Edição Nº 81 - Maio de 2005

       
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 Editorial  Novos Horizontes
 Lições de Liderança de João Paulo II    T.I.: Realmente Imprescindível ou Modismo? 

O que nós da Comunidade Empresarial podemos aprender com João Paulo II? Porque João Paulo II possuía as características esperadas pelos seres humanos do Século XXI? Como ele administrava a proximidade com seus liderados versus sua inflexibilidade quanto aos dogmas da Igreja?

Marco Aurélio Ferreira Vianna 

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Recentes livros e artigos vêm questionando a importância da T.I. para vários setores das Organizações. Como as mudanças no mercado têm afetado esse questionamento?

 



Fernando Arbache

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 Questionamento  Dicas
Vender para Pobre?    O Passo-a-passo do Bom Comunicador

Qual sua opinião sobre Hotel Íbis, Gol, Casas Bahia, Balas Santa Helena?O que essas empresas têm em comum? Qual o porquê de seu sucesso? Vender para os Ricos? Pobres? Vender mais Barato?


J.B. Vilhena

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Já ouviu falar no "Curso" Português para Executivos? Será que está certa nossa postura, achando que o tema é muito primário? Veja o artigo e tire suas conclusões



José Paulo Moreira de Oliveira

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 Mudanças  Questionamento
  Equipes são Sinfonias!    Trabalho em Equipe: "Do Berço ao Túmulo"
 

Boa parte das pessoas concorda que a utilização da música potencializa  os resultados de um processo de Educação Corporativa. Veja algumas idéias.




Denize Dutra

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Trabalho em equipe pode ser visto como uma panacéia Organizacional? O ser humano, animal gregário, nasceu para o trabalho em equipe?




Américo Marques Ferreira
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Expediente
  Publisher: Costacurta Junqueira e J.B.Vilhena Jornalista Responsável: Cristina Spera
  Equipe Insight: Maria Teresa; Leandro Santana
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EDITORIAL  

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MARCO AURÉLIO FERREIRA VIANNA

Presidente do MVC

Autor de mais de 30 livros, 13 vídeos e 2 programas de E-Learning

 

 

LIÇÕES DE LIDERANÇA DE JOÃO PAULO II

 

 

Em meu ponto de vista, deve-se estruturar cada vez mais como Sólida Ciência, a Administração que tem a obrigação de recolher experiências (bem-sucedidas ou não) nos mais diversos campos de atividade do mundo. Este é o caso da enciclopédia do conhecimento proporcionado pelo Papa João Paulo II. Todos os líderes empresariais deveriam fazer profundas reflexões no conjunto de valores, atitudes e ações deste religioso, fazer as adaptações necessárias, e criar projetos de melhoria de sua própria atuação. Afinal de contas não se pode desprezar a cerimônia de seu sepultamento, onde duzentos líderes de diferentes nações, de todos os credos e valores, foram render suas últimas homenagens. Alguns atributos (claro sem a menor pretensão de esgotar o tema) podem ser destacados.

 

Para mim, João Paulo II encarnava (no sentido literal da palavra) o conjunto de características que o Ser Humano do Século XXI necessita e está carente e, portanto, espera do seu líder: bondade, compreensão, paz, espírito de integração. Estas qualidades ficam ainda mais ressaltadas quando se sabe, que na outra ponta, ele foi um duro e até severo defensor de princípios conservadores (ortodoxos seria a palavra mais adequada) da Igreja Católica Apostólica Romana. Suas definições quanto a aborto, abertura do clero às mulheres e celibato permaneceram no tradicional; no entanto sua qualidade de transparência e clareza no diálogo não criava barreiras de integração em seus liderados. Ao contrário, ao longo do quarto de século de seu governo, sem dúvida, ele conseguiu o que todos os líderes querem: a fidelidade crescente de seus seguidores.

