitas vezes, esquecemos que pressa é inimiga da perfeição. Rapidez sem consciência gera ansiedade e, na maioria das vezes, erros, gerando retrabalho. Já sabemos que refazer não é sinônimo de gerência eficaz. Por isso que fazer diversas pausas durante o dia é fundamental para recompor as energias e manter o desempenho em alta.

Infelizmente, o homem moderno negligencia sua saúde e suas ações. Mas porque? Por que acredita, equivocadamente, de que é infalível. Se aceitarmos que somos falíveis, de que não somos eternos (na vida, nos cargos, nos lugares) ficaremos mais atentos e responsáveis com nossa saúde e com nossas ações. Gerenciar as energias física, mental e emocional é uma obrigação de cada um.

Outro aspecto que determina a quantidade e a qualidade da energia é a capacidade física do individuo. Na área esportiva, a capacidade física do atleta é medida pelo grau de flexibilidade, resistência, força e velocidade, e o atleta que consegue desenvolver essas quatro capacidades ao mesmo tempo, tem um desempenho acima da média. E isso se aplica também às pessoas comuns.

Pela minha experiência, existem pouquíssimas atividades físicas que desenvolvam simultaneamente essas quatro capacidades, e uma delas é a ioga. Por ser uma técnica 99% experimental, a prática regular funciona como laboratório para a vida. Os ásanas (como chamamos os exercícios) exigem flexibilidade, resistência, força e agilidade. Esse estímulo consciente desenvolve essas capacidades no indivíduo. Como a ioga é um método holístico (ou sistêmico, se preferir) quando se conquista essas capacidades no físico, há uma conquista em todos os outros aspectos (mental e emocional). E diante das exigências às quais estamos expostos, é desejável, por exemplo, ter resistência emocional, flexibilidade mental e firmeza em seus valores de vida? Creio que sim. No entanto, não há formula mágica para gerar energia, mas sim esforço consciente, disciplina e disposição.

Percebo também que quando o indivíduo conquista e mantém essas quatro características de excelência pessoal e consegue gerenciar suas energias através do estímulo, do repouso e da alimentação adequada, naturalmente ele passa a ser mais resiliente, isto é, responde melhor a qualquer estímulo ameaçador, como estresse, pressão por resultados, excesso de trabalho, etc.

Gerenciar a energia tem a ver com o resgate da sabedoria natural de nosso corpo e mente, da qual o homem moderno, gradativamente, vem se afastando. O desempenho na vida depende de um corpo mais preparado, uma percepção mais aguçada e de ações mais conscientes e menos mecânicas. Devemos buscar fazer mais com menos, mas infelizmente notamos o inverso.

Energia elevada é ação concentrada com mínimo esforço e o máximo de resultados.

 

PALESTRANTES

CARLOS LEGAL / FERNANDO HENRIQUE / FRANCISCO BITTENCOURT

 

 

CARO É O QUE NÃO VALE!

 

ÁREAS

  • Vendas

  • Mudança

  • Tendências

  • Compras

Por muitas vezes ao acompanhar o retorno dos vendedores, depois de um dia de trabalho, encontrava alguns deles que não haviam obtido sucesso em convencer seus clientes a comprarem os produtos que tinham a oferecer.

É realmente frustrante, para o vendedor, ter de relatar este insucesso. Já foi o tempo, por outro lado, que para o vendedor a palavra "não" poderia ser considerada como certa de ocorrer. O vendedor "à moda antiga" trabalhava no sistema de tentativa e erro. De uma forma não preparada ia buscando "pedidos do cliente" sem fazer o preparo prévio da visitação, sem conhecer profundamente as necessidades de cada cliente, e assim por diante.

Alguns desses vendedores que voltam no final do dia sem o "pedido" têm alegado que os clientes não compram porque o produto é caro.

Esta palavra caro sempre soa de forma ruim para mim porque para tudo que tem um preço elevado nós, em todas as nossas atividades de compra, alegamos: é caro! Está errado. Estão errados esses vendedores que dizem que o cliente não comprou porque julgou o preço caro.

A minha conversa com esses vendedores sempre vai por um caminho muito simples: se o seu cliente achou que o produto está caro é porque você não foi capaz de estabelecer valor em sua oferta. É só esta a razão da não venda.

O cliente, na verdade, estava dizendo para o vendedor: eu não vejo nenhum benefício em comprar este produto, ou eu não ganho nada com este produto, ou ainda, pelo preço que você me oferece não vejo valor algum. Daí a sua correta expressão: é caro!

É caro é a forma de dizer que um produto, pelas condições apresentadas e entendidas pelo comprador, não vale o preço ofertado. Tenho certeza que este é um grande problema a ser enfrentado pelos vendedores.

Caro, por exemplo, é um automóvel popular a preço de automóvel esportivo de luxo e importado, ou então um whisky produzido no Brasil com preço de whisky produzido na Escócia. A relação entre benefício e preço estaria desbalanceada, por isto é caro! Não tem qualquer relação com qualidade do produto ofertado. Cada produto tem seu preço definido por fatores relativos: custo de um lado e posicionamento de imagem do outro.

Se o cliente dissesse que o preço da oferta é muito alto, distante da sua capacidade disponível de recursos para pagar, a conversa seria outra. Seria o momento de buscar uma forma de adaptar a oferta com a condição de recursos disponíveis ou, ainda, financiar este preço adequando-o então à capacidade de pagamento deste cliente. A conversa tomaria outro rumo, portanto!

Também acho errada a expressão "barato" para tudo que tem preço baixo. No meu entendimento produto de preço "barato" eu desconfio. É muito produto para pouco preço. Dos dois exemplos acima inverta os casos: whisky escocês a preço de brasileiro e uma Ferrari zero quilômetro a preço de um VW Polo! É muito barato, desconfio que terei algum problema ao comprar estes produtos.

 

Venda de Valor

 

A grande dificuldade que estes vendedores têm é estabelecer valor em sua oferta. Valor é uma avaliação subjetiva de uma combinação de benefícios recebidos em troca de custos incorridos para avaliar, obter, utilizar e descartar um produto, considerando o mercado e suas ofertas concorrentes.

