Edição Nº 78 - Fevereiro de 2005

       
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 Editorial  A voz do Consultor
 Falando de Mudanças    Caro é o que não tem valor

O que há de novo quando falamos de mudança? Quais as contribuições de Kotter e Gardner? Já passamos pela fase de grandes mudanças? 




Marco Aurélio Ferreira Vianna 

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José Luiz Meinberg

 

   
 Gestão Comercial  Para o Presidente (Espanhol)
Pecados Capitais na Venda Consultiva    ¿Señor Presidente: La culpa es suya?

Afinal por que venda consultiva? O que ela representa em termos de mudança? O que impede as empresas de praticá-la.

J.B.Vilhena

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Los Presidentes son personas solitarias, cuyo contexto del puesto dificulta el feedback, el mirar en el espejo.

L.A. Costacurta Junqueira

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 Performance  Novidades
  Implementação   Melhores livros de 2004
 

Negociou o pedido? Fechou o acordo? Concluiu o negócio? Parabéns! Mas, e a implementação do acordo, foi negociada? Sem implementação não há sucesso prático no que foi acordado!


José Luiz Meinberg

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Melhores livros de 2004 na opinião da revista Estratégia e Negócios. Veja detalhes em cada link.





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 Gestão  Internacionalização
  Onde estão os talentos?    Venda seu produto no mercado Externo 
 

Afinal, se o Brasil quer (e precisa) crescer pelo menos 5% ao ano, vamos precisar, cada vez mais, de gente capaz para produzir e gerir este crescimento. Como encontrar novos Talentos?


Mauro Ribeiro
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Qual o passo a passo para a entrada no mercado global? Porque muitos desistem? Vale para empresas de que porte?



Carlos Alvim
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 Teste  Teste (Espanhol)
  Liderança e Mudança    ¿Presidente: UD. concreta?
 

Liderança e Mudança são temas interligados no universo gerencial. Como essas duas competências "funcionam" em sua empresa? Quais os pontos fortes e fracos desse casamento? Leio o Editorial. As respostas podem estar no teste, a seguir.

Marco Aurélio Ferreira Vianna
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Para finalizar el articulo, nada mejor que proponer un auto análisis de la actuación del presidente, partieno de una perspectiva más global


L. A. Costacurta Junqueira
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Expediente
  Publisher: Costacurta Junqueira Jornalista Responsável: Cristina Spera
  Equipe Insight: Maria Teresa; Leandro Santana
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EDITORIAL  

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MARCO AURÉLIO FERREIRA VIANNA

Presidente do MVC

 

 

FALANDO DE MUDANÇA

 

Dois livros lançados nos últimos anos nos instigam a pensar ainda mais profundamente no tema Mudança. "O Coração da Mudança" de John Kotter e "Mentes que Mudam" de Howard Gardner são leituras indispensáveis para quem está interessado no tema, ou seja, todo o Universo empresarial. A análise cuidadosa que fiz de seus conteúdos foi acoplada ao método que venho usando (e aperfeiçoando sempre) em trabalhos de consultoria. Menciono a seguir alguns pontos devem ser destacados.

 

Sem dúvida, na obra de Kotter o próprio nome e subtítulo ("transformando empresas com a força das emoções") já nos mostra uma verdadeira ruptura de paradigmas, principalmente considerando a nacionalidade americana e formação acadêmica do autor. A mudança deixa de ser tão somente, um processo racional, um projeto cartesiano, para incorporar a alma, o sentimento de seus agentes de implantação. Sua incisiva proposta consiste na evolução do sistema "Analisar – Pensar – Mudar" para o "Ver – Sentir – Mudar", o que representa em si uma verdadeira reorientação para a Essência Humana mais pura.

 

Neste ponto, o pensamento de Gardner complementa a mesma premissa conceitual e reforça a necessidade do Líder da Mudança ter uma excepcional capacidade de comunicação. Um de seus atributos de sucesso – que ele chama de Ressonância – propõe literalmente: "A razão e a pesquisa (outros atributos) apelam para os aspectos cognitivos da mente humana; a ressonância denota o componente afetivo". É incrível, mas dois dos maiores pensadores do mundo, pertencentes aos quadros mais nobres de Harvard, propõem a efetividade da mudança sobre os pilares da afetividade e da emoção, lembrando que o grau do Humano nas empresas, tão abandonado durante tanto tempo, deve prevalecer sobre a razão pura (nada contra Kant e suas idéias). Kotter é ainda mais enfático quando conclui: "Idéias carregadas de emoções mudam comportamentos antigos e reforçam novos comportamentos". Para mim, pessoalmente, esta reflexão ganha importância maior. Há muito tempo eu defendo a idéia que a empresa é uma dádiva divina porque ela nos dá a oportunidade de melhorar o mundo dentro do nosso tamanho e limite de capacitação. Sim, porque, a empresa é a integração de Seres Humanos que somam suas qualificações e eliminam mutuamente suas missões, para agregar valor ao Universo e à Humanidade.

 

Isto tudo me inspirou para transcrever na forma de um teste (simples e objetivo) o método de Gestão da Mudança que uso em nossos clientes, e que está apresentado neste número do Insight.

