Edição Nº. 96 - Outubro de 2006

       

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 Pocket MBA - Comunicação Integrada

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 Pensamento Sistêmico

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 Decisão: Razão ou Intuição?

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 Pocket MBA - Secretárias Sênior

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 Coaching para Gestores Comerciais

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 Contratar a mesma Consultoria em 2007?

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 Prevenção e Gestão de Crises

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 Manual T&D - Volumes 1 e 2

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 Competência de Articulação

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  Palestra MVC no CRIARH

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 Negociação: Textos Novos

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 MVC e Nossa Garantia Incondicional

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 Livros Novos
 

 }} Editorial

 }} Negociação

  Voltamos ao SEBRAE!     Aprendendo a negociar com "Deus"

Este foi um dos melhores presentes que o Universo nos deu nestes últimos meses. Além de todos os programas de treinamento executados nos últimos 22 anos, também voltamos, com razoável intensidade, a realizar palestras para inúmeros SEBRAEs Estaduais.

Marco Aurélio Ferreira Vianna
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Boa parte dos executivos e profissionais cometem erros elementares quando se trata e negociar ou persuadir os "Deuses Empresarias", ou melhor, aqueles que se encontram no topo da hierarquia de suas organizações.

LA Costacurta Junqueira
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 }} Empreendedorismo

 }} Liderança

 O pequeno é grande    Gandhi: Valores, ética e qualidade de vida

Uma primeira conclusão, no mínimo instigante, talvez até paradoxal, consiste no fato de que as pequenas empresas de sucesso adotam práticas, valores, métodos e princípios muito semelhantes às grandes empresas de sucesso.


Marco Aurélio Ferreira Vianna
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Qualquer organização (família, empresa, cidade, país, planeta) é um aglomerado de indivíduos e cada um é co-responsável pelo seu êxito ou fracasso. Entender isto seria suficiente para nos mobilizar a refletir sobre que tipo de resultados nossa ações individuais estão gerando para nós mesmos, para o nosso próximo e para as gerações futuras?

Carlos Legal

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}}Erros

 }}Vendas
  O lado emocional dos erros     Espremam os dados que eles falam

Vale destacar, que é um erro, acreditar que, por sermos especialistas em determinados assuntos, nos isentamos de cometermos falhas em relação a tais temas. Estamos sujeitos a variáveis que, muitas vezes, fogem do nosso domínio, especialmente, quando são o de ordem emocional.
 


Denize Dutra
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Gestores e executivos de vendas passam uma boa parte de seu dia se perguntando: Como utilizar aquilo que sei para melhorar a qualidade da minha decisão? Prosseguir ou recuar? Fechar o negócio ou esperar mais um pouco?  E dai?
 


JB Vilhena
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 }}Vídeo - Palestra  }}Videoteca - MVC
  Comunicação gestual e corporal    Coletânea de vídeo palestras

 

 

 

 

 

Assista ao Vídeo!

 

}} Pensamento sistêmico

}} Caro é o que não vale!

}} Cada empresa tem o consultor que

     merece

 

 

     

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Expediente
  Publisher: Costacurta Junqueira; JB Vilhena Jornalista Responsável: Cristina Spera
  Equipe Insight: Leandro Santana; Luciana Vieira, Maria Teresa Ramos

 

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EDITORIAL

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Marco Aurélio Ferreira Vianna

Presidente do Instituto MVC

Autor de 42 livros

 

 

Voltamos ao Sebrae!

 

 

Este foi um dos melhores presentes que o Universo nos deu nestes últimos meses. Além de todos os programas de treinamento executados nos últimos 22 anos, também voltamos, com razoável intensidade, a dar palestras para inúmeros SEBRAES Estaduais. Entre atividades desenvolvidas e contratadas já passamos de quinze eventos. No Paraná, em São Paulo, em Minas Gerais e no Pará estamos tendo momentos de ouro no relacionamento com esta verdadeira força motriz do desenvolvimento brasileiro: O futuro e o novo empreendedor. As experiências são inesquecíveis.

 

Para quem não sabe vou contar um momento pessoal. Literalmente, desde 1984, temos uma forte parceria com o Sistema Sebrae, que na época chamava-se CEAG. Começamos pelo Sebrae-PR, onde até hoje temos incontáveis e brilhantes amigos, e passamos por quase todas as Unidades. Nossa parceria teve momentos supremos na consultoria que feita para a Elaboração do Sebrae–2000, um dos mais profundos trabalhos de Planejamento Estratégico do qual participei, no Programa Homem Público do Paraná, também raro em seriedade e profundidade. Passamos entre 2000 e 2004 por uma época de “anos de sombra”, e por motivos que nem o Sobrenatural de Almeida sabe, praticamente cessaram atividades de palestras.