O problema do vendedor começa pelo fato de valor ser uma avaliação subjetiva. É subjetiva porque cada cliente, individualmente, levará em consideração benefícios específicos e vai relacionar estes benefícios com o custo da oferta. Um valor, portanto, é perceptivo, contextual e multidimensional:

  • É perceptivo porque varia conforme a percepção do cliente;

  • É contextual porque varia conforme a situação de compra e as alternativas disponíveis;

  • E é multidimensional porque os clientes avaliam os benefícios em termos econômicos, técnico-funcionais e psicológicos.

Benefício responde a pergunta do cliente: O que eu ganho com isto? E pode ser econômico, funcional e psicológico.

  • Valor Econômico é uma relação de qualidade e preço. Se um cliente percebe a qualidade de produtos concorrentes como similar, escolheria a oferta de preço mais baixo, por proporcionar maior economia;

  • Valor Funcional são as características tangíveis relativas às características, vantagens (os atributos) sua durabilidade e aplicações;

  • Valor Psicológico são as características e vantagens intangíveis, tais como serviços, marca, confiança, reputação, relacionamento, experiência.

É necessário ainda estabelecer o custo para relacionar com o benefício. Custo pode ser monetário e não-monetário:

  • Custo Monetário é o preço pago considerando tudo que está embutido objetivamente lá dentro (preço, impostos, despesas de entrega, manutenção, etc.);

  • Custos não-monetários tendem à subjetividade e são relativos aos esforços, ao tempo da compra, à distância percorrida, entre outros.

Um dos fatores críticos de sucesso para aqueles vendedores que não conseguem vender, porque o cliente "acha" que o produto é caro, é o treinamento do conceito da venda de valor e sua aplicação efetiva no seu dia-a-dia e para cada cliente.

Venda de valor é a venda feita em partes. Para cada parte da oferta um benefício ao cliente deve ser explorado. As partes de uma oferta estão em torno dos benefícios e valores indicados acima. Uma oferta não é composta apenas do produto físico. Uma marca, um serviço de apoio, um acompanhamento de uso, a solidez da empresa, a atitude do vendedor, o serviço logístico, a pronta resposta aos problemas do cliente, entre outras, fazem parte das "partes" de uma oferta. E, para cada uma destas partes da oferta cabe ao vendedor criar o clima e o argumento adequado para o cliente perceber cada benefício. A compra do cliente será feita pela somatória dos benefícios: isto é uma venda de valor.

Se a partir daí um cliente alega que um produto "é caro" fica fácil ao vendedor perguntar a ele "O que, na minha oferta, não tem valor?".

E para nós, de um modo geral, precisamos parar de usar de forma errada a expressão "é caro" para tudo que tenha valor monetário alto.

 

PALESTRANTES

JOSÉ LUIZ MEINBERG / JOÃO BAPTISTA VILHENA

 

 

NEGOCIAÇÃO EM VENDAS, O PODER MUDOU DE LADO!

 

ÁREAS

  • Negociação

  • Compras

  • Estratégia

OBJETIVOS

Estabelecer junto aos participantes uma visão atualizada do jogo de poder no processo de negociação em vendas, suas implicações e os possíveis caminhos para um resultado menos traumático no processo de vendas.

Analisar as mesmas implicações sob o ângulo da área de compras.

 

CONTEÚDO

  • A necessária mudança da forma de negociar pela inversão de poder no processo de negociação da compra: quem "dá as cartas" é o comprador.

  • Estabelecer valor é uma questão de atenção, de informação e de comunicação dependendo da estratégia de vendas, do tipo de produto e da definição de poder e influência.

  • A negociação estratégica em vendas e a "teoria dos triângulos invertidos".

  • Adquirir o hábito de planejar, saber demonstrar as credenciais para ter autoridade necessária para a tomada de decisão e ter e as atitudes necessárias que levem à credibilidade são competências essenciais na mudança da era do vender para a era do comprar.

PALESTRANTES

JOSÉ LUIZ MEINBERG / JOÃO BAPTISTA VILHENA

 

 

EM BUSCA DO SIM, APRENDENDO A DIZER NÃO

 

ÁREAS

  • Negociação

  • Tempo

  • Melhoria de Performance

OBJETIVOS

Integrar as dimensões gerenciais em negociação (em busca do sim) e gestão do tempo (aprendendo a dizer não).

Apresentar alternativas para seu desenvolvimento e administração dos conflitos decorrentes.

 

CONTEÚDO

  • Por que é sempre mais fácil e agradável dizer "Sim"?

  • A arte de dar más notícias

  • Dizendo "Sim" e "Não" de forma customizada

  • A geração de confiança diante do "Sim" e do "Não"

  • Plano de ação

PALESTRANTES

CARLOS LEGAL / FRANCISCO BITTENCOURT / J.A. WANDERLEY / FERNANDO HENRIQUE

 

 

"AMIGOS OU INIMIGOS PARA SEMPRE" (FIDELIZAÇÃO DE CLIENTES)!

 

ÁREAS

  • Estratégia

  • Vendas

  • Fidelização

  • Mudança

OBJETIVOS

Cada vez mais o consumidor procura relacionar-se com empresas que estejam verdadeiramente comprometidas com o pleno atendimento de suas necessidades e desejos. Esta nova forma de entender a relação empresa X cliente vem forçando as organizações a investir pesadamente no desenvolvimento de uma relação de longo prazo, que rentabilize o investimento que está sendo feito para conquistar e manter clientes.

 

Segundo Frederick F. Reichheld - autor do livro The Loyalty Effect - nessa última década estudamos dezenas de setores visando ajudar nossos clientes a encontrar e manter os clientes certos. Nesse processo, aprendemos que a lealdade do cliente está intrinsecamente associada à lealdade do funcionário e à lealdade do investidor e que grandes melhorias em um dos fatores freqüentemente exigem melhorias nos outros dois. "Inspirados pelas constatações de Reichheld podemos verificar que para tornar leais os nossos clientes, temos que investir no desenvolvimento da lealdade de nossos stakeholders. Em outras palavras: não bastam as pirotecnias do marketing; é necessário ter o engajamento das pessoas para que nossos clientes percebam que existe valor agregado àquilo que lhes oferecemos".

