Edição Nº. 97 - Novembro de 2006

       

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 Condições Especiais de Dezembro a Abril

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 Competência de Articulação

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 Pocket MBA - Comunicação Integrada

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 Manual T&D - Contribuições do MVC

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 Coletânea do Insight MVC

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 Decisão: Razão ou Intuição?

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 Coaching para Gestores Comerciais

}

 Portfolio MVC 2007

}

 Negociação: Competência do Século

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 Prevenção e Gestão de Crises

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Garantia Incondicional? Só o MVC tem!

}

 Coletânea de Apresentações

}

 Coletânea de Autodiagnósticos
 

 }} Editorial

 }} PPT

  Palestra dá resultados?     ExpoVendaMais

Como todos sabem dedico uma parte consistente do meu tempo à atividade de palestrante. Por isto entendo que nossa missão vai além do produto “falar com excelência”. Nós temos que nos preocupar não somente com o que falamos, mas com o que é ouvido, e mais do que tudo com o que é retido.

Marco Aurélio Ferreira Vianna
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Disponibilizamos o conteúdo das palestras realizadas por João Baptista Vilhena, Vice-Presidente do MVC e José Luiz Meinberg, Diretor Comercial e Consultor Sênior do MVC.

 
 
} 7 Pecados do Negociador - JB Vilhena

 } Caro é o que não vale! - JL Meinberg

 

   
 }} Vídeo - Palestra

 }} CRIARH

 Assertividade: A Competência Fundamental    Decisões: Razão ou Intuição?









Denize Dutra
Assista ao Vídeo

 

Veja o conteúdo da palestra realizada por LA Costacurta Junqueira e JB Vilhena no 8º CRIARH. Congresso Brasileiro de Criatividade, RH e Gestão de Pessoas.
 

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}}Atualidade

 }}Comunicação
   Pensamento Sistêmico: O que é, para que serve, como funciona     A voz pode ser o patinho feio da sua Comunicação

Pensar sistemicamente envolve aceitar que os mundos pessoal e organizacional são compostos por sistemas. O segundo passo é tentar entender um sistema. Depois é preciso discutir como essa abordagem afeta nossas vidas pessoal e profissional.


JB Vilhena
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Muito se fala sobre técnicas de apresentação, comunicação escrita, verbal, interpessoal, corporativa; a voz, um dos principais recursos presentes em quase todas as formas de comunicação, se não utilizada em toda a sua potencialidade, acaba sendo uma espécie de “patinho feio”.

Riva B. Waitman Salzstein
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 }}Qualidade de Vida  }}Tempo em Vendas
  O Árduo caminho para a qualidade de vida    Você sabe vender seu tempo?

O tema qualidade de vida vem se destacando no meio organizacional, como uma forma das empresas se tornarem cada vez mais competitivas, atrativas e sustentáveis. Todos os anos surgem novas tecnologias, fornecedores cada vez mais especializados, ações e abordagens inovadoras que visam ampliar o rol de opções disponíveis para as empresas.
 

Carlos Legal
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Não há milagre possível. Nós temos oito – vá lá, dez – horas por dia para vender. Se cronologicamente nada pode ser feito para mudar essa realidade, o desafio passa a ser como usar essas horas da melhor forma possível. Vamos refletir juntos sobre alguns aspectos que podem tornar seu tempo mais produtivo.


JB Vilhena
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Expediente
  Publisher: Costacurta Junqueira; JB Vilhena Jornalista Responsável: Cristina Spera
  Equipe Insight: Leandro Santana; Luciana Vieira, Maria Teresa Ramos

 

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EDITORIAL

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Marco Aurélio Ferreira Vianna

Presidente do Instituto MVC

Autor de 42 livros

 

 

Palestra dá resultado?

 

 

Como todos sabem eu dedico uma parte consistente do meu tempo à atividade de palestrante. Até hoje, mesmo sendo mais seletivo, ainda faço um número perto de cem conferencias por ano. De todos os tipos e formas. A despeito de muita crítica destrutiva que alguns impõem a esta forma de ensino eu amo com paixão esta atuação, e mais do que tudo sinto-me útil com a contribuição que tento promover. As centenas de e-mails que recebo (alguns estão nos ícones Palestras e Opiniões do meu site) comprovam que realmente o tempo é uma ilusão e duas horas podem fazer uma diferença na vida de uma pessoa.