 

Boa leitura

 


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PECADOS CAPITAIS QUE IMPEDEM AS EMPRESAS DE PRATICAR A VENDA CONSULTIVA

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J.B. VILHENA

Vice Presidente do MVC

 

 

PECADOS CAPITAIS QUE IMPEDEM AS EMPRESAS DE PRATICAR A VENDA CONSULTIVA

 

 

Como a maioria de nós já sabe, a venda consultiva, representa uma evolução lógica da clássica abordagem da venda por análise de necessidades. Nesta nova dimensão o vendedor assume uma postura ativa na relação comercial. Também sabemos que não basta apenas analisar as necessidades expressas pelo cliente, porque este, muitas vezes, não sabe exatamente qual a melhor solução para seu problema. O papel de consultor que investiga e diagnostica a necessidade cabe ao vendedor, que deve conhecer a empresa e o mercado de cada cliente tão bem, ou melhor, que o próprio.

 

As empresas que atuam com base na venda consultiva não vendem soluções que sejam simplesmente melhores que as ofertas dos concorrentes. Vendem A SOLUÇÃO DOS PROBLEMAS atuais e futuros do cliente.

 

Do vendedor é exigido que seja altamente qualificado, tenha grandes conhecimentos gerais e de produto, capacidade de dialogar e questionar o cliente em busca das reais necessidades e domine ferramentas que lhe permitam obter pleno conhecimento da situação do cliente. Posicionando-se como parceiro, o vendedor busca desenvolver com o cliente uma relação de grande confiança. O objetivo de todo esse esforço é fidelizar o cliente.

 

Embora a maioria dos gestores de área comercial já saiba disso, ainda se cometem inúmeros "pecados" na hora de praticar o conceito de vendas consultivas. Vejamos alguns deles:

 

a) Venda consultiva é apenas um nome novo.

 

É um erro pensar que basta mudar a nomenclatura para que as empresas passem a praticar a venda consultiva. É como pensar que mudar o nome da doença cura o paciente. Como dissemos anteriormente, praticar a venda consultiva é estar comprometido com a solução dos problemas de compra do cliente e não apenas com os problemas – ou necessidades – de venda do fabricante.

 

A prática da venda consultiva pressupõe uma mudança de mentalidade e conseqüente requalificação de objetivos.

 

b) Venda consultiva pode ser praticada por qualquer    vendedor.

 

Outro erro. O profissional que pratica a venda consultiva precisa ter duas características: conhecer o negócio do cliente tão bem ou melhor que ele e demonstrar capacidade de articular uma solução para problemas do cliente que, muitas vezes, exige parcerias e associações até mesmo com os concorrentes.

 

Logo se trata de um profissional com competências diferenciadas em relação àquelas que são exigidas dos vendedores que se limitam a ouvir o problema do cliente e procurar no portfólio da empresa um produto que possa ser endereçado a essa necessidade.

 

c) Pode-se recrutar e selecionar vendedores para praticar a venda consultiva da mesma forma que selecionamos tiradores de pedido

 

No século XXI não basta contratarmos vendedores experientes. É preciso que as equipes sejam formadas por profissionais de vendas e não apenas por pessoas que se formaram na base da "tarimba" do dia-a-dia. Ser profissional de vendas capaz de praticar a venda consultiva significa ter domínio pleno sobre pelo menos três dimensões: o conhecimento do negócio, o domínio das técnicas profissionais de vendas (muito diferentes da idéia de empurrar goela abaixo do cliente nossas ofertas) e inteligência emocional desenvolvida. O vendedor "experiente" raramente domina com plenitude essas três funções. O vendedor profissional está capacitado para exercê-las em conjunto.

 

d) Qualquer vendedor experiente pode praticar a venda consultiva.

 

Para recrutar e selecionar os melhores vendedores é preciso definir com clareza o perfil de competências que estamos buscando. De que adianta contratar um expert em negociação se nosso produto oferece muito pouca flexibilidade na hora da compra? De que adianta o vendedor ter um perfil técnico altamente desenvolvido se nossa venda depende basicamente do relacionamento que conseguimos desenvolver com o cliente?

 

e) Devemos sempre valorizar a "prata da casa" na hora de contratar os vendedores.

 

Valorizar a "prata da casa" é desejável porém não essencial. Se tivermos dentro de casa pessoas com o perfil de competências que precisamos, vamos valorizá-las. Caso contrário, é melhor contratar no mercado.

 

f) Basta motivar que nossos vendedores passarão a fazer vendas consultivas.

 

Na realidade nós não motivamos as pessoas. Motivação é a decisão de agir (ação) em função de motivos que estimulam a uns e não a outros. Em outras palavras, o que o gestor comercial pode fazer é dar os motivos para que sua equipe aja. Vejamos um exemplo prático: se minha equipe é preponderantemente formada por pessoas de perfil altamente competitivo, criar algum tipo de concurso pode ser um bom motivo para que as pessoas se esforcem mais. Se o perfil básico da equipe é fortemente voltado para o domínio de questões de natureza técnica, é possível que a oferta de um curso específico da área motive o vendedor a vender mais.

 

Em suma, temos de compreender a gênese da equipe para poder escolher diversas ofertas (motivos) que podem despertar nas pessoas o desejo de fazer (ação). Motivar a fazer vendas consultivas é levar o profissional de vendas a se apaixonar por aquilo que faz e compreender que os resultados de seu trabalho dependem do domínio de uma técnica e não apenas de tarimba e boa vontade.

