Edição Nº 93 - Julho de 2006

       

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  O sexto sentido     Decidindo com a razão e a emoção

Mais do que se imagina o sexto sentido, a intuição e até a percepção extrasensorial se constituem em atributos de efetividade dos grandes líderes, como representam o verdadeiro diferencial competitivo dos que se sobressaem na vida profissional.
Marco Aurélio Ferreira Vianna
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Como disse o economista John Nash - retratado no filme Uma Mente Brilhante - as decisões são tomadas não visando maximizar o ganho, mas sim minimizar o arrependimento. E o maior arrependimento do decisor não é tomar uma decisão errada... É não decidir.
Luís Roberto Mello
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 Por dentro da ASTD    RFV - Recência, Freqüência e Valor Monetário

Jennifer Homer, Diretora Sênior de Relações Públicas da ASTD, fala sobre o congresso de maio e das perspectivas futuras da Associação, cada vez mais buscando ampliar seu raio de ação para além dos Estados Unidos

Jennifer L. Homer.

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RFV é um método que torna possível saber quem são os compradores mais recentes, os que compram com mais freqüência e quem são os que mais gastam. Tudo isto dividido dentro de uma escala de evolução.

José Luiz Meinberg

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 }} Criatividade  }} ASTD
 Criatividade: uma energia indispensável para as empresas     Inside ASTD

Várias empresas já se conscientizaram que, uma das riquezas do seu capital humano é a criatividade. O problema é que elas não sabem como organizar e aproveitar todo o potencial criativo disponível, o que pode ser comprovado pela qualidade das idéias inesperadas que surgem de vez em quando.

Dum De Lucca

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Jennifer Homer, ASTD Senior Director of Public Relations, gives her perspective of Training Busuness around the world. 




Jennifer L. Homer
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Expediente
  Publisher: Costacurta Junqueira; JB Vilhena Jornalista Responsável: Cristina Spera
  Equipe Insight: Leandro Santana; Luciana Vieira, Maria Teresa Ramos

 

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EDITORIAL

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Marco Aurélio Ferreira Vianna

Presidente do Instituto MVC

Autor de 42 livros

 

 

O SEXTO SENTIDO

 

Semana passada, revendo alguns textos do mestre Jorge Luis Borges, deparei-me com esta pérola de pensamento: “pensar somente nos cinco sentidos é um grande erro; o abstrato faz parte da vida”. À primeira vista talvez esta reflexão não tenha nada a ver com nosso pragmático mundo corporativo. Ledo engano. Muito mais do que se imagina o sexto sentido, a intuição e até a percepção extrasensorial não só se constituem em atributos de efetividade dos grandes líderes e executivos como, em meu ponto de vista, representam o verdadeiro diferencial competitivo dos que se sobressaem na vida profissional.

 

Nas entrevistas que tenho feito com grandes líderes brasileiros é possível sentir esta utilização mais nobre da mente humana. Sentir o insensível, ouvir o inaudível, perceber o imperceptível, longe de se situarem no estrato menos nobre do almanaque cultural são atributos utilizados com freqüência por quem tem de tomar decisões. Esta atuação, que também não está no nível transcendental/espiritual (este talvez formasse o sétimo sentido), está presente em toda cena representacional, tão comum nas organizações. Luiza Helena, líder brilhante do Magazine Luiza, usa e abusa desta estratégia. Ela sempre procura as entrelinhas, a aura, a atmosfera, claro que favorecida por sua intuição nata feminina, ela é capaz de chegar onde a comunicação meramente física jamais atinge. Alberto Saraiva, que construiu a maior rede de restaurantes árabes do mundo, a Habib’s afirma categoricamente que em todas as suas decisões ele tenta penetrar no mundo da energia. Segundo ele, os relatórios de resultados econômico-financeiros são apenas um complemento que sempre comprovam aquilo que sua sensibilidade já havia detectado.

 

Por tudo isto é importante que líderes atuais e futuros abram suas mentes e corações (e neste caso também suas almas) para o desenvolvimento desta potencialidade. Sim, porque intuição é matéria passível de aprendizado. Roy Rouwan definiu a intuição como uma conseqüência da “efervescência” do conhecimento adquirido. Edward de Bono nos colocou à disposição a técnica do pensamento lateral. Sair do “círculo de giz”, do raciocínio cartesiano é de fundamental importância nestes momentos em que a imprevisibilidade é a única premissa que temos garantida. Por sinal, nosso Parreira usa e abusa da intuição. Será que ela funcionará? Esta é apenas mais uma dúvida sobre a dúvida. Tomara que sim!

 

 

Material retirado das Palestras sobre Liderança.

