Edição Nº 89 - Março de 2006

       

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 Editorial  Liderança
  A Internacionalização do Instituto MVC     O Padilhão, a Liderança e a Motivação

Um dos objetivos estratégicos do Instituto MVC é ter uma postura agressiva no compartilhamento de informações que possam acelerar a "estocagem" e a circulação do conhecimento. Para atingir esses objetivos estamos participando ativamente de eventos internacionais.
L. A. Costacurta Junqueira

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Relato de comportamentos  de um supervisor de vendas, considerado eficaz por seus superiores, mas cuja atuação, no exercício da liderança não tinha uma avaliação positiva por conta de seus subordinados.



Francisco Bittencourt
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 Novidades  Dicas
  Cultura do Sofrimento      Livre-se dos e-mails desnecessários

Quando é grande  o número de pessoas que manifestam apenas sentimentos negativos, começa a ser instalada uma cultura organizacional voltada para o "sofrimento".


João Alfredo Biscaia

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Todos nós reclamamos do excesso de e-mails, mas pouco fazemos para solucionar esse problema. Veja como uma analogia entre tráfego de e-mails e tráfego automotivo, poderá ajudá-lo na inspiração para a busca de novas soluções.
Marcelo Thalenberg

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 Empreendedorismo  Mudança
  Influência da Liderança no Empreendedorismo     Construindo o futuro

Não há como separar o empreendedorismo da liderança. Você pode imaginar um líder não empreendedor (conservador, mantenedor de sistemas). Como integrar essas duas competências?



Francisco Bittencourt
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Um operário como presidente do Brasil; uma mulher no comando do Chile; um índio liderando a Bolívia; um antiamericano chefiando a Venezuela. Aí Bush pensou: “Esta tal de democracia está indo longe demais”.


Marco Aurélio Ferreira Vianna
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Expediente
  Publisher: Costacurta Junqueira Jornalista Responsável: Cristina Spera
  Equipe Insight: Maria Teresa; Leandro Santana
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EDITORIAL

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L.A COSTACURTA JUNQUEIRA

VP DO INSTITUTO MVC

 

 

A INTERNACIONALIZAÇÃO DO INSTITUTO MVC

 

 

Um dos objetivos estratégicos do Instituto MVC é uma postura agressiva no compartilhamento de informações que possam acelerar a “estocagem” e a circulação do conhecimento entre seus clientes, parceiros e outros membros de sua cadeia de valor.

 

Nossa participação em congressos internacionais tem contribuído sobremaneira para a consecução desse objetivo. MCE, ABTD, ASTD SHRM, CONARH, estão dentre os eventos que temos assistido nos últimos anos.

 

Sem qualquer dúvida o maior desses eventos é aquele organizado pela ASTD – American Society for Training and Development Association. Em 2006 o congresso acontecerá em Dallas, de 07 a 11 de maio. Neste ano fomos honrados com o convite para realizarmos uma das palestras do evento, convite esse formulado pela ASTD Brasil.

 

Nosso VP, João Baptista Vilhena, apresentará, no Fórum Ibero Americano, a experiência do Instituto MVC no “Case” Certificação dos Gerentes de Negócio da Telefônica Empresas.

 

 

Alinhamos, a seguir, alguns dos highlight’s de nossa apresentação:

 

  • Por que Certificação na Área Comercial?

  • Vendendo a idéia em sua Organização;

  • Etapas;

  • Condições Facilitadoras;

  • O que a função T&D tem a ganhar?

  • E os resultados?

 

Esperamos Você na ASTD.

 


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LIDERANÇA

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FRANCISCO BITTENCOURT

CONSULTOR  SÊNIOR DO INSTITUTO MVC

 

 

O PADILHÃO, A LIDERANÇA E A MOTIVAÇÃO

                                                                  

 

CASE

 

Relato de comportamentos  de um supervisor de vendas, considerado eficaz por seus superiores, mas cuja atuação, no exercício da liderança não tinha uma avaliação positiva por conta de seus subordinados.