 

Temos vivido nestes últimos meses riquíssimas experiências. A Feira do Empreendedor organizada pelo Sebrae-MG é uma atividade que emociona. Mil painelistas futuros e novos empreendedores buscam o conhecimento de uma forma que ultrapassa os limites da excelência. No Sebrae-SP tenho participado do excepcional Programa Sebrae na Rua. Dentro de uma tese que defendemos há muito tempo, temos de desenvolver a força empreendedora nacional. Como escrevemos no último Editorial do Insight MVC, “o mundo não está pior; mas está (e muito) diferente”. O Brasil não crescerá em cima do “emprego da carteira assinada” no estrato dos profissionais com nível superior. É preciso que se desenvolva a mentalidade do Eu S. A., do “free lancer”, do empreendedor.

 

Temos também participado em alguns SEBRAES de uma atividade onde fazemos nossa palestra depois da apresentação de “cases” de excelência de empreendedores de empresas de pequeno porte. É estimulante, maravilhoso ver homens e mulheres com empresas de dez anos de vida, ainda de pequeno porte explicando seu sucesso sobre os pilares do que há de mais moderno no campo da Gestão e Organização.  O último painel que participamos, com cinco empresários de Minas Gerais, nos inspirou a escrever este Editorial (muito mais uma declaração de amor), bem como o artigo deste número do Insight denominado O pequeno é grande. Leiam. Boa sorte.

 

Visite o novo site do Marco Aurélio:

www.marcoaurelioferreiravianna.com.br

 

Boa leitura

 


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VENDAS

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JB Vilhena

VP do Instituto MVC

Autor do livro "Negociação e Influência em Vendas"

 

 

Esprema os dados que eles falam

 

 

O título desse nosso artigo é plágio de um adágio utilizado por um professor da nossa parceira Alessandra Assad, editora da revista Venda Mais. Ele ilustra bastante bem uma necessidade que qualquer profissional da área comercial enfrenta no seu dia-a-dia. Afinal, em uma época onde as informações proliferam como uma colônia de amebas ensandecidas; vendedores, clientes e concorrentes têm opiniões completamente divergentes sobre o mesmo assunto; novas teses acadêmicas são produzidas a cada minuto, é cada vez mais difícil saber o que decidir. Gestores e executivos de vendas passam uma boa parte de seu dia se perguntando: Como utilizar aquilo que sei para melhorar a qualidade da minha decisão? Prosseguir ou recuar? Fechar o negócio ou esperar mais um pouco?

 

Em primeiro lugar é preciso saber o que é um dado. Genericamente, podemos definir que dado é qualquer fragmento de informação que possa ajudar a iniciar um processo decisório. Se um vendedor chega para você e diz que há cinco clientes interessados em comprar um determinado produto, esse é um dado. Mas isoladamente ele pouco ajuda a decidir alguma coisa. Cinco clientes é um número pequeno ou grande? Quanto, em valores, esses cinco clientes pretendem comprar? Eles terão capacidade de pagar pelo que compraram?

 

Para transformar esse dado em informação, é preciso enriquecê-lo. De que forma? Juntando a ele outros dados. Quem são esses cinco clientes? São clientes de perfil transacional ou relacional? Qual seu potencial de compras? Eles já são clientes da concorrência? Qual seu perfil de crédito?

 

Se juntarmos as respostas a esse conjunto de dados, já temos posse de informações a respeito dos cinco clientes potenciais. Mas ainda não podemos dizer que conhecemos esses clientes.

 

O conhecimento é a inter-relação entre um conjunto de informações. Onde estão localizados esses clientes? Que programação de entrega os atenderia melhor? Que facilidades de crédito ou descontos teríamos de oferecer para que eles comprassem de nós?

 

O conhecimento é a chave para se poder tomar uma decisão.

 

E porque temos tanta dificuldade em conhecer bem os nossos clientes? Eu diria que a principal razão é que nos contentamos em ter um “bando de dados” ao invés de tentar criar um “banco de dados”.

 

A maioria dos profissionais da área comercial é pressionada por uma cobrança exagerada por resultados. Mas não é orientada por seus chefes sobre a melhor forma de alcançar esses resultados. O que interessa é a meta do final do mês, não importando o que foi feito para que a mesma fosse atingida.

 

Vendemos mal, arrancamos pedidos a fórceps. Avaliar o potencial do cliente, estabelecer uma estratégia de longo prazo para balizar o relacionamento, aumentar o valor líquido do cliente são apenas um discurso. O que importa mesmo é “tirar o pedido”.

