Edição Nº 87 - Janeiro de 2006

       
  >Condições Especiais Jan e Fev
  >Prevenção e Gestão de Crises
  >Instituto MVC na ASTD
  >Encontre tudo sobre o MVC
  >Certificación - PPT Espanhol
  >Certificación - ARTIGOS Espanhol
  >Insight: Números Anteriores
  >Selo de Qualidade WEC
  >Pocket MBA - Nova Alternativa
  >Programas em Espanhol
>ASTD em Dallas
  >Palestras para 2006
  >Gestão do Clima Organizacional
  >Negociação: Edição Especial
  >Compras Consultivas
 
 Editorial  CERTIFICAÇÃO
  Dirceu, Luxemburgo e a Humildade     Vantagens de um processo de certificação

Nem sempre líderes caem por incompetência em seu processo de liderança, mas sim pelo estilo com que exercem essa competência. Vejam os casos de Luxemburgo e José Dirceu que pecaram pela falta de humildade.

Marco Aurélio Ferreira Vianna

Veja Mais

 

Nós do MVC acreditamos que os currículos dos cursos universitários velozmente se defasam em relação às exigências do mercado. Poucas escolas de ponta têm rapidez e recursos para continuar ensinando o que todo profissional atuante no mercado realmente precisa saber.
A certificação pode ser uma alternativa.

JB Vilhena
Veja Mais

 

   
 Decisão  CERTIFICACIÓN
  Processo Decisório      Las ventajas de un Proceso de Certificación

Em nosso país, é grande o número de gestores que apóiam suas decisões apenas em experiências anteriores e na intuição, o que freqüentemente é chamado de feeling. Veja como os métodos quantitativos podem ajudar na otimização do processo decisório.
Franz Müller

Veja Mais

 

Nosotros integrantes del Instituto MVC creemos que programas universitarios se desactualizan rápidamente con respecto a las exigencias del mercado de trabajo.
Pocas escuelas tienen la rapidez y los recursos necesarios para continuar enseñando todo lo que necessita saber el profesional en el mercado.
JB Vilhena

Veja Mais 

     
 Best Sellers  Vendas
  Melhores livros de 2005     Afinal, o que é uma Venda de solução?

A revista Estrategy + Business publica anualmente a lista dos melhores livros na área de Management. Alguns ainda não foram traduzidos para o Português, mas constituem  leitura obrigatória.


 

Veja Mais

No contexto atual de comercialização todos buscam vender soluções e não apenas produtos e serviços. Afinal o que é venda de soluções? É venda consultiva ou algo mais sofisticado?.


José Luiz Meinberg
Veja Mais

   
 Clima Ética
  Gestão de Clima Organizacional     A Ética e o cocô do cachorro do vizinho

A gestão eficiente é mais ou menos como um time de futebol que joga bonito para a platéia, mas não marca gols suficientes para vencer o jogo. Ao contrário da gestão competente que, em primeiro lugar, joga para vencer.


Enio Resende
Veja Mais

Quais os limites da ética? Será mesmo que a ética realmente tem limites? Existe ética situacional? E a ética na política? Nas empresas? Como fica o "cocô do cachorro do vizinho?".


Carlos Legal
Veja Mais

   
 Coaching  Clientes
  Cinco Pontos importantes para um Coaching eficaz      Onde estão os seus clientes?

A utilização do coaching como instrumento de transmissão do conhecimento é uma competência cada vez mais "cobrada" dos executivos e gestores. Veja aqui cinco sugestões para que isso aconteça.



Afonso Souza
Veja Mais

Encarar todos que nos cercam como clientes aumenta a nossa capacidade de adaptação, promove o nosso sucesso e pode ser fonte de satisfação. E isto acontece desde que nossos antepassados viviam em cavernas. Para melhorar nossa capacidade de promover trocas positivas com o ambiente, precisamos aprender a fazer as perguntas certas.
Marcelo Egéa
Veja Mais

   
Expediente
  Publisher: Costacurta Junqueira Jornalista Responsável: Cristina Spera
  Equipe Insight: Maria Teresa; Leandro Santana
  Se você quer visualizar as edições anteriores, clique aqui.
 

 

Nós não queremos ser invasivos no seu E-mail! Caso não queira receber mais clique Remover

 

Quer assinar o INSIGHT MVC ? É gratuito, Clique aqui e cadastre-se!

   
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

EDITORIAL

Voltar

MARCO AURÉLIO FERREIRA VIANNA

Presidente do Instituto MVC

Autor de 42 livros

 

 

Dirceu, Luxemburgo e a Humildade

 

Minha atuação como Consultor de Estratégia Empresarial me levou a fazer, sempre que uma empresa tem problemas sérios (ou até quebra), um exercício que chamo de Autópsia Corporativa. Eu tento (e normalmente tenho conseguido) falar com alguns dos principais líderes da empresa que fracassou. Hoje tenho pelo menos trinta antiatributos que denomino de Fatores de Risco de Vida.

 

Há algum tempo atrás (eu não gostaria de dar nome aos bois) falei com cerca de dez importantes líderes de uma empresa que faliu. Fiquei muito impressionado porque pelo menos seis ou sete fizeram a seguinte afirmação, justificando a falência: “Não podia dar outra. A nova diretoria, quando assumiu esta empresa, teve um comportamento por demais desumano com as pessoas. Os Seres Humanos eram “crucificados”, tratados sem a menor dignidade possível. Mandava-se embora com desrespeito”. Um deles chegou a afirmar: “Eu não gostei da cor da sua camisa, saia da reunião porque você está demitido”. E aí concluíam: “Esta energia negativa ficou parada no ar; ela teria de ser retribuída de alguma forma”. Apesar de ter consciência que Humildade é fator crítico de Sucesso, eu não imaginava que Arrogância virasse um desses Fatores de Risco de Vida.

 

Anos depois, em casos muito diferentes, em teores diversos, eu vejo dois líderes reconhecidos por sua consistente carreira e currículo, desabarem de elevados patamares. Quantos votos da cassação de José Dirceu tiveram como influência a conhecida arrogância do ex-deputado e ex-capitão do time Lula? Se não quisesse impor, de forma exagerada e totalitária, sua vontade e até suas manias, extrapolando a brasilidade do time do Real Madrid, talvez Luxemburgo pudesse começar com consistência uma ímpar carreira internacional.

 

Estes dois casos recentes nos mostram que o crescimento sustentável e a longevidade de um líder não dependem somente de sua inteligência e de seu conhecimento, e nem mesmo da capacidade de gerar resultados. Antes de falir, no exemplo inicial deste texto, a diretoria desumana fez a empresa crescer mais de vinte por cento ao ano, ganhando vários degraus na escala de market share. Sem dúvida também, Dirceu foi um Líder mais que eficaz na construção da progressiva importância do PT. E ainda, a performance de Luxemburgo no Real Madrid está muito acima das médias normais.

Liderados querem competência, mas também querem amizade: querem fazer parte de um consistente espírito de corpo; querem um Líder que dê exemplos, que lidere por atitudes. Inteligência Emocional é atributo básico; caso contrário pode-se perder uma vida de sucesso, em seis meses, sem nenhuma prova legal contra você.

 

Boa leitura

 


Voltar

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

ASTD 2006

 

     Voltar

INSTITUTO MVC NA ASTD

 

    J.B Vilhena,  Vice-presidente do Instituto MVC, apresentará “cases”  

    de sucesso, nas áreas de certificação e marketing, no congresso

    mundial da ASTD  (American Society for Training and Development).

      

 

    O evento acontecerá em Dallas, em maio de 2006 (www.astd.org).

