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Hoje,
mais do que nunca, impõe-se a
necessidade de escrever para público
vasto, diversificado e não
necessariamente técnico.
Dentro de um contexto no qual a
sociedade exige transparência e
publicidade, ganha preciosos pontos com
o leitor quem percebe que a retórica
empolada, os academicismos e os
tecnicismos já tiveram seu espaço - e
hoje tornaram-se dispensáveis.
Competência lingüística continua
assegurando credibilidade: o texto é bom
pela riqueza e ineditismo das
informações prestadas – e, sobretudo,
porque o autor escreve bem.
O que mudou foi o conceito de escrever
bem. Hoje, competência lingüística não
se mede pelas demonstrações explícitas
de erudição, mas sim pela capacidade de
externar pensamentos de forma clara,
convincente e objetiva.
O belo é simples, e a simplicidade se
obtém a partir do paciente e meticuloso
esforço de adaptar, ajustar, depurar e
reescrever inúmeras vezes o texto
original, até que se obtenha resultado
satisfatório - e as informações se
tornem inteligíveis e “palatáveis” ao
leitor.
Autor:
José Paulo Moreira de Oliveira
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