 

Eu costumo dizer que nenhuma decisão pode ser melhor que a informação que lhe deu origem. Portanto, é preciso paciência e disciplina para levantar um conjunto de dados e correlacioná-los tendo assim uma informação mais precisa e, novamente, juntar as informações para poder aumentar a chance de decidir certo. Não importa se a sua empresa possui ou não uma ferramenta de CRM. Na hora de decidir, o que conta mesmo é o que você concluiu sobre as informações: isso é conhecimento.

 

E uma dica final que aprendi com um dos meus gurus, o José Roberto Whitaker Penteado: se os números contrariam o bom senso, fique com o bom senso.

 

Pense nisso e boas vendas!

 

 

Material retirado do Pocket MBA Desenvolvimento de Gestores e Profissionais de Vendas.

 


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EMPREENDEDORISMO

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Marco Aurélio Ferreira Vianna

Presidente do Instituto MVC

Autor de 42 livros

 

 

O pequeno é grande

 

 

Este artigo, como foi colocado no Editorial, se baseia em minhas recentes experiências, de elevada riqueza, em atividades junto a alguns Sebrae’s. Especificamente, vou me concentrar na palestra que fiz na Feira do Empreendedor, neste ultimo mês de setembro, com o Sebrae-MG. Meu papel, além de expor idéias e conceitos sobre empreendedorismo, abordando os focos do futuro empresário, do recente empresário e, claro, das empresas de micro e pequeno porte, consistia em “costurar” as apresentações de cinco “cases” de excelência, selecionados pelo Sebrae-MG. Estas empresas eram: AIX Sistemas, Grão de Trigo, Manipullare, Colégio Atena e Curare, de diferentes ramos e cidades. No total foram mais de quatro horas de intensas reflexões. Alguns pontos merecem nossa mais profunda avaliação.

 

Uma primeira conclusão no mínimo instigante, talvez até paradoxal, consiste no fato de que as pequenas empresas de sucesso adotam práticas, valores, métodos e princípios muito semelhantes às grandes empresas de sucesso. Esta é uma definição de suma importância para quem é empreendedor de uma pequena ou microempresa e para quem pretende ser empresário. O sucesso e o insucesso não se separam pelo vetor tamanho, nem pelo volume de faturamento. Em verdade zeros a mais ou a menos não fazem diferença.

 

Em várias atividades anteriores, inclusive nas pesquisas que fiz eu já havia percebido este “fenômeno”. Neste painel em Belo Horizonte, o conceito ficou ainda mais claro. A essência do conteúdo de tudo que foi falado e debatido tinha características e conotações absolutamente iguais a um debate de grandes corporações de sucesso. Qualidade, Encantamento de Cliente, Valorização do Colaborador, Solidez das Lideranças, Inovação, Respeito ao Humano, Responsabilidade Social, Planejamento Estratégico, Modernos Processos Gerenciais, eram apresentados por todas essas empresas citadas, corroborando conclusões anteriores às quais eu já havia chegado.

 

Esta constatação nos leva a, pelo menos, duas vertentes de análise que considero como muito importantes. A primeira consiste no fato de que, mesmo não havendo a síntese de um modelo absoluto de gestão, há fortes indícios que alguns Princípios, Valores, Estratégias e opções são universais, estando presente na maioria das pequenas empresas de sucesso (claro assim como nas grandes). Este é um grande alento porque sua aceitação nos abre as janelas para conhecimento. Em outras palavras, esta motivação nos dá força e impulso para estudar com excelente relação custo-benefício os conceitos mais nobres e elevados do empreendedorismo. Numa sala de aula e/ou buscando modelos de empresas que dão certo é possível incorporar conhecimento que, se aplicado de maneira consistente, transformará teoria em práticas de resultados positivos. Em suma, esta é uma grande lição para os milhões de empreendedores no Brasil. Há elos comuns, sólidos e homogêneos, entre aqueles que dão certo. Portanto, vale a pena investir no Capital Intelectual.

 

A segunda vertente pode servir como um ponto de alerta. Em nossas experiências, nós percebemos, com intensidade cada vez maior, que não existem somente diferenças entre a pequena empresa de sucesso e aquela que não dá certo. Em verdade, os conceitos não são diferentes, eles são antagônicos, situando-se em pólos distantes da escala de opções. A experiência em Belo Horizonte deixou esse fato muito claro. Enquanto os “cases” de excelência tornavam claro que o lucro é conseqüência de “coisas bem feitas”, como já afirmava Philip Kotler, a maioria absoluta quer o lucro pelo lucro, o dinheiro pelo dinheiro. Enquanto para os primeiros o cliente deve ser encantado/deslumbrado para os demais o cliente é simplesmente fonte de lucro. No campo humano o antagonismo é maior ainda. Para os bem-sucedidos os empregados são colaboradores, parceiros, acionistas; para os demais são empregados no sentido menos digno do termo.