 


     Voltar

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

CERTIFICAÇÃO

Voltar

 

 

JB VILHENA

VP do Instituto MVC

 

 

Vantagens de um Processo de Certificação

Uma abordagem não tradicional

 

 

Os currículos dos cursos universitários velozmente se defasam em relação às exigências do mercado. Poucas escolas de ponta têm rapidez e recursos para continuar ensinando aquilo que o profissional atuante no mercado realmente precisa saber.

 

Ao invés de parar e avaliar o que fazer perante essa indiscutível realidade, muitas organizações partiram para "uma solução mais rápida". Inspiradas pelo antigo paradigma de que formação se recebe na escola, passaram a exigir não mais o diploma de curso superior, mas um pomposo título de MBA.

 

Acompanhando e respondendo às mudanças do mercado, instituições como Fundação Getúlio Vargas, ESPM, IBMEC e Dom Cabral – que sempre estiveram na frente das demais, oferecendo excelentes cursos de graduação - passam a oferecer a mesma excelência em seus cursos de pós-graduação. Mas por melhor que possam ser esses programas, sua abordagem é necessariamente generalista, visto que precisa abranger um conjunto de conhecimentos que atenda às necessidades comuns a maioria das organizações.

 

No princípio, até pareceu que o problema da formação de quadros de gestores das organizações estivesse resolvido. Afinal muita gente foi obrigada a voltar aos bancos escolares – que já haviam abandonado há muitos anos. Esse retorno trouxe uma contribuição positiva e isso é inegável.

 

Mas passadas a primeira e segunda onda – da graduação e da pós-graduação - agora as empresas começam a perceber que precisam de especialistas na sua cadeia de valores. Para sobreviver à competição é preciso contar com executivos que conheçam a empresa, seus mercados, seus concorrentes, fornecedores e, principalmente, clientes. Esse tipo de conhecimento – que é específico e particular para cada empresa – dificilmente é oferecido por uma instituição que atende a milhares de alunos de MBAs, do Oiapoque ao Chuí.

 

Mas como formar dentro de casa esses especialistas?

 

Há empresas que contam com excelentes áreas de treinamento & desenvolvimento ou com universidades corporativas que são benchmark para todo o mercado e conseguem gerenciar seu autodesenvolvimento (exemplos disso: o Grupo Algar, a Saint-Gobain e a Telefônica Empresas). Outras vão buscar ajuda junto às empresas de consultoria e treinamento (grandes instituições de ensino já perceberam essa nova tendência e vêm montando áreas especializadas no atendimento dessas necessidades específicas).

 

Nós, do MVC, acreditamos que, além de formação, é fundamental oferecer aos participantes de programas de treinamento e desenvolvimento algo que permita que, no presente e no futuro, essas pessoas sejam percebidas de forma diferenciada dos demais. É por isso que, cada vez mais, aconselhamos nossos clientes a não investir em ações isoladas de treinamento. Nossa recomendação é que seja feito um Programa de Desenvolvimento, que abranja um horizonte de tempo mais amplo e que, ao final, produza resultados não apenas para a empresa, mas também para o participante.

E como conseguir isso?

Acreditamos que devam ser reconhecidos os conhecimentos, habilidades e atitudes que passaram a ser dominados pelos participantes do Programa. Mas esse reconhecimento não pode ser apenas interno, ou seja, originado e finalizado na própria empresa. Ele tem de transcender as fronteiras da organização e passar a ser um diferencial que os profissionais passam a ter em relação aos seus concorrentes no mercado de trabalho.

Acreditamos ser vital que os profissionais que foram devidamente capacitados possam exibir ao mercado um instrumento que evidencie essa capacitação e conhecimento técnico. Não basta um currículo bem-sucedido (os currículos descrevem as vitórias obtidas, mas não evidenciam a pré-disposição de continuar lutando). É preciso que haja uma comprovação cabal de que o profissional está preparado para novos desafios. Para isso é preciso que tenham sido preparados e depois testados. E os testes que enfrentaram têm de ser capazes de evidenciar que aquele elemento é, de forma inquestionável, possuidor das competências cognitivas, instrumentais e atitudinais que lhe são atribuídas.

Pensemos no que significa um certificado ISO para uma empresa. É um atestado de que ela se comporta de acordo com um conjunto de normas universalmente aceitas e adotadas. O que significa ser um Microsoft Engineer? Significa um profissional que demonstrou que domina as ferramentas de software disponibilizadas pela Microsoft. Esses são certificados disputados por muitas empresas e pessoas. Mas são gerais, podendo ser obtidos por qualquer um que se prepare para tal.

Que tipo de certificado sua organização fornece aos seus colaboradores internos? Como ela atesta que eles dominam uma determinada área de competência? Isso fica apenas nos registros documentais dos colaboradores?

Achamos que o conceito de certificação deva ser expandido para além das fronteiras internas da organização. Acreditamos que uma das maiores evidências de uma preparação bem feita é quando o mercado passa a disputar nossos colaboradores por reconhecer que eles são os melhores recursos disponíveis (por mais que isso gere necessidade de ações de retenção).

Sua empresa está preparada para certificar os diversos níveis de colaboradores? E se o fizer, obterá o reconhecimento e valorização interna e externa que um processo de certificação exige?

Pense nisso e converse conosco.

 

 

Material retirado do Pocket MBA Certificação Comercial (Consultoria e Treinamento).


Voltar

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

CERTIFICACIÓN

Voltar

 

JB VILHENA

VP del Instituto MVC

 

 

Las ventajas de un Proceso de Certificación

Un abordaje poco tradicional

 

Los programas universitarios se desactualizan rápidamente con respecto a las exigencias del mercado de trabajo. Pocas escuelas tienen la rapidez y los recursos necesarios para continuar enseñando todo lo que necesita saber el profesional actuante en el mercado.

En lugar de pensar y evaluar qué hacer frente a esta indiscutible realidad, muchas organizaciones buscaron "una solución más rápida". Inspiradas en el antiguo paradigma de que la formación se recibe en la escuela, comenzaron a exigir no sólo un diploma universitario sino un pomposo título de MBA.

Para acompañar y responder a los cambios del mercado, Instituciones como la Fundación Getulio Vargas, ESPM, IBMEC y Dom Cabral – que siempre se anticiparon a las demás, ofreciendo excelentes cursos de graduación, empezaron a ofrecer la misma calidad en sus cursos de posgraduación. Pero por mejor que puedan ser esos programas, su abordaje es generalista, puesto que necesitan abarcar un conjunto de conocimientos que atiendan a las necesidades comunes para la mayoría de las organizaciones.

En un primer momento hasta pareció que estuviera resuelto el problema de formación de cuadro de gestores en las organizaciones. Muchos fueron obligados a volver a los bancos escolares – que ya habían abandonado hacía mucho tiempo. Esta vuelta trajo una contribución positiva, eso es innegable.

Sin embargo, una vez pasadas la primera y segunda fases – la de graduación y posgraduación – las empresas se dieron cuenta que necesitaban especialistas en su cadena de valores. Para poder sobrevivir en una competencia global es necesario contar con ejecutivos que conozcan la empresa, sus mercados, sus competidores, sus proveedores y, principalmente, a los clientes. Este tipo de conocimiento, que es específico y particular para cada empresa, raramente lo ofrece una institución que atiende a miles de alumnos de MBAs, desde Oiapoque hasta el Chuí.

Pero ¿cómo formar a estos especialistas dentro de la empresa?

Hay empresas que cuentan con excelentes áreas de entrenamiento y desenvolvimiento o con universidades corporativas que son benchmark para todo el mercado y consiguen gerenciar su autodesenvolvimiento (como ejemplo: Grupo Algar, Saint-Gobain y Telefónica Empresas). Otros salen a buscar ayuda profesional en empresas de consultoría y entrenamiento (grandes instituciones de enseñanza ya se dieron cuenta de esta nueva tendencia y están montando áreas especializadas para atender estas necesidades específicas).