 

Visite o novo site do Marco Aurélio:

www.marcoaurelioferreiravianna.com.br

 

Boa leitura

 


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VENDAS

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José Luiz Meinberg

Diretor Comercial e

Consultor Sênior do Instituto MVC

 

 

RFV - RECÊNCIA, FREQÜÊNCIA E VALOR MONETÁRIO

 

 

Ou como utilizar uma ferramenta de controle do status da carteira dos seus clientes.

 

Você tem alguma destas dúvidas?

  • Quais clientes devem receber maior atenção entre todos os clientes?

  • Como acompanhar quando este cliente vai ganhando importância e qual é o critério para determinar esta importância?

  • Qual cliente é mais importante: aquele que compra com uma determinada freqüência ou aquele que acabou de comprar?

  • Quais clientes estão deixando de comprar?

  • É possível, numa única planilha, identificar o status da minha carteira de clientes?

Como gestores mercadológicos, estamos sempre procurando ferramentas de apoio à tomada de decisão. Tive oportunidade de aplicar com sucesso uma interessante ferramenta cuja origem vem da gestão de marketing direto. A sua adaptação para gestão de uma carteira de cliente foi bastante interessante.

 

RFV é um método de dividir os registros existentes num banco de dados, de forma a tornar possível saber quem são os compradores mais recentes, os que compram com mais freqüência e quem são os que mais gastam. Tudo isto divididos dentro de uma escala de evolução.

 

A repetição periódica do RFV poderá mostrar a evolução da sua carteira de clientes, identificando grupos específicos destes clientes. Além disso, é possível isolar clientes, principalmente aqueles que a empresa vai perdendo na medida em que se move negativamente dentro da escala de análise.

 

RFV é um sistema derivado do Marketing Direto. Uma forma de análise de programas de mala direta, uma tentativa de saber antecipadamente quem deve responder a um determinado esforço direto.  Para um estudo mais profundo do assunto recomendo a leitura do capítulo Construindo Lucros pela Análise de Recência1, Freqüência e Valor (RFV) do livro Database Marketing Estratégico (Makron Books), do Arthur Hughes que é, em minha opinião, uma das referências do Database Marketing.

 

Tive a oportunidade de adaptar o RFV para fotografar e acompanhar clientes. Obtive sucesso e creio que os leitores também poderão conseguir bons resultados.

 

Infelizmente o sistema de RFV só tem serventia para clientes cadastrados e operacionais em sua carteira. Não serve, portanto, para os prospects.  No fundo, no fundo RFV, como estou aqui demonstrando, serve para carteira operacional de clientes.

 

Como preparar a análise baseada em RFV?

 

Siga o seguinte roteiro:

 

1-    Desenvolva com o seu pessoal de TI um programa que, de uma forma dinâmica, avalie toda a sua carteira de clientes (compradores e não compradores). Eu por exemplo, consegui fazer isso utilizando como ferramenta o Access do pacote Office da Microsoft,

2-    Esta análise deverá levar em consideração a indicação de duas dimensões: a recência e a freqüência;

Vamos avaliar então como estão os clientes de sua carteira, considerando a data da última compra. A esta data da última compra damos o nome de recência. Para determinar grupos de recência procure os intervalos que você quer analisar como evolução de sua carteira. Eu por exemplo, utilizei2 os que abaixo indico, a partir de uma carteira de clientes que compraram no dia anterior à análise até aqueles que compraram pela última vez há 360 dias antes desta data, ou seja, um ano.

 

  • O primeiro grupo determinado foram os clientes que compraram nos últimos 30 dias. Marquei esta posição como R1.

  • Em seguida coloquei clientes que compraram entre 31 e 60 dias. Esta posição ficou identificada pelo código R2.

  • O terceiro grupo de clientes foram aqueles que compraram, pela última vez, entre 61 e 120 dias. Para estes determinei o código R3.

  • O próximo foi aquele grupo com compras entre 121 e 180 dias. Código R4.

  • E o último foi aquele que compraram entre 181 dias e 360 dias. Código R5.

O intervalo máximo que trabalhei foi, portanto, de um ano da data da última compra. E os grupos determinados naquela análise, daquele dia, receberam os códigos R1, R2, R3, R4 e R5.

Para cada cliente analisado será necessário também avaliar qual foi a freqüência de suas compras dentro também de um determinado período. Neste caso, e para uso específico na carteira de clientes que estava analisando, considerei freqüência de compras dentro de um período de 12 meses, a partir também da data da última compra.

 

Sendo assim clientes foram agrupados da seguinte forma:

 

  • Clientes que compraram mais de 12 vezes no período dos últimos 12 meses. Para este grupo de clientes marquei com o código F1.

