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EDUARDO GEBARA
Consultor Sênior do Instituto MVC
Vendedor: A Mais
Velha Profissão do Mundo?
Desde cedo convivo
com vendedores. Eles estavam dentro da minha família!
As reuniões
familiares eram recheadas de muitas gargalhadas, comida farta e
conversa.
Nestas conversas,
onde criança não se metia, mas prestava muita atenção, sempre ouvi
que vender era uma arte.
Os vendedores da
família, que eram muito bons, tinham algumas características em
comum:
-
todos eram bem-sucedidos;
-
nenhum deles tinha formação escolar, mas vivência em
vendas. A crença daquela época era de que quem não estudava só
servia para ser vendedor...;
-
com um mercado muito mais estável, eram mais resistentes às
mudanças;
-
vendiam sem técnica. Faziam uso da sua ampla capacidade de
estabelecer contato e de manter relacionamentos;
-
tinham clientes fiéis;
-
a
concorrência menor, gerava um ambiente de acomodação destes
vendedores;
-
eram dotados do que se chamava “boa lábia”, ou seja, eram bons
faladores;
-
dominavam a “arte da venda”, isto é, falar muito, descrever as
características do produto, achar que identificou a necessidade
do cliente, cumprir a meta e abarrotar o estoque do cliente.
Passados 30 anos, os
almoços de família continuam acontecendo com o mesmo entusiasmo. A
comida continua farta, damos boas gargalhadas e conversamos sobre
venda.
Existe uma nova
geração de vendedores. Eles são mais preparados, bem formados,
cultos, focados no cliente, capazes de lidar com a globalização,
com a diversidade e a concorrência.
Conseguem entender
que a “fidelidade” do cliente depende, basicamente, dos seus
próprios comportamentos. Ouvem mais que falam, conhecem seus
produtos e são bons comunicadores. Nenhum deles foi parar em
vendas por falta de opção. Pelo contrário, foi por pura opção!
As discussões sobre
a técnica de venda versus a arte da venda continuam
calorosas.
Ainda há e sempre
haverá uma pitada de arte, mas vender é, essencialmente, técnica.
Como técnica, pode ser ensinada e aprendida. Pode ser melhorada e
ampliada. Pode ser treinada e praticada.
No seu livro Pare
de Falar e Comece a Vender, Linda Richardson defende a idéia
que a venda é um diálogo e que como tal deve ser simples e natural
ao ser humano e seguir uma estrutura.
A estrutura do
“diálogo da venda” é formada, basicamente, por essas etapas:
1.
1-
Planejamento.
2.
2-
Revelação das necessidades do cliente.
3.
3- Os
benefícios do meu produto ou serviço.
4.
4-
Trabalhar as objeções.
A fase de
planejamento é a que antecede a venda. O vendedor ainda não está
diante do cliente, mas já trabalha para o êxito do negócio.
É nesta fase que
acontecem os levantamentos de informações. Informações de como é o
cliente; de quem ele compra; o que ele compra; em qual quantidade;
quem são os concorrentes; quais as prováveis dúvidas que o cliente
pode ter e quais as respostas que preciso ter para ele.
Os vendedores “da
antiga” não gostam muito desta fase, pois vivem dizendo que lugar
de vendedor é na rua e não no escritório, atrás de uma mesa.
É verdade! Mas,
despender tempo para o planejamento é fundamental para que a venda
seja bem-sucedida.
Esta é uma diferença
da venda arte e da venda técnica. Na arte o vendedor conta
exclusivamente com o seu talento, com uma autoconfiança exacerbada
e usa a metodologia NHS (Na Hora Sai). Já na técnica, ele se
prepara, estuda e adota mecanismos muito mais profissionais que
seu próprio talento.
Já diante do
cliente, é a hora de descobrir o que ele precisa e como é que meu
produto ou meu serviço poderá ser visto por ele como uma solução.
Aqui vêm as famosas
perguntas abertas. Porém, mais importante que fazer boas
perguntas, que permitam obter informações daquilo que o cliente
quer, é saber ouvir suas respostas.
O tempo do vendedor
tagarela já passou. Hoje é necessário usar a escuta ativa. Escutar
ativamente é estar dentro da conversa.
É ainda prestar
atenção aos detalhes, não fazer interrupções, observar o
comportamento não verbal do cliente (gestos e expressões faciais),
manter contato visual e incentivar o cliente a continuar falando.
Este é o momento
mais importante da venda. É aqui que você pode se diferenciar dos
seus concorrentes.
Conhecer o seu
produto ou serviço profundamente é outro aspecto
fundamental.
Só conhecendo bem o
produto ou serviço que vende você conseguirá diferenciar as
características dos benefícios que o cliente necessita e, assim,
comprar o que quer, ou seja, um benefício.
É claro que neste
diálogo de venda o cliente vai apresentar uma série de dúvidas e
resistências. Estas são as temidas objeções!
Não se assuste, pois
ao apresentar as suas objeções o cliente só está nos dizendo que
ainda não está seguro para fechar o negócio. Ajude-o, dê a ele as
informações que ele precisa, enfatize os seus benefícios, responda
às perguntas com clareza, objetividade, firmeza e transparência.
Não prometa o que você não poderá cumprir.
Se tudo isto for bem
feito, o fechamento é um ato natural deste diálogo.
Estude, recicle-se,
treine, apure a sua técnica e boas vendas!
Material retirado
do Pocket MBA Desenvolvimento de Gestores e Profissionais
de Vendas.
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