 

“Aqueles que nos dão conselhos são os que acreditam que ainda há esperança” (CJ )

 

OS PROBLEMAS

 

O caso que será relatado envolve a ação de um supervisor de vendas, considerado eficaz por seus superiores, mas cuja atuação, no exercício da liderança não tinha uma avaliação positiva por conta de seus subordinados.

 

Mario Padilha é supervisor de vendas na Comercial de Pirapó, grande revendedora de móveis populares. Padilha trabalha na empresa há cinco anos, tem graduação em engenharia agronômica e uma especialização em Gestão Comercial.

 

Tecnicamente Padilhão, como é conhecido internamente, é considerado eficiente. Exerce sua autoridade sem dificuldades, é um cobrador de resultados de sua equipe e mantém o pessoal sob rédeas curtas.

 

De alguma forma a turma de Padilhão tem mais medo do que respeito a ele. Sabe que é difícil negociar com ele, pois sempre usa argumentos muito fortes.

 

Com relação a seus superiores Padilhão exerce uma influência muito interessante. Ele dificilmente é contrariado. Seus argumentos o colocam em uma posição favorável.

 

Os números de sua área de trabalho agem a seu favor. Sua produtividade é alta, os índices de erro são mínimos e quase não há retrabalho em relação ao que faz sua equipe.

 

Quando cobrado de sua atuação autocrática, Padilhão diz que seu objetivo é atingir resultados, e não levar a harmonia e a felicidade da equipe. Diz que seu salário e o de sua equipe são pagos desde que os resultados sejam favoráveis. Em sua opinião, se a empresa não for bem, perdem-se os empregos e ninguém vai querer saber de bom coração. Vai querer resultados.

 

A direção da empresa se propõe a fazer “ouvidos moucos” a respeito das críticas da equipe.  Sabe dos bons números de Padilhão, mas não deixa de assumir que está preocupada com o clima interno de sua equipe. Estes,

por medo não manifestam nenhuma opinião, são submissos, e trabalham sob um tipo de pressão muito forte. Os resultados do Padilhão são bons: o clima interno justifica sua permanência, segundo a organização.

 

 

 AS SOLUÇÕES

 

Podem se considerar quatro tipos de solução:

 

1. Em uma empresa produtiva, o que vale são resultados; Padilhão não deve ser molestado com insatisfações dos outros, eles que se virem;

 

Esta seria uma solução para uma empresa com perfil de gestão diretiva – sem autonomia, sem liberdade de expressão, mas com cobranças; poderia haver bons resultados por curto prazo, mas a médio e longo prazo haveria problemas certos de produtividade e motivação.

 

2.   Uma equipe é forte quando os sentimentos e o pensamento da equipe são voltados para a integração e a sinergia; é necessário rever o comportamento do Padilhão;

 

Esta seria uma solução sensata, com resultados provavelmente de longo prazo; exigiria da empresa, através seus dirigentes, uma postura assertiva, no sentido de influenciar o Padilhão a rever seus comportamentos; se ele concorda com a investida, bons resultados poderão advir; se ele não concorda, a situação poderá se agravar.

 

3.   Mesmo com bons resultados, as pessoas, se trabalham pressionadas e sem motivação, trabalham mal; é mais sensato afastar o Padilhão;

 

Esta solução resolve um problema imediato. Mas cria um outro: qual seria o perfil adequado para um supervisor de equipe que sempre trabalhou sob pressão? A seleção do substituto do Padilhão requereria um forte empenho, no sentido de encontrar um perfil que fosse ao mesmo tempo agregador e que exercesse forte influência sobre uma equipe desestruturada.

 

4.  Investir em um programa de desenvolvimento comportamental para o Padilhão para tentar melhorar sua forma de abordagem com a equipe, associando-a um trabalho mais integrado.

