Nº 76 - Novembro de 2004

       
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 Editorial  Teste
 Bolsa de valores humanos    Qual o espelho comercial da sua empresa?

Como deve ser uma bolsa de valores humanos? Por que o ser humano não é uma instituição isolada do mundo? Qual o conceito de felicidade? Qual relação entre "motivação e realização".
Marco Aurélio Ferreira Vianna 

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Todas empresas quando colocadas diante de um espelho costumam se assustar com a imagem que projetam. Veja como está sua organização.



Cláudio Goldberg

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 Polêmica  Quebra de Paradigmas
Escolha a sua globalização    Como vender os serviços de RH?

A globalização não é um conceito único, pois comporta abordagens diversas. Como escolher aquela alternativa que é mais adequada ao contexto de sua empresa? Seria o caso de rever sua escolha atual?
Carlos Alvim

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Você, profissional de RH, conhece aquilo que está vendendo aos seus clientes internos? Acredita no seu produto? Desenhou seu produto a quatro mãos? Sabe trabalhar os diferenciais que RH pode oferecer? Oferece alternativas para avaliação e continuidade? "Vende" caviar ou cerveja?
João Baptista Vilhena

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 Mudança  Questionamento
  Mudança de atitude ou atitude para mudança   Aos jovens profissionais de RH
 

Todos falam na necessidade de mudanças, poucos apresentam alternativas para que isso aconteça. Parodiando o Teatrólogo Antônio Bivar: "A primeira vez é sempre difícil Cordélia Brasil, vamos tentar outra vez!!. 




Luiz Roberto Mello

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Acabou de ser promovido? Esta achando que é o "rei da cocada preta"? Acha que já sabe de tudo na vida profissional? Dedique 10 minutos a leitura desse texto. Talvez leve alguns sustos.




L. A. Costacurta Junqueira

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Expediente
  Publisher: Costacurta Junqueira Jornalista Responsável: Cristina Spera
  Equipe Insight: Maria Teresa; Leandro Santana
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EDITORIAL  

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MARCO AURÉLIO FERREIRA VIANNA

Presidente do MVC

 

BOLSA DE VALORES HUMANOS

 

 

Recentemente, fui chamado pela Diretoria da BOVESPA/CBLC (Bolsa de Valores de São Paulo/Câmara Brasileira de Liquidação e Custódia) para fazer um trabalho na Área Humana. Depois das reuniões iniciais, foi marcada uma entrevista com o Dr. Raymundo Magliano Filho, Presidente do Conselho, onde ouvi a seguinte proposta:

 

"Marco Aurélio, você foi o consultor escolhido para implantar um projeto aqui em nossas empresas que tem um objetivo: eu quero o Ser Humano que trabalha conosco, ainda mais feliz".

É claro que eu me belisquei, perguntei se não havia morrido e chegado ao Céu, mas tudo era verdade. Quatro meses depois o projeto está iniciado, e sinceramente foi um lócus de inserção de idéias engrandecedoras no campo do Humanismo, como poucas vezes tive oportunidade de construir.

 

Antes e acima de tudo, entendemos que um Ser Humano feliz, não é uma instituição isolada do mundo, dentro de si mesmo. No projeto, a família (pais, filhos, irmãos) estará integrada ao Projeto. Uma pessoa típica desta entrada de Século XXI deve ter um filho adolescente com o fantasma da crise de empregabilidade rondando sua cabeça; deverá, também, ter um pai com sessenta anos, com sérias inseguranças em relação ao futuro. Por isto, incluiu-se o conceito da felicidade múltipla.

 

Em outro ponto importante, adotou-se a premissa, que a "felicidade" estaria vinculada ao aumento de conhecimento e desenvolvimento da plenitude do próprio Ser Humano. Baseado nisso, uma extensa lista de atividades culturais fará parte do projeto, incluindo filmes, palestras, livros, evidentemente com análise de especialistas preocupados com a "dinâmica do engrandecimento".

 

Finalmente, faz-se uma forte ligação entre "motivação e realização" e "conquistas e resultados". Por isto, prêmios serão dados para o viés humano, reconhecendo pessoas que contribuem para o lado humano da Instituição. Mas também, serão distribuídos prêmios para o viés da inovação. Houve o entendimento de que uma pessoa feliz, além de feliz, tende a comprometer-se mais com a sua performance; no entanto ao mesmo tempo, a realização das conquistas também ajudará no processo da felicidade. Estes são apenas alguns pontos da filosofia do Projeto. Infinitos outros ficam para depois.

 

 

Boa leitura

 

 


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PALESTRAS - NOVIDADES

 

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PALESTRAS - NOVIDADES

 

Veja as sugestões do MVC, sob a forma de programas ou de artigos

 

Para informações adicionais, consulte:

 

Costacurta

11 3171-1645 / 9988-2309

costacurta@institutomvc.com.br

 

Maria Teresa

21 2222-0888 / 9959-2595

mariateresa@institutomvc.com.br

 


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MUDANÇA DE ATITUDE OU ATITUDE PARA MUDANÇA

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LUIZ ROBERTO MELLO

Consultor Sênior do Grupo MVC

 

 

MUDANÇA DE ATITUDE OU ATITUDE PARA MUDANÇA

 

 

Uma organização deve ser vista como um conjunto de competências, ou seja, sua capacidade de executar, de forma satisfatória, diversas atividades inerentes ao seu ramo de atuação, e que seriam impossíveis de serem executadas por um indivíduo isoladamente.

