Edição Especial Nº 77 - Dezembro/Janeiro de 2005

       
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 Editorial  Premiação
 Motivando para 2005    Parabéns Marco Aurélio

Como transformar o conteúdo da "Razão" de um projeto de crescimento em essência de "Emoções"? Projetos racionais ou lendas no campo do sentimento? 


Marco Aurélio Ferreira Vianna 

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  Marco Aurélio é eleito Membro da Academia e um dos 10 Gurus de Administração mais importantes do Brasil (Revista Exame). Comemore conosco.



L.A. Costacurta Junqueira

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 Gestão  Performance
Saber, Poder, Querer   Visão, Ação, Resultado

O empreendedorismo visto a partir do trinômio "saber, poder e querer". O que nós, empreendedores, podemos aprender com os erros e acertos dêsse "casamento" a três. 

Américo Marques Ferreira

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Todos falamos da necessidade de buscar resultados, custe o que custar! O que, às vezes, nos falta é um referencial teórico para usar como pano de fundo desse nosso esforço.


Francisco Bittencourt

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 Competência Patriótica  Boas Festas
  Resgatando a auto-estima   Mensagem de fim de ano
 

Por que nós, brasileiros, temos uma visão tão pessimista de nosso país? Por que nós enfatizamos mais os erros do que os acertos? Como resgatar nossa competência patriótica? Como mobilizar as pessoas para esse esforço?



Denize Dutra

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O que nós desejamos a você, leitor, é um aumento na quota de seus sonhos, uma recalibragem em sua auto-estima, a crença em sonhos impossíveis, a predominância da ética e da responsabilidade social em todas suas ações.




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 Feijão com Arroz  Mudança
  Foi bom para você? E para o outro?   Delegação e performance gerencial
 

Em qualquer tipo de relacionamento ao longo de nossa vida precisamos nos preocupar com o grau de satisfação da outra parte. Parece óbvio, não é ? Nas negociações isso também é verdade!




Cláudio Goldberg
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Na era do compartilhamento da informação/conhecimento a performance de um executivo pode (e deve) ser medida pela sua competência em "dividir" também o poder. A partir daí "seu poder de fogo" aumenta através do efeito multiplicador da delegação.



L. A. Costacurta Junqueira

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 Benchmarking  Internacionalização
  As 100 melhores empresas de treinamento (nos EUA)    Global x Local 
 

A Revista Training pesquisou as 100 melhores empresas de treinamento nos EUA. É uma excelente oportunidade para um benchmarking





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Global? Global? Local? Que estratégias estão por trás desses conceitos? Como escolher produtos para novos mercados? Qual o caminho para um processo de internacionalização?





Carlos Alberto Alvim
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 Dilema  Novidade
  Vendas e Negociação - Simetria e Assimetrias    Resiliência e equanimidade 
 

Negociação e vendas não são sinônimas. Nem todas situações organizacionais pressupõem como necessária a habilidade de negociar. Nem toda negociação resulta em alguma venda. Há várias situações em que negociação e vendas devem estar juntas. Como enfrentar esses dilemas?



J. B. Vilhena
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Afinal o que é resiliência? O que torna esse conceito tão importante em tempos de ambigüidade? Como incorporá-la ao nosso dia-a-dia? Quais as resistências a vencer?





Carlos Legal
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 Questionamento  Teste
  Chega de reuniões improdutivas!    Reuniões e Tempo: Qual a cultura de sua empresa? 
 

Boa parte dos textos sobre produtividade de reuniões propõe soluções para os "efeitos negativos" decorrentes da gestão dessa ferramenta. Que tal pensar nas causas e motivações para realização de reuniões? Talvez esse seja o caminho mais curto na busca de sua maior eficácia.



Alexandre Freire
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Qual a cultura de sua empresa relativamente aos temas reuniões e gestão do tempo? Quais as motivações para a relativa ineficácia ao lidar com esses temas? Uma análise crítica das implicações dessa cultura pode ser o melhor caminho para uma nova visão do problema.



Alexandre Freire
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Expediente
  Publisher: Costacurta Junqueira Jornalista Responsável: Cristina Spera
  Equipe Insight MVC: Maria Teresa; Leandro Santana
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EDITORIAL  

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MARCO AURÉLIO FERREIRA VIANNA

Presidente do MVC

 

 

MOTIVANDO PARA 2005

 

 

É fato comum na minha vida profissional, atuando como palestrante, ser chamado por inúmeras empresas entre "os dezembros e os janeiros" para proferir palestras que motivem equipes (normalmente já de alta performance) para desafios consistentes. Para mim, acaba ocorrendo um sentido de grande responsabilidade, posto que, por essência, falo para times vencedores que querem chegar a patamares ainda mais altos.

 

Desta maneira é comum que eu comece pela proposta de transformar o "conteúdo de razão" do projeto de crescimento para uma "essência de emoções". "Ao invés de projetos racionais criem lendas no campo do sentimento" é minha proposta inicial. Sinceramente, em meu ponto de vista, eu acho uma tarefa complexa motivar pessoas vencedoras a crescer pelo décimo ano consecutivo a taxas de 15% ao ano. Usando a auto-referência, na minha vida pessoal é claro que a motivação em escrever meu primeiro livro foi muito mais natural (e também grandiosa) que é no momento (insisto na forma natural) ao escrever o trigésimo sétimo livro. Por isto "entre eu e mim", faço questão de criar toda uma essência de emoções, que garantam para este próximo livro uma justificativa motivacional tão grande quanto a primeira aventura editorial. É preciso manter a chama da aventura, da lenda, do sonho, de emoções.

 

Bernardinho, nosso grande líder, deverá aceitar o desafio de comandar a Seleção Brasileira de Voleibol por mais quatro anos. No entanto, eu tenho certeza que ele vai criar uma nova "lenda", e não simplesmente propor a seus liderados a repetição dos esforços e resultados do último quadriênio. Ser bicampeão olímpico é pouco para pessoas vencedoras no estrato excelência. Certamente, ele criará o "sonho" de construir a melhor equipe de vôlei da história deste esporte. Aí sim, o projeto repetitivo se eleva à categoria mais nobre de entusiasmo e paixão pelo novo. Certamente é este impulso que instiga o alemão vencedor, Michael Schumacher a chegar ao octacampeonato. Não é o oitavo título, mas sim a clara possibilidade de se eternizar, ou pelo menos ficar por muitas décadas como o melhor da história.

 

No campo empresarial, o raciocínio deve ser o mesmo. Vamos criar uma lenda, e que este projeto de 2005 seja um fato marcante, incrível na nossa vida. Uma marca em nosso currículo, que será lembrada para sempre, principalmente, com emoção. Assim 2005 será mais feliz. Aliás, é o que desejo para os queridos leitores. 

Um feliz 2005! Não um ano, mas uma lenda, a construção de um sonho.

 

Boa leitura

 


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PARABÉNS MARCO AURÉLIO 

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L.A. COSTACURTA JUNQUEIRA

VP do MVC

 

 

Parabéns Marco Aurélio

 

 

Nós, do Grupo MVC, estamos muito orgulhosos com as recentes conquistas de nosso Presidente, que dão concretude à nossa Missão, que consiste em agregar valor ao Universo e à Humanidade, através de um trabalho inovador e de alta qualidade no campo da Educação Corporativa.

 

         Agora, em final de novembro, Marco Aurélio foi eleito Membro da Academia Brasileira da Ciência da Administração, onde irá contribuir para o desenvolvimento consistente dessa fundamental Ciência na organização do mundo  neste século XXI. Também em novembro, foi escolhido em pesquisa realizada pela Revista Exame como um dos dez mais importantes “Gurus de Administração” do Brasil. Tal fato corroborou a escolha feita pela Comissão Técnica do Congresso Mundial de RH, organizado pela ABRH no Rio de Janeiro, colocando-o como Coordenador do Encontro dos Gurus. Aliás, Marco Aurélio foi o único palestrante brasileiro a participar em 2003 e 2004 de três dentre os maiores Congressos Mundiais de nossa área, a saber: Mundial de Treinamento (Lisboa, 2003), Mundial de Administração (Gramado, 2004), Mundial de RH (Rio de Janeiro, 2004).

 

         Mais do que tudo são oportunidades de divulgarmos nossas idéias e nossos valores, que tentamos com obsessão alocar em nossos produtos e serviços. 