 

Esta solução, em paralelo com a segunda proposta será a mais sensata, especialmente se o programa puder ser realizado fora da empresa, tendo como participantes pessoas de outras organizações. Resolve o problema individual do Padilhão, sem que ele tenha que se expor internamente, mas passando a mensagem de que existe “algo” a consertar, mostra à equipe a intenção  de solucionar as disfunções no clima de trabalho e dá a ele condições de rever seu comportamento. Tudo isso sem comprometer seu desempenho, o de sua equipe, e, sem dúvida, o negócio da empresa.

 

MATERIAL RETIRADO DO PROGRAMA JOGO DE NEGÓCIOS E DO

POCKET MBA - MELHORIA DE PERFORMANCE GERENCIAL


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EMPREENDEDORISMO

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FRANCISCO BITTENCOURT

CONSULTOR SÊNIOR DO INSTITUTO MVC

 

 

INFLUÊNCIA DA LIDERANÇA NO EMPREENDEDORISMO

 

 

1. Relação e influência da liderança no empreendedorismo.

 

Ao buscar não uma definição para o empreendedorismo, mas para entendê-lo, encontrei uma afirmativa que me pareceu justa; o empreendedor deve ter como características (Neff & Citrin, Lições de Sucesso. SP: Negócio, 2000):

 

a) Alcance de sólidos resultados financeiros;

b) Habilidades relativas à visão e à estratégia;

c) Capacidade para vencer desafios;

d) Desenvolver excelentes habilidades organizacionais no trato com pessoas;

e) Demonstração de constante força de caráter;

f)  Evidências de espírito pioneiro;

g) Produzir impacto visível sobre negócios, segmentos e a própria sociedade;

h)  Acumular acervo de inovações;

i)   Atenção exemplar a seus clientes;

j) Compromisso genuíno com a diversidade e responsabilidade social.

 

O líder por sua vez, segundo mestre Drucker, é o indivíduo que influencia as pessoas, de maneira a que elas queiram atingir os resultados, com eficiência. O líder, na visão de outro mestre, Bennis (Harvard), afirma que ele puxa as pessoas para si, trabalha seus talentos (como um maestro), comunica-se com eficácia (mão dupla na informação), ouve mais do que fala.

 

Um líder usa a sinergia de sua equipe para gerar resultados e criar novas situações para o aprendizado pessoal (dele) e de sua equipe.

 

Não há, portanto, como separar o empreendedorismo da liderança. Você pode imaginar um líder não empreendedor (conservador, mantenedor de sistemas), mas não há como se vislumbrar um empreendedor que tenha características objetivas de liderança.

 

2. Existe mais de um perfil de líder?

 

Tradicionalmente trabalhamos com quatro perfis de liderança, segundo Rensis Likert:

 

a)  O líder autocrata coercitivo, inflexível, durão, insensível, voltado para números e pouco preocupado com pessoas;

b)  O líder autocrata benevolente, paternalista, protetor, mas pouco flexível, com o foco nas pessoas, mas sem lhes oferecer autonomia;

c)  O líder consultivo, capaz de ouvir suas equipes, permitir que elas se manifestem e tomando decisões de forma compartilhada;

d)  O líder liberal, que permite às suas equipes agir de forma livre, de acordo com suas consciências, nem sempre preocupados com resultados.

 

Eu diria que hoje, a forma mais adequada de liderança é aquela que se baseia não no estilo, conforme mencionado no modelo acima, mas a liderança baseada no conceito da arquitetura social (Mary Parker Follet), ou seja, o líder usa uma abordagem adequada ao nível dos resultados que quer alcançar, e levando em consideração o perfil de sua equipe:

 

a)    A abordagem formal, onde o líder procura os resultados fundamentado na disciplina da equipe, na estrutura organizacional e com respeito à hierarquia; situações onde os resultados exigem ação rápida, as equipes são imaturas, o clima é desfavorável à consulta e a decisão deve ser urgente podem requer esta abordagem;

b)   A abordagem colegiada, onde o líder trabalha com a equipe, com o senso coletivo, com o trabalho compartilhado. Esta abordagem se faz presente se a equipe é madura, seu pensamento é consistente, e há espaço para discussões entre os membros da equipe possam trocar informações sobre o que deve ser feito.

c)   A abordagem personalística, onde o líder explora os talentos individuais da equipe, transmitindo autonomia e permitindo àqueles que mostrem um perfil maduro e consistente, atuarem de forma mais livre, cobrando deles o resultado.