 

g) O treinamento para a prática das vendas consultivas é exatamente igual a outros treinamentos de vendas.

 

Os treinamentos que enfatizam a venda consultiva têm uma dinâmica toda especial e devem ser ministrados por profissionais que efetivamente dominem esse campo de atuação mercadológica. Há muitas empresas que apenas mudaram o título de seus velhos treinamentos de vendas e agora os chamam de vendas consultivas. É preciso ficar atento para não acabar comprando "gato por lebre".

 

A sua empresa comete algum desses pecados? Em caso positivo não hesite em entrar em contato conosco e verificar como o MVC pode ajudá-lo a entrar imediatamente no século XXI.

 

 

Material retirado do POCKET MBA DESENVOLVIMENTO DE GESTORES E PROFISSIONAIS DE VENDAS (link)

 

 


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¿SEÑOR PRESIDENTE: LA CULPA ES SUYA?

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L.A. COSTACURTA JUNQUEIRA

Vice Presidente del MVC

 

 

¿SEÑOR PRESIDENTE: LA CULPA ES SUYA?

 

 

  • INTRODUCCIÓN

Para empezar, a usted, lector, ¿le pareció el título provocativo? Algunos gurus del management suelen decir que el "Choque" o "Mayor grado de objetividad" son los precursores de cualquier proceso de cambio. Aunque este artículo ha sido escrito teniendo como foco la figura del principal ejecutivo de cada organización, atrevámonos a decir que su contenido ciertamente "golpea" a ejecutivos de todos los niveles.

Los presidentes son personas solitarias, cuyo contexto del puesto dificulta el feedback, el mirar en el espejo, llevando, as veces, a un sentido de omnipotencia. Acá nuestro propósito es el de tomar el lugar de los demás compañeros de la empresa, contribuyendo con observaciones que puedan hacer del presidente alguien aún más competente.

El lector podrá constatar que los presidentes se equivocan por acción u omisión, por soledad o exceso en la búsqueda de visibilidad, por omnisciencia o timidez; en cualquiera de esas visiones los "Pecados" existen y van a ser planteados a lo largo de nuestro texto.

  • CULPAS Y PECADOS

Vamos a empezar por la enumeración de las culpas y pecados, y entonces, partir de un detalle de cada uno:

  • ¿EDUCA A SU HIJO PARA SER PRESIDENTE O BURÓCRATA?

  • ¿UD. ES DEL PARTIDO DEL "YO" O DEL "NOSOTROS"?

  • EL ESTILO PINOCHIO: ¿INCENTIVANDO MENTIRAS O VERDADES?

  • HAGA LO QUE DIGO, PERO NO HAGA LO QUE HAGO: EL EJEMPLO

  • ¿UD. ES UN GERENTE DE OPORTUNIDADES?

  • ¿CÓMO SE PUEDE CONVENCER AL PRESIDENTE?

  • ¿LA DELEGACIÓN ES PARTE DE SU CREDO?

  • NEGOCIACIÓN: ¿ERRORES PELIGROSOS?

  • ¿POR QUE EL PRESIDENTE NO DUERME A LA NOCHE?

  • ¿PRESIDENTE: UD. CONCRETA?

  • ¿EDUCA A SU HIJO PARA SER PRESIDENTE O BURÓCRATA?

Los presidentes también son padres; además de desarrollaren subordinados necesitan también educar a sus hijos, dedicando a esa "actividad" una parte significativa de su tiempo.

 

Presidentes y padres, de una manera general, suelen desear que sus hijos crezcan y se desarrollen a su imagen y semejanza. Es natural que ocurra eso y que un Presidente desee que su hijo también sea un ejecutivo.

 

Usted Presidente, ejecutivo/padre ¿ya se dio cuenta que puede estar educando sus hijos para que sean simples burócratas?

 

¿Somos padres permisivos o estamos siempre cuestionando la manera como suelen darse las cosas en casa? ¿Demandamos de nuestros hijos ideas nuevas, maneras alternativas para resolver viejos problemas? ¿Hay una preocupación genuina que nuestros hijos sean competentes para hacer cosas que los otros no son capaces? Más tarde, como ejecutivos, ellos podrán ser simples mantenedores del "status quo", o personas que se sientan responsables por cambiar situaciones, aprovechar oportunidades, "alterar el curso de las cosas". En la peor hipótesis, pueden transformarse en simples burócratas.

 

¿Cuál el comportamiento que nosotros, Presidentes, padres, adoptamos cuando nuestro hijo se equivoca? ¿Inmediatamente castigarlo o intentar descubrir las causas del error para evitar una repetición del problema; incluso para descubrir que el error ocurrió porque no les damos suficiente información acerca de lo que debería ser hecho o acerca de los limites involucrados?

 

Por ejemplo, cuando nosotros, padres, vamos al cine, nuestra actitud es bombardear al hijo de recomendaciones o recurrir a su sentido común diciendo: "Hijo, la casa es tuya, cuídala; cualquier duda, resuelve como te parezca mejor y cuéntanos cuando volvamos".