 

CONTEÚDO

1. Porque no passado a questão da lealdade não preocupava as organizações? 2. Díades importantes: fidelidade X lealdade, relação X transação, investimento X retorno. 3. Porque os grandes gurus têm dificuldade de explicar COMO desenvolver a lealdade do cliente. 4. Cliente fiel ou cliente leal? 5. O decálogo da lealdade. 6. Um plano de ação.

 

PALESTRANTES

JOÃO BAPTISTA VILHENA / JOSÉ LUIZ MEINBERG / CLÁUDIO GOLDBERG

 

 

TRANSFORMANDO RH DE CENTRO DE CUSTOS EM CENTRO DE LUCROS

 

ÁREAS

  • Estratégia em RH

  • Gestão

  • Performance

  • Mudança

OBJETIVOS

Comprovar, com exemplos reais, que todas as responsabilidades inerentes à Função Recursos Humanos podem efetivamente contribuir para a lucratividade das Empresas.

Examinar os principais fatores condicionantes para transformar RH em Centro de Lucros: Objetivos e Processos.

Assegurar que todo e qualquer objetivo da Função RH possa ser mensurado.

Discutir o papel de RH como consultor interno para a organização, definindo ações iniciais para operacionalização desse processo.

Apresentar um Plano de Ação que contribua para garantir êxito no processo de mudança.

Analisar e antecipar as possíveis reações que ocorrem quando buscamos desenvolver algo diferente e desafiante.

Dar início ao projeto de transformação de RH em Centro de Lucros.

 

CONTEÚDO

  • O que é mais importante para qualquer organização? Recursos Humanos: Centro de Custos ou Centro de Lucros?

  • Principais fatores que ainda condicionam RH para uma atuação como Centro de Custos.

  • Análise e discussão dos atuais objetivos existentes na Função Recursos Humanos. O que é essencial mudar para que a Função possa se orientar para o Lucro?

  • Recursos Humanos como um negócio: qual o retorno sobre o investimento?

  • Elementos críticos para se alcançar êxito profissional: ter competência, atuar nas áreas corretas e mensurar os resultados dos objetivos do trabalho realizado.

  • Definição de responsabilidades de RH (produtos do trabalho).

  • Identificação de fatores de custo (preço) do trabalho de RH.

  • Seleção de indicadores do resultado de RH (nas áreas clientes).

  • As 3 principais características e sua conjugação com as 6 etapas do processo para transformar RH em um Centro de Lucros.

  • Recursos Humanos como consultores internos à organização.

  • Implantando o senso de cliente na cultura de RH.

  • A abordagem do cliente de RH: propostas, projetos, preço, metodologia de trabalho.

  • Gerenciamento de resultados x gerenciamento de desempenho.

  • A nova dimensão de RH - prestação de serviços.

  • Visão de marketing de RH - superando a competitividade externa.

  • Fatores facilitadores e dificultadores.

  • Discussões e exemplos práticos da aplicação do processo de transformação das áreas de RH em centros de lucros e resultados: compensação, salários, etc.

  • Fases para implantação desta nova abordagem em RH.

PALESTRANTES

JOÃO ALFREDO BISCAIA / FRANCISCO BITTENCOURT

 

 

EXECUTIVOS "SERIAL KILLERS"

 

ÁREAS

  • Liderança

  • Tendências

  • Gestão

Recentemente tomei conhecimento de estudos realizados nos USA comprovando que os "SERIAL KILLERS" são seres humanos totalmente desprovidos do sentimento de empatia. Eles não conseguem, em nenhum momento, colocar-se no lugar das outras pessoas. Os "Serial Killers" não manifestam nenhum sentimento com relação às vitimas, tanto antes – no planejamento do crime –, como durante ou depois de praticar os mais terríveis atos de violência.

Estes mesmos estudos afirmam, de uma forma bastante fatalista, que os "Serial Killers" jamais poderão aprender, adquirir ou desenvolver o sentimento de compreensão do sofrimento que estão causando às outras pessoas. Trata-se, portanto, de uma "doença" de conseqüências irreversíveis, incurável. Fica assim comprovada a tese de que ninguém pode sentir aquilo que não lhe faz o menor sentido.

Ao tomar conhecimentos desses estudos, imediatamente comecei a relacionar a ausência de empatia dos "Serial Killers" americanos com alguns profissionais que exercem cargos cuja responsabilidade é gerenciar pessoas.

Infelizmente, a realidade tem me comprovado que muitos profissionais são totalmente desprovidos do sentimento e da sensibilidade de perceber o mal que causam a seus subordinados, que hoje, por modismo, são chamados de colaboradores/parceiros. A única diferença significativa que vejo é com relação ao caráter irreversível. Tenho a crença que essas pessoas podem ainda desenvolver esse atributo de procurar sentir o que outros estão sentindo.

Provavelmente o leitor também conhece pessoas desprovidas do sentimento de empatia exercendo cargos de supervisão.

Relaciono, a seguir, os 8 traços comuns, mais marcantes que tenho constatado a respeito dos "Serial Killers" organizacionais.

 

SÃO PERCEBIDOS COMO EXTREMAMENTE INTELIGENTES.

É incrível, mas todas as pessoas que sofrem com esse tipo de profissional afirmam que, apesar de tudo, se trata de um profissional "extremamente inteligente". Eu sempre retruco, perguntando: "Inteligente em que? Em só saber dar porrada nos outros? Em não ter controle sobre suas emoções?"

 

RACIOCINAM APENAS COM BASE NOS SEUS DESEJOS.

Só sabem argumentar com base naquilo que querem e desejam. Qualquer desvio na trajetória do seu desejo, merece uma voz mais alta ou uma careta que demonstra insatisfação.

 

SÓ QUEREM TER RAZÃO, MAS NUNCA SÃO FELIZES.

Verifico que o grande desafio do "Serial Killer" está em ganhar a discussão. Sua premissa é que mudar de opinião é falta de personalidade. Ele tem um enorme compromisso com evitar os erros, para que sua tese não seja preterida.