 

No entanto, um fator, para mim grave, incomoda bastante. Eu diria que mais de noventa por cento das pessoas que me escutam, apesar de gostarem e avaliarem bem nosso trabalho, simplesmente “ouvem”  minhas palavras, sem qualquer esforço de retenção. Peter Senge, já há algum tempo, nos ensinava que 92% das horas de Treinamento Gerencial nos U.S.A. são jogadas fora. Esta constatação que convivo na prática me dá uma grande frustração. Nós sabemos que se nada for feito para reter o que for ouvido o índice de memorização se aproxima drasticamente de zero. Ou seja, se eu encontrar o ouvinte de uma palestra que proferi um ano antes, e perguntar-lhe “O que ele lembra do que falei”, como já aconteceu várias vezes, ele vai dizer: “Eu adorei sua palestra, ficou uma imagem muito boa, até recomendei você para outro evento, mas sinceramente não lembro de nada”.

 

Por isto eu entendo que nossa missão como palestrante vai além do produto “falar com excelência”. Nós temos que nos preocupar não somente com o que falamos, mas em primeira instância com o que é ouvido, e mais do que tudo com o que é retido. Neste caminho é necessário induzir  as pessoas a uma ação proativa de efetivo aprendizado. Em primeiro lugar é claro mostrando que a memorização efetiva só ocorre após o estudo seqüencial daquilo que escrevemos ou gravamos no momento de palestra. Mais do que isto no entanto, podemos, oferecer um “simplíssimo” material, que podemos chamar de “mentalidade estratégica on-line” no qual as informações captadas são transcritas em uma coluna “Tendências/Mudanças”. Para dar um sentido de “fazer acontecer” a seu lado estão as colunas de Impacto e Estratégias/Ações de Resposta. Simples, mas muito eficaz. Só assim, transformamos Informação em Conhecimento, Conhecimento em Ação, Ação em Resultados.

 

Sugestão do Fluxo para retenção de Palestras

 

Tendências/Mudanças

Impacto

Estratégias/Ações de Resposta

Aumento da expectativa de vida.

Vou viver muito mais do que esperava.

Vou fazer um Projeto de Vida.

O emprego tradicional diminuirá ainda mais.

Tenho alto risco de ficar desempregado.

Farei um Curso de Empreendedorismo.

Estamos na Era do Capital Intelectual.

Não estou preparado para ela.

Vou quadruplicar meu tempo de leitura.

Benchmarking é uma poderosa ferramenta.

Nem sabia o que era isto.

Vou escolher concorrentes para avaliar.

Colaborador feliz dá resultado.

Meus colaboradores não estão felizes.

Vou implantar o BFC – Balanço da Felicidade do Colaborador.

 

 

Visite o novo site do Marco Aurélio:

www.marcoaurelioferreiravianna.com.br

 

Boa leitura

 


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ATUALIDADE

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JB Vilhena

VP do Instituto MVC

Autor do livro "Negociação e Influência em Vendas"

 

 

Pensamento Sistêmico

O que é, para que Serve, como Funciona

 

 

Pensar sistemicamente envolve aceitar que o mundo é composto por sistemas.

 

O segundo passo é tentar entender um sistema.

 

Depois é preciso discutir como essa abordagem afeta nossas vidas pessoal e profissional.

 

 

A importância das influências (O que é)

 

Podemos dizer, genericamente, que um sistema é um conjunto de partes que interagem entre si. A mais comum das analogias são os sistemas que compõem o corpo humano (circulatório, respiratório, excretor, etc). Se pararmos para analisar mais detidamente poderemos verificar que quando um dos órgãos de um sistema não funciona bem, afeta diretamente todos os outros órgãos e sistemas. Aqui aparece pela primeira vez a palavra mágica no estudo dos sistemas: Influência. A raiz do pensamento sistêmico está na idéia de que cada parte do sistema influencia o todo (o coração que funciona mal não prejudica, apenas, o sistema circulatório, mas todos os demais órgãos).

 

Dizer que algo é um sistema significa afirmar que esse algo é constituído por um conjunto de partes que se influenciam mutuamente. As partes podem ser pessoas (como um time de futebol), conceitos e idéias (os valores de uma empresa) e até processos (como a fabricação da cachaça).