 

Imaginemos, ahora, cuanto tiempo dedicamos diariamente a educar a nuestros hijos: ¿30, 60, 80 minutos por día? ¿Ellos efectivamente ven a los padres como un recurso? ¿ Cómo a alguien disponible para ayudarlos? ¿Nuestra presencia a su lado, como padres, permite una evaluación en tiempo real de lo que pasa efectivamente? ¿Como ellos se están desarrollando? ¿ Es eso lo que ellos van a hacer con sus subordinados cuando sean gerentes/ejecutivos, en el futuro?

 

¿Cuándo nuestro hijo nos hace un pedido lo atendemos rápidamente? ¿Tratamos a nuestro hijo tan bien o mejor de como tratamos a nuestros clientes (o a nuestros subordinados) en el trabajo? La dimensión de la rapidez en las respuestas crea en los hijos la sensación de importancia, disponibilidad para la solución de problemas, etc.

 

¿En casa damos órdenes o pedimos para que las cosas sean hechas "por favor"? ¿Solo nuestra opinión es valida o escuchamos a los hijos antes de decidir? ¿Somos los primeros o los últimos en dar una opinión? ¿Compartimos con nuestros hijos informaciones relevantes para sus vidas? ¿Compartimos nuestras experiencias? El proceso educacional puede crear hijos autócratas o con estilo participativo de decisión. Eso depende de nosotros, padres, presidentes.

 

Resumiendo lo que discutimos hasta acá, pongo frente a frente algunos comportamientos a incentivar y otros a evitar en el proceso educacional. Los primeros son características de ejecutivos y emprendedores eficientes, tanto en la ejecución de tareas como en la gestión de seres humanos; los otros comportamientos generalmente traen mas ineficiencia y desintegración. La misma relación puede ser aplicada a nuestros hijos.

 

* COMPORTAMIENTOS

 

INCENTIVAR

EVITAR

ELOGIOS

CRÍTICA

ASUMIR RIESGOS

SEGURIDAD MÁXIMA / MANUTENCIÓN / TRADICIÓN

PEDIR AYUDA

NO NECESITAR DE NADIE

COOPERACIÓN

COMPETICIÓN DESENFRENADA

AFECTIVIDAD + RACIONALIDAD

RACIONALIDAD

CONFIANZA

DESCONFIANZA

PENSAMIENTO EN EL FUTURO

PENSAMIENTO EN EL PASADO O PRESENTE

 

No es necesario concordar con lo que hablamos. Pedimos apenas que cada uno de ustedes se pregunte si está en el mejor camino y lo que, eventualmente, podría y debería ser cambiado.

 

  • ¿UD. ES DEL PARTIDO DEL "YO" O DEL "NOSOTROS"?

Los presidentes tienen muy claro que el downsizing, la terceirización, los grandes gurus, los consultores, o sea, todos los "entendidos" en el área del management, nos conducen a la era del grupal, del trabajo en equipo, de la sinergia etc. Eso en detrimento de un proceso de individualización que, por mucho tiempo, parecía ser una de las esencias del capitalismo (especialmente en el modelo americano).

 

Cuanto más observamos la vida empresarial, encontramos una discrepancia entre el discurso (equipo) y la acción (cada uno por si).

 

A nuestro ver, eso se da porque el sistema organizacional/educacional y los estilos gerenciales inducen a la individualidad, trayendo el efecto de una realimentación circular, uno alimentando al otro, continuamente. El presidente es, seguro, uno de los responsables por ese "GAP".

 

Vamos a analizar algunos indicadores de esa discrepancia, considerando los diversos segmentos de la vida empresarial, incluso personal, en algunos casos.

 

Sistema de reconocimiento: Es muy común que un presidente solicite un trabajo a un grupo de personas. Los resultados son excepcionales, más en vez de elogiar al grupo, individualiza el reconocimiento.

 

Sistema de evaluación del desempeño/competencias: Si el sistema vigente en la empresa premia únicamente los "hechos" individuales, despreciando la calidad de una actuación grupal, ¿por qué el empleado/ejecutivo va a querer trabajar en equipo?

 

Monopolización de informaciones: Para muchos ejecutivos la información es poder y algo para su uso exclusivo. La era del conocimiento implica una rapidez en compartir ese conocimiento; y una de sus consecuencias es la apertura colectiva de corazones y mentes que induce al trabajo en equipo, ayuda mutua, motivación para la cooperación.

 

Contactos externos/internos: El ejecutivo que cree en el trabajo en equipo distribuye, equilibradamente, entre sus subordinados, la responsabilidad por los contactos con clientes internos/externos/provedores/comunidad/imprenta etc. La idea es que el autor sea también el divulgador del trabajo, información etc. Sí, pueden haber filtros y controles por parte del ejecutivo, incluso demandando su presencia. Lo que no es muy ético es uno hacer y otro recibir el mérito. Es un caso típico de apropiación indebida de la propiedad intelectual.

 

Símbolos: Hay algunos símbolos que hacen parte del comportamiento del presidente y que demuestran el culto a la individualidad: sentarse siempre a la cabecera de la mesa; tener siempre la primera (y última) palabra; delegar, pero controlar siempre; hablar en un tono de voz mas alto; interrumpir a los colaboradores. Casi siempre esas demostraciones de superioridad, culto a la jerarquía, inhiben el trabajo en equipo.

