Edição Nº. 98 - Dezembro de 2006

       

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 Condições Especiais de Dezembro a Abril

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 Pesquisa de Clima: Teste-Drive

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 Portfolio MVC 2007

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 Pocket MBA - Comunicação Integrada

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 Prevenção e Gestão de Crises

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 Garantia Incondicional do MVC

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 Coletânea de Apresentações

}

 Competência de Articulação

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 Vídeo Palestras Gratuitas

}

 Pocket MBAS - É com o MVC!

}

 Coletânea do Insight MVC

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 Comunicação: Perdendo o que?
 
 

 }} Editorial

 }} Comunicação

  "Adeus ano velho, felizes sonhos novos!     Use e abuse da expressividade corporal

Ao contrário dos números anteriores, nosso editorial também é nossa mensagem de Natal. Preferimos escrever um texto que nos ajudasse na reflexão do que foi 2006 e o que queremos seja 2007.


Denize Dutra
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Você já parou para pensar se é expressivo ao falar? Se as pessoas compreendem de imediato o que você fala? Você tem uma "marca" enquanto comunicador. Por exemplo: "Falo com clareza, de maneira objetiva, motivado e com muitos gestos".

Renata Garcia Alloza
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 }} CBTD - 2006

 }} Comunicação

 CongRHesso Brasileiro de T&D    O beAbÁ Da CoMuNiCaÇãO

Veja o conteúdo em PPT, das 3 palestras realizadas por LA Costacurta Junqueira e JB Vilhena no CBTD 2006. O Congresso Brasileiro de Treinamento & Desenvolvimento, foi realizado de 05 a 08 de Dezembro - Santos - SP.

Veja Mais

 

Até que ponto você considera a possibilidade de sua empresa investir pesado em comunicação? Se a pergunta pegou você desprevenido, vou relatar alguns "causos" que aconteceram comigo ao longo de 2006. Quem sabe assim consigo fazer com que você chegue a uma resposta a essa pergunta meio inusitada!...


José Paulo Moreira de Oliveira

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}}Produtividade

 }}Carisma
  Entrevista à Tribuna de Santos     Quem não se comunica se trumbica (Chacrinha)

O que leva um profissional a se tornar um Workaholic? Qual o perfil de um workaholic? Ele produz melhor que outros funcionários? As empresas buscam esse tipo de funcionário? Você aceita o conceito de worklover?



Carlos Legal
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Quando criança, eu costumava assistir tanto a Discoteca quanto a Buzina do Chacrinha. Muito diferente dos programas de auditório atuais, o "Velho Guerreiro" tinha uma maneira toda especial de se comunicar. Qual era o seu segredo?”.


JB Vilhena
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}}Privacidade

 }}Vídeo Palestra
  Acorde, você está sendo filmado!     Pesquisa de Clima e as melhores empresas para se trabalhar

Você, cidadão comum, pode ser filmado e fotografado muitas vezes durante um dia normal - no banco, na loja de conveniência, entrando em um tribunal, numa instituição federal, passando por um pedágio ou mesmo nos cruzamentos de ruas, onde a placa do veículo é fotografada caso o motorista exceda a velocidade permitida?

Alexandre Freire
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Marcelo Boog
Assista ao Vídeo

   
 }}Pesquisa de Clima  }}Atualidade
  Test-Drive da Pesquisa de Clima    Somos Novos Bárbaros

O Instituto MVC, em parceria com a Boog & Associados, oferece a todas as empresas que possuírem 200 ou mais colaboradores, a oportunidade para conhecer mais de perto nossa metodologia de trabalho. Trata-se do Test-Drive da Pesquisa de Clima Organizacional.
 

Marcelo Boog
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Para a educação brasileira, este é o maior desafio: formar pessoas capazes de acompanhar de perto a intensidade e a rapidez como se processam as intensas mudanças tecnológicas. A impressão geral é de que não estamos fazendo o dever de casa.


José Paulo Moreira de Oliveira
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Expediente
  Publisher: Costacurta Junqueira; JB Vilhena Webdesign: Leandro Santana; Jornalista Responsável: Cristina Spera
  Equipe Insight:   Maria Teresa Ramos, Aaron Anderson e Consultores do Instituto MVC.

 

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EDITORIAL

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DENIZE DUTRA

Consultora Sênior do Instituto MVC

Autora dos programas E-learning Desenvolvimento de Equipes e Gestão da Mudança

 

 

“ADEUS ANO VELHO, FELIZES SONHOS NOVOS!”

 

 

O final de ano sempre vem acompanhado de uma sensação de que o “tempo voou” e deixamos muitos projetos pelo caminho. Sentimos um misto de realização, frustração pelo que não foi feito e de expectativas pelo que virá no próximo ano. Nestes muitos anos de convívio com os leitores, já abordei a importância dos rituais de passagem de um ano para outro, que tanto simbolismo têm para a sociedade ocidental.

 

Todo Ser Humano busca a auto-realização, e esta pode advir de diferentes ações e objetivos. Sabemos que nesse caminho são inevitáveis as adversidades, além do que, quando vislumbramos o futuro, não temos garantias do que efetivamente pode acontecer.

 

Durante a minha formação internacional em coaching integrado, com o Rhandy di Stefáno (do ICI credenciado pelo ICF), revi conceitos e aprendi ferramentas que podem ser muito úteis neste período de “balanço anual”. Para ajudar neste balanço é importante avaliarmos dois tipos de situações:

 

1) todas as situações bem-sucedidas, - e delas extrairmos a “fórmula do sucesso”, isto é -, o que e como fizemos e possibilitou este resultado positivo. Tendo clareza “desta fórmula”, podemos repeti-la frente a outras situações semelhantes ou adaptá-la a novas demandas, sem ignorar, que só o fato de revermos tais situações, fortalece a nossa auto-estima e aumenta a nossa capacidade de lidar com as adversidades.