As competências de uma organização devem ser observadas em três níveis: o individual, o grupal ou departamental e o organizacional. Estes três níveis estão interligados – cada nível superior engloba o anterior – e apresentam conteúdos diferentes. A tabela a seguir sintetiza estes conteúdos.

 

Níveis de competências e seus conteúdos:

 

Nível Individual

Nível Grupal ou Departamental

Nível Organizacional

Conhecimentos: aspectos cognitivos relativos à execução da tarefa e à atuação da empresa;

Habilidades: aspectos motores relativos à execução da tarefa;

Atitudes: disposição de espírito, postura adotada diante das situações cotidianas do ambiente de trabalho.

Trabalho em equipe: capacidade de, em grupo, executar algo que seria impossível individualmente;

Aprendizagem coletiva: capacidade dos indivíduos de adquirir novos conhecimentos e transferi-los para os demais membros do grupo;

Comunicação: troca de informações e idéias, feedback;

Tomada de decisão: determinação de objetivos e estratégias;

Delegação: divisão das tarefas e atribuição de responsabilidades.

Valores e crenças: elementos que fundamentem a atuação da empresa: qual seu papel frente à sociedade, os acionistas, os funcionários, os clientes?

Políticas: diretrizes que definem, estrategicamente, a atuação das diversas áreas da empresa

Sistemas gerenciais: normas e procedimentos que operacionalizam as políticas da empresa

 

Com relação à criação, desenvolvimento ou aquisição de competências individuais, o grande desafio encontra-se nas competências atitudinais. Transmitir novos conhecimentos e habilidades aos funcionários é tarefa relativamente fácil frente ao desafio que é mudar suas atitudes frente ao trabalho, à organização, aos clientes.

Mas o que são atitudes e como modificá-las? Abordar este assunto é o objetivo deste texto.

 

O QUE É ATITUDE?

Atitude é uma predisposição aprendida para se comportar de um modo coerentemente favorável ou desfavorável em relação a um dado objeto, por exemplo, um produto, uma empresa. Como também com relação ao seu trabalho, à gerência, aos clientes.

Atitude, assim, relaciona-se com comportamento, com o modo como as pessoas "respondem" a determinados estímulos do ambiente – um novo plano motivacional da empresa, uma reclamação do cliente, etc. Contudo, as atitudes nem sempre são facilmente observáveis, tendo em vista que a predisposição não necessariamente acarreta um comportamento correspondente. Grande número de pessoas, por exemplo, são contrárias à atuação dos camelôs nas ruas, mas diversas vezes os têm como opção de compra.

No ambiente organizacional, por sua vez, o comportamento humano é mais facilmente observável. A repetição de comportamentos, as ações de influência entre as pessoas ou até conversas informais são fontes que permitem inferências sobre o comportamento de determinado funcionário.

A avaliação acerca da estrutura e composição de atitudes tem importância considerável no entendimento do papel que estas desempenham no comportamento do funcionário. Dois modelos oriundos da psicologia ajudam a compreender tal fato.

O modelo de três componentes de atitude consiste em três partes: um componente cognitivo, um componente afetivo e um componente conativo. O componente cognitivo capta o conhecimento e percepções do funcionário (i.e., crenças) acerca do ambiente de trabalho, da empresa, da gerência, da sua tarefa específica etc. O componente afetivo focaliza as emoções de um funcionário ou sentimentos a respeito de um objeto em particular. De natureza avaliatória, o componente afetivo determina a aferição geral que um indivíduo faz acerca do objeto da atitude em termos de algum tipo de escala de favorabilidade. O componente conativo lida com a possibilidade de que um funcionário aja de um modo específico a respeito do objeto da atitude. O componente conativo costuma ser tratado como uma expressão da intenção de comportamento do funcionário.

O modelo de atitude multi-atributo examina as crenças do funcionário acerca de atributos específicos do trabalho – remuneração, relacionamento com a chefia, reconhecimento profissional etc, tratados de forma específica. Assim, a atitude "total" do funcionário é relativa ao impacto que suas atitudes em relação a cada um dos atributos do trabalho exercem. Esse impacto não apresenta relação determinística, ou seja, um funcionário pode apresentar atitude positiva com relação ao salário e reconhecimento e negativa com relação à chefia e apresentar uma atitude "total" negativa, enquanto outro, na mesma situação, pode responder de forma totalmente inversa.

 

COMO SE FORMA A ATITUDE?

Quando se trata de formação de atitude, é útil lembrar que as atitudes são aprendidas e que diferentes teorias da aprendizagem fornecem insights únicos de como as atitudes inicialmente podem ser formadas. A teoria behaviorista da aprendizagem, por exemplo, afirma que, dada uma resposta a um determinado comportamento, sendo ela positiva o comportamento tende a ser repetido e, sendo negativa, eliminado. Um motorista de ônibus que, por exemplo, não pára nos pontos mas cumpre com o horário estipulado e é elogiado por isso, tenderá a repetir este comportamento. Outro exemplo interessante é a gerência que faz promessas e não cumpre, criando assim um clima de desconfiança e uma atitude desfavorável com relação às medidas futuras.

A formação de atitude é facilitada pela experiência pessoal direta, sendo influenciada pelas idéias e experiências dos amigos e dos membros da família e pela exposição à comunicação de massa. Além disso, a personalidade de um indivíduo desempenha um papel importante na formação da atitude.