  • Clientes que compraram de 10 a 11 vezes no período dos últimos 12 meses. Estes foram marcados com o código F2.

  • Clientes que compraram de 6 a 9 vezes no período dos últimos 12 meses. Código F3.

  • Clientes que compraram de 2 a 5 vezes no período dos últimos 12 meses. Código F4.

  • Clientes que compraram pelo menos 1 vez no período dos últimos 12 meses. Código F5.

É importante ressaltar que a cobertura em tempo da análise da carteira é de 24 meses (720 dias) e não só 12 meses. Isto ocorre porque relacionei recência com freqüência. Como recência, determinei a análise dos clientes cujas compras foram realizadas, da data de análise, nos últimos 360 dias. E como freqüência os clientes cujas compras foram realizadas dentro de um período de 12 meses anteriores a data da última compra.

 

Determinei, assim como havia feito para a recência, códigos para as freqüências: F1, F2, F3, F4 e F5.

 

O valor do estudo de RFV está no cruzamento destas duas dimensões: um cliente R1 pode ser também F1, F2, F3, F4 ou F5. Assim como um cliente F1 pode ser R1, R2, R3, R4 e R5.

 

Combine com seu pessoal de TI que grave, naquela data de análise, o código de “erres” (R) e “efes” (F) em cada cliente, rodando o arquivo de clientes levando em consideração recência e freqüência.

 

Nesta fase, se você tiver vontade de sofisticar o estudo, poderá considerar a terceira dimensão do estudo. A dimensão do V (vê) de Valor Monetário. Cada um dos clientes realizou um número de compras dentro de cada período analisado. Então é possível você calcular o valor médio de cada compra. Sabendo o valor médio de cada compra, você também poderá identificar clientes com compras médias, pequenas até as grandes, tratando cada um pelo que representa em termos de faturamento. Aqui também deverá determinar uma codificação: clientes com compras médias de maior valor serão identificados por V1. E assim por diante: V2, V3, V4 e V5.

 

Ao final você poderá ter grupos de clientes nas 3 dimensões. Os clientes mais importantes são aqueles cujo código foi marcado como sendo R1F1V1. E os menos importantes os marcados com R5F5V5.

 

O que é RFV na prática?

 

No meu caso trabalhei com as dimensões de Freqüência e Recência. Para facilitar a visualização criamos uma planilha que indicava o número de clientes nas duas dimensões e o valor monetário médio de cada compra em cada célula resultante destas dimensões (os números a seguir são fictícios):

 

 

A planilha acima é uma fotografia daquele momento. Serve para avaliar como está sua carteira em termos de recência, freqüência e valor médio por célula.

 

O que eu fiz para tornar essa ferramenta um instrumento prático de tomada de decisão foi operar nas movimentações entre as células. Meu objetivo era crescer em número de clientes em recência de R5 na direção de R1 e freqüência na direção F5 para F1. Minha célula ideal: R1F1. Para tanto ações de controle e reação foram criadas objetivando cada um dos movimentos (negativos e positivos). Um cliente migrava da célula R1 para a célula R2. Por quê? Quais foram as razões deste cliente deixar de comprar há mais de 30 dias? Foi um problema de produto, de atendimento, de atenção, etc.? A descoberta prática desta razão gerava uma imediata reação para fazer este cliente voltar a migrar para a célula R1.

 

Um novo cliente entra pela célula R1F5. Saber se ele esta evoluindo é só acompanhar o seu crescimento R1F4, R1F3, R1F2 e (como ideal) R1F1. Qualquer afastamento na direção R2, R3 uma reação deve ser aplicada para evitar perder este cliente.

 

O quadro abaixo indica como devem ser os movimentos dos clientes nas células.

 

 

Será necessário criar um relatório de movimentação para que, todo mês, você perceba quais clientes vão evoluindo em termos de recência e freqüência e quais vão os que vão caindo. Os que estão evoluindo na direção de R1F1 são aqueles que você deve prestar mais atenção, especialmente porque eles estão crescendo em valor monetário. É de onde você estará tirando lucro. Aqueles clientes que estão caindo são os que você deve, no mínimo, saber por que isso acontece e aplicar algum tipo de ação para reverter essa tendência. É por aí que você esta perdendo faturamento e lucro.

 

Segundo Arthur Hughes declarou numa palestra em que participei, a Recência é a dimensão mais importante deste instrumento. Em seguida vem a freqüência e, por último, o valor monetário. Incrível, não é mesmo? Isto na verdade tem lógica porque quanto mais perto uma pessoa (ou cliente) está da última compra, mais provavelmente ele terá uma imagem positiva do produto ou da sua empresa, voltando a comprar. A conseqüência é o aumento natural do valor monetário do cliente.