 

Por tudo isso, ouvi conceitos e idéias que me deixaram fascinados. Sem nomear especificamente o autor da idéia, algumas pérolas surgiram nestas quatro horas.

 

Por exemplo, uma das empresárias declarou: “Meu sucesso é porque eu amo o que faço. Só sei fazer bem feito, quando estou apaixonada. E pelo meu negócio eu sou eternamente apaixonada”. Que percentagem dos pequenos empreendedores realmente colocam a paixão acima do dinheiro? Quantos querem ser e quantos querem ter? Outro empresário afirmava que seu sucesso estava em cima da equação constância de propósito x inovação. Não resisti, e durante minha palestra lembrei Gabriel - O Pensador quando brilhantemente afirmou: “Eu quero ser sempre eu mesmo, mas jamais quero ser o mesmo”. Com grande coragem outro empreendedor confessava que grande parte de seu sucesso se baseava na abertura que tinha ao ser questionado por seus colaboradores. Por trás desta afirmação ele nos colocava a humildade como ponto fundamental do negócio bem-sucedido. Quantos pequenos empresários ouvem seus empregados?

 

Outro participante do painel nos deu uma completa aula magna sobre empreendedorismo. Ele relatou que seu sucesso se baseava em alguns princípios, que começavam sempre pela vontade de ir além, de realizar coisas sempre melhores. Um pensamento do grande empresário Salim Mattar: “Hoje somos melhores que ontem, amanhã melhores que hoje”. E ele continuava: Persistência e comprometimento são atributos indispensáveis ao crescimento sustentado. Certamente surgirão obstáculos ao longo do percurso, e a capacidade de lidar e transpor estas dificuldades fará a grande diferença. É neste momento que se estabelece quem é o grande vencedor e o grande perdedor. E concluiu com sabedoria: “o empresário de sucesso é movido à realização e não ao poder”. Foi neste momento que vi o antagonismo de valores entre a minoria vencedora e a maioria derrotada. Foi aí que outro participante fez o fecho final: “Dificuldades existem, mas não tenho medo. Minha paixão pelo sucesso de minha empresa é tão grande, que os muros existem para serem transpostos”.

 

Por isso tudo, fico feliz em conversar com estes pequenos empresários de alma grande. Por isto: “Viva! Voltei ao Sebrae”.

 

 

Material retirado de nossos Programas de Liderança e do Pocket MBA - Gestão de Pessoas e de Negócios.

 

 

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NEGOCIAÇÃO

 
 

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LA Costacurta Junqueira

Vice-Presidente do MVC,

Autor do Livro Negociação Tecnologia e Comportamento, com 180.0000 exemplares vendidos

 

 

Aprendendo a negociar com “Deus”

 

 

Boa parte dos executivos e profissionais comete erros elementares quando se trata de negociar ou persuadir os “Deuses Empresariais”, ou melhor, aqueles que se encontram no topo de suas organizações.

 

Dentre esses erros se destacam a ênfase no qualitativo, em detrimento do quantitativo, a capacidade de expor suas idéias de forma resumida, uma argumentação que não leva em conta a customização, com base nas características daquele com quem se negociou anteriormente.

 

Nosso texto do mês coloca hoje algumas sugestões para negociar e persuadir aqueles que ocupam o topo da hierarquia organizacional (ou celestial).

 

Para início de conversa sempre é bom lembrar que “Deuses” estão sempre com a mente orientada para resultados, desejavelmente tangíveis/quantificáveis. Procure começar qualquer contato pelos resultados desejados, depois então fale do processo a ser utilizado para alcançá-los.

 

Como a linguagem dos “Deuses” é o “numerolês”, busque colocar informações quantificadas em todos seus argumentos; os números se constituem em linguagem universal (e celeste), igualmente entendida por seres terrenos ou celestiais.

 

“Deuses” são bastante sensíveis a fatos, experiências da concorrência (o diabo, certamente), exemplos de benchmarking, solicitações/depoimentos de clientes/

fornecedores/autoridades governamentais (todos terráqueos como nós): coloque essas informações como “recheio” em seus argumentos.

 

Nunca comece uma entrevista ou reunião sem fazer a clássica pergunta: de quanto tempo disponho? Qual sua expectativa de término? Procure ficar sempre dentro dos limites pré-estabelecidos; se alguém for quebrar esses limites, que seja o próprio Deus.