 

Este modelo de liderança foi desenvolvido por dois professores, Warren Bennis e Burt Nanus, e creio que mostram, para um cenário de competitividade como o atual, a forma mais sensata de ação pelo líder. Ele escolhe a abordagem a tomar com a equipe, dependendo o nível de resultados a alcançar e do perfil de maturidade da própria equipe.

 

3. Quais os prós e os contras de cada um?

 

Não existe um melhor estilo, ou uma melhor abordagem. A liderança para ser efetiva (eficiente e eficaz) deve se equilibrar em três pontos:

 

a)    O exercício do poder;

b)    O uso da autoridade;

c)     A prática da influência.

 

Se o líder consegue mostrar competência (conhecimento + habilidade + atitudes) no desempenho de suas funções, a sua ação pode ser considerada adequada.

 

Os prós, portanto referem-se a capacidade do líder de demonstrar:

 

a)  Competitividade, sabendo usar adequadamente as fontes de informação e transformando-as em resultados, para si e para a equipe;

b)   Complexidade, sabendo trabalhar com a diversidade, com as dificuldades do mundo contemporâneo, com os conflitos e deles extrair conhecimento;

c) Adaptabilidade, identificando as mudanças com antecedência, flexibilizando a si e a equipe para controlar estas mudanças, e não reagir a elas;

d)    Incerteza, sendo capaz de trabalhar obstáculos que, a cada instante trazem diferentes configurações – o problema de ontem é diferente do problema de hoje, e o problema de amanhã será diferente de hoje.

e)   Trabalhar em equipe, sendo capaz de administrar as diversas subculturas individuais em um grupo de trabalho, gerenciando os conflitos e gerando energia positiva;

f)    Aprendizado permanente, ou seja, ser capaz de aprender sempre, e facilitar o aprendizado dos outros.

 

Se ele consegue atender a estas condições, terá um desempenho pró, se falhar ou se mostrar inadequado, terá um desempenho contra. Não há bons ou maus líderes. Há líderes competentes e eficazes e líderes incompetentes e ineficazes (depende da capacidade deles de agir conforme estes fatores).

 

 

 4. Opinião sobre a liderança mostrada no livro O Executivo e o Monge

 

O modelo proposto pelo autor sem dúvida prega a busca da excelência pelo líder. Toda e qualquer proposta que pregue a ética nas ações, a coerência de princípios, a visão do negócio associada ao crescimento do homem deve ser observada com cuidado. Nestes casos tudo o que puder ser repassado para as pessoas e trazer em seu bojo alguma forma de crescimento é positivo. E o livro, sem dúvida, embora eu tenha alguma resistência a textos com esta forma de abordagem, penso que se ao ser lido, traz uma mensagem positiva, então o seu conteúdo é importante.

 

5. Lideranças mais comuns no Brasil

 

Nossas lideranças têm cada vez mais um perfil empreendedor. A competitividade e a inserção do país nos mercados competitivos fazem de nossos líderes verdadeiros “tiradores de água de pedra”.

 

Poderíamos afirmar que, em determinado momento, os líderes protetores, paternalistas (autocratas benevolentes) prevaleceram, e ainda existem em grande escala.

 

Mas eu afirmaria, sem medo de errar que o perfil das lideranças brasileiras hoje vem se tornando cada vez mais pragmáticas, entendendo que o resultado será alcançado se as pessoas estiverem, por sua vez cada vez mais comprometidas.

 

O comprometimento – compromisso com obrigação só existe se houver conscientização. Não há comprometimento imposto; o comprometimento imposto é falso, na verdade é uma obediência.