 

Desta maneira, parabéns Presidente.

 

 


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RESGATANDO A AUTO-ESTIMA

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DENIZE DUTRA

Consultora Sênior do MVC

 

 

RESGATANDO A AUTO-ESTIMA

 

 

Vale, primeiramente, esclarecer aos leitores que não pretendo neste espaço ser presunçosa e, muito menos, desvalorizar o que é do outro. Como brasileira, que reconhece e admite os nossos pontos fracos, e identifica tantas coisas boas que podemos aprender com outros povos, também confesso que me incomoda e me entristece a "propaganda negativa" feita pela mídia e, na maioria das vezes, pelos próprios brasileiros que, talvez por uma "síndrome de baixa auto-estima", pela falta de identidade como nação ou, até mesmo, pela falta de patriotismo, não conseguem perceber os muitos motivos pelos quais temos de nos orgulhar. Gostaria que encarassem este texto como uma tentativa de apresentar um "outro lado" deste País, que muitos não conhecem, e que está muito além de suas belezas naturais.

 

Recentemente ocorreu um fato que me provocou a seguinte reflexão: recebi um e-mail que reproduzia a carta de uma senhora holandesa, que esteve passando uma temporada no Brasil e dizia, textualmente, o seguinte: "Os brasileiros acham que o mundo todo presta, menos o Brasil. Realmente parece que é um vício falar mal do Brasil. Todo lugar tem seus pontos positivos e negativos mas, no exterior, eles maximizam os positivos, enquanto no Brasil se maximizam os negativos. Aqui, na Holanda, os resultados das eleições demoram horrores porque não há nada automatizado. Só existe uma companhia telefônica e pasmem!: Se você ligar reclamando do serviço, corre o risco de ter seu telefone temporariamente desconectado. Na Europa, não-fumante é minoria. Se pedir mesa de não-fumante, o garçom ri na sua cara, porque não existe. Fumam até em elevador. Em Paris, os garçons são conhecidos por seu mau humor e grosseria e qualquer garçom de botequim no Brasil podia ir pra lá dar aulas de Como conquistar o Cliente"...

 

Enquanto refletia sobre o texto, que apresentava muitos outros exemplos, comecei a associar outros fatos: 1 - no mesmo dia das eleições, horas depois, já tínhamos definidos, em todas os municípios brasileiros, os novos prefeitos e seus respectivos vereadores ou, pelo menos, aqueles que iriam disputar o segundo turno das eleições; 2 – nas recentes Olimpíadas da Grécia, nosso maratonista Wanderley Cordeiro de Lima foi "prejudicado" quando mantinha a liderança, pelo ato insano de um irlandês e, mesmo assim, retomou a prova e brigou pelo terceiro lugar, conquistando a medalha de bronze; 3 – fazendo uma pesquisa para o meu curso de mestrado sobre empreendedorismo, descobri muitas histórias interessantes de grandes empresários que, a despeito de muitas adversidades e partindo do nada, conseguiram construir impérios; 4 – e, para finalizar, o governo brasileiro iniciou uma campanha publicitária nas principais redes de televisão, usando como fundo musical a canção do compositor Raul Seixas, cujo tema é "Tente outra vez", onde aparecem vários exemplos de brasileiros que superaram diferentes adversidades e conseguiram fazer a diferença, valorizando assim, o orgulho de ser brasileiro, a perseverança e determinação deste Povo.

 

ALGUNS DADOS

 

Segundo dados publicados pela Anthropos Consulting, temos aqui algumas boas razões para resgatar nossa auto-estima:

  1. O Brasil é o país que tem tido maior sucesso no combate à AIDS e outras doenças sexualmente transmissíveis, e vem sendo exemplo mundial.

  2. O Brasil é o único país do hemisfério sul que está participando do Projeto Genoma.

  3. Mesmo sendo um país em desenvolvimento, os internautas brasileiros representam uma fatia de 40% do mercado na América Latina.

  4. No Brasil, há 14 fábricas de veículos instaladas e outras quatro se instalando, enquanto alguns países vizinhos não possuem nenhuma.

  5. Das crianças e adolescentes entre sete e quatorze anos, 97,3% estão estudando.

  6. O mercado de telefones celulares do Brasil é o segundo do mundo, com 650 mil novas habilitações a cada mês e na telefonia fixa, o país ocupa a quinta posição em número de linhas instaladas.

  7. Das empresas brasileiras, 6.890 possuem certificado de qualidade ISO-9000, maior número entre os países em desenvolvimento.

  8. O Brasil é o segundo maior mercado de jatos e helicópteros executivos.

  9. O mercado editorial de livros é maior que o da Itália, com mais de 50 mil títulos novos a cada ano.

  10. Temos o mais moderno sistema bancário do planeta.

  11. Nossas agências de publicidade ganham os melhores e maiores prêmios mundiais por sua criatividade.

  12. Somos o país mais empreendedor do mundo e hoje muitos brasileiros dedicam parte do seu tempo a projetos sociais e trabalhos voluntários.

  13. Nosso Congresso está punindo seus próprios membros, o que raramente ocorre em outros países ditos civilizados.

  14. Somos um povo hospitaleiro que se esforça para falar a língua dos turistas, gesticula e não mede esforços para atendê-los bem.

  15. Somos um povo que faz piada da própria desgraça e que enfrenta os desgostos sambando.

Diante de tudo isto, revi a importância da auto-estima para os indivíduos e, conseqüentemente , para a sociedade. Segundo Nathaniel Branden - "Auto-estima é a disposição para experimentar a si mesmo como alguém competente para lidar com os desafios básicos da vida e ser merecedor de felicidade". Neste sentido, percebo claramente uma relevante missão dos profissionais que atuam junto às organizações, no sentido de contribuírem para resgatar este sentimento nas pessoas, fazendo-as perceber que são capazes e, por isto, merecedoras de muita felicidade! Afinal, Salve este povo, que possui a magia de unir tantas diversidades: de raças, de culturas, de credos, de climas ...!

 

Que todos tenham um Brasil melhor, tanto no "ser" como no "parecer".

 

MATERIAL RETIRADO DO POCKET MBA DESENVOLVIMENTO DE EXECUTIVOS E GESTORES DO SÉC. XXI, MÓDULO DESENVOLVIMENTO PESSOAL.

 

 

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SABER, PODER, QUERER: A TRILOGIA DO EMPREENDEDORISMO

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AMÉRICO MARQUES FERREIRA

Consultor Sênior do MVC

 

 

SABER, PODER, QUERER:

A TRILOGIA DO EMPREENDEDORISMO.

 

 

A fim de facilitar a compreensão deste tema, proponho uma analogia com o "triângulo do fogo".

 

Para que o fogo ocorra é necessário o concurso de três elementos: o comburente (ou oxigênio), o combustível (madeira, papel, derivados de petróleo etc.) e o calor.

 

Basta eliminar um destes elementos para extinguir o fogo.

Comparativamente, quando se quer empreender algo é necessário conjugar articuladamente os verbos saber, poder e querer. Se vier a faltar um dos três, o empreendimento estará fadado ao fracasso.

 

Vamos examinar o papel de cada ingrediente desta trilogia e, posteriormente, como os três se complementam.

 

SABER – é o componente cognitivo que garante o acesso a dados, informações e conhecimentos que as pessoas possuem de forma sistematizada, bem como, as correlações que conseguem fazer com elas, de modo a garantir os pré-requisitos indispensáveis para uma ação consciente e responsável.

 

PODER – é o modo como colocamos em prática o conteúdo internalizado, seja da experiência anterior, seja do conhecimento adquirido. Este ingrediente pode ser desdobrado em outros dois: a) poder no sentido de capacidade e, b) poder no sentido de permissão. Nos idiomas inglês e alemão, por exemplo, há dois verbos diferentes para expressar estes diferentes sentidos. Mas, como na língua portuguesa temos apenas um verbo, vamos explorar os dois sentidos consolidados neste único termo:

  1. Capacidade – envolve a habilidade e a destreza para realizar uma atividade.

  2. Permissão – corresponde à autorização, da parte que detém o poder, para que alguém possa tomar iniciativa antes de realizar algo.

QUERER – é o componente volitivo deste triângulo ligado à nossa vontade de concretizar uma ação. Podemos também correlacionar este verbo ao aspecto motivacional (nosso motivo para a ação) que nos retira do equilíbrio estático e nos impele à conquista de um objetivo.