 

Antes de tudo, procure lembrar-se de características comportamentais, do seu “Deus” e as utilize em sua apresentação:

  • Ele gosta do visual ou auditivo?

  • Da Bíblia ou do Alcorão?

  • De notícias ou idéias já testadas, seguras, ou gosta bastante do risco?

  • É mais voltado para o relacionamento ou para resultados?

  • Prefere uma apresentação informal ou adora um PowerPoint, um texto detalhado?

  • Gosta que se mencionem os diferenciais competitivos celestes?

Falamos anteriormente que os fatos são essenciais; queremos lembrar que opiniões são perigosas, especialmente quando antecedem os fatos (pela sua natureza polêmica, dividem a platéia, perdão, os anjos e demais assessores). Os fatos, como são neutros e não levam à tomada de posições, devem ser esgotados; depois podemos falar sobre nossas opiniões.

 

A objetividade demasiada pode ser uma desvantagem, especialmente se “Deus“ for do tipo que adora um "quebra-gelo", uma piada, etc. Lembre-se disso: às vezes é preciso dar umas “voltas” de aquecimento, antes de entrar no assunto principal.

 

“Deuses” são muito sensíveis a opiniões/citações de outros “Deuses”! Se você puder achar algumas que corroborem seu ponto de vista, é meio caminho andado.

 

Lembre-se sempre que você pode convencer/influenciar alguém usando várias alternativas:

  • Você tem uma excelente idéia/produto (foco no produto)?

  • Você é muito hábil na argumentação (foco no processo)?

  • Você é bom de empatia, sabe customizar o relacionamento (foco no estilo)?

O ideal seria que procurasse integrar as três dimensões, identificando sempre aquela que mais sensibiliza seu interlocutor, ou seja, “Deus”.

 

Outro aspecto importante é nos lembramos que “Deuses” gostam de agir como... “Deuses”: muitas vezes isso quer dizer falar mais (ou primeiro); portanto talvez seja importante você ouvir primeiro.

 

“Deuses” adoram soluções, detestam problemas; mais ainda, “detestam” que alguém lhes traga problemas para eles resolverem. Leve sempre, na manga, alternativas ou planos contingenciais.

 

Uma boa idéia, uma excelente sugestão precisa ser acompanhada dos custos envolvidos em sua implantação, ou melhor, mais do que isso: da relação custos/benefícios. Saliente-se que, embora rico, “Deus” custou séculos para chegar lá...

 

Agora você, leitor, já possui uma razoável consolidação de estratégias, técnicas e aspectos comportamentais para influenciar “Deus” (ou anjos, arcanjos e similares); só falta uma boa idéia para iniciar sua aplicação.

 

Lembre-se de que O CÉU É O LIMITE...

 

 

Material retirado do Pocket MBA Comportamento Organizacional em Negociação.

 

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ERROS

 
 

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Denize Dutra

Consultora Sênior do MVC

Professora dos MBAs Executivos da FGV

 

 

O lado emocional dos erros

 

 

Primeiro, vale destacar, que é um erro, acreditar que, por sermos especialistas em determinados assuntos, nos isentamos de cometermos falhas em relação a tais temas. Estamos sujeitos a variáveis que, muitas vezes, fogem do nosso domínio, especialmente, quando são de ordem emocional.

 

Segundo, mais grave do que errar é não ter a humildade de admitir o erro, buscando assim minimizar as conseqüências do erro e aprender com ele. O que, aliás, é uma das atitudes que caracterizam uma pessoa emocionalmente inteligente.

 

Com relação a aprender com os próprios erros, vou compartilhar algumas situações recentes do meu cotidiano que podem contribuir para algumas reflexões:

 

Situação A: apresentei duas opções de workshop para um cliente. Ele optou por uma delas e desenvolvi todo o material com base nesta escolha. Comentei sobre esta escolha verbalmente, mas não informei por escrito à área de suporte qual havia sido o programa escolhido. Depois de tudo pronto, percebemos que título e conteúdo programático do workshop não correspondiam ao material desenvolvido de acordo com a escolha do cliente. A primeira página do material teve de ser refeita, gerando perda de tempo e de recursos financeiros, por uma razão que, certamente, eu poderia ter evitado.

 

O que percebi com este fato? Que pressionados por tempo e outras variáveis, acabamos não nos preocupando com detalhes que podem fazer toda a diferença; consideramos que está muito óbvio, mas não checamos se realmente tudo está claro para as pessoas envolvidas.