 

Sistema interno de reconocimiento: La mayoría de los ejecutivos empezó su trayectoria en puestos de naturaleza técnica, cuando el reconocimiento por un buen trabajo dependía de la eficacia individual ("poner la mano en la masa"). En la posición gerencial es fundamental alterar ese referencial de reconocimiento, pues la competencia del ejecutivo va a ser medida por la capacidad de hacer que el grupo actúe armoniosa y sinergicamente en búsqueda de resultados.

 

Verdad/Amor o Verdad/Desamor: La motivación para haber el feedback es imprescindible para el trabajo en equipo; fundamental para que la otra parte entienda ese feedback como un acto de contribución para la mejora del desempeño (verdad/amor) y no como una manera de herir/desminuir/destruir (verdad/desamor). Privacidad, equilibrio entre elogios y críticas, momento adecuado, son características de un feedback constructivo.

 

Oír: El ejecutivo que consigue oír todo lo que su equipo desea decir antes de hablar, estará demostrando empatia y reconociendo la importancia de la contribución de sus subordinados, pares, incluso evitando orientar contribuciones para un determinado sentido (normalmente a aquello que representa su opinión).

 

Hechos o opiniones: El trabajo grupal siempre va a ser más eficaz si el presidente y su equipo observaren primero los hechos y después las opiniones. Los primeros aproximan las personas (son poco susceptibles a divergencias); a la vez, las opiniones separan las personas. Una relación que empieza con la exposición de hechos, ayuda a construir una base sólida para la aceptación de opiniones divergentes.

 

Concordancias y Discordancias: Todo trabajo en equipo incorpora concordancias y discordancias. El presidente experimentado (y grupal) trata siempre de empezar los trabajos por las concordancias, facilitando la creación de un clima de cooperación en el ámbito del grupo.

 

Conocimiento Personal del Equipo: Cuanto mayor sea el conocimiento del presidente, de las características comportamentales de los miembros de su grupo, mayor será su eficacia como potencializador de los resultados del equipo. Tan importante como un buen argumento son las distintas maneras de presentarlo a personas con características distintas.

 

¿"Yo" o "Nosotros"? ¡La elección va a ser siempre suya, lector! Es importante acordarse de que la peor postura es tender a un estilo "Termino Medio".

 

Sus subordinados, pares, clientes y proveedores necesitan saber, cuanto antes sea posible, en que "partido" juega, ya que la transparencia es el nombre del juego, cuando se trata de trabajar en equipo.

  • EL ESTILO PINOCHIO: ¿INCENTIVANDO MENTIRAS O VERDADES?

Los presidentes normalmente son personas que están siempre exigiendo resultados, demandando respuestas rápidas, comportamientos asertivos; en fin, están siempre buscando la versión más próxima y urgente de la "verdad" definitiva.

 

Y la verdad es que terminan por escuchar más mentiras, o medias verdades. Y, lo que es peor: terminan por aceptar o considerar como razonables las que escuchan.

 

Deseamos acá listar algunas de las mentiras más comunes y presentar algunos comportamientos/sugestiones que puedan asegurar, al presidente, que lo dicho este más cerca de lo verdadero que de lo falso.

 

* MENTIRAS MÁS COMUNES – (Escuchadas por el presidente)

¡¡¡Estamos a años luz delante de la competencia!!!

¡¡¡No tenemos que cambiar lo que va funcionando bien, hicimos un benchmarking y va todo bien!!!

¡¡¡Voy a entregar esta planificación mañana!!!

¡¡¡Su estilo participativo es lo que hace esta empresa crecer!!!

¡¡¡Puedes sacar vacaciones tranquilas que la empresa no va a parar!!!

¡¡¡Vuelvo dentro de 15 minutos!!!

¡¡¡No entiendo porque eso no va, estaba igual al lo del año pasado!!

¡¡¡Acá en la empresa todos son tratados igualmente!!!

¡¡¡El mercado practica eso hace muchos años!!!

Pasando de las mentiras para la búsqueda de la verdad, vamos ahora a algunas maneras de incentivar, en los subordinados, pares, clientes, comportamientos más auténticos.

 

* INCENTIVANDO LA VERDAD

Aunque sea un tema que comporta un abordaje bastante hondo, hay algunos comportamientos que "ayudan" a los otros a ser más auténticos en su relación. Sin cualquier dogmatismo, siguen algunas sugestiones:

  • Intente identificar lo que hay por detrás de las mentiras:

Falta de creencia en usted mismo/empresa

Falta de motivación

Incompetencia, etc.

  • Procure solicitar a los otros lo que, para usted, lo que fuera posible y razonable de hacer (en términos de plazos, competencias, costos etc.)

  • Pida verbalmente, pero confirme el pedido por escrito antes del plazo de cierre

  • Tenga siempre un testigo cuando lo pida y el mismo (si es posible) cuando lo reciba (en casos especiales, por supuesto)

  • No ataque verbalmente a quien le dijo una mentira; use el silencio para desconcertarlo o hacerlo "ver la realidad"

  • Pida poner la mentira "por escrito" y enviarla por mail luego, después de la entrevista

  • Repita la mentira con sus propias palabras alegando que quiere ver si entendió bien lo que el otro dijo

  • Piense en el juego de póquer y aprenda a identificar los gestos y comportamientos que muestren que el otro no esta diciendo la verdad

  • No alardee la mentira, déjela quedarse entre cuatro paredes, tórnela reversible para la otra persona (facilite el volver atrás)

  • Recuerde al otro que todos tienen el derecho de decir una mentira (o una media verdad); el problema es la segunda vez, la tercera...