 

No famoso livro “A Quinta Disciplina”, Peter Senge define que "Um sistema é um todo percebido cujos elementos mantêm-se juntos porque afetam continuamente uns aos outros, ao longo do tempo, e atuam para um propósito comum" . Em um sistema, todas as partes atuam em conjunto e  harmonia com seu ambiente, que é um sistema maior, para que o todo funcione adequadamente. Tentar compreender somente uma parte de um sistema pode não funcionar, porque há dependências daquela parte com as demais.

 

As relações de causa e efeito (para que serve)

 

Freqüentemente tomamos decisões baseadas na nossa experiência. Desde o popular “macaco velho não põe a mão em cumbuca” até o já desgastado “aprendi tudo que sei na escola da vida” verificamos que o ser humano tem enorme tendência a utilizar padrões observados anteriormente para decidir sobre o futuro.

 

Alguns desses padrões são úteis e valiosos, permitindo que poupemos tempo, desgaste e sofrimento (todos nós sabemos que não se deve colocar a mão dentro da água fervente). É prudente evitar certas coisas porque provocam reações ou respostas desagradáveis. Até aí, tudo bem. O problema surge quando alguns desses padrões  se transformam em hábitos arraigados e verdadeiramente imutáveis.

 

As causas e os efeitos no mundo podem aparecer de várias maneiras. A mais conhecida e usada por nós é a causa e efeito simples: por a mão no fogo/queimar, abrir a torneira/sair água, tomar choque se puser o dedo na tomada. Quando se lida com um sistema (no caso dos sistemas organizacionais isso é bastante evidente) dificilmente se tem a regularidade uma causa/um efeito, pois cada parte está recebendo influências de várias outras. Ou seja, cada parte é um sistema aberto a influência de outros sistemas.

 

Diversos autores listam várias possibilidades de sistemas complexos  de causa e efeito:

 

Múltiplas causas/um efeito - Por exemplo, a velocidade do trânsito diminui porque todos querem dar uma olhada em um acidente do outro lado da pista;

 

Uma causa/múltiplos efeitos – Uma epidemia de gripe pode desencadear diversos efeitos diferentes (embora o virus seja único);

 

Múltiplas causas/múltiplos efeitos - Esta estrutura é comum nos sistemas. O que você está fazendo agora decorre de uma série de eventos passados: Abriu conta em um banco, registrou sua senha de acesso a internet, visitou o site do banco e descobriu que podia fazer uma operação financeira que lhe permitiria adiantar a compra do carro novo, foi a concessionária, escolheu o carro, comprou o carro, voltou ao banco e fez o seguro e por aí vai.

 

Pensamento sistêmico X pensamento linear

(Como funciona)

 

Vivemos em um mundo que é uma combinação de linear (causas e efeitos diretos) e sistêmico (causas gerando efeitos indiretos ou mesmo imprevisíveis). No modelo mental adotado pela maior parte dos ocidentais estamos familiarizados com acontecimentos e padrões lineares.

 

Quando você pensa no tempo - seja dias, semanas, estações ou anos - normalmente aplica uma estrutura de pensamento linear, ou seja, em seqüência, um evento após o outro. Já quando escreve, precisa estar atento às relações entre as palavras (aí você pensa sistemicamente).

 

Efeitos do pensamento linear

 

Vamos verificar como alguns autores listam possíveis efeitos do uso inadequado do pensamento linear no dia-a-dia das pessoas. Se você se identificar com alguma das situações descritas, a seguir, já sabe que tem uma possibilidade de aperfeiçoamento. 

 

Foco - Uma pessoa pensando linearmente trabalha focada em uma parte, em uma perspectiva. Ela enxerga a árvore, mas não vê a floresta. A tendência nesse caso é só notar um aspecto ou uma única perspectiva de um assunto: só vantagens ou só desvantagens. Um dos efeitos disto é a motivação só pela necessidade ou só pelo prazer.

 

Quando uma pessoa tem um padrão ou hábito de focar o que está faltando, pode ficar "eternamente" insatisfeita. Por exemplo, alguém que só acha saborosa um determinado tipo de cozinha (a asiática, por exemplo), não come outra comida porque só gosta daquela. Ao se aventurar a experimentar outro prato só encontra defeitos e volta à cozinha asiática. Como  o padrão de pensamento é o fator essencial da avaliação, ele continuará a fazer o que sabe, ou seja, se manterá fiel a cozinha pelo medo de que ocorra uma nova insatisfação.