 

O segredo da RFV está em preparar este programa de controle das movimentações complementado por ações de introdução de produto e pós-venda. Os controles das movimentações vão mostrando a reação dos clientes aos seus planos de ação. As ações de pós-venda vão assegurando a manutenção na posição R1 e direcionando para a posição ideal R1F1. Afinal você sabe que custa menos manter um cliente ativo que procurar novos clientes, não é verdade?!

 

[1] Recência não é uma palavra do vocabulário da língua portuguesa. Ela é derivada da palavra “recent” do inglês. Traduzido teríamos recente. Recência dá sentido de continuidade ao que é recente. Assim como freqüência dá sentido de continuidade para freqüente.

 

(2) As compras dos clientes que avaliei eram periódicas em função de serem produtos de reposição simples não requerendo qualquer esforço adicional para recomprar a não ser negociações específicas e momentâneas.

 

Material retirado do Pocket MBA Desenvolvimento de Gestores e de Profissionais de Vendas.

 

 

 

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ESCOLHAS

 
 

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Luís Roberto Mello

Consultor Sênior do Instituto MVC,

Autor do livro Certificação Comercial, Professor dos MBAs executivos da FGV

 

 

 

DECIDINDO COM A RAZÃO E A EMOÇÃO

 

 

Tomamos decisões continuamente: que roupa vestir, o que comer no café da manhã, como deslocar-se de casa ao trabalho, entre outras, só para citar algumas opções que cotidianamente escolhemos. Essas decisões são tão costumeiras que, por vezes, nem atentamos para o fato de estarmos decidindo.

 

Para os gestores, tomar decisões é provavelmente a principal atividade que executam. Planejar, organizar, coordenar, comandar e controlar – as famosas atividades de gestão listadas por Henri Fayol no início do século XX – envolvem necessariamente a tomada de decisão. Contudo, quando as decisões envolvem situações não-costumeiras ou grandes implicações em seus resultados é que percebemos a complexidade do processo.

 

Não raro vemos decisores cometerem erros que poderiam facilmente ser evitados. Listamos alguns desses a seguir, visando brevemente discutir formas de superá-los.

 

Erro 1: Acreditar demasiadamente na intuição.

 

Diversos tomadores de decisão superestimam sua capacidade intuitiva, seu feeling no momento da decisão, em detrimento da análise racional da situação ou do problema. Tomam decisões que levam a situações de arrependimento que são caracterizadas por frases do tipo: “Algo estava me dizendo para fazer assim” ou “Tinha tudo para dar certo”. Não reconhecem – ou pouco valorizam – o fato de que o processo de tomada de decisão envolve determinadas etapas que devem ser cumpridas na busca da melhor alternativa.

 

Essas etapas envolvem: (a) identificação do problema a ser resolvido ou da oportunidade a ser aproveitada; (b) diagnóstico do problema ou oportunidade; (c) identificação e análise das alternativas de decisão e (d) decisão propriamente dita e implementação. Essas etapas são primordialmente analíticas; afinal, a qualidade da decisão a ser tomada é diretamente proporcional à qualidade das informações disponíveis e da análise destas.

 

Acerto 1: Acreditar na intuição, mas acreditar primordialmente na razão.

 

É claro que há impeditivos para a análise completamente racional durante o processo de tomada de decisão. Há restrições de tempo e de informação que limitam a racionalidade do processo. E, nesses casos, a intuição pode contribuir para a decisão. Mas, somente após um adequado processo analítico da situação e das alternativas.

 

Parodiando Thomas Edson: “O sucesso na tomada de decisão é 99% razão e 1% intuição”.

 

Erro 2: Valorizar demasiadamente o passado e acreditar por demais na experiência.

 

Um dos erros mais comuns no processo de tomada de decisão é acreditar que o futuro será uma mera repetição do passado e que o que deu certo no passado continuará dando certo no futuro. Por vezes, nos apegamos a situações e decisões que, no passado, deram certo e acreditamos que basta repeti-las que o sucesso estará garantido. Diante de possíveis inovações, essas pessoas costumam usar frases do tipo: “Mas isso nunca foi usado aqui” ou o velho: “Em time que está ganhando não se mexe”.

 

Ocorre, nesses casos, o chamado paradoxo da experiência: quanto mais experiência possuímos, menos ousados e audaciosos somos em nossas decisões. Isto porque adotar novas práticas e medidas significa necessariamente sair da “zona de conforto” e “dar a cara à tapa”. E assim, evitando situações onde se pode ouvir: “Está vendo, era melhor manter como sempre fizemos”, diante de uma decisão nova que não atinja os resultados esperados.