  • Cuestione todo lo que le sea dicho, esto llevará al interlocutor a respétalo más.

Es importante recordar que la mentira tiene piernas cortas, no sobrevive; cuando antes es desenmascarada, más pequeños van a ser los desgastes en las relaciones con terceros, o bien como para los resultados de su empresa.

Para finalizar, de usted el ejemplo: diga siempre la verdad, a pesar de que sea dura.

 

  • HAGA LO QUE DIGO, PERO NO HAGA LO QUE HAGO: EL EJEMPLO

De buenas intenciones el infierno está lleno.

El discurso es muy bueno, pero las acciones...

La teoría en la practica es otra.

 

Las tres frases tienen algo en común: el hecho de que los presidentes exigen de sus subordinados resultados, comportamientos, habilidades que ellos mismos no practican o no consiguen obtener.

 

Esto es particularmente grave ya que uno de los más eficaces procesos educacionales y/o de cambio es el ejemplo. Si no hay ejemplo, no hay cambio y se establece el caos, la manutención del status quo, que, ciertamente, no es la mejor alternativa.

 

Vamos entonces a listar algunos de esos resultados, comportamientos, habilidades, demandados por los presidentes, pero no practicados por ellos mismos (y as veces penalizados cuando son practicados por los subordinados).

  • "Nosotros acá vivimos en una democracia, todos pueden decir lo que piensan, incluso puntos de vista contrarios a los míos".

  • "Acá la gestión del tiempo es sagrada; reuniones convocadas para las 14 horas, empiezan a las 14 horas".

  • "Equivocarse es parte del proceso de aprendizaje; acá todos pueden equivocarse".

  • "En la duda equivóquese por acción y jamás por omisión".

  • "En nuestra empresa el cliente es el rey; lo que él diga o quiera debe sobreponerse a todo lo que está escrito o dicho en la empresa".

  • "Acá impera el proceso decisorio participativo, todos van a ser escuchados".

  • "En nuestra empresa no gustamos del trabajo rutinario; lo que vale acá es ser creativo".

  • "Nuestro sistema de remuneración permite que usted, mí subordinado, gane más que yo: basta producir más resultados".

  • "Todo lo que yo diga es negociable; siéntase libre para cuestionarlo".

  • "En esta empresa usted va a tener todas las oportunidades de desarrollarse: acá los recursos humanos son nuestro principal activo".

Ciertamente algunas de esas frases son familiares para usted.

Recordamos que ellas encierran suposiciones peligrosas: son ideas en las cuales los presidentes creen, predican, pero que no retratan su manera más frecuente de comportarse.

 

Crean expectativas que no van a ser atendidas, reducen la motivación y retardan el proceso de cambio.

 

El tema es escapar de ellas si, nosotros presidentes, no deseamos, realmente, empezar por nuestro ejemplo.

  • ¿UD. ES UN GERENTE DE OPORTUNIDADES?

Cuento o no, escuché, a muchos años, lo siguiente: "Una gran empresa había empezado a construir un edificio de departamentos en la cabecera de un aeropuerto. Desde el principio, las ventas se mostraron extremamente difíciles ya que la polución sonora ultrapasaba los 130 decibeles (esto ocurrió antes del establecimiento de límites de horario de aterrizaje y decolaje en los aeropuertos). Pasados 4 meses de la inauguración, ningún departamento había sido vendido, a pesar de las condiciones financieras extremamente favorables, de la calidad del inmueble, de las áreas comunes etc. El Presidente de la constructora reunió sus expertos de marketing y ventas para estudiar alternativas de comercialización: mil ideas surgieron, pero ninguna que pareciera resolver el problema. En el medio de la reunión, entró LUCIA, subordinada que servia un café maravilloso, y que escuchando parte de la conversación, sugirió ("chismosa que era"): ¿Por que ustedes no venden el edificio a personas que poseen deficiencia auditiva? A ellos el ruido no importa para nada."

 

Dice la "leyenda" que aprobada la nueva estrategia de comercialización, el edificio fue completamente vendido en dos meses y los sordos vivieron felices para siempre.

 

Este pequeño texto presenta refuerzos importantes para los presidentes y empresas que adoptan, por la dimensión de la oportunidad, el "hacer la hora" y no el "esperar que se de".

 

* ALTERNATIVAS

Veamos entonces cuales serían las alternativas para una postura más adecuada:

  • Jerarquía y generación de oportunidad no tienen una relación directa: a veces los empleados más sencillos tienen grandes ideas. Lo importante es que ellos puedan decir lo que piensan.

  • Quien tiene miedo de equivocarse termina por bloquear el proceso de generación de oportunidades: ¿que podría perder "nuestra funcionaria" con su sugerencia? ¡¡¡Nada!!! Lo mismo tal vez no se aplica a los ejecutivos de marketing, ventas, y incluso al propio presidente.