Esta dimensão psicológica determina quanto uma pessoa está disponível para envolver-se com uma dada situação.

Agora vamos explorar as alternativas de combinação aos pares destes três ingredientes e suas conseqüências:

  1. SABER + PODER - eu sei e posso, mas não quero – seja por uma opção consciente, seja por auto-sabotagem inconsciente, eu não me mobilizo para concretizar um objetivo e, por conseguinte, tal projeto não sairá do papel.

  2. SABER + QUERER – eu sei e quero, mas não posso. Aqui vale a pena explorar os dois sentidos do verbo poder, anteriormente citados. Se eu não posso por falta de capacidade, tal carência me exclui de realizar um determinado empreendimento por ausência de expertise. Se, por outro lado, o que falta é autorização, embora esteja capacitado, me abstenho de tomar a iniciativa, por medo das conseqüências ou por submissão à autoridade.

  3. PODER + QUERER – eu posso e quero, mas não sei. Apesar de poder (em ambos os sentidos) e querer, a ausência do saber tenderá a prejudicar a ação por desconhecimento de fórmulas e processos que garantam qualidade assegurada e rastreabilidade.

 

CONCLUINDO: O objetivo desta reflexão tem a finalidade de ensejar um planejamento consciente de suas ações e, em caso de fracasso, viabilizar um diagnóstico sobre o ingrediente faltante da referida trilogia.

Portanto, para garantir o sucesso de seus projetos procure manter a "chama acesa" do triângulo do empreendedorismo.

 

Um grande Natal e um 2005 pleno de mudanças!

 

 

MATERIAL RETIRADO DO POCKET MBA DESENVOLVIMENTO DE EXECUTIVOS E GESTORES SÉC. XXI

 

 

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VISÃO, AÇÃO, RESULTADOS

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FRANCISCO BITTENCOURT

Consultor Sênior do MVC

 

 

VISÃO, AÇÃO, RESULTADOS

 

 

Visão sem ação é um sonho, 

sonho sem visão é um passatempo.

Fred Polak

 

INTRODUÇÃO

 

No conhecido diálogo entre Alice e o gato Ceeshire, este pergunta a ela para onde quer ir; "não sei, responde a personagem"; o gato retruca: "então, qualquer caminho serve."

 

Ao serem estudados os conceitos que envolvem a busca de resultados, constata-se a existência de pontos-chave, sem os quais as definições tenderão a ser incompletas:

  1. o planejamento, como instrumento de ação permanente;

  2. a organização do trabalho, como produto efetivo do planejamento;

  3. a competência como quesito decorrente do planejamento cuidadoso e da organização do trabalho estruturada;

  4. a eficiência, como projeção da competência, no sentido de atingir o resultado;

  5. a eficácia, como opção decorrente da otimização dos recursos, da percepção crítica na consecução dos resultados, e da certeza do melhor resultado obtido.

O pensamento relativo à implantação de um programa de ação, peça fundamental para a consecução do resultado advindo de uma visão inicial, considera duas variáveis distintas:

  1. formulação da estratégia;

  2. implementação do plano.

Estas duas variáveis levam a um conjunto de conclusões, para que a visão se concretize:

  1. se a formulação da estratégia é de boa qualidade, e há comprometimento com a implantação do plano, o resultado tenderá ao sucesso;

  2. se a formulação da estratégia é de boa qualidade, e há baixo comprometimento, ou nenhum comprometimento com a implantação do plano, seguramente haverá problemas;

  3. se a formulação da estratégia é de má qualidade, mas há um forte nível de comprometimento com a implantação do plano, configura-se uma roleta, e seu final torna-se imprevisível, e:

  4. se a formulação da estratégia é de má qualidade, e há um baixo nível de comprometimento com a implementação do plano, sem dúvida tudo resultará em fracasso.

É necessário o cuidado com a formulação da estratégia, traduzindo de forma consistente a visão para uma ação capaz de gerar resultados efetivos. Este fato deve ser associado à conscientização dos responsáveis pela transformação do que foi proposto em um fato ou situação concreta. Trata-se de premissa indiscutível, para a concretização de qualquer projeto ou modelo de resultado produtivo.

 

O planejamento da ação significa a tradução para uma linguagem mais simples, tangível e compreensível para os implementadores, da complexidade de uma visão, de uma estratégia objetiva, mas nem sempre clarificada aos que se encarregarão de torná-la realidade.

 

Percebe-se que a consecução de um resultado, associado a uma visão inicial, não deve, em nenhuma de suas instâncias perder de vista esta visão inicial. Ela é o norte, e se há uma forte crença no que foi proposto (ou visto, ou ainda vislumbrado), há uma significativa relação com valores. Quando se acredita em algo, o indivíduo se propõe a lutar por ele.

 

A importância de se manter atrelado à visão inicial, analisar sua exeqüibilidade com uma ação concreta, leva à imediata construção de um espaço de análises e reflexões. A partir destas o cenário previsto (ou visão complementar) encontra a base de sustentação do plano de ação para tornar-se realidade:

 

A EMPRESA E SUA SITUAÇÃO FRENTE AO MERCADO COMPETITIVO

  • autonomia para gerenciamento da área de trabalho, definindo os limites de competência do corpo interno de colaboradores, como fator de desenvolvimento organizacional, atrelado ao desenvolvimento individual;

  • qualidade do serviço prestado ao cliente, definindo a premissa de atuação e sobrevivência da organização no cenário de resultados;

  • custo das operações para o cliente externo, levando-se em conta a capacidade de dispêndio ou mesmo investimento do cliente em relação às propostas de serviços ou produtos;

  • ações de promoção junto ao cliente externo, com o objetivo de manter de forma permanente, a presença da empresa no contexto do cliente externo, de forma a ocupar papel prioritário entre as opções desses clientes;

  • imagem junto ao cliente externo, capaz de permitir a visualização de um modelo de interação entre a organização (a empresa) e a necessidade do cliente;

  • compromisso com a inovação, permitindo o repasse de uma instituição contemporânea e avançada, com tecnologia e soluções ousadas e, compromissadas com a criatividade;

  • eficácia da ação sobre seu território de atuação, ou seja, a organização é dona de seu espaço, está preparada para ocupá-lo e estender seus domínios com a marca da qualidade (representada pela eficácia);

  • qualidade da imagem do segmento em que a empresa atua, fator que se reveste da importância, em função da associação feita entre o segmento – espaço de ação e o perfil institucional.

O MODELO FINANCEIRO

  • custo da manutenção dos serviços prestados ao cliente, demonstração da preocupação prioritária em relação ao atendimento ao cliente, sem que haja solução de continuidade nos serviços ou mesmo em relação aos produtos oferecidos;

  • disponibilidade de verbas para as operações, liberdade orçamentária, para gerenciamento eficaz da autonomia decisória;

  • fluxo de caixa, uma tradução para a realidade operacional da variável anterior;

  • estabilidade financeira do setor ou departamento, permitindo o gerenciamento localizado das disponibilidades, sua aplicação e percepção do impacto em seus resultados – estratégicos, táticos e operacionais.

A ESTRUTURA ORGANIZACIONAL

  • estrutura adequada ao ambiente de atuação: o que, na visão de Lawler III aponta para o diferencial competitivo das organizações;

  • capacidade da força de trabalho: uma associação entre competência e eficiência, entre a possibilidade do fazer e a capacidade de fazer, com desempenho superior;

  • comprometimento das lideranças internas: condição sem a qual torna-se impossível a concretização de visões em ações, de ações em resultados, de resultados em eficácia do negócio;

  • atender o cliente no prazo esperado por ele: o senso de cliente conscientizado e internalizado pelos colaboradores;

  • experiência técnica das equipes internas: formação necessária para manutenção dos níveis de qualidade nos serviços prestados, na assistência aos clientes e na geração de oportunidades e novos negócios.