 

Assim como neste caso, foi fácil resolver, em outras situações, as perdas podem ser mais difíceis de reparar, não só em termos financeiros, mas, o que seria muito mais grave, em termos de imagem.

 

Situação B: encaminhei (de um outro computador que não era o meu pessoal) um relatório para a direção da consultoria em que atuo, sobre o término do projeto de um determinado cliente. Este e-mail, por razões desconhecidas (mistérios da tecnologia!), não chegou. Viajei, fiz outros trabalhos, não me preocupei em confirmar se este e-mail foi recebido, por quem deveria encaminhá-lo ao cliente. Depois, com base neste relatório, sugeri uma proposta de continuidade do trabalho, complementando as ações da fase anterior, e encaminhamos ao cliente. Só depois disto, devido à falta de retorno por parte do cliente, lembrei-me de verificar se ele teria recebido o tal relatório e descobri que o mesmo não havia chegado ao seu destino.

 

Certamente, a proposta seria percebida de outra maneira se o relatório tivesse sido lido antes, pois ela sugeria uma possível solução para o “estado atual do grupo”. Neste caso, o aprendizado foi além da importância do feedback da comunicação: envolveu aspectos de organização do próprio trabalho e tempo. Quando temos várias atividades simultaneamente precisamos fazer um check-list para não perdermos “nada” pelo caminho.

 

Situações semelhantes fazem parte do cotidiano das organizações e seria uma missão impossível fazer com que elas não ocorressem. O nosso desafio é mais que evitar que elas aconteçam: é fazer com que as pessoas aprendam a lidar com tais situações de forma mais simples e responsável. Devido à cultura do “bode expiatório” as pessoas gastam muito mais tempo e energia para tentar livrar-se da “culpa” que para corrigir os efeitos negativos destes erros. É muito comum, ouvirmos expressões como: “Você não entendeu o que eu falei!”, “Eles não nos passam a informação!”, e justificativas dos próprios erros utilizando as falhas dos outros. Seria tão mais simples substituir por: “Eu não soube me expressar bem, deixe-me esclarecer melhor...”, “Vamos verificar esta informação, pois precisamos dela para resolver a situação!”, “Desculpe a falha, vou ver de que forma posso resolver isto!”, ou ainda, “O que posso fazer para corrigir esta falha?”.

 

Ainda acredito que a grande maioria das pessoas não erra intencionalmente, sempre existirá um motivo forte para que algum erro tenha sido cometido, mas sempre que nos prendemos ao erro ou a quem o cometeu, tiramos o foco do mais importante que é a solução, a eficácia do processo, a garantia da qualidade, e o encantamento do cliente.

 

Neste sentido, percebo o fundamental papel das lideranças e dos formadores de opinião nesta mudança de cultura. Se cada uma destas pessoas for um exemplo vivo desta atitude de humildade, de reconhecimento do próprio erro, e da busca de soluções, estará contribuindo para uma nova atitude na maioria das nossas organizações. E qual a diferença que isto vai fazer? Será que terá impactos nos resultados e no lucro das empresas? Estas questões caberão a vocês responderem!

 

Para terminar, é importante lembrar que nossos erros repercutem alem de nossas próprias fronteiras; seus efeitos atingem a família, nossa organização e nossa comunidade. Uma atitude educativa perante esses mesmos erros é que os transforma em instrumento de aprendizagem!

 

 

Material retirado do Pocket MBA Gestão de Pessoas e de Negócios.


 

 

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LIDERANÇA

 
 

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Carlos Legal

Consultor Sênior do Instituto MVC

 

 

Gandhi: valores, ética e qualidade de vida na liderança

 

 

Percebemos um crescente interesse por parte de muitas organizações sobre ética, valores, qualidade de vida e espiritualidade com objetivo de melhorar o desempenho de líderes e favorecer uma cultura organizacional mais sustentável. Considero essa tendência muito positiva e de uma importância que vai além dos interesses da empresa, pois as organizações atuais possuem um papel fundamental para ajudar na evolução das pessoas, refinando a cultura e o modo de pensar da sociedade.

 

Qualquer organização (família, empresa, cidade, país, planeta) é um aglomerado de indivíduos e cada um é co-responsável pelo seu êxito ou fracasso. Entender isto seria suficiente para nos mobilizar a refletir sobre que tipo de resultados nossas ações individuais estão gerando para nós mesmos, para o nosso próximo e para as gerações futuras?