 

Esta metaqualidade no campo do Humanismo foi consolidada e multiplicada pela proximidade que ele permitiu a seus liderados. A centena de viagens que realizou o mostrou como um Líder real, tocável, com quem o diálogo e a comunicação podiam fluir em via de duas mãos. A junção destes dois atributos – bondade e proximidade – são absolutamente definitivas na construção do Grande Líder. De novo o Ser Humano do Século XXI quer e precisa de líderes, mas devido a seu grau de amadurecimento, algumas vezes forjado no campo mais duro da vida, quer ser ouvido, quer ter participação, quer sentir-se conhecido e reconhecido.

 

A qualidade da realização, da abertura à diversidade, da capacidade de perdoar (a quem lhe deu um tiro, principalmente) exacerbou suas virtudes humanas. Usando a terminologia gerencial, João Paulo II aplicou a "coopetição". Sem poder mudar os pilares de sua religião, ele reconheceu a causa mais nobre no fortalecimento de Cristo. Sem falar, ele colocou Cristo acima de sua própria Igreja: um nobre gesto, cuja percepção só fez aumentar o grau de cooperação entre Líder e Liderados.

 

Por tudo isto, sua vida não deve ficar para os analistas de Teologia e para os "Vaticanalistas". Nós, atores da comunidade empresarial temos muito a aprender com este Santo Polonês porque, acima de tudo, ele tinha uma Missão, acima do seu próprio Eu, que defendeu com coragem, demonstrando sua dor e sua doença, de modo transparente até quando foi possível: quase o momento de sua morte. É aí que Líderes viram Heróis, e devem servir de lição para todos nós.

 

OBS: Material retirado dos Programas de Liderança

 

Boa leitura

 


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NOVOS HORIZONTES

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FERNANDO ARBACHE

Consultor Sênior do MVC

 

 

T.I.: REALMENTE IMPRESCINDÍVEL OU APENAS UM MODISMO?

 

 

A Tecnologia de Informação vem assumindo uma visibilidade cada vez maior no mercado. Entretanto, nos perguntamos qual seria a real importância da T.I. para a logística? Como utilizar a T.I. como estratégia nas empresas?

 

Para responder a essas perguntas é necessário fazer uma reflexão a respeito das mudanças que estão ocorrendo no mercado atualmente. Se analisarmos o mercado, poderemos perceber que este se modifica continuamente, adequando-se, por exemplo, às novas tecnologias que estão surgindo e se inserindo em todos os segmentos. As novas aplicações e equipamentos são, na verdade, responsáveis pelos novos produtos que vêm revolucionando o mercado de consumo e produtivo. A partir destas inovações, surgem novos processos nas manufaturas, aumentando a produtividade e reduzindo os preços, tornando os mais inimagináveis produtos acessíveis às diversas classes sociais como, por exemplo, o celular. Nos últimos 25 anos, este ritmo de mudança vem proporcionando maior desempenho, por parte dos equipamentos disponibilizados, em diversos setores, porém um se destaca: é o de comunicação. Com o aprimoramento e a popularização da Internet, tornou-se possível a troca de informações com baixo custo, muito mais rápida e democratizada, além de possibilitar interação mais intensiva entre pessoas e também entre empresas, indiferentemente da distância em que estejam no globo.

 

Estas novas condições possibilitam que empresas modifiquem as formas de comercialização de seus produtos, chegando mais próximo aos consumidores, através da Internet e atingindo regiões nunca antes alcançadas, com a participação de poucos ou até nenhum intermediário. Esta nova realidade traz mudanças às empresas, pois a comunicação com os clientes passa a ser imediata e contínua, possibilitando maior assertividade a respeito das necessidades dos consumidores através de seu comportamento coletado, por exemplo, em suas visitas aos portais das empresas disponíveis na Internet.

