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DENIZE
DUTRA
Consultora
Sênior do MVC, autora do E-learning Desenvolvimento
Interpessoal
EQUIPES
SÃO SINFONIAS!
Motivada
pelo prazer que sinto ao ouvir uma bela melodia, embora não
saiba tocar nenhum instrumento musical, sempre utilizo muitas
músicas em meus trabalhos como psicóloga, consultora,
palestrante e professora.
Já
abordei anteriormente, em outro artigo, a emoção como a
linguagem universal e, naquela ocasião, citei a música como
uma das formas de expressão das emoções. Hoje, inspirada por
um evento, que realizei em uma das maiores empresas brasileiras,
e que teve a música – a sinfonia - como metáfora
utilizada para o desenvolvimento da equipe, percebo o quanto
essa idéia mobilizou o grupo.
A
música, independentemente de sua letra, que certamente tem o
seu valor, pois traduz crenças, expressões de sentimentos,
dúvidas ou constatações, tem, especialmente em sua melodia e
ritmo, uma linguagem verdadeiramente universal. É ela, a
melodia, que traduz, a despeito de qualquer idioma, raça ou
cultura, não só as emoções mais primárias como alegria X
tristeza, vivacidade X letargia, mas também as mais profundas,
tais como: amor, amizade, respeito...
Quando
ouvimos e vemos um concerto, ou quando o grupo produz sua
própria música, evidenciamos a importância de cada
indivíduo, que precisa ter no seu instrumento, ou voz afinados,
muita paixão pelo que faz, talento e muita prática, treino e
dedicação. Mesmo nas apresentações grupais, nas bandas ou
orquestra, a competência individual é mais que
necessária e relevante para o sucesso do coletivo.
Por
outro lado, se analisarmos o coletivo, fica absolutamente claro,
que o bom resultado deste é muito mais do que a pura soma de
partes - diferentes instrumentos ou vozes. A SINFONIA (conjunto
de sons variados e harmônicos) exige a sinergia grupal e a
maestria.
Paradoxalmente,
o maestro, apesar de ser destaque, é o único que não produz
sons, conforme comenta o Maestro Benjamim Zander, da Orquestra
Filarmônica de Boston, hoje, requisitado palestrante que,
através da música, mostra como a liderança pode ser a arte da
possibilidade, quando líderes despertam nas pessoas as suas
próprias possibilidades, que se traduzem no brilho dos olhos e
no tocar ou cantar com a alma.
No
evento já citado, fiquei muitíssimo feliz, quando percebi os
efeitos positivos sobre as pessoas, que a idéia de usar a
música, não só como relaxamento e dinamização, mas também
como instrumento de trabalho, construindo juntamente com o grupo
todos os importantes conceitos, que estão subjacentes ao
desenvolvimento de uma equipe e assim, valorizar os aspectos da
automotivação, da cooperação, do papel da liderança.
Aqui
no Brasil muitas organizações têm apoiado a formação de
CORAIS com os próprios colaboradores, contratando musicistas
para desenvolverem trabalhos maravilhosos, cujo efeito positivo
pode ser notado tanto no âmbito pessoal, quanto organizacional.
Ainda,
pensando no poder da música como instrumento de transformação
individual e social, vale citar uma banda formada, há 12 anos
atrás, com meninos, hoje jovens, da favela de Vigário Geral,
bairro pobre da periferia do Rio de Janeiro. Esse grupo, chamado
de Grupo Cultural Afro-Reggae surgiu em 1993, como organização
não governamental, "empenhada em dar oportunidade a
jovens que estejam na ociosidade, já envolvidos com o tráfico
de drogas ou muito próximo dele. Atuando sempre em comunidades
pobres, o GCAR procura atrair esses adolescentes oferecendo
atividades como circo, teatro, dança, esporte e,
principalmente, a MÚSICA. Foi dentro de seus quadros que
surgiu a BANDA, que acabou ganhando o nome da
instituição". Depois dele, vieram outros grupos
musicais, inclusive a Afro Lata, uma Banda de meninos que,
tocando latas, dão um show de criatividade, ritmo e talento.
Recentemente,
assisti a um espetáculo, no qual, além da banda originária,
se apresentaram outras bandas por ele formadas e treinadas. Um
caso muito interessante que ilustra isto, foi o resultado da
parceria entre o Grupo Cultural Afro-Reggae (hoje já conhecido
internacionalmente) e a Polícia Militar do Estado de Minas
Gerais, que alguns integrantes da corporação voluntariamente
formaram uma banda sob orientação e treinamento do GCAR,
tornaram seu árduo trabalho de policiais, menos estressante e
muito mais leve e humanizado, pelos efeitos da música e da
dança do ritmo reggae, além de caracterizar uma quebra de
paradigmas quando favela e polícia pareciam estar sempre em
lados opostos!
Outra
prova do imensurável poder da música sobre as pessoas é a sua
capacidade de eternizar momentos. Tanto no aspecto profissional
quanto no pessoal, associamos grandes momentos a determinadas
músicas, seja porque nos lembramos do que ouvimos, seja porque
imaginamos o que gostaríamos de ter ouvido, ou até, porque
determinadas músicas expressam e são naturalmente associadas a
determinados momentos e pessoas...
Existe
um dito popular que "no Brasil tudo acaba em samba",
retifico isto, dizendo que tudo acaba em música, e concluo esta
reflexão com outro estilo musical citando um trecho da música O
sal da terra de Beto Guedes e Ronaldo Bastos:
Vamos
precisar de todo mundo, um mais um é sempre mais que dois
Pra
melhor juntar as nossas forças, é só repartir melhor o
pão
...Tempo,
quero viver mais duzentos anos
Quero
não ferir meu semelhante, nem por isso quero me ferir...
Vamos
precisar de todo mundo pra banir do mundo a opressão
Para
construir a vida nova vamos precisar de muito amor
A
felicidade mora ao lado e quem não é tolo pode ver...
A
paz na terra, amor...
Canta,
leva a tua vida em harmonia...
OBS:
Material retirado dos Programas Team Building e Change
Management
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