 

2) como gostaríamos que algumas situações, - cujos resultados foram aquém de nossas expectativas -, tivessem sido resolvidas. Isto é, qual seria a performance ideal naquela dada situação, “idealizando” a solução mais satisfatória. Essa reflexão ajuda a elaborar a “fórmula ideal” que pode ser adotada em oportunidades futuras.

 

Esta avaliação tanto se aplica ao indivíduo, na sua perspectiva pessoal e ou profissional, bem como às organizações. Cabe à área de gestão de pessoas fazer essa análise, antes de planejar seus objetivos e ações para o próximo ano, bem como, considerar nessas ações oportunidades de desenvolvimento das competências emocionais de seus “clientes internos”. Afinal, o que estamos fazendo para contribuir com o autoconhecimento, autodesenvolvimento, aumento da auto-estima e do autocontrole dos profissionais que trabalham conosco (diferente pensar, que trabalham para nós!)? Em que medida, temos propiciado oportunidades de desenvolvimento (educação corporativa, coaching, planos de carreira, etc.) que, além de foco nos resultados do negócio, levem em conta a realização das pessoas?

 

Durante a preparação de uma palestra apresentada no Congresso Brasileiro de Treinamento e Desenvolvimento da ABTD (Associação Brasileira de Treinamento e Desenvolvimento) em Santos (SP), sobre “A Tecnologia e o Desafio da Capacitação da Nova Geração”, descobri e refleti muito sobre a importância de não só mudarmos o ANO mas, essencialmente, revermos nossos modelos mentais.

 

Segundo Marcelo Fernandes (Vice-Presidente de Tecnologia da ASTD-Tech – Brasil e parceiro do Instituto MVC): “A geração que está no mercado de trabalho hoje, em posições mais próximas ao topo da pirâmide, nasceu nos anos 50, 60, 70 e, alguns, nos anos 80. Muitos nasceram quando a televisão ainda não era colorida e todos os computadores exigiam enormes salas refrigeradas, com pisos elevados e inacessíveis. Nós que nascemos durante esse período, participamos das transformações tecnológicas e fomos aprendendo a entender os novos avanços utilizando os paradigmas do passado.

 

As próximas gerações já não têm conexões com esses paradigmas, no seu DNA já vem codificado a interatividade e a fluência com o mouse, o search no Google, o linguajar do MSN, o blog, o YouTube, a Wikipedia e outros tantos recursos que fluem pelas artérias da geração que nasceu a partir dos anos 90 e que para nós é menos intuitivo. Como buscar vencer o desafio de capacitar essa geração, como entender como ela aprende e que língua ela fala? Esse é o desafio com o qual começamos a nos defrontar.”

 

Mergulhando no tema tive vários “insights” sobre o cotidiano com as crianças e jovens desta nova geração e comecei a perceber, porque eles são tão imediatistas no que buscam e não conseguem adiar as satisfações. Percebi que, afinal, eles já nasceram plugados: basta clicar o mouse e eles têm qualquer informação em tempo real. Em segundos conseguem contactar-se com qualquer parte do mundo e satisfazer sua curiosidade, informar-se, divertir-se até relacionar-se...

 

Percebi o quanto, para nós, esta geração de transição, que teve de se adaptar rapidamente a este “admirável mundo novo”, ainda é difícil direcionar o nosso trabalho para estes novos paradigmas de aprendizagem, que exigirão uma total revisão na forma como estamos “capacitando” as pessoas hoje. A cada ano que termina, tendemos a só repetir “as fórmulas”, sem ajustá-las às novas demandas que cada vez estão mais próximas de nós, basta olhar para os filhos, sobrinhos, para os nossos alunos dos MBAs, graduações. Enfim, o futuro já começou!

 

Precisamos ter o compromisso de descobrir as “novas fórmulas” para continuarmos nos intitulando “Gestores de Pessoas”, senão, vamos aumentar o “gap” entre as gerações. Nosso desafio é buscar o equilíbrio entre a valorização da experiência dos mais velhos e a necessidade de conectividade, com a capacidade de responder rapidamente e de inovação, atributos dos mais jovens.

 

Lembrando Nietzsche “Nada lhe pertence mais que seus sonhos” eu aproveito esta oportunidade, para desejar aos amigos leitores, excelentes sonhos e a realização “destes sonhos” no ano de 2007!

 

São estas possibilidades que dão significado à nossa existência!

 

Saúde, Paz e Harmonia para todos!

 

Boa leitura

 


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ATUALIDADE

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JOSÉ PAULO MOREIRA DE OLIVEIRA

Consultor Sênior do MVC e autor dos livros Como Escrever Melhor e Como Escrever Textos Técnicos

 

 

SOMOS NOVOS BÁRBAROS

Que ainda não sabem o que fazer com seus novos brinquedos

 

 

Se o rádio levou 38 anos para atingir 50 milhões de usuários, a Internet conseguiu igual façanha em apenas quatro anos. Hoje, o mundo fala com desenvoltura sobre robótica, transplante, teste de DNA e realidade virtual.

 

Para a educação brasileira, este é o maior desafio: formar pessoas capazes de acompanhar de perto a intensidade e a rapidez como se processam as intensas mudanças tecnológicas. A impressão geral é de que não estamos fazendo o dever de casa.

 

Os dois cases a seguir ilustram a questão.

 

Receita de Cheeseburguer

 

O hotel, novinho em folha e up-to-date, disponibiliza toda a sofisticação tecnológica, capaz de fazer seu afortunado hóspede sentir-se como passageiro de uma nave interestelar.

 

Resolvi embarcar nessa aventura e cheguei justo no dia do Brasil e França. Cinco horas de viagem do Rio a Natal – a esculhambação aérea já vem de longa data – e meus cem quilos exigiam algo mais substantivo do que as míseras barrinhas de cereal, oferecidas pela Gol.