 

Esta nova realidade vem gerando a formação do que podemos chamar de "novos consumidores", cada vez mais seletivos em seus hábitos de consumo, exigindo produtos mais customizados e distintos, imprimindo nos hábitos de consumo mudanças cada vez mais imprevisíveis, necessitando assim de maior aprimoramento na capacidade das empresas em analisar as tendências, o que pode ser disponibilizado pelo contínuo feedback dos clientes, através de e-mail, chat1 ou callcenter, tornando a aproximação das organizações junto aos seus consumidores uma necessidade. Para adequarem-se, as empresas necessitam responder com mais velocidade, às contínuas mudanças impostas por um mercado cada vez mais exigente, devido à maior quantidade de oferta de produtos diferenciados e customizados disponibilizados por um número crescente de players globais. Para que nos tornemos mais ágeis é inevitável que os principais membros das cadeias produtivas estejam integrados, as informações fluam com velocidade e integridade, possibilitando respostas rápidas às novas exigências de mercado. É neste momento que podemos responder às primeiras perguntas colocadas no início deste texto, ou seja, qual a importância da T.I. para o mercado?

__________________

Chat: Forma de comunicar online, pela Internet, onde em uma janela de um aplicativo da web se escreve e responde a comentários de outras pessoas que também estão conectadas no mesmo portal, possibilitando a uma comunidade conversar instantaneamente onde quer que se esteja. Este tipo de procedimento vem sendo utilizado pelas empresas como, por exemplo, SAC (Serviço de Atendimento ao Consumidor) proporcionando um incremento dos canais de relacionamento com os consumidores.

 

Podemos afirmar que a T.I. proporciona maior integridade e velocidade na troca de informações, o que otimiza diversas atividades, sejam elas logísticas ou nos processos como, por exemplo, aonde e quando os produtos deverão ser distribuídos; o que e quando estocar; quais locais necessitam de qual mix de produtos; etc. Os benefícios diretos alcançados com o acesso à informação são diversos como a melhoria na previsão das demandas, uma melhor coordenação estratégica entre os membros da cadeia, melhoria na gestão dos estoques, rápida reação às solicitações do mercado e redução do lead time2, etc.

________________

Lead Time: é o espaço de tempo entre o momento em que o pedido é feito e o momento em que é recebido (CHOPRA, 2004).

 

O objetivo da T.I., na realidade, é prover as empresas do principal insumo gerado pela tecnologia que é a "informação", porque hoje tudo que as pessoas tocam é absorvido por uma rede de informações em que os dados são coletados, analisados e filtrados para, posteriormente, transformarem-se em subsídio para ações de mercado.

 

Podemos, então, concluir que a T.I. pode, com a implementação de suas diversas variantes, nos capacitar a sobreviver em um mercado competitivo, complexo e muito pouco palpável.

 

Resta-nos refletir e analisar a respeito da seguinte questão: "Está a nossa empresa realmente preparada para o futuro?"

 

OBS: Material retirado dos Programas e Consultorias em Pensamento Estratégico

 

 


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QUESTIONAMENTO

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J.B. Vilhena

VP do Instituto MVC, 

Autor de Programas E-learning nas áreas de Vendas Consultivas e Negociação

 

 

VENDER PARA POBRE?

 

 

Você sabe qual a rede de hotéis que vem alcançando as maiores taxas de crescimento no Brasil? A Ibis. Você sabe qual a companhia aérea que mais vem crescendo no país? A Gol. Você sabe qual a maior cadeia de lojas de eletrodomésticos do país? As Casas Bahia. Você sabe para onde vai a maior parte da produção do maior fabricante brasileiro de balas ("Soft" - Balas Santa Rita, de Oliveira, Minas Gerais)? Para a África. Você sabe para onde vai a maior parte da exportação brasileira de fraldas descartáveis? Também para a África.

 

Fico pensando nisso toda a vez que alguém me pergunta se vender produtos baratos é um bom negócio.

 

Em um livro que escrevi junto com outros professores da Fundação Getúlio Vargas – Gestão de Marketing, editora FGV – mostramos que há diferentes maneiras de posicionar uma oferta no mercado:

1. Oferecendo mais por mais

2. Oferecendo mais pelo mesmo

3. Oferecendo o mesmo por menos

4. Oferecendo menos por muito menos

5. Oferecendo mais por menos

Minha experiência mostra que a maioria dos especialistas em marketing e vendas opta pelas formas 1, 2, 3 e 5.