 

COMO MODIFICAR A ATITUDE?

Esses mesmos fatores têm também um impacto na mudança de atitude; isto é, as mudanças de atitude são aprendidas, e são influenciadas pelas experiências pessoais e pelas informações obtidas de várias fontes pessoais e impessoais. A própria personalidade do funcionário afeta tanto a aceitação como a velocidade com que as atitudes tendam a se alterar. Em geral, a mudança de atitude do funcionário refere-se a alterações nos componentes do modelo de multi-atributos. Ou seja, é preciso identificar, para cada grupo de funcionários com modelos de atitudes semelhantes, os aspectos que devam ser alterados e iniciar um processo – muitas vezes, árduo – de novo aprendizado sobre estes atributos.

 

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A base da atuação das organizações são as competências de seus funcionários. Seus conhecimentos, habilidades e, principalmente, suas atitudes frente ao trabalho. Não adianta ter funcionários inteligentes e habilidosos se estes não apresentam comportamentos adequados frente às situações do cotidiano.

Mudar suas atitudes, porém, não é tarefa fácil. Deverá ser um processo sistêmico – holístico - que envolva uma real capacidade de auto-análise da organização e que, necessariamente, implicará em mudanças nas suas demais dimensões de competências – a grupal e a organizacional.

A mudança de atitude deve ser um processo contínuo que reforce o novo comportamento, e deve ser fortalecida por mudanças nas formas como a organização trata o trabalho em equipe, a tomada de decisão, a participação dos funcionários, a relação entre liderança e colaboradores e em seus sistemas gerenciais.

Um funcionário que modifica sua atitude e comportamento não o faz de forma fácil, livre e espontânea. Toda mudança implica em momentos de reflexão, de luta e de sofrimento que merecem ser recompensados, o que pode ocorrer de forma monetária ou não, através de aumentos de salários e benefícios ou de maior reconhecimento, importância e participação.

E, quem sabe, conseguiremos tornar realidade um pensamento de Claus Möller: "coloque seus funcionários em primeiro lugar e eles farão o mesmo com os clientes".

 

MATERIAL RETIRADO DO POCKET MBA DESENVOLVIMENTO DE EXECUTIVOS E GESTORES SÉCULO XXI

 

 

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PALESTRAS PARA O FIM DE ANO

 

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PALESTRAS PARA O FIM DE ANO

 

 

O PARADOXO DA COO...PETIÇÃO

 

ÁREAS

  • Mudança

  • Equipe

  • Liderança

  • Fusão/Incorporação

OBJETIVO

Identificar formas para conjugar o estímulo ao desenvolvimento (competição) com a articulação de esforços (cooperação), fazendo da postura dicotômica e maniqueísta que define cooperação como necessariamente antagônica, e excludente à competição.

 

 

CONTEÚDO

  • Cooperar para Competir, Competir para Cooperar;

  • Situação Cooperativa – Objetivos Correlacionados;

  • A Competição como Pano de Fundo de uma Economia de Mercado;

  • Preparação para um Mundo Competitivo;

  • A Globalização – Redes cada vez Maiores para Articulação de Atividades:

    • Meios de Comunicação;

    • Multiplicação Galopante do Conhecimento;

    • Áreas de Intersecção Interdisciplinar, Multifuncional e Policompetente;

    • Alianças e Joint Ventures entre Empresas.A Cooperação como Pano de Fundo para a Competição;

  • Aprendizagem Cooperativa – a Grande Alternativa Educativa para o Século XXI;

  • Pistas para a Mobilização de Esforços Cooperativos como Forma de nos Capacitarmos para Atuar num Mundo Competitivo.

PALESTRANTES

AMÉRICO MARQUES FERREIRA / DENIZE DUTRA / FRANCISCO BITTENCOURT

 

 

COMO VENDER NA ERA DO CLIENTE NUNCA SATISFEITO

 

ÁREAS

  • Vendas

  • Estratégia

  • Relacionamento

OBJETIVOS

Analisar as razões que levam os clientes a parar de fazer negócios com determinadas empresas.

Analisar principais dicotomias existentes entre empresas que operavam em mercados protegidos e as que passaram a operar em mercados de livre concorrência.

Discutir, analisar e compreender o papel da área comercial como agente de mudanças, apresentando-a como um instrumento gerencial comprometido com as ações internas e externas bem como com os custos, receitas e margem.

Provar que as organizações que ainda orientam suas ações em função de necessidades de curto prazo, e que não se preocupam em estabelecer um relacionamento estreito e duradouro com seus clientes, estão condenadas a perder clientes e desaparecer em curto prazo.

 

CONTEÚDO

1. Porque os clientes estão fugindo de algumas empresas? 2. Vender para dentro é mais difícil que vender para o mercado? 3. O conceito de alinhamento estratégico em vendas. 4. Os princípios da venda consultiva. 5. Margem ou volume?

 

1. Vivemos a era do consumidor nunca satisfeito. 2. O desafio de construir relacionamentos duradouros 3. A arte de transformar os clientes em vendedores ativos da empresa. 4. A importância da parceria com os clientes. 5. Principais aspectos do Marketing de Relacionamento.

 

1. Mitologia pessoal - reconstrução de paradigmas. 2. Visão Holística e seu efeito no mundo ocidental. 3. O que é emoção? Como utilizar a emoção para lidar com um ambiente em constante mudança. 4. Estimulação de uma postura criativa necessária para o trabalho em vendas. 5. A importância da automotivação e da autodisciplina.