 

Como Galvão Bueno já berrava o início da batalha, procurei com sofreguidão o ramal da copa – a fim de providenciar os nutrientes necessários para temperar meus nervos e ansiedade.

 

Pedi uma coca light, para acalmar minha consciência, e um cheeseburguer, para pacificar meu estômago.

 

Vai daí que: jogo vai, jogo vem; Roberto Carlos ajeita as meias, Zidane come a bola e nada de o meu pedido chegar. Final do primeiro tempo, e o estômago já pedia clemência.

 

- Room Service, boa tarde.

- Olha, eu pedi um sanduíche há mais de meia hora – e até agora nada.

- Ah! O senhor é que fez o pedido do Xbúrgui? Eu já ia mesmo ligá pro sinhô e dizer que não tem Xbúrgui. Nós só faz hambúrgui, queijo quente e misto quente. Xbúrgui que é Xbúrgui mesmo, nós num faz.

 

Como a situação demandava raciocínio rápido, disparei sem demora:

 

- Vocês têm hambúrgui? OK! E aquele pão redondinho de hambúrgui, vocês também têm? Maravilha! Pois então eu vou te ensinar uma receita genial: pega duas carnes de hambúrgui, acrescenta quatro fatias de queijo, põe tudo na chapa e esquenta aquele pão redondinho, que você usa pra fazer hambúrgui.

 

Em quinze minutos, estava comendo o cheeseburguer mais gostoso e reconfortante da minha vida.

 

Conheço um lugar...

 

Um simples programa de computador é capaz de armazenar todas as informações suficientes para levar o cliente a se sentir no paraíso. Resta apenas saber como utilizá-las.

 

Conheço um hotel que leva a sério o fator humano como diferencial competitivo. Sempre que nele me hospedo, sou recebido com um: Boa Noite, professor. Na recepção, minha ficha já foi digitada; basta assinar (Vocês têm idéia de quantas fichas um Consultor tem de preencher na vida?). Ato contínuo, a recepcionista me entrega a chave com um: Seja bem-vindo à sua casa (A frase me faz economizar horas de sessão de análise).

 

No frigobar do quarto, bananada sem açúcar, muita água mineral, sucos e refrigerantes light (Chocolates, bebidas alcoólicas e outras delícias são prazeres interditos a um diabético).

 

Quanto é que o hotel gastou, com tanta “mordomia”? Quase nada, se comparado ao retorno maravilhoso que esses simples agrados são capazes de proporcionar.

 

Se a tecnologia nos dá condições de reunir informações valiosas sobre o cliente e se o processo já não é mais nenhuma novidade – as pessoas, no geral, sabem disso – por que muito poucos passam da teoria à prática?

 

A escola brasileira nesse contexto

 

Por enquanto, a escola brasileira ainda não percebeu – honrosas exceções – que o mundo mudou radicalmente nos últimos dez anos e que o processo educacional vai muito além de sala de aula, quadro, aluno, professor e giz.

 

As ferramentas digitais estão aí mesmo, para que delas possamos tirar o maior proveito. Hoje, é facílimo criar um banco de dados, com todas as informações sobre alunos, família, professores, funcionários, fornecedores, o que facilitaria enormemente a comunicação – e a integração – entre todos os participantes da comunidade escolar.

 

Partindo da premissa que o correio eletrônico é uma realidade, por que não utilizá-lo na comunicação entre escola e pais, em substituição aos surrados recursos do recadinho na agenda ou do telefonema da mãe representante?

 

Falar nisso, não seria interessante usar o e-mail para informar periodicamente como seu filho vem se saindo nas notas, quais as atividades extracurriculares do mês, e outras tantas informações absolutamente necessárias ao dia-a-dia da escola?

 

Seria tão revolucionário assim pensar na troca de informações entre pais e professores? Quantas vezes você recebeu um e-mail dizendo que Seu filho vai muito bem, obrigado ou então que Seu filho anda meio disperso nas aulas. Algum problema de que devemos tomar conhecimento?

 

Por que está fora de cogitação enviar um e-mail – com o resumo dos assuntos discutidos – aos pais que infelizmente não puderam comparecer à reunião? Por que não se pensar em criar um site da escola verdadeiramente interativo, que seja um espaço onde pais, alunos e professores possam discutir, opinar e sugerir os melhores rumos para a escola?

 

O uso do computador deve ir muito mais além das tarefas administrativas de secretaria: cadastro de alunos, boletins, folha de pagamento. Agir dessa forma não é inteligente.

 

Devemos sepultar de vez o sistema de outorga, por meio do qual nosso direito se restringe à escolha da instituição a quem confiaremos cegamente a educação de nossos filhos, sem que nos seja dada a oportunidade de participar democraticamente dos rumos do projeto pedagógico.

 

Este talvez seja o melhor da era digital: permitir a comunicação rápida, instantânea e imediata, por meio da qual a sinergia entre os agentes dos diferentes processos revele o comprometimento de todos.

 

A escola deve entender que a excelência só se conquista com a contínua capacitação das pessoas e a melhoria de produtos e serviços.

 

Quem souber incorporar com inteligência as novas ferramentas tecnológicas ao seu dia-a-dia terá enfim conseguido seu diferencial competitivo. Caso contrário ficará impotente como nosso atônito cozinheiro de hotel: com todos os ingredientes à sua disposição, mas sem saber como prepará-los.

 

 

Material do pocket MBA Comunicação Integrada.

 


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COMUNICAÇÃO

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JOSÉ PAULO MOREIRA DE OLIVEIRA

Consultor Sênior do Instituto MVC, autor de 03 livros, publicados em 5 idiomas.