 

Quero conversar com você sobre a alternativa 4.

 

Pensemos juntos: será que a sua oferta não contém features pouco desejadas ou mesmo desnecessárias? A rede Ibis não oferece serviço de quarto e cobra a parte o café da manhã. A Gol tem um serviço de bordo espartano. Os africanos preferem balas e caramelos mais simples e usam fraldas descartáveis de marcas pouco conhecidas internacionalmente.

 

Freqüentemente me hospedo em hotéis que oferecem uma infra-estrutura fantástica. Dificilmente me sobra tempo para desfrutá-la. O serviço de bordo das melhores companhias aéreas consegue, no máximo, nos deixar com um amargo gosto de "quero mais" na boca. Balas e caramelos, se bem feitos, são deliciosos. Independente da marca e de todo o esforço promocional para promovê-los (embalagem luxuosa, displays futuristas e etc). Quanto às fraldas descartáveis ... sinceramente não me parece que uma marca internacional deixe bebês e velhinhos que sofrem de incontinência urinária mais sequinhos e confortáveis.

 

Proponho a você dois exercícios.

 

a) pense em quais são os critérios "ganhadores" de pedido para o produto que comercializa (esses critérios são aqueles que os clientes invariavelmente levam em consideração ao fazer uma escolha). Liste-os. Agora analise os critérios "qualificadores" (são aqueles que o cliente considera mínimos para garantir a sua satisfação). E, finalmente, veja quais são os critérios pouco relevantes (os que o cliente raramente considera na hora de comprar o que quer que seja). Se, ao comparar as features do seu produto ou serviço, você descobrir que a maioria se encaixa na terceira lista, comece a se preocupar.

 

b) analise o potencial de mercado para as suas versões Premium. Calcule as margens de contribuição desses produtos e multiplique pelo número de unidades que você acredita poder vender nesse mercado. Agora calcule o potencial de mercado para uma versão Standard ou mesmo para uma versão Econômica. Novamente calcule as margens de contribuição e multiplique pela sua previsão de volume de vendas.

 

Se você descobrir que ganharia mais dinheiro vendendo para os mais pobres do que para os mais ricos, não fique triste. Comemore a descoberta e passe a explorar – se possível simultaneamente – esse rico (ou será pobre?) filão.

 

OBS: Material retirado do Pocket MBA Desenvolvimento de Gestores e Profissionais de Vendas

 

 

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DICAS

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José Paulo Moreira de Oliveira

Consultor Sênior do MVC e autor dos livros Como Escrever Textos Técnicos – Thomson e Como Escrever Melhor – Publifolha .

 

 

O PASSO-A-PASSO DO BOM COMUNICADOR

 

 

Assim, o autor inicia seu romance policial:

 

"Àquela hora da noite, a estrada deserta, ladeada de plátanos sombrios, parecia adivinhar os terríveis acontecimentos que nela estariam por acontecer."

 

Antes de continuar a leitura – e para poder "saborear" melhor o texto – não resisti à tentação de dar uma boa olhada no dicionário, para descobrir o que seriam esses sombrios e desconhecidos plátanos.

 

Olha só a definição que eu encontrei.

Plátano, s. m. Árvore da família das Platanáceas (platonus orientalis L.)

Palavra que eu quase desisti de ler o romance.

 

Tudo bem que o nome científico da árvore – pelo menos agora eu sei que é uma árvore – é platonus orientalis. Mas eu não sou botânico, e essa informação não me acrescentou nada.

 

Teria ficado bem melhor, se encontrasse algo do gênero:

 

Plátano: Árvore nativa da América do Norte, cuja folha, de tom vermelho-amarelado, aparece na bandeira do Canadá.

 

 

Já que é para facilitar, por que não fazer assim?