Nosotros, integrantes de MVC, creemos que además de la formación, es fundamental ofrecer programas de entrenamiento y desenvolvimiento a los participantes, algo que les permita sobresalir ante los demás, tanto en el presente como en el futuro. Es por esto que, cada vez más, aconsejamos a nuestros clientes a no invertir en acciones aisladas de capacitación y entrenamiento. Nuestra recomendación es que se haga un Programa de Desenvolvimiento para abarcar un horizonte de tiempo más amplio y de esta manera producir resultados no apenas para la empresa sino también para el participante.

¿Cómo conseguir esto?

Creemos que se deben reconocer las habilidades, conocimientos y actitudes que dominan los participantes del Programa. Pero este reconocimiento no puede ser apenas interno, o sea, originado y terminado en la propia empresa. Debe trascender las fronteras de la organización y convertirse en un factor diferencial que los profesionales adquirirán en relación con sus competidores en el mercado de trabajo.

Creemos vital que los profesionales debidamente capacitados puedan exhibir al mercado un instrumento que evidencie esa capacitación y conocimiento técnico.

No basta un currículo exitoso (los currículos describen las victorias obtenidas, pero no evidencian la predisposición para seguir luchando). Es necesario que haya una comprobación fehaciente de que el profesional está preparado para nuevos desafíos. Para esto deberán estar preparados y haber pasado por diversos tests. Estos tests deberán tener la capacidad de evidenciar si esa persona tiene, de forma incuestionable, las competencias cognitivas, instrumentales y actitudinales que se le atribuyen.

Pensemos en cuál es el significado del certificado ISO para una empresa. Es un documento atestiguando su comportamiento de acuerdo a un conjunto de normas universalmente aceptadas y adoptadas. ¿Qué significa ser un Microsoft Engineer? Es un profesional que demostró su dominio sobre las herramientas de software desarrolladas por Microsoft. Estos certificados son disputados por muchas empresas y personas. Sin embargo son generales, pueden ser obtenidos por cualquiera que se prepare para tal fin.

¿Qué tipo de certificado ofrece su organización a los colaboradores internos?

¿Cómo constata que ellos dominan una determinada área de competencia? ¿Esto queda sólo en los registros documentales de los colaboradores?

Nos parece que el concepto de certificación debe ser expandido para más allá de las fronteras de la organización. Creemos que una de las mayores evidencias de una preparación bien hecha es cuando el mercado comienza a disputar a nuestros colaboradores por reconocer que ellos son los mejores recursos disponibles (aunque esto genere la necesidad de acciones de retención)

 

¿Su empresa está preparada para certificar los diversos niveles de colaboradores? Y si lo hiciera ¿obtendría el reconocimiento y la valorización interna y externa que exige un proceso de certificación?

Piense en esto y contáctenos

 

 

Material del Pocket MBA de Certificacion (Entrenamiento e Consultoria).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

DECISÃO

 
 

Voltar

 

FRANZ MÜLLER

Consultor Sênior do Instituto MVC

 

 

Processo Decisório

Intuição versus Métodos Quantitativos

 

 

Em nosso país, é grande o número de gestores que apóiam suas decisões apenas em experiências anteriores e intuição, o que freqüentemente é chamado de feeling. A intuição, muitas vezes, ampara-se em modelos mentais. Tais modelos, quando estruturados, baseiam-se em relações de causa-efeito de eventos do passado observados e devidamente padronizados. Contudo, são modelos cuja estrutura lógica não é explicitada de forma léxica, através de palavras, ou quantitativa, valendo-se de relações entre grandezas que representam variáveis observadas.

 

O processo decisório nas organizações sofreu muitas alterações nos últimos anos. Cenários vivenciados atualmente apresentam novas situações sem padrões anteriores. Além disto, a crescente busca pela competitividade fez com que a complexidade acerca de uma decisão aumentasse sensivelmente.

Nestas condições, os modelos intuitivos tornam-se impotentes ou, na melhor das avaliações, arriscados.

 

Conseqüentemente, para o processo decisório, faz-se necessário o desenvolvimento de métodos que envolvam maior racionalidade e uma dinâmica mais arrojada. Uma boa alternativa para apoiar uma decisão mais complexa é a utilização de métodos quantitativos computacionais. As ferramentas quantitativas de apoio ao processo decisório, quando devidamente escolhidas e utilizadas, podem desempenhar um papel extremamente favorável e relevante no processo de gestão empresarial nos níveis estratégico, tático e operacional.

 

A idéia de utilizar modelos quantitativos para apoiar decisões surgiu durante a II Guerra Mundial. Na ocasião os aliados convocaram seus melhores cientistas para desenvolver e implantar modelos matemáticos que levassem à melhor decisão possível. Como exemplo, decisões que envolviam situações onde se buscava a minimização dos recursos que deveriam ser enviados às tropas visando ao mesmo tempo à maximização dos resultados de combate. Essa utilização foi tão bem-sucedida, que ao final da guerra, esses cientistas foram convidados por diversas empresas, para implantar tais modelos no ambiente empresarial.

 

Entretanto, tais modelos eram muito complexos para os gestores poucos familiarizados com os algoritmos necessários para encontrar a melhor solução. Este fato, somado ao alto custo para desenvolvimento, foi aos poucos afastando essas ferramentas do ambiente empresarial. Atualmente esses modelos voltaram a ganhar força graças ao avanço da tecnologia computacional, que permite o processamento de cálculos complexos em períodos muito curtos de tempo a um custo relativamente baixo.

 

Os modelos quantitativos para apoio à decisão atualmente recebem várias denominações, tais como: Pesquisa Operacional, Modelagem Empresarial, Management Science, entre outros. Tais modelos geralmente utilizam as seguintes técnicas:

 

  • PROGRAMAÇÃO LINEAR

  • TEORIA DA DECISÃO

 

A Programação Linear é uma das técnicas de Pesquisa Operacional mais utilizadas em se tratando de problemas de otimização. Os problemas de Programação Linear (PL) buscam a distribuição eficiente de recursos limitados para atender a um determinado objetivo, em geral, maximizar lucros ou minimizar custos. Em se tratando de PL, esse objetivo é expresso através de uma função linear, denominada de "Função Objetivo". É necessário também que se definam quais atividades consomem recursos e em que proporções os mesmos são consumidos. Essas informações são apresentadas em forma de equações e inequações lineares, uma para cada recurso. Ao conjunto dessas equações e/ou inequações denomina-se "Restrições do Modelo".

 

EXEMPLO DE PROGRAMAÇÃO LINEAR

 

Uma indústria produz dois tipos de produtos (P1 e P2), que utilizam quatro tipos diferentes de recursos (R1, R2, R3 e R4). Cada unidade de P1 utiliza 15 unidades de cada um dos quatro recursos e gera um lucro de $ 45. Cada unidade de P2 utiliza 10 unidades de R1, 30 unidades de R2, 5 unidades de R3, 5 unidades de R4 e gera um lucro de $ 60. Além disso, por razões mercadológicas, foi estipulado que a produção máxima semanal de P1 deve ser de 100 unidades e de P2 50 unidades. Sabe-se também que a indústria tem a sua disposição 2400 unidades semanais de cada um dos quatro recursos envolvidos no processo de produção. O objetivo desse estudo é determinar qual é a ordem de produção que gerará o maior lucro semanal para a empresa.

 

Essa decisão pode ser tomada com base na intuição ou através de um procedimento racional. Vamos analisar as duas possibilidades.