 

Vale lembrar que, na década de 1980, a Intel tinha a maior parte de sua receita oriunda de dispositivos de memória e pequena parcela originada de processadores. A empresa, então, decidiu que focaria o mercado de processadores e “abriria mão” da sua “galinha dos ovos de ouro”, que eram os dispositivos de memória. Hoje, já sabemos o final dessa história, mas reflita: você decidiria por deixar de atuar em um mercado responsável por mais de 80% da sua receita para investir em outro responsável por menos de 20%?

 

Acerto 2: Reconhecer a importância do passado para compreender a situação atual, mas ter a consciência de que o que deu certo no passado pode não dar certo no futuro.

 

Os tomadores de decisão devem usar técnicas de análise prospectiva que os auxiliem a identificar as descontinuidades do mercado e os cenários que se mostram à frente. E, principalmente, devem estar dispostos a deixar a “zona de conforto” e a lidar com o risco.

 

Erro 3: Pensar principalmente na decisão em detrimento da implementação.

 

Muitas vezes, encontramos alternativas que, na teoria, parecem ótimas. Contudo, durante a implementação da decisão, percebemos as dificuldades de colocá-las em prática. Isto, na maioria das vezes, acontece pela falta de envolvimento dos responsáveis pela implementação no processo de tomada de decisão. E, se não conseguimos envolver essas pessoas no processo e convencê-los da adequação da alternativa, provavelmente haverá boicote à decisão.

 

Quando a decisão é unilateral, os demais envolvidos não assumem a responsabilidade pelo seu sucesso, muitas vezes porque não acreditam na solução proposta, outras tantas por que pouco ou nenhum mérito do sucesso lhes será concedido – simplesmente porque não a tomaram. Acaba por surgir a situação em que o decisor adota a postura: “Eu venci, nós empatamos, eles perderam”.

 

Acerto 3: Pensar na decisão e na sua implementação.

 

Envolver as pessoas envolvidas na implementação da decisão em seu processo de tomada não significa imiscuir-se da responsabilidade de decidir. Há diversos modelos de tomada de decisão desde os mais autocráticos até os mais democráticos que implicam a responsabilidade do decisor e a participação dos demais envolvidos. Como dissemos, o modelo autocrático tende a gerar boicote em relação aos resultados. O modelo democrático, por sua vez, tende a enfatizar as pessoas envolvidas e não o problema a ser resolvido. Há, porém, sempre o caminho do meio, onde a responsabilidade de decidir continua nas mãos do gestor, mas os demais envolvidos podem influenciar essa decisão com sua participação.

 

Erro 4: Não reconhecer seu estilo de decidir.

 

As pessoas decidem de forma diferente, isso é óbvio. Se observarmos o modelo desenvolvido pela consultoria americana Integro baseado no LIFO – Life Orientations – perceberemos que existem quatro estilos básicos de personalidade: catalisador; controlador; apoiador e analítico.

 

O catalisador é voltado para a geração de idéias e costuma ser bastante criativo. Consegue obter o apoio das pessoas ao redor às suas idéias, sendo bastante entusiasmado e persuasivo em relação às suas decisões. Contudo, tende a ser pouco detalhista, observando apenas os aspectos macros da decisão. Ou seja, tem dificuldade em vislumbrar os aspectos relativos à implementação da decisão e pode gerar uma certa descrença em relação às decisões que toma.

 

O controlador costuma ser objetivo e rápido em suas decisões, onde se volta primordialmente para os resultados a serem alcançados. Dessa forma, sabe assumir riscos e é visto como um profissional eficiente. Contudo, ressalta demasiadamente os resultados em detrimento das pessoas envolvidas no processo. E isso pode gerar uma certa resistência às suas decisões, como também um clima organizacional “pesado”.

 

Já o apoiador comporta-se quase que de forma oposta ao controlador, ou seja, valoriza por demais as pessoas em detrimento das tarefas a serem cumpridas. Costuma ser um profissional que envolve as demais pessoas no processo de tomada de decisão, mas, em sua busca de evitar situações conflituosas, pode tomar decisões equivocadas.

 

O quarto estilo é o analítico, para quem a segurança é fator crucial na tomada de decisão. Tende a ser muito detalhista, valorizando os aspectos micros da decisão. Mas, com isso, muitas vezes, tende a ser procrastinador na tomada de decisão. Está sempre em busca da “melhor” decisão, mas esse perfeccionismo pode fazê-lo perder o timing da decisão.

 

Acerto 4: Reconhecer seu estilo de decidir, utilizando seus pontos fortes e dirimindo seus pontos fracos.