 

Para falar sobre liderança e valores no contexto organizacional é necessário considerar essas questões. Considero a base de qualquer liderança a qualidade que a pessoa busca ser, pois somos seres inacabados, estamos evoluindo o tempo todo (física e intelectualmente). Temos de nos comprometer a melhorar a qualidade do que somos antes de melhorar a organização onde atuamos. Antes de melhorar a organização à qual pertence, melhore a organização que você é. Se liderança é a capacidade de influenciar pessoas, qual a qualidade da influência que você tem sobre si mesmo, seus próprios pensamentos e atitudes? Como vou lidar com o outro se não consigo lidar adequadamente comigo mesmo? Falamos com muita eloqüência sobre as relações que devemos construir com os outros, no poder da influência que o líder tem de ter sobre os outros, mas falamos pouco sobre a intimidade que devemos ter conosco. A mudança sustentável na organização começa pelo indivíduo, não há outro caminho.

 

O PROBLEMA

 

A fonte da crise de valores que vivemos atualmente é atribuída a uma falta de equilíbrio entre os direitos e deveres e ao excesso de expectativas da maioria das pessoas na obtenção de seus direitos. Culturalmente fomos condicionados a enfatizar os direitos e negligenciar os deveres. Um bom exemplo disso são alguns hábitos da cultura norte-americana, como o individuo negligenciar o seu dever de cuidar da própria saúde, fumando dois maços de cigarros por dia e, quando adoece, abrir uma ação judicial contra a empresa de tabaco, pleiteando seu direito à saúde. É uma grande inversão de valores. Em minhas palestras, tenho o hábito de perguntar às pessoas: “Quantos neste auditório gostariam de ver um mundo com menos violência? Por favor, levantem a mão”, sendo a manifestação unânime. Mas quando pergunto “Então, quantos de vocês praticam a não-violência no seu cotidiano, nos mínimos detalhes da vida, tratando as pessoas com justiça e respeito, cultivando pensamentos de compaixão e cuidando de sua saúde com disciplina?” e não sobra um com a mão para o alto. Gandhi dizia “seja você a mudança que quer ver no mundo”.

 

INTEGRIDADE: FAÇA O QUE FALO E O QUE FAÇO

 

E onde repousa minha excelência? Na minha integridade. E o que nos leva à integridade? Os valores assimilados e praticados, ou seja, o discurso coerente com a prática. Os valores nos ajudam a criar um padrão de conduta, criam sustentação e retidão na vida e nas ações, sobretudo na prática dos chamados valores universais. Os orientais chamam a prática desses valores de Dharma (do sânscrito Dhri, que significa trama, urdidura e tem o sentido de sustentação, limites e “reto agir”) e sua função é balizar e dar sustentação às ações.

 

A palavra Ética (do grego Êthos “habitat, morada, abrigo” e Ethos “conduta, comportamento”) envolve os aspectos físicos e comportamentais que nos permite utilizar, de forma harmônica e sustentável, todos os bens da vida, permitindo que nossos descendentes também o façam. Numa abordagem mais ampla, ela existe para garantir a sobrevivência do Homem. Entretanto, a ética não é um valor por si só (como muitas vezes encontramos em algumas organizações a ética como um valor), mas um conjunto de valores sustentadores das ações e das relações humanas.

 

VALORES UNIVERSAIS

 

Então o que é um valor? É a consideração por uma atitude apreciada ou estimada pelo dono do valor. Valores são apropriados quando demonstram certas atitudes éticas. Um valor ético é um padrão de conduta apropriado originado na maneira pela qual eu desejo que os outros me vejam ou me tratem. As normas éticas não são exatamente regras arbitrárias feitas pelo Homem, mas originadas de uma consideração inerente e comum ao seu próprio interesse e conforto. Por isso, valores éticos são naturais e universais.

 

Os valores universais devem ser universais no conteúdo e relativos na aplicação, pois existem situações onde o que é considerado ético torna-se não ético, dependendo do contexto. Por exemplo, sou capaz de aplicar um valor pela verdade (um valor universal) de forma muito consistente e absoluta em relação às palavras dos outros, mas em relação às minhas próprias palavras, a aplicação será menos consistente e bastante relativa à situação. Porque isso? Afinal, a fonte dos meus valores é encontrada na maneira pela qual desejo que os outros me tratem. É fácil exigir que os outros observem padrões éticos de modo que eu possa ser o beneficiário (foco no direito). Parece-me menos fácil ser coerente na aplicação desses padrões no meu próprio comportamento.