 

Decisão com base na intuição

 

Se o gestor utilizar a intuição para tomar essa decisão, provavelmente, ele tenderá a produzir o máximo de P2 possível (pois aparentemente é mais lucrativo), e utilizar o restante da capacidade para produzir P1. Dessa forma vamos supor que o gestor intuitivamente dê a ordem para a produção de 50 unidades de P2 (quantidade máxima que o mercado absorve de P2) e 60 unidades de P1 (quantidade abaixo do que o mercado absorve de P1). Para essa ordem de produção a empresa teria recursos suficientes para a produção, e o lucro semanal total seria de $ 5.700.

 

Essa decisão intuitiva representa uma solução viável e lucrativa, no entanto, não é possível afirmar que essa é a ordem de produção que maximizará o lucro semanal, pois, ela é fruto da simples intuição que, ao se produzir o máximo possível de P2, o lucro semanal total será automaticamente o máximo.

 

 

Decisão com base na programação linear

 

Nesse caso temos como variáveis de decisão a quantidade semanal a ser produzida de cada um dos produtos.

 

O modelo tem como principal objetivo a maximização do lucro semanal total. Esse lucro pode ser obtido através da multiplicação do lucro unitário dos produtos por suas respectivas quantidades de produção.

A situação apresenta quatro restrições internas (disponibilidade de recursos: R1, R2, R3 e R4) e duas restrições externas (demanda pelos produtos DP1 e DP2).

 

Modelo matemático:

 

 

P1

P2

 

Maximize

45

60

Disponibilidade de R1

15

10

<=

2400

Disponibilidade de R2

15

30

<=

2400

Disponibilidade de R3

15

5

<=

2400

Disponibilidade de R4

15

5

<=

2400

Demanda DP1

1

0

<=

100

Demanda DP2

0

1

<=

50

Quadro 1: Modelo matemático

 

Resolução computacional

O software utilizado para encontrar a solução ótima foi o suplemento solver do MS Excel, que possui capacidade de resolução de problemas de programação linear de pequeno e médio porte.

 

P1

P2

Maximize

45

60

Preço

Ordem de produção

100

30

Utilizado

Disponível

Sombra

Disponibilidade de R1

15

10

1800

<=

2400

0

Disponibilidade de R2

15

30

2400

<=

2400

2

Disponibilidade de R3

15

5

1650

<=

2400

0

Disponibilidade de R4

15

5

1650

<=

2400

0

Demanda de P1

1

0

100

<=

100

15

Demanda de P2

0

1

30

<=

50

0

Lucro Semanal

=

6300

Quadro 2: Resultados

 

Interpretação dos resultados

Deve-se decidir por uma produção semanal de 100 unidades do produto P1 e 30 unidades do produto P2, levando a um lucro semanal ótimo de $6.300.

Ao contrário do que o gestor poderia intuitivamente pensar não é vantajoso, do ponto de vista financeiro, produzir o máximo do produto 2 (aparentemente o mais lucrativo). Isso acontece, pois esse produto consome em grande parte o recurso (R2) mais escasso da empresa (gargalo).

 

Além disso, através do valor do preço sombra, pode-se perceber que a principal restrição do sistema é a demanda limitada pelo produto P1, pois cada unidade a mais que o mercado aceitasse desse produto, aumentaria o ganho da empresa em $15. Essa restrição é considerada uma restrição não-física ou restrição externa, o que transforma essa restrição em gargalo. A outra restrição, de R2 mostra que, para cada unidade a mais disponível desse recurso, o lucro aumentaria em $2.

 

Conclusão

 

O processo decisório pode ser complexo em maior ou menor grau. À medida que aumenta a complexidade desse processo, torna-se mais arriscado decidir baseando-se apenas na intuição. A decisão baseada na intuição pode levar o gestor, muitas vezes, a uma solução viável, porém não necessariamente garante a otimização dessa solução. Em contrapartida existem métodos quantitativos computacionais de fácil aplicação, que podem auxiliar no processo decisório, com a vantagem de garantir que a decisão a ser tomada será a melhor possível.

 

Material retirado do Programa Métodos Quantitativos e Intuitivos no Processo Decisório.

 

Voltar

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

MELHORES PUBLICAÇÕES GERENCIAIS EM 2005

Welcome to s+b's enews, a strategy+business exclusive.

New York, N.Y., November 30, 2005 -- Of the shelfloads of business books produced this year, strategy+business has selected the eight titles you don't want to miss. We asked some of the world's most distinguished business thinkers to help us choose our winners from among 32 notable books published in the last 12 months.

The top books in each category are:

The Future
The World Is Flat: A Brief History of the Twenty-First Century
by Thomas L. Friedman

Strategy
Blue Ocean Strategy: How to Create Uncontested Market Space and Make the Competition Irrelevant
by W. Chan Kim and Renee Mauborgne

Globalization
The End of Poverty: Economic Possibilities for Our Time
by Jeffrey D. Sachs

Work and Life
Creating the Good Life: Applying Aristotle's Wisdom to Find Meaning and Happiness
by James O'Toole

Management
Conspiracy of Fools: A True Story
by Kurt Eichenwald

Marketing
ProfitBrand: How to Increase the Profitability, Accountability & Sustainability of Brands
by Nick Wreden

Media
Hard News: The Scandals at The New York Times and Their Meaning for American Media
by Seth Mnookin

Leadership
A Life in Leadership: From D-Day to Ground Zero: An Autobiography
by John C. Whitehead

 

To read the complete essay in each category, use the links in the list above.

 

 

Voltar

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

VENDAS

 Voltar

 

JOSÉ LUIZ MEINBERG

Diretor do Instituto MVC

 

Afinal, o que é uma Venda de Solução?

"Clientes não compram produtos ou serviços.

Clientes compram soluções para seus problemas."

 

Lendo sobre a forma de vender de algumas empresas tenho me deparado com a afirmativa de posicionamento de vendas do tipo "vendemos soluções". Seria fácil entender o que quer dizer esta proposição de valor se houvesse uma clara definição do que é solução.

Solução é muito mais que algo que pode ser vendido. Solução é resultado, solução é comprometimento. Solução é mais que um produto a ser vendido. Solução, na verdade, é um grande desafio para "vendas vendedoras".

Esta é uma forma de vender própria das grandes empresas ou também pode ser praticada pelas empresas de menor porte? Afinal como colocar, de forma clara, um raciocínio em torno de uma solução que possa ser praticada por qualquer empresa?

Venda de solução é uma prática competitiva que pode dar bons resultados a médio e longo prazo. Principalmente pelo maior comprometimento mútuo entre fornecedor e comprador.

Nas minhas palestras e seminários tenho encaminhado o assunto através de uma conceituação simples.

É evidente que uma solução é criada em torno das necessidades do cliente. Sem dúvidas! Não poderia ser diferente. A busca da solução não pode ser simplesmente desviada por uma tentativa do vendedor em aumentar as vendas dos produtos existentes (ou mesmo resolver seus problemas de vendas). Esta tentativa está mais direcionada para um produto que uma solução.

E a diferença entre vender um produto e uma solução é que vai possibilitar um tratamento mais competitivo da relação comercial da empresa.

Há uma diferença fundamental entre produtos e soluções. Um produto desempenha uma função dentro de um processo. Por exemplo, uma matéria-prima no processamento de um outro produto ou mesmo de um serviço. Uma solução tem um sentido mais amplo atendendo a um processo como um todo.

Uma solução é mais que uma combinação de produtos que servem a um processo. É um compromisso com o resultado do processo a que estes produtos serviram e inclui, não só a disponibilidade dos produtos como também todo serviço a eles relacionados, chegando até ao usuário foco.