 

Nos dias atuais, é notória a valorização do autoconhecimento para uma carreira profissional bem-sucedida. Não seria diferente em relação ao decisor. Cabe, então, procurar reconhecer seu estilo e sanar os pontos negativos de sua forma de decidir. O catalisador deve atentar para os aspectos da implementação além da geração e escolha de alternativas; o controlador deve reconhecer a importância do impacto de suas decisões sobre as pessoas e o moral da equipe; o apoiador deve definir metas de resultados e reconhecer que nem sempre é possível tomar decisões que agradem a todos e o analítico, assumir uma postura de maior familiaridade com o risco inerente às decisões.

 

Há outros erros que ocorrem na tomada de decisão que não abordamos com mais detalhe, como o foco no curto prazo e no imediatismo, a dificuldade em diferenciar o problema de seus sintomas, a dificuldade de definir prioridades, a falta de vontade de decidir, entre outros. Decidimos – e isto nem sempre é fácil – abordar os quatro apresentados acima pela relevância que acreditamos ter.

 

Finalmente, temos de reconhecer que, decidir além de ser a escolha de uma alternativa, é também o abandono das demais. E isso causa um tremendo desconforto – pergunte a uma mulher que tinha de escolher apenas um vestido frente a dez modelos de cores lindíssimas ou a um homem frente a diversos modelos de carros, mas que deveria optar por um somente.

 

Como disse o economista John Nash – retratado no filme Uma Mente Brilhante – as decisões de investimento são tomadas não visando maximizar o ganho, mas sim minimizar o arrependimento. E o maior arrependimento do decisor não é tomar uma decisão errada... É não decidir.

 

 

Retirado do Programa Decidindo com Razão E Emoção.

 

 

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CRIATIVIDADE

 
 

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Dum De Lucca

Jornalista e Colaborador do Insight MVC

 

 

 

 Criatividade:

Uma Energia Indispensável Para As Empresas

 

 

Criar é um dos atributos essenciais no ser humano. Fazer brotar um conceito novo, uma idéia diferente e inovadora, ir além do estabelecido e do conhecido.  Através da criatividade se encontram soluções, para fazer mais com menos, reduzir custos, simplificar processos e sistemas, aumentar a lucratividade, encontrar novos usos para produtos, conquistar novos segmentos de mercado, diferenciar o currículo, desenvolver novos produtos e inventar algo palpável. Várias empresas já se conscientizaram que, uma das riquezas do seu capital humano é a criatividade, e que ela pode ser muito mais valiosa quando bem motivada. O problema é que elas não sabem como organizar e aproveitar todo o potencial criativo disponível, o que pode ser comprovado pela qualidade das idéias inesperadas que surgem de vez em quando. Por que então esperar as idéias "de vez em quando?" Por que não estimular a produção destas idéias no dia-a-dia?

 

“A criatividade assume um papel de grande importância, uma vez que fornece a quem a usa armas para enfrentar as ameaças”. Quem faz essa afirmação é Edward de Bono, um dos mais conceituados e renomados especialistas em criatividade e inovação de todos os tempos, responsável pelo revolucionário conceito de pensamento lateral (a geração de soluções novas para os problemas. A essência do pensamento lateral é que muitos problemas requerem uma perspectiva diferente para serem resolvidos com sucesso).  De Bono diz que a arrogância e prepotência dos gerentes é um dos elementos mais perigosos para a criatividade. Segundo ele, “muitos chefes não escutam as idéias de seu pessoal, ou desdenham delas”. Ele cita uma empresa que, anos atrás, considerou tola a idéia de um telefone celular descartável, o mesmo celular que hoje é uma ferramenta indispensável em todo o mundo. De Bono recomenda, por exemplo, que se objetive a criatividade com metas, focos e diretrizes. E dá como exemplo de empresa criativa a Dupont.  Bono diz que o fato do Brasil ter abundância de recursos limita a criatividade, afirmação que pode ser polêmica e discutível.

 

A corporação considerada como uma das mais criativas dos Estados Unidos é a A.W.L. Gore,  relativamente pouco conhecida no Brasil. Produz e comercializa mais de mil produtos, desde fio dental e cordas para guitarras até filtros de uso industrial, passando por enxertos e próteses vasculares. Seu produto mais famoso é o Gore-Tex, um tecido impermeável que, muito antes de a Intel criar o slogan “Intel Inside”, apareceu nas etiquetas de roupas e calçados para climas extremos com o texto “Guaranteed to Keep You Dry (garantia de manter-se seco)”. Seu marketing é criativo, sua área de engenharia é criativa, mas a raiz de tanta criatividade está em outro lugar, sua cultura é criativa. A W.L.Gore mais parece uma universidade; não há chefes, não há regras, a exceção é que as equipes devem manter-se pequenas para favorecer a comunicação cara-a-cara. Essa empresa norte-americana foi fundada em 1958, possui cerca de 6,3 mil funcionários e fatura por volta de US$ 1,580 bilhão por ano.