 

1. O dilema da esfinge do mercado: decifra-me ou te devoro. 2. Como aproveitar oportunidades de vendas em mercados em constante mutação. 3. Aprendendo a usar novas ferramentas de vendas.

 

Plano de ação

 

PALESTRANTES

JOÃO BAPTISTA VILHENA / JOSÉ LUIZ MEINBERG / CLÁUDIO GOLDBERG

 

 

O GADO SÓ ENGORDA SOB O OLHAR DO DONO

 

ÁREAS

  • Liderança

  • Mudança

  • Gestão de Pessoas

 

Nas diversas ocasiões em que analiso valores, crenças e motivações sobre gestão de pessoas na situação trabalho, não é raro ouvir de executivos ocupantes de cargos de liderança o conhecido provérbio de que "o gado só engorda sob o olhar do dono".

Esta máxima popular é utilizada como argumento para defender a tese que as pessoas, na grande maioria das vezes, precisam ter na liderança alguém que sempre esteja presente, pois caso contrário existe a tendência natural dos liderados em relaxar e deixarem as coisas rolarem soltas. As pessoas não produzem, e nem se comportam de acordo com os padrões estabelecidos e desejados, quando os "chefes" não estão de olhos bem abertos e atentos.

Esse argumento representa uma premissa de valor sobre como as pessoas devem ser lideradas.

Embora discorde radicalmente dessa analogia, aprendi que não temos o direito de julgar ninguém, afinal de contas nós somos as nossas escolhas e agimos com base naquilo que conhecemos e acreditamos.

No entanto, o que tenho observado, na realidade das organizações, é que dificilmente as pessoas prestam a devida atenção às questões relacionadas a valores pessoais que freqüentemente são expressas através de ditos populares, como a do título desse artigo.

Tenho também comprovado que nos diversos processos de treinamento realizados pelas empresas são examinadas e discutidas, exaustivamente, as questões que envolvam apenas aspectos de natureza cognitiva, ignorando-se outras análises e debates que moldam e direcionam fortemente nossos comportamentos: são os nossos valores, crenças e convicções, praticados durante toda a nossa trajetória de vida, de forma consciente ou inconsciente.

São os nossos valores que dão conteúdo e substância aos nossos comportamentos, e não apenas os nossos conhecimentos. Conhecimento é fácil de ser adquirido; valores são muito difíceis de serem reformulados ou abandonados.

 

Será que você já utilizou este, ou outro conceito de natureza semelhante, para racionalizar/justificar suas ações como líder?

 

Caso positivo, recomendo, enfaticamente, rever sua atuação para que não se transforme literalmente em um "vigia de escravos, ou de gado".

Tenho a convicção que por trás da afirmativa que "o gado só engorda sob o olhar do dono", existam algumas semelhanças entre a forma como os "chefes" se relacionam com seus subordinados e a maneira como o gado é tratado para produzir mais leite e engordar para futuro abate.

Mesmo desconhecendo como é feita a criação e a engorda do gado, de tanto ouvir essa afirmativa, comecei a imaginar como deve ser a vida do gado. Em razão disso, permito-me fazer algumas divagações. De antemão, já peço a compreensão e desculpas por parte dos especialistas em criação de gado, mas trata-se apenas de uma suposição, baseada nas raras oportunidades que presenciei uma boiada.

Imagino que o gado deve ter uma vida pautada por uma rotina diária absolutamente imutável. Todas as manhãs, depois do dono ordenhar e controlar a produção, todo rebanho é conduzido para a melhor área do pasto, ficando o "dono" atento para que nenhum animal venha a se desgarrar dos demais durante o trajeto. O único movimento autônomo do gado acontece quando chove ou faz muito calor, pois nestas situações busca um abrigo. Fora disto, fica ruminando durante todo o tempo para produzir mais leite na manhã seguinte e aguardando que o "dono" dê a voz de comando para retornarem ao curral. Alguns desses animais não devem nem mais precisar da voz de comando, pois seu instinto lhe indica exatamente qual o momento de regressar do pasto. Tudo isso passa a representar o que denomino de "felicidade bovina".

A tradição popular acredita que quando o dono do rebanho não comanda toda essa operação, o gado não engorda e não produz a quantidade de leite desejada. Que tristeza, o dono não pode tirar férias, nem mesmo usufruir seus ganhos, pois caso contrário tudo acontecerá errado, pois os "empregados" não devem fazer exatamente como ele faz e quer. Sua herança será recebida pelos filhos que deverão continuar fazendo exatamente tudo aquilo que seu pai ensinou.

 

Acreditar que pessoas possam ser comparadas ao gado representa uma crença com conseqüências bastante significativas e desastrosas na forma como as pessoas devem ser lideradas. Admitir que as pessoas só produzam quando têm alguém nas suas costas, dizendo o que e como fazer é transformar a função de liderança em um dono de uma boiada.

Uma das questões mais importantes -- senão a mais relevante -- e que credencia o título de um verdadeiro líder, está exatamente em fazer com que as coisas aconteçam principalmente quando o líder não está presente.

Este princípio é a bússola da eficácia de uma liderança. Quando as pessoas se comportam, na presença ou ausência, de uma única forma, representa que o líder conseguiu garantir efetividade nas suas ações.