Prover soluções, portanto, requer customização, pois dependerá de cada usuário do processo. E tem custo mais elevado em função desta customização. No entanto, a longo prazo, pode ser mais rentável pela manutenção do cliente por mais tempo, o que pode ser chamado como uma forma de "blindagem" deste cliente em relação a fornecedores concorrentes.

Uma forma de entender a proposta da venda de solução pode ser feita pelo entendimento gráfico do estudo da engenharia dos fluidos abaixo.

Na engenharia dos fluidos vamos encontrar os sistemas a montante e a jusante. Sistema a montante está no início do processo e o sistema a jusante está no fim deste processo.

Sistema a montante é representado pelos recursos transformados (aqueles que já foram tratados, transformados ou convertidos de alguma forma) Geralmente, o conjunto dos recursos transformados é composto de recursos materiais, equipamentos, informações; recursos de transformação são aqueles que vão agir sobre os recursos transformados, modificando-os para o processo onde se encaixam os insumos, matérias-primas, pessoas, etc. Estes recursos podem ser classificados em quatro grupos: humanos, tecnológicos, materiais equipamentos/instalações e financeiros.

O sistema a montante serve aos inputs de processamento. Um input é representado por tudo que um processamento necessita, quer, espera ou até mesmo merece. São as regras de entrada, as especificações técnicas desejadas ou até mesmo desejáveis. Aqui geralmente é estabelecida uma série de procedimentos de controles de entrada, os controles de qualidade dos insumos, matérias-primas, revisão de equipamentos e avaliação da capacitação das pessoas.

Tudo que entra pelo input está direcionado para um processamento. Processamento é o meio do caminho de um processo e tem como foco a criação e produção de valor para os produtos e serviços. É o processo de transformação: transformação do conjunto de materiais na produção de produtos ou mesmo transformação de informações no caso de serviços.

Output é a saída do processamento. É também um sistema que procura garantir que o que está sendo produzido satisfaz às especificações e requisitos estabelecidos. Um sistema de output pode ser um conjunto de especificações que determina a qualidade de um produto ou mesmo a abrangência do serviço prestado. É uma visão puramente técnica.

Os outputs do processo de transformação são, geralmente, um composto de bens e serviços que devem ser avaliados em termos de sua tangibilidade, estocabilidade, transportabilidade, simultaneidade, tipo de contato com o consumidor e até mesmo o atendimento de uma qualidade técnica pré-estabelecida.

Por último o sistema à jusante que é representado por aquilo que os clientes dos clientes querem, precisam, esperam e exigem.

A diferença fundamental entre a venda de produto e venda de solução está no foco da venda. Na venda de produto, o valor está em servir ao sistema a montante: deve conter uma série de quesitos de definições qualitativas e o seu benefício está no processamento. É possível que um bom processamento gere um bom resultado, mas não a garantia de que olhando para esta parte do processo o resultado do cliente será alcançado.

Na venda de solução o valor migra do produto e o que ele representa para o processamento do qual faz parte! Na verdade seria dizer que, na venda de solução, o foco é o sistema a montante. Não é uma especificação de saída de processamento, o output. É o uso do que é produzido e o resultado efetivo por ele gerado.

Vender solução então é muito mais que acompanhar o que foi gerado no processamento. É garantir que o que foi gerado está atendendo às necessidades do cliente do cliente. Em outras palavras poderia ser assumido como a explicação da expressão foco no foco do cliente.

Vender solução dá mais trabalho, requer maior conhecimento e preparo, além de uma visão prática do negócio do cliente e comprometimento com o resultado efetivo do cliente.

 

 

A venda de solução é mais que venda consultiva. Segundo Charles M. Futrell (Vendas – Fundamentos e Novas Práticas de Gestão – São Paulo: Editora Saraiva, 2003) venda consultiva é o processo de ajudar o cliente a atingir seus objetivos de curto e longo prazo mediante uso do bem ou serviço da empresa vendedora! A diferença para a venda de solução é que nem sempre será "vendido" um bem ou serviço da própria empresa. É possível que, para atender a uma solução, um produto ou serviço de outra empresa possa ser recomendado. Se assim for o vendedor assume efetivamente o papel de consultor do cliente. Servindo o cliente em suas necessidades é possível a criação de um vínculo de dependência entre as partes, provavelmente um cliente leal.

 

Para praticar a venda de solução o compromisso não pode ser só do vendedor. É fundamental o compromisso da gestão, o compromisso da empresa.

 

Para a venda de solução são três as atitudes que o comprador espera: comprometimento, envolvimento e assertividade.

  • Comprometimento: o comprador espera que o fornecedor se comprometa efetivamente a ajudá-lo a ter sucesso não só no curto prazo, mas, principalmente, num prazo maior;

  • Envolvimento: o comprador espera que o fornecedor se mantenha envolvido com ele ao longo do tempo, mesmo que não haja oportunidades imediatas de vendas;

  • Assertividade: o comprador espera que o fornecedor esteja sempre concentrado nas suas necessidades quando fizer recomendações e sugestões de produtos e serviços.

Para vender solução o vendedor deve:

  • Aprimorar seu entendimento do cliente, do negócio do cliente e como este tem condições de produzir lucro;

  • Criar uma atmosfera de confiança, integridade, confiabilidade e profissionalismo que promova intercâmbio de informações e idéias de tal forma a garantir o melhor fluxo em direção à solução para o cliente;

  • Enriquecer constantemente seu conhecimento comercial, ampliando sua área de formação além dos limites da área comercial, adquirindo capacitação em finanças, logística, comunicação, transformando-se num verdadeiro gestor administrativo da relação com o cliente, um especialista em um gama variada de tópicos.

Você esta pronto para praticar a venda de solução? E sua empresa?

 

Material retirado do Pocket MBA Desenvolvimento de Gestores e Profissionais de Vendas

 

Voltar

 

 
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

CLIMA

 

Voltar

 

ENIO RESENDE

Consultor Sênior do Instituto MVC e Autor de 11 Livros

 

 

Gestão de Clima Organizacional

A mais importante ferramenta na Gestão de Pessoas

 

 

A Gestão de Clima Organizacional chegou e abafou. Cada vez mais está sendo reconhecida como uma das principais ferramentas de gestão organizacional e de pessoas. Mais que qualquer outra, é ela que torna efetiva a filosofia de Melhoria Contínua. Que requer ser alimentada por diagnósticos objetivos e regulares.

 

Como se explica que uma ferramenta de gestão chega e já supera em importância outras mais tradicionais? Porque a Gestão de Clima Organizacional responde aos requisitos da Gestão de Competências, que, atendendo às necessidades modernas das empresas, também chegou para focar mais os seus resultados fins. Como evolução da gestão eficiente, mais focada em resultados meio. Os quais, regra geral, são menos objetivos, mais demorados, menos econômicos.

 

Costumo dizer que a gestão eficiente é mais ou menos como um time de futebol que joga bonito para a platéia, mas não marca gols suficientes para vencer o jogo. Ao contrário da gestão competente. Que joga para vencer, em primeiro lugar.

 

Estamos em tempo de fenômenos surpreendentes e de grandes mudanças de paradigmas. Em todas as áreas do conhecimento, em todos os setores de atividades. E uma das características principais dessas mudanças é buscar, cada vez mais, soluções mais rápidas, objetivas e econômicas para todas as organizações. É, em outras palavras, ir mais direto aos assuntos. No passado, em tempos de "vacas gordas" (que não voltam mais), era possível e permitido perder tempo, ter custos mais elevados, suportar desperdícios, etc. Em tempos de alta competitividade, é necessário minimizar perdas e ineficiências. É necessário melhorar os resultados tanto das atividades meios como das atividades fins.