 

 Em um mundo tão veloz, em constante transformação e com exigências cada vez mais abrangentes, o peso da criatividade em relação as competências técnicas é muito significativo. Uma das áreas em que a criatividade e a técnica mais devem se completar é em rádio e TV. O profissional de rádio e TV é, acima de tudo, o responsável pela produção e qualidade técnica dos programas de jornalismo, esportes e de entretenimento em emissoras de rádio e televisão. Em seu trabalho diário, ele cria, coordena, dirige e escreve roteiros, diferentemente do jornalista que checa as informações antes de divulgá-las. Na prática, porém, muitas vezes o profissional da área acaba exercendo as mesmas funções do jornalista. Para isso, exige-se boa formação técnica e cultural e muita criatividade dos profissionais e candidatos a cargos, especialmente pelo grau de influência que os veículos de comunicação exercem na opinião pública. Para a publicitária Gilza Araújo, a criatividade não está limitada apenas às áreas de artes, comunicação e marketing. De acordo com ela “a criatividade é uma característica inerente ao ser humano e, faz parte da cultura do brasileiro, até como meio de sobrevivência, dando mais leveza para enfrentar aos fatos do dia a dia do pais, como o caso do Congresso Nacional, por exemplo”. 

 

Quem pensa em fazer rádio e TV precisa ter capacidade crítica e reflexiva sobre o papel da imagem e do som na comunidade, ao mesmo tempo em que deve ter domínio de toda área instrumental para produzir, criar, editar e dirigir programas ao grande público", ressalta Mauro Wilton de Sousa, professor da USP. Segundo Sousa, a Internet também ampliou o mercado de trabalho, além da expansão das FMs, TVs por assinatura e produtoras independentes. Vanessa Nunes Viveiros, 20, aluna do 3º ano do curso de rádio e TV da Universidade São Judas Tadeu, afirma que o que mais a atraiu para o curso foi a facilidade de conhecer todas etapas de um programa de rádio e TV. Nos primeiros anos do curso, o aluno tem disciplinas de comunicação social, sociologia, língua portuguesa e muitas atividades práticas em laboratórios. Na USP, o curso de rádio e TV foi recentemente integrado ao curso superior do audiovisual, que engloba cinema e vídeo.

 

Um dos procedimentos para se desenvolver a criatividade  é não ter tem medo de errar, de ousar em aplicar idéias novas. Um exemplo disso é a Natura, onde todos os colaboradores são chamados para dar uma nova idéia e emitir a sua opinião. Lá, o lançamento de um produto é baseado no que ele pode propiciar de bem estar para as pessoas. Andréa Vernacci, Gerente de Recursos Humanos da empresa explica que “as pessoas em essência são criativas. Todos possuem a criatividade dentro de si. Dependendo da organização, da cultura da empresa, ela pode ser bloqueada ou incentivada. Em lugares onde existem excessos de regras, muita rigidez, inflexibilidade, os funcionários acabam não conseguindo colocar a sua criatividade para fora. Na Natura, o ambiente, a cultura da organização, são propícios à criatividade”.  Ela destaca que, na corporação, as pessoas são livres para propor e tomar iniciativas. A Natura possui vários fóruns nos quais todos podem mostrar suas idéias, o que facilita e cultiva as pessoas a liberarem sua criatividade. Os Fóruns permitem que todos possam conversar com o presidente e levar suas sugestões. “As pessoas aqui fazem e são ouvidas”, diz Andréa.

 