Estas observações também podem ser válidas nas relações entre pais e filhos. Sugiro que todos os pais se perguntem freqüentemente se os seus filhos têm realmente as mesmas atitudes e comportamentos nas suas ausências. A crônica policial tem sido pródiga em relatar casos de pais que ficam desesperados ao tomarem conhecimento de certos comportamentos de seus filhos fora de casa, de conseqüências muitas vezes irreversíveis.

No caso das lideranças organizacionais que cultuam a premissa da "eterna vigilância" para produzir resultados, não existem boletins de ocorrências policiais que relatem os comportamentos dos liderados nas ausências de seus "chefes", mas sim insatisfações, frustrações e uma enorme perda de potencialidade das pessoas.

Você realmente considera que as pessoas que você lidera se comportam da mesma forma tanto na sua ausência como na sua presença?

Pense e reflita muito sobre essa pergunta, ela pode lhe servir como um referencial precioso na eventual revisão de sua atuação como líder de pessoas e de grupos.

 

PALESTRANTES

JOÃO ALFREDO BISCAIA / FRANCISCO BITTENCOURT / AMÉRICO MARQUES FERREIRA

 

 

VENDAS CONSULTIVAS: O SABER E O PRATICAR !

 

ÁREAS

  • Estratégia

  • Vendas

  • Compras

  • Parceria

Nos nossos trabalhos de treinamento e consultoria, constantemente nos deparamos com empresas usando indevidamente determinada terminologia para demonstrar sua forma de atuação no mercado. Na área de vendas está se tornando cada vez mais comum ouvir os gestores dizerem que suas equipes praticam a venda consultiva, quando, na verdade, o que esses vendedores continuam a fazer é a velha venda baseada em análise de necessidades ou então, o que é um pouco pior, praticando a venda baseada no conhecido modelo estímulo X resposta.

Visando evitar que você seja pego usando indevidamente uma terminologia – e, obviamente, preocupados em evitar que alguns façam isso por má fé e não por ignorância – nos propomos neste artigo a conceituar o que efetivamente é a venda consultiva.

Para facilitar nosso trabalho – e a sua compreensão – analisemos como vem evoluindo o raciocínio e a prática comercial nos últimos anos.

 

1.      A Venda Estímulo X Resposta

Como já tivemos a oportunidade de discutir em artigos anteriores, até um passado mais ou menos recente o mercado vivia uma situação em que a oferta era menor que a demanda. Neste tipo de situação, a venda acontece sem grandes esforços por parte de quem detém a oferta, uma vez que existe um grande número de pessoas interessadas em comprar seus produtos e serviços.

Neste tipo de mercado, se o vendedor diz as coisas certas (estímulos), o comprador responde com atitudes de compra (respostas). Questões relacionadas à dificuldade de aceitação, ceticismo, indiferença e mesmo objeções raramente interferem no processo. Neste tipo de venda, a ênfase se dá integralmente no produto e não nas necessidades do cliente.

Comumente os vendedores deste tipo de empresa são chamados de tiradores de pedidos, uma vez que sua aplicação se dá, normalmente, em torno de produtos simples, que apresentem ciclos de vendas curtos e para os quais a quantidade é mais importante do que a qualidade.

Um mercado que geralmente apresenta condições para esse tipo de abordagem é o de commodities agrícolas.

 

2.      A Venda por Análise de Necessidades

Quando o consumidor passa a se deparar com um número maior de opções para satisfazer suas necessidades e desejos, é natural que passe a exigir de seus fornecedores uma atenção maior às suas demandas. Neste tipo de mercado, é comum que as organizações já tenham compreendido que não basta oferecer produtos e serviços ao mercado para que a demanda se materialize (lembre-se de que já houve uma escola econômica que defendia a idéia de que a oferta gera sua própria demanda).

Nessas empresas já existe preocupação com o mercado e com o cliente. A prática da venda por análise de necessidades pressupõe que os clientes preferirão as ofertas mais bem concebidas em torno da sua necessidade ou desejo. Dessa forma, as empresas praticantes da venda por análise de necessidades preparam-se para atender as demandas do mercado melhor que a concorrência. Essa preparação normalmente se dá através de investimentos significativos numa área técnica capaz de produzir soluções para "qualquer" necessidade que o cliente apresente. Um pressuposto é que o cliente não se incomodará de pagar mais caro se a solução de fato lhe aprouver.

É fácil perceber que essa é uma forma passiva de lidar com o cliente. Nos preparamos e ficamos esperando que ele venha e nos conte o que quer. Depois de tê-lo ouvido é que vamos nos mobilizar para tentar oferecer uma solução ANTES da concorrência (uma vez sendo óbvio que ele não se limita a contar seu problema só para nós); ou então MELHOR que a concorrência (uma vez que o sol nasceu para todos e nossos concorrentes não vão ficar parados esperando que nós nos mexamos) ou MAIS BARATA que a concorrência (o que nos empurra para programas de Cost Down).

Esta prática traz como vantagens o fato de focalizar o comprador e não o produto, implicando  maior participação do cliente. Contudo, exige mais tempo para o fechamento da venda e vendedores mais competentes, com bons conhecimentos sobre o produto e como ele pode satisfazer às necessidades do cliente.

 

3.      Venda Consultiva

A venda consultiva, por sua vez, representa uma evolução lógica da abordagem de análise de necessidades. Agora, o vendedor assume uma postura ativa na relação comercial. Não basta analisar as necessidades do cliente, porque este, muitas vezes, pode não saber exatamente qual a melhor solução para seu problema. Este papel cabe ao vendedor, que deve conhecer a empresa e o mercado em que atua o cliente tão bem, ou melhor que ele. Deve questionar as necessidades apresentadas e ajudar o cliente a identificar aquelas que ainda estão ocultas.