 

Desequilíbrios - Uma pessoa pensando linearmente tende a extremos, seja “pensar em si mesmo” ou “se dedicar a outras pessoas”. É egoísta ou santa, ela pode não conseguir encontrar alternativas de ação que integrem, por exemplo, seus interesses, os da outra pessoa e possivelmente outros, como valores ambientais. 

 

Uma pessoa é fisiculturista e só pensa na beleza externa. Outra valoriza excessivamente a mente e só quer saber de aprender. Ambos jamais praticarão a idéia da “mente sã em corpo são”. 

 

Pensar por julgamentos – Função da dificuldade em tratar múltiplas variáveis, a pessoa ao pensar linearmente tende a fazer resumos ou sínteses na forma de impressões, que podem virar julgamentos. “Não confio em advogados” ou “todos os políticos são corruptos representam  generalizações que ilustram essa situação.

 

Há ainda outros exemplos tais como: (a) Redução da intensidade do prazer ou intensificação da dor; (b) Expectativas distorcidas; (c) Busca por solução única para um problema; (d) Interpretações pobres; (e) Causas e efeitos distorcidos ou incompletos; (f) Conflitos; e (g) Decisões de baixa qualidade.  Trataremos de cada um deles em um futuro artigo

 

Benefícios do pensamento sistêmico

 

Pensamento Sistêmico permite:

 

- consideração de múltiplos focos, aspectos, variáveis, partes e relações;

 

- usufruto de múltiplas fontes de prazer, com a intensificação resultante da multiplicidade. Na dor, permite maior equilíbrio perceptivo.

 

- busca por várias soluções combinadas para resolver um problema, inclusive empilhando-se planejamentos, isto é, atingir vários objetivos simultaneamente, como também aprender algo com a situação, em um horizonte de tempo mais realista;

 

- gera várias interpretações, sem necessariamente fazer os "resumos" ou impressões.

 

- pensa em possibilidades não necessariamente integradas;

 

- busca alternativas antes da escolha.

 

Pensando sistemicamente conseguimos perceber que somos parte de vários todos, de vários sistemas inter-relacionados. Isto permite melhorar nosso desempenho como líderes, tomar decisões mais consistentes e conscientes, gerenciar com maior efetividade e muitas outras vantagens buscadas por todos aqueles que são responsáveis pelo destino de suas organizações.

 

MATERIAL RETIRADO DOS PROGRAMAS  “DECISÕES; RAZÃO OU INTUIÇÃO? E PENSAMENTO SISTÊMICO

 


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COMUNICAÇÃO

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Riva B. Waitman Salzstein

Consultora Sênior do Instituto MVC em Comunicação Verbal e Corporal; Diretora da COMUNIK Assessoria em Fonoaudiologia

 

 

A VOZ PODE SER O PATINHO FEIO DA SUA COMUNICAÇÃO

 

 

 Atualmente, é inquestionável a afirmação de que “a maneira como nos comunicamos faz a diferença nas relações pessoais e profissionais”. Estamos vivendo uma era em que as pessoas buscam relações saudáveis, harmoniosas e eficazes. Com isso, temos constatado a busca dos profissionais, e das pessoas em geral, desenvolverem e aprimorarem sua competência comunicativa. Muito se fala sobre técnicas de apresentação, comunicação escrita, verbal, interpessoal, corporativa; a voz, um dos principais recursos presentes em quase todas as formas de comunicação, se não utilizada em toda a sua potencialidade, acaba sendo uma espécie de “patinho feio”.

 

Considerando o contexto profissional, a qualidade do relacionamento é essencial, indispensável e decisiva em qualquer contato, seja ele pessoal ou por telefone. A comunicação profissional, neste contexto, é um diferencial para que o objetivo do relacionamento, quer seja uma venda, uma prestação de serviços com qualidade, entre outros, seja alcançado. Para que isso aconteça os recursos vocais, a linguagem oral e corporal, dicção e escuta devem ser utilizados adequadamente.

 

Não é raro encontrarmos pessoas com dificuldades em estabelecer uma comunicação adequada por apresentarem atitudes vocais ineficazes. Devemos, assim, atentar ao “como falamos”.  Não basta sabermos apenas “o que” falar. O domínio do conteúdo não garante uma performance positiva.

 

Devemos escutar a nossa voz e prestar atenção às nossas emoções. Afinal, é ela que transmite o que somos e sentimos e ouvi-la é o primeiro passo para mudanças e aprimoramento! 

A utilização adequada dos recursos vocais é responsável para que o comportamento comunicativo gere uma imagem positiva, resultando em uma comunicação com segurança, credibilidade, cordialidade, assertividade e objetividade.