Um dos segmentos de negócios em que a criatividade é um item de enorme relevância é o designer gráfico. O diretor da Núcleo 3, Rodrigo Lima, empresa de design gráfico que tem, entre outros, clientes como a Marillon e a Kinder, entre outras, afirma que criatividade é um conceito relativo: “Não é apenas o “dom” da pessoa ser inventiva em determinada situação que conta, depende também da situação e do contexto em que ela é exigida. Criatividade para um médico pode ser uma manobra diferente numa cirurgia e para um fotógrafo uma luz que ele percebe na natureza. Criatividade é uma solução inesperada, repensada, para um determinado problema”. Para Rodrigo, “quanto mais exigido e estimulado o indivíduo se torna criativo. Existem pessoas que são mais criativas com pessoas, outras com gestão, outras com música, outras para escrever, cada uma é mais criativa em um determinado assunto”. Em relação ao equilíbrio entre a técnica e a criatividade Rodrigo é incisivo ao dizer que “os dois lados são importantes, mas se um indivíduo se dá melhor em pregar do que colar, você deve incentivar ele a colar. Não adianta ser criativo e não ter a técnica senão o trabalho não sai. Posso ter uma idéia genial, mas se não sei pintar não faço um quadro. É lógico que uma pessoa criativa para desenvolver a função para que foi contratada é o ideal, mas na medida que você tem um bom profissional técnico com capacidade para resolver os problemas, se ele é estimulado a ser criativo de forma dinâmica, se torna criativo. Acho que a técnica pesa 70% e a criatividade 30%. Prefiro aceitar que todos são criativos na maioria do tempo e não o são pelas limitação das empresas e dos cargos”. De acordo com Rodrigo, um funcionário que possui uma técnica apurada, cultura geral e várias referências, custa mais caro mas é o ideal. Ele ainda ressalta que, só entendendo o problema a pessoa pode solucioná-lo e, desta forma, ser criativa. “Os indivíduos são criativos, mas como a maioria trabalha num sistema metódico a criatividade tende a ser limitada e, nesses casos, eles têm que usar ao menos esses 30% de criatividade”, conclui.

 

 

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POR DENTRO DA ASTD

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Jennifer L. Homer

Diretora Sênior de Relações Públicas da ASTD

 

 

Por dentro da ASTD

 

 

A ASTD (Sociedade Americana de Treinamento e Desenvolvimento) é a maior associação do mundo dedicada ao aprendizado e performance profissional no ambiente de trabalho. A entidade começou suas atividades em 1944, quando realizou sua primeira Conferência Anual. Hoje, congrega mais de 70 mil membros e associados de mais de 100 países e de milhares de organizações de todos os portes, da área pública e privada, universidades, consultorias e fornecedores.

 

A partir de 2000, a entidade começou um trabalho em busca de uma “internacionalização”, criando braços em outros países. Assim, nasceram os 24 Global Networks, do qual o Brasil faz parte.

 

Confira mais sobre esta entidade, a Conferência e as tendências da área na entrevista com Jennifer L. Homer, diretora sênior de Relações Públicas da ASTD:

 

p&n - Quais as mais importantes mudanças na área de T&D nos últimos anos?

 

Jennifer - Podemos apontar algumas mudanças: tem crescido, muito mais que no passado, a busca e a necessidade dos profissionais em entender e conhecer mais o negócio, ser capaz de compreender as estratégias e fazer um link entre o que eles fazem e estas estratégias. Isto não existia alguns anos atrás, e hoje é muito importante. Por exemplo, hoje é crítico que as pessoas de qualquer área entendem todos os aspectos do negócio e entendam como o que elas fazem está relacionado com as metas da organização e, mais que isto, temos de mostrar como os treinamentos realizados contribuem para que a organização atinja seus objetivos estratégicos e fazer com que toda organização entenda o quanto treinamento é uma questão crítica, não importa o momento econômico que a empresa esteja: em bons ou em maus momentos econômicos. Acho que os profissionais entendem mais disso do que tempos atrás.

Há também o crescimento da mensuração e retorno do investimento. Com isso, fica muito mais claro como o treinamento traz resultados específicos para a performance da organização. Este é um grande foco.

O outro foco é e-learning. Há seis anos, nós falávamos como a tecnologia afetaria o treinamento e hoje isto não é mais questionado. A tecnologia é usada para tantas coisas, impactam na forma com que as pessoas aprendem e, em alguns casos, não é apenas e-learning versus algo mais, mas a tecnologia do e-learning tem sido parte de algo e realmente utilizado por muitas organizações.

 

p&n - Vamos falar da Conferência. Qual o maior desafio para organizar um evento como a ASTD?

 

Jennifer - Acho que o evento é uma ótima oportunidade de pôr tudo junto: os programas, as sessões educacionais e também a Expo, além do networking e do desenvolvimento profissional. Nós temos uma comunidade de profissionais voluntários para aconselhar nosso programa e ajudar a gente a planejar todas as sessões educacionais. Nós já estamos planejando a próxima Conferência, antes mesmo de esta terminar. Além disso, analisamos os feedbacks que recebemos dos congressistas com bastante seriedade para fazer o evento cada vez melhor. E todo mundo da ASTD está envolvido de alguma forma na Conferência. É um grande evento e espero que as pessoas também o vejam desta forma.

 

p&n - Quais são os erros mais comuns que as pessoas cometem quando vêm a ASTD?

 

Jennifer - Não sei se são erros, mas vou dar as três coisas que as pessoas deveriam pensar antes de vir para