As empresas que atuam com base na venda consultiva não vendem soluções que sejam simplesmente melhores que as ofertas dos concorrentes. Vendem A SOLUÇÃO DOS PROBLEMAS atuais e futuros do cliente.

Ao vendedor é exigido que seja altamente qualificado, tenha grandes conhecimentos gerais e de produto, capacidade de dialogar e questionar o cliente em busca das reais necessidades e pleno conhecimento da situação do cliente. Ao mostrar-se como parceiro do cliente, o vendedor desenvolve com o cliente uma relação de grande confiança e, principalmente, duradoura.

Esta abordagem é realmente focada no comprador, visando construir um relacionamento efetivo e duradouro, de modo que o cliente perceba o quanto a empresa é comprometida com seu sucesso. O objetivo é fidelizar o cliente, que sempre terá a empresa – e o vendedor – como primeira opção de compra.

 

PALESTRANTES

JOÃO BAPTISTA VILHENA / JOSÉ LUIZ MEINBERG

 

 

ENERGIA OU TEMPO: QUAL O SEU RECURSO MAIS PRECIOSO?

 

ÁREAS

  • Tempo

  • Melhoria de Performance

  • Estratégia

  • Qualidade de Vida

Um dos livros mais interessantes que li recentemente e que ajudou a fortalecer minhas idéias sobre produtividade e desempenho profissional foi "Envolvimento Total: Gerenciando Energia e não o Tempo", do psicólogo americano Jim Loehr. Ele defende uma tese, com a qual concordo totalmente, onde o foco do desempenho deve ser pessoal, íntimo e começa pela capacidade física, emocional, mental e espiritual do indivíduo. Pessoalmente fiquei muito feliz com a abordagem, pois o livro trata, de uma forma adaptada à realidade corporativa, conceitos já defendidos e estruturados por métodos orientais, como a ioga, tai chi, entre outros, em que o desempenho depende da quantidade e da qualidade da energia.

Durante muito tempo achamos que saber gerenciar o tempo adequadamente melhoraria a produtividade. Não quero dizer que fazê-lo não seja importante, mas manter o foco exclusivamente nisso, hoje em dia, não traz mais resultados. De fato, o tempo é um fenômeno que não gerenciamos, ele é um continuum onde acontecem eventos gerados por nós. Podemos sim, desenvolver competências para aproveitá-lo melhor. Para ilustrar, imagine o tempo como uma grande onda e cada um de nós como um surfista. Este, por sua vez, não tem nenhuma pretensão em "gerenciar" a onda, mas apenas usufruir dela. Portanto, seu foco está em gerenciar a si mesmo, onde o seu desempenho depende diretamente de seu conjunto de competências (físicas, psicológicas, metodológicas) para usufruir a onda e ficar ileso.

Mas quando se fala em energia, não se trata de nada místico, mas físico. Isso está relacionado com as reações químicas que acontecem em nosso corpo e que nos faz funcionar e viver. Está relacionado com o perfeito funcionamento do corpo e do cuidado que devemos ter para mantê-lo perfeito por longo tempo. Trata-se da energia da saúde e que não há atalhos para mantê-la, a não ser o hábito consciente e a responsabilidade. O fato é que nós somos feitos de energia. Nosso corpo é quente, pulsa, reage aos estímulos e um dia apagará. Somos um pacote formado por corpo, mente, emoção e espírito – uma mesma energia que possui aspectos densos e sutis. Obviamente, o desempenho na vida é diretamente proporcional à quantidade e qualidade da energia que temos. E de onde vem essa energia?

Basicamente, a produção e a manutenção da energia vem do que chamo de "tripé da saúde", formado pelo estímulo ou movimento, adquirido através da atividade (física, mental e emocional), da recuperação que promovemos através do descanso e do sono adequado e do alimento que ingerimos (qualidade e quantidade adequadas). Quanto à recuperação, a qualidade e a quantidade adequada de sono são fundamentais. Há inúmeras pesquisas que demonstram o estrago que a falta de sono gera no organismo, prejudicando o equilíbrio emocional e psíquico do individuo. A falta de sono consome uma quantidade imensa de energia. Então, jamais tire do sono o tempo que lhe falta.

Sobre os alimentos – a principal fonte de energia para o corpo – as negligências são ainda mais graves. Não tenho nenhuma intenção de mudar os hábitos alimentares das pessoas, mas devemos saber que a base de uma alimentação saudável deve ser de alimentos crus, energéticos ou de alta combustão. São as castanhas, mel, frutas, óleos vegetais extraídos a frio (como azeite de oliva e de gergelim), verduras e legumes in natura que geram o que se pode chamar de "energia limpa", isto é, energia de melhor qualidade e pouco resíduo para a célula. Esses alimentos são absorvidos rapidamente e não exigem muita energia do corpo para limpar seus resíduos.

Vivemos numa correria louca, buscamos a eficiência e a rapidez em tudo que fazemos, e muitas vezes, esquecemos que pressa é inimiga da perfeição. Rapidez sem consciência gera ansiedade e, na maioria das vezes, erros, gerando retrabalho. Já sabemos que refazer não é sinônimo de gerência eficaz. Por isso que fazer diversas pausas durante o dia é fundamental para recompor as energias e manter o desempenho em alta.