 

Não podemos fugir dos valores porque ninguém, vivendo neste mundo, pode fugir dos relacionamentos. Desconsiderar um valor me coloca em conflito comigo mesmo, pois quando pratico uma ação que é um não-valor para mim, crio uma semente de culpa, que é tudo que preciso para produzir insônia. Na presença de conflito sua qualidade de vida fica comprometida (arrependimento, culpa, sentimento de fracasso) e culmina com o enfraquecimento do próprio caráter. Os conflitos aparecem quando sou incapaz de viver de acordo com um determinado valor que, consciente ou inconscientemente aceito. No entanto, o conteúdo universal dos valores só pode ser negado se não houver em mim qualquer preocupação pela forma como a outra pessoa me trata. Se eu desejo que a outra pessoa tenha uma determinada conduta comigo, então estou preso a um sistema de valores.

 

VALORES NA LIDERANÇA

 

Mohandas Gandhi, um homem extraordinário e um dos maiores exemplos de liderança da humanidade baseou sua conduta em dois valores universais: a não-violência e a verdade. Viveu isso com intensa disciplina e em nenhum momento de sua vida, como líder, negligenciou tais valores. Conta-se que, antes de tomar qualquer decisão, Gandhi submetia os resultados da decisão a esses dois valores. Se o resultado infringisse qualquer um deles, causando prejuízo a alguém, Gandhi não tinha dúvidas em refugar. Para compreendermos precisamente o conceito da não-violência e da verdade disseminados por Gandhi temos de conhecer o sentido das palavras que origina tais valores.

 

·         Ahinsa (do sânscrito A – negação e Hinsa – violência) significa guiar-se cuidadosamente, de modo a evitar que qualquer conduta ou comportamento venha a gerar dor, sofrimento ou humilhação, física ou psicológica a alguém. Nesse sentido, a conduta do líder deve seguir o esforço consciente para evitar causar qualquer atitude que venha a prejudicar alguém. É obvio que é praticamente impossível não causar sofrimentos, principalmente quando se está numa posição onde seu papel é cobrar, exigir, inovar e muitas vezes demitir. Mas quando você tem o compromisso consciente com este valor e as pessoas que o cercam estão cientes desse compromisso, gera a compreensão dos envolvidos. Deve-se fazer o que deve ser feito, com qualidade na ação. A comunicação adequada e assertiva, o “olho no olho” nos ajuda a superar o autoritarismo e a violência psicológica ou assédio moral nas relações entre líder e liderado.

 

·         Satya (do sânscrito Satya – verdade) não se limita apenas à palavra, mas a autenticidade. A verdade é fundamental para se conquistar a credibilidade e confiança dos seus. Não é somente a abstenção da mentira, mas a busca de uma perfeita coerência entre os pensamentos, as palavras e os atos. Também diz respeito ao compromisso de não iludir os outros, criando falsas expectativas com aquilo que não pode ser cumprido.

 

Há uma passagem da vida de Gandhi onde, numa reunião com colaboradores na África do Sul, ele deveria ler um documento. Um dos presentes se manifestou, pedindo que Gandhi não lesse o texto, pois ele não concordava totalmente com seu conteúdo, por um motivo particular bastante forte. Gandhi então perguntou se havia mais alguém na sala que se opunha à leitura do texto e nenhum outro membro se manifestou. Surpreendentemente, Gandhi decidiu que não leria o texto. Questionado sobre sua decisão, ele afirmou que se tivesse mais alguém que se opusesse à leitura, ele teria lido, pois seria excessivamente humilhante para apenas um membro do grupo ser excluído. Se quisermos nos manter no caminho para um padrão de liderança mais elevado, teremos de expandir a aplicação da melhoria continua de modo a incluir a prática da ética. Temos de considerar a prática de valores universais no estilo de gestão.

 

Gandhi lançava mão de votos para se impor à disciplina necessária para manter seu compromisso. Na vida prática, isso equivale à “decisão irrevogável”. Por exemplo, quando um indivíduo toma a decisão de jamais tomar drogas, ele não tem de passar pelo processo de decisão a cada oportunidade que se apresente – a decisão já foi tomada.

 

COMO DESENVOLVER VALORES UNIVERSAIS NA ORGANIZAÇÃO?

 

Nunca de forma autoritária ou baseada na moral. Somente quando reconheço o valor dos valores universais em minha vida e estou disposto em assimilá-los, aí sim eles se tornam valores pessoais. A diferença é que o valor assimilado não exige escolha da minha parte, torna-se espontâneo. Para um valor não-assimilado tornar-se valor assimilado preciso:

 

  • Exercitá-lo deliberadamente até que esteja convencido de seu valor. Para se tornar espontâneo devo considerar seu valor em minha vida pessoal.

  • Reconhecer os resultados danosos (médio e longo prazo) do meio-valor.

Material retirado do Pocket MBA Gestão de Pessoas e Negócios.

 

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