 

 

O beAbÁ Da CoMuNiCaÇãO

 

Vou falar de coisas simples, que espero conduzam a uma bela reflexão. Para começar, uma pergunta: Até que ponto você considera a possibilidade de sua empresa investir pesado em comunicação? Se a pergunta pegou você desprevenido, vou relatar alguns “causos” que aconteceram comigo, ao longo do mês de setembro. Quem sabe assim consigo fazer com que você chegue a uma resposta a essa pergunta meio inusitada!...

 

Cena 1 – Auditoria de megaempresa, na área de saúde, me chama para tentar solucionar um de seus graves problemas de comunicação: a quebra de sigilo, o vazamento de informações.

Todos os relatórios de auditoria têm uma folha de rosto, onde se lê, abaixo da palavra Confidencial (em vermelho, arial black, negrito, Tamanho 28. Quase um outdoor!) uma série de recomendações sobre a necessidade do respeito ao sigilo e à confidencialidade no trato das informações. O texto, apesar de repleto das mais puras e boas intenções, só faz aumentar a curiosidade do leitor e aguçar a tentação de revelar seu conteúdo – nem que seja ao amigo mais próximo. A situação me fez lembrar aquele restaurante de Floripa, especializado em ostras. No banheiro, pouco acima da privada, há um cartaz, em letras garrafais, com os seguintes dizeres:

 

Não olhe para o teto!

 

Os órgãos de pesquisa, mais preocupados com estatísticas sobre desemprego, crescimento do País e sucessão presidencial, ainda não tiveram tempo de freqüentar o famoso restaurante.

Caso o fizessem, certamente iriam constatar que, em cada 100 usuários, pelo menos 100 olham para o teto – alguns até só percebem tardiamente que molharam as calças.

Meu cliente auditor ainda desconhece um princípio elementar de comunicação: evite as mensagens negativas, que só fazem acentuar a necessidade de transgressão.

Para encerrar a novela, só falta dizer o que estava escrito no teto. Lá, havia um texto fazendo menção a um sensacional festival de frutos do mar às sextas-feiras – muito bom, por sinal.

Você pensou que eu não iria revelar o segredo do teto? Claro que jamais deixaria você em suspense. Afinal de contas, o diferencial competitivo está na clareza e transparência: o segredo há muito deixou de ser a alma do negócio.

 

Cena 2 – Gigaempresa, na área de seguros, me pede socorro. Há mais de 800 e-mails a serem respondidos, as pessoas não conseguem dar conta da demanda e paira no ar a sensação de que o Cliente anda pra lá de insatisfeito com os serviços prestados. A grande pergunta é se o problema é individual – Devemos demitir? – ou estrutural – Precisamos sofisticar nossos equipamentos?

Nem uma coisa nem outra. Os equipamentos são de primeira geração, os recursos tecnológicos são de ponta e o produto possui todas as certificações ISO. Mas os salários reservados a quem cabe responder os e-mails são de quinto mundo.

Tanta parcimônia pecuniária pouco tem a ver com usura ou capitalismo selvagem e muito a ver com posturas inadequadas aos novos tempos.

Explico melhor. Tradicionalmente, reservam-se os melhores salários para os executivos, os bons salários para o pessoal das áreas técnicas e as migalhas para a peãozada não-especializada, nela incluída a “tchurma” do atendimento. Quer coisa mais simples, reles e banal que responder a e-mails?

Um bom curso da Gramática e templates bem ajustados resolvem qualquer problema.

 

Não é bem por aí.

 

  • Cliente não tem script. Ele ora elogia, ora critica, ora sugere, tudo no mesmo texto. O que o cliente quer mesmo saber está lá bem escondido, lá dentro do texto. Cabe ao redator saber extrair a demanda e responder assertivamente ao que foi perguntado. As pessoas foram treinadas para saber interpretar um texto?

  • Os templates só funcionam bem se adaptados ao contexto que gerou a mensagem. Caso contrário, o resultado é desastroso, o que só faz aumentar a irritação do cliente. Se você me diz que já foi ao site institucional, já colheu todas as informações necessárias e quer saber apenas como fazer para comprar o produto X, o que tenho unicamente a fazer é informar como fazer para comprar o produto X. Simples, não? Nem tanto, se a peãozada não foi treinada para saber extrair dos templates as informações capazes de atender plenamente às necessidades do cliente.

  • Se o atendente não passa a informação precisa e se o e-mail termina, invariavelmente, com o fecho “Qualquer dúvida, volte a nos contatar novamente”, não é de se estranhar que haja 800 e-mails a serem respondidos. E-mails mal respondidos? Trabalho dobrado. Insatisfeito com o atendimento, o cliente vai mandar novo e-mail – ou então procurar outra empresa. Passar informações que o cliente não pediu significa criar problemas que o cliente não tinha.

 

Vou parando por aqui, porque o texto vai ficando extenso demais e você não dispõe de muito tempo. Falar nisso, ninguém tem tempo. É por isso que o processo comunicativo deve, entre outras coisas, ajustar-se à geração dos “sem tempo”.

 

Só queria te dizer uma coisinha final. Muito já se investiu na melhoria da qualidade do produto e muito já se investiu na melhoria da qualidade dos serviços. É preciso agora investir – e muito – na qualidade de uma comunicação clara, concisa, precisa e transparente.

 

Na era da informação e do conhecimento, a comunicação tornou-se o grande diferencial competitivo. Pense nisso!

 

Material retirado do pocket MBA Comunicação Integrada.

 

 

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PRIVACIDADE

 
 

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ALEXANDRE FREIRE

Consultor Sênior do Instituto MVC

Autor do livro "INEVITÁVEL MUNDO NOVO - O Fim da Privacidade". Editora Axis Mundi.