 

Moral da história

 

Agir como um bom comunicador pressupõe trabalhar duro para aumentar a clareza e a legibilidade do texto.

E ponto final.

 

Claro que dá menos trabalho culpar o leitor por nossos fracassos comunicativos. Esse é seguramente o caminho mais fácil.

 

Se eu já disse antes algo parecido, sem problemas. Vou até dizer de novo, só pra você não esquecer.

 

É muito mais fácil culpar o leitor por nossos fracassos que trabalhar duro para facilitar a vida de quem nos lê.

 

Para que você resista, de uma vez por todas, à tentação de culpar o pobre do leitor, segue a pergunta que não quer calar:

 

Você conhece algum Professor de Matemática – ou de Química – que não se queixe da incompetência "antalógica" de seus alunos para resolver problemas – segundo os mestres – de fácil e cristalina resolução?

 

Eu não. A maioria desses gênios (para mim, todo matemático é um gênio - até hoje não consegui descobrir qual o exato valor de X) sempre fazia questão de me mostrar o enunciado daqueles malditos problemas, que nem a mãe de Einstein conseguiria resolver.

 

Professor Isaac – que não era nem Newton, nem membro remoto da ilustre família – era um deles. Bastava me ver no corredor da escola para me exibir, infeliz, aquele fatídico problema da prova que, rigorosamente, nenhum de seus alunos conseguira resolver.

 

- Você está vendo só? O enunciado está mais que claro. O problema dos alunos não está na Matemática. O que eles não sabem mesmo é ler e interpretar o problema. Antes de conhecer Matemática eles precisam mesmo é estudar Português.

 

Para não perder o amigo – e a carona – eu concordava com o Mestre, que mal sabia que também eu me somava aos milhões de estudantes que jamais entenderiam bulhufas, necas de pitibiriba do que foi perguntado.

 

O mundo seria melhor – e as pessoas seriam mais felizes – se o redator fizesse o seguinte check list:

  • As informações foram organizadas para permitir imediata compreensão do leitor?

  • A quantidade de dados apresentada foi suficiente para "indicar o caminho das pedras" e assegurar a necessária legibilidade ao texto?

  • A linguagem utilizada foi clara e acessível ao leitor?

  • A diagramação foi arejada, e o autor deixou bem claro ao leitor o que queria que fosse feito?

Esses e outros fatores devem ser considerados para transformar o texto em excelente peça comunicativa.

 

Ponha fé no que estou dizendo:

 

A melhoria do Padrão de Clareza e Legibilidade pode ser alcançada.

 

Não é uma questão de talento; é uma questão de esforço – e de muito trabalho.

 

Para isso, você terá que melhorar sua performance comunicativa no que diz respeito a:

  • Gramaticalidade

  • Adequação de Linguagem

  • Estruturação de conteúdos

  • Disposição visual

Em nossas próximas conversas, prometo que cada um desses itens será analisado com olhos de lince.

 

Mas isso é papo para mais tarde.

 

 

Artigo extraído do livro Redação como Ferramenta de Negócios, a ser editado pela Editora LAB - Grupo Guanabara Koogan (no prelo).

 

OBS: Material utilizado no Programa Quebrando Paradigmas da Comunicação Escrita (04 Módulos)

 

 

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MUDANÇA

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DENIZE DUTRA

Consultora Sênior do MVC, autora do E-learning Desenvolvimento Interpessoal

 

 

EQUIPES SÃO SINFONIAS!

 

 

Motivada pelo prazer que sinto ao ouvir uma bela melodia, embora não saiba tocar nenhum instrumento musical, sempre utilizo muitas músicas em meus trabalhos como psicóloga, consultora, palestrante e professora.

Já abordei anteriormente, em outro artigo, a emoção como a linguagem universal e, naquela ocasião, citei a música como uma das formas de expressão das emoções. Hoje, inspirada por um evento, que realizei em uma das maiores empresas brasileiras, e que teve a música – a sinfonia - como metáfora utilizada para o desenvolvimento da equipe, percebo o quanto essa idéia mobilizou o grupo.