 

A área de R.H., de modo especial, não tinha como ponto forte ser objetiva em seus planos e atividades e, por conseqüência, agregava pouco valor aos resultados da empresa. Razão pela qual raras vezes era devidamente valorizada por elas. Tendo se conscientizado disto, R.H. tem buscado, nos últimos tempos, melhorar seu desempenho. E está descobrindo que precisa, para isto, encontrar ferramentas apropriadas. Não basta ter boa intenção.

 

A Gestão de Clima Organizacional é uma das ferramentas que mais pode ajudar R.H. a cumprir seus modernos papéis de subsidiar, técnica e estrategicamente, as outras áreas, e à empresa como um todo, para terem melhor desempenho organizacional, assim como melhor gestão de suas equipes, em ambientes operacionais adequados e estimulantes.

 

Dentre os resultados mais efetivos que a Gestão de Clima Organizacional proporciona, podemos citar: constitui um diagnóstico amplo, objetivo e continuado dos pontos fortes e fracos da empresa, de forma rápida e econômica; contribui para melhorar o desempenho gerencial das áreas; favorece a objetividade da atuação de R.H. e seu entrosamento interno. Favorece ainda – dado muito importante também – obter a participação dos colaboradores nos processos de busca de melhoria contínua (vale a pena dizer de novo).

 

A gestão do clima organizacional fica grandemente facilitada, ganhando em tempo, economia e gerenciamento constante dos resultados, com utilização de software próprio, conforme tenho feito nos últimos dez anos em quase 60 organizações. Essa ferramenta favorece também obter, armazenar e administrar resultados gerais da empresa, resultados de unidades descentralizadas, de áreas, e outros desdobramentos.

 

A Gestão de Clima Organizacional é, em suma, uma ferramenta de gestão competente, por ser moderna, de grande utilidade e de baixo custo. Favorece o entrosamento entre os gestores em geral e a área de R.H.; favorece um continuado aumento de desempenho; responde à necessidade de reduzir custos de gestão. E, acrescentando uma nova e importante possibilidade, contribui para a organização adquirir as condições que lhe permita estar entre as melhores empresas para se trabalhar.

 

Para ser, de fato, uma ferramenta que proporcione um novo status organizacional e gerencial às empresas, a Gestão de Clima Organizacional precisa ser introduzida ou aperfeiçoada de forma consciente e criteriosa. Não por curiosidade ou modismo. Importantes planos e ferramentas de gestão, especialmente utilizados por R.H., ficaram desacreditados no passado, pelo fato de não serem introduzidos com os devidos cuidados. Principalmente o de falta de foco em resultados.

 

Nos tempos atuais, de muita pressa, competitividade e crescente exigência de clientes, não é mais permitido às empresas fazerem experiências em gestão organizacional e de pessoas. Nem os profissionais de R.H. e de gerência podem se dar ao luxo de serem apenas eficientes. A era da competência já está em vigor. E veio para fazer acontecer.

 

 

 

Material retirado dos Programas de Consultoria, Treinamento e Pesquisa de Clima.

 

Voltar

 

 
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

ÉTICA

 

Voltar

 

CARLOS LEGAL

Consultor Sênior do Instituto MVC

 

 

 

A Ética e o cocô do cachorro do vizinho

 

Após um dia de trabalho, chegando à minha casa, flagrei um vizinho e seu cachorro passeando por minha calçada. Desconfiado, estacionei a certa distância para observar o que poderia acontecer e, então, medir o grau de consideração que o simpático vizinho aparentemente demonstrava por mim e minha família. Não deu outra, o cão posicionou-se e "bomba" na calçada. Até aí tudo bem, mas para minha decepção, o desatento e agora indecente vizinho olhou a sua volta, não viu nada que aparentemente o incriminasse, e como se nada tivesse acontecido, continuou seu passeio, deixando para nós a árdua tarefa de "desarmar" o artefato. Que tristeza! Parecia ser um cara bacana. Outra vizinha tem o irritante hábito de buzinar alucinadamente até sua pobre mãe abrir o portão automático, através da janela da sala. O problema é que, muitas vezes, é após a meia-noite. Faz alguns dias recebi a triste notícia da morte de uma das professoras de minha filha. O motivo? Fora atropelada por uma moto em alta velocidade.

 

Junto com essas histórias tão comuns do cotidiano, nos últimos meses, temos acompanhado as denúncias do mensalão, a deprimente tentativa de seus envolvidos em justificar suas razões e a ridícula intenção de seus delatores em posar de mocinhos. Na ótica do próprio umbigo, cada um está na sua razão. Pessoalmente, não tenho o hábito de julgar os acontecimentos da vida como certo ou errado (porque isso é apenas mais uma invenção humana), mas tento compreender a vida através da imutável lei da natureza da ação e reação. Não há nada tão pragmático quanto isso. Mas o que realmente está em jogo é como as ações individuais estão influenciando, primeiro: a própria vida; segundo: a vida dos outros e terceiro: as gerações futuras. Corrupções, mentiras, cocô na calçada, buzinada na madrugada, alta velocidade são ainda pequenos sintomas da desgraçada história humana, motivada pela intenção mesquinha de levar vantagem em tudo. Se tal atitude representa o prejuízo alheio, aí houve uma invasão muito séria. Não importa se ferrou a nação, o vizinho ou o desconhecido: o cerne da coisa é o mesmo, e nasce do egoísmo e da ignorância sobre um sentido mais amplo da vida e que nos leva a uma incapacidade de se importar genuinamente com o próximo. A conivência e negligência com qualquer coisa que prejudique o bem comum nos tornam igualmente egoístas.

 

O que acho ainda mais engraçado é que nunca se falou tanto de ética como nos últimos tempos. Ética nas empresas, ética nos negócios, ética na política (meu Deus, esses são os piores). Assim como um garoto apaixonado, pela musa da escola, fala demasiadamente de seu objeto de paixão (justamente porque não a tem), a sociedade está sedenta pela ética. Queremos, exigimos, bradamos, mas não praticamos. O que precisamos entender é que a mudança começa pelas pequenas coisas no cotidiano, nos pequenos atos. Parece-me que só vale a pena ser ético se alguém estiver olhando, se não for assim, parece que não tem graça.

 

Às vezes me pergunto se as pessoas realmente sabem o que significa ética. Então, não custa nada explicar. A palavra vem do grego Êthos e Ethos, que significam, respectivamente, "habitat, morada, abrigo" e "conduta, comportamento". Então ética envolve os aspectos físicos (ambiente, local onde se vive) e comportamentais (atitude, valores que norteiam a convivência) que nos permitem utilizar, de forma harmônica e sustentável, todos os bens da vida, permitindo que nossos descendentes também o façam. Numa abordagem mais objetiva, ela existe para garantir a sobrevivência das pessoas, mas é equivocadamente tratada como um valor. E ainda existem empresas que afirmam que a ética é um de seus valores corporativos.

 

Ética não pode ser um valor por si só, mas deve ser um conjunto de valores norteadores do convívio social. E, por falar em valores sociais, como podemos tê-los num país onde a escola pública está em plena decadência e noventa e nove por cento das particulares possuem um currículo focado em apenas preparar crianças e jovens a serem mais competitivos para o mercado de trabalho. Em ambos os casos negligenciam a importante missão de formar pessoas íntegras, saudáveis, equilibradas para o convívio social. Estamos sem regras, sem um norte e isso aparece nas inúmeras contradições no cotidiano. Minha conclusão é que a causa da desarmonia social não é a ausência de valores (pois todos nós temos os nossos), mas a diversidade de valores.

 

Quando ouço alguém (um deputado ou outro qualquer) falar de ética, tenho dificuldades para entender o que querem dizer exatamente. Convivi com inúmeras pessoas cultas e bem formadas, que levantaram com paixão a bandeira da ética e que, em determinado momento, para beneficiarem a si próprio, escorregaram em sua própria conduta, demonstrando total imaturidade ou sua real malevolência.