LIDERANÇA DE EQUIPES

  • capacidade das lideranças internas: atuação dos ocupantes de funções de comando e coordenação de equipes internas pautada pelo exercício do poder, do uso da autoridade e da prática da influência, com qualidade e eficácia;

  • funcionários da área comprometidos com negócio: estabelecimento de mecanismos de busca de resultados tratados de maneira formal, com objetivos negociados, gerenciamento formal do desempenho e cobrança institucionalizada de resultados;

  • delegação e empowerment adotados pela liderança: instrumentos de ação geradores de crescimento entre as equipes – preparação para a autonomia e energização dos colaboradores visando seu crescimento;

  • flexibilidade nas negociações internas: a negociação como instrumento de ação permanente na organização, não só na busca de resultados, como também e, principalmente, na ação das lideranças e na busca do comprometimento e incremento da motivação entre colaboradores.

  • orientação para o negócio: resultados, qualidade, tempo: consolidação da visão do negócio, conscientização do que verdadeiramente importa para a organização e definição do conceito "kairos" onde a qualidade do que é feito e a qualidade gerada para quem o faz é mais importante que o tempo de elaboração dos serviços e produtos.

CONCLUSÃO

 

Os modelos integrados de gestão, caracterizados pela autonomia e pela cobrança institucionalizada apresentam um conjunto de sinais significativos. Estes sinais permitem identificar uma instituição onde a sua própria estrutura é o diferencial competitivo.

 

A existência de uma visão, complementada com ações capazes de consolidar planos de ação eficazes associados à formulação de estratégias positivas, permitindo a geração de resultados expressivos leva a indicar pontos de observação crítica necessários:

  • O conjunto de ações implantadas para solução dos principais problemas é tomado visando principalmente o cumprimento dos objetivos institucionais;

  • A produtividade e a eficácia no trabalho são buscadas de forma constante. Os colaboradores cuja atuação revele desempenho aquém do esperado têm dificuldades de permanecer no contexto da empresa;

  • O planejamento tem um perfil de análise racional de problemas e de situações – existentes e previstas. Há flexibilidade na determinação de metas e de programas de trabalho. Permite-se a incorporação de sugestões e propostas advindas do corpo interno de colaboradores, desde que sua adoção se justifique e sejam compatíveis com o pensamento estratégico institucional;

  • Há efetivo controle das ações e resultados institucionais; os "porquês", "como" e "para quê" são clarificados para cada projeto ou trabalho e deve haver processos de comunicação interna geradores de relações produtivas sadias e realistas;

  • O entendimento e o comprometimento em torno dos objetivos e metas prioritárias da organização são considerados de importância máxima para o negócio e extremamente impactantes para as operações internas;

  • Há avaliações formais constantes dos trabalhos realizados; procuram-se as causas de eventuais problemas e não culpados por erros (visão estratégica na gestão de pessoas);

  • Há informação sobre planos e decisões da empresa aos colaboradores, com espaço para manifestações livres de seus pontos de vista, desde que coerentes com a visão estratégica institucional;

  • Conflitos são administrados, agindo-se no sentido de que não comprometam os resultados e o funcionamento da estrutura organizacional.

Nas instituições onde vigorem políticas ou práticas compatíveis com o modelo proposto, há uma saudável percepção de sua construção interna:

  1. áreas produtivas internas gerenciadas como unidades de negócio interdependentes de forma a serem consideradas como negócios dentro do negócio da organização;

  2. a negociação utilizada como instrumento básico de ação, na busca de resultados, na ação das lideranças e no reforço do comprometimento;

  3. existência de sistemas e mecanismos formais de gestão de desempenho, permitindo a auto-avaliação e o gerenciamento de contribuições que agreguem valor ao resultado final.

Há que se considerar, portanto, que o planejamento, a organização do trabalho, a competência, a eficiência e a eficácia são componentes permanentes de um processo no qual a busca de resultados é a grande conseqüência. Investir nestes recursos é prioridade de qualquer organização competitiva.

 

Um 2005 com a realização de todos os "impossíveis"

 

 

MATERIAL RETIRADO DO POCKET MBA MELHORIA DA PERFORMANCE GERENCIAL.

 

 

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FOI BOM PARA VOCÊ? E PARA O OUTRO?

 

 

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CLÁUDIO GOLDBERG

Consultor Sênior do MVC

 

 

FOI BOM PARA VOCÊ? E PARA O OUTRO?

 

 

Sendo a negociação processos amorfos, conduzidos essencialmente por seres humanos, devemos destacar a importância do elemento confiança. Afinal se não houver confiança, todos se sentem predispostos a ficar em posição defensiva relativamente à outra parte, o que geralmente se transforma também em ataque. Essa relação acaba por criar um círculo vicioso prejudicando sobremaneira a negociação.

 

Assim sendo destacamos a importância da comunicação. Fazer-se entender é coisa rara e exige conhecimento profundo da cultura do outro negociador. Vale notar que a comunicação é apenas uma parte da negociação pois sendo a mesma, por definição, um relacionamento bilateral é preciso empatia para fazer o outro lado nos ouvir e sermos ouvidos. Além disso, precisamos realmente compreender o outro, e podemos fazer isso questionando: "deixe-me ver se estou entendendo o que vocês acabaram de dizer..." ou "nós vemos a situação desse modo... como vocês a vêem?". ·Ressalto ainda que toda negociação depende, fundamentalmente, da maneira como lidamos com as pessoas, e essa forma é representada, na maioria das ocasiões, pelo que dizemos.

 

Todo processo de negociação envolve, por trás do lucro, interesses. Para um bom resultado na negociação, o negociador precisa tentar identificar e focalizar os interesses e reais objetivos do outro, e não apenas os mais visíveis. Cito o caso de um gerente que tinha US$ 10 mil para contratar o serviço de um consultor, que cobrava US$ 20 mil: ambos sentaram e, francamente, discutiram seus reais interesses, que incluíam, por parte do gerente, limite de orçamento, tempo de execução e concretização do trabalho; já o consultor procurava obter lucro para suprir seus custos, definir projetos futuros a partir do atual e construir sua imagem. Esses são apenas exemplos do que pode estar envolvido em qualquer negociação. Assim "é preciso enxergar o campo da negociação de forma holística, tentando perceber o tangível e o intangível".

 

OS INTERESSES

 

As partes negociam porque têm interesses a serem satisfeitos. É importante identificá-los para reconhecer os pontos de atrito que afetam o relacionamento durante uma negociação. Uma habilidade importante para qualquer negociador é saber tornar claro seu interesse sem indicar, necessariamente, a sua intensidade (exemplo: Se ao negociar a compra e venda de um carro, o vendedor deixar transparecer que precisa muito realizar aquela venda para bater a sua cota, certamente isto irá influenciar o comportamento do comprador, endurecendo a negociação para obter uma vantagem maior).

 

Lembro ainda que o exercício perfeito dessa estratégia acaba por fornecer ao negociador o que chamamos moeda de troca, possibilitando ao mesmo que utilize as variáveis que possam levar a um acordo.

 

Por fim, alguns dos aspectos que um negociador deve analisar para obter um "sim" como resposta. Dentre as questões podemos incluir a necessidade de separar as pessoas do problema. O negociador pode fazer isso pensando e agindo sempre na reação que pretende causar:

  • Coloque-se no lugar do outro (processo e arte de fazer empatia);

  • Ouça antes de falar (falar é ouro, mas ouvir é platina);

  • Crie confiança e respeito (transparência e honestidade);

  • Invista em um relacionamento produtivo.

Um detalhe: o negociador deve ser amistoso com as pessoas, mas firme com o problema. Firme, neste caso, significa apenas não abrir mão de seus interesses, e não considerar o fator que está a vista como inegociável. (Estamos falando da legitimidade, de tratar a outra parte com justiça).

 

Para ser objetivo e chegar a um consenso que leve à justiça na negociação, apresento alguns critérios que ambas as partes envolvidas na negociação devem adotar e seguir:

  • Valor de mercado

  • Precedentes de negociações anteriores

  • Lei

  • Reciprocidade

  • Custos

  • Eficiência

  • Tratamento igual

  • Parecer técnico

Algumas dicas para negociar melhor:

  • Utilize a criatividade para julgar a situação e encontrar a melhor solução;

  • Faça um brainstorming em busca de uma grande quantidade de opções;

  • Entenda as diferenças entre as pessoas;

  • Identifique interesses diferentes;

  • Mensure o valor monetário da negociação;

  • Faça previsões realistas de prazo de implementação, término etc; sempre considerando uma margem de segurança.

Que 2005 possa ser o ano das grandes negociações.