 

 

ACORDE, VOCÊ ESTÁ SENDO FILMADO

 

 

Você, cidadão comum, pode ser filmado e fotografado muitas vezes durante um dia normal — no banco, na loja de conveniência, entrando em um tribunal ou outra instituição federal, passando por um pedágio ou mesmo nos cruzamentos de ruas, onde a placa do veículo é fotografada caso o motorista exceda a velocidade permitida. Mas nem sempre é necessário que os limites de velocidade sejam ultrapassados para ter seu veículo registrado. Na cidade de Recife, Pernambuco, em uma determinada avenida, todos os carros que por ali trafegam tem suas placas fotografadas, digitalizadas e enviadas para uma central onde é processado seu histórico de pendências com o departamento de trânsito da capital. Caso alguma irregularidade seja detectada pelos computadores, uma blitz há apenas alguns metros adiante da câmera é acionada e o veículo é imediatamente abordado por policiais. Tudo isto acontece em questões de segundos.

 

Vários estabelecimentos comerciais e shopping centers têm câmeras operando em seus estacionamentos, bem como dentro das lojas, para inibir os roubos e outros crimes.  Mesmo em momentos de descontração ao visitar os parques da Disney, uma câmera registrará o momento de medo ou felicidade de uma pessoa num passeio de montanha russa.

 

Para se ter uma idéia de quão grave está se tornando a invasão de privacidade no mundo, o governo americano já trabalha em um projeto com câmeras inteligentes capazes de identificar rostos e julgar se as pessoas estão nervosas, alegres, tristes, pensativas ou indiferentes. Isto é, em bom português, câmeras capazes de ler as suas expressões emocionais. Podemos presumir que, se um governo consegue identificar emoções, ele poderá criar premonições. Nem mesmo os turistas estariam livres deste escrutínio.

 

Primeiro foram os edifícios, casas, lojas, escolas e agora são as ruas. As lentes indiscretas invadiram as ruas e avenidas no mundo inteiro. Nova York, com 2,4 milhões de lentes instaladas, é considerada a cidade mais “vigiada” do mundo. Na Europa as coisas caminham no mesmo sentido. Em junho de 2005, nos arredores da cidade de Milão, na Itália, imagem captada por uma câmera oculta e distribuída pela polícia italiana flagrou carteiros abrindo várias cartas e correspondências. Já no Reino Unido 2,5 milhões de câmeras de circuito fechado de TV que monitoram os passos de pessoas que moram nos centros urbanos. Controladas pela polícia ou por donos de estabelecimentos comerciais, as câmeras fazem do Reino Unido um dos países mais monitorados do mundo.

 

Enfim, está ficando cada vez mais difícil escapar do escrutínio do Grande Irmão no século 21. Vejamos alguns exemplos:

 

  • Na Holanda, o governo pretende abrir e manter um arquivo eletrônico para cada bebê nascido naquele país;

  • No México, para garantir segurança ao acesso ao escritório da advocacia da União do país, mais de 160 funcionários tiveram implantados em seus braços um chip para ter acesso às áreas seguras do escritório central;

  • Em Bruxelas, a comissão européia propôs uma lei que obriga todos os estados membros da Comunidade Econômica Européia a introduzir chips de identificação em seus passaportes emitidos para seus cidadãos contendo informações biométricas da face do proprietário e, possivelmente, sua impressão digital;

  • Nos Estados Unidos, um supermercado implantou um sistema de pagamento através da impressão digital armazenada em um banco de dados, permitindo que seus clientes paguem as compras sem a necessidade de levar dinheiro, cartão de crédito ou débito;

  • Na Bélgica, um novo sistema via satélite de cobrança da taxa anual de veículos automotores funciona de forma que os carros são monitorados para saber o total de quilômetros percorridos individualmente podendo então cobrar as taxas aplicáveis de forma mais justa, acreditam as autoridades do país;

  • Na China, os 1.26 bilhões de habitantes terão suas carteiras de identidade trocadas por um novo modelo que virá com um chip contendo informações pessoais de cada pessoa, tendo como um de seus usos, fazer pedido de empréstimo bancário;

  • Na Finlândia, todo cidadão carrega uma identidade nacional, com um número identificador individual e todas as suas informações privadas e públicas estão armazenadas num gigantesco banco de dados no Governo, incluindo automóveis, empresas e todos os imóveis existentes no país. Toda esta parafernália de informações está disponível on-line;

  • E, no Brasil, o Estado de São Paulo já tem um projeto pronto no qual possibilitaria empresas privadas a gerenciarem e comercializarem os dados e a ficha pessoal de todos os cidadãos que tiraram documento no Estado.

 

O clima de medo que o mundo vive, pós 11 de setembro, fez com que as nações buscassem métodos de segurança antes usados somente em casos de espionagem em tempos de guerra. O próprio presidente George W. Bush admitiu ter autorizado a NSA a espionar, grampear telefones, monitorar correspondências e e-mails e vigiar moradores dos EUA e turistas sem autorização da Justiça. Em se tratando de democracia, a privacidade de uma pessoa é um princípio tão importante quanto a liberdade. Quando o mundo, atônito, assistiu desabar as torres gêmeas do World Trade Center a privacidade, o principal pilar da democracia, sucumbiu junto com elas. A paz e a liberdade que prosperaram durante décadas em solo americano já não mais existem.

 

Diante da nova doutrina Bush, a Casa Branca deseja criar um centro para monitorar a Internet no mundo inteiro. Tendo como objetivo detectar e prevenir grandes ataques cibernéticos, o governo norte-americano garante que não vai controlar e-mails individuais de usuários nem o tráfego de outros dados. Os EUA justificam o controle da internet como forma de proteger a civilização.

 

Um artigo de Frank J. Murray, no jornal The Washington Times, relata a profundidade da quebra de privacidade que o mundo deverá experimentar nos próximos anos. Frank diz que funcionários da NASA informaram aos especialistas de segurança de empresas aéreas que a agência está desenvolvendo dispositivos de monitoração do cérebro e com isto, ler os pensamentos dos passageiros para identificar terroristas.