 

Atitudes vocais inadequadas podem comprometer a qualidade da comunicação.

Veja o “quanto” está em jogo sua imagem de comunicador, em relacionamentos pessoais e profissionais:

 

1-Atitude vocal negativa – Uso ineficaz da entonação, ou seja, falta de melodia na voz, ausência de musicalidade. O impacto negativo é determinado pela voz monótona que transmite indisponibilidade, desmotivação e insegurança ao interlocutor.

Atitude vocal positiva – Modular a voz de acordo com o contexto, variando o tom, agudos e graves, favorece o impacto positivo. Transmite segurança, disponibilidade em se comunicar e simpatia ao interlocutor. A entonação adequada é um dos recursos vocais mais importantes; sendo empregada adequadamente, confere ao discurso envolvimento, simpatia e disponibilidade.

 

2-Atitude vocal negativa – Utilizar velocidade rápida pode transmitir ansiedade e pressa ou, ao contrário, lenta, demonstra despreparo, desinteresse e insegurança. Além disso, a velocidade rápida pode comprometer a dicção, dificultando a compreensão da fala pelo interlocutor.

Ao falarmos rápido pode ocorrer ainda uma falta de coordenação entre a respiração e a fala, podendo gerar cansaço e esforço vocal.

Atitude vocal positiva Utilizar velocidade moderada, com um ritmo que possibilite articular adequadamente os sons, transmite clareza de idéias, disponibilidade e segurança ao interlocutor.  É fato que podemos controlar a velocidade e modificar o padrão que utilizamos. Para tanto, é necessário treino e disciplina. O uso do gravador é um recurso bastante interessante para colaborar na conscientização da comunicação.

 

3-Atitude vocal negativa - Utilizar o volume de voz forte pode transmitir agressividade e autoritarismo, gerando um desconforto ao interlocutor.

Atitude vocal positiva - Utilizar volume de voz moderado, transmite tranqüilidade e equilíbrio. Como a velocidade, o volume de voz também pode ser controlado. Prestar atenção, treinar e solicitar feedback às pessoas que estão ao seu lado pode colaborar para a melhora. Neste caso, as gravações também são eficientes.

 

4-Atitude vocal negativa - Articular ineficazmente os órgãos da fala (lábio, língua, mandíbula). Refere-se ao movimento restrito dos mesmos o qual pode comprometer a inteligibilidade do discurso. Além disso, limita a projeção dos sons.

Atitude vocal positiva - Articular os órgãos da fala de maneira que o interlocutor compreenda todos os sons das palavras. Uma dicção adequada gera segurança e clareza de idéias e demonstra real compromisso de se fazer entender.

 

Vale lembrar que o diagnóstico das Atitudes Vocais Negativas pode ser feito por aqueles que “escutam” sua voz e não apenas por você; mas ouvir atentamente sua voz é o primeiro passo para a mudança. Para maior fidedignidade de sua análise, use um gravador e peça feedback ao seu interlocutor.

 

Investir na sua comunicação lhe trará relações positivas, favorecendo a empatia! Utilize a voz em seu favor, conheça os recursos da sua própria voz e valorize sempre a sua maneira de comunicar!  Os clientes, internos ou externos, vão agradecer!

 

Material Retirado do Pocket MBA Comunicação Integrada

 

 

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QUALIDADE DE VIDA

 
 

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Carlos Legal

Consultor Sênior do MVC,

 

 

O ÁRDUO CAMINHO PARA A QUALIDADE DE VIDA

 

 

O tema qualidade de vida vem se destacando no meio organizacional, como uma forma das empresas tornarem-se cada vez mais competitivas, atrativas e sustentáveis. Todos os anos surgem novas tecnologias, fornecedores cada vez mais especializados e ações e abordagens inovadoras que visam ampliar o rol de opções disponíveis para as empresas promoverem saúde e bem-estar no ambiente de trabalho. A cada ano, cresce o interesse por parte do público empresarial por eventos relacionados ao tema. O Congresso Brasileiro de Qualidade de Vida, ocorrido entre os dias 16 e 18 de outubro e organizado pela ABQV – Associação Brasileira de Qualidade de Vida bateu recorde de público com 435 participantes. Esse interesse reforça a tese de que qualidade de vida é uma prática fundamental para toda empresa que busca se diferenciar no mercado. Mas apesar de todos os avanços, ainda há um gap entre a teoria e a prática. Neste artigo, quero provocar algumas reflexões sobre algumas ações e a maneira de desenvolvê-las que podem representar mudanças e promoção efetiva de saúde e qualidade de vida no ambiente corporativo ou mal uso de recursos e ineficiência de ações que podem levar ao comprometimento e sobrevivência de qualquer ação de qualidade de vida e bem-estar no trabalho.