A música, independentemente de sua letra, que certamente tem o seu valor, pois traduz crenças, expressões de sentimentos, dúvidas ou constatações, tem, especialmente em sua melodia e ritmo, uma linguagem verdadeiramente universal. É ela, a melodia, que traduz, a despeito de qualquer idioma, raça ou cultura, não só as emoções mais primárias como alegria X tristeza, vivacidade X letargia, mas também as mais profundas, tais como: amor, amizade, respeito...

Quando ouvimos e vemos um concerto, ou quando o grupo produz sua própria música, evidenciamos a importância de cada indivíduo, que precisa ter no seu instrumento, ou voz afinados, muita paixão pelo que faz, talento e muita prática, treino e dedicação. Mesmo nas apresentações grupais, nas bandas ou orquestra, a competência individual é mais que necessária e relevante para o sucesso do coletivo.

Por outro lado, se analisarmos o coletivo, fica absolutamente claro, que o bom resultado deste é muito mais do que a pura soma de partes - diferentes instrumentos ou vozes. A SINFONIA (conjunto de sons variados e harmônicos) exige a sinergia grupal e a maestria.

Paradoxalmente, o maestro, apesar de ser destaque, é o único que não produz sons, conforme comenta o Maestro Benjamim Zander, da Orquestra Filarmônica de Boston, hoje, requisitado palestrante que, através da música, mostra como a liderança pode ser a arte da possibilidade, quando líderes despertam nas pessoas as suas próprias possibilidades, que se traduzem no brilho dos olhos e no tocar ou cantar com a alma.

No evento já citado, fiquei muitíssimo feliz, quando percebi os efeitos positivos sobre as pessoas, que a idéia de usar a música, não só como relaxamento e dinamização, mas também como instrumento de trabalho, construindo juntamente com o grupo todos os importantes conceitos, que estão subjacentes ao desenvolvimento de uma equipe e assim, valorizar os aspectos da automotivação, da cooperação, do papel da liderança.

Aqui no Brasil muitas organizações têm apoiado a formação de CORAIS com os próprios colaboradores, contratando musicistas para desenvolverem trabalhos maravilhosos, cujo efeito positivo pode ser notado tanto no âmbito pessoal, quanto organizacional.

Ainda, pensando no poder da música como instrumento de transformação individual e social, vale citar uma banda formada, há 12 anos atrás, com meninos, hoje jovens, da favela de Vigário Geral, bairro pobre da periferia do Rio de Janeiro. Esse grupo, chamado de Grupo Cultural Afro-Reggae surgiu em 1993, como organização não governamental, "empenhada em dar oportunidade a jovens que estejam na ociosidade, já envolvidos com o tráfico de drogas ou muito próximo dele. Atuando sempre em comunidades pobres, o GCAR procura atrair esses adolescentes oferecendo atividades como circo, teatro, dança, esporte e, principalmente, a MÚSICA. Foi dentro de seus quadros que surgiu a BANDA, que acabou ganhando o nome da instituição". Depois dele, vieram outros grupos musicais, inclusive a Afro Lata, uma Banda de meninos que, tocando latas, dão um show de criatividade, ritmo e talento.

Recentemente, assisti a um espetáculo, no qual, além da banda originária, se apresentaram outras bandas por ele formadas e treinadas. Um caso muito interessante que ilustra isto, foi o resultado da parceria entre o Grupo Cultural Afro-Reggae (hoje já conhecido internacionalmente) e a Polícia Militar do Estado de Minas Gerais, que alguns integrantes da corporação voluntariamente formaram uma banda sob orientação e treinamento do GCAR, tornaram seu árduo trabalho de policiais, menos estressante e muito mais leve e humanizado, pelos efeitos da música e da dança do ritmo reggae, além de caracterizar uma quebra de paradigmas quando favela e polícia pareciam estar sempre em lados opostos!