 

 

MATERIAL RETIRADO DO POCKET MBA - COMPORTAMENTO ORGANIZACIONAL EM NEGOCIAÇÃO

 

 

 

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DELEGAÇÃO E PERFORMANCE GERENCIAL

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L. A. COSTACURTA JUNQUEIRA

Vice Presidente do MVC

 

 

DELEGAÇÃO E PERFORMANCE GERENCIAL

 

 

Na era da "produtividade total" um dos mais poderosos instrumentos para melhoria da performance gerencial é a delegação, especialmente pelo que ela representa em termos de energização (Empowerment) e motivação dos subordinados.

 

Conceitualmente delegação é a transferência de autoridade e responsabilidade para execução de uma tarefa que, no entender do delegante, será mais propriamente executada pelo delegado.

 

O próprio conceito de delegação merece alguns comentários:

  • Delegação é essencialmente resultado de uma análise comparativa, só se pode e deve delegar a partir de uma visão de conjunto;

  • Delega-se para multiplicar o poder e não para perdê-lo;

  • Delega-se o urgente para ficar com o importante; o programável, para reter o não programável; o rotineiro, para ficar-se com o que requer inovação, criatividade;

  • Delegar o que não é do nosso agrado pode ser perigosíssimo, quando essas tarefas possam ser importantes, inovadoras;

  • A delegação da responsabilidade será sempre parcial; perante a organização o delegante será sempre o responsável final. Delega-se a responsabilidade DE, nunca a responsabilidade PERANTE.

PORQUE DELEGAR?

As razões para delegação não se relacionam apenas aos temas melhoria de performance ou administração do tempo, mas também com energização, motivação, treinamento, qualidade de atendimento a clientes etc.

 

Delega-se para:

  • Desenvolver aptidões específicas dos subordinados;

  • Treinar subordinados;

  • Motivar subordinados;

  • Aumentar o grau de iniciativa/energização dos subordinados;

  • Incrementar a qualidade do que se tem a fazer;

  • Aumentar a criatividade, inovação a partir das contribuições dos subordinados;

  • Ter tempo para execução da atividade mais importante;

  • Aumentar o compartilhamento do conhecimento.

CAUSAS MAIS COMUNS DA NÃO-DELEGAÇÃO

 

Causadas pelas Chefias

  • Falta de visão sistêmica do trabalho. Delegar é comparar o mais importante com o menos importante, para tanto é necessário que se tenha diante de si um registro das atividades desenvolvidas durante o dia e/ou semana;

  • Medo de perder poder. O gerente é avaliado pela quantidade/qualidade de trabalho de seus subordinados, pela sua capacidade de coordenação e não pela sua habilidade na execução direta de determinadas tarefas. É sempre bom lembrar que gerentes imprescindíveis não são promovidos;

  • Medo de errar. Errar na escolha de pessoas ou na seleção de tarefas a serem atribuídas a uma determinada pessoa. Admita a possibilidade de que você também errou no passado, que outras pessoas podem executar aquela tarefa até mais eficientemente que você mesmo. Admita, por último, que o erro é inerente ao processo de aprendizagem.

Causadas pelos Subordinados

  • Não pedir delegação, não tomar a iniciativa de avocar a execução de tarefas novas;

  • Delegar para cima, devolvendo à chefia a decisão, evitando assumir riscos;

  • Incapacidade (técnica, psicológica etc), não ter habilitação, ou competência para execução da tarefa solicitada; preferir a segurança da rotina à ambigüidade/incerteza gerada pela execução de novas tarefas.

ERROS NA DELEGAÇÃO

  • Delegar o que fazer, mas dizer também como deve ser feita a tarefa, impedindo o subordinado de escolher seus próprios caminhos, em muitos casos mais adequados que os anteriormente usados;

  • Delegar responsabilidade (o que), mas não a autoridade correspondente. Admite-se a delegação gradual de autoridade, mas sempre existindo um mínimo de autoridade;

  • Indefinição dos limites quanto a prazo, início e término da tarefa, grau de autoridade;

  • Abdicação: Não quero ver mais isso. A chefia impede a colocação de dúvidas por parte do subordinado, aumentando a possibilidade de eventuais problemas na fase inicial da delegação;

  • Não definir previamente formas de controle. É preciso caracterizar o controle como uma forma de ajuda, não como sintoma de desconfiança em relação ao subordinado;

  • Expectativas ideais/perfeccionismo. Esperar algo do subordinado, mas não clarificar isso com ele; depois cobrar, como se tudo já fosse do seu conhecimento;

  • Esperar que o subordinado executasse a tarefa igual ou melhor que a chefia (em curto prazo).

DELEGAÇÃO EFICIENTE

  • Faça os subordinados saberem que você verificará periodicamente o andamento das tarefas; defina os tipos de relatório que deseja, sua periodicidade etc.;

  • Mostre interesse em ajudar os subordinados a solucionar problemas importantes para eles (embora, às vezes, corriqueiros para você como gerente). Esteja acessível para responder perguntas;

  • Conceda margem de erros. Não repreenda ninguém por reportar um erro. Use o erro como oportunidade para treinamento, nunca esquecendo de pesquisar as causas do que aconteceu;

  • Determine prazos realistas, que poderiam ser cumpridos por você mesmo se fosse executar a tarefa;

  • Partilhe os seus pensamentos e as suas expectativas com os subordinados a fim de que tenham uma base inicial para a tomada de decisões;

  • Defina até onde vai a autonomia de ação/decisão de cada subordinado para cada tarefa;

  • Não estruture demasiadamente a tarefa a ser desenvolvida pelos subordinados; deixe margem para que eles escolham os próprios caminhos.

Por último, se você acha que já delega suficientemente proponha a si mesmo as seguintes questões:

  • Quando você viaja ou entra de férias seu departamento/unidade funciona mais devagar, chegando até a parar?

  • Seu substituto eventual, na sua ausência, resolve apenas 10% dos problemas que aparecem?

  • Recebe muitos telefonemas durante as férias?

  • Quando retorna das férias critica duramente o desempenho daquele que o substituiu, focando apenas os erros cometidos?

Se a resposta é afirmativa para duas ou mais perguntas, você deve questionar se não está delegando pouco.

Provavelmente estará!

 

Um feliz Natal para você leitor(a)!

 

 

MATERIAL RETIRADO DO POCKET MBA - MELHORIA DA PERFORMANCE GERENCIAL

 

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AS 100 MELHORES EMPRESAS DE TREINAMENTO (NOS EUA)

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AS 100 MELHORES EMPRESAS DE TREINAMENTO (NOS EUA)

RI TRAINING MAGAZINE

 

 

Anualmente a revista Training Magazine (www.trainingmag.com) elege as 100 melhores empresas de treinamento nos EUA.

 

Essa seleção é feita através de uma pesquisa qualitativa e quantitativa a partir de informações fornecidas pelas mais eficientes organizações americanas, independentemente de seu porte.

 

Para os interessados em Benchmarking essa é uma excelente oportunidade para identificar o porquê da classificação apresentada.

 

A listagem a seguir representa uma ordem hierárquica de eficiência.

 