 

Os líderes brasileiros contemporâneos entendem que as pessoas precisam sentir-se satisfeitas, para que haja motivação. Pessoas satisfeitas não estão necessariamente motivadas, mas pessoas insatisfeitas estarão seguramente desmotivadas.

 

Por isto é importante que as lideranças entendam que manter metas desafiadoras e alcançáveis, reconhecimento pelos bons desempenhos e demonstração de que as pessoas fazem parte de um contexto produtivo (inseri-las nas equipes, ouvindo-as, compartilhando informações e resultados) geram produtividade e qualidade.

 

Eu afirmaria, portanto que as lideranças mais comuns e que geram sucesso no Brasil hoje são pragmáticas, voltadas para resultados, são visíveis para seus liderados (são seus modelos) e sabem que, sem resultados não há negócio, não há liderança, não há empregabilidade...

 

6 Líderes Brasileiros – principais

 

Para não transformar esta entrevista em lição de história fiquemos com as lideranças contemporâneas:

 

a) Na política: Lula, pelo carisma, embora possa se contestar a abordagem que vem usando para os resultados (o item dois de nossa resposta);

b) No futebol: Parreira, pelo pragmatismo, pelo uso da autoridade, pela forma objetiva – resultado x desempenho, sem se mostrar inflexível, mas sem um perfil paternalista;

c) No futebol: Felipão, pelo modelo paternalista-pragmático, adotando tanto a autoridade como a relação de afeto com as equipes;

d) Nos negócios: Antonio Ermírio, um líder autocrata que entendeu que para ter continuidade no negócio, era importante profissionalizar os herdeiros, e, com isso garantiu a sobrevivência do negócio;

 

No âmbito dos negócios há empresas cujos líderes, embora não conhecidos do grande público que têm conseguido formar bons e significativos resultados: Boticário, Natura, Perdigão, Itaú, Bradesco, Pão de Açúcar.

 

O que se percebe é que estes líderes têm uma coisa em comum:

 

a) Definiram claramente os resultados que pretendem alcançar;

b) Consideram importante o perfil de suas equipes produtivas;

c) Não abrem mão de seus princípios – aquilo em que acreditam;

d)  Deixam clara sua visão do negócio – aonde pretendem chegar;

e) Conhecem sua missão – qual o papel que pretendem desempenhar.

 

Dentro desta situação, esta lista pode aumentar e muito...

 

MATERIAL RETIRADO DO POCKET MBA GESTÃO DE PESSOAS E DE NEGÓCIO

 

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NOVIDADE

 
 

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JOÃO ALFREDO BISCAIA

Consultor Sênior do Instituto MVC

 

 

 CULTURA DO SOFRIMENTO: ISTO LHE PARECE FAMILIAR?

 

 

Com freqüência bastante alta, tenho ouvido as seguintes manifestações:

 

  • “A vida está dura. Não tenho tempo pra nada”.

  • “Há dois anos eram 4 pessoas para fazer o trabalho.  Hoje só resto eu. A barra está pesada”

  • “Quando estava em férias no mês de janeiro me ligaram 37 vezes. Assim não dá. E se desligar o celular o meu chefe vai dizer que não sou comprometido”.

  • “Aqui tudo é” pra ontem. As pessoas não têm a mínima consideração nem respeito pelos outros”

  • “Puxa... vê se não me exagera. Só eu que trabalho nesta empresa”.

  • “Felizmente amanhã é sábado. Está foi mais uma semana braba”

  • “Que sacrifício!!!. Pra chegar no trabalho demoro no mínimo 2 horas. Em uma semana isso representa mais de 20 horas dentro do carro nesse transito infernal. É demais. Não agüento!!!!”

  • “Só posso sair do escritório depois  das 8 horas da noite. E veja bem,  às 07 da manhã já aqui.Tá muito difícil”

  • “Trabalho mais e ganho a mesma coisa. Isto não é justo. É sacanagem”

 

Quando  é grande o número de pessoas que manifestam sentimentos semelhantes aos descritos acima,  começa  a ser instalada uma cultura organizacional voltada para o “sofrimento”.

