Universidade Corporativa


capital intelectual, gestão do conhecimento e universidade corporativa

Desenvolvimento do Tema


TENDÊNCIAS EM EDUCAÇÃO NAS EMPRESAS

Sem dúvida alguma, uma das áreas que sofrerão maior nível de modificação dentro das organizações nos próximos anos será a tradicional área de T&D. Normalmente considerada uma sofisticação por vezes dispensável, ela só se posicionará em um real patamar de nobreza no momento em que preparar com excelência as pessoas para enfrentar os desafios e a competitividade do ambiente de negócios. A seguir, sem o objetivo da análise completa, descrevemos algumas forças e tendências que merecem análise profunda da parte dos executivos e profissionais de T&D:

1.1) Claramente, ocorre uma exigência cada vez mais intensa de o treinamento e desenvolvimento tradicional abandonarem seu viés burocrático e tornarem-se centros efetivos de resultado;

1.2) Na realidade brasileira, com raras e honrosas exceções, a preparação básica média de um profissional de nível não atinge os patamares mínimos de capacitação exigidos pelas empresas e pelos mercados nesta entrada de milênio;

1.3) Ao mesmo tempo, deve-se levar em consideração que a reengenharia do sistema educacional brasileiro tomará um tempo incompatível com as novas necessidades que a velocidade da mudança impõe sobre a sociedade. Sempre é importante lembrar a reflexão de Alvin Toffler: "Para o sucesso no mundo atual não mais existe a divisão entre comunismo e capitalismo, entre norte e sul, mas, sim, a clara separação entre os velozes e os lentos."

1.4) Na realidade, estamos entrando numa Quinta Onda (as anteriores foram: agrícola, industrial, serviço, informática/ telecomunicações) cuja denominação de Era do Conhecimento eu ousaria elevar à categoria de Era da Sabedoria (ver texto anterior)

1.5) Cada vez mais, o ativo intangível das organizações assume importância maior em relação ao seu valor real e exige novas formas de planejamento, desenvolvimento e mensuração do capital intelectual e da inteligência competitiva das organizações;

1.6) Apesar de a oferta de empregos para a maioria dos universitários situar-se em níveis dramaticamente baixos, por paradoxal que possa parecer, haverá uma absoluta escassez dos talentos capazes de gerar uma diferenciação competitiva compatível com as demandas desses novos tempos. Atrair, desenvolver e reter talentos serão prioridades ligadas diretamente ao ambiente humano das empresas cuja responsabilidade também incluirá a educação contínua destes talentos;

1.7) A obsessão pela competitividade, que exigirá um ainda longo e contínuo período de diminuição de preços e aumento da qualidade, irá comandar o totalitarismo da Fase do Valor Agregado, em que a sobrevivência de qualquer player da economia só se será justificada por sua capacidade de exceder as expectativas dos clientes. Neste ponto, mais uma vez, preparar pessoas para este difícil desafio será fator crítico de sucesso.

1.8) A Geração X, formada pelos filhos dos Babys Boomers e dos Yuppies, nascidos entre 1965 e 1985, invade o mercado com novas exigências que incluem prioritariamente a perspectiva de desenvolvimento de carreira, recompensas financeiras como justiça imediata, possibilidades de estágio no exterior e, principalmente, um profundo programa de treinamento e desenvolvimento;

1.9) Ao permitir a infinitização das informações e a interconectividade geral, a revolução telemática criará novos processos de aprendizagem que transformarão completamente o sistema tradicional de ensino;

1.10) Assim como em alguns outros processos de desenvolvimento, será cada vez mais exigido que os esforços e investimentos em T&D tenham aplicação prática, deixem de ser um mero processo e se transformem em uma atividade econômica rentável cuja efetividade será medida por seus resultados.

Em conseqüência de todas essas tendências, certamente surgirão dentro das organizações novos instrumentos e instituições que se responsabilizarão pelo desenvolvimento de seus Seres Humanos. Esse é o tema do texto a seguir.

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