 

SÃO CICLOTÍMICOS.

Temperamento e humor extremamente variável. Participa de uma reunião às 10 horas todo risonho e entra numa outra reunião às 11 horas, dando literalmente "porrada" em todo mundo.

 

SÃO PRESCRITIVOS E PRECONCEITUOSOS.

Têm uma enorme capacidade de generalizar. Basta que alguém cometa qualquer erro, para que essa pessoa fique marcada para sempre.

 

CRIAM UM EXEMPLO PARA JUSTIFICAR TODOS OS SEUS ARGUMENTOS.

Essa tática é terrivelmente manipuladora. Os "Serial Killers" organizacionais têm a habilidade de imaginar um exemplo para justificar toda sua argumentação. Atenção: fique atento para não cair facilmente nessa tática suja.

 

DIVIDEM OS SUBORDINADOS PARA CONTINUAR REINANDO.

Nas reuniões com todos os seus subordinados, faz exortação para que atuem como uma equipe. Em nível individual, exige e estimula a competição e não a colaboração; o mesmo acontece quando da avaliação das competências de cada subordinado. Os resultados individuais sempre prevalecem sobre aqueles resultantes do trabalho grupal.

 

PROMETE FUTURO, EM TROCA DA LEALDADE.

Em nível individual, diz que aos subordinados que o sucesso deles depende do nível de lealdade que têm com ele, executivo. Não pode haver lealdade à organização, mas sim ao "chefe".

 

CONSEGUEM RESULTADOS FINANCEIROS EXCELENTES, À CURTO PRAZO.

Os resultados que trazem, a curto prazo, para as empresas são extremamente favoráveis. Isso é que garante a sua continuidade na empresa. A "bomba" só explode a médio e longo prazo.

Então, será que o leitor conhece algum "Serial Killer"? Ele guarda semelhança com os traços anteriormente mencionados?

 

Tenho defendido a tese que deveria ser absolutamente proibido que qualquer pessoa, em qualquer organização, viesse a assumir responsabilidades de gestão de pessoas sem antes passar por um mínimo processo de conhecimento da dinâmica do comportamento humano. Assim como os dentistas, médicos, engenheiros, contadores etc, não podem exercer suas profissões, sem que estejam credenciados. O mesmo deveria acontecer aos ocupantes de cargos com responsabilidade em supervisão de gente.

 

Será que estou exagerando?

 

PALESTRANTE

JOÃO ALFREDO BISCAIA

 

 

COMO CONQUISTAR SEU ESPAÇO 

SEM PERDER A COOPERAÇÃO DOS OUTROS

 

ÁREAS

  • Equipe

  • Liderança

  • Performance

  • Mudança

OBJETIVOS

Sensibilizar (domínio afetivo) e conscientizar (domínio cognitivo) o participante para a importância de desenvolver um comportamento assertivo para a conquista de seu espaço pessoal e profissional, sem com isto, perder a cooperação das pessoas, através de um processo de influência pessoal, tornando-se assim, um ser humano mais inteligente emocionalmente.

 

CONTEÚDO

  • Como conquistar seu espaço através da assertividade

  • Conceito de assertividade

  • Vantagens das pessoas assertivas (pessoais e para a empresa)

  • Assertividade e sua relação com outras competências emocionais

  • Os quatro tipos de comportamento

  • Vantagens x inconvenientes de cada tipo de comportamento

  • Como desenvolver um comportamento assertivo

  • Técnicas de assertividade

  • Como manter a cooperação dos outros através da influência

  • Conceito de influência

  • Técnicas para influenciar pessoas e obter a cooperação

  • Um plano de ação

PALESTRANTES

AMÉRICO MARQUES FERREIRA / DENIZE DUTRA

 

 

 

Para informações adicionais, consulte:

Costacurta

11 3171-1645 

costacurta@institutomvc.com.br

Teresa

21 2222-0888 

mariateresa@institutomvc.com.br

 


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ESCOLHA A SUA GLOBALIZAÇÃO

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CARLOS ALVIM

Consultor Sênior do MVC

 

 

ESCOLHA A SUA GLOBALIZAÇÃO

Fala-se e ouve-se falar tanto de globalização que essa virou uma espécie de palavra–chave, nos textos jornalísticos, nos ambientes acadêmicos, na política e na conversa social. O que é esse fenômeno afinal, que atrai simpatias e entusiasmos e também ódios e condenações? É algo para se aplaudir ou para se rejeitar?

Na verdade existem várias "globalizações" e antes de se tomar uma posição pró ou contra, há que distingui-las.

Os avanços tecnológicos, principalmente no campo da informação e da comunicação, a rapidez crescente dos meios de transporte, abreviaram distâncias, derrubaram fronteiras e alteraram os conceitos de espaço e tempo. Enquanto nossos avós demoravam dias para saber o que se passava em um país vizinho, ou até mesmo em outra cidade, hoje assistimos em "tempo real" tudo que se passa de relevante do outro lado do mundo.

O final da "guerra fria", acabando com a bipolaridade mundial; a consciência ecológica; as organizações e instituições supranacionais e mundiais; a volatilidade dos capitais e a força dos conglomerados multinacionais, tudo isso reforçou a noção de "mundo", em detrimento do conceito de "nação". Com efeito, os Estados Nacionais vêm perdendo muito de sua soberania, principalmente no que diz respeito à sua capacidade de regulamentar o comércio internacional, na busca de um maior equilíbrio e de melhores relações entre os diversos países e em sua sujeição à OMC e outros organismos reguladores de atuação mundial.

Ora, a sensação de "estar no mundo", naquela linda esfera azul que os astronautas vêem, ultrapassando fronteiras, superando barreiras, promovendo trocas culturais e um intercâmbio mais harmônico entre os povos pode, certamente ser entendida como uma forma de "globalização". Da mesma forma, os esforços ecológicos de preservação ambiental, o não estranhamento do "outro", cujas diferenças possam ser compreendidas e, se não assimiladas, pelo menos respeitadas no contexto do "politicamente correto", são outros tantos aspectos positivos de uma visão globalizada.