Infelizmente, o homem moderno negligencia sua saúde e suas ações. Mas porque? Por que acredita, equivocadamente, de que é infalível. Se aceitarmos que somos falíveis, de que não somos eternos (na vida, nos cargos, nos lugares) ficaremos mais atentos e responsáveis com nossa saúde e com nossas ações. Gerenciar as energias física, mental e emocional é uma obrigação de cada um.

Outro aspecto que determina a quantidade e a qualidade da energia é a capacidade física do individuo. Na área esportiva, a capacidade física do atleta é medida pelo grau de flexibilidade, resistência, força e velocidade, e o atleta que consegue desenvolver essas quatro capacidades ao mesmo tempo, tem um desempenho acima da média. E isso se aplica também às pessoas comuns.

Pela minha experiência, existem pouquíssimas atividades físicas que desenvolvam simultaneamente essas quatro capacidades, e uma delas é a ioga. Por ser uma técnica 99% experimental, a prática regular funciona como laboratório para a vida. Os ásanas (como chamamos os exercícios) exigem flexibilidade, resistência, força e agilidade. Esse estímulo consciente desenvolve essas capacidades no indivíduo. Como a ioga é um método holístico (ou sistêmico, se preferir) quando se conquista essas capacidades no físico, há uma conquista em todos os outros aspectos (mental e emocional). E diante das exigências às quais estamos expostos, é desejável, por exemplo, ter resistência emocional, flexibilidade mental e firmeza em seus valores de vida? Creio que sim. No entanto, não há formula mágica para gerar energia, mas sim esforço consciente, disciplina e disposição.

Percebo também que quando o indivíduo conquista e mantém essas quatro características de excelência pessoal e consegue gerenciar suas energias através do estímulo, do repouso e da alimentação adequada, naturalmente ele passa a ser mais resiliente, isto é, responde melhor a qualquer estímulo ameaçador, como estresse, pressão por resultados, excesso de trabalho, etc.

Gerenciar a energia tem a ver com o resgate da sabedoria natural de nosso corpo e mente, da qual o homem moderno, gradativamente, vem se afastando. O desempenho na vida depende de um corpo mais preparado, uma percepção mais aguçada e de ações mais conscientes e menos mecânicas. Devemos buscar fazer mais com menos, mas infelizmente notamos o inverso.

Energia elevada é ação concentrada com mínimo esforço e o máximo de resultados.

 

PALESTRANTES

CARLOS LEGAL / FERNANDO HENRIQUE / FRANCISCO BITTENCOURT

 

 

CARO É O QUE NÃO VALE!

 

ÁREAS

  • Vendas

  • Mudança

  • Tendências

  • Compras

Por muitas vezes ao acompanhar o retorno dos vendedores, depois de um dia de trabalho, encontrava alguns deles que não haviam obtido sucesso em convencer seus clientes a comprarem os produtos que tinham a oferecer.

É realmente frustrante, para o vendedor, ter de relatar este insucesso. Já foi o tempo, por outro lado, que para o vendedor a palavra "não" poderia ser considerada como certa de ocorrer. O vendedor "à moda antiga" trabalhava no sistema de tentativa e erro. De uma forma não preparada ia buscando "pedidos do cliente" sem fazer o preparo prévio da visitação, sem conhecer profundamente as necessidades de cada cliente, e assim por diante.

Alguns desses vendedores que voltam no final do dia sem o "pedido" têm alegado que os clientes não compram porque o produto é caro.

Esta palavra caro sempre soa de forma ruim para mim porque para tudo que tem um preço elevado nós, em todas as nossas atividades de compra, alegamos: é caro! Está errado. Estão errados esses vendedores que dizem que o cliente não comprou porque julgou o preço caro.

A minha conversa com esses vendedores sempre vai por um caminho muito simples: se o seu cliente achou que o produto está caro é porque você não foi capaz de estabelecer valor em sua oferta. É só esta a razão da não venda.

O cliente, na verdade, estava dizendo para o vendedor: eu não vejo nenhum benefício em comprar este produto, ou eu não ganho nada com este produto, ou ainda, pelo preço que você me oferece não vejo valor algum. Daí a sua correta expressão: é caro!

É caro é a forma de dizer que um produto, pelas condições apresentadas e entendidas pelo comprador, não vale o preço ofertado. Tenho certeza que este é um grande problema a ser enfrentado pelos vendedores.

Caro, por exemplo, é um automóvel popular a preço de automóvel esportivo de luxo e importado, ou então um whisky produzido no Brasil com preço de whisky produzido na Escócia. A relação entre benefício e preço estaria desbalanceada, por isto é caro! Não tem qualquer relação com qualidade do produto ofertado. Cada produto tem seu preço definido por fatores relativos: custo de um lado e posicionamento de imagem do outro.

Se o cliente dissesse que o preço da oferta é muito alto, distante da sua capacidade disponível de recursos para pagar, a conversa seria outra. Seria o momento de buscar uma forma de adaptar a oferta com a condição de recursos disponíveis ou, ainda, financiar este preço adequando-o então à capacidade de pagamento deste cliente. A conversa tomaria outro rumo, portanto!

Também acho errada a expressão "barato" para tudo que tem preço baixo. No meu entendimento produto de preço "barato" eu desconfio. É muito produto para pouco preço. Dos dois exemplos acima inverta os casos: whisky escocês a preço de brasileiro e uma Ferrari zero quilômetro a preço de um VW Polo! É muito barato, desconfio que terei algum problema ao comprar estes produtos.