1. International Business Machines (IBM)
2. Pfizer, Inc.
3. Sprint Corp.
4. Booz Allen Hamilton
5. KLA-Tencor Corp.
6. Deloitte & Touche (Deloitte), US, LLP
7. AT&T
8. Ernst & Young, LLP
9. Lockheed Martin Corp.
10. The Ritz-Carlton Hotel Co., LLC
11. Edward Jones
12. Capital One Financial Corp.
13. Bank One
14. Wyeth Pharmaceuticals
15. Ohio Savings Bank
16. BMO Financial Group (Institute of Learning)
17. Intel Corp.
18. AmeriCredit Corp.
19. Northwest Airlines, Inc.
20. Verizon Wireless
21. A.G. Edwards & Sons, Inc.
22. QUALCOMM, Inc.
23. Cendant Mortgage
24. Roche Diagnostics Corp.
25. Paychex, Inc.
26. Johnson Controls, Inc., Controls Group
27. Wachovia Corp.
28. Pacific Northwest National Laboratory
29. First Data Corp.
30. Blue Cross and Blue Shield of North Carolina
31. Prudential Financial, Inc.
32. The Reynolds and Reynolds Co.
33. Science Applications Intl. Corp.
34. BB&T Corp.
35. Wells Fargo & Co.
36. Marriott Intl., Inc.
37. Special People in Northeast, Inc.
38. LexisNexis
39. Bausch & Lomb
40. BMW Group Financial Services NA, LLC
41. IKEA US
42. AFLAC, Inc.
43. Cingular Wireless, LLC
44. Avnet Technology Solutions
45. Applied Materials, Inc.
46. The Vanguard Group
47. Allstate Corp.
48. Gilbane Building Co.
49. Household Intl.
50. Department of Defense, Office of the Under Secretary of Defense for Acquisition, Technology and Logistics
51. General Mills, Inc.
52. Baptist Health Care
53. John Wieland Homes and Neighborhoods
54. Advance Auto Parts
55. Children's Healthcare of Atlanta
56. Callaway Golf Co.
57. Olive Garden Italian Restaurant
58. PricewaterhouseCoopers, LLP
59. Vision Service Plan
60. Orkin Exterminating Co., Inc.
61. Equity Residential
62. The PNC Financial Services Group
63. IKON Office Solutions, Inc.
64. Best Buy Co., Inc.
65. Footstar, Inc.
66. Caterpillar Financial Products Division
67. Guidant Corp.
68. The Dow Chemical Co.
69. West
70. EMC2 Corp
71. Verizon Communications
72. United Technologies Corp.
73. NCR Corp.
74. ALLTEL
75. RR Donnelley
76. Scientific-Atlanta, Inc.
77. Brink's Home Security
78. Cerner Corp.
79. American Century Investments
80. Scotiabank
81. Hewlett-Packard Co.
82. Freddie Mac
83. TDIndustries, Ltd.
84. First Contact, Inc.
85. Buckman Laboratories
86. J.B. Hunt Transport Services, Inc.
87. Pan-American Life Insurance Co.
88. PacifiCorp
89. Cendant Mobility
90. Century 21 Real Estate Corp.
91. Starbucks Coffee Co.
92. United Airlines
93. Randstad North America
94. Arrow Electronics, Inc.
95. Naval Surface Warfare Center, Port Hueneme Division
96. Continental Airlines
97. Ho-Chunk Casino
98. United States Postal Service
99. CDW Corp.
100. Advanced Micro Devices

 

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GLOBAL X LOCAL - CONFIGURAR PRODUTOS OU ESTRATÉGIAS?

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CARLOS ALBERTO ALVIM

Consultor Sênior do MVC

 

 

GLOBAL X LOCAL

CONFIGURAR PRODUTOS OU ESTRATÉGIAS?

 

 

"Pense globalmente, aja localmente" já se transformou em um aforismo da gestão internacional de negócios. Realmente, por mais que vivamos em uma sociedade global, as idiossincrasias e costumes locais ainda permanecem fortes no âmbito dos segmentos nacionais de mercado.

 

Assim, produtos "globais" sofrem adaptações "locais", empresas transnacionais rendem-se à necessidade de atender grupos de clientes sujeitos a culturas e costumes que condicionem as estratégias de internacionalização ao atendimento de tradições e costumes atávicos que a mídia onipresente é incapaz de alterar, pelo menos, em curto e médio prazo.

 

A própria gestão do negócio passa por necessidades de adaptação, as estratégias de conquista de novos mercados, captação e fidelização de clientes submetem-se a modificações de acordo com diferenças de legislação, de cultura e de hábitos de consumo.

 

Empresas de inquestionável sucesso como a Whirlpool internacional adotam diferentes estratégias de introdução no mercado externo, dependendo das melhores condições oferecidas localmente.

 

Ela pode comprar marcas e só alterar seu mecanismo local de gestão (a gestão é padronizada nas relações custo/benefício ideais, mas pode sofrer adaptações na escolha de pessoal e nas imagens de marca), pode introduzir marcas novas e adaptar os produtos às características locais.

 

Assim, a Europa recebeu modelos de fornos de microondas com marcas conhecidas (adquiridas pela Whirlpool) mas adaptados a uma culinária de "gourmets", enquanto nos EUA, pátria dos microondas, estes são ferramentas de descongelamento e cozimento rápido e prático.

 

Já no Oriente, a adaptação dos produtos dependeu de adequá-los a espaços reduzidos e cores preferenciais, e mesmo sendo a China o grande mercado-alvo, a empresa optou por um "estágio experimental" no Japão, país onde a concorrência entre empresas e entre marcas é exarcebadamente aguerrida, e que responde por cerca de 90% do abastecimento da Ásia (entendamos marcas...)

 

Há ainda que prestar atenção ao seguinte aspecto: ainda que sua firma não se dedique (por enquanto....) ao mercado externo, a formatação dos produtos, a adequação às necessidades e desejos dos clientes, não podem prescindir das referências mundiais.

 

Se você, empresário, decidisse iniciar, por exemplo, um negócio de produção de tênis dedicado exclusivamente ao mercado do interior do Piauí, poderia abrir mão dos modelos produzidos em escala global pela Nike, Reebok ou Adidas?

 

E se você decidisse equilibrar sua carteira de clientes com uma moeda forte e um risco político menos concentrado e resolvesse, por exemplo, conquistar a Comunidade Econômica Européia ou um país do Mundo Árabe, a estratégia de conquista seria a mesma que determinou seu sucesso no Brasil?

 

Produtos e estratégias têm de ser configurados localmente para atender objetivos globais, e esses têm de ser definidos e determinados em cenários cuja definição constitua um desafio cada vez mais determinante para a empresa e aqueles encarregados da sua gestão.

 

 

MATERIAL RETIRADO DO PROGRAMA NEGOCIAÇÃO INTERNACIONAL

 

 

 

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VENDAS E NEGOCIAÇÃO – SIMETRIA E ASSIMETRIAS

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JB VILHENA

Vice Presidente do MVC

 

 

VENDAS E NEGOCIAÇÃO – SIMETRIA E ASSIMETRIAS

 

 

Negociação e vendas são sinônimas? Toda vez que vendo tenho de negociar? Toda vez que negocio estou realizando uma venda? É possível ser bom negociador e não ser bom vendedor? E ao contrário: é possível ser bom vendedor sem ser bom negociador?

 

Essas são questões freqüentemente ouvidas durante seminários e palestras de vendas e de negociação. Eu gostaria de dividir com você meu ponto de vista.

 

Em primeiro lugar é preciso deixar claro que negociação e vendas não são sinônimas. O processo de vendas pressupõe: (a) que as partes tenham cada uma algo que interesse à outra; (b) que ambos queiram e possam trocar o que possuem. Por exemplo: quando estou com fome, procuro alguém disposto a vender comida. Como tenho dinheiro para adquirir essa comida, proponho uma troca: meu dinheiro pela comida. Se a quantidade de dinheiro que ofereço é considerada satisfatória por quem vende comida, fazemos uma troca. Aqui houve uma venda.

 

Mas se a quantidade de dinheiro que ofereço é considerada insuficiente por quem vende - ou a quantidade e/ou qualidade não é considerada satisfatória por quem compra - a troca não acontece. Considerando o tamanho da minha fome, avalio os próximos passos que posso dar: (a) oferecer mais dinheiro; (b) aceitar uma quantidade menor de comida; (c) modificar a minha expectativa e me contentar com um padrão inferior de comida; (d) buscar outro fornecedor que aceite a quantidade de dinheiro que estou disposto a oferecer pela quantidade e qualidade de comida que pretendo comprar.

 

Após ter feito essa avaliação, caso minha decisão tenha sido virar as costas e ir procurar outro fornecedor, não terá havido venda nem negociação. Se minha decisão for fazer algum tipo de oferta para tentar levar a outra parte a flexibilizar sua posição, começamos um processo de negociação que poderá - ou não - resultar em uma venda.

 

SITUAÇÕES

 

Trazendo essa discussão para a realidade das organizações, podemos afirmar que:

  1. Nem todas as empresas precisam contar com vendedores aptos a negociar.

Partamos de dois exemplos práticos: o McDonald’s e os supermercados em geral. Ao chegar ao caixa e fazer seu pedido (ou depois de terminar de empacotar todas as suas compras) você alguma vez já chamou alguém para negociar o valor da conta? É claro que não. Muitas são as empresas que apresentam ao cliente uma rígida tabela e não se dispõem a negociar qualquer condição fora da que está sendo proposta. Elas estão ali para vender para quem aceite as condições impostas unilateralmente.