 

A luz amarela acendeu e o cidadão americano que nunca teve a experiência de viver sob os olhos de um governo imperial, começa a sentir o peso da perda de privacidade devido à vigilância constante das autoridades policiais em todas as esferas da sua vida. A privacidade está sendo atacada de todos os lados e em todos os lugares no planeta. Já se ventila dentro da União Européia a criação de uma lei que obrigue as operadoras de telecomunicações e serviços de Internet a manterem um registro de todos os e-mails, SMS e contatos telefônicos pelo período de três anos.

 

Não pensem que o Brasil está fora desta. Na esteira dos escândalos de corrupção, do “mensalão” e das inúmeras CPI’s pelo Brasil afora, parlamentares brasileiros estão propondo a criação de um superbanco de dados de pessoas e empresas que estejam sob suspeita de algum delito. O nome do superbanco de dados? Banco de Dados de Atenção Qualificada, que se aprovado, deverá coordenar a ação de órgãos como o Banco Central, a Receita Federal, a Controladoria Geral da União, a Polícia Federal, a Comissão de Valores Mobiliários e o Tribunal de Contas da União.  Justificativa: facilitar o combate à corrupção no país. De acordo com os parlamentares que defendem esta idéia, diferentemente do modelo de hoje, onde somente se tem acesso com autorização judicial, o acesso às informações sigilosas seria franqueado a funcionários dos órgãos públicos do sistema previamente autorizados e em situações justificadas.

 

De forma inédita, o Estado de São Paulo já tem um projeto pronto no qual possibilitaria empresas privadas a gerenciarem e comercializarem os dados e a ficha pessoal de todos os cidadãos que tiraram documento no Estado. Isto mostra como os limites da privacidade de um cidadão comum estão acabando. Não somente as contas bancárias, mas agora também os cartões de crédito estão sendo vigiados de perto. Fala-se que, em pouco tempo, não apenas as somas de despesas acima de R$ 5 mil, pagas com cartões de crédito, irão para o computador da Receita Federal. Qualquer gasto do portador será registrado, os dele e de quem recebe. O cérebro eletrônico que está comandando esta bisbilhotagem digital é um supercomputador que está instalado no quinto subsolo do prédio da sede do Banco Central, protegido por três portas blindadas, com código de acesso especial.

 

Se você desconhecia tudo isso, então se prepare para mais. Este é o inevitável mundo novo que espera por nós.

 

Material retirado do pocket MBA Gestão de Pessoas e Negócios.

 

 

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CARISMA

 
 

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JB Vilhena

VP do Instituto MVC

Autor do livro "Negociação e Influência em Vendas"

 

 

QUEM NÃO SE COMUNICA SE TRUMBICA (Chacrinha)

 

 

Quando criança, eu costumava assistir tanto a Discoteca quanto a Buzina do Chacrinha. Muito diferente dos programas de auditório atuais, o “Velho Guerreiro” tinha uma maneira toda especial de se comunicar. Não havia truques de edição (o programa era, pelo menos no princípio, transmitido ao vivo), os recursos cênicos eram sofríveis, recursos técnicos eram escassos e a maioria dos televisores brasileiros ainda eram preto e branco (o que impedia que apelos crômicos fossem utilizados, por serem inócuos). Mas mesmo assim todos gostavam do programa e a audiência era altíssima.

 

Hoje em dia, quando vamos fazer uma apresentação ou palestra, contamos com recursos avançadíssimos. Temos ferramentas de apresentação disponíveis em qualquer computador (o PowerPoint certamente é o exemplo mais conhecido), animações computadorizadas e até mesmo imagens holográficas reproduzindo em três dimensões o que só existe no mundo virtual. Quando precisamos enviar uma mensagem, temos o e-mail, o Skype, o MSN Messenger e diversos outros recursos. Para falar com alguém, dispomos de telefone, voice mail e tantos outros recursos.

 

Mas será que, com tanta tecnologia, conseguimos ser tão efetivos quanto era o Chacrinha? A resposta é um sonoro NÃO.

 

Tentando imaginar o porquê desta nossa dificuldade, lembrei-me de uma história que a professora Elza Pádua me contou quando ambos éramos diretores da ESPM. Contou-me ela que, ainda no início de carreira, um dos mais prestigiados publicitários do Brasil foi ser entrevistado pelo Chacrinha. Ao chegar lá, foi recebido por uma equipe que fez questão de ensaiar diversas vezes como se daria a entrevista. Foi combinado de que lado o entrevistador entraria em cena, como o entrevistado deveria se comportar, que perguntas lhe seriam feitas e tudo o mais. O publicitário a tudo se submetia, com uma certa resignação. Mas na hora do programa resolveu improvisar e não cumpriu o que havia sido combinado.

 

No final da entrevista, durante o intervalo comercial, Chacrinha deu uma tremenda espinafração no entrevistado desobediente. Surpreendido, o mesmo teria retrucado: “mas Chacrinha, esse não é o programa do improviso?”. O velho guerreiro teria respondido que “Sim, é. Mas para que o improviso possa dar certo todos têm de cumprir rigorosamente o script”.

 

Nessa estória há uma pista sobre a razão dos nossos inúmeros problemas de comunicação. As pessoas não têm a disciplina de ouvir, ou quando o fazem, não cumprem o que prometeram. Por outro lado, os apresentadores não têm a disciplina do Chacrinha, para só improvisar quando se tem total domínio sobre a situação.

 

Acho bom, todos, pensarmos nisso em nossa próxima apresentação.

 

Material retirado do pocket MBA Comunicação Integrada.

 

 

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PRODUTIVIDADE

 
 

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Carlos Legal

Consultor Sênior do Instituto MVC

Adriana Cruz-Tribuna de Santos

 

 

ENTREVISTA À TRIBUNA DE SANTOS

 

 

1- O que leva um profissional a se tornar um workaholic?