Existe, por outro lado, toda uma série de fatos e situações que também são atribuídas à globalização: a volatilidade dos capitais especulativos, detonando a economia dos países, principalmente daqueles menos desenvolvidos, o desemprego crônico e crescente, a hegemonia cultural de determinadas nações detentoras dos meios de comunicação e dos sistemas de informação mais eficazes e que espelham o lado escuro do fenômeno.

Quem é "globalizado" afinal? Quem pode viajar a vontade e não está necessariamente "localizado" em um espaço delimitado e específico, quem tem acesso às novas tecnologias de comunicação e informação como a internet, televisão a cabo, telefonia celular, telefax, quem está em dia com a mídia e quem "está na mídia" e apresenta alta capacidade de consumir: consumir tecnologia e tudo que esta, aliada ao capital, é capaz de oferecer.

Os "globalizados" são minoria: a "globalização", nesse último sentido, é para poucos e ao contrário de abolir barreiras e ultrapassar fronteiras aumenta as já existentes entre a nata da sociedade de consumo e aqueles aos quais não é dado consumir.

Essa globalização tem como força propulsora o capital especulativo, certas corporações globais que deslocaram totalmente seu foco da "produção" para o "consumo" e que, valendo-se de seu acesso pleno às novas tecnologias e da onda de terceirização, procuram dominar o mercado mundial e promovem, através da mídia uma propaganda exacerbadora do consumo e divulgadora de arquétipos dos globalizados, que é preciso a todo custo admirar e imitar.

É uma "globalização" excludente cujo resultado não é um mundo mais harmônico e melhor para se viver, mas a formação de "guetos".

Será essa uma opção defensável para o que se configura como uma perspectiva de vida? Programada??? Será?? Há que prevalecer o senso crítico e aperfeiçoar um processo que se configura irreversível.

 

 

MATERIAL RETIRADO DO PRONEG - PROGRAMA DE FORMAÇÃO E DESENVOLVIMENTO DE NEGOCIADORES

 

 

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COMO VENDER OS SERVIÇOS DE RH?

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J. B. VILHENA

VP do Grupo MVC

 

COMO VENDER OS SERVIÇOS DE RH?

 

"Você sabe o que é caviar?

Nunca vi, não comi, eu só ouço falar".

Zeca Pagodinho

 

Pode parecer estranho que um artigo que pretende ser sério comece com o refrão de um conhecido pagode. Mas não é à toa.

Neste ano de 2004 o MVC viu crescer de forma exponencial a demanda por programas de treinamento e desenvolvimento na área de vendas. Apenas para ilustrar, fizemos mais de 40 turmas do programa Vendas Consultivas e mais 50 turmas de Negociação Comercial. Além disso, gravamos 6 novos vídeos sobre o assunto e estamos envolvidos em pelo menos quatro grandes projetos de consultoria para empresas multinacionais importantes no cenário comercial brasileiro. Não é por acaso que o José Luiz Meinberg, Cláudio Goldberg, José Augusto Wanderley, Francisco Bittencourt e eu estamos doidos para que cheguem os feriados de Natal e Ano Novo. Afinal, atender a toda essa demanda com a qualidade que caracteriza os programas do MVC é tarefa árdua.

Mas e onde é que entra o caviar?

A questão é que, na maioria das vezes, quem nos contrata para esses trabalhos é a área de RH. E muitas vezes o pessoal de RH (embora extremamente competente em outros setores) não sabe vender seu trabalho para suas áreas-cliente. Parece que nossos contratantes nunca viram e jamais provaram um programa de vendas. Eles só ouvem falar.

Há alguns meses atrás conduzi na ABTCP um evento aberto para discutir "Como vender serviços da área de RH". Embora o evento tenha sido bastante noticiado, inscreveram-se 8 pessoas. Como continuo acreditando que seja fundamental que a área que contrata nossos serviços consiga "vender seu peixe" com maior competência, listo abaixo algumas reflexões que fiz com os 8 corajosos participantes do seminário:

  1. QUAL O PRINCIPAL DIFERENCIAL COMPETITIVO DE RH NA VISÃO DO CLIENTE?

  2. Para vender é preciso saber oferecer benefícios. Nossa prática tem mostrado que quando RH tenta vender nossos serviços, limita-se a falar das características ou vantagens da oferta, ao invés de explicar claramente o que aquela atividade de treinamento e desenvolvimento é capaz de fazer pela área-cliente.

    Não adianta dizer que aquele treinamento utiliza a metodologia XYZ. Pior ainda é dizer que é o treinamento mais barato do mercado. O que o contratante quer é que RH explique porque aquela atividade é importante para ele.

    Quando você - profissional de RH - oferece ao seu cliente interno um determinado serviço, encaminha o foco da oferta para os benefícios da mesma ou fica falando de processos ou de custo?

  3. QUE INSTRUMENTOS VOCÊ OFERECE PARA QUE O CONTRATANTE AVALIE A SUA OFERTA?

  4. Como sabemos, existem indicadores de produto e de processo. Quando fazemos uma oferta a uma área-cliente é preciso deixar claro como o demandante poderá avaliar o investimento que estará fazendo. Deixar claro que tipo de acompanhamento será feito para garantir o retorno do investimento.

    Apenas para se ter um exemplo, a partir de 2005 o MVC vai oferecer aos seus clientes mais um serviço diferenciado. Aqueles que precisarem poderão contar com a presença de um profissional de pedagogia/andragogia durante todo o evento contratado. Esse profissional será responsável por garantir que os participantes sejam acompanhados e monitorados durante todo o treinamento e, ao final, emitirá – com a competência técnica que a função lhe confere – um relatório de aproveitamento do grupo quanto ao conteúdo ministrado. Dessa forma a empresa contratante poderá fazer o acompanhamento do processo ao invés de limitar-se a conferir os indicadores de resultado.

    Quando você – profissional de RH – vai "vender" seus serviços procura evidenciar como o cliente interno poderá acompanhar tanto processo quanto resultados ou se limita a oferecer um cardápio e esperar que ele faça o pedido?