 

Se a sua empresa opera neste tipo de mercado, não jogue dinheiro fora ensinando seus vendedores a se tornarem melhores negociadores. Treine-os em técnicas de atendimento, invista na melhoria da sua capacidade de comunicação, prepare-os para fazer uma abordagem simpática e eficiente quando estiverem perante um prospect. Em outras palavras, invista no que possa dar retorno à empresa.

  1. Nem todas as vezes que se negocia é possível concretizar a venda.

Se a natureza do negócio da sua empresa exige que o vendedor flexibilize suas propostas, buscando um nível de adequação do interesse do comprador com os objetivos da organização, talvez deva investir em treinamentos de negociação. Contudo é preciso reconhecer que a negociação não é a única responsável pela capacidade de vender em uma empresa.

 

Somente no ano de 2004 perguntei a mais de 1.500 vendedores que participaram dos eventos que conduzi se, na opinião deles, vender para dentro era mais fácil ou mais difícil que vender para fora da empresa? Não houve sequer um que dissesse que vender para fora - para o mercado - fosse mais difícil que convencer as pessoas de dentro da própria empresa a cumprirem com aquilo que estava sendo prometido.

 

É preciso ter em mente que, nas negociações, somos obrigados a flexibilizar nossas posições, fazendo concessões e obtendo contrapartidas em função disso. Se a sua empresa é totalmente inflexível qualquer que seja a situação, se as pessoas da sua organização ainda não compreenderam que precisam se alinhar ao esforço de satisfazer clientes ou mesmo se a sua diretoria comercial pensa que ainda estamos no tempo em que a única negociação que se fazia com o cliente era para diminuir o tamanho do pedido dele (acredite, no passado fazia-se isso com freqüência) não gaste dinheiro em treinamentos de negociação. Invista em endomarketing, promova ações de conscientização quanto à importância do cliente, recicle as pessoas de mentalidade antiquada. Com certeza, esses investimentos trarão maior retorno e impedirão que sua equipe de vendas se sinta frustrada por não poder colocar em prática aquilo que aprendeu.

  1. As empresas que operam em mercados maduros e competitivos dependem de profissionais que saibam negociar e vender.

Se a realidade do seu mercado for a de uma oferta maior que a procura, se sobram produtos e serviços e faltam clientes; se cada ponto de market share tem de ser duramente disputado para ser mantido ou conquistado; se o cliente já atingiu um nível de maturidade que lhe permite vislumbrar todos os seus direitos e, principalmente, se sua organização pretende continuar no mercado por muito tempo, sugiro que você invista fortemente em ações de treinamento e capacitação da força de vendas voltadas para dois fatores: a prática da venda consultiva e o aumento da competência em negociação de seus vendedores.

 

Como já venho dizendo há algum tempo, a venda consultiva é muito mais que um rótulo ou um modismo. Trata-se de uma radical mudança na filosofia de vendas. Se a maioria das empresas vende para resolver seus problemas, as organizações que praticam a venda consultiva vendem para resolver os problemas dos clientes. Pode parecer simplesmente um jogo de palavras, mas não é. Poucos dias atrás eu conduzi um seminário de "Negociação e Vendas Voltadas para Superação de Resultados". O cliente era uma das maiores indústrias de vidro do país. A equipe comercial identificou praticamente todas as fases de mudança de orientação estratégica em vendas com as questões que lhes afligia no momento. Por que? Porque uma nova diretoria comercial assumira a empresa e estava transformando-a em uma organização praticante dos princípios da venda consultiva.

 

Já o aumento da competência em negociação se origina na conscientização de que os vendedores do futuro terão necessariamente de dominar três grandes dimensões complementares: a habilidade de relacionamento interpessoal, o conhecimento do negócio e o domínio de técnicas e táticas de negociação. Veja a figura a seguir:

 

 

Se você pretende que sua organização obtenha o melhor retorno das suas ações de treinamento, não saia contratando consultorias externas sem ter feito uma análise criteriosa sobre em qual das três categorias acima sua empresa pertence. Se depois de feita essa análise ainda persistirem dúvidas, estamos disponíveis para ajudá-lo a verificar o nível de maturidade comercial de sua empresa.

 

Bom final de ano e bons negócios em 2005.

 

 

MATERIAL RETIRADO DOS POCKET MBAs COMPETÊNCIA ORGANIZACIONAL EM NEGOCIAÇÃO E DESENVOLVIMENTO DE GESTORES E PROFISSIONAIS DE VENDAS

 

 

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RESILIÊNCIA E EQUANIMIDADE: COMPETÊNCIAS PARA LIDAR COM ADVERSIDADES

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CARLOS LEGAL

Consultor do MVC

 

 

RESILIÊNCIA E EQUANIMIDADE: 

COMPETÊNCIAS PARA LIDAR COM ADVERSIDADES

 

 

"Durante as guerras civis na China feudal, um exército invasor poderia facilmente dizimar uma cidade e tomar o controle. Numa vila, todos fugiram apavorados ao saberem que um general famoso por sua fúria e crueldade estava se aproximando - todos exceto um mestre Zen, que vivia afastado.
Quando ele chegou à vila, seus batedores disseram que ninguém mais estava lá, além do monge. O general foi então ao templo, curioso em saber quem era tal homem. Quando ele lá chegou, o monge não o recebeu com a normal submissão e terror com que ele estava acostumado a ser tratado por todos; isso levou o general à fúria.
"Seu tolo!" – ele gritou enquanto desembainhava a espada – "Não percebe que você está diante de um homem que pode trucidá-lo num piscar de olhos?"
Mas o mestre permaneceu completamente tranqüilo.
"E você percebe" – o mestre replicou calmamente – "que você está diante de um homem que pode ser trucidado num piscar de olhos?"

 

Esse conto chinês nos revela uma situação análoga a muitos de nós quando estamos expostos a pressões, ameaças, competição e, sobretudo, adversidades. Vivemos num mundo imprevisível, onde as incertezas tornaram-se parte da nossa rotina. Naturalmente, isso é causa de uma perturbação crônica, quase endêmica que destrói a produtividade, sendo um velho conhecido de todos nós. O seu nome? ESTRESSE.

 

O desdém do mestre zen pelo general (ameaça, pressão e adversidade) representa uma das competências mais necessárias no universo corporativo. As equanimidade, que pode ser entendida como serenidade em quaisquer circunstâncias, é uma virtude exaustivamente treinada e cultivada por monges budistas e iogues a milênios, para prepará-los para as dificuldades que deveriam encontrar em sua senda espiritual. Para nós, simples mortais, o estresse já é um desafio e tanto.

 

Presume-se, habitualmente, que o estresse tem causas externas. Entretanto, de acordo com o pensamento oriental, a causa básica do problema se encontra na mente. Se a mente percebe um evento como uma ameaça ou obstáculo, o corpo reage instintivamente para a luta ou a fuga, embora nosso condicionamento social nos impeça de realizar uma ou outra. Porém, o que percebemos como causas externas da nossa perturbação reduz-se, de fato, a uma causa única e interna: a reação da nossa mente a um evento ou situação. Concluímos que o evento por si só não pode ser diretamente associado aos efeitos orgânicos específicos. O que estabelece a diferença na reação é o estado de espírito.

 

A RESILIÊNCIA

 

Quando nossa percepção é clara, somos capazes de ver as coisas como realmente são e lidar com elas de modo adequado, equilibrado, seguro e flexível. Quando perdemos essa clareza e nossas percepções tornam-se nebulosas, sentimos a tensão e reagimos confusos. Para recuperar a integridade e manter-se num estado de excelência, o caminho mais simples é encarar a causa básica da nossa perturbação. Em vez de enfrentar as coisas tratando de problemas específicos, o indivíduo tem de remover os obstáculos à percepção clara, alcançando assim a nitidez mental. Entretanto, o primeiro passo para manter sua integridade é aprender a conservar o aspecto físico em seu estado ideal de equilíbrio e saúde. E aí encontramos uma outra competência também muito importante nos dias de hoje, um pouco mais comentada que a primeira, chamada resiliência.

 

Resiliência é um termo oriundo da física e engenharia que significa a capacidade de um objeto absorver a pressão e, quando cessada a pressão, voltar à sua forma original. Transferindo este conceito para o comportamento humano, representa simplesmente a capacidade do individuo em lidar com pressões e situações difíceis, sem prejudicar sua saúde física e equilíbrio emocional.