 

O fato é que vivemos uma "ética de conveniência", onde prevalece "dois pesos, duas medidas". O que assistimos nos cenários corporativos, políticos e sociais é o discurso muito diferente da prática. Mostram um quadro de honestidade incondicional, solidariedade exemplar, verdade e integridade a qualquer prova, mas lamentavelmente, nos bastidores, ainda ouvimos sobre corrupção, ameaças, violências, falsidades, dissimulações, fofocas, jogos de vaidades e desrespeito. Um grande mestre iogue uma vez disse: "o homem moderno, diante dos erros alheios exige justiça, mas diante de seus próprios erros, clama por misericórdia". A humanidade está seriamente perdida, doente da alma, sem rumo. E o pior. Está tão mergulhada no egoísmo e na ignorância que não tem percebido em que mar de lama tem se entregado de alguns séculos para cá.

 

Não será o Fome Zero, a reforma tributária ou política que resolverão os problemas da sociedade, mas uma criteriosa e profunda reforma íntima que todos nós necessitamos fazer. Assim como um organismo, que agrega bilhões de células, e que sua saúde e vida dependam da saúde de cada célula, a sociedade depende da saúde mental, emocional e espiritual de cada individuo que habita esse planeta. Conscientes ou não, comprometidos ou não, somos todos co-responsáveis.

 

Como disse o Prêmio Nobel Jacques Monod: "O Homem sabe finalmente que está sozinho na imensidão insensível do Universo, do qual surgiu por obra do acaso. Seu destino não está escrito em lugar algum. Nem tampouco seu dever. O reino do alto ou as trevas de baixo: cabe a ele escolher".

 

E o cocô do cachorro do vizinho? Das sujeiras a menor.

 

Material retirado dos Programas Organização do Trabalho/Gestão do Tempo e Negociação.

 

Voltar

 

 
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

COACHING

 

Voltar

 

AFONSO SOUZA

Consultor Sênior do Instituto MVC

 

 

 

Cinco Pontos importantes para um Coaching Eficaz

 

O coaching está se tornando uma função gerencial cada vez mais relevante nas organizações. A partir dessa colocação,destacamos cinco pontos importantes para o gerente desenvolver um coaching eficaz.

 

Acompanhar os desafios de clientes cada vez mais exigentes e de um mundo globalizado e competitivo faz com que as organizações modernas busquem um aprimoramento constante para estarem cada vez mais preparadas para enfrentar a concorrência.

 

Dentro desse contexto, sabe-se que apenas as empresas inovadoras sobreviverão às novas transformações e, estar à frente das demais é algo que se impõe aos líderes dos novos tempos.

 

Impostos por esse novo contexto, deve agora o gerente assumir a condução de suas equipes, qualificando-as e motivando-as a fim de garantir a eficiência da área e o futuro da organização.

 

Para ser um coach eficaz hoje, o gerente precisa rever sua postura para ser um provedor de assistência, e não supervisor. Isso significa mudar de um papel de mando e cobrança para um papel de treinador/educador.

 

Nesse novo ambiente, o maior desafio do coach é fazer com que as pessoas se sintam importantes, criando um ambiente de autoconfiança e de confiança mútua.

 

Vejamos, então, cinco sugestões importantes para um gerente realizar um coaching eficaz.

 

I – POSSUIR VISÃO ORIENTADORA

Uma visão é o objetivo que a organização espera obter. Ter uma visão ajuda as pessoas a estruturarem suas funções de acordo com prioridades e a tornarem-se resistentes ao fracasso. Coaches podem incutir na equipe a visão encorajando a participação, reconhecendo desempenho, recompensando contribuições.

 

Ao comunicar a visão da administração para a equipe deve evitar mensagens confusas, em outras palavras, o coach deve praticar o que está sendo pregado e definir um exemplo para ser seguido pela equipe.

 

II – PROMOVER CONFIANÇA

Não há coaching se não houver confiança. Para promover confiança mútua, existem algumas etapas específicas que o coach deve seguir. Primeiro deve tratar individualmente com cada membro de sua equipe.

 

Daí, uma comunicação de duas vias deve ser estabelecida, de modo que o membro da equipe, voluntariamente, se comprometa com os objetivos e as expectativas pré-acordadas. Se os compromissos são mantidos, um sentido mútuo de confiança será desenvolvido, o que é vital para o real crescimento e progresso das pessoas e da organização.

 

III – COMUNICAR E OUVIR COM EMPATIA

O coach precisa ter habilidades pessoais que permitam uma comunicação eficaz para definir as necessidades da equipe. Bons coaches imprimem uma comunicação clara, simples, objetiva, argumentada com consistência, levando em consideração as reações do outro, criando um clima de diálogo franco e honesto. É necessário que cada um observe a linguagem corporal e as mensagens não verbais com a mesma intensidade com que ouve as palavras. Para ouvir seriamente, deve fazer com que a equipe se sinta confortável em comunicar idéias e sentimentos. Um coach pode obter o compromisso das pessoas prestando total atenção, inclinando-se para frente e, às vezes, tomando notas. Também deve fazer perguntas. Uma pessoa se sente compreendida quando as necessidades e preocupações podem ser precisamente verbalizadas pelo coach. Se alguém trabalha para um gerente que ouve e age em função de seus interesses e problemas essa pessoa será mais aberta e honesta, em relação ao seu gerente.

 

IV – MOTIVAR E FACILITAR A APRENDIZAGEM

No fundo, o papel do coach é agir como facilitador e estimulador do processo de aprendizagem. Seu papel é criar ações facilitadoras de aprendizagem.

 

Nesse sentido, para exercer coaching de verdade, é necessário deixar, muitas vezes, que o funcionário/equipe, enfrente uma situação de caos sozinho. Diante do desafio de um novo papel, o coach pode se sentir tentado a "pegar na mão" do outro e guiá-lo. É preciso resistir a essa tentação e agir como facilitador.

 

Para dirigir uma equipe eficiente, o coach deve criar um ambiente em que os membros da equipe possam ter oportunidades para desenvolverem novas habilidades. As habilidades de uma pessoa podem ser ampliadas após a total compreensão de seus pontos fortes e de seu nível de confiança. Quando isso é determinado, os membros da equipe podem ser postos em uma área que seja favorável aos seus interesses e pontos fortes, permitindo que prosperem e desenvolvam seu potencial. Cursos e seminários podem ser ferramentas eficazes para ampliação de habilidades, às vezes, para se conseguir desenvolver o potencial de alguém basta, simplesmente, delegar responsabilidades.

 

V – SER MODELO PARA MODELAR

Na medida em que o coaching é uma ferramenta necessária para ser um gerente eficaz, o coach precisa também ser um modelo para sua equipe. A visão que a equipe possui do gerente pode afetar as atitudes do membro da equipe em relação à organização. A forma como cada membro da equipe se sente em relação ao gerente pode causar um profundo efeito em sua produtividade. Tendo orgulho de si e de seu trabalho, os coaches podem criar um ambiente favorável que permita que os membros da equipe queiram ser produtivos e obtenham sucesso para si e para a organização. Para os coaches se tornarem melhores modelos devem colocar de lado todo preconceito pessoal. É necessário que o coach esteja fortemente comprometido com o fato de exceder o comportamento que irá requerer dos membros de sua equipe.

 

 

Conclusão

Quando o gerente se torna um "jogador do time" através do processo de coaching, cria-se um ambiente mais aberto onde todos participam. O benefício será uma equipe mais sinérgica, leal, criativa e produtiva.

 

 

Material retirado do Programa Coaching Individualizado e Grupal.