  5. CONTORNO DAS OBJEÇÕES

  6. Por mais eficaz que tenha sido a sua oferta e por melhores que sejam os instrumentos oferecidos para que o cliente a avalie é bastante comum que ainda permaneçam certas dúvidas na cabeça do contratante. Neste momento o profissional de RH tem de estar preparado para assumir uma postura consultiva e ajudar seu cliente a tomar uma decisão que seja a melhor para ele (e não a mais simples ou mais econômica de se operacionalizar).

    Nessa hora o mais importante é fazer como dizem os americanos "put yourself in the others shoes". Ou seja, pense com a cabeça do cliente. Se o que ele precisa é um treinamento fortemente voltado para aspectos cognitivos, não adianta ficar insistindo em um trabalho comportamental. Se a empresa não pratica a venda consultiva, não adianta querer contratar esse produto apenas porque o título está na moda.

    Quando você – profissional de RH – é inquirido pelo cliente sobre detalhes da oferta, costuma adotar uma postura consultiva ou defende o que propôs originalmente com "unhas e dentes"?

  7. PÓS-VENDA

Trabalho contratado, consultoria devidamente escolhida, ação realizada, pesquisa de reação apresentando performance do instrutor acima da expectativa. Dever cumprido? Claro que não.

Entregar o que foi vendido é apenas obrigação. O desafio é continuar oferecendo ao cliente soluções para os problemas existentes e inovações para demandas que ele porventura ainda sequer se deu conta que tem ou terá.

Pesquisar alternativas, desenvolver produtos junto com fornecedores internos ou externos, antecipar as necessidades do cliente ao invés de se limitar a atender às demandas originadas pelo próprio cliente são algumas das competências requeridas do vendedor do século XXI. Para isso é preciso colocar-se ao lado do cliente, participando do seu dia-a-dia, compreendendo suas dificuldades, construindo soluções.

Eu sei que você – profissional de RH – vai dizer que não tem tempo para essas coisas. Mas vou dividir com você um segredo: praticamente todos os participantes dos nossos seminários e treinamentos de venda também dizem isso. E você nos contrata para que os convençamos exatamente do contrário. Pense nisso e boas vendas.

MATERIAL RETIRADO DO POCKET MBA DESENVOLVIMENTO DE GESTORES E PROFISSIONAIS DE VENDA. ESTE PROGRAMA PODE SER CONDUZIDO EM VERSÕES CUSTOMIZADAS PARA A ÁREA DE RH

 

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AOS JOVENS PROFISSIONAIS DE RH

 

 

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L. A. COSTACURTA JUNQUEIRA

Vice-Presidente do MVC

 

 

AOS JOVENS PROFISSIONAIS DE RH

 

Relendo alguns textos que escrevi há 7/8 anos encontrei um artigo escrito destinado aos "Jovens Gerentes".

A inspiração "baixou" e resolvi então escrever algo para os jovens profissionais que hoje trabalham em Recursos Humanos, em especial na área de Educação Corporativa.

Deus me livre da posição de Avô ou "Tio", dando conselhos para netos e sobrinhos; no entanto como dos últimos anos para cá houve uma grande rotatividade e renovação nos "quadros", permito-me fazer pequenos "lembretes".

O que primeiro me ocorre é que Você será tratado por todos da mesma maneira que os trata; arrogância com arrogância, superioridade com superioridade, etc. Modere sua postura.

Escolha você mesmo seu mentor; pode ser um gerente, consultor, amigo. Alguém que possa acrescentar algo que ainda não tem, e ajudá-lo a evitar fazer o que não deve.

Há hoje uma frase terrível para quem está iniciando profissionalmente "não tenho tempo". O outro vai sempre decodificar isso como "O que estou propondo não é importante".

Saber dizer SIM e NÃO é fundamental. Pense sempre na melhor maneira de fazê-lo. Comece com as causas/razões, termine com sua opinião.

Na dúvida, faça! Erre por ação e não por omissão; pelo menos terá alguma chance de acertar.

Quando pedir uma proposta a uma consultoria, evite o leilão: escolha 3 ou 4, sempre dando um feedback para quem "ganhou ou perdeu". Isto vai lhe garantir um excelente atendimento na próxima solicitação.

Ouça primeiro, fale depois; fazendo isso terá mais conteúdo no que falar e mais respeito porque ouviu.

O mundo é feito de vários tipos de diversidade. Não discrimine quem não for igual a você, no espelho.

Não sabe fazer o que lhe pediram? Diga a verdade, aceite a tarefa e vá pesquisar; agindo assim será mais respeitado.

Procure ter um comportamento neutro em relação a fofocas e similares; guarde sua opinião para o que for realmente sério.

Quem pensa antes no problema, resolve primeiro esse mesmo problema. Isto é o que se "chama" proatividade.

Compartilhe o que sabe: você terá a recíproca (de quase todos) e incorporará conhecimento.

Lembre-se de que elogiar é mais importante que criticar, mas faça sempre o que tiver de fazer.

Se houver necessidade de criticar, aproveite a ocasião para sugerir alternativas de solução. Algumas pessoas "chamam" isso de coaching.

Cumpra prazos: assim fazendo terá a confiança de seus pares.

Diga o que pensa e sente: curto prazo pode não parecer simpático, mas todos admirarão sua coerência.

Achou tudo óbvio? Talvez seja mesmo. A obviedade é que caracteriza as coisas mais simples (mas, quase sempre, não praticadas).

Selecione 2 ou 3 tópicos, escolha alguém que pertença ao seu círculo de amizades e verifique se os dois têm a mesma visão sobre seu comportamento. Aí estará o seu "retrato".

Boa sorte!

 

MATERIAL RETIRADO DO POCKET MBA PARA JOVENS EXECUTIVOS.

 

 

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TESTE: QUAL O ESPELHO COMERCIAL DA SUA EMPRESA?

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CLÁUDIO GOLDBERG

Consultor do Grupo MVC

 

 

QUAL O ESPELHO COMERCIAL DA SUA EMPRESA?

 

Em minhas experiências ocupando cargos de direção em multinacionais e como consultor de empresas, constatei ao longo dos anos que independentemente do tamanho, segmento ou origem, que a maioria das empresas não aplicam as melhores práticas de gestão comercial e subutilizam as ferramentas que se têm à disposição na área de vendas.