Outra prova do imensurável poder da música sobre as pessoas é a sua capacidade de eternizar momentos. Tanto no aspecto profissional quanto no pessoal, associamos grandes momentos a determinadas músicas, seja porque nos lembramos do que ouvimos, seja porque imaginamos o que gostaríamos de ter ouvido, ou até, porque determinadas músicas expressam e são naturalmente associadas a determinados momentos e pessoas...

Existe um dito popular que "no Brasil tudo acaba em samba", retifico isto, dizendo que tudo acaba em música, e concluo esta reflexão com outro estilo musical citando um trecho da música O sal da terra de Beto Guedes e Ronaldo Bastos:

Vamos precisar de todo mundo, um mais um é sempre mais que dois

Pra melhor juntar as nossas forças, é só repartir melhor o pão

...Tempo, quero viver mais duzentos anos

Quero não ferir meu semelhante, nem por isso quero me ferir...

Vamos precisar de todo mundo pra banir do mundo a opressão

Para construir a vida nova vamos precisar de muito amor

A felicidade mora ao lado e quem não é tolo pode ver...

A paz na terra, amor...

Canta, leva a tua vida em harmonia...

 

OBS: Material retirado dos Programas Team Building e Change Management

 

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QUESTIONAMENTO

 

 

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AMÉRICO MARQUES FERREIRA 

Consultor Sênior do MVC

 

 

TRABALHO EM EQUIPE: "DO BERÇO AO TÚMULO"

 

 

O ser humano comprovadamente é um "animal" gregário. Basta observar os ambientes que freqüentamos ao longo de nossa vida:

  • Chegamos a este mundo no seio de uma família;

  • Os trabalhos de parto normalmente contam com uma equipe de profissionais de saúde;

  • Quando crescemos um pouco, vamos para a escola (começando cada vez mais cedo este processo de socialização);

  • Mais adiante, alguns prestam o serviço militar;

  • Outros, em paralelo, lutam para passar no vestibular;

  • Os que conseguem, convivem com colegas de classe na busca do tão sonhado "canudo";

  • Depois, vem o mercado de trabalho, que para alguns significa um vínculo de carteira assinada, mas para outros, variantes do emprego, desde o empreendedorismo, passando pela terceirização, contratos como interinos e temporários e até atividades informais da economia subterrânea;

  • É claro que a população economicamente ativa não vive só para o trabalho. Há espaço para o lazer, em sua maioria envolvendo atividades coletivas;

  • Muitos ainda participam de comunidades religiosas para cultivar seu lado espiritual;

  • E, finalmente, até por ocasião da morte, uma pessoa se encontra cercada de amigos e entes queridos num velório, dependendo de uma equipe para carregar seu caixão ao ser levado à sepultura.

Por tudo isso, apressadamente, poderíamos concluir que trabalhar em equipe é algo tão natural quanto o ato de respirar: fazemo-lo instintivamente até durante o sono.

É um interessante paralelo, pois, também a respiração pode ser aperfeiçoada. Vide os artistas e cantores que aprendem a utilizar seu diafragma e aprendem técnicas de impostação para obter um maior volume e qualidade da voz.

Assim, se quisermos aperfeiçoar nossa capacidade de trabalhar em equipe, há muito que aprender, não obstante, vivermos em sociedade com relações de interdependência desde que nos entendemos por gente.

Além disso, é importante não cairmos na generalização de que o trabalho em equipe constitui sempre a solução de todos os males, como uma verdadeira panacéia.

Há muitos mitos em torno do trabalho em equipe que precisam ser questionados e devidamente esclarecidos.

Também, neste assunto, se aplica o princípio de que o uso excessivo de um ponto forte (o trabalho em equipe, por exemplo) pode torná-lo vulnerável. Afinal, a diferença entre veneno e remédio é a dosagem.

 

OBS: Material retirado do Programa Gente que Entende de Gente Dá Certo Eternamente

 

 

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