O workaholic é um viciado em trabalho, alguém que tem uma necessidade compulsiva pelo trabalho. O que leva alguém se tornar um workaholic pode ser uma série de influências como: pressão no trabalho ou até a própria cultura da empresa, desorganização pessoal fazendo com que ele trabalhe por mais tempo para cumprir seus deveres; falta de sentido na vida pessoal, levando o individuo a mergulhar apenas no trabalho; problemas pessoais ou familiares, gerando fuga dos problemas, etc. O fato é que o workaholic acaba negligenciando outros aspectos importantes da sua vida, principalmente na esfera pessoal, desenvolvendo problemas familiares, afetivos, de saúde e até desequilíbrios emocionais.

 

2- Qual o perfil de um workaholic?

Não há um perfil definitivo para o workaholic, mas é o funcionário que trabalha demais e negligencia seus outros papéis na vida.

 

3- Ele produz melhor que outros funcionários?

Depende! Pode até produzir mais. A questão em jogo é o prejuízo que o indivíduo tem ou terá em sua vida pessoal no médio e longo prazo e por quanto tempo ele irá produzir. O workaholic acredita na quantidade e não na qualidade.

 

4- As empresas buscam esse tipo de funcionário?

Hoje, não mais. Com o crescente interesse por qualidade de vida no trabalho, muitas empresas estão mais conscientes sobre os problemas e custos gerados por profissionais workaholic’s. Algumas empresas possuem práticas para reprimir exageros no trabalho, como por exemplo, apagar as luzes dos andares a partir das 18/19h e valorizar funcionários que se auto-gerenciam e mantêm equilíbrio entre vida pessoal e profissional.

 

5- Qual o perfil do funcionário que as empresas querem hoje em dia?

As empresas querem funcionários inteligentes, no sentido mais amplo do termo. O funcionário deve produzir o máximo possível, mas se preservar; deve ser ousado, mas equilibrado; deve ser comprometido, mas cuidar de sua própria saúde e vida pessoal; deve vestir a camisa e gostar do que faz, mas ter uma vida saudável e feliz fora da empresa. O workaholic pode representar um custo para a empresa no futuro e isso não é interessante.

 

6- O senhor aceita o conceito de worklover?

É apenas um novo termo, uma tentativa de dar nome a alguém que tem prazer no trabalho com qualidade de vida. É preciso saber que o workaholic como um viciado no trabalho também tem prazer, se não o tivesse não trabalharia tanto. Só que tem prejuízos em outras esferas da vida. O worklover de hoje pode ser o workaholic amanhã. Tem se observado que em algumas profissões, principalmente àquelas onde as pessoas possuem mais autonomia e liberdade, há uma melhor possibilidade de felicidade e prazer no trabalho. Para mim, esses conceitos satisfazem apenas a percepção externa, dos outros em relação ao indivíduo que trabalha. Um pesquisador/cientista que mergulha num estudo pode ser um workaholic e worklover ao mesmo tempo, depende de quem o observa. A questão principal é a pessoa saber se o trabalho a deixa feliz e realizada ou infeliz e frustrada e o quanto o trabalho prejudica seus outros papéis na vida.

 

7- Quais as semelhanças e diferenças entre o worklover e o workaholic?

O que deve definir entre um worklover ou workaholic é o posicionamento íntimo da pessoa, como ela vê o próprio trabalho. Deve ser um meio para a realização e felicidade. A principal diferença é que o workaholic vive para trabalhar e o worklover trabalha para viver.

 

8- A qualidade de vida (o indivíduo que tem vida social, faz atividade física...) interfere de que forma na vida profissional?

Acredito que a qualidade de vida é o fator de sustentabilidade da carreira. Todos nós temos vários papéis que desempenhamos (pai / mãe, filho (a), profissional, amigo (a), etc.) e devemos buscar um perfeito equilíbrio entre eles. Também devemos considerar que somos um ser formado por vários aspectos (físico, mental, emocional, espiritual e social) e devemos cuidar de nós, melhorando cada um desses aspectos. As pessoas vivem acreditando que são eternas, quando na verdade somos vulneráveis e perecíveis. A vida é uma grande oportunidade e é apenas essa. Viver com integridade, fazendo o melhor a cada momento, no trabalho, em casa, no amor, no lazer, etc. Estar inteiro nas atividades do cotidiano, com alegria e equilíbrio melhora a vida como um todo.

 

Material retirado do Programa Gestão do Tempo, do Trabalho e da Energia.

 

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COMUNICAÇÃO

 
 

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RENATA GARCIA ALLOZA

Consultora Sênior do Instituto MVC e Diretora da COMUNIK

 

 

USE E ABUSE DA EXPRESSIVIDADE CORPORAL NA SUA COMUNICAÇÃO

 

 

Você já parou para pensar se é expressivo ao falar? Se as pessoas compreendem de imediato o que você fala? Você tem uma “marca” enquanto comunicador, por exemplo: “Falo com clareza, de maneira objetiva, motivado e com muitos gestos” ou, caso não seja tão eficiente: “falo rápido, com dinamismo, mas tropeço nos sons e utilizo mãos e braços em excesso”.

 

Analise como seu corpo se comunica em diversas situações: você usa gestos, repete constantemente algum deles, fica parado como um robô?

 

Antes de começarmos a falar, nosso corpo já diz algo. Pode dizer que estamos ansiosos, caso estejamos balançando a perna; pode dizer que estamos ausentes, caso nosso olhar esteja perdido; ou que estamos apreensivos, caso esfreguemos nossas mãos; ou mesmo tranqüilos e seguros, caso tenhamos uma postura ereta, leve sorriso no rosto, olhar atento, sem movimentos repetidos. E por aí vai...