 

Você deve estar se perguntando, como então é possível desenvolver essas competências? Primeiro, para ser resiliente é fundamental estar em boa forma. Não acredito que seja possível ser resiliente de maneira emocional, sem estar bem fisicamente. Estar em boa forma envolve reunir em seu corpo flexibilidade, resistência, força, agilidade e possuir uma melhor capacidade respiratória. Corpo e mente formam uma unidade indivisível. Equanimidade é desenvolvida através do aprimoramento e refinamento da percepção, ampliação da inteligência e do discernimento.

 

Um dos métodos que tem se revelado eficaz para desenvolver tais competências é a ioga (método milenar de desenvolvimento) que significa "atar", "jungir" ou "integrar" e sua meta é unir todos os aspectos que formam o individuo. O objetivo maior da ioga é gerar integridade e presença, mas sua ênfase está em fazer e praticar, não apenas em acreditar.

 

Isso é apenas o começo. Saúde e Prosperidade. E um feliz 2005

 

 

MATERIAL RETIRADO DO POCKET MBA MELHORIA DA PERFORMANCE GERENCIAL

 

 

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TESTE - REUNIÕES E TEMPO: QUAL A CULTURA DE SUA EMPRESA?

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Alexandre FREIRE

Consultor Sênior do MVC

 

 

REUNIÕES E TEMPO: QUAL A CULTURA DE SUA EMPRESA?

 

 

A gestão inadequada de reuniões e do tempo é boa parte das vezes, uma questão cultural nas organizações. Algo que foi se consolidando com o passar dos anos e que, pouco a pouco, contribui para seu descrédito.

 

Que saber como está a cultura de sua empresa relativamente a reuniões e tempo? Para cada uma das questões, a seguir, escolha aquela alternativa que melhor representa o que acontece em sua organização.

 

 

Questões

Sempre

Às Vezes

Nunca

1

Os líderes de sua empresa utilizam as reuniões para mostrar que estão trabalhando?

-

-

-

2

Os líderes de sua empresa utilizam reuniões como forma de darem a si mesmos uma falsa sensação de poder?

-

-

-

3

Os líderes de sua empresa convocam reuniões como fachada para discutir um problema onde já está decidida a solução?

-

-

-

4

Em sua empresa as reuniões são feitas porque todo mundo faz. É um paradigma?

-

-

-

5

Em sua empresa as reuniões têm muitos participantes?

-

-

-

6

Em sua empresa as reuniões servem para buscar culpados?

-

-

-

7

Em sua empresa, convoca-se uma reunião para, no final, marcar a próxima... E obviamente, deixar a decisão para depois?

-

-

-

8

As reuniões em sua empresa são convocadas como formas de status de quem as convocam?

-

-

-

9

As reuniões que você participa tem muita conversa paralela?

-

-

-

10

Todos os participantes estão liberados para atender ligações de seus celulares; mesmo que fora da sala?

-

-

-

11

As reuniões começam atrasadas?

-

-

-

12

As reuniões extrapolam o prazo para terminar?

-

-

-

13

Durante as reuniões acontecem interrupções em demasia?

-

-

-

14

Durante as reuniões as decisões são tomadas sem estabelecer um plano de ação para elas?

-

-

-

15

Os resultados do plano de ação não são acompanhados e/ou cobrados na reunião seguinte?

-

-

-

16

Reuniões em sua empresa são longas e cansativas?

- - -

TOTAL

-

-

-

 

 

PONTUAÇÃO

 

Some os totais de cada resposta.

 

Multiplique por 1 o total de respostas

Sempre.

 

Multiplique por 2 o total de respostas

Às vezes.

 

Multiplique por 3 o total de respostas

Nunca.

 

Some os três totais.

 

 

INTERPRETAÇÃO

 

48 a 38 - pontos

Sua empresa acredita seriamente que tempo é dinheiro!!! E que isso se aplica especialmente às reuniões

 

37 a 27 - pontos

Sua empresa dá pouca importância ao tempo; Por conseqüência as reuniões produzem resultados abaixo das expectativas

 

26 a 16 - pontos

Sua empresa brinca com o tempo; As reuniões seguem pelo mesmo caminho.

 

Atenção! 

As oportunidades de melhoria estão naqueles tópicos em que a resposta é "sempre"

 

 

MATERIAL RETIRADO DOS PROGRAMAS PLANEJAMENTO, ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO, DO TEMPO, DA ENERGIA E REUNIÕES EFICAZES.

 

 

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CHEGA DE REUNIÕES IMPRODUTIVAS!

 

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Alexandre FREIRE

Consultor Sênior do MVC

 

 

CHEGA DE REUNIÕES IMPRODUTIVAS!

 

 

O mundo empresarial está sufocado por reuniões de negócios. Não falo das reuniões com clientes. Falo das reuniões internas nas empresas.

 

As estatísticas mostram que o nível gerencial passa 50% de seu tempo em reuniões. Já a diretoria, gasta ¾ de um dia de trabalho enclausurada em reunião. Parece que ninguém mais consegue tomar uma decisão sem juntar um monte de gente ao redor de uma mesa.

 

Como o Líder é uma raça em extinção, a direção das empresas utiliza-se de reuniões para fugir da responsabilidade de decidir. Afinal, decidir, é uma função nobre e arriscada da liderança. Então o que fazem: criam comitês disso e daquilo; organizam grupos de trabalho para isso e para aquilo; inventam equipes multidisciplinares e chegam a constituir times de cabeças pensantes.

 

Tudo isso regado a muito pão de queijo, café, água e biscoitos. No final das contas, as reuniões estão servindo para tirar do gerente a responsabilidade de decidir sozinho, ou seja, "de tirar o dele (ou o dela) da reta". Existem ainda outras sete razões para convocar estes encontros improdutivos. Vamos a elas:

  • Razão nº 1 - Os gerentes utilizam as reuniões para mostrar que estão trabalhando;

  • Razão nº 2 - Os gerentes utilizam reuniões como forma de darem a si mesmos uma falsa sensação de poder;

  • Razão nº 3 - A direção das empresas convoca reuniões como fachada para discutir um problema onde já está decidida a solução;

  • Razão nº 4 - As reuniões são feitas porque todo mundo faz. Ou seja, você, como gerente, não pode ficar fora desta;

  • Razão nº 5 - Reuniões com poucas pessoas significam complô. Portanto, os gerentes fazem uma grande convocação, não esquecendo inclusive do estagiário;

  • Razão nº 6 – Reuniões servem para buscar culpados;

  • Razão nº 7 - Enfim, convoca-se uma reunião para, no final, marcar a próxima... E obviamente, deixar a decisão para depois.

Quando reuniões ocorrem, tudo pára. O cliente não é atendido. O fornecedor não é informado do que necessitamos. A pesquisa de mercado fica para depois, e por aí vai. Estudos revelam que metade de todo o tempo gasto em reuniões é simplesmente improdutiva!

O desrespeito ao tempo de todos é um desserviço para a empresa. Talvez um dia, quando os impostos incidirem sobre o tempo, e não mais sobre as vendas, teremos menos reuniões e mais decisões.

 

Mas, como identificar se uma reunião será improdutiva? Se estes indícios que vou lhe passar estiverem todos presentes no momento da convocação, prepare-se para uma tarde de improdutividade. Vamos a eles:

 

Indício número 1 : A opinião já está formada, mas o chefe quer uma reunião.

Indício número 2 : Não apresentaram a agenda da reunião, mas disseram que seria importante.

Indício número 3 : Mais de seis pessoas foram convocadas. Grande oportunidade para conversas paralelas.

Indício número 4 : Todos estão liberados para atender ligações de seus celulares. Oportunidade para que cada um levante e saia da sala para atender às chamadas.

Indício número 5 : A reunião não tem prazo para terminar. Tudo terá de ser discutido até a exaustão...

 

Lembre-se: O tempo é o único insumo do mundo que não há como recuperar. Pense nisso antes de convocar a próxima reunião...

 

Que suas reuniões em 2005 possam ajudá-lo na melhoria de seu processo decisório.

 

Faça o teste "Tempo e Reuniões: Qual a cultura de seu empresa?

 

MATERIAL RETIRADO DO PROGRAMA MELHORIA DA PERFORMANCE GERENCIAL

 

 

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