  • Cada uno de nosotros tiene un momento o un "sistema" ideal para generar oportunidades:

Solo o en grupo

En el principio o a fin del día

Verbalmente o por escrito

En el ambiente de trabajo o en casa

Respetar esas idiosincrasias es, entonces, fundamental.

  • Escuchar, sin interrupciones/evaluaciones, es tal vez la habilidad más importante para el Presidente que desea oxigenar a la empresa con ideas nuevas.

  • Crear en la organización un sistema que incentive y recompense el canje/flujo del conocimiento y no su individualización, es también una estrategia importante.

  • Para los fanáticos de la gestión del tiempo es siempre bueno recordar que la interrupción puede representar una oportunidad. En estos casos suele ser necesario "filtrar" las interrupciones, separando la paja del trigo.

  • Las oportunidades son más fácilmente identificadas cuando "pensamos" el por qué "hacemos" algo (Planeamiento). Como somos, de manera general, orientados a hacer, como primera opción (porque es más tangible), tal vez fuera el caso de intentar invertir esa tendencia.

  • Las objeciones y los cuestionamientos son una gran fuente de oportunidades; es necesario "tratar bien" a quien tiene esa característica de comportamiento.

  • Todos en la empresa necesitan "trabajar" para el área de investigación, innovación, desarrollo; en nuestra historia, incluso la funcionaria hacía eso.

  • Es necesario que haya un sistema de "recompensa" para los generadores de oportunidades. No estamos hablando necesariamente de dinero, pero de algo que refleje el valor que la organización da a las nuevas ideas.

Y ahora, Sr. Presidente: ¿Hacerlo ya o esperar que se de?

  • ¿CÓMO SE PUEDE CONVENCER AL PRESIDENTE?

Las ideas acá expuestas se dirigen al presidente (que siempre tiene que dejar claro cuales son los argumentos que más lo sensibilizan), y especialmente a sus subordinados (cuales y cómo utilizar los argumentos más adecuados).

 

Para empezar, es bueno siempre recordar que los presidentes están siempre con la mente orientada hacia resultados, deseablemente tangibles/cuantificables. Busque empezar cualquier contacto por los resultados deseados, solo entonces hable del proceso que va a ser utilizado para alcanzarlos.

 

Como el lenguaje del Presidente es el numérico, busque poner números en todos sus argumentos; números son un lenguaje universal, igualmente entendido.

 

Los presidentes son bastante sensibles a acciones, experiencias de la concurrencia, ejemplos de benchmarking, solicitaciones/declaraciones de clientes/provedores/autoridades gubernamentales; ponga esas informaciones como "relleno" en sus argumentos.

 

Nunca empiece una entrevista o cita sin hacer la clásica pregunta: ¿"cuánto tiempo tengo"? ¿Cuál es su expectativa de término? Busque quedar siempre dentro de los limites pre establecidos; si alguien rompe esos limites, que sea el Presidente.

 

Primero de todo, trate de recordar las características comportamentales del Presidente y utilícelas en su presentación:

 

¿A él le gusta lo visual o lo auditivo?

¿Contactos rápidos o retrasados?

¿Noticias o ideas ya probadas, seguras, o prefiere arriesgar?

¿Tiende más a la relación o a los resultados?

¿Prefiere una presentación informal o le encanta un PowerPoint, un texto detallado?

Mencionamos que los hechos son esenciales. Queremos recordar que opiniones son, potencialmente, peligrosas, especialmente cuando anteceden a los hechos (por naturaleza polémicos, dividen el "público"). Los hechos, como son neutros y no llevan a la toma de posiciones, deben ser aprovechados hasta agotarlos; después de esa etapa deben venir las opiniones.

 

La objetividad en demasía puede ser una desventaja, especialmente si el presidente es del tipo que le encanta un rompe-hielo, un chiste, etc., recuérdese de eso; a veces suele ser necesario hacer unos "rodeos" de recalentamiento, antes de entrar en el tema principal.

 

¡Los presidentes son muy sensibles a opiniones/citaciones de otros Presidentes! Si encuentra algunas de ellas que corroboren su punto de vista, ya tiene medio camino andado.

 

Recuerde siempre que usted puede convencer/influenciar a alguien utilizando varias alternativas:

 

Usted tiene una excelente idea/producto (foco en el producto)

Usted es muy hábil en la argumentación (foco en el proceso)

Usted es bueno en empatía, sabe customizar la relación (foco en el estilo)

El ideal es buscar integrar las tres dimensiones, identificando siempre a aquella que más sensibiliza a su interlocutor.

 

Otro aspecto importante es recordarnos que a los Presidentes les gusta actuar como... Presidentes; muchas veces eso significa hablar más (o primero); o sea, tal vez sea importante que usted escuche primero, para que vea donde esta pisando.

 

A los presidentes les encantan las soluciones, detestan los problemas; aún más, "detestan" que alguien les traiga problemas para que ellos resuelvan. Llévele siempre alternativas, otras perspectivas.

 

Una buena idea, una excelente sugerencia necesita ser acompañada de los costos involucrados en su implantación; y además, de la relación costo/beneficio.

 

¿No consiguió convencer a su presidente? ¡Con estas sugerencias todo será más fácil en el próximo contacto!

  • ¿LA DELEGACIÓN ES PARTE DE SU CREDO?