A nova realidade, contudo, vem provocando uma ampliação na discussão sobre métodos empregados, bem como, do perfil dos profissionais para superar os desafios de um mercado com profundas transformações nas relações de consumo.

Torna-se imperativo para as empresas, compreender as melhores práticas na área de vendas não apenas para assegurar a satisfação do cliente relativamente à qualidade do produto, mas certamente ao longo de todo o processo, desde a pré-venda até a pós-venda.

Dessa forma, vamos iniciar este artigo, destacando abaixo o resultado do cenário identificado nos diversos departamentos comerciais de empresas com atuação no mercado nacional.

 

O CENÁRIO:

  • Não apresentam uma estrutura comercial definida e orientada para o cliente.

  • Realizam esforços isolados e desintegrados de marketing e vendas.

  • Não possuem controles e informes gerenciais para a tomada de decisão (Inteligência Competitiva).

  • Falta de estratégia comercial baseada na diferenciação e não apenas em preço.

  • Ausência de soluções de automação da força de vendas que ofereçam, aos vendedores, informações de qualidade sobre cada um dos seus clientes.

  • Profissionais e executivos comerciais sem perfil ou não capacitados.

  • Influência de sistemas de metas de vendas, resultados e lucratividade para empresas comerciais e seus membros.

  • Programas de reconhecimento e motivação por metas alcançadas, complexas, de difícil controle e distantes da nova realidade de mercado.

Pensando na competitividade e alcance do "state of the art" próprio da World Class Company, a solução para alterar o quadro anterior passa necessariamente pelo entendimento e aprimoramento de quatro processos considerados fundamentais: Gestão da cadeia de valor, gestão dos pontos de venda, estratégias de segmentação e escolha do canal de venda, desenvolvimento de novos produtos e novos negócios. A idéia é ter a partir da compreensão destes processos novas e diferentes perspectivas que possibilitem aos gestores comerciais atuarem criativamente em qualquer indústria melhorando o desempenho das suas empresas.

Vamos tentar falar sobre cada um destes processos e sua relevância para alavancar vendas.

 

A GESTÃO DA CADEIA DE VALOR:

 

Nos últimos 10 anos, o perfil da concorrência mudou, o número de fornecedores cresceu mais que o número de clientes e prospects proliferaram produtos com características parecidas e o diferencial a ser apresentado ao mercado passou a ser o objetivo principal perseguido por quase todas as empresas. Com o advento da automação dos processos e obtenção de dados de forma rápida, novas práticas começaram a ser efetivadas. Nunca as empresas dependeram tanto da tecnologia e da logística para otimizar relacionamentos e reduzir custos, adquirindo competitividade e gerando valor adicionado ao negócio. Este processo está relacionado diretamente à perspectiva de estabelecimento de parcerias estáveis e de longo prazo.

 

Conceito: Rede de relações com fornecedores, distribuidores, revendedores, prestadores de serviço, consumidores, etc.

 

Objetivo: Coordenar e integrar todos os participantes funcionando com um só organismo para atender melhor o mercado, o cliente.

 

Para saber em que nível de otimização sua empresa está situada, devemos responder às seguintes perguntas:

  1. Como está desenhado o fluxo e nível de colaboração (troca de informações e conhecimento) entre os diversos "players da cadeia"?

  2. Posso confiar na qualidade (informações precisas e confiáveis) dos dados passados?

  3. Qual a agilidade e capacidade de gerenciar os processos da cadeia?

  4. Quanto se gasta, em média, em tempo despendido, desde o momento em que o cliente faz um pedido até a entrega do produto ou serviço (tempo de atendimento de pedidos da cadeia)?

  5. Como fazemos para medir o percentual de pedidos atendidos de forma perfeita (no prazo, na especificação e com qualidade esperados)?

  6. Sabemos qual é o percentual de cancelamento das solicitações realizadas pelos clientes e prospects?

Somente se nos dedicarmos a refletir sobre as possíveis respostas às perguntas apontadas acima (ou mesmo à falta delas) é que poderemos construir melhorias no processo de aquisição de clientes, pois na atualidade o conceito de valor passa pela venda consultiva.

Ocorre que na maioria das vezes, este conceito fica apenas no discurso do vendedor na ponta, quando este ao fazer promessas na hora da venda, possivelmente as verá descumpridas.

Para poder atender com excelência nossos prospects e clientes, é preciso que todas as partes envolvidas no processo de satisfação estejam gerenciadas de forma perfeita.

 

A GESTÃO DO PONTO DE VENDA:

 

Lembre-se de que alguém é sempre cliente de alguém.

Um dos maiores desafios dos executivos de vendas é administrar e controlar as ações comerciais no PDV. Elas ganham importância em razão da dificuldade de diferenciação no mercado dos produtos (commodities).

Com a alteração do cenário competitivo, bem como o alto grau de "comoditização" dos produtos, o gerente comercial descobriu a necessidade de fazer com que os vendedores assumissem a função de "comunicação". Isto significa, que o vendedor passou a executar ações de merchandising nos pontos–de-venda.

Dessa forma, os gestores comerciais, ampliaram a capacidade e velocidade de obter informações sobre a posição de vendas e perfil do varejo, acompanhando com mais agilidade quais marcas estão vendendo mais, em quais pontos de venda e as respectivas ações promocionais adequadas para incrementar suas vendas.

 

Conceito: Em razão dos produtos serem percebidos pela maior parte dos compradores e por que não dizer dos consumidores , o controle da correta exposição dos produtos ganha importância por ser talvez o mais eficaz caminho em busca da diferenciação. Atualmente o mais moderno conceito discutido nas empresas ditas de primeira linha , é o Shelf Space , isto é, a disputa pela exposição no ponto de venda para efeito das compras de oportunidade.

 

Objetivo: Controlar e profissionalizar o canal de vendas.