 

Assim como muitos comportamentos, estes relacionados à comunicação são construídos ao longo de nossas vidas e experiências. Especificamente o comportamento corporal tem uma influência cultural, há povos mais expressivos que outros; influências também devido às experiências com esportes, teatro, canto, participação em grupos filosóficos ou políticos e nas experiências profissionais, desde as mais precoces. O fato é que sempre estaremos vivenciando e aprimorando nossa comunicação, simultaneamente. 

 

Há pessoas que gesticulam mais que outras, são mais soltas e até expressivas. Utilizamos, em nosso dia-a-dia, gestos naturais como os indicativos, simbólicos, negativos. Mas o importante é compreender o quanto os recursos não verbais - gestos, expressões faciais, postura corporal - podem colaborar para uma comunicação eficaz, expressiva, carismática.

 

A ausência dos gestos seria como uma fala truncada, engessada, sem expressividade.

Os gestos garantem a postura positiva do comunicador, a dinâmica e a energia de quem fala. Ajudam nas ênfases que queremos dar ao nosso texto, desde que correspondam ao que se quer dizer, à imagem e emoção que devem ser disparadas no seu interlocutor. Algo excessivo, muito exagerado, com certeza irá desconcentrar o interlocutor, tirá-lo do assunto principal e deixá-lo ligado naquelas expressões corporais esquisitas, assim como repetir palavras ou expressões enquanto fala.

 

Atente-se a algumas orientações importantes para o seu corpo enquanto se comunica, seja com um colega, em uma apresentação formal, ao telefone ou com sua equipe de trabalho. São pequenas atitudes que podem fazer a diferença na sua imagem de falante.

 

Atitudes corporais positivas:

 

Postura corporal – A postura tem uma íntima relação com a projeção vocal, procure manter o tronco ereto e os ombros livres de tensão, pés alinhados com o corpo, sem desvios marcantes. Mantenha o seu corpo sempre voltado à platéia. Quando necessitar olhar para a tela, em uma apresentação, sugerimos retornar rapidamente, mesmo que precise voltar a olhar mais vezes. Falar olhando para a parede prejudica a projeção da voz e lhe distancia dos interlocutores. Ter os conteúdos bem conhecidos e incorporados ao seu discurso facilita a manutenção da postura corporal voltada para o público.

 

Mãos e braços – Use os gestos feitos pelos braços e mãos, porém de maneira suave, sem movimentos amplos demais e sem repetições excessivas. Sugerimos que não utilize as mãos no bolso em nenhuma situação, braços cruzados ou para trás, mantenha os braços ao longo do corpo ou na linha média (cintura). Quando entrelaçar os dedos, mantenha os indicadores também abaixados.

 

Balanceios - Evite balanceios do seu corpo, de pernas, pés (quando sentado), braços, movimentos de cabeça, ou ainda como se ficasse na ponta dos pés. Leves movimentos de cabeça devem ser utilizados em sintonia com as variações na voz. Nenhum movimento de cabeça pode demonstrar apatia ou rigidez.

 

Olhar – Mantenha sempre o olhar na direção do seu interlocutor, demonstrando sintonia e interesse. Em ambientes maiores, alterne o seu olhar para todas as direções, envolva e demonstre atenção por todo o público. Os olhos têm o poder de expressar emoções: brilhantes demonstram motivação, entusiasmo e felicidade; ofuscados, desânimo, insegurança e tristeza. 

As sobrancelhas também devem ser consideradas, evite movimentos excessivos de levantar e abaixar e também mantê-las franzidas, gera uma imagem de preocupação e seriedade.

 

Sorriso – Um leve sorriso pode acompanhar o seu discurso, principalmente ao abordar aspectos positivos, conquistas e bons resultados. Demonstra simpatia, paixão e envolvimento com o que tem a dizer, além de interação com os seus interlocutores. Ser gentil faz muito bem!

 

Crie seu estilo, mas não se esqueça de utilizar a expressividade corporal e vocal a seu favor, estes são responsáveis para que o comportamento comunicativo gere uma imagem positiva e eficiente, resultando em uma comunicação segura, com credibilidade, cordialidade, assertividade e objetividade.

 

Material retirado do pocket MBA Comunicação Integrada.

 

 

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PESQUISA DE CLIMA

 
 

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Marcelo Boog

Boog & Associados
 

 

 

TEST DRIVE DA PESQUISA DE CLIMA

 

 

O Instituto MVC, em parceria com a Boog & Associados, oferece a todas as empresas que possuírem 200 ou mais colaboradores, a oportunidade para conhecer mais de perto nossa metodologia de trabalho. Trata-se do Test-Drive da Pesquisa de Clima Organizacional.

 

O Test-Drive é realizado inteiramente pela Internet, e é composto por 20 perguntas de grande relevância dentro do Clima Organizacional e pode ser aplicado em até 15 participantes. Faremos o tratamento estatístico e devolveremos o relatório deste trabalho em arquivo eletrônico.

Para que não se confunda a realização do Test-Drive com a aplicação de uma Pesquisa de Clima, o Test-Drive é usualmente realizado apenas junto às pessoas da equipe de RH e Diretoria, evitando assim levantar expectativas junto aos colaboradores da empresa.

Este Test-Drive é uma amostra compacta do sistema WorkClyma. Não é apenas uma demonstração, mas a aplicação real do instrumento, apenas em menor escala. O relatório, também em menor escala (pelo número reduzido de itens, fatores e segmentos), trará a análise de todos os dados recebidos.

Veja um pedaço do relatório:

 

 

Para participar do Test Drive, por favor, envie um e-mail para costacurta@institutomvc.com.br, informando  os dados da empresa, quantidade de colaboradores, se já realizaram uma Pesquisa de Clima anteriormente, bem como a relação de 15 pessoas e respectivos endereços eletrônicos.

 

Qualquer dúvida, ligue para 11- 3171-1645

ReiterAmos que a participação no Teste-Drive é exclusiva para pessoas jurídicas que possuam mais de 200 colaboradores.

 

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