 

Voltar

 

 
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

CLIENTES

 

Voltar

 

MARCELO EGÉA

Consultor Sênior do Instituto MVC

 

 

Onde estão os seus Clientes?

 

 

Vou fazer uma afirmação aqui que pode soar estranha para alguns, mas que é cada vez mais verdadeira para mim: todas as pessoas que encontramos são nossas clientes. Independente de termos ou não relações profissionais com elas, todas as pessoas com que nos relacionamos podem se encaixar neste conceito.

Dito isto, é óbvio para mim (e espero que para vocês também, após ler este artigo), que melhorar nossa capacidade de entender o cliente é uma habilidade que nos ajuda a viver melhor, indo além do aspecto profissional.

 

Temos clientes por toda parte

Recentemente foi publicado um artigo falando sobre uma descoberta surpreendente: apesar do homem de Neanderthal ser mais forte e fisicamente mais capaz do que o Homo sapiens (do qual somos descendentes diretos), quem sobreviveu e impôs sua superioridade foi este último. Bom, até aí nenhuma novidade. Porém, o que os pesquisadores descobriram é que uma das coisas que fez diferença foi a capacidade "comercial" do Homo sapiens: sua habilidade de trocar mercadorias com os outros da sua espécie, aumentando assim suas possibilidades de sobrevivência.

Nem precisaríamos ir tão longe. A própria natureza é ecológica: se integra numa complexa teia de relações onde cada um dá a sua melhor contribuição, sendo ao mesmo tempo cliente ou fornecedor, dependendo do grupo que se analisa.

Os nossos ancestrais, para atingir esta superioridade, devem ter desenvolvido a habilidade de descobrir o que os outros precisavam oferecendo aquilo que dispunham (ou podiam obter) em troca daquilo que não tinham (ou não conseguiam obter).

Esta é a base de toda relação: troca. Você pode ver isto de forma materialista ou não.

Exemplo: alguém que você conhece é muito altruísta (gosta de ajudar os outros). Ele dá sem pedir nada em troca? Acho que, intimamente, ele ganha algo com isto. Pode até ser algo intangível (paz de espírito, por exemplo), mas ninguém faz nada sem um propósito.

A grande verdade é que a vida é impossível isoladamente. Viver é relacionar-se. Relacionar-se é trocar.

 

O que quer o nosso cliente?

Neste ponto da nossa conversa quero voltar-me mais para o aspecto profissional (apesar de que tudo que tratamos aqui pode ser adaptado à nossa vida pessoal).

Não sei se o seu trabalho na empresa é lidar com o consumidor final, um cliente intermediário (um distribuidor, por exemplo), ou uma área interna que atende àqueles primeiros (logística, por exemplo). De qualquer forma, é comum encararmos o termo cliente sob todas estas perspectivas (consumidor final, cliente externo ou cliente interno). Vamos chamá-los aqui simplesmente de cliente.

Nossa relação diária com os clientes nem sempre é simples, prazerosa e produtiva: às vezes eles querem coisas que não podemos fazer e, em outras, nós queremos que façam coisas que eles não querem...

Se formos realmente inteligentes, não vamos fazer como o Neanderthal e tentar ganhar as coisas "no braço". Não deve ser tão difícil, já que nosso ancestral Homo sapiens praticava isto há pelo menos 150 mil anos atrás.

O que o nosso cliente quer? Se ele está ali, na sua frente, é porque viu em você uma chance de satisfazer uma necessidade dele. Isto é bom para você. Assim como o Homo sapiens, se você conseguir atendê-lo, suas chances de sucesso aumentam. A idéia não é ver a coisa de forma "selvagem" (a luta pela sobrevivência nas savanas da África!), mas é certo que quanto mais gente você consegue satisfazer mais sucesso você terá.

A partir do momento que você se conscientiza de que todos os que encontra são seus clientes, em maior ou menor grau, e que satisfazê-los é o caminho para uma vida melhor, tudo fica mais fácil. Porém, você não é Deus: tem recursos limitados, nem sempre pode fazer o que o cliente quer. O jeito é tentar entender bem a expectativa e aí adaptar os seus recursos e suas possibilidades. Para isto é necessário aprender a perguntar e ouvir.

 

Perguntar, ouvir: a chave para o mundo do cliente!

O cliente muitas vezes pede coisas difíceis. Mas as pesquisas mostram que, na grande maioria dos casos, a coisa complica porque não entendemos direito o que ele quer. O que fazemos é, com poucas informações, interpretar o que ele deseja e então reagirmos a isto.

Poucos de nós estão habituados a usar perguntas para aprofundar o entendimento do que o cliente REALMENTE precisa. Ouvir de forma isenta é ainda mais difícil (imagine se ele estiver nervoso e tentando nos agredir...).

Lembro de uma história interessante. Tempos atrás fiz uma viagem para a Malásia. Liguei para a central do meu cartão de crédito atrás de informação sobre o seguro de bagagem. A atendente, muito simpática, enquanto procurava as informações que eu precisava começou a conversar comigo:

- Malásia? Puxa, é longe né? Quantas horas?

- Mais de 24 horas de viagem... Tem escala em Frankfurt...

- Nossa, é longe mesmo. Eu tenho muito medo de avião: a gente ouve estas histórias de acidente aéreo. Ainda mais numa viagem longa assim...

- Eu não tenho medo... Ninguém morre na véspera...

- É verdade... O Sr. tem família? Eles vão também?

- Não, eles ficam. É viagem de trabalho.

- Sei, sei... Deve ser difícil deixar a família e ir tão longe. Dá saudades...

- É, acho que vou sentir sim.

- Bom, claro que a consciência fica mais tranqüila quando a gente tem seguro... O Sr. tem seguro de vida, certo?

RESULTADO: eu não tinha e ela acabou vendendo, além do seguro de bagagem, um seguro de vida para mim. SÓ FAZENDO PERGUNTAS E OUVINDO!

O método que ela usou (conscientemente ou não) é conhecido:

  • Perguntas de Situação - Revelam fatos e dados sobre a situação atual do cliente.

  • Perguntas de Insatisfação - Revelam problemas, dificuldades e insatisfações.

  • Perguntas de Conseqüência - Ampliam um problema percebido inicialmente como pequeno e conscientizam o cliente que o problema é grave o bastante para requerer uma ação.

  • Pergunta de Solução - Focalizam o valor ou os benefícios de uma solução frente ao problema.

Eu não fico chateado ao lembrar da história: ela me fez um favor. De um jeito simpático me fez concluir que eu precisava de algo e nem estava me dando conta. Ela me ajudou muito. Acho que eu também ajudei a ela, melhorando suas vendas naquele mês. É isto aí: uma troca. Todos felizes.

Cliente feliz: o caminho para o sucesso!

O fato é que aprender a lidar com estas perguntas traz benefícios que se tornarão mais tangíveis uma vez que você se acostumar, usando-as naturalmente. Como qualquer habilidade esta também precisa ser praticada.

Elas certamente precisarão ser adaptadas ao seu contexto e ambiente de trabalho. Por exemplo, se você é responsável pelo atendimento de uma conta onde os detalhes e informações de situação já são conhecidos talvez não precise gastar tanto tempo neste tipo de pergunta. Apenas lembre-se de que a rotina nos deixa meio "cegos" para alguns detalhes.

Parar, de vez em quando, e olhar de forma aberta e sem preconceitos o contexto pode ser útil. Uma sugestão: convide para um almoço alguém da empresa com quem você não costuma se relacionar rotineiramente. Converse de forma descontraída e curiosa com ele. Você verá quantas oportunidades e pontos-de-vista diferentes descobrirão!

 

Voltar

 

 
 

  Quer assinar o INSIGHT MVC? É gratuito, Clique aqui e cadastre-se