 

Para saber qual o nível de controle sua empresa tem sobre seus pontos de venda ou revendas, devemos realizar as seguintes perguntas:

  1. O passo-a-passo do processo de vendas é o mesmo em todos os pontos de venda?

  2. Quais dos seguintes "eventos" que ocorrem no PDV são de conhecimento da área comercial?

    1. Tipos de Esclarecimentos solicitados pelos clientes/prospects no PDV

    2. Sugestões realizadas pelos clientes/prospects

    3. Reclamações realizadas pelos clientes/prospects

    4. Pedidos/cancelamentos realizados pelos clientes/prospects

    5. Alterações cadastrais

  3. Existe um processo de auditoria quanto à exatidão das informações enviadas?

  4. Qual a periodicidade com que as informações do PDV são transmitidas?

DESENVOLVIMENTO DE PRODUTOS:

 

Se considerarmos que os compradores de hoje, têm entre suas novas qualificações a responsabilidade de ajudar a empresa a "vender", vamos perceber que eles estão comprometidos em desenvolver a introdução de novas linhas de produto para atender às necessidades específicas de seus clientes de acordo com o perfil de seu negócio.

Podemos inferir que o lançamento e introdução de novos produtos é uma das premissas fundamentais para o crescimento no mercado. E o principal diferencial competitivo decorre do fato dele ter sido, ou não, desenvolvido do ponto de vista estratégico de vendas.

Neste sentido, vale notar que caso Marketing e Vendas não cooperem, a estratégia da empresa será frágil e inconsistente.

No passado não muito distante, Marketing exercia a função estratégica de administrar a marca e prover o seu posicionamento competitivo.

Vendas, por sua vez, atuava no campo seja vendendo para usuários finais e distribuidores em mercados comerciais, ou em atacadistas varejistas nos mercados de bens de consumo. Na visão mais moderna, as equipes de força de venda devem fundamentalmente ir a campo para ouvir clientes, entender seus processos e buscar criar a visão de compra, levantando informações que possam se traduzir em novos produtos e conseqüentemente gerar valor adicionado ao cliente.

 

Conceito:Adaptar as funcionalidades dos produtos aos diferentes perfis de clientes (teoria necessidade)

 

Objetivo: É essencial saber gerenciar expectativas e não gerar frustrações nos clientes/prospects.

 

Para saber em que nível de inovação sua empresa está situada, devemos realizar as seguintes perguntas:

  1. Quantos produtos novos foram lançados nos últimos 12 meses?

  2. Quanto tempo transcorre entre a aprovação da idéia de um novo produto e a chegada dele ao mercado?

  3. Quantos produtos foram descontinuados nos últimos 12 meses?

  4. Qual o percentual de receita anual gerado por novos produtos com menos de 12 meses de vida?

ESTRATÉGIAS DE SEGMENTAÇÃO:

Compreender os valores que nossos clientes representam para nossas operações, saber diferenciá-los quanto às suas necessidades é fundamental para direcionar os esforços despendidos por seu departamento de vendas. Deve ser utilizado como ferramenta para escolher quais ações realizar para aproveitar aquelas oportunidades de venda, transformando-as de fato em negócios lucrativos.

Conceito: Ter uma estratégia definida de diferenciação relativamente a clientes de transação x clientes de relacionamento. Entender como podem ser influenciados tanto aos valores quanto as percepções.

Objetivo: Conhecer quem são seus clientes e estabelecer um canal de comunicação eficaz para obter melhor e maior cobertura de mercado.

Se analisarmos com profundidade os processos de consolidação nos mais diversos segmentos da indústria, observaremos que o mundo mudou, o número de clientes grandes e importantes diminuiu, e o número de fornecedores aumentou.

Essas contas, por sua vez, possuem estruturas e níveis organizacionais diferentes e complexos e exigem da empresa uma abordagem através das mais variadas formas e canais, a saber: venda de campo, especialistas, propagandistas, televenda, distribuidores, concessionários, revendedores, atacadistas, mala-direta, e-commerce.

É preciso, pois, praticar uma abordagem integrada de segmentação para tomada de decisões sobre produtos, preços, marcas e todo tipo de suporte que deva ser tomado em relação aos diversos tipos de cliente, eis que certamente temos clientes maior valor real (CMVR), maior valor potencial (CMVP) e clientes de transação (B.Z – Bellow Zero). Obviamente que, sem coordenação, será impossível prover satisfação ao cliente e administrar a eficiência e eficácia dos multicanais de venda.

 

Ex: Vendas em Campo

Televendas    »»   Interage   »»   Atender a Conta Estratégica

Serviço ao Cliente

 

Objetivo: - Serviços Impecáveis

              - Prazos Cumpridos

 

Quando isto não ocorre, o resultado é um caos, com brigas internas, duplicações dispendiosas, e um péssimo atendimento. As principais ferramentas integradas são:

Estrutura organizacional, processos gerenciais formais, tecnologia da informação, rede social informal e, claro, as pessoas.

VENDAS:

  • Flexíveis para acompanhar e compreender a dinâmica do mercado;

  • Mecanismos de remuneração, programas de treinamento, procedimentos de revisão/política de preços;

  • Armazenamento, compartilhamento e disponibilização de informações sobre taxas de vendas atuais, reação de clientes a novas iniciativas, atividade dos concorrentes;

  • Trade org entre gerente de produtos e pessoal de vendas.

Para saber que nível de segmentação de carteira de clientes sua empresa está praticando, devemos realizar as seguintes perguntas-chave:

  1. Quais são os nomes dos segmentos de clientes identificados e mapeados em sua empresa, e qual a representatividade, em percentual, de cada um desses segmentos em relação ao total de clientes?

  2. Que percentual dos produtos de portfólio é focado em dois ou mais segmentos?

  3. Qual percentual das campanhas de venda é focado em dois ou mais segmentos?

  4. Qual o índice de conversão de clientes potenciais em clientes reais?

  5. Existem canais de relacionamento exclusivo para cada segmento?

Como está sua empresa no espelho?

Se quiser aprofundar o assunto (somente pessoas jurídicas) escreva para:

 

Cláudio Goldberg

costacurta@institutomvc.com.br

 

 

MATERIAL RETIRADO DO POCKET MBA DESENVOLVIMENTO DE GESTORES E PROFISSIONAIS DE VENDAS

 

 

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