 

1º Erro: Programas e ações desalinhados com os valores, estratégias, políticas da empresa e necessidades dos colaboradores. Mesmo com apoio da alta direção, isso pode gerar excessivo desgaste do grupo responsável pela implantação, falta de credibilidade, e mal uso de recursos, não agregando valor às pessoas.

 

Solução: estudo prévio e planejamento, alinhamento com as políticas de RH e possíveis revisões; formação de um comitê permanente composto por lideranças e profissionais da linha de frente, com autonomia para decisões; alinhamento com os valores éticos sociais da empresa.

 

2º Erro: Ausência de ações para sensibilização das lideranças. Podem ocasionar boicotes e proibições por parte dos lideres quanto à participação de seus subordinados nas ações e programas oferecidos pela própria empresa. Pela falta de conhecimento, alguns líderes alegam perda de tempo, produtividade e dificuldades em lidar com possíveis afetações dos colegas que não participam das ações. Podemos destacar como resultado a insatisfação e constrangimento do profissional interessado, descrédito do programa pela falta de informação e desperdício de recursos financeiros.

 

Solução: Todas as ações do programa de qualidade de vida devem ser informadas aos lideres, no formato de uma cartilha ou até seminários / palestras com objetivo de apresentar os benefícios para os colaboradores e para empresa, as vantagens de liberar os colaboradores quando manifestarem interesse, etc.

 

3º Erro: Ausência de objetivos, mensuração e indicadores de resultado. Todas as ações dentro das empresas precisam ser medidas para ganhar credibilidade e, quando possível, analise do retorno do investimento. Além disso, os indicadores ajudam a vender / manter idéias / ações junto à direção da empresa e identificar ações corretivas durante o ciclo de vida do programa.

 

Solução: Selecionar fornecedores que apresentem propostas com mensuração e controles adaptáveis às necessidades da empresa ou a empresa possuir / desenvolver suas próprias ferramentas.

 

4º Erro: Foco excessivo no entretenimento em detrimento do foco educativo. Os programas corporativos de qualidade de vida devem privilegiar ações que promovam o auto-gerenciamento, mudança de hábitos e autonomia do profissional, estimulando a responsabilidade pela própria saúde e bem-estar. O entretenimento pode ser um meio, mas nunca o fim.

 

Solução: Estabelecer metas com cada atividade, avaliar as ações e a satisfação dos participantes.

 

5º Erro: Falta de preparação dos gestores / pessoal de linha de frente. Os profissionais da empresa, responsáveis pelos programas de qualidade de vida, deve se preparar tecnicamente ou mais profundamente sobre as tendências do tema, melhorando a capacidade de gerenciamento e aprimoramento das ações sob sua responsabilidade. Deve também manter-se atualizado e envolvido com as estratégias da instituição, visando adaptar as ações a tais estratégias.

 

Solução: Hoje existem ótimos cursos como MBA, especializações e consultorias especializadas que podem dar suporte adequado.

 

6º Erro: Ausência de sinergia entre áreas na empresa. Dependendo da empresa, os programas de qualidade de vida estão subordinados ao departamento médico, RH, serviço social, marketing ou até cria-se uma área especifica de qualidade de vida. Independente de qual área é responsável, é importante aproveitar o know-how de áreas como T&D, segurança no trabalho, entre outras.

 

Solução: Criação e manutenção de um grupo permanente com representantes das diversas áreas de conhecimento da empresa, buscando ações mais integradas. Isso facilita a contratação de fornecedores, adaptação e alinhamento de estratégias, visão sistêmica nas ações (como por exemplo, treinamentos de vendas que abordem qualidade de vida ou gestão de stress).

 

Para concluir, é preciso lembrar que cada instituição possui suas características, ideais, valores e cultura. O que funciona bem para uma cultura, não necessariamente funciona bem em outra. Os assuntos que abordam o desenvolvimento de pessoas devem sempre ser acompanhados de muita reflexão para cumprir seu papel de forma consistente.

 

 

 

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