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Universidade Corporativa: Um Diagnóstico
Luiz
Augusto Costacurta Junqueira
CEO
do
Instituto MVC
Em
1991 foi iniciado, de forma sistemática, o processo
de implantação de Universidades Corporativas no
Brasil.
A
par de projetos extremamente bem sucedidos, com
enorme contribuição para os resultados da
organização, inclusive de forma quantificada, temos
observado inúmeras inadequações estratégicas e
operacionais.
Essas inadequações têm contribuído, de forma
negativa, para a imagem das Universidades
Corporativas e sua conseqüente aceitação
institucional.
A
partir da tecnologia de “redução de erros”, vamos
examinar neste diagnóstico o que constatamos ao
longo de nossa experiência na implantação de
Universidades Corporativas, bem como na
convivência com empresas brasileiras que adotaram
essa estratégia.
Com um pouco de imaginação, você poderá
constatar que as questões colocadas são também
válidas para qualquer Departamento de Treinamento
(DT) tradicional.
Suas respostas devem refletir a situação ou atuação
atual e não a ideal em sua organização
RESPONDA: O = OCORRE NO =
NÃO OCORRE
A MINHA UC (OU MEU DT)
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ASPECTOS ESTRATÉGICOS |
O |
NO |
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1. Não
usa o treinamento/desenvolvimento para
otimizar a cadeia de valor (clientes,
fornecedores etc.), porque cada vez mais
acreditamos que todos os atores do
processo organizacional devem fazer
parte dos programas de desenvolvimento.
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2. Patrocinador
errado ou sem patrocinador; sem apoio e
sem exemplo não se desenvolvem pessoas e
organizações. |
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3. Não
considera a Universidade Corporativa uma
unidade de negócios, centro de
resultados; pois se o lucro é uma
expectativa em relação a todas as áreas
da organização, por que RH deve ficar
fora? |
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ASPECTOS ESTRATÉGICOS |
O |
NO |
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4. O
marketing é a motivação
principal; aqui os meios não justificam
os fins. |
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5. Opta
pelo aspecto modismo e não pela
necessidade e comprometimento com a
idéia |
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6. Foco
exclusivo no treinamento, em detrimento
de outras funções como pesquisa,
retenção e divulgação do conhecimento. |
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7.
Dependência financeira
exclusiva da própria empresa, sem fontes
externas alternativas. |
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8.
Não proporciona uma visão
integrada e temporal da vida educacional
de cada “aluno”, perdendo com isso o
benefício da retenção de talentos e da
educação permanente. |
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9. Foco
exclusivo no desenvolvimento da
organização, esquecendo o
desenvolvimento pessoal. |
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10.
Não utiliza os próprios
executivos como consultores internos;
perdendo o foco na dimensão conhecimento
do negócio |
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11. Não
muda o paradigma da metodologia e da
forma de “entrega” do treinamento |
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12. Erra
no blend/mix (dosagem)
treinamento presencial /treinamento à
distância; privilegiando demais uma ou
outra abordagem. |
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13. Escolha
inadequada do modelo jurídico /
estrutura organizacional |
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SUBTOTAL DOS ASPECTOS
ESTRATÉGICOS |
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ASPECTOS OPERACIONAIS |
O |
NO |
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14. Não
integra consultores internos / externos
à missão, visão, valores da Universidade
(ocasionando divergência metodológica,
desconhecimento do negócio, superposição
de abordagens) |
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15.
Não utiliza a
disseminação das melhores práticas
gerenciais da empresa como forma de
aprendizagem |
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16.
Não incentiva uma cultura
de empreendedorismo (interno e externo) |
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17.
Repete os erros do
“velho” departamento de treinamento |
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18. Não
define indicadores de resultados /
processos, vinculados aos indicadores
institucionais. |
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19. Desvincula
a Universidade Corporativa do sistema de
avaliação de
competências/potenciais/sistema de
participação lucros |
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20. Número
de parceiros/consultores externos muito
grandes e alta rotatividade entre eles |
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21. Não
retém o conhecimento adquirido, via
projetos ao final dos programas,
multiplicação dos conteúdos via
participantes etc. |
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22. Utiliza
de forma
insuficiente cases
studies, best practices |
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23. Não
usa metodologia que otimize o fluxo
multidirecional do conhecimento
(instrutor/alunos, aluno/instrutor,
aluno/aluno, aluno/fornecedor etc.) |
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24. Deixa
de utilizar metodologias que contemplem
atividades pré e pós-eventos. |
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25. Não
divulga todos os resultados obtidos
(projetos, idéias etc.), inclusive para
fornecedores, clientes, outros públicos
da Universidade. |
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26. Não
utiliza resultados da Universidade como
ferramenta de marketing. |
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27. Programas
da Universidade Corporativa não são
válidos como créditos nas Universidades
tradicionais conveniadas. |
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SUBTOTAL DOS ASPECTOS
OPERACIONAIS |
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RESULTADO DO DIAGNÓSTICO |
O |
NO |
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SUBTOTAL DOS ASPECTOS
ESTRATÉGICOS |
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SUBTOTAL DOS ASPECTOS
OPERACIONAIS |
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T O T A L
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INTERPRETAÇÃO
Entre 27 e 21
respostas NÃO OCORRE: Você tem um modelo de
UC (ou DT) em sua organização. Tudo
funciona às mil maravilhas. Concentre-se nos itens
em que respondeu OCORRE, pois aí estão as
oportunidades de melhoria.
Entre 20 e 14
respostas NÃO OCORRE: A UC (ou DT)
em sua organização até que não vai mal! Você ainda
tem algum chão a percorrer. Concentre-se nos itens
em que respondeu OCORRE, pois aí deverá estar o foco
para o seu desenvolvimento.
Entre 13 e 07
respostas NÃO OCORRE: A UC (ou DT)
em sua organização está em situação de risco e as
coisas podem se complicar se ações imediatas não
forem desenvolvidas. Atenção especial para os itens
cujas respostas foram OCORRE; aí deverão
concentrar-se as atenções para seu desenvolvimento.
Entre 06 e 01
respostas NÃO OCORRE: A UC (ou DT)
em sua organização está em situação caótica. Procure
fazer benchmarking, conhecer experiências bem
sucedidas, ler mais sobre o assunto. Em paralelo,
atualize seu currículo, faça networking e
comece a procurar headhunters. |