 

Venda de Valor

 

A grande dificuldade que estes vendedores têm é estabelecer valor em sua oferta. Valor é uma avaliação subjetiva de uma combinação de benefícios recebidos em troca de custos incorridos para avaliar, obter, utilizar e descartar um produto, considerando o mercado e suas ofertas concorrentes.

O problema do vendedor começa pelo fato de valor ser uma avaliação subjetiva. É subjetiva porque cada cliente, individualmente, levará em consideração benefícios específicos e vai relacionar estes benefícios com o custo da oferta. Um valor, portanto, é perceptivo, contextual e multidimensional:

  • É perceptivo porque varia conforme a percepção do cliente;

  • É contextual porque varia conforme a situação de compra e as alternativas disponíveis;

  • E é multidimensional porque os clientes avaliam os benefícios em termos econômicos, técnico-funcionais e psicológicos.

Benefício responde a pergunta do cliente: O que eu ganho com isto? E pode ser econômico, funcional e psicológico.

  • Valor Econômico é uma relação de qualidade e preço. Se um cliente percebe a qualidade de produtos concorrentes como similar, escolheria a oferta de preço mais baixo, por proporcionar maior economia;

  • Valor Funcional são as características tangíveis relativas às características, vantagens (os atributos) sua durabilidade e aplicações;

  • Valor Psicológico são as características e vantagens intangíveis, tais como serviços, marca, confiança, reputação, relacionamento, experiência.

É necessário ainda estabelecer o custo para relacionar com o benefício. Custo pode ser monetário e não-monetário:

  • Custo Monetário é o preço pago considerando tudo que está embutido objetivamente lá dentro (preço, impostos, despesas de entrega, manutenção, etc.);

  • Custos não-monetários tendem à subjetividade e são relativos aos esforços, ao tempo da compra, à distância percorrida, entre outros.

Um dos fatores críticos de sucesso para aqueles vendedores que não conseguem vender, porque o cliente "acha" que o produto é caro, é o treinamento do conceito da venda de valor e sua aplicação efetiva no seu dia-a-dia e para cada cliente.

Venda de valor é a venda feita em partes. Para cada parte da oferta um benefício ao cliente deve ser explorado. As partes de uma oferta estão em torno dos benefícios e valores indicados acima. Uma oferta não é composta apenas do produto físico. Uma marca, um serviço de apoio, um acompanhamento de uso, a solidez da empresa, a atitude do vendedor, o serviço logístico, a pronta resposta aos problemas do cliente, entre outras, fazem parte das "partes" de uma oferta. E, para cada uma destas partes da oferta cabe ao vendedor criar o clima e o argumento adequado para o cliente perceber cada benefício. A compra do cliente será feita pela somatória dos benefícios: isto é uma venda de valor.

Se a partir daí um cliente alega que um produto "é caro" fica fácil ao vendedor perguntar a ele "O que, na minha oferta, não tem valor?".

E para nós, de um modo geral, precisamos parar de usar de forma errada a expressão "é caro" para tudo que tenha valor monetário alto.

 

PALESTRANTES

JOSÉ LUIZ MEINBERG / JOÃO BAPTISTA VILHENA

 

 

NEGOCIAÇÃO EM VENDAS, O PODER MUDOU DE LADO!

 

ÁREAS

  • Negociação

  • Compras

  • Estratégia

OBJETIVOS

Estabelecer junto aos participantes uma visão atualizada do jogo de poder no processo de negociação em vendas, suas implicações e os possíveis caminhos para um resultado menos traumático no processo de vendas.

Analisar as mesmas implicações sob o ângulo da área de compras.

 

CONTEÚDO

  • A necessária mudança da forma de negociar pela inversão de poder no processo de negociação da compra: quem "dá as cartas" é o comprador.

  • Estabelecer valor é uma questão de atenção, de informação e de comunicação dependendo da estratégia de vendas, do tipo de produto e da definição de poder e influência.

  • A negociação estratégica em vendas e a "teoria dos triângulos invertidos".

  • Adquirir o hábito de planejar, saber demonstrar as credenciais para ter autoridade necessária para a tomada de decisão e ter e as atitudes necessárias que levem à credibilidade são competências essenciais na mudança da era do vender para a era do comprar.

PALESTRANTES

JOSÉ LUIZ MEINBERG / JOÃO BAPTISTA VILHENA

 

 

EM BUSCA DO SIM, APRENDENDO A DIZER NÃO

 

ÁREAS

  • Negociação

  • Tempo

  • Melhoria de Performance

OBJETIVOS

Integrar as dimensões gerenciais em negociação (em busca do sim) e gestão do tempo (aprendendo a dizer não).

Apresentar alternativas para seu desenvolvimento e administração dos conflitos decorrentes.

 

CONTEÚDO

  • Por que é sempre mais fácil e agradável dizer "Sim"?

  • A arte de dar más notícias

  • Dizendo "Sim" e "Não" de forma customizada

  • A geração de confiança diante do "Sim" e do "Não"

  • Plano de ação

PALESTRANTES

CARLOS LEGAL / FRANCISCO BITTENCOURT / J.A. WANDERLEY / FERNANDO HENRIQUE

 

 

"AMIGOS OU INIMIGOS PARA SEMPRE" (FIDELIZAÇÃO DE CLIENTES)!

 

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