 

Tenho observado que essas lamentações tornam-se um hábito tão arraigado que algumas pessoas já não têm mais noção nem idéia de como é desagradável e desanimador viver em um clima de trabalho onde reina esse tipo de atitude.  O mais lamentável é que esses comportamentos passam ser tão naturais e espontâneos que as pessoas deixam de  perceber o quanto é perverso e negativo viver transmitindo mensagens desse conteúdo.

 

Identifico que são três as características mais visíveis existentes nas “culturas do sofrimento”:

 

1 – Quando o clima de trabalho é de sofrimento e de mau humor, o terreno se torna rico e fértil para  geração de conflitos de difíceis soluções. Nestes ambientes, via de regra, as divergências de opiniões e sentimentos são sempre mal vistas,  já  que o pensamento único é um traço marcante da  “cultura do sofrimento”.

 

2 – As pessoas perdem o senso da realidade, pois só conseguem enxergar as coisas negativas, deixando de adotar atitudes adultas e admitindo que  tudo na vida tem aspectos positivos e negativos. Saber dar inteligência às nossas emoções e sentimentos é uma competência cada vez mais requerida  em qualquer profissão. Acredito que essa qualidade pode valer muito mais do que o atributo técnico.

 

3- As pessoas se sentem vítimas de tudo e de todos e são tratadas como crianças ou bebês chorões. A infantilização fica instalada. Com isso, ninguém é responsável por nada, pois ninguém pode fazer nada para modificar a situação existente. Tudo está fora do alcance dos protagonistas desse cenário. As soluções não dependem deles, mas sim dos outros. As pessoas não se sentem em condições de influenciar os outros, as coisas ficam como estão.

 

A propósito desse assunto, ainda tenho bem vivo na minha memória um comentário feito pela falecido Peter Drucker em um artigo que li há muitos anos. Drucker fazia a seguinte advertência :

Não perceba  o seu salário como uma indenização pelas horas de infelicidade que passa na sua empresa. O salário tem que ser a retribuição efetiva e justa pela contribuição que você traz para a Empresa.”

 

Acrescentaria  a este  comentário de P. Drucker o seguinte:

“A vida é muito curta e uma só.  Não vale a pena trabalhar naquilo que você não gosta. Procure alternativas caso você esteja contribuindo para a formação da cultura do sofrimento na sua empresa”

 

Seria importante que todos nos que trabalhamos em organizações, quer na condição de empregados, sócios ou consultores,  fiquemos alertas e atentos para denunciar ambientes onde possam estar se desenvolvendo a cultura do sofrimento.

 

Vamos contribuir para que as pessoas façam um exame de consciência  sobre a maneira como estão se manifestando sobre o trabalho que realizam e a empresa que os contrata.

 

É fundamental que se estimule  a que as pessoas assumam a responsabilidade pelos seus destinos e na busca da capacidade que cada um tem de procurar ser feliz.

 

Para finalizar, confesso que nunca acreditei nas teorias de auto-ajuda. Esses conceitos de auto-ajuda podem levar as pessoas a adotarem comportamentos místicos  não raro  plenos de ilusões e até mesmo de um certo fanatismo.

 

Tenho a convicção de que quando reclamamos muito da vida e do trabalho, tudo se torna ainda pior do que já está.

Por favor, não contribua para a “cultura do sofrimento” . Tenha coragem de denunciar!!!.

Com isso, você pode estar dando condições para que as pessoas  tenham uma melhor saúde física e psicológica.

 

 

MATERIAL RETIRADO DO POCKET MBA GESTÃO DE PESSOAS E DE NEGÓCIOS

 

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DICAS

 

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Marcelo Thalenberg

Autor dos livros: Socorro, roubaram meu tempo + de 100 soluções para recuperar o domínio do tempo com a ajuda do Outlook e mudanças de atitude.

Managing Your Business With Outlook 2003 na series For Dummies em ingles.

 

 

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