En la era de la productividad total algunos presidentes se "olvidan" que uno de los más poderosos instrumentos para la mejora de la performance gerencial es la delegación, especialmente por lo que representa en términos de empowerment y motivación de los subordinados.

 

Conceptualmente delegación es la transferencia de autoridad y responsabilidad para la ejecución de una tarea que, en el entender del delegante, va a ser más propiamente ejecutada por el delegado (el concepto es antiguo, el problema reside tal vez en su operabilidad).

 

El propio concepto de delegación merece algunos comentarios:

  • Delegación es esencialmente el resultado de un análisis comparativo, solo se puede y se debe delegar a partir de una visión del conjunto.

  • Se delega para multiplicar el poder y no para perder el poder

  • Se delega lo urgente para quedarse con lo importante; lo programable, para retener lo no programable; lo rutinario, para quedarse con lo que requiere innovación, creatividad.

  • Delegar lo que no es de nuestro agrado puede ser peligrosísimo, cuando esas tareas podrían ser importantes, innovadoras.

* ¿POR QUE DELEGAR?

Las razones para la delegación no se relacionan solamente con los temas de mejora de performance o administración del tiempo, sino también con el empowerment, motivación, entrenamiento y calidad de atención a los clientes etc.

 

Se delega para:

- Aumentar el compartimiento del conocimiento

- Desarrollar aptitudes específicas de los subordinados

- Entrenar subordinados

- Motivar subordinados

- Aumentar el grado de iniciativa/energización de los subordinados

- Incrementar la calidad de lo que se tiene que hacer

- Aumentar la creatividad y la innovación a partir de las contribuciones de los subordinados

- Tener tiempo para la ejecución de la actividad más importante

 

* CAUSAS MÁS COMUNES DE LA NO-DELEGACIÓN

 

Causadas por las Gerencias:

- Falta de visión sistémica del trabajo. Delegar es comparar lo más importante con lo menos importante, por lo tanto es necesario que uno tenga adelante suyo un registro de las actividades desarrolladas a lo largo del día y/o semana.

 

- Miedo de perder poder. El presidente es evaluado por la cantidad/calidad del trabajo de sus subordinados, por su capacidad de coordinación y no por su habilidad en la ejecución directa de determinadas tareas. Es siempre bueno recordar que los ejecutivos imprescindibles no son promovidos.

 

- Miedo de equivocarse. Equivocarse en la elección de personas o en la selección de tareas que serán atribuidas a una determinada persona. Admita la posibilidad de que usted también se equivocó en el pasado, que otras personas pueden incluso ejecutar aquella tarea más eficientemente que usted mismo. Admita, por último, que el equivoco es inherente al proceso de aprendizaje.

 

Causadas por los Subordinados:

- No pedir delegación, no tomar la iniciativa de emprender la ejecución de tareas nuevas.

- Delegar hacia arriba, devolviendo a la gerencia la decisión, evitando asumir riesgos.

- Incapacidad (técnica, psicológica etc.), no tener habilidad, o competencia para la ejecución de la tarea solicitada; preferir la seguridad de la rutina en vez de la ambigüedad/incertidumbre generadas por la ejecución de nuevas tareas.

 

* ERRORES EN LA DELEGACIÓN

 

- Delegar que hacer, pero también decir como debe ser hecha la tarea, impidiendo al subordinado de elegir sus propios caminos, muchas veces más adecuados que los anteriormente usados.

- Delegar responsabilidad (que), pero no la autoridad correspondiente. Se admite la delegación gradual de la autoridad, pero siempre existiendo un mínimo de autoridad.

- Indefinición de los limites en cuanto a plazo, inicio y término de la tarea, grado de autoridad.

- Abdicación: No quiero ver más eso. El ejecutivo impide la colocación de dudas por parte del subordinado, aumentando la posibilidad de eventuales problemas en la fase inicial de la delegación.

- No definir previamente maneras de control. Es necesario caracterizar el control como una manera de ayuda, no como síntoma de desconfianza con relación al subordinado.

- Expectativas ideales/perfeccionismo. Esperar algo del subordinado, pero no aclarar eso con él; después exigir, como si todo fuera ya de su conocimiento.

- Esperar que el subordinado ejecute la tarea igual o mejor que la gerencia (en corto plazo).

 

* DELEGACIÓN EFICIENTE

- Haga que los subordinados sepan que usted verificará periódicamente el desarrollo de las tareas; defina los tipos de informes que desea, su periodicidad etc.

- Muestre interés en ayudar a los subordinados a solucionar problemas importantes para ellos (aunque, a veces, corrientes para usted, como gerente). Esté accesible para responder preguntas.

- Conceda margen para errores. No reprenda a nadie por reportar un error. Use el error como oportunidad para el entrenamiento, nunca olvide investigar las causas de lo sucedido.

- Determine plazos realistas, que podrían ser cumplidos por usted mismo si fuera a ejecutar la tarea.

- Comparta sus pensamientos y sus expectativas con los subordinados para que puedan tener una base inicial para la toma de decisiones.

- Defina hasta adonde va la autonomía de acción/decisión de cada subordinado para cada tarea.

- No estructure demasiado la tarea a ser desarrollada por los subordinados; deje margen para que ellos elijan sus propios caminos.

Por último, si